5023 – Planeta Terra – Extinções


De tempos em tempos, a vida na Terra sofre um grande golpe. São as extinções em massa. Há meio bilhão de anos, boa parte dos seres surmiu de repente. Pouco se sabe sobre a tragédia, mas a prova de que aconteceu são conchas fossilizadas de animais marinhos, cuja diversidade teve brusca redução.
Há 230 milhões de anos, 90% das espécies marinhas simplesmente sumiram.
A culpa pela extinção em massa que assolou o planeta há 65 milhões de anos, detonando os dinossauros geralmente é atribuída a um meteoro, embora ainda haja dúvidas. Paradoxalmente, foi um impulso para a vida: abriu espaço para que outras espécies se desenvolvessem.
Vivemos hoje outra imensa extinçãoem massa por causa da ação humana. Centenas de espécies somem por causa da perda de seus habitats. O homem é a maior força transformadora do planeta, superando tempestades, furacões e terremotos.
Mega Curtíssima – Cientista maluco dá tiro pela culatra
Em 1998, cientistas ingleses e dos Emirados Árabes cruzaram um camelocom uma lhama visando obter um animal manso que produzisse lã. Mas, 4 anos depois, o resultado foi uma lhama brava e de pouco pelo.

5022 – Micróbios que vieram do gelo


O Lago Vostok é um piscinão que ninguém nunca viu de perto – nem vai ver. Ele fica na Antártida, sob uma camada de gelo de 3 600 metros de espessura. E lá faz frio, muito frio. A temperatura mais baixa já medida no planeta – 88 graus Celsius negativos – foi registrada lá. Cientistas americanos descobriram, no entanto, que pode ter existido vida naquele lugar inóspito. Numa camada de gelo logo acima do lago foram achados micróbios congelados há milhões de anos, chamados proteobactérias. Ainda não se sabe de onde eles vieram, mas a possibilidade de terem se originado no próprio lago está trazendo esperança aos cientistas de que possa haver vida em Europa, a lua gelada de Júpiter.
Como em Vostok, é provável que Europa tenha um oceano líquido sob uma capa de gelo de 160 quilômetros de espessura. O mar banharia rachaduras que existem na calota gélida, acumulando nutrientes nesses nichos. Isso criaria um verdadeiro Éden para bactérias extraterrestres.

5021 – Golfe – É uma bola ou uma bala?


Golfe não é um esporte radical, mas tem lá seus riscos. Neurologistas do Centro Walton, de Liverpool, na Inglaterra, dizem que, se a bolinha atingir a cabeça de um jogador, o impacto pode provocar ataques epilépticos. Eles se baseiam no fato de que as tacadas mais fortes do golfe fazem as bolas viajar a 200 quilômetros por hora. Bombas com essa potência já atingiram quatro ingleses – entre eles duas crianças. É certo que só uma pequena parte dos casos de epilepsia é causada por pancadas. Mesmo assim, convém não dar mole para o azar. Ou maneirar no taco.

5020 – Qual a origem dos mórmons?


O garoto americano Joseph Smith Júnior (1805-1844), piedoso filho de agricultores, vivia confuso. Havia várias igrejas – batista, metodista, presbiteriana – no Estado de Nova York, onde vivia, disputando os fiéis no início do século XIX. Ele não sabia qual seguir. Conta a história que, num dia de 1820, foi para um bosque meditar quando teve uma visão. Deus e Jesus Cristo lhe disseram que ele teria a missão de reorganizar e unificar a igreja cristã. Convertido em pregador, Smith conquistou fiéis e fundou uma religião. Em 1844, foi preso, acusado de iludir seus seguidores, e assassinado provavelmente por adeptos de outras igrejas. Mas seus fiéis continuaram seu trabalho.
Na época, se dizia que Smith baseava seus ensinamentos no Livro de Mórmon, que conta a história de tribos de Israel que teriam migrado para a América alguns séculos antes de Cristo. Por isso, a seita ficou conhecida como mormonismo e seus seguidores são chamados de mórmons. “Mas o nome correto é Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. As regras dos fiéis são rígidas: nada de álcool, café, cigarro, sexo pré ou extraconjugal, além de grande empenho no serviço missionário. Até 1890, a poligamia masculina foi admitida. A capital dos mórmons é Salt Lake City, no Estado americano de Utah. Há 10 milhões de seguidores no mundo e 850 000 no Brasil, onde a seita foi introduzida pelos alemães em 1918.

