5286 – Música – Booker Newberry III


Booker Newberry III (nascido em 19 janeiro de 1956, Youngstown , Ohio é um cantor e tecladista americano. Newberry começou sua carreira como cantor profissional nas Noites do grupo Mystic por volta de 1971.
Seguiu careira solo no início dos anos 80 e foi top da Bilboard com o álbum Love Town. Pouco tocado no Brasil, o álbum foi sucesso no mundo todo, de New York a Tóquio.

5285 – Mega Notícias – Despertador de Vírus


Uma equipe da Universidade de Cambridge desenvolveu um microfone tão sensível que é capaz de captar o barulho de um vírus numa gota d’agua. Feito de cristal de qurtzo, será utilizado para detectar infecções muito antes que os sintomas se manifestem.
Despertador ao contrário – A Seiko lançou um que ajuda a dormir.O produto toca 6 sons que fazem os insones dormirem.

5284 – Mega Polêmica – Direito dos animais: ou você ou a cobaia


A imagem que se quer passar é a de que os cientistas são indivíduos sádicos, que usam e matam cobaias inocentes. Há até quem descreva os centros de pesquisa como campos de concentração repletos de instrumentos de tortura para animais. Trata-se de uma visão caricatural que contribui para aumentar ainda mais a ignorância e o preconceito das pessoas diante da ciência.
É provável que tal imagem tenha surgido já no tempo em que Pasteur inoculou a saliva de um cão com o vírus da raiva no cérebro de outro cão, sadio, e verificou que ele contraiu a doença. Para fazer essa experiência, Pasteur teve que abrir um orifício no crânio do cão saudável – um procedimento de fato desagradável, tanto para o cão quanto para o espectador. Ele também usou coelhos em seus experimentos e transmitiu a infecção, sucessivamente de um coelho para outro, 25 vezes – até que o agente da raiva no cérebro do último desses animais se tornasse incapaz de transmitir a doença. No dia 6 de julho de 1885, um garoto de 9 anos, chamado Joseph Meister, foi salvo da raiva depois que Pasteur injetou o vírus atenuado da doença no pequeno paciente, tendo início ali a técnica de produção de vacinas que salvaria, no futuro, a vida de milhões de pessoas.
Nenhuma das pesquisas que deram origem às vacinas seria possível sem o uso de animais de laboratório. Até hoje, a vacina contra raiva é testada em ratos para verificar se não restou nela nenhum vírus que possa induzir a doença ou provocar efeitos colaterais. Em apenas uma das etapas da pesquisa com vacinas é possível dispensar o uso de animais, injetando o agente da doença numa cultura de células em vez de aplicá-lo no organismo das cobaias. Essa técnica é mais rápida, eficaz e econômica. Mas, infelizmente, não pode ser usada em todas as etapas da pesquisa. O uso de animais ainda é indispensável para garantir a saúde da população vacinada assim como para preservar a segurança de substâncias que compõem os medicamentos. Diminuir ou mesmo banir irresponsavelmente os testes em animais aumentaria ainda mais os riscos de quem precisa tomar remédios. Sem essas pesquisas, quem se arriscaria a ir à farmácia?
Há 40 000 anos os homens viviam, em média, 28 anos. Hoje vivem mais de 70. Devemos isso às pesquisas que utilizam animais. No momento em que você estiver lendo este artigo, laboratórios acompanham a evolução de doenças hereditárias em ratos para aliviar, no futuro, o sofrimento dos filhos dos pacientes dessas doenças. Apesar dos ataques às pesquisas que usam animais geneticamente modificados, estamos mais próximos de um tratamento para doenças incuráveis, como o Alzheimer, graças ao uso de ratos transgênicos. Quem hesitaria em utilizar animais em pesquisas se pudesse, com isso, aliviar a dor de um familiar portador de uma doença degenerativa e hoje ainda incurável?
Não é inaceitável que usemos animais para o benefício humano. Inaceitável é ver o homem matar e expor os seus semelhantes ao sofrimento por meio de guerras ou pela ignorância que rejeita os benefícios dos avanços da ciência.
Instituto Butantan
Faculdade de Medicina da USP

