5052 – Amazônia – Deserto teria virado Paraíso


A Amazônia não foi sempre a mata equatorial que conhecemos atualmente. Há centenas de milhares de anos, o clima da Terra era mais frio do que hoje e grande parte da água do planeta estava bloqueada na forma de gelo. Como conseqüência, havia pouca umidade no ar e a área que conhecemos como uma enorme mata não passava de um vasto deserto. Em meio à areia nua, aqui e ali, despontavam ilhas verdes isoladas, cada uma com seus próprios bichos e plantas.
Esses ecossistemas independentes – batizados de refúgios ecológicos – são a base da teoria que o zoólogo Paulo Vanzolini elaborou em 1969 em colaboração com o geógrafo Aziz Ab’Sáber, ambos da Universidade de São Paulo. Ela explica por que convivem na Amazônia tantas espécies diferentes. É que, logo que o clima esquentou, as ilhas verdes se espalharam sobre a areia e acabaram unidas numa única massa vegetal, que agregou toda a fauna e a flora que se desenvolvera nos diversos refúgios do passado. É verdade que, nesse processo, agumas espécies desapareceram. Mas muitas outras surgiram do cruzamento das sobreviventes. Deu uma diversidade imcomparável.
Esse tipo de reviravolta, diz Vanzolini, deve ter sido comum no passado, pois as glaciações resfriam o planeta em ciclos, repetindo-se a cada 100 000 anos.
1. Há mais de 20 000 anos, a região era seca. Havia apenas oásis de vegetação, cada um com seus próprios bichos e plantas.
2. De 10 000 anos para cá, o clima ficou mais úmido. As áreas verdes cresceram até colar umas nas outras. Esse ambiente ampliado juntou uma grande variedade de espécies.

5051 – Gênios Injustiçados


Se você procurar na Enciclopédia Britânica o verbete de Alberto Santos-Dumont (1873-1932), ficará desapontado. As míseras 28 linhas dedicada ao herói da ciência não mencionam que ele foi um dos inventores do avião nem que se tornou o primeiro a controlar o vôo de um balão, em 1899. Mas, agora, por iniciativa do próprio presidente da Enciclopédia Britânica, o americano Paul Hoffman, ex-editor da revista americana Discover, a injustiça poderá ser corrigida. Encantado com o inventor brasileiro, ele está escrevendo sua biografia.
Para o escritor, o brasileiro teria sido o primeiro a fazer um vôo público em um avião, em 1906. “Os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright anteciparam o aparelho em 1903, mas mantiveram segredo para patentar o invento”, diz. “Dumont foi o primeiro a voar num balão dirigível”, ressalta. “Foi inventivo e corajoso o suficiente para combinar um motor a gasolina com um balão de hidrogênio, que queima facilmente.”
A despeito da disputa com os irmãos Wright, o brasileiro é um gênio bem conhecido. Mas o que dizer do padre Landell de Moura? Há evidências de que ele fez uma transmissão de rádio dois anos antes do italiano Guglielmo Marconi. Apesar disso, é quase incógnito. Outro mestre despercebido é o médico Manuel de Abreu, criador da radiografia de pulmão em 1936.

5050 – Cavalo tem ar-condicionado para neurônios


Depois de horas de galope, o sangue de um cavalo esquenta um bocado. Teoricamente, tanto calor poderia danificar as células do cérebro do bicho. Mas uma nova pesquisa revelou que o eqüino evita o superaquecimento dos neurônios com um curioso sistema de refrigeração, feito de bolsas de ar.
Para chegar a essa conclusão, cientistas dinamarqueses e canadenses implantaram pequenos termômetros nas artérias carótidas dos animais antes e depois da passagem delas pelas bolsas. Perceberam que, ao atravessar os sacos de ar, o sangue esfria até 2 graus Celsius e pode alcançar o cérebro sem causar dano. Esse ar-condicionado não é privilégio dos cavalos. “Outros animais, como pequenos morcegos, usam o mesmo mecanismo para abaixar a temperatura do sangue”.
Depois de mais de 1 hora de exercício, o sangue na cabeça do animal pode atingir até 46 graus Celsius.
Ele é resfriado por bolsas de ar capazes de reter até 0,5 litro de ar fresco.
Depois da passagem, o sangue da artéria segue para o cérebro até 2 graus Celsius mais frio.