5019 -Por que o sobrenome Silva se tornou tão comum no Brasil?


No Império Romano, o nome era um apelido que designava os habitantes das cidades provenientes da selva. No século I a.C., quando os romanos invadiram a Península Ibérica, muitos lusitanos acabaram incorporando a alcunha. Quinze séculos depois, quando chegaram ao Brasil, grande parte deles tinha o sobrenome Silva. Sua difusão acabou sendo incrementada pelos escravos, que chegavam aqui com apenas um nome, escolhido por padres durante as viagens nos navios negreiros. Com a abolição da escravatura, eles passaram a se registrar com o sobrenome dos seus antigos donos.
O lingüista Flávio di Giorgio, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lembra outro fator que pode ter ajudado a popularizar o Silva. Segundo ele, os portugueses que atravessavam o Atlântico recebiam acréscimos ao sobrenome original. “Quem ficava no litoral incorporava o Costa; quem ia para o interior ganhava o Silva, de selva.

5018 -Zoologia – Só os fortes e os espertos sobrevivem


Como vimos no outro capítulo, o jacaré que bobeia, vira bolsa, e …

Quem leva uma picada de marimbondo nunca mais se descuida quando torna a encontrar um pela frente. Os animais também não. Eles memorizam as experiências malsucedidas e evitam repeti-las. Quando são predadores, a experiência e a cautela podem livrar o algoz de uma vítima venenosa. Para as vítimas, por sua vez, alardear a periculosidade pode ser a salvação.
Só que muitas presas simplesmente blefam. Assim, como os bichos que produzem toxinas geralmente têm cores vistosas, como vermelho e amarelo, diversas espécies evoluem até adquirir colorações “perigosas”. Outras copiam não só o colorido como também a forma dos colegas enfezados. É o caso das inofensivas esperanças – insetos do grupo dos grilos e dos gafanhotos –, que imitam vespas venenosas. Puro fingimento.
Existem duas boas maneiras de não ser comido na natureza: anunciar-se como algo ameaçador ou tentar passar despercebido na mata.
Quem não tem veneno imita outro bicho ou finge-se de pedra, galho ou folhagem. “Para se camuflar, vários animais adotaram uma coloração capaz de confundi-los com o pano de fundo”.
Os besouros da familia Chrysomelidae não são coloridos à toa. O pigmento amarelo é um aviso – na linguagem da selva, quer dizer “eu sou venenoso”. Esses insetos fabricam substâncias tóxicas insuportáveis ao paladar de seus predadores, os pássaros.
Os gafanhotos da família Acrididae devoram arbustos na pedregosa Serra do Cipó, em Minas Gerais. Nada melhor, então, do que misturar-se ao mosaico de pedras da região para não virar almoço de pássaro.

5017 – Robô caçador de meteoritos


Era para ser só um teste, mas funcionou como se fosse para valer. No final de janeiro, cientistas do Instituto Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, anunciaram a descoberta do primeiro meteorito na Antártida por um robô. Trata-se do Nomad, um pequeno jipe capaz de rodar sem motorista. Guiado por um computador, ele percorre as planícies geladas do Pólo Sul seguindo rotas previamente definidas pelos pesquisadores. Seu alvo são pedras vindas do espaço que acabam enterradas na neve. O Nomad começou a viajar em 19 de janeiro. Os cientistas queriam apenas verificar se seus equipamentos funcionavam bem. Mas, uma semana depois, a câmera de vídeo do robô identificaram um possível meteorito e, pelo rádio, informou sua exata localização aos cientistas. O engenheiro Dimitrios Apostopoulos, chefe da pesquisa, disse ao jornal americano The New York Times que a análise do computador estava correta.

