4985 – Anatomia – Como se forma a urina?


A urina é composta de aproximadamente 95% de água. Os principais excretas da urina humana são: a uréia, o cloreto de sódio e o ácido úrico.
A eliminação da urina é feita através do sistema urinário. Os órgãos que compõe o sistema urinário são os rins e as vias urinárias.
As vias urinárias compreendem o ureter, a bexiga e a uretra.
Os nossos tecidos, que recebem do sangue as substâncias nutritivas, ao sangue abandonam aqueles compostos químicos tóxicos que neles se formam como resultado do complexo fenômeno da nutrição. Tais substâncias são danosas e devem ser eliminadas para não intoxicar o organismo e pôr a vida em perigo. A maior parte desses produtos é eliminada por trabalho do aparelho urinário; somente uma parte mínima é eliminada pelas glândulas sudoríparas mediante o suor.
O aparelho urinário tem a tarefa de separar do sangue as substâncias nocivas e de eliminá-las sob a forma de urina. Compõe-se ele dos rins, que filtram o sangue e são os verdadeiros órgãos ativos no trabalho de seleção das substâncias de rejeição; dos bacinetes renais com os respectivos ureteres, que conduzem a urina até a bexiga; da bexiga, que é o reservatório da urina; da uretra, canal mediante o qual a urina é conduzida para fora.
Juntamente com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário filtra e elimina também água. A eliminação de água é necessária seja porque as substâncias de rejeição estão dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior parte, de água, seja porque também a quantidade de água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.
A água entra na composição de todos os tecidos e da substância intercelular (que enche os espaços entre as células): ela é o constituinte universal de todos os “humores” do organismo e tem a tarefa essencial de servir de “solvente” de todas as substâncias fisiologicamente ativas. A água entra no organismo com os alimentos e as bebidas; em parte se forma no próprio organismo por efeito das reações químicas que aí têm lugar. Depois de ter realizado as suas importantes funções, a água deve ser eliminada: como antes tinha servido de veículo às substâncias nutritivas, agora serve de veículo às substâncias de rejeição.

