4923 – Mega Memória Imprensa – A Revista Manchete


Foi uma revista brasileira publicada semanalmente de 1952 a 2000 pela Bloch Editores. Criada por Adolpho Bloch, posteriormente, o nome da revista foi dado à emissora de televisão, a extinta Rede Manchete.
Como outros títulos da Bloch Editores, foi comprada pelo empresário Marcos Dvoskin e relançada em 2002, pela Editora Manchete. No entanto, deixou de ter periodicidade semanal para passar a ser editada apenas em edições especiais sem periodicidade fixa, como os especiais de Carnaval.
A Manchete surgiu em abril de 1952, sendo considerada a segunda maior revista brasileira de sua época, atrás apenas da revista O Cruzeiro. Empregando uma concepção moderna, a revista tinha como fonte de inspiração a ilustrada parisiense Paris Match e utilizava, como principal forma de linguagem, o fotojornalismo. Em seu auge, a equipe de jornalistas e colaboradores tinha nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Fernando Sabino, David Nasser e Nelson Rodrigues, entre outros. O fotógrafo e cinegrafista francês Jean Manzon era o responsável pelas principais imagens da revista.
A Manchete atingiu rápido sucesso e em poucas semanas chegou a ser a revista semanal de circulação nacional mais vendida do país, destituindo a renomada e, até então, hegemônica O Cruzeiro. Em 2000, com a falência de Bloch Editores, a revista deixou de circular, sendo depois relançada com outros donos, de maneira esporádica.

4922 – A Clonagem Humana


Enquanto esta frase está sendo escrita, alguém está tentando clonar um ser humano. A técnica é parecida com a clonagem da ovellha Dolly de 1997 e outros mamíferos a seguir.
Centenas de ovos para gerar poucos embriões. Mas com seres humanos tem fracassado, com abortos espontâneos e fetos mal formados. Para se chegar ao bezerro Starbuck II, a duplicata de um touro já morto, foram 68 tentativas. Com Dolly foram 277.
Uma cientista afirmou: o 1° ser humano que vamos clonar é um bebê de 10 meses de idade morto em acidente. “O pai ajudou a comprar os equipamentos para o laboratório e vou ajudá-lo a ter o filho de volta.”
Como é feita a clonagem:
Retira-se o núcleo do óvulo de uma doadora. Em seu lugar, coloca-se o núcleo de uma célula do corpodo candidato a clonagem.
O óvulo modificado possui então 46 cromossomos, como se tivesse sido fertilizado por espermatozóide.
O embrião é transferido para o útero de uma voluntária.
Se vingar terá informações genéticas idênticas ás do indivíduo que cedeu a célula somática,ou seja, será um clone.
Tal técnica ainda não é segura, muitos problemas que aparecem na gestação, como a placenta anômala e o crescimento exagerado do feto podem estar relacionados a reprogramação de certos genes. Talvez exista alguma característica inerente a biologia dos mamíferos que torne a eficiência da clonagem tão baixa.
Não evoluímos para sermos duplicados e clonar seres humanos é algo totalmente anti-natural. Mas é claro que os cientistas que clonam discordam. Para eles, clonar nada mais é do que criar um gêmeo univitelino mais jovem. Outro problema que vem sido levantado é o fato da discriminação genética.
O Genoma deve vir a revelar se existe predisposição genética para alguém desenvolver determinada doença ou não. Poderia se usar a clonagem apenas para perpetuar certas características consideradas fundamentais para a espécie humana.
Não há meios de trazer de volta uma pessoa morta ou recriar um atleta. Clones são indivíduos únicos, dotados de livre-arbítrio. Atualmente a Inglaterra é o único país que abriu brecha para a clonagem, permitindo experiência com embriões clonados para fins terapêuticos, com objetivo de pesquisar a cura de doenças como o Mal de Parkinson e produzir tecidos de órgãos vitais para facilitar transplantes. A clonagem terapêutica parte do estudo das células-tronco que são células não-diferenciadas com potencial para se transformar em qualquer tipo de células, tecido ou parte do organismo, desde neurônios até células epidérmicas, sanguíneas ou musculares. Elas existem empequenas quantidades no indivíduo adulto espalhadas pelo corpo, mas constituem o embrião em poucos dias, quando ele é ainda um conjunto de células iguais, sem especialização. Um embrião geneticamente idêntico ao paciente, cujas células-tronco seriam colhidas e evoluiriam para um tecido saudável. Estas seriam transplantadas ao paciente, substituindo as doentes. Assim, seria eleiminado o problema da rejeição e falta de doadores compatíveis.
Argumentos a favor e contra não faltam, mas ainda não existe respostas definitivas.