5016 – Mega Classics – Lou Rawls


Louis Allen Rawls, mais conhecido como Lou Rawls (Chicago,1 de dezembro de 1933 – Los Angeles,6 de janeiro de 2006) foi um cantor americano de jazz, blues e soul music.
Publicou mais de 70 álbuns e participou de flmes e espetáculos televisivos. Montou juntamente com Sam Cooke, seu colega de classe, o grupo de música evangélica Teenage Kings of Harmony, durante a década de 50. Rawls se alistou no exército norte-americano em 1955. Em 1958, sofreu um sério acidente automobilístico e permaneceu em coma por cinco dias e meio. Tal acidente fez com que ele levasse vários meses para recuperar a memória e mais de um ano até que se recuperasse totalmente.
Lou Rawls compõe um grupo de grandes artistas norte-americanos que foram consagrados pelo grande público, por uma adesão absoluta a suas canções que cairam no gosto popular e definiu a musicalidade dos anos sententa em diante. O jazz, o soul, o gospel e a disco são estilos que marcam a bem sucedida carreira, que o coloca entre os principais artistas norte-americanos dos últimos tempos. O cantor era conhecida por sua voz grave e aveludada e um de seus sucessos mais conhecidos foi You’ll Never Find (Another Love Like Mine) de 1976.
Lou Rawls morreu de câncer de pulmão em Los Angeles aos 72 anos.

Esta é uma pequena homenagem do ☻ Mega. O single abaixo é muito conhecido no Brasil e tocado nas melhores emissoras, que prezam pela classe e pelo estilo. Aqui vai uma versão underground da clássica:

5015 – Mega Notícias – Face refeita


Arqueólogos ingleses reconstituíram o rosto de uma nobre romana que morreu no século IV, quando o país estava sob domínio de Roma. O sarcófago da mulher foi achado em um antigo cemitério escavado na área do Mercado de Spitalfields, em Londres.

Astronomia – Armagedon distante

Quem acredita que um asteróide vai se chocar com a Terra num futuro próximo pode esperar sentado. Um novo cálculo feito por astrônomos da Universidade de Yale, Estados Unidos, mostra que o risco de uma colisão apocalíptica nos próximos 1 000 anos é de 0,5%, menos da metade do que se calculava antes.

Biologia – Menores micróbios

Cientistas australianos anunciam a descoberta dos nanóbios, provavelmente as menores criaturas da Terra. Eles moram em grãos de areia e têm entre 20 e 150 nanômetros (milionésimos de milímetro). Isso os torna menores que a menor bactéria conhecida. Se forem mesmo vivos, eles serão também os seres mais numerosos do planeta.

Saúde – Cuidado com a cobra

As cobras venenosas, nos países do sul da África, não são apenas um
perigo para quem viaja pelas selvas. São um problema de saúde pública. Todo ano são registrados 1 milhão de acidentes e 20 000 mortes – mais do que em qualquer outro continente, de acordo com uma estatística do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, em Paris.

Água no espaço

A sonda americana Galileo fortalece a hipótese de que há um vasto oceano soterrado sob a superfície gelada de Europa, uma das luas de Júpiter. Mudanças no campo magnético do satélite podem estar sendo causadas por água salgada, que, por conduzir eletricidade, altera forças magnéticas próximas a ela.

Ambiente – Borrão negro

Um vazamento de petróleo da Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, espalha 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, provocando o pior desastre ambiental do Brasil desde 1975. O vazamento atingiu a reserva ambiental de Guapimirim, matando milhares de peixes e aves, como este mergulhão

5014 – Medicina – Eletricidade devolve força ao músculo


O aparelho é formado apenas por uma bobina minúscula e duas pontas metálicas pouco maiores que um grão de arroz, com 2 milímetros de diâmetro por 15 milímetros de comprimento. Implantado em um músculo atrofiado, as barrinhas de metal podem disparar um impulso elétrico que restitui a força ao paciente. Não precisa pilha – a energia que ativa o músculo é criada pela bobina sempre que ela capta ondas de rádio enviadas pelo médico. Para isso, usa-se um transmissor parecido com um controle remoto de tevê. Chamada de bíon, a maquininha pode revolucionar o tratamento de doentes paralisados por problemas neurológicos, diz o seu inventor, o engenheiro biomédico Gerald Loeb, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
O bíon capta sinais de rádio enviados pelo médico e dá uma pequena descarga elétrica no músculo. Isso impede que vítimas de derrame percam os movimentos.

