5189 – História da Discoteca – Robson e Lincoln


O Dancin’ Days, inaugurado em 5 de agosto de 1976, iniciou o conceito de discoteca no Brasil. Antes havia bares e boates, mas era diferente. Lugares pequenos, comportados, que muitas vezes selecionavam quem podia entrar. O Dancin’ Days era como um cinema: você comprava o ingresso numa bilheteria e entrava. Isso de não ter nem couvert nem consumação, de você ir lá no bar e pegar o que fosse beber, era novidade.
A figura do DJ já existia. O próprio Dom Pepe, que foi nosso DJ, tocou na Sucata. E havia ainda o Ademir Lemos, genial, que era do Le Bateau; o Monsieur Limá, que era do Arpége, no Leme; o DJ Amândio, que era do Sótão, uma boate da Galeria Alaska, em Copabacana. E, claro, havia o DJ Big Boy, que fazia os Bailes da Pesada no Canecão.
Quem entrasse no Frenetic Dancin’ Days deparava com uma sala que levava a uma espécie de túnel, embaixo de uma arquibancada, toda forrada de jeans. A pista de dança era quadriculada, em preto-e-branco. Cabiam umas 800 pessoas lá. A discoteca ficava no quarto andar do shopping, onde, quatro meses depois de aberta, foi inaugurado o Teatro dos Quatro, do ator Sérgio Britto.
A disco music brasileira tinha muita coisa que era cópia da música norte-americana, mas não era o caso das Frenéticas. Elas tinham cara própria, eram muito ligadas aos caras que fizeram os Dzi Croquettes. Era teatro de revista, um pouco de escola de samba também, um pouco de cinema, de chanchada… Uma coisa muito brasileira. Elas gravavam músicas do Gonzaguinha, do Chico Buarque… O trabalho delas era bem- feito, uma coisa muito original e audaciosa para a época, especialmente se lembrarmos como elas se vestiam (espartilhos, cintas-ligas), como elas falavam, como elas se apresentavam. A crítica, em geral, recebeu as meninas muito bem.
No auge da disco music brasileira, vários artistas gravaram o gênero. O Tim Maia gravou Tim Maia Disco Club, talvez o melhor disco da vida dele. Também tinha a Lady Zu, que era ótima; a Banda Black Rio, que começou com as Frenéticas… O fenômeno se espalhou, o que era natural. Naquela época, apareceram também as Harmony Cats, que era outro grupo vocal feminino de disco music (elas gravaram um medley de músicas do gênero para a trilha sonora internacional da novela Dancin’ Days). Mas, nesse estilo, as Frenéticas foram as pioneiras no país.
A disco music começou no Brasil com as Frenéticas, que nem tinham muito a ver com funk e com soul. Pelo contrário, era uma espécie de disco-rock. Elas gravavam muito rock também, mas eram músicas dançantes. E os músicos que tocaram com as Frenéticas eram de rock, era o pessoal do Bixo da Seda, além do Roberto de Carvalho, que preparou as meninas para o estúdio. O primeiro disco delas foi produzido por Liminha, que havia sido baixista dos Mutantes e da Companhia Paulista de Rock. Foi a primeira produção dele.
Lincoln Olivetti
Pioneiro na utilização da eletrônica a serviço da música, Lincoln Olivetti manipulou com maestria o rock e o pop nacional na virada dos anos 70. Um de seus dons era aproximar os artistas e o hit parede sem ferir as convicções artísticas. Assim, popularizou o arranjo, criando frases sonoras reconhecíveis rapidamente. A transformação da roqueira Rita Lee em meteoro pop deve muito a seu trabalho – ele é praticamente co-autor de “Saúde”, “Mania de Você” e “Lança Perfume”. Outro artista beneficiado foi Tim Maia, que entrou com o pé direito na onda disco. E vieram Gal Costa, Gilberto Gil, Jorge Ben, Roberto Carlos, Caetano…
Natural de Nilópolis (RJ), Olivetti estudou música e engenharia eletrônica, o que lhe deu gabarito para trabalhar com bateria eletrônica e sintetizadores, recursos que apenas começavam a definir a cara do pop internacional. O domínio da nova estética também contou com o talento de Robson Jorge. Juntos emplacaram “Aleluia”, em 1982. Porém, com a onipresença veio a saturação – e as críticas de que ele “pasteurizava” o som dos anos 80. A fama de Olivetti foi resgatada no fim dos anos 90 por Ed Motta e Lulu Santos, dois admiradores de seu estilo. Para o parceiro Robson Jorge, porém, já era tarde. Ele morreu esquecido, em 1993, depois de anos de abuso alcoólico.

5188 – Cinema – Um Drink no Inferno


Título original: (From Dusk Till Dawn)
Lançamento: 1996 (EUA)
Direção: Robert Rodriguez
Atores: Harvey Keitel, George Clooney, Quentin Tarantino, Juliette Lewis.
Duração: 108 min
Gênero: Terror
Dois irmãos procurados pela polícia por 16 mortes seqüestram um ex-pastor e seu casal de filhos, para poderem atravessar a fronteira com o México e lá se dirigem à uma casa noturna freqüentada por caminhoneiros e motoqueiros, que é uma mistura de cabaré e prostíbulo. Porém, ao chegarem lá eles se deparam com algo totalmente inacreditável.
Elenco:
George Clooney
(Seth Gecko)
Quentin Tarantino (Richard Gecko)
Juliette Lewis (Kate Fuller)
Ernest Liu (Scott Fuller)
Salma Hayek (Santanico Pandemonium)
Cheech Marin (Chet Pussy / Carlos / Guarda-costas)
Danny Trejo (Razor Charlie)
Tom Maxini (Máquina de sexo)