5283 – Mega Mito – Ressureição Minguada – Não se recarrega pilhas no congelador


Tal macete caseiro rende, no máximo, alguns minutos de sobrevida às pilhas. Elas funcionam convertendo energia química em energia elétrica, pela reação entre duas substâncias: zinco e cloreto de amônio. Esse processo acaba liberando gases de hidrogênio e amônio, em bolhas que se movimentam, dificultando a passagem de corrente elétrica no interior da pilha. Tudo o que a baixa temperatura faz é congelar esses gases, imobilizando-os em bolhas menores. Isso desobstrui o trânsito daquela carga elétrica que ainda resta, fazendo uma pilha gasta voltar a funcionar mais um pouquinho, nada além disso.

5282 – Por que o ouro é tão valioso?


Ele não corrói e é praticamente indestrutível. Quase sempre é encontrado em estado puro na natureza e chama a atenção pela beleza da sua cor e do seu brilho. Por todas essas qualidades, no antigo Egito o ouro já era o material favorito para a fabricação de jóias e outros ornamentos – e, desde então, nunca deixou de estar associado a símbolos de prestígio e poder. “Sua raridade também faz com que seja extremamente valioso. Se existisse em abundância, isso não aconteceria.
O chamado lastro de ouro, como valor de referência para as moedas nacionais, porém, só foi adotado em 1821 pela Inglaterra – antes disso, a prata era o metal monetário por excelência. Cerca de 40% do ouro mundial passou a ser reservado, então, pelos bancos centrais das nações mais ricas, como garantia de valor do seu dinheiro.
Com a depressão econômica da década de 1930, o ouro deixou de ser a principal medida de riqueza de um país, mas permanece um dos investimentos mais procurados, com sua cotação publicada diariamente nos jornais.

5281-Livro – Circo dos horrores: Não leia antes do almoço


Esqueça o palhaço, o trapezista e o domador de leões. No final do século XIX e início do XX, os espetáculos que atraíam multidões tinham números tão bizarros que arrepiariam até os chimpanzés do Circo de Moscou. O homem de duas cabeças, a mulher barbuda, o cabeludo albino da Austrália e anões que fariam o Tatu de A Ilha da Fantasia ser considerado um homem de boa estatura rendiam fortunas em apresentações nada politicamente corretas. O livro Freaks – Aberrações Humanas (Livros e Livros, Portugal), reúne fotos raras de algumas dessas pessoas que ganhavam a vida expondo seus defeitos congênitos.

5280 – Perigo na praia: Bombardeio de ultra-violeta


Ultravioleta castiga o "paraíso"

Quer aproveitar o resto do verão numa bela praia? Não se esqueça de levar na bagagem um bom protetor solar.
Pesquisa realizada em novembro pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com a Nasa, revelou que a bela cidade de Natal é a cidade brasileira onde há maior incidência de raios ultravioleta do Sol, algo só comparável ao que ocorre na Antártida, o continente polar localizado exatamente abaixo do buraco na camada de ozônio da atmosfera. Portanto, sem proteção natural contra aquele tipo de radiação. Numa escala que vai de zero a 16, a capital do Rio Grande do Norte chegou a registrar índice 11 por volta do meio-dia. Isso significa que quem se expõe ao sol ali, nesse horário, tem três vezes mais chances de adquirir um melanoma, o câncer de pele (ou outra doença da pele), em comparação com alguém que está pegando uma cor em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde o índice de radiação é 4. Os raios ultravioleta também aceleram o envelhecimento. Localizada próximo à linha do equador, uma área alcançada por intensa luminosidade solar, há três anos Natal foi apontada pela Nasa como o lugar de ar mais puro da América do Sul. Agora, a descoberta de que os raios nocivos do Sol atingem em cheio a cidade deixou os natalenses preocupados.