5013 – Novo Sabor – Não é doce, salgado, azedo nem amargo


Uma dupla de neurocientistas da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, acaba de deixar o mundo mais gostoso. Eles descobriram que certas partes da língua estão reservadas para reagir exclusivamente com o glutamato – uma substância da categoria dos aminoácidos e que se encontra com freqüência no presunto curtido, no queijo parmesão e em temperos de comida oriental. A existência dessas áreas especiais na língua significa que já não se deve classificar as comidas apenas como doce, salgada, azeda e amarga. A lista dos sabores, daqui para a frente, passa a incluir mais uma categoria fundamental, o umami, como foi batizado o gosto característico do glutamato.
Vejamos como um sabor inédito chega ao cérebro.
1. Batizado de umami, esse novo gosto é uma sensação fundamental, como o doce ou o azedo. Como eles, o umami é captado pelas papilas, saliências em forma de cogumelo onde ficam os botões gustativos.
2. Cada botão pode conter vários pontos onde moléculas saborosas se encaixam. Assim que isso acontece, as fibras nervosas da língua enviam sinais para o cérebro, que interpreta o sabor.

5012 – O que significam os prefixos usados pelas rádios, como ZYA300 e ZYB345?


As siglas são o RG da emissora. Elas surgiram durante a II Guerra Mundial para organizar o tráfego aéreo e marítimo e continuam em uso. Segundo o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Paulo Menecucci, toda emissora, quando começa a funcionar, recebe um prefixo (as letras) e um canal (os números). O ZY significa apenas que se trata de uma rádio. A letra que se segue determina se é AM, FM ou ondas curtas, mas a convenção varia regionalmente. Os números indicam a faixa de freqüência na qual ela transmite sua programação.
O ZY mostra apenas que se trata de uma rádio comercial.
A letra K indica que a emissora é AM. Dependendo da região, outras letras podem ser usadas.
O 276 significa que a rádio encontra-se na freqüência 720 do mostrador. O número é determinado pelo Ministério das Comunicações.

5011 – Energia – Enchendo o tanque com hidrogênio


Em forma gasosa, o hidrogênio é o combustível perfeito. Ele pode ser extraído facilmente de uma fonte inesgotável (os oceanos), libera muita energia ao reagir com o oxigênio e não polui, pois o único resíduo da reação é a própria água. Seria perfeito se não fosse um detalhe. Não dá para usar em carros porque é difícil de armazenar com segurança: ao menor contato com o ar ele explode.
Mas, agora, pesquisadores brasileiros e franceses descobriram uma solução: estocar o gás entre os átomos de um metal sólido, usando-o como “tanque de combustível”. Para colocar essa idéia sobre rodas, a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro associou-se à empresa francesa Renault. Eles estão testando uma liga metálica especialíssima e secreta.
O hidrogênio representa 1% da massa da Terra. Em toneladas, essa quantidade se escreve com o 7 seguido de vinte zeros. Um milésimo desse total está em minerais e o resto na água. O peso do hidrogênio na forma de H2O, em toneladas, é o número 14 seguido de dezessete zeros.
Super-resfriamento
A liga de metal líquido, esquentada à temperatura de 1 000 graus Celsius, cai sobre uma roda de cobre e é resfriada à incrível velocidade de 1 milhão de graus por segundo. Você vai ver adiante por que isso é importante.
Ao esfriar, a liga sai do aparelho em tiras que, em seguida, podem ser moldadas na forma de um bloco compacto. Ele servirá como tanque de combustível para o hidrogênio.
Agora vem a parte mais interessante. A liga, como se fosse uma esponja, absorve o hidrogênio gasoso, injetado sob altíssima pressão.
No gerador, o gás do tanque combina-se com o oxigênio do ar, numa reação que gera água e grande quantidade de eletricidade. É ela que faz o motor girar e põe o carro em movimento.
A reação deixa apenas um resíduo inofensivo e limpo: a água formada pela união dos dois gases. Nada de fumaça preta no cano de escapamento.
Ficha técnica
Autonomia 300 quilômetros
Velocidade máxima 120 quilômetros por hora
Capacidade do tanque 5 quilos de hidrogênio

5010 – De onde vem o hábito de misturar café com leite?