5049 – Santo Daime e o chá alucinógeno


A cor da bebida varia entre o ocre e o marrom-escuro. O gosto é mais amargo que o de um suco de laranja esquecido fora da geladeira. E os efeitos mais comuns são vômito e diarréia. Mas nada disso impede que ela seja consumida regularmente por índios da Amazônia ou pelos moradores de grandes cidades que freqüentam os rituais de seitas religiosas como o Santo Daime e a União do Vegetal. Ela também provoca alucinações e visões místicas.
Chamado de daime ou vegetal por seus adeptos, o chá é mais conhecido pelos antropólogos como ayahuasca – cipó dos espíritos ou vinho dos mortos em quéchua, língua indígena peruana. Obtido pela fervura de duas plantas amazônicas – o cipó jagube, ou mariri (Banisteriopsis caapi), e o arbusto chacrona (Psychotria viridis) – , ele é usado há milênios pelos pajés da floresta. Para eles, o chá é capaz de livrar o corpo e a alma de toda impureza, fazer a mente viajar no tempo e no espaço e abrir a comunicação com os antepassados e as forças da natureza.
Não é o tipo de coisa na qual os cientistas acreditam, mas o fato é que a ayahuasca vem atraindo cada vez mais interesse na comunidade acadêmica. Alguns estudos indicam que ele ajuda a combater a dependência alcoólica. Em 1996, os psiquiatras Charles Grob, da Universidade da Califórnia, e Eliseu Labigalini, da Universidade Federal de São Paulo, avaliaram um grupo de quinze usuários da bebida. Alcoólatras há vários anos, eles haviam abandonado o vício semanas após começarem a tomar o daime. Mas ninguém arrisca ainda indicar o uso do chá como terapia. “A amostragem foi pequena”, diz Labigalini, que continua investigando como o daime pode contribuir também no tratamento da dependência de crack e cocaína.
Junto do interesse médico, logo vêm os interesses econômicos. Já em 1986, o americano Loren Miller, da Corporação Internacional de Plantas Medicinais, na Califórnia, pediu a patente de uma variedade do cipó Banisteriopsis caapi. Correu o boato de que ele pretendia criar um refrigerante. Mas Miller nega.
Com os olhos abertos, as luzes parecem dançar. As cores ganham uma intensidade fora do comum. Fechando-se os olhos, manchas brilhantes e pulsantes transformam-se em animais da floresta, como onças e serpentes. Assim são as descrições mais comuns das visões provocadas pela bebida – também chamadas de miração, no Santo Daime, e burracheira, na União do Vegetal. Essa alteração da consciência levou o Ministério da Saúde a proibir o uso do chá no início da década de 80. Mas dois pareceres do Conselho Federal de Entorpecentes liberaram o consumo, desde que em rituais religiosos.
Existem mais de vinte grupos com autorização para tomar o chá. O Santo Daime e a União do Vegetal, instalados em várias cidades brasileiras, são os mais conhecidos.
O efeito alucinatório, que dura de alguns minutos a até mais de 1 hora, é resultado principalmente da ação de uma substância chamada dimetiltriptamina, encontrada nas folhas da chacrona. Já o cipó jagube contém três alcalóides chamados harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Sua ação também se dá no cérebro, aumentando a quantidade do neurotransmissor serotonina, responsável pelas alterações de humor.
A ação da bebida no sistema nervoso não é muito diferente do funcionamento de antidepressivos como o Prozac. A fluoxetina, seu princípio ativo, impede que a serotonina seja recaptada pelo neurônio depois de liberada. Assim, uma quantidade maior fica em circulação. Por isso, quem toma esse medicamento deve esquecer o chá. Tanto um quanto o outro deixam uma quantidade maior do neurotransmissor disponível. Sobrepostos em doses elevadas podem provocar até derrame cerebral.
Nascido com princípios católicos, o Daime abriga hoje kardecistas, umbandistas e até céticos, somando cerca de 2 000 adeptos no mundo todo. A religião da mata se espalhou para os centros urbanos do Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão e, nos tempos de desorientação de hoje, é procurada por intelectuais, médicos, psicólogos. O mesmo fenômeno aconteceu com a União do Vegetal (UDV), a maior organização baseada no uso do chá. Nascida em 1961, em Rondônia, e tendo como fundador outro seringueiro, mestre José Gabriel da Costa, a União conta com 6 000 seguidores espalhados por todas as grandes cidades brasileiras.
Os rituais do Daime e da União do Vegetal buscam, acima de tudo, a introspecção e a autoconsciência, e o chá é o veículo principal para consegui-las. Mas, no Daime, não é o único. A dança, que pode se estender por mais de 10 horas, e os hinos de letras simples e repetitivas ajudam na concentração mental, até se chegar às mirações. “Apesar de a bebida ser considerada um alucinógeno, a palavra visão descreve melhor o que acontece durante o ritual”, diz o psiquiatra Charles Grob.
A Igreja Nativa Americana, fundada pelos índios da América do Norte, utiliza em seus rituais o cacto peiote. Ele contém a substância alucinógena mescalina, tornada mundialmente famosa na década de 70 pelos livros do antropólogo Carlos Castañeda.