4921 – China mira Lua para se tornar próxima superpotência espacial


O governo da China confirmou nesta quinta-feira (29) que em menos de cinco anos levará pela primeira vez um veículo não tripulado à superfície da Lua.
Esse seria um primeiro passo para que mais adiante seus astronautas pisem o satélite e o país siga os passos dos americanos e dos russos para se tornar a nova superpotência espacial.
O objetivo consta no “Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011”, um documento do executivo chinês apresentado hoje em entrevista coletiva.
No texto, o governo estabelece outras metas da corrida espacial chinesa até 2015.
Dessa forma, indica que o programa lunar (um dos ramos mais importantes da investigação espacial chinesa, junto dos voos tripulados e dos projetos para uma estação permanente no Cosmos) será centrado no desenvolvimento de uma tecnologia que mais tarde permita levar astronautas à Lua.
A China já conseguiu que dois de seus satélites chegassem até a órbita lunar, em 2007 e 2010, embora as sondas simplesmente tenham servido para recolher informações fotográficas e estavam programadas para retornar depois ao planeta Terra.
As sondas cumpriram a primeira etapa do programa, destaca o documento, detalhando que em meia década deverá ter início a segunda fase (o mencionado pouso na superfície da Lua e passeios tripulados no satélite) para que a terceira inclua o recolhimento de material lunar e retorno à Terra dos veículos.
Não há data fixa para a chegada do satélite terrestre dos primeiros “taikonautas” (apelido com o qual frequentemente se alude aos astronautas chineses, já que espaço em mandarim é “taikong).
Levando em conta que a China parece dividir este programa em fases de cinco anos, este fato histórico poderia ocorrer entre 2020 e 2025, meio século depois dos EUA, o primeiro país a alcançar essa façanha.
A prospecção lunar é talvez a parte de maior destaque dos futuros planos espaciais da China, mas não a única: o Livro Branco assinala que o país também continuará programas de prospecção de planetas e asteroides, do Sol e de buracos negros, entre outros corpos celestiais.
Também conduzirá experiências sobre microgravidade e vida no espaço e promoverá a cooperação internacional no estudo do Universo, assinalou, lembrando que já colaborou neste sentido com países como a Rússia e a Austrália.
Ao mesmo tempo, a China, que nesta semana também iniciou o funcionamento da “Bússola”, seu sistema de posicionamento alternativo ao GPS americano, garantiu que nos próximos cinco anos aumentará o controle do lixo espacial e dos sistemas de alarme quando esses fragmentos caírem na superfície terrestre.
O Conselho de Estado insiste no documento que a prospecção espacial “é uma importante parte da estratégia geral de desenvolvimento da nação” o período de 2011-2015, no qual a China procura seguir ascendendo em seu caminho a ser um país desenvolvido, com a inovação tecnológica como prioridade.
A China colocou seu primeiro astronauta no espaço em 2003 e desde então alcançou outros objetivos, como o primeiro “passeio” de um de seus astronautas fora da nave (2008) e o primeiro acoplamento de dois veículos (no mês passado), passo-chave para sua futura estação espacial permanente.
Para os especialistas, a China ainda está em uma fase muito preliminar no que diz respeito às tecnologias espaciais, comparável aos EUA e à extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) nos anos 60, mas avança de forma mais rápida do que fizeram na época as duas superpotências da Guerra Fria em sua corrida espacial.