5279 – Quando foi construído o Arco do Triunfo?


Em 1805, a cidade de Austerlitz, República Tcheca, foi palco de uma das mais importantes vitórias militares de Napoleão.
Os seus 68 000 soldados derrotaram 90 000 combatentes da Rússia e da Áustria, que formavam uma coalizão contra seu império. A vitória deixou Napoleão eufórico a ponto de prometer aos seus soldados a mesma glória dada aos exércitos romanos: voltar para casa sob arcos triunfais. No ano seguinte, em Paris, foi lançada a primeira pedra do monumento, mas o império do francês não durou a ponto de vê-lo terminado.
As obras foram concluídas em 1836, no reinado de Luís Filipe. Napoleão, ironicamente, passou sob seu monumento triunfal apenas uma vez: no seu cortejo fúnebre, em 1840.
O arco ganhou novo significado quando a Primeira Guerra Mundial acabou e o vitorioso exército francês marchou debaixo dele. Para homenagear os heróis da guerra, o corpo de um soldado foi enterrado no subsolo. A marcha vitoriosa se repetiu em 1944, liderada pelo general De Gaulle, para comemorar a libertação de Paris do controle alemão na Segunda Guerra Mundial.

5278 – Biologia – Como os animais unicelulares se alimentam?


Algumas bactérias chupam nutrientes diretamente do meio, sem precisar engolir nem mastigar. Elas absorvem compostos orgânicos que atravessam sua membrana. Outros seres unicelulares, como os protozoários, fazem a fagocitose: englobam o alimento e o digerem dentro da célula. “Existe ainda um terceiro tipo de animal unicelular que produz sua própria refeição, por fotossíntese ou quimiossíntese”, afirma um biólogo da Universidade de São Paulo. Na fotossíntese, a energia necessária para obter o alimento vem da luz solar e, na quimiossíntese, de reações químicas que liberem energia, como a oxidação do enxofre, por exemplo. Esta última é encontrada em alguns tipos de bactéria, em especial as que vivem em regiões de altíssima temperatura no fundo do mar, bem longe do Sol. Esse modo de comer não é muito comum hoje em dia, mas algumas pesquisas recentes indicam que ele era o preferido de todas as primeiras formas de vida do planeta.