5048 – Evolução – Sem meteoritos só haveria algas na Terra


Datando amostras de poeira lunar, os cientistas verificaram que foi num período de bombardeio muito intenso que a evolução deu seu maior salto. Isso foi há 400 milhões de anos, época em que as bactérias e as algas – únicos habitantes do planeta até então – originaram os primeiros animais grandes. “A queda de meteoritos muda o clima”.
Catástrofes do bem
Queda de meteoritos explica surgimento de organismos complexos.
Entre 4 e 3,5 bilhões de anos atrás.

Um grande número de meteoritos caiu na Terra e na Lua. As primeiras bactérias e algas podem ter surgido na Terra por volta dessa época.
3,5 bilhões de anos atrás.
Os impactos rarearam. Com isso proliferaram seres simples, sem grandes mudanças evolutivas.
Entre 500 e 400 milhões de anos atrás.
O bombardeio cósmico volta a se intensificar. Esse período corresponde à chamada explosão cambriana, em que diversas criaturas complexas se desenvolveram por aqui.

5047 – Alguém em queda livre pode morrer antes de chegar ao chão?


Pode, sim. Um ser humano, jogado de um avião acima de 4 quilômetros de altura, pode morrer antes mesmo de começar a cair, vitimado pela mudança de pressão. Explica-se: a cabine das aeronaves é pressurizada porque, àquela altura, a concentração de oxigênio na atmosfera é insuficiente para o homem respirar. Assim, a pressão de fora é muito menor que a de dentro. Quando, num acidente, a parede do avião se rompe, o passageiro é projetado para o exterior com extrema violência. “Esse movimento brusco já pode quebrar ossos, lesar órgãos internos e matar”, explica o major Flávio Xavier, especialista em medicina aeroespacial do Núcleo do Instituto de Fisiologia Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Mas, se ainda sobreviver quando estiver no ar, fora do aparelho, a vítima corre risco de morte por parada cardíaca. Quando o cérebro percebe que o corpo está em queda livre, o susto faz o coração sofrer um curto-circuito. Isso pode acontecer também quando alguém pula de uma montanha ou de um prédio alto como o Empire States Building, em Nova York, que tem 373 metros de altura.
1. O cérebro é avisado da queda pelas articulações entre os ossos, que deixam de sentir o peso do corpo, e pelo labirinto, o órgão dentro do ouvido responsável pelo equilíbrio. A ameaça é registrada pelo sistema límbico.
2. O sistema límbico liga-se, por meio do nervo vago, com o nó sinoatrial no coração. Ele rege o ritmo dos batimentos.
3. O susto pode fazer o sistema límbico liberar o neurotransmissor acetilcolina em excesso, provocando um curto-circuito no nó sinoatrial. O coração pára.