4920 – Budismo – Buda em Sampa?


Existe um pequeno tesouro no bairro de V. Mariana em São Paulo. Uma construção que poderia estar localizada em alguma montanha no Tibete. Um local cheio de mistérios. Na entrada, um portão de ferro junto a calçada e no interior, um prédio exótico. A entrada é voltada para os fundos segundo a tradição. Há imagens de Buda e outros mestres trazidas da China e objetos decorativos, como sinos e incensários. No peito de Buda, uma suástica, que era usada muito antes de ser símbolo nazista, que representa manifestações da energia cósmica. Nas cerimônias, os mantras e orações são traduzidos para o Português. A melhor conduta é deixar os sapatos num armário próximo da entrada.
A acanhada entrada do templo budista chinês Tzong Kwan, inaugurado há oito anos na Vila Mariana, disfarça a grandiosidade da construção de três andares. No último, está o salão com um altar decorado por imagens de Buda e de outros mestres em madeira. É ali que acontecem as cerimônias, aos domingos às 9h, com direito a cantos e duração de 2h30.
O templo fica na Rua Rio Grande, 498
F: 5084-0363

4919 – Ecologia – O Plástico Vegetal


Ciclo do plástico biodegradável

O plástico fabricado a partir do petróleo tem moléculas grandes demais e isso dificulta a absorção pelo ambiente. Por isso várias empresas estão pesquisando o plástico vegetal produzido por microrganismos, um material totalmente biodegradável.
Já estão sendo produzidas sacolas plásticas feitas a partir de amido modificado de trigo e batata.
A Monsanto criou plantas geneticamente modificadas que podem produzir plásticos. Foram colocados em pés de mostarda e agrião 4 genes de uma bactéria que produz o material naturalmente. A promessa é baratear os custos do bioplástico.

4918 – Megacurtíssima – Um Micróbio do Mal


O vírus que causa a mononucleose – uma doença infecciosa que ataca as glândulas linfáticas, produtoras de anticorpos – pode ser também responsável pelo câncer de mama. Pesquisadores do Hospital Saint Louis, na França, analisaram 100 tumores e encontraram o vírus em 51 deles. Agora exames que detectem o vírus podem ajudar a prevenir o câncer.

4917 – Cuidado com o Ultravioleta


O alerta não é de hoje: bronzeado pode esconder tumores de pele. Os raios ultravioleta alteram os genes e, aí, as células começam a se multiplicar alucinadamente, o que leva ao câncer. Mas, segundo oncologistas americanos do Centro Anderson de Câncer, em Houston, Texas, o sol também sabe impedir os tumores, ao estimular a produção da proteína chamada fas. “Isso não dá sinal verde para abusar do sol”, diz um dermatologista, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Nem todo mundo produz a proteína em quantidade suficiente.”
Para não virar câncer, a célula se autodestrói.
1. Os raios solares fazem a membrana da célula produzir a proteína chamada fas.
2. A fas envia mensagens para o núcleo, ordenando o suicídio celular.

4916 – Oftalmologia – Como é feita a operação a laser para corrigir a miopia?


O laser funciona como uma lixa. Seu papel é aplainar um pouco a superfície da córnea, queimando algumas das células do lugar. Os míopes têm o olho muito grande e isso faz com que a imagem se forme no lugar errado. A cirurgia, nesse caso, diminui a curvatura do globo ocular. Mas o paciente não pode ter grau de miopia alto demais – o limite para a operação dar certo é de 10 graus. Acima disso, seria necessário corroer um pedaço muito grande da córnea, que ficaria fragilizada. “Ela tem aproximadamente meio milímetro de espessura e o laser nunca tira mais do que a metade disso”, afirma um oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, existem dois tipos de operação. No primeiro, o laser queima a córnea diretamente. Uma técnica mais recente, entretanto, permite uma cicatrização mais rápida. É que, antes de aplicar o laser, o médico levanta a membrana que recobre o olho, colocando-a depois no lugar novamente. Mesmo assim existe um risco de que tudo não saia como o esperado. “Em 10% dos casos, o paciente pode continuar com algum grau mesmo após a cirurgia”. Além da miopia, o laser já é usado para resolver vários outros problemas de visão, como hipermetropia, astigmatismo, glaucoma e catarata.

