5268 – Desvendando o Parkinson


Cientistas da Universidade de Nova York, em Buffalo, conseguiram desenvolver pela primeira vez em laboratório um neurônio vivo com o Parkinson “juvenil”, que aparece antes dos 40 anos.
O neurônio com a doença foi produzido a partir de células da pele de quatro pacientes, sendo dois saudáveis e dois com a doença.
A partir dessas células, os pesquisadores desenvolveram as chamadas células-tronco iPS, que podem se transformar em qualquer célula –incluindo neurônios.
Os neurônios vivos com Parkinson, diferentemente dos neurônios vivos saudáveis, apresentam uma mutação em um gene específico que provoca a sua degeneração.
Essa alteração, que acontece no gene parkina, . Com isso, o neurônio se oxida e as células são degeneradas.

O trabalho, publicado na “Nature Communications”, joga uma luz sobre o mal de Parkinson comprovadamente causado por mutação genética –aimpede o controle de uma enzima que regula a oxidação de um neurotransmissor chamado dopaminaté 10% no total de casos. Os demais tipos têm causas desconhecidas.
“Os sintomas do Parkinson genético e não genético, no entanto, são os mesmos”, diz um neurologista da USP.
Os trabalhos com células-tronco iPS começaram em 2007. Desde então, cientistas de todo o mundo têm trabalhado para transformá-las em células ligadas a doenças neurológicas.
DIVISOR DE ÁGUAS
Isso porque é impossível estudar neurônios vivos humanos, que estão no cérebro e não podem ser retirados.
“Essa é a primeira vez que neurônios humanos
ligados à dopamina foram gerados a partir de pacientes com Parkinson.
com mutações na parkina”, diz Jian Feng, principal autor do estudo.

No caso do Parkinson, há um problema adicional que atrapalha as pesquisas: os modelos animais não podem ser utilizados porque a doença se manifesta de maneira diferente.
“Antes, não poderíamos nem pensar em estudar a doença em neurônios humanos”, comenta Feng.
“Justamente por isso as células-tronco iPS são tão importantes”, explica o neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que trabalha com esse tipo de célula.

Apesar de os cientistas dos EUA terem estudado um tipo raro da doença, o trabalho pode ajudar a compreender como funciona a mutação do gene parkina.
Mas ainda é cedo para se falar em tratamento ou cura. As pesquisas com células-tronco estão começando”, lembra o neurologista Arthur Oscar Shelp, da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
A pesquisa dos EUA foi financiada pela Fundação Michael J. Fox, criada pelo ator que protagonizou os filmes “De Volta Para o Futuro”. Fox recebeu o diagnóstico da doença aos 30 anos.

5267 – Fonoaudiologia – A Dislexia


Quando uma criança progride no aprendizado da leitura, uma parte do cérebro passa a dominar o processo e consequentemente ela exige menos esforço. Com os disléxicos, devido a falhas na conecção, não funciona desta maneira. No processo, recorrem somente a área cerebral que processa fonemas e portanto, não coneguem reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida.
O ideal seria que toda criança fosse testada para para detectar se sofre de dislexia, mas o sistema educacional brasileiro deixa a desejar, há falta de recursos nas escolas. O primeiro sinal é quando a criança, apesar de estudar em boa escola, tem grande dificuldade de assimilação. A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.
Dicas:
Diferente da fala, a leitura precisa ser ensinada. A dislexia pode ser derrotada com métodos persistentes. A maioria dos tratamentos, enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulario e melhoria na compreensão e fluência da leitura. Estudos recentes sugerem que um tratamento adequado, administrado ainda cedo na vida escolar, pode corrigir falhas nas conexões cerebrais, ao ponto delas desaparecerem por completo.
Alguns sinais de alerta:
3 a 6 anos
Persiste em falar como um bebê
Pronuncia palavras de forma errada
Não consegue reconhecer as letras que soletram o seu nome
Dificuldade em lembrar o nome das letras, números e dias da semana
Leva muito tempo para aprender novas palavras
Dificuldade para aprender rimas infantis
6 ou 7 anos
Dificuldade em dividir palavras em sílabas
Não consegue ler palavras simples
Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons
Dificuldade de reconhecer fonemas
Reclama que ler é difícil
Memoriza textos sem compreendê-los
7 a 12 anos
Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas
Confunde palavras de sons semelhantes
Escreve de forma confusa
Não consegue terminar as provas na sala de aula
Sente medo de ler em voz alta
Causas – São neurobiológicas e genéticas. A doença é herdada, portanto, se uma criança é disléxica, ela deve ter um pai, avô, primo ou tio com o mesmo problema.