5300 – Ecologia – Garrafas PET podem ser usadas para a produção de verniz


Em vez de ir para o lixo, garrafas PET usadas podem ser transformadas em matéria-prima para a produção de verniz, substituindo compostos derivados de petróleo.
No seu estudo de mestrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o químico Antonio Eduardo Ferreira Alves da Silva desenvolveu uma técnica para transformar as garrafas plásticas jogadas no lixo em um verniz em pó que pode ter várias aplicações: de utensílios domésticos a eletrônicos e indústria automotiva.
O experimento, que já foi patenteado, levou a última edição do prêmio de pesquisa da Abripet (Associação Brasileira da Indústria do PET).
“O trabalho é importante porque aproveita um material que seria descartado e poderia acabar jogado de qualquer jeito, prejudicando o ambiente”, disse Silva, que já tinha grande experiência no mundo das tintas industriais antes de se aventurar pelo ramo da pesquisa.
O cientista lidou com material que já havia sido descartado. Após serem moídas, as garrafas passam por um processo de degradação que altera seu peso molecular.
O material passa ainda por outros processos até ser incorporado à receita que forma o verniz sustentável.
O resultado já mostrou que o material é viável para diversos usos e aderiu bem às superfícies em que foi testado.
Por enquanto, o verniz em pó sustentável de Silva ainda está restrito ao laboratório, mas já existem no mercado tintas e vernizes que usam o PET como um de seus componentes.

5299 – Medicina – O que é fibrose cística?


É uma doença hereditária comum, que afeta todo o organismo, causando deficiências progressivas e, frequentemente, levando à morte prematura. O nome fibrose cística refere-se à característica cicatrizante (fibrose) e à formação de cistos no interior do pâncreas, identificada, pela primeira vez, na década de 1930. A dificuldade para respirar é o sintoma mais sério e resulta das infecções no pulmão crônicas que são tratadas, mas apresentam-se resistentes aos antibióticos e a outras medicações. A grande quantidade de outros sintomas, incluindo sinusite, crescimento inadequado, diarreia e infertilidade, são efeitos da FC em outras partes do corpo.
A fibrose cística é causada por uma mutação no gene chamado regulador de condutância transmembranar de fibrose cística (CFTR). Esse gene intervém na produção do suor, dos sucos digestivos e dos mucos. Apesar de a maioria das pessoas não afetadas possuírem duas cópias funcionais do gene, somente uma é necessária para impedir o desenvolvimento da fibrose cística. A doença desenvolve-se quando nenhum dos genes atua normalmente. Portanto, a fibrose cística é considerada uma doença autossômica recessiva.
Não há cura para a FC e a maioria dos portadores morrem ainda jovens — muitos entre os 20 e 30 anos por insuficiência respiratória. Ultimamente tem-se recorrido ao transplante de pulmão para conter o avanço da doença.
Hoje com a evolução de medicamentos para a doença, as pessoas estão vivendo em torno de 50 à 60 anos
É muito importante fazer periodicamente o exame de espirometria e de cultura do escarro.

5298 – Bateria de papel é recarregada com vapor d’água


Para tentar diminuir o impacto dos eletrônicos no meio ambiente, cientistas portugueses da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, acabam de desenvolver uma bateria feita com papel sulfite usado.
Segundo os pesquisadores, primeiro, a folha passa por uma série de processos de nome um tanto quanto complicado, como “deposição de eletrodos e caracterização morfológica e elétrica”, mas o resultado final é bastante simples de entender: um gadget de papel, que ainda por cima pode ser recarregado em qualquer lugar.
Sabe por quê? A bateria funciona à base de vapor d’água. Logo, o gadget pode ser recarregado em qualquer ambiente que esteja com a umidade relativa do ar superior a 40%, segundo os cientistas.
Eles garantem, ainda, que esse tipo de bateria pode ser utilizado em diversos dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e, até mesmo, aparelhos médicos. O gadget ainda não tem data para chegar ao mercado, mas se a bateria de papel, realmente, funcionar, pode ser o fim das piadinhas sobre a inteligência dos portugueses…

5297 – Uma pilha pode contaminar o solo por cerca de 50 anos


Pilhas usadas: pequenos blocos de corrosão

Alguns objetos muito comuns no dia-a-dia doméstico têm, em sua composição, elementos químicos considerados perigosos, como mercúrio, cádmio, níquel, zinco, manganês e chumbo. Esses materiais estão nas lâmpadas fluorescentes, pilhas, tintas, restos de produtos de limpeza, embalagens de aerossóis – coisas sem as quais não conseguimos viver – e podem causar grandes estragos no meio ambiente e na saúde humana, caso não sejam descartados apropriadamente.
No Brasil, são produzidas aproximadamente 800 milhões de pilhas comuns por ano. Cada uma tem o poder de contaminar o solo por cerca de 50 anos. Nem todos os tipos de pilhas e baterias apresentam o mesmo risco ambiental, mas lançá-las ao lixo comum é um erro recorrente.
As pilhas e baterias em maior número no mercado são as não-recarregáveis de zinco-carbono, com baixos teores de mercúrio. São aquelas pequenas, que você usa no controle remoto ou no relógio de parede. As recarregáveis do tipo níquel-cádmio, assim como as baterias de carros, são de alto risco ambiental.
O mercúrio é considerado o elemento mais tóxico para o homem e grandes animais, podendo causar, dentre outras coisas, perda de memória, alterações de metabolismo, irritações a pele e danos ao sistema respiratório. O chumbo, também encontrado em tintas (como essas usadas em sinalização de trânsito), inseticidas e vidros, também causa perda de memória, dores de cabeça, distúrbios digestivos e tremores musculares. Os dois componentes também são usados na fabricação das lâmpadas fluorescentes. Por isso, é importante não descartá-las no lixo comum.
Os componentes tóxicos que contaminam o solo e a água chegam a animais e vegetais de regiões próximas e, pela cadeia alimentar, atingem a nós, seres humanos. Muitos resíduos contaminam por meio de inalação e pela pele, além de serem “cumulativos”, ou seja, continuam no organismo mesmo depois de anos.
O que fazer?
O importante é buscar o descarte correto para esses materiais em postos especiais de coleta em supermercados, estabelecimentos comerciais e redes de assistência técnica. Sites como o do CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) e o Ecycle listam alguns locais que recebem esse tipo de descarte.

5296 – Maneiras (bizarras) de recarregar baterias


Já pensou em recarregar o seu tocador de MP3 com açúcar? E fazer o seu iPod funcionar com a energia gerada por uma cebola e dois copos de Gatorade?
O experimento da cebola que, de cara, parece estranho, pode ser conferido no Youtube. No vídeo abaixo, em inglês, dá para entender o passo-a-passo de como fazer com que o seu iPod funcione de 15 a 20 minutos com a energia gerada a partir de materiais que você encontra facilmente num mercado: a cebola e a bebida para esportistas.