Como ocorre a excreção
O nosso sangue contém muitas substâncias de que não necessitamos e algumas podem mesmo ser perigosas – água em excesso, sais minerais, células mortas ou alteradas e resíduos das atividades celulares. Por isso têm de ser eliminadas.
Como é constituído o sistema urinário?
Os componentes do sistema urinário são: dois rins, dois ureteres, a bexiga urinária e a uretra. Os rins são os principais órgãos do sistema urinário. Situados na cavidade abdominal, na região lombar, um de cada lado da coluna vertebral e rodeados por um tecido gorduroso, os rins são órgãos em forma de feijão, de cor vermelha escura. Têm o tamanho de um ovo de galinha, medindo cerca de 11 cm de comprimento e 6 cm de largura. Pesam entre 115 e 155 gramas nas mulheres e entre 125 e 170 gramas nos homens. O lado côncavo está voltado para a coluna vertebral e é por esse lado que entram e saem os vasos sanguíneos, do qual a artéria renal e a veia renal são os mais importantes.
Os rins extraem os produtos residuais do sangue através de milhões de pequenos filtros, denominadas néfrons, que são a unidade funcional dos rins. Cada néfron apresenta duas partes principais: a cápsula glomerular (ou cápsula de Bowman) e os túbulos renais. Nas figuras os túbulos renais são identificados como túbulo contorcido proximal, alça néfrica (alça de Henle) e túbulo contorcido distal. No interior da cápsula glomerular penetra uma arteríola (ramificação da artéria renal) que se ramifica, formando um emaranhado de capilares chamado glomérulo renal. A cápsula glomerular continua no túbulo contorcido proximal, que se prolonga em uma alça em forma de U chamada alça néfrica.
A urina se forma nos néfrons basicamente em duas etapas: a filtração glomerular e a reabsorção renal. É na cápsula glomerular que ocorre a filtração glomerular, que consiste no extravasamento de parte do plasma sanguíneo do glomérulo renal para a cápsula glomerular. O líquido extravasado é chamado filtrado. Esse filtrado contém substâncias úteis ao organismo, como água, glicose, vitaminas, aminoácidos e sais minerais diversos. Mas contém também substâncias tóxicas ou inúteis ao organismo, como a uréia e o ácido úrico. Da cápsula glomerular, o filtrado passa para os túbulos renais. O processo em que há o retorno ao sangue das substâncias úteis ao organismo presentes no filtrado é chamado reabsorção renal e ocorre nos túbulos renais. Essas substâncias úteis que retornam ao sangue são retiradas do filtro pelas células dos túbulos renais. Daí passam para os vasos capilares sanguíneos que envolvem esses túbulos.
Dos néfrons, os resíduos recolhidos são enviados através dos ureteres para a bexiga. Os ureteres são dois tubos musculosos e elásticos, que saem um de cada um dos rins e vão dar à bexiga. A bexiga é um saco musculado, muito elástico, com um comprimento aproximado de 30 cm, onde a urina (resíduos filtrados) é acumulada. Este reservatório está ligado a um canal – a uretra – que se abre no exterior pelo meato urinário, e a sua base está rodeada pelo esfíncter uretral, que pode permanecer fechado e resistir à vontade de urinar. Válvulas existentes entre os ureteres e a bexiga impedem o retrocesso da urina.
Mas o que é a urina?
A urina é um líquido transparente, amarelado, formado nos rins e que transporta produtos residuais do metabolismo até ao exterior do organismo. Ela é constituída por 95% por água, na qual a uréia, toxinas e sais minerais, como o cloro, o magnésio, o potássio, o sódio, o cálcio, entre outros (que formam os restantes 5%), estão dissolvidos. Também pode conter substâncias comuns, utilizadas freqüentemente pelo organismo, mas que se podem encontrar em excesso, pelo que o corpo tem de se ver livre delas.
Os néfrons estão sempre funcionando?
Sim, a sua atividade é contínua e permanente. Mais de 1000 litros de sangue passam através dos rins diariamente, o que significa que eles filtram todo o sangue do nosso organismo várias vezes por dia (porque no nosso corpo existem apenas 5 litros de sangue). Num período de 24 horas os néfrons produzem cerca 180 litros de urina, mas em média, cada pessoa só excreta cerca de 1,5 litros por dia.
Então, para onde é que vão os restantes litros de urina que os rins produzem?
É verdade que se forma uma muito maior quantidade de urina do que a que realmente é expulsa, ou seja, nem tudo o que sai da corrente sanguínea vai parar ao exterior do corpo. Se os rins diariamente produzem 180 litros de urina, mas apenas são responsáveis pela excreção de 1,5 litros, isto significa que 178,5 litros têm um destino diferente.
Quando o sangue é filtrado, muitas coisas que passam para os rins fazem falta no organismo. Por isso existem mecanismos para que esses produtos não se percam. É o mecanismo designado por reabsorção, que permite que grande parte da água que sai do sangue (cerca de 99%) não chegue a integrar a urina. É que não te esqueças que 70% do nosso corpo é água e para que possamos viver, assim tem de continuar. Se excretássemos todos os litros de urina que se formam, imagina a quantidade de água que não teríamos de beber todos os dias para não morrermos desidratados. É uma questão de conservação do conteúdo hídrico do corpo. Mas para além da água, com outras substâncias acontece exatamente o mesmo. Determinados sais desempenham papéis muito importantes no funcionamento do organismo e a sua saída poderia colocar em risco a saúde. Além disto, seria um desperdício estar a expulsar substâncias que ainda podem ter utilidade. Deste modo o organismo controla as quantidades das substâncias que saem e que ficam.
Os rins formam sempre a mesma quantidade de urina?
Não, pois a quantidade de urina produzida depende do tipo de regime alimentar e obviamente da quantidade de água ingerida. Se ingerirmos alimentos muito salgados, como batatas fritas, ocorre um aumento do nível de sal no sangue. Este aumento faz com que a reabsorção de sal (que acontece normalmente para impedir que este se perca) diminua e por isso a quantidade de sal na urina vai aumentar. Se verificar uma diminuição da quantidade de sal no sangue, o organismo responde com um aumento da capacidade de reabsorção e mais sal volta e entrar na corrente sanguínea. E isto acontece para muitas outras substâncias. Quando as suas quantidades aumentam no sangue, o organismo possui mecanismos para impedir que elas fiquem no corpo e assim aumenta a sua quantidade na urina. Pelo contrário, se as suas quantidades descerem, a intensidade da reabsorção das substâncias em questão aumenta, para que maiores quantidades sejam mantidas no organismo.

4984 – Planeta Terra – Lar doce Lar


Há quase 5 bilhões de anos, uma estrela explodiu num canto da Via Láctea espalhando poeira pelo espaço. A gravidade começou a juntar os grãos de poeira em pedaços cada vez maiores, assim surgiu a Terra. Há 3,5 bilhões de anos da massa de moléculas inanimadas de carbono surgiu a vida.
Não foi milagre, mas pura química. O planeta então era frequentemente bombardeado por meteoros, restos da explosão inicial.
3 Bilhões de anos – As células se espalharam pela Terra, mas o processo é lento devido aos meteoros. O planeta ainda guardava o calor da explosão inicial, com vulcões transbordando.
2 Bilhões de anos – A agitação foi diminuindo, formou-se a camada de ozônio, que tornou os raios solares menos nocivos.
1 Bilhão de anos – Apareceram células células mais complicadas chamadas eucariontes, que possuem todas as organelas. A vida foi aos poucos tomando o planeta. Os meteoros foram ficando raros.
600 Milhões de anos – Surgiram os primeiros organismos multiceluleres, todos invertebrados. A variedade de vida aumentou de maneira impressionante. Os oceanos se povoaram com seres muito estranhos.
400 Milhões de anos – Os vertebrados saíram do mar, surgindo anfíbios. Todos os continentes estão unidos em um só grande bloco, a Pangéia que começou a ser habitada por muitas plantas primitivas.
300 Milhões de anos – Os répteis apareceram e tomaram o planeta. Os primeiros dinossauros passaram a ser vistos em todos os continentes. Os insetos também se diversificaram muito.
200 Milhões de anos – Surguram os mamíferos, eram ratinhos insignificantes com características de répteis. As plantas ganharam flores.
100 milhões de anos – Com a extinção dos dinossauros, sobrou espaço para os mamíferos, que se tornaram maiores e mais diversificados; as aves também se espalharam.
Atualmente – Surgiu o homem a meros 100 mil anos, insignificantes para a história do planeta. A nova espécie alteraria a Terra como nenhuma antes.

4983 – A Casa de Pau à Pique


Casa de pau à pique

Também conhecida como taipa de mão, taipa de sopapo ou taipa de sebe, é uma técnica construtiva antiga que consistia no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu amarradas entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. Podia receber acabamento alisado ou não, permanecendo rústica, ou ainda receber pintura de caiação.
Utilizado no repertório das construções dos séculos XVIII e XIX, período colonial. Sobretudo nas paredes internas de tais edificações. Das técnicas em arquitetura de terra é a mais utilizada, principalmente por dispensar materiais importados. Note-se que seu uso ocorre, em sua maioria, na zona rural.
A construção de pau-a-pique, quando mal executada e mal acabada pode se degradar em pouco tempo, apresentar rachaduras e fendas inclusive se tornando alvo de roedores e insetos, que se instalam nestas aberturas. Durante muitos anos, o pau-a-pique foi associado ao barbeiro (Triatoma infestans), inseto transmissor da Doença de Chagas. No entanto, quando construída de forma adequada, com base de pedra afastando-a do solo (50 a 60cm) e devidamente rebocada e coberta, não há o perigo da instalação do barbeiro nas paredes e ou mesmo da degradação do pau-a-pique.
Houve alguma evolução na forma de construir com pau-a-pique, as madeiras deixaram de ser fixadas no solo, pelo fato de apodrecerem rapidamente, suas amarrações passaram ser feitas com outros materiais, fibra vegetal e arame galvanizado. Mais recentemente, no Chile tem surgido construções utilizando uma variação desta técnica, que é chamada de quincha metálica ou tecnobarro, onde a madeira da “gaiola” é substituída por malha de ferro, preenchida com barro através de equipamento apropriado.

4982 – Cidades Brasileiras – Carlos Chagas – MG


Cidade vista do alto

É um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na fronteira dos estados de MG com o extremo sul da Bahia e Norte do Espírito Santo, sua população estimada em 2004 era de 21.331 habitantes.
A pequena cidade de Carlos Chagas é conhecida como a “Pérola do Mucuri”, pois é considerada uma das mais belas cidades do Vale do Mucuri. Suas ruas sempre limpas e seu povo acolhedor, são sempre lembrados pelos visitantes.
Cidade cooperativista, é modelo na região, destacando-se a Cooperativa de Laciticínios Vale do Mucuri (COOLVAM), a Cooperativa de Crédito Rural de Carlos Chagas (SICOOB CREDICAR) e a Cooperativa Educacional de Carlos Chagas (COOEDUCAR), dentre outras pequenas cooperativas(como a COOPAC que produz deliciosos biscoitos caseiros). As associações comunitárias rurais, a Loja Maçônica e o Rotary Club, compõem também a chamada sociedade organizada, que ajuda no desenvolvimento sócio-econômico da cidade.
A também “Capital do Boi” possui um dos melhores e maiores rebanhos bovinos do Estado, tanto para corte como para produção de leite, sendo referência nacional na tecnologia de transferência embrionária. Além dos laticínios, dois frigoríficos e a plantação de eucaliptos se destacam.
Duas faculdades dão suporte ao ensino municipal, a UNEC e a UNOPAR, cujo objetivo principal é formar novos profissionais e lançá-los no mercado de trabalho, com pensamento crítico e dispostos a mudar sua história.
Desde 1953 o município é composto pelos distritos de Carlos Chagas, Epaminondas Otoni e Presidente Pena.
Ainda existem as casinhas de pau à pique, mas estas eram muito mais comuns na época do sanitarista Carlos Chagas, que deu nome a cidade.

4981 – Mega Memória Futebol – Uma farsa que ficou na História


Em 1989, precisando vencer o Brasil em pleno Maracanã para se classificar para a Copa do Mundo da Itália de 1990, o Chile protagonizou uma maiores farsas da história do futebol. Com sua equipe perdendo de 1 a 0 e dando adeus ao sonho de disputar o Mundial, o goleiro Roberto Rojas se aproveitou do fato de um foguete sinalizador ter sido atirado no gramado próximo a ele, tirou da luva uma pequena navalha e se cortou, simulando ter sido atingido pelo artefato.
O lance ocorreu aos 24 minutos do segundo tempo e o goleiro saiu carregado pelos companheiros e levado ao vestiário. O juiz Juan Lostau esperou 20 minutos e encerrou o jogo.
O time chileno saiu de campo, tentando provocar uma nova partida ou mesmo ganhar no tapetão, mas a farsa foi descoberta.
Médicos legistas que o examinaram após a partida encontraram só uma “ferida incisa sem vestígios de pólvora” em seu supercílio. Ele disse que colocou em seu relatório que o Chile abandonou o campo.
uma das maiores farsas do futebol mundial, que teve como palco o Maracanã, em 3 de setembro de 1989. Neste dia, o então goleiro Rojas, da seleção chilena, conseguiu dividir opiniões quando simulou ter sido atingido por um sinalizador marítimo. A imprensa chilena denunciou os brasileiros de mafiosos e assassinos. O jornal “Fortim”, por exemplo, destacou em manchete de capa, no dia posterior ao jogo, o seguinte: “Herido el condor”. Houve um jornal que optou pelo título de capa em uma palavra: “Mafiosos” (numa referência aos brasileiros).O Chile precisava ganhar a partida para ter chances de classificação ao Mundial da Itália, de 1990, e o Brasil também necessitava vencer pelas Eliminatórias Sul-Americanas. O jogo estava difícil para o time chileno e a torcida brasileira levou para o Estádio Maracanã o clima de guerra. Disso se aproveitou Rojas, que esperou o exato momento em que uma torcedora atirou fogos atrás de sua meta, para simular um ferimento na testa. Acreditem: o catimbeiro Rojas se cortou propositalmente, e seu rosto logo se banhou de sangue, provocando a interrupção da partida em que o Brasil vencia por 1 a 0.No tumulto, na arquibancada, a torcedora Rosemary – que não tinha hábitos de freqüentar campos de futebol – foi denunciada por atirar o tal simulador marítimo. E por mais que tentasse argumentar que o goleiro não havia sido atingido pelos fogos, não conseguia. Foi crucificada.A verdade dos fatos só foi restabelecida três meses depois, quando a Comissão Jurídica e Médica do Chile divulgou relatório de 74 páginas, em que acusava o goleiro de ter provocado em si mesmo o corte na testa, com o objetivo de interromper aquela partida.
E Rojas foi suspenso por 18 meses do futebol chileno, enquanto a Fifa pretendia bani-lo. O goleiro ainda tentava confundir a cabeça das pessoas, alegando inocência, justificando que teria sido injustiçado. Mas prevaleceu a punição.Posteriormente, o São Bento, de Sorocaba (SP), numa jogada de marketing intermediada por uma fábrica de artifício da cidade, tentou contratá-lo, porém não deu certo. Assim, o bom goleiro chileno acabou no Morumbi, no time do São Paulo.Sem a mesma motivação para continuar jogando, Rojas encurtou a carreira de atleta, mas foi aproveitado no próprio São Paulo, na preparação de goleiros de todas as categorias.O trabalho competente de Rojas para ensinar segredos aos goleiros ainda é reconhecido, mas aquele episódio de setembro de 1989 sempre será lembrado. Curioso é que a Rosemary “Fogueteira”, falecida no ano passado, saiu do anonimato para as páginas da revista Playboy, ganhando um gordo cachê para tirar a roupa.

4980 – Geologia – Fogo no centro da Terra


Até este ano, os movimentos subterrâneos de lava mais profundos que se conheciam eram os que aconteciam até 500 quilômetros de profundidade, apenas. Mas diversas pesquisas recentes comprovaram que também existem, lá embaixo, torrentes rochosas muito mais profundas, batizadas de superplumas.
Uma delas, localizada sob a África, nasce 3 000 quilômetros abaixo da superfície, no núcleo da Terra . Em março, ela foi mapeada pelos sismologistas americanos Jeroen Ritsema e Hendrik van Hijst, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
Para o cientistas, tais rios de lava são engrenagens que mantêm o planeta ativo, geologicamente, e não morto como a Lua e Marte. Nesse esquema, a camadas internas do planeta funcionam como um depósito de calor, pois estão aquecidas a cerca de 3 000 graus Celsius, na sua parte mais profunda. Essa energia flui o tempo todo para a superfície, em grande parte acompanhando a ascensão das superplumas até a base dos continentes e oceanos. Na crosta, finalmente, o ardor interno toma a forma de abalos sísmicos, explosões vulcânicas e outros desastres que, apesar das conseqüências terríveis que acarretam, também representam forças criativas da Terra, remodelando sem cessar as suas paisagens.
O calor interno da Terra é produzido pela desintegração de urânio, tório e potássio radioativos. A descoberta foi do físico inglês de origem neozelandesa Ernest Rutherford (1871-1937), descobridor do núcleo atômico.
A descoberta dos jorros gigantes de lava revela uma força nova em ação no interior da Terra. Chamados de superplumas, eles podem ser responsáveis por boa parte dos movimentos que animam o interior do planeta. Essa é a avaliação do geofísico inglês Alessandro Forte, da Universidade Ontário Ocidental, em Londres, Inglaterra. “Acredito que elas causam pelo menos metade da agitação interna do planeta”, disse ele à revista americana Science.
O problema mais importante que os esguichos incandescentes vão ajudar a resolver, nos próximos anos, diz respeito ao deslocamento das placas tectônicas, nome que se dá aos grandes blocos rochosos em que se divide a crosta terrestre. Rígidos e frios, eles flutuam sobre o manto – uma camada de rochas quentes e amolecidas situadas imediatamente abaixo da superfície – sempre em movimento.
A teoria atual diz que as placas se mexem porque sempre têm uma extremidade mais grossa do que a outra. Como essa ponta é mais pesada e tende a afundar, ela arrasta o resto do bloco rochoso no processo. Avalia-se agora que, apesar de esse mecanismo explicar o vaivém dos fragmentos da crosta, não é o único responsável pela ação.
Boa parte do relevo africano situa-se a uma altitude de mais de 1 000 metros acima do nível do mar. Essa região fica 0,5 quilômetro acima da média dos planaltos do mundo e está pontilhada de vulcões, entre os quais o vulcão Kilimanjaro, com 5 895 metros de altura.

4979 – Mega Notícias – Neandertais próximos


Os neandertais se extinguiram há 28 000 anos e não há 33 000, como indicavam os registros fósseis até setembro. A nova datação foi feita em fósseis achados na Croácia por antropólogos americanos e ingleses. A novidade reforça a hipótese de que houve um longo convívio entre aquela espécie e o Homo sapiens. Esses dois tipos humanos podem ter até se misturado, como já foi sugerido.
PALEONTOLOGIA – O maior dinossauro
Encontrados em Oklahoma, nos Estados Unidos, fósseis de um dinossauro que pode ter sido o maior de todos os tempos. Batizado de Sauroposeidon por seu descobridor, o paleontólogo Richard Cifelli, o animal teria 60 toneladas de peso e 18 metros de altura.
CLIMATOLOGIA – Explorador pé-frio
Não foi só o mau planejamento que matou o explorador inglês Robert Falcon Scott em sua malfadada expedição ao Pólo Sul em 1912. O frio ajudou. A região, nesse ano, ficou 12 a 25 graus Celsius abaixo dos 30 graus negativos que normalmente fazem por lá. A revelação é da climatologista Susan Solomon.
NEUROLOGIA – Memória revelada
Cientistas suíços fizeram a primeira imagem de uma dupla conexão entre neurônios no cérebro. Normalmente há só uma conexão, pela qual as células trocam mensagens químicas. Com dois canais de comunicação, a ligação entre elas fica mais forte, e é assim, segundo os pesquisadores, que se formam as lembranças. Sempre que um neurônio é acionado, ele ativa seu companheiro, criando um circuito fechado no cérebro.
BIOLOGIA – Gene da morte
Uma equipe de médicos italianos anunciou a descoberta de um gene que diminui o tempo de vida dos ratos. Animais de laboratório criados sem ele viveram 30% mais que o normal. Os cientistas ainda não sabem se o gene correspondente em seres humanos tem o mesmo efeito.

4978 – Por que, às vezes, ao adormecer, temos a sensação de estar caindo?


O tremelique é absolutamente normal e tem até nome. Chamado de mioclonia única do adormecer, ele costuma acontecer uma vez por noite, geralmente na passagem do estágio mais leve do sono para aquele mais profundo. A sensação é causada por uma contração abrupta e involuntária dos músculos de todo o corpo. Supõe-se que ela ocorra com mais freqüência quando estamos muito cansados e relaxamos rápido demais. Na hora em que acontece, o espasmo causa um desequilíbrio momentâneo mesmo para quem está deitado. Como não é considerado um problema neurológico, quase não tem sido estudado. Mas nem sempre é tão inofensivo. A impressão de queda merece atenção dos especialistas quando passa a se repetir muitas vezes numa mesma noite. Depois de um sono cheio de tombos imaginários, pode ser um bocado difícil manter os olhos abertos.

4977 – Por que o suco do abacaxi ajuda a amaciar a carne?


O segredo está numa enzima que ele contém, a bromelina, especializada em quebrar outras moléculas. Ela age sobre o colágeno e a miosina – proteínas que formam as fibras da carne –, partindo-as em pedaços menores. Essa fragmentação torna o bife muito mais macio e fácil de ser mastigado. Na verdade, o que o suco do abacaxi faz é uma parte do trabalho normalmente realizado no estômago. O interessante é que, mesmo parcialmente desmontadas, as proteínas não perdem o valor nutritivo.
O efeito amaciante pode ser obtido também com o líquido branco que sai da casca do mamão verde. É que a papaína, ali presente, tem ação parecida com a da bromelina. Embora seja um pouco mais complicado de se obter, o caldo retirado do mamão tem ainda outra vantagem. Enquanto o suco do abacaxi pode deixar gosto na carne, a papaína é totalmente destruída pela alta temperatura durante o cozimento.

4976 – O Sabor dos Refrigerantes


Não é só pelo sabor que os refrigerantes seduzem crianças e adultos. Eles são divertidos principalmente pelas bolhas de gás carbônico que contêm. Ao se misturar com a saliva, elas estouram e viram ácido carbônico. Com isso causam uma pequena irritação na língua. É dolorido, só que o cérebro interpreta essa dor pequena como uma cócega. No fim, resta a sensação de prazer. Esse mecanismo foi desvendado por químicos e neurologistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que examinaram o cérebro de ratos enquanto gotejavam água com gás na língua deles. Notaram, assim, que os neurônios encarregados de captar sinais de dor entravam em ação.
Dentro das bolhas da bebida existe gás carbônico, que reage com a água da saliva e forma um ácido também chamado carbônico.
O ácido se liga a uma molécula chamada ASIC, que fica em certas células da língua e dá a elas sensações de prazer ou dor.
O ácido carbônico causa sensação de prazer. Para o cérebro, que recebe sinais nervosos da célula, é como se alguém tivesse fazendo cócega na língua.

4975 – Quem inventou o clipe de papel?


Foi o norueguês Johann Vaaler. Desde o final do século XVIII, procurava-se um artefato capaz de manter unidas folhas de papel, mas faltava um material adequado, suficientemente maleável. Na segunda metade do século XIX, o arame de aço passou a ser produzido em maior quantidade e, como é possível moldá-lo em vários formatos, mostrou ser ideal para o intento de Vaaler. Ele criou vários tipos de clipe, mas, como na Noruega não havia um órgão de patentes, acabou registrando o invento na Alemanha, em 1900.
Os noruegueses se orgulham tanto dessa criação que mandaram erguer um monumento em homenagem a ela e ao seu inventor na forma de um clipe gigante na cidade de Oslo, em 1989. O objeto chegou a ser usado durante a II Guerra Mundial pelos integrantes da resistência antinazista da Noruega. Eles o fixavam na lapela do casaco como um símbolo de patriotismo e da união dos países contra as forças de ocupação. Mas há quem acredite que seria também uma forma de provocação aos alemães, que gostariam de carregar o mérito pelo invento.

4974 – Por que o filho que herda o nome do pai é chamado de júnior?


A origem da palavra é latina. Iuvenis significa jovem e iunior, que depois se transformou em júnior, quer dizer o mais jovem. Mas, entre os romanos da Antiguidade, a palavra era pouco usada como hoje. O costume era o sujeito ter o primeiro nome, depois o sobrenome, que indicava o clã ao qual pertencia. E, por último, o cognome, um apelido que salientava alguma característica pessoal. Assim, Caius Julius Caesar significava Caius, do clã Julius, mais Caesar, imperador. Mesmo que pai e filho tivessem prenome e sobrenome iguais, o cognome os diferenciava. Só a partir do século X o cognome caiu em desuso e o termo júnior passou a diferenciar uma geração de outra.

4973 – Paraísos tropicais vão ficar debaixo d’água


Taiti, uma das ilhas ameaçadas

Você já foi ao Taiti? Não? Então vá. Climatologistas britânicos prevêem que esse e outros paraísos do Oceano Pacífico e do Índico, como as Ilhas Maldivas, irão desaparecer em algumas centenas de anos. A culpa é do aquecimento global, provocado pela emissão exagerada de gás carbônico. O aumento da temperatura degela os pólos e joga mais água nos oceanos. Com isso, o nível do mar tende a subir mais de 2 metros nas ilhas, deixando-as submersas. Os pesquisadores fizeram os cálculos levando em conta duas hipóteses para o futuro. Uma pessimista, na qual a concentração de gás carbônico na atmosfera continuará crescendo, e uma otimista, em que a quantidade dessa substância continua nos níveis atuais. Mas as conclusões não são muito diferentes. “É que a ação do calor deve persistir durante muitos séculos à frente.

4972 – Como é feita a reciclagem das baterias de telefones celulares?


O primeiro passo é moê-las para que o plástico seja separado dos elementos químicos. As baterias possuem um amontoado de pequenas pilhas, feitas de elementos como o níquel, o lítio e o cádmio, todos tóxicos. Depois da moagem, o plástico é derretido para ser reciclado e as células passam por diferentes processos, que dependem da composição de cada uma. O níquel é fundido com cromo e ferro, criando uma liga que pode ser usada na produção do aço; o cádmio pode ser reutilizado em novas baterias; e o lítio é misturado com outras substâncias que o tornam inócuo.
No Brasil, as normas para a reciclagem só foram publicadas em junho deste ano pelo Ministério do Meio Ambiente. Por isso, nem todos os usuários sabem o que fazer com as baterias velhas. Até junho de 2000, no entanto, a situação vai mudar. Esse é o limite para que todas as embalagens de celulares tragam, obrigatoriamente, instruções sobre o cuidado que se deve ter ao descartar a bateria. Até lá, os fabricantes terão de preparar sistemas de coleta e tratamento dos resíduos tóxicos. Enquanto isso, o melhor que você tem a fazer é não mandar as baterias usadas para o lixo e já começar a enviá-las para a empresa que as produziu.

4971 – O estranho focinho do tamanduá


Focinho de aspirador

Ele não tem dentes. Sua boca é um tubo de osso onde praticamente só cabe a sua língua. Esse apêndice, por sua vez, é coberto por uma saliva pegajosa na qual ficam grudadas 30 000 formigas e cupins todos os dias. O suficiente para um almoço e um jantar. Bastaria isso para fazer do tamanduá-bandeira um bicho fora do normal, mas a zoóloga americana Virginia Naples descobriu uma esquisitice a mais. Ela verificou que a mandíbula do tamanduá pode girar, deixando o tubo da boca mais largo na hora de comer. É para a língua passar mais rapidamente pelo orifício.

4970 – Planeta Terra – Depois da tempestade vem a vida


Charcos, tanques, diques, canais, lagoas, brejos, alagados, mangues ou pântanos: existem muitos nomes para designar essas pequenas massas de água que talvez constituam a manifestação da natureza que mais chama a atenção do homem. E a característica mais notável desses lugares é a enorme biodiversidade que acumulam em tão pequeno espaço. Não devemos esquecer que a vida surgiu na água, há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. E ali permaneceu durante milhões de anos, até que começou a colonizar a terra. Hoje, muitas formas de vida desses alagados são incapazes de viver em terra firme, enquanto outras necessitam desses ecosistemas peculiares para desenvolver alguma fase de sua existência.
O motivo de semelhante acumulação de seres tão distintos entre si está na composição da água. Apesar de muitas vezes apresentarem um aspecto limpo e cristalino, os brejos estão longe de possuir água pura. A água pura não pode manter organismos vivos em seu interior durante muito tempo, ao contrário das águas naturais, que são ricas em substâncias gasosas e sólidas. Entre os gases, destacam-se o oxigênio e o dióxido de carbono. Outras matérias de grande importância são os nitratos, sulfatos, cloritos e fosfatos, além de minerais como o sódio, potássio, ferro, magnésio e cálcio. Sua maior ou menor abundância condiciona a presença de uma flora e uma fauna determinadas. Nas águas pobres em cálcio ficou comprovado que não sobrevivem caracóis nem outros moluscos aquáticos.
A falta de pureza das águas dos pântanos não significa que estejam contaminadas. Ao contrário: seus elementos são impurezas naturais que favorecem a proliferação da vida. Existem, entretanto, outras substâncias, como os óleos, detergentes e demais resíduos típicos de certas atividades humanas que sujam artificialmente as águas, ou seja, as contaminam. Então, o volume de vida que podem acolher é inversamente proporcional a seu grau de poluição: quanto mais contaminadas estejam as águas, menos organismos contêm.
Exemplos de espécies associados aos brejos são o sapo comum e, sobretudo, o sapo-corredor, que proliferam especialmente nesses tanques, acrescenta Dorda. Sua curta existência faz com que a quaquer momento, normalmente após um forte aguaceiro, se produza uma autêntica concentração desses anfíbios, em uma estratégia claramente oportunista com que evitam os predadores que se constituiriam em uma séria ameaça para a espécie.
Excluindo-se esses alagados temporários, os habitantes dos alagados naturais e dos tanques artificiais de uma mesma região são idênticos, exceto os animais exóticos introduzidos pelo homem. Além disso, todos esses espaços são colonizados de forma parecida.
Os mais madrugadores de todos são os insetos voadores: espécies como os mosquitos e outros dípteros são os primeiros a chegar, seguidos logo mais tarde pelas libélulas e os escaravelhos.
O vento e alguns animais — insetos, aves, anfíbios e pequenos mamíferos — são o meio de transporte adequado para que ovos de outros insetos, como os copépodos, um tipo de crustáceos de água doce e salgada, cheguem a um tanque. Pouco depois vêm outros crustáceos e moluscos, que chegam ainda como ovos nas patas das libélulas e dos escarevelhos.
Ao contrário do que ocorre em outras zonas úmidas, como os grandes lagos — onde se pode falar de uma estratificação em suas formas de vida, conforme ocorram em águas superficiais ou profundas —, as pequenas massas de água têm um único substrato, já que em geral são pouco profundas. Convém falar aqui do que os cientistas denominam película superficial; isto é, a superfície das águas. Sua função no mundo dos alagados é igual à da pele no corpo humano, isolando e separando a massa de água da atmosfera, abrigando formas de vida sumamente especializadas, como as larvas de mosquito, para citar apenas um exemplo bem conhecido.

4969 – Ecologia – Mata Atlântica Salva?


Ambientalsitas acham que a Mata Atlântica está dando a volta por cima e pode servir de exemplo para a reversão do problema no mundo. Especialistas em biodiversidade tem feito observações: 92% da floresta já era, mas depois de 500 anos de destruição, as coisas parecem estar mudando, embora esteja longe de ser salva. Fotos de satélite mostraram que a derrubada caiu para um nível aceitável.
170 Ongs atuam na região. A Associação Mico Leão Dourado foi vencedora do prêmio Ecologia 2002 na categoria fauna e há 4 décadas vem salvando a espécie do desaparecimento. Outra Ong importante é a pioneira SOS Mata Atântica.

4968 – Marte já foi azul?


Os primeiros sinais de vida em Marte foram detectados em 1996, num meteorito marciano que caiu na Antártida. Ele continha cristais de magnetita parecidos com os produzidos por bactérias terrestres.Em janeiro de 2001 foi provado que tinha origem orgânica.
Imagens da sonda Mars Global Surveyor mostraram sulcos idênticos a um leito de rio seco. A NASA sustenta que deve haver água líquida em alguma camada subterrânea de Marte.
Ao detectar rochas magnetizadas na superfície do planeta mais recentemente, a sonda provou que Marte já teve um campo magnético como o da Terra, que serve de escudo para a atmosfera, protegendo-a da radiação solar. Isto indica que aa atmosfera marciana pode ter sido densa como a terrestre, condição para a vida. Marte teve uma intensa atividade vulcânica em seu primeiro bilhão de anos. A combinação de calor e água líquida gerou a vida na Terra. O mesmo pode ter acontecido no planeta vermelho.

Contraponto:

Marte realmente teve um campo magnético. Mas ainda não há estudos que comprovem que papel ele desempenhou na evolução do planeta e no possível surgimento da vida. Não existem sequer provas de que lá tenha havido uma atmosfera parecida com a nossa, por enquanto é tudo especulação.
Um estudo publicado na revista Nature defende a teoria de que os canais e as bacias tenham sidos criados por montanhas sendo erguidas e não por oceanos.Teria sido a pressão exercida pelas montanhas que fez a superfície ao redor se comprimir e gerar um solo enrugado.
Quanto a bactéria, ela pode ser da Terra e ter entrado no meteorito por alguma fenda. Uma única cadeia de cristais é pouco para se chegar a conclusões definitivas.
Outros pesquisadores do Arizona dizem que os tais sulcos foram cavados por gás carbônico. Em temperaturas muito baixas a pressão faz o gás carbônico se transformar em neve, que desce pela encosta. Outra hipótese é que tenham sido formados por um fluxo de cinzas, gás e cascalho expelido das erupções vulcânicas.
Como vemos, os cientistas divergem tanto quanto os leigos.

4967 – Cientistas americanos tentam transformar plantas em verdadeiras usinas de anticorpos monoclonais


Elas são as proteínas criadas pela Engenharia Genética que, feito mísseis teleguiados, destroem os alvos doentes no organismo, como células cancerosas. Para fabricar os anticorpos, os cientistas injetam a célula doente em ratos, sendo porém necessárias muitas cobaias para se extrair a dose de anticorpos suficiente para um tratamento. Em plantas, seria possível a produção em massa. Da seguinte maneira: as proteínas obtidas dos ratos, em vez de serem usadas imediatamente, são implantadas em bactérias, cujo gene, por sua vez, é implantado em vegetais. Por enquanto, os pesquisadores só conseguiram que as plantas produzissem metades separadas das moléculas de anticorpos. A esperança é que a Engenharia Genética consiga unir as duas metades numa próxima geração de plantas para então a Medicina colher seus preciosos anticorpos.

4966 – Medicina – Transplantes mais seguros


Transplantes com menores riscos de rejeição por parte do organismo, eis o que promete um novo tipo de medicamente recentemente lançado nos Estados Unidos. Ao receber um órgão transplantado, o organismo o trata como se fosse um corpo estranho e passa a combatê-lo, pondo em ação as células T, cuja função é eliminar celular estranhas. Com o uso do medicamento, baseado em anticorpos monoclonais, essa reação fica bloqueada. Os anticorpos monoclonais são obtidos pela fusão das células B – as que produzem os anticorpos do organismo – com as células de mielomas (tumores). A célula resultante, chamada hibridoma, herda de um lado a alta resistência dos mielomas e de outro a capacidade de fabricar anticorpos das células B. A partir dos hibridomas são produzidos os clones – células iguais entre si, derivadas de uma célula original – , que reproduzem grande quantidade de anticorpos idênticos e neutralizam a ação das células T.
Testes realizados em pacientes de transplantes de rins deram resultados positivos. As pesquisas sobre os anticorpos monoclonais são do cientista alemão Georges Koelher e do inglês Cesar Milstein, que receberam o prêmio Nobel de Medicina em 1984.