5046 – Como a sequóia, o maior ser vivo do mundo, leva água até as folhas mais altas?


Apesar dos seus 100 metros de altura, ela usa a mesma estratégia de qualquer árvore, grande ou pequena, para matar a sede. A transpiração faz a planta perder umidade pelas folhas. Isso cria uma diferença de pressão entre a base e o topo dos vasos que transportam líquidos e nutrientes captados pelas raízes. Essa diferença gera uma força de sucção.
Quando a planta transpira, a água é sugada das raízes para a copa.
A sequóia transpira pelas folhas. Para repor a água perdida, a folha puxa líquido dos xilemas, os vasos que conduzem a seiva pelo tronco.
No tronco, a perda de líquido lá no alto cria uma diferença de pressão dentro do xilema. Como acontece quando se suga refresco por um canudo.
O xilema então puxa o líquido das partes inferiores da planta. As raízes se encarregam de repor o que é consumido.

5045 – Falso Milagre – Aparelhos de eletroestimulação não funcionam


O efeito é mínimo e só faz sentido no tratamento de músculos deficientes, em clínicas de fisioterapia, afirmou um especialista do Hospital Albert Einstein. No caso de uma pessoa saudável, mas de vida sedentária, as contrações aplicadas nos músculos os deixam um pouco mais tonificados após algumas sessões, mas é só. A partir daí, só o esforço físico poderá desenvolvê-los. Para a perda de peso, de nada adianta. Fabricantes de tais aparelhos são alvo de ações nos EUA, sob a acusação de propaganda enganosa. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária está de olho.
Não se iluda com as curvas da Feiticeira. Não existe tecnologia capaz de deixar ninguém sarado sem malhar.

5044 – O que é um poço artesiano?


Poço perfurado com diâmetro pequeno, grande profundidade e a água junta-se no solo naturalmente., porque sua própria pressão basta para leva-la à superfície, com pressão insuficiente se utiliza uma bomba , mas o poço semi-artesiano. O nome vem do século 12, quando em 1126, foi criado um poço do gênero na cidade francesa de Artois ou Artésia; mas há indícios que os chineses já faziam perfurações desse tipo por volta de 5000 aC. São escavados por furadeiras gigantes usando broca desenvolvida pela indústria petrolífera. Devido a grande profundidade as águas são limpas, em muitos casos não sendo necessário o tratamento antes do consumo.