5277 – Da Vinci X Miguelangelo


Menino Jesus, obra de Leonardo Da Vinci

A notícia que corria de boca em boca era que o jovem artista Michelangelo Buonarroti, então com 29 anos, admirado por boa parte da sociedade da época, tinha aceitado o convite para pintar uma cena de guerra numa das paredes do Palazzo della Signoria, então sede do governo florentino. O fato, por si só, não chamaria tanto a atenção se não fosse por um detalhe: o mesmo convite tinha sido feito, um ano antes, a outro grande artista, o respeitadíssimo Leonardo Da Vinci, na época com 51 anos. Leonardo aceitara a encomenda e já havia até montado seu andaime na parede oposta àquela posteriormente oferecida a Michelangelo.
A tarefa dos dois era retratar uma cena de batalha, de livre escolha, inspirada na história recente de Florença. O trabalho era tão bem pago que se tornou irrecusável – para um e para outro. Parece que Leonardo não gostou muito da idéia de ter Michelangelo por perto, mas se sentiu estimulado com o clima de competição. Logo ele, que tinha fama de procrastinador, trabalhou com afinco nos desenhos que dariam origem à sua Batalha de Anghiari.
De um lado, Leonardo, o intelectual que fazia da natureza sua fonte de inspiração e já tinha escrito um tratado sobre a pintura. Do outro, Michelangelo, o escultor que imprimia às figuras de seus afrescos o mesmo vigor de suas obras no mármore. Ambos, como bons renascentistas, almejavam a perfeição. E ambos, como bons rivais, não se topavam.
Pense nesse confronto como se os físicos Isaac Newton e Albert Einstein tivessem vivido na mesma época, na mesma cidade, e a prefeitura tivesse chamado ambos a medir forças realizando o mesmo teste de matemática. É claro que Florença se tornou pequena demais para dois gênios com aquela estatura. E é lógico também que os florentinos ficaram eletrizados com a expectativa de qual dos dois iria realizar a melhor pintura épica.
Pode-se dizer que a rivalidade entre Michelangelo e Leonardo era inevitável. E não apenas pela semelhança de suas grandezas artísticas. Eles também não combinavam em quase nada: as diferenças se revelavam na aparência, nos traços de personalidade, nos caminhos artísticos, nas buscas estéticas que escolhiam e até mesmo nas influências filosóficas que haviam recebido. Simpatizante da teoria neoplatônica, bastante em voga naquela época, Michelangelo buscava tirar do mármore formas idealizadas, bem de acordo com a subjetividade do filósofo grego Platão. Leonardo, ao contrário, se identificava muito mais com a visão objetiva de Aristóteles, que valorizava a investigação científica e a observação da natureza.
Vejamos as diferenças de personalidades:
O Michelangelo, 23 anos mais jovem que o rival, era irreverente, impetuoso e, não raro, malcriado. Sua intempestividade lhe rendeu brigas homéricas com os Médicis, a família florentina que patrocinava grande parte dos artistas da época. Discordava daqueles que viam em Leonardo um gênio. Mas, num cantinho qualquer do seu ateliê, Michelangelo se via na obrigação de estudar as experimentações de seu grande desafeto, por ele ter sido precursor de uma série de inovações técnicas – como o “claro/escuro”, o jogo de sombra e luz. “Michelangelo nutria por Leonardo um misto de inveja, discordância e admiração velada”, diz Maria Elisa de Oliveira Cezaretti, professora de História da Arte na Faculdade Belas Artes, de São Paulo.
Leonardo chamava a atenção, principalmente por sua excepcional beleza e seu porte físico. Estava acostumado a usar túnicas coloridas, em geral cor-de-rosa, que iam até os joelhos – um pouco curtas para os padrões da época, é verdade, mas sempre na moda. Deixava que a longa e encaracolada barba chegasse à metade do peito. E era festeiro: baladas eram com ele mesmo. “Leonardo participava de festas na corte, gostava de música, era bastante animado”, diz o artista plástico Percival Tirapeli, professor da Unesp. Foi graças a esse jeito que tinha para lidar com as pessoas, aliado a seu enorme talento, que ele conseguiu driblar a má-sorte de ter sido filho bastardo naquela época. (Na Itália renascentista, quem carregava tal rótulo era rechaçado pela sociedade.)

Leonardo nasceu em Vinci, um bucólico vilarejo distante um dia de Florença, em 1452. Aos 13 anos, deixou sua cidade natal para trabalhar no ateliê do mestre florentino Andrea Del Verrocchio, artista conhecido por ser um professor inspirado, onde teve o primeiro contato com as artes e com a filosofia. O jornalista britânico Michael White, autor da biografia Leonardo: The First Scientist (Leonardo: O Primeiro Cientista), recém-lançada nos Estados Unidos e ainda inédita no Brasil, afirma que Leonardo, um típico garoto do interior, se transformou num dândi graças ao burburinho de Florença. A cidade era o berço de toda a agitação cultural que marcou a Renascença, nos séculos XV e XVI, e se transformou no ambiente ideal para os artistas. “Eles gozavam de um status social diferente. Eram mais do que artesãos, tinham autonomia sobre a obra”, diz o italiano Luciano Migliaccio, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e também da Escola do Museu de Arte de São Paulo, o Masp.

Michelangelo, ao contrário, era artista em tempo integral. Apesar de se considerar antes de tudo um escultor, também produziu afrescos e realizou experimentos com cores que influenciaram dezenas e dezenas de outros artistas. Nasceu em 1475, em Caprese, no seio de uma família de classe média alta já um tanto decadente. Em decorrência disso, carregava consigo o anseio de nobreza. Primeiro estudou no ateliê do mestre Domenico Ghirlandaio, um pintor famoso por seus murais, nos idos de 1489. Depois, passou a trabalhar para Lorenzo de Médici, talvez o mais destacado mecenas do clã dos Médici. O artista e historiador italiano Giorgio Vasari (1511-1574), contemporâneo de Michelangelo e Leonardo, e autor de Vidas dos Pintores, Escultores e Arquitetos, confirma que Michelangelo tinha um temperamento difícil, irascível e briguento. Os relatos dão conta de um sujeito melancólico, que vivia atormentado por conflitos interiores.

A Criação de Adão, de Miguelangelo

5276 – Sistemas Planetários – Os planetas mudam de posição


Além dos inóspitos gigantes quentes e próximos de estrelas, os astrônomos encontraram outras situações que consideravam improváveis: planetas que, apesar de se localizarem ao lado de suas estrelas, são extremamente gelados. É o caso do planeta, ainda sem nome, que gira a 32 milhões de quilômetros da estrela Gliese 876. Com uma massa 670 vezes maior do que a da Terra, o novo planeta tem temperatura de 90 graus centígrados negativos. Esse frio somente é explicado pelo fato de a estrela desse planeta ser uma “anã vermelha”. Com uma temperatura superficial de cerca de 3 000 a 4 000 graus centígrados e massa três vezes menor do que o nosso Sol, a estrela não consegue aquecer o planeta vizinho como outras estrelas fariam.
Mas nem tudo é estranho entre os novos planetas descobertos. Situações semelhantes à do nosso sistema solar também são comuns, como planetas gelados afastados da sua estrela-mãe. Um planeta, ainda sem nome, do sistema da estrela Upsilon Andromedae, por exemplo, está a 360 milhões de quilômetros do seu Sol e tem uma temperatura média de 70 graus centígrados negativos. Outros ocupam posição intermediária – o que é natural – entre os gigantes de fogo e as bolas de gelo, como o que gira em torno da estrela da constelação de Libra HD 134987.
Sistema solar da estrela tau Boötis – 50 anos-luz da terra
Nesse sistema solar, na constelação de Boötis, foi descoberto um imenso planeta que está surpreendentemente próximo da sua estrela – ao contrário dos gigantes gasosos do nosso sistema solar que estão distantes do Sol. O gigante tem uma massa mil vezes maior do que a da Terra e uma temperatura de 1 200 graus centígrados. Ele gira tão depressa em torno de sua estrela, que o ano por lá dura três dias. Alterações em sua órbita indicam que ele tem uma lua.
Sistema solar da estrela upsilon Andromedae – 44 anos-luz da terra
É o único caso comprovado de um sistema solar com mais de um planeta. Todos os outros planetas descobertos fora do nosso sistema solar são mundos solitários – pelo menos por enquanto. Girando ao redor da estrela Upsilon Andromedae foram descobertos três planetas gigantes. Um deles extremamente próximo da sua estrela e quentíssimo, outro a meia distância (talvez habitável) e um bem afastado e gelado.
HD 134987 – 82 anos-luz da Terra
Descoberto há pouco mais de um ano, esse planeta tem uma temperatura de 42 graus centígrados, o equivalente a um dia quente de verão nos trópicos – condição propícia para o surgimento de vida do tipo terrestre. Pena que, devido à sua imensa força gravitacional, dificilmente poderíamos visitá-lo. Ainda que houvessem naves capazes de nos levar até lá, um homem médio pesaria ali cerca de 23 toneladas. É provável que o planeta seja cercado por fragmentos de rochas de todos os tamanhos, de grãos de poeira até pedaços equivalentes a montanhas.
Sistema das estrelas 16 Cygni A e 16 Cygni B – 70 anos-luz da Terra
É um dos poucos planetas descobertos até hoje que gira em torno de dois sóis. Faz parte de um sistema estrelar binário, composto pelas estrelas 16 Cygni A e B. Esses sistemas são extremamente delicados uma vez que o planeta está submetido à força gravitacional de duas estrelas. Dependendo da sua posição, essa força dupla pode arremessá-lo de sua órbita, por meio do efeito chamado estilingue. É provável que não seja um caso isolado, já que existem inúmeras estrelas duplas em nossa galáxia.