4915 – Mega Notícias – Sono controlado


O órgão americano que aprova a comercialização de novos alimentos e medicamentos (conhecido pela sigla FDA) aprovou um novo remédio contra a insônia. Chamado Sonata, sua grande vantagem em relação aos antigos é que ele age por apenas 4 horas. Assim, caso o paciente precise dormir pouco tempo, não acordará tonto pela manhã.
Uma vacina anti-droga
Kim Janda, químico do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, Estados Unidos, desenvolveu uma vacina inédita contra o vício em drogas. Ele encapou moléculas de cocaína com proteínas reconhecidas pelo organismo como inimigas, provocando o ataque dos anticorpos. Por enquanto, funcionou bem com ratos.

4914 – Por que os alces e os veados perdem a galhada depois do verão?


Porque após esse período ela se torna inútil. Os chifres são usados nas brigas com outros machos para escolha da fêmea na época da reprodução, que acontece no verão. No final do outono ou início do inverno eles caem. Assim, no seu lugar pode nascer uma galhada nova, já que é comum se quebrarem no corpo-a-corpo dos machos. Além disso, o animal se livra de uma boa carga. O chifre pode pesar até 12 quilos, dependendo da espécie, e seria um desperdício de energia carregá-lo o ano todo. A queda é regulada pela duração do dia. Quando as noites ficam muito longas, o organismo reconhece que é inverno e diminui a produção da testosterona, o hormônio controlador da reprodução e também do desenvolvimento da galhada.

4913 – Por que algumas formigas costumam carregar outras?


São vários os motivos. Na maioria das vezes elas se preocupam em levar a falecida para longe de casa. “Insetos sociáveis, como a formiga e o cupim, gastam boa parte do seu tempo cuidando da higiene da colônia”. Como estão em contato muito próximo, um indivíduo contaminado poderia gerar uma tragédia. Por isso, os mortos são retirados do meio dos outros. “Já alguns insetos carnívoros, como as formigas-de-corredeira, predam animais menores para comer”. Aí, a carga nada mais é do que parte de um possível banquete. Mas há também boas samaritanas, como as saúvas: ao encontrar companheiras perdidas, elas as colocam nas costas e as levam ao formigueiro.

4912 – Casamento – Raridade entre os mamíferos


Só 5% das espécies formam pares mais ou menos duradouros. Nas outras 95%, os indivíduos tratam de procriar com o maior número possível de parceiros, sem compromisso. Por que será que o homem – parte de uma minoria que inclui os chimpanzés e os orangotangos – adotou o estranho costume da união conjugal?
Os cientistas acham que a monogamia evoluiu por causa dos filhotes. Como os bebês primatas são muito frágeis, as fêmeas precisam de machos que as ajudem a criá-los. Mas as uniões terminam tão logo os rebentos consigam se virar sozinhos – por volta de 1 ano. Aí, tanto o pai quanto a mãe vão procurar outros parceiros.
O sentimento de vínculo entre os seres humanos é mais forte. O amor conjugal nasceu, assim, de uma necessidade evolutiva, mas ganhou novos rumos sob influência da cultura. Os tipos de casamento e de costumes sexuais variam de acordo com o lugar e a época. Até a opção pelo celibato, a abstinência do sexo, é considerada normal pelo homem.
Pombinhos infiéis
Até o início desta década, pensava-se que as campeãs de fidelidade entre os animais fossem as aves: 90% das espécies, como os albatrozes, formam casais. Mas exames de DNA realizados nos últimos anos mostraram que até elas dão suas escapadas. Pelo menos um quinto dos ovos das fêmeas não são fertilizados pelo dono do ninho, e sim por algum macho que se aproveitou de sua ausência. Iludido, o maridão cria os filhotes do outro como se fossem seus próprios.
Como será o casamento no futuro?
Haverá mais divórcios. Só nos Estados Unidos, a previsão é de que, em 2010, a taxa de divórcio seja 67% . É muito. Observei que, em todas as culturas em que a mulher tem independência econômica, os casamentos duram menos. Como mais mulheres trabalham fora de casa, podemos prever um crescimento dos índices de separação. Hoje, em vez de o homem dominar as finanças e as decisões, a tendência é que as relações econômicas na família se igualem. Nesse aspecto, estamos mudando em direção ao tipo de casamento que existia na época em que os hominídeos viviam da caça e da coleta, há centenas de milhares de anos, na África: uma parceria.