Tudo indica que, em parte, a receita é chinesa. De acordo com o historiador José Teixeira Oliveira, autor de A História do Café no Brasil e no Mundo (Editora Itatiaia, 1984), quem trouxe a mistura para o Ocidente foi Johann Jacob Nieuhof, um oficial da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Em 1655, Nieuhof conheceu, na China, o hábito de dar leite com chá a tuberculosos. Mas apresentou a bebida aos europeus substituindo o chá por café. Os alemães adoraram e popularizaram, entre os séculos XVII e XVIII, a nossa hoje famosa média. Como o café era caro, a mistura ainda resultava em economia. Oliveira observa que o costume foi registrado, na mesma época, na Inglaterra. Mas ninguém explica como chegou lá ou como ele se difundiu pela Europa. Tampouco se conhecem as circunstâncias em que desembarcou no Brasil. “O certo é que não foi antes de 1727, quando o sargento Francisco de Melo Palheta trouxe da Guiana Francesa as primeiras mudas da planta”, conta o escritor João de Scantimburgo, autor de O Café e o Desenvolvimento do Brasil (Editora Melhoramentos, 1980).

5009 – As mulheres preferem homens altos


Ainda que fisiologicamente seja desvantajoso, como expusemos em um outro capítulo.
Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pelo inglês Robin Dunbar, da Universidade de Liverpool. Analisando 4 500 poloneses com idade entre 25 e 60 anos, Dunbar constatou que os homens que tinham pelo menos um filho eram, na média, 3 centímetros mais altos do que os homens sem filhos. Isso significa, segundo Dunbar, que os grandalhões são mais bem-sucedidos reprodutivamente que os baixinhos.
Acredito que, no passado, a maior estatura era um indicativo de boa saúde e de bons genes, disse o autor da pesquisa. Fica claro que, até certo ponto, o comportamento humano ainda é guiado pelo processo evolutivo.

5008 – Qual a origem das palavras cruzadas?


No formato atual, elas foram publicadas pela primeira vez no jornal The New York World, pelo inglês Arthur Wynne, em 22 de dezembro de 1913. Mas o passatempo surgiu muito antes disso. Desde o século IV a.C. os romanos já brincavam com as palavras em jogos que eram chamados de laterculus. Neles, determinadas letras deveriam ser cruzadas, com o objetivo de formar expressões ou frases. “Foram encontrados exemplos desse jogo nas ruínas de Pompéia, cidade italiana destruída no ano 79 pela erupção do Vesúvio”, ressalta um arquiteto e designer de jogos. Hoje, além da brincadeira com as letras, há dicas que ajudam a resolver a charada, modificação introduzida por Wynne, que também bolou o formato do passatempo, após migrar para os Estados Unidos no início do século. Depois dele, as palavras cruzadas passaram a fazer um enorme sucesso.
O autor, entretanto, não considerou que estivesse criando uma novidade. Modesto, afirmou na época que não tinha feito nada além de inventar quadradinhos para as letras.

5007 – Paleontologia – Uma Montanha de Carne


O fóssil, uma única vértebra do pescoço do bicho, tinha mais de 1 metro de comprimento. Depois de desenterrar mais três ossos parecidos com aquele, no mesmo barranco, Cifelli e dois colegas perceberam estar diante dos restos de um dos maiores animais que já andaram sobre a Terra.
Batizaram-no de sauroposeidon. O nome é uma homenagem a Poseidon, o deus grego dos mares e dos terremotos. Justificável. O bicho pesava 60 toneladas, media mais de 30 metros da cabeça à ponta da cauda e alcançava 20 metros de altura. De fato, a terra devia tremer onde ele pisava.
O sauroposeidon viveu há 135 milhões de anos, no começo do Período Cretáceo (o último da era dos dinos), e pertencia ao grupo dos saurópodes, os grandes dinossauros herbívoros. “Achava-se que, naquela época, os gigantões já estavam extintos”. Daí a importância do achado para a ciência. Os fósseis monumentais podem explicar como os dinos cresceram tanto. E como conseguiam andar por aí com corpos tão grandes.
Gente com mais de 2 metros de altura tem várias dificuldades. Não cabe em certos automóveis, às vezes bate com a cabeça no batente da porta e sempre atrapalha quem está sentado atrás no cinema. Tente imaginar, então, os problemas causados por alguém que tinha 12 metros só de pescoço. Os bichões não iam ao cinema, mas tinham que lidar com estorvos bem mais sérios, como o de manter o corpanzil funcionando.
A sobrevivência dos gigantes só era possível porque a Terra era um planeta agradabilíssimo no tempo deles. Mesmo os mais rigorosos invernos eram amenos. Nos pólos, a média anual de temperatura chegava a 15 graus Celsius. Então, não havia calotas polares.
As plantas, que adoram o calor, eram abundantes em toda a Terra. Ou seja, sobrava comida para herbívoros como o sauroposeidon.
Com a proliferação dos herbívoros, surgiram também carnívoros imensos e ferozes, como o acrocantossauro, de 5 metros de altura. “Os saurópodes provavelmente espicharam para defender-se desses predadores”, acredita Matt Wedel. Só com tamanho extra era possível proteger os filhotes que nasciam com míseros 20 centímetros de altura.
Os maiores dinos eram também os mais velhos. É que os répteis, como os jacarés e as tartarugas, nunca param de produzir hormônio do crescimento. Ao contrário dos mamíferos, os lagartos crescem sem parar até morrer.
Caminhão de comida
O posseidon devia comer perto de 1 tonelada de folhas, todo dia. Para tanto, passava uns três quartos do tempo mastigando. Comendo apenas plantas, pobres em energia, devia ser lerdo.
Peso pesado
O animal pesava 60 toneladas, o equivalente a doze elefantes empilhados.
Nariz de fora
O nariz dos dinos da família dos braquiossauros, à qual pertencia o sauroposeidon, ficava no topo da cabeça. No começo do século, achava-se que isso servia para que eles respirassem mesmo dentro d’água. Os paleontólogos acreditavam ser impossível sustentar um pescoço tão grande em terra firme, devido à acão da gravidade.

5006 – Cardiologia – O que são os sopros?


Sopro cardíaco é um ruído produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração. Ele pode ser funcional ou fisiológico (sopro inocente), ou patológico em decorrência de defeitos no coração. Cerca de 40%, 50% das crianças saudáveis apresentam sopros inocentes sem nenhuma outra alteração e com desenvolvimento físico absolutamente normal.
Nos adultos, predominam os sopros que aparecem como complicações de cardiopatias provocadas pela febre reumática ocorrida na infância, doença que também pode afetar o sistema nervoso central e o sistema osteoarticular.
Não existe explicação precisa para o aparecimento de sopros fisiológicos.
No período neonatal, por exemplo, o sistema circulatório passa por modificações e o recém-nascido pode ter sopros na área pulmonar ou da valva tricúspide que desaparecem em alguns dias. Nas crianças em idade pré-escolar, às vezes, o ecocardiograma indica a presença de um falso tendão no ventrículo esquerdo.
Os sopros patológicos podem ser congênitos ou adquiridos e são provocados, por exemplo, por alterações nas valvas, ou seja, por pequenos orifícios no septo que separa o lado direito do lado esquerdo do coração, ou por comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar.
Na grande maioria das vezes, as características do som indicam que o sopro cardíaco é fisiológico. Há casos, porém, que exigem diagnóstico diferencial e é necessário encaminhar o portador para exames complementares, tais como eletrocardiograma, raios X de tórax e ecocardiograma. Este último fornece detalhes da anatomia do coração e informações sobre suas características funcionais.
Certas doenças do coração, como a estenose da valva aórtica e a cardiopatia hipertrófica podem provocar desmaios conhecidos como síncopes, em decorrência da diminuição súbita do fluxo sangüíneo nos vasos da cabeça.
Crianças com sopro fisiológico têm coração absolutamente normal e são liberadas para levar a vida sem restrições. Para a grande maioria das cardiopatias congênitas, o tratamento é cirúrgico. Ele só não é indicado quando o defeito é leve e sem repercussão maior para o coração.
Se a gravidade da doença exigir, a cirurgia pode ser indicada também para recém-nascidos. O avanço da medicina fetal, nas máquinas de circulação extracorpórea e as UTIs cada vez mais equipadas permitiram tratar precocemente bebês que antes só podiam ser operados quando pesassem dez quilos.
O sopro costuma ser identificado durante o exame físico médico, através da ausculta cardíaca com o estetoscópio.
No adulto, as doenças das válvulas se desenvolvem ao longo do tempo. Se paciente tiver sintomas de insuficiência cardíaca, como falta de ar, edemas, cansaço fácil, dor no peito etc… é fácil saber que o sopro cardíaco é indicativo de doença das válvulas do coração
Nos adultos os sopros ocorrem por defeitos nas válvulas, sejam estenoses ou insuficiências. As principais causas de sopro cardíaco adquirido são:

– Prolapso da válvula mitral
– Febre reumática
– Endocardite infecciosa
– Calcificação da válvula pela idade. Ocorrem mais comumente nas válvulas mitral e aórtica.

Um bom médico consegue apenas através do exame físico estabelecer a causa do sopro cardíaco. Porém, nem todos os médicos são cardiologistas e nem sempre o sopro é de tão fácil avaliação.

O exame definitivo para avaliação dos sopros e, consequentemente, das válvulas do coração é o ecocardiograma com doppler. Este exame permite não só identificar o tipo de lesão nas válvulas, como medir o grau de estenose ou insuficiência e avaliar os danos ao coração em decorrência destas lesões.
Tratamento do sopro cardíaco
É bom lembrar que o sopro não é uma doença, mas sim um sinal de doença. O que preocupa não é o sopro em si, mas a doença que o está causando. Sopros causados por anemia ou febre, desaparecem após o tratamento destes.
No caso de lesão das válvulas, o tratamento é mais complexo. Se a lesão da válvula não acarreta maior esforço ao coração e não há sinais de insuficiência cardíaca, o tratamento é feito clinicamente. Nas situações mais graves, com importante lesão valvar, pode ser indicada a cirurgia para troca da válvula nativa defeituosa por uma válvula artificial.

5005 – Oxitocina, o hormônio do comportamento


Tudo não passa de química

Tal substância é produzida no hipotálamo, região do cérebro. Atua no útero, estimulando as contrações no trabalho de parto e durante as relações sexuais. Nas mamas, contrai as células musculares para a ejeção do leite. No pâncreas auxilia a produção de insulina pelas células beta. Nos testículos está envolvida no processo e formação dos espermatozóides; mas o foco principal é no cérebro, onde ativa regiões relacionadas as sensações de auto-confiança, afeto e relaxamento.
A oxitocina é um dos hormônios associados ao comportamento, um intricado mecanismo.
Hormônios tem que estar em doses precisas. Basta um pouco a mais ou a menos, para que a libido, humor, vitalidade, auto-segurança, fiquem abalados. Eles são conhecidos desde o início do século 20, mas só recentemente, o impacto no comportamento começou a ser esmiuçado.
São cerca de 500 estudos sobre o assunto em andamento. A oxitocina tem chamado a atenção por seus efeitos no comportamento e ausência de efeitos colaterais sob a forma sintética. Vem sendo a nova mania no EUA, aclamado como o remédio da auto-confiança.

5004 – Mosquitos Transgênicos contra a Dengue


São 50 milhões de casos e 25 mil mortes por ano. Só no Brasil, um milhão de doentes por ano. Sem remédio eficaz ou vacina, o combate é feito com medidas sanitárias para eliminar o agente transmissor o aedes aegypti.
Mas agora, há novas estratégias para reduzir a população dos mosquitos por engenharia genética. Tal estudo, financiado por Bill Gates, consitiu em infectar os mosquitos transmissores com a bactéria wolbachia. O microorganismo é inofensivo para o ser humano e impede o desenvolvimento do vírus da dengue.
Em outra experiência, um gene da larva do macho foi modificado e esta só sobrevive em laboratório. Desde 2009, são soltos em área de 10 hectares nas Ilhas Cayman, onde se reproduzem. Mas suas larvas herdam a mudança genética e não sobrevivem até a fase adulta. 80% da população foi reduzida. O método também foi utilizado com sucesso em Juazeiro, BA. Há esperança de que a dengue e a malária sejam erradicadas com a exterminação do aedes.