5294 – Qual é a diferença entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista?


O psiquiatra é o único que pode receitar remédios, por isso é obrigatório que seja formado em medicina. Para o psicólogo, basta a graduação em psicologia, mas é ele o de atuação mais abrangente: atende não só em consultórios, mas também em empresas, fazendo orientação de recursos humanos, testes vocacionais ou dinâmicas de grupo; e podendo seguir dezenas de linhas ou métodos diferentes.
O psicanalista é, assim, o mais específico – tanto que sua formação dispensa a faculdade, substituída pelo curso de especialização da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Essa técnica de investigação, em sessões individuais de 50 minutos, foi criada pelo austríaco Sigmund Freud, a partir da descoberta do inconsciente, manifesto, por exemplo, nos sonhos.

5293 – Como funcionam os silenciadores?


Trata-se basicamente de um abafador de ruídos, encaixado no cano das armas de fogo para bloquear a propagação das ondas sonoras quando um projétil é disparado. O material utilizado varia conforme o modelo mas o princípio é o mesmo. O comprimento do silenciador também independe do tamanho da arma: gira em torno de 20 a 30 centímetros, tanto para fuzis quanto para pistolas. A medida é suficiente para absorver o ar que conduziria o som para fora do cano. “Essa tecnologia até melhora a performance da munição, pois enquanto a bala está passando pelo silenciador está livre de fatores externos que podem desviar seu percurso ou diminuir sua velocidade, como a água e o ar.
Existem três tipos de silenciador para as armas de fogo
Feito de aço maciço, este modelo tem seu interior perfurado como uma peneira. O som do disparo se propagaria pela compressão do ar – só que este acaba saindo pelos furinhos, emudecendo o tiro
Também de aço maciço, esta variação possui, a cada 5 milímetros, pequenos tubos perpendiculares. Eles funcionam igualmente como saídas alternativas para o ar, impedindo-o de transmitir as ondas sonoras
Apenas revestido de metal, este silenciador é recheado com espuma de fibra de vidro (tradicional isolante acústico) ou esponja de aço. Já o tubo interno é feito de anéis de borracha ou couro animal, sempre com um espaço de 1 milímetro entre eles. O ar escapa por esses intervalos e é absorvido pela espuma ou esponja.

5292 – Qual é a origem do basquete?


Os olmecas, sofisticada civilização que dominou a América Central entre 1100 e 800 a.C., são considerados os descobridores da borracha e os primeiros a utilizar bolas desse material. Com elas, esses antepassados dos astecas praticavam um jogo chamado tlachtli: em uma quadra de pedra, que representava o céu, duas equipes de até sete jogadores disputavam a pelota, com o objetivo de fazê-la passar através de um único anel fixado no alto. Segundo a historiadora americana Judith Crosher, tanto o basquete quanto o vôlei teriam se originado do tlachtli. Bem mais tarde, em 1891, surgiu o basquetebol (do inglês basketball, literalmente “bola ao cesto”) como o conhecemos hoje.
Sua criação é creditada ao canadense James Naismith, professor de educação física em Springfield, no Estado americano de Massachusetts.

5291 – Mega Pet – Como são treinados os cães policiais?