4911 – Origens do Homem – Asteróide Assassino


Quem parece ter matado a charada foi o físico americano Luis Alvarez (1911-1988), em parceria com seu filho, o geólogo Walter Alvarez, em 1980. Estudando uma camada de rochas de 65 milhões de anos na cidade de Gubbio, Itália, os pesquisadores detectaram um mineral raro chamado irídio numa concentração trinta vezes maior que a habitual na Terra. O irídio está presente nos meteoritos que caem do espaço o tempo todo. A camada que os Alvarez acharam na Itália foi detectada depois em mais de cinqüenta lugares do planeta, confirmando que algo de extraordinário ocorreu há 65 milhões de anos. Os pesquisadores fizeram as contas e concluíram que um asteróide de 10 quilômetros de diâmetro deve ter se chocado contra a Terra, provocando uma catástrofe que aniquilou os dinossauros.
A bola de fogo caída do espaço criou uma nuvem de poeira que bloqueou a luz solar durante pelo menos três meses. A cobertura vegetal desapareceu quase totalmente. Os dinos morreram de fome. Mas os bichos menores, acostumados a comer praticamente qualquer coisa, conseguiram sobreviver. Entre eles estavam os primeiros mamíferos – roedores pequenos como camundongos.
As aves do terror
A idéia de que os dinossauros podem ser os ancestrais das aves modernas é antiga. Já em 1860 o zoólogo inglês Thomas Huxley (1825-1895) havia levantado essa hipótese, que se tornou desde então um foco permanente de debate entre os cientistas. Em maio de 1997, o paleontólogo argentino Fernando Novas fez uma descoberta que reacendeu a polêmica. Ele encontrou o esqueleto de um animal que habitou a Patagônia há 90 milhões de anos e é, até agora, o dino mais próximo das aves que se conhece. O unenlagia, como foi batizado, era um predador terrível, com 1,8 metro de altura. O detalhe crucial estava nos braços, que podiam se mover de cima para baixo como se fossem asas de verdade. Mas, de acordo com Novas, o bicho não conseguia sair do chão. O rascunho de asas só servia para ajudá-lo a equilibrar o corpo enquanto corria atrás de caça. Mais tarde, pode ter evoluído para possibilitar o vôo.
Insetos jurássicos
Ao contrário dos dinossauros, os insetos que habitaram o planeta há milhões de anos quase não deixaram fósseis, pois se deterioraram rapidamente, sem deixar vestígios. Mas alguns deles se conservaram, quase intactos, em pedaços de âmbar, resina produzida por certas árvores. Em 1993, o âmbar ganhou destaque com o filme Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg. Nele, os dinos eram reconstruídos a partir do DNA do sangue encontrado em mosquitos jurássicos que tinham acabado de encher a barriga e ficaram presos na resina. Na opinião dos cientistas, isso é quase impossível. O principal motivo é a baixa estabilidade das moléculas de DNA, que se desmancham com o tempo. Além disso, os lagