4922 – A Clonagem Humana


Enquanto esta frase está sendo escrita, alguém está tentando clonar um ser humano. A técnica é parecida com a clonagem da ovellha Dolly de 1997 e outros mamíferos a seguir.
Centenas de ovos para gerar poucos embriões. Mas com seres humanos tem fracassado, com abortos espontâneos e fetos mal formados. Para se chegar ao bezerro Starbuck II, a duplicata de um touro já morto, foram 68 tentativas. Com Dolly foram 277.
Uma cientista afirmou: o 1° ser humano que vamos clonar é um bebê de 10 meses de idade morto em acidente. “O pai ajudou a comprar os equipamentos para o laboratório e vou ajudá-lo a ter o filho de volta.”
Como é feita a clonagem:
Retira-se o núcleo do óvulo de uma doadora. Em seu lugar, coloca-se o núcleo de uma célula do corpodo candidato a clonagem.
O óvulo modificado possui então 46 cromossomos, como se tivesse sido fertilizado por espermatozóide.
O embrião é transferido para o útero de uma voluntária.
Se vingar terá informações genéticas idênticas ás do indivíduo que cedeu a célula somática,ou seja, será um clone.
Tal técnica ainda não é segura, muitos problemas que aparecem na gestação, como a placenta anômala e o crescimento exagerado do feto podem estar relacionados a reprogramação de certos genes. Talvez exista alguma característica inerente a biologia dos mamíferos que torne a eficiência da clonagem tão baixa.
Não evoluímos para sermos duplicados e clonar seres humanos é algo totalmente anti-natural. Mas é claro que os cientistas que clonam discordam. Para eles, clonar nada mais é do que criar um gêmeo univitelino mais jovem. Outro problema que vem sido levantado é o fato da discriminação genética.
O Genoma deve vir a revelar se existe predisposição genética para alguém desenvolver determinada doença ou não. Poderia se usar a clonagem apenas para perpetuar certas características consideradas fundamentais para a espécie humana.
Não há meios de trazer de volta uma pessoa morta ou recriar um atleta. Clones são indivíduos únicos, dotados de livre-arbítrio. Atualmente a Inglaterra é o único país que abriu brecha para a clonagem, permitindo experiência com embriões clonados para fins terapêuticos, com objetivo de pesquisar a cura de doenças como o Mal de Parkinson e produzir tecidos de órgãos vitais para facilitar transplantes. A clonagem terapêutica parte do estudo das células-tronco que são células não-diferenciadas com potencial para se transformar em qualquer tipo de células, tecido ou parte do organismo, desde neurônios até células epidérmicas, sanguíneas ou musculares. Elas existem empequenas quantidades no indivíduo adulto espalhadas pelo corpo, mas constituem o embrião em poucos dias, quando ele é ainda um conjunto de células iguais, sem especialização. Um embrião geneticamente idêntico ao paciente, cujas células-tronco seriam colhidas e evoluiriam para um tecido saudável. Estas seriam transplantadas ao paciente, substituindo as doentes. Assim, seria eleiminado o problema da rejeição e falta de doadores compatíveis.
Argumentos a favor e contra não faltam, mas ainda não existe respostas definitivas.