O processo começa quando o filhote faz quatro meses de idade. Nesse período inicial, que dura cerca de oito semanas, o animal limita-se a brincar e a conviver com o policial que será seu parceiro constante. Assim, acostuma-se a identificar o dono pelo cheiro e a comunicar-se com ele. Do sexto ao décimo-quinto mês, o cão passa pelo adestramento propriamente dito, que segue duas ações básicas. A primeira é a repetição de palavras curtas – ordens como “senta!” – até o animal aprender a reconhecê-las. A segunda é uma recompensa, como um biscoito ou um brinquedo, dada quando esses comandos são obedecidos. Na fase mais avançada, o bicho aprende a atacar uma pessoa, prendendo-a com os dentes até o policial mandar soltá-la – além de ser instruído a subir e descer escadas, saltar de lugares altos e habituar-se ao barulho de tiros.
Normalmente, esses cães trabalham nas seguintes ações policiais: imobilizar um suspeito até que seja revistado; atacar criminosos; reconhecer, pelo faro, drogas e explosivos; e localizar pessoas desaparecidas na mata ou em um cativeiro. O aprendizado de cada uma dessas tarefas segue o mesmo método de ordem e recompensa. Com algumas exceções , os cachorros são da raça pastor alemão. “Isso porque ela é completa: sociável, apegada ao adestrador – e com força e resistência adequadas à atividade policial”, diz o capitão Daniel Ramos Ignácio, do Canil da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Outras raças, além do pastor alemão, são treinadas para tarefas específicas
O rottweiller, bem mais agressivo que o pastor alemão, é preferido no combate a rebeliões, pelo chamado efeito psicológico: faz qualquer um tremer de medo. Ainda por cima, a pressão de sua mordida equivale a 800 quilos, quase o dobro do pastor. Em compensação, por ser mais pesado e troncudo, cansa mais rápido – motivo pelo qual não é tão utilizado em patrulhamentos rotineiros
Por seu olfato hipersensível e seu instinto de caçador, o labrador é o escolhido para dar plantão farejando drogas em aeroportos e bloqueios rodoviários. Ele é treinado para isso desde pequeno, ganhando ossos de brinquedo recheados, por exemplo, com maconha. A raça é capaz de identificar 25 tipos diferentes de odores, alguns deles imperceptíveis para os seres humanos
O pastor belga de Malinoá, parente do pastor alemão, é o favorito para a delicada missão de detectar, também pelo olfato, explosivos como pólvora e dinamite. O animal é treinado para jamais encostar nos objetos, pois muitas bombas podem explodir com um simples toque. O labrador, apesar de seu faro fino, é estabanado demais para isso.

5290 – Medicina – Ciência não exata


Enquanto a intimidade microscópica do organismo é devassada pela ciência e mais e mais recursos high-tech são incorporados aos sistemas de diagnóstico e terapia, cresce também a insatisfação das pessoas com os custos, o atendimento, e, sobretudo, com a promessa fria de eficácia dos procedimentos médicos.
Hoje as pessoas buscam muito mais os médicos do que no passado, gastam pequenas fortunas com exames, estão quase que continuamente tomando algum remédio e, no final, sempre descobrem que não se livraram de antigas complicações ou que contraíram alguma das novas doenças que não param de engordar a lista oficial de moléstias catalogadas – ela já soma 30 000 itens.
Além disso, a tecnologia médica parece ter promovido o distanciamento entre o terapeuta e o paciente, desumanizando a prática profissional e abalando uma relação milenar associada ao processo de cura. A julgar pelo novo horizonte trazido pela farmacogenômica, esse fosso deverá ampliar-se ainda mais quando as máquinas de prescrição invadirem os consultórios.
Outro sinalizador da crise que, aos poucos, se instala na área da saúde é a corrida de usuários da medicina convencional para as chamadas terapias alternativas, métodos de cura baseados em paradigmas que se opõem ao modelo médico hegemônico, geralmente originárias do Oriente. Na França, estima-se que 82% dos pacientes superpõem a seus tratamentos na medicina oficial as terapias alternativas.
Nos Estados Unidos, 35% da população já freqüenta consultórios de homeopatas, acupunturistas e outros terapeutas que não fazem uso de drogas químicas, os chamados remédios alopatas.Inflando a onda de contestações, há uma série de falhas que contribuem para minar a confiança de pacientes nos ritos médicos tradicionais.
Seria loucura negar, sob o pretexto dessas distorções, a contribuição dos serviços médicos à melhoria da qualidade de vida e à longevidade no mundo atual. Quem, vivendo em algum lugar minimamente civilizado, não conhece pelo menos um caso de alguém salvo da morte ou libertado da doença graças à pronta intervenção médica? O que os problemas em debate revelam é que essa contribuição pode estar aquém do que se imagina, numa relação custo-benefício bastante desfavorável para quem paga a conta – o paciente.
Um estudo da Universidade Stanford, dos Estados Unidos, com o objetivo de aferir os fatores que levam uma pessoa a viver mais de 65 anos, mostrou que a assistência médica é o que menos pesa: apenas 10% num conjunto em que o estilo de vida participa com 53%, as condições ambientais com 20% e a herança genética com 17%. É muito pouco quando se compara esse percentual aos preços salgados e aos lucros gordos que envolvem a assistência médica.
O modelo biomédico consiste basicamente em três premissas: o corpo é uma máquina, a doença é conseqüência de uma avaria em alguma de suas peças e a tarefa do médico é consertá-la. A partir daí é que se determinou a prática médica atual, a organização da assistência à saúde e a formação dos recursos humanos nessa área, caracterizando-se a ruptura com a tradição inspirada no grego Hipócrates (século V a.C.) e seus valores humanísticos.
O trabalho do químico francês Louis Pasteur, pioneiro no estudo dos microorganismos, é talvez o pilar mais importante desse modelo. Pasteur demonstrou a correlação entre bactérias e doenças e atribuiu a micróbios específicos a causação de doenças específicas. Opôs-se assim a Claude Bernard, cuja teoria, muito difundida no século XIX, apresentava a doença como resultado de uma perda de equilíbrio do organismo provocada por fatores externos e internos. Bernard afirmava que os micróbios são inócuos e que o corpo do homem é hábitat natural de bactérias, úteis à eliminação de toxinas. Em apenas 1 mililitro de saliva humana, por exemplo, existem 150 milhões de bactérias.
A dor é o sintoma patológico que mais leva pessoas aos médicos. Só no Brasil 80% das consultas são relacionadas a esse fenômeno biológico, o mais explícito dos sinais do organismo. Recentemente, a dor foi considerada o quinto sinal vital. Apesar disso, a incapacidade dos médicos de lidar com a dor de seus pacientes continua a ser um dos pontos críticos da medicina moderna.
Como a dor não pode ser medida objetivamente, a exemplo da pressão do sangue e dos níveis de colesterol, é difícil para a maioria dos profissionais avaliar sua extensão e efeitos sobre o doente.

5289 – Dia em Vênus fica 6,5 minutos mais longo


Folha Ciência

Os dias em Vênus já não são como antigamente: aparentemente, estão seis minutos e meio mais longos.
A constatação é de Nils Müller, pesquisador da DLR (agência espacial alemã) que trabalha com dados da sonda europeia Venus Express.
Em estudo publicado no periódico científico “Icarus”, ele contrastou as observações de radar feitas pela espaçonave para mapear a superfície venusiana com as coletadas entre 1990 e 1994 pela sonda americana Magellan.
Surpresa: alguns traços na superfície não estavam onde eles imaginavam encontrá-los. A única explicação para isso é que, entre essa época e hoje, o planeta passou a girar mais devagar em torno de seu próprio eixo.
Para ele, padrões variáveis de vento devem levar o planeta a acelerar ou frear seu movimento de rotação de tempos em tempos. “Houve medições de radar nos anos 70 e 80 e elas apontaram mais ou menos o mesmo período de rotação mais longo do que encontramos agora. Então, essa é provavelmente a duração média do dia em Vênus, e os dados da Magellan na década de 1990 representaram uma flutuação.”
De toda forma, os dias mais longos não devem alterar muito os planos de quem pretenda enfrentar o ambiente inóspito de nosso vizinho planetário mais próximo (temperatura sempre acima de 400 º C e pressão atmosférica cem vezes maior que a da Terra na superfície). Com um período de rotação equivalente a pouco mais de 243 dias terrestres, dificilmente seis minutos e meio a mais fariam alguma diferença.

5288 – Mega Byte – Como funciona o modem?


Trata-se de um equipamento que permite que um computador se comunique com outros através de uma linha telefônica ou cabo. Como vimos nos capítulos iniciais do Mega Byte, os dados dentro de um computador estão gravados na forma de dígitos,ou seja, para cada combinação de números 1 e 0 , o código binário, forma um bit,que é a unidade básica da informação. O modem transforma tais dígitos em ondas de som capazes de trafegar por uma linha telefônica ou cabo. Quando as ondas chegam ao outro modem, são decodificadas, se transformando novamente em sinais digitais. Daí o nome modem, de modulador-demodulador. As ondas então são reinterpretadas como números, refazendo-se o código binário lido pelo computador. Nas obsoletas conexões discadas é usada a placa de fax modem. Em banda larga, a conexão é feita com cabo óptico pela entrada de rede da CPU.