5043 – Descoberto hormônio que imita efeito de exercícios


Ficar em forma pode passar a ser uma moleza…
Um novo estudo abre perspectiva de que os exercícios físicos possam ser trocados por uma pílula.
Em experimentos com camundongos, cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, descobriram que um tipo de um hormônio, produzido após a atividade física, era capaz de transformar o tecido adiposo.
Em sua presença, células de gordura branca –responsável por armazenar energia– se convertem na chamada gordura marrom, que queima calorias para aquecer o corpo.
A nova molécula, batizada de irisina, também existe em humanos. Num teste, os cientistas injetaram pequenas doses da substância em roedores sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes.
Após dez dias, os animais tiveram os níveis de glicose e insulina normalizados no sangue e até perderam peso. O experimento foi descrito na revista “Nature”.
Mesmo exibindo cautela em relação ao potencial terapêutico do novo hormônio, os pesquisadores se mostram otimistas com a perspectiva de usá-lo em humanos em um futuro próximo.
A molécula da irisina dos camundongos é quase idêntica à versão humana, o que significa que os mesmos benefícios observados nos roedores podem se mostrar em pessoas. “Esperamos ver efeitos colaterais muito pequenos”.
Ele e seus colegas do Dana-Farber, um centro de pesquisa associado à Universidade Harvard, estão agora tentando criar uma maneira de administrar a irisina a humanos. No estudo com roedores, foi usado um vírus para distribuir o hormônio no organismo, algo difícil de fazer com segurança.
Para criar uma droga que possa ser usada em humanos, Boström e seus colegas estão tentando “colar” a irisina em moléculas de anticorpos, as proteínas de defesa do sistema imunológico, para só depois injetá-las no sangue.
Para pesquisadores, mesmo que não seja adequado substituir exercícios por uma droga que tente emular seus efeitos, é possível encontrar uma brecha para aplicação.
“Há muitos pacientes por aí que precisam de exercício mas, por diferentes razões, não podem fazer”, diz Boström, o autor da pesquisa.
“Um medicamento pode vir a ser uma opção para pessoas extremamente obesas, que têm dificuldade em se movimentar para fazer exercícios, ou para pessoas com alguns tipos de deficiência física”.
GORDURA MARROM INTRIGA CIENTISTAS
Apesar de já estarem estudando a possibilidade de aplicação do conhecimento sobre a chamada gordura marrom, cientistas ainda tentam entender por que esse tipo de tecido é estimulado pelo exercício no corpo humano.
A gordura marrom, que queima energia em vez de armazenar, existe primariamente em bebês, que precisam de proteção contra o frio. Como essa classe de célula adiposa libera energia ao ser estimulada, gera calor e aquece a criança.
Do ponto de vista da teoria da evolução, porém, não faz sentido que um organismo que já esteja gerando calor por meio de atividade física também estimule a queima de mais energia por um mecanismo metabólico secundário.
A hipótese que cientistas levantaram para explicar isso é que, nos bebês que sentem frio, o fator que estimula a a conversão de gordura branca em marrom é o tremor.
Como os músculos que se movimentam para vibrar a pele são essencialmente os mesmos que mexemos para fazer exercício, também produzimos gordura marrom como efeito colateral da atividade física.

5042 – Adiantado o relógio do fim do mundo


A incerteza gerada pela ameaça de proliferação nuclear e pelo aquecimento global fez o BAS (Boletim de Cientistas Atômicos) adiantar em um minuto o “Relógio do Apocalipse”, informaram na terça-feira especialistas internacionais.
O simbólico Relógio do Apocalipse “aponta agora cinco minutos para a meia-noite [quando ocorrerá o cataclisma nuclear]”, declarou Allison Macfarlan, presidente da associação da Universidade de Chicago que em 1947 criou o sistema para ilustrar o risco da corrida atômica.
Em janeiro de 2010, o BAS, que tem entre seus membros 18 prêmios Nobel, atrasou o relógio em um minuto diante de um “estado do mundo mais promissor”, deixando o marcador a seis minutos da meia-noite.
“Há dois anos, parecia que os dirigentes do mundo poderiam enfrentar as ameaças globais, mas esta tendência não se manteve e, inclusive, se inverteu”, constatou Allison Macfarlan, professora da Universidade George-Mason, na Virgínia.
Lawrence Krauss, presidente da associação e professor de física da Universidade do Arizona, disse que o relógio foi adiantado devido “aos perigos claros e iminentes de proliferação nuclear e mudança climática, assim como diante da necessidade de encontrar fontes de energia seguras e duráveis”.
Para o cientista, “o maior desafio à sobrevivência da humanidade no século 21 é satisfazer as necessidades energéticas para o crescimento econômico dos países em desenvolvimento e industrializados sem prejudicar ainda mais o clima e sem alimentar a proliferação nuclear”.
Kenneth Benedict, diretor-geral do BAS, foi mais otimista e garantiu que a associação está entusiasmada com a “Primavera Arabe, os movimentos ‘Ocupem’ e a contestação política na Rússia”.
“O poder do povo é essencial para enfrentar os desafios da energia nuclear, resolver os males do aquecimento global e evitar um conflito nuclear em um mundo instável”, acrescentou.
Desde que foi criado, em 1947, o Relógio do Apocalipse já foi ajustado 19 vezes.