5274 – Câncer, o inimigo n°1 da Humanidade


Nenhuma doença, com a possível exceção da Aids, incita tanto horror quanto o câncer. Já não é um problema médico, simplesmente – o medo coletivo da doença, ao longo deste século, tomou a forma de um sentimento irracional, equivalente ao temor que os povos antigos tinham diante de suas divindades malévolas e vingativas.
O avanço das pesquisas aponta para um cenário que desautoriza grandemente a velha visão de que o câncer é um revés irreversível, uma moléstia sem cura nem explicação.
A possibilidade de cura do câncer já é uma realidade concreta na maioria dos hospitais. (Um paciente é considerado curado se o tumor não retorna depois de cinco anos de observação.)
No Brasil, ainda estamos na faixa em que os americanos se encontravam duas décadas atrás, a dos 50% de cura. Mesmo assim, há centros avançados, como o Hospital do Câncer, em São Paulo, em que a proporção de êxitos já chegou a 65%. Para se ter uma idéia, a taxa de sobrevivência do enfizema pulmonar, uma das doenças comparáveis ao câncer, é de 30%, segundo Daniel Dehenzeilin, diretor do Hospital do Câncer. E a proporção de recuperações do câncer está subindo.
Ao lado de combater o câncer em si, os pesquisadores têm tido a preocupação de combater o mito que se formou sobre a doença com o passar do anos. “É preciso desmontar a falsa imagem, já superada pela medicina, de que o câncer representa uma fatalidade certa”, diz Dehenzeilin. É que se as pessoas não estiverem convencidas disso, continuarão a encarar um diagnóstico positivo de câncer como uma sentença de morte, desconsiderando as boas e crescentes chances que têm de recuperação.
As boas notícias não param por aí. O avanço das pesquisas permite a um número considerável de cientistas acreditar que, dentro de dez anos, ou até mesmo antes disso, o índice de cura do câncer se torne muito próximo de 100%. Se isso ocorrer de fato, o grande mérito terá sido da explicação definitiva da causa dos tumores, concluída apenas nos últimos cinco anos, após duas décadas de pesquisas.
O câncer, relatado pela primeira vez pelo grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, por volta do ano 500 a.C., já teve a sua origem atribuída a centenas de fatores. No século XIX, considerava-se que ele era causado por machucaduras. Depois, os vilões passaram a ser os parasitas. Neste século, pensou-se em vírus, bactérias, radiação e produtos químicos. A tese que pôs um ponto final nessa discussão – e, mais do que isso, um ponto final que traz muita esperança – foi a descoberta dos oncogenes. Ela revelou que fatores externos são meros coadjuvantes no drama cancerígeno que, quando em vez, se desenrola nas células.
A tese dos oncogenes defende que a origem do câncer é um defeito minúsculo que altera apenas a bilionésima parte do DNA de alguns genes especiais – 50 entre os 50 000 que existem em cada célula. Esses genes especiais são chamados de oncogenes, ou genes causadores de câncer. Apesar de serem tão poucos, eles têm poder de vida ou de morte sobre o organismo porque sua função é controlar o desenvolvimento, a reprodução e a organização das células.
As mutações genéticas que acarretam o câncer podem ser disparadas de muitas maneiras diferentes. O cigarro, por exemplo, um dos agentes que acionam os oncogenes, é responsável atualmente por 35% dos casos de câncer no mundo.
Depois que sofre uma mutação inicial, a célula tem um longo caminho pela frente até virar um tumor. Por isso o câncer é mais comum em pacientes com mais de 50 anos. “O desenvolvimento de um tumor demora décadas”, afirma Weinberg, do MIT. “Todos nós temos células transformadas no corpo. E a todo momento ganhamos novas células mutantes”, diz ele. “Mas isso não significa que elas darão início à doença.” Uma razão é que, apesar de as células alteradas pelo oncogene passarem a proliferar de maneira descontrolada, elas têm que enfrentar diversos obstáculos gerados pelo próprio organismo.
E a famigerada metástase, como entra nessa história? Tudo começa com os oncogenes enganando as células com a sua tática de falsificar informação. Da mesma forma que os genes do mal podem simular um comando externo, autorizando a reprodução de uma célula ou de um grupo delas, eles, aos poucos, com outros comandos forjados, fazem o tumor crescer e finalmente alcançar a malignidade total: a metástase. Ou seja: o êxodo de algumas células cancerosas via corrente sangüínea.
Para os médicos, diagnosticar que um tumor chegou à metástase significa derrota quase certa na tentativa de salvar o paciente. Mesmo com todas as descobertas recentes. Dessa etapa para a frente, há pouca esperança de localizar e eliminar, com absoluta certeza, todas as células do mal que se espalharam pelo corpo. As metástases respondem por 90% das mortes por câncer. E até que haja outra revolução na pesquisa contra a doença, é certo que o número de mortes vai continuar diretamente associado ao número de diagnósticos tardios. Mesmo que os pacientes que sucumbem à doença sejam um grupo cada vez menor em relação ao dos que sobrevivem, graças à identificação precoce do mal, os números absolutos ainda são elevados: em média, 7 milhões de pacientes morrem anualmente de câncer no mundo.
Contra – Ataque
Acima de 1 cm de diâmetro, o tumor faz crescer vasos sangüíneos que levam nutrientes até ele. Mas já se conhecem substâncias que bloqueiam a formação dos vasos e matam o tumor de fome.
Diversas drogas destroem as enzimas que as células malignas usam para migrar de um órgão para outro. Elas podem impedir a disseminação da doença.
É possível inserir num vírus inofensivo o gene que produz a proteína p53, cuja função natural é levar células malignas ao suicídio. O vírus levaria o gene até o câncer e ele fabricaria o próprio veneno que o destrói.
Diversas substâncias em estudo poderão, no futuro próximo, ajudar o sistema imunológico a reconhecer as células descontroladas e a estimular a ação dos anticorpos contra o tumor.

5273 – Mega Mito – A tese de que os cabelos crescem mais quando aparados na Lua Nova não passa de superstição


Você está no ☻ Mega Arquivo

Até hoje, ninguém conseguiu provar que haja alguma relação entre as fases da Lua e nossas madeixas. “Não existe força física que relacione a Lua com o crescimento do cabelo. O oceano tem uma massa imensa e por isso é atraído pelo satélite. Como a gravidade é proporcional ao peso, corpos levinhos, como nossas cabeças, sofrem bem menos seus efeitos.

5272 – Como surgiu o xadrez?


O jogo surgiu no século VI na Índia, com o nome de Shaturanga, que significa “os quatro elementos de um exército”, em sânscrito. “É que todos os componentes das forças militares da época estavam representados”. A infantaria é formada pelos peões e a cavalaria pelos cavalos. Antigamente havia também carroças (depois trocadas por torres) e elefantes (posteriormente, bispos).” A partir da Índia, o jogo foi para a China e a Pérsia seguindo as rotas comerciais. Aliás, é da palavra persa shah, que significa rei, que vem o nome xadrez. “Os árabes, que conquistaram a Pérsia em 651, se encarregaram de difundir a prática do jogo.
Eles levaram seus tabuleiros para as terras que invadiram no norte da África e, quando ocuparam Espanha e Portugal entre 711 e 1492, trataram de introduzir a novidade na Europa. Foi nesse período que o xadrez ganhou o formato atual, incorporando elementos típicos da Idade Média, como os poderosos bispos e as torres dos castelos.
As regras não se alteraram desde o final do século XIV.

5271 – Os animais enxergam em preto e branco?


As formas de ver o mundo são tão variadas quanto a própria natureza. “A percepção das cores depende dos tipos de pigmentos na retina.
Nos seres humanos e nos outros primatas, há três pigmentos – o verde, o azul e o vermelho – permitindo a visão do vermelho ao violeta. Muitos insetos, aves, répteis e peixes têm um pigmento extra, para a luz ultravioleta, e por isso enxergam coisas para nós invisíveis. Já mamíferos como gatos e cachorros são daltônicos, porque possuem só dois pigmentos – o verde e o azul. Vêem, portanto, menos cores. Esses bichos estão adaptados para a vida noturna, que exige mais atenção às formas do que aos tons. Os únicos bichos que enxergam em preto e branco são os que possuem um único pigmento, como os peixes abissais, que vivem em locais de baixíssima iluminação, onde não há cores para serem vistas. No extremo oposto há um camarão com 12 tipos de pigmentos.
O homem precisa ver do vermelho ao violeta para localizar os frutos maduros, item importante da sua dieta
As abelhas, assim como os beija-flores, vêem ultravioleta, o que as ajuda a enxergar o néctar nas flores
A urina de roedores reflete ultravioleta. Com isso, fica fácil para as aves, que vêem essa cor, encontrar suas presas
Nas profundezas do oceano há poucas cores – os peixes abissais não precisam ver todo o arco-íris

5270 – Anatomia – O apêndice tem Alguma função no organismo?


No passado acreditava-se que não e ele era retirado como se fosse uma úlcera. Hoje se conhece melhor a sua função e este só é retirado se estiver causando problemas.
Ele é útil porque produz linfócitos, que entram na corrente sanguínea e se distribuem pelo corpo. A apendicite é a inflamação do órgão. Acontece quando a ligação do apêndice com o intestino entope. Ele deixa de ser irrigado por sangue e a única saída é sua extração por meio de uma cirurgia.

Escola Paulista de Medicina para o ☻ Mega

5269 – Atletismo – Qual é o recorde de velocidade em corridas?



As corridas de velocidade são disputadas por homens e mulheres em separado.
Nos 60 metros, o record do mundo é detido pelo atleta norte-americano Maurice Greene com o tempo de 6.39 segundos.
100 Metros – Muitas vezes o detentor do record nesta distância é considerado ” o homem/mulher mais rápido do mundo”. O atual record é de 9.69 conseguido por Usain Bolton da Jamaica nos Jogos Olímpicos de Pequim a 16 de Agosto de 2008.
Os 100 metros rasos foram introduzidos no programa olímpico em Jogos Olímpicos de Verão de 1896 para homens e nos Jogos de 1928 para mulheres. Os primeiros campeões olímpicos foram, respectivamente, Tom Burke e Betty Robinson dos Estados Unidos da América.

Florency, a recordista polêmica

O recorde mundial dos 100 metros masculinos pertence a Usain Bolt, da Jamaica, obtido durante o Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, na Alemanha, em 16 de agosto de 2009, com a marca de 9,58 segundos.
Na prova feminina, O record do mundo ainda é 10.49 segundos e foi conseguido pela incrível Florence Griffith-Joyner,estabelecido em Indianápolis em 1988. Falamos dela em um outro capítulo do ☻ Mega sobre o dopping.
400 Metros – Os 400 metros é uma prova que dá uma volta á pista na linha interior. Os corredores são colocados na posição de partida de maneira que assegure que cada um corre a mesma distância.
Embora esta prova seja de velocidade, tem que se utilizar tácticas na corrida;
de fato os 400 metros tem tempos finais 4 vezes o tempo dos 100 m.O record do mundo é detido por Michael Johnson com o tempo de 43.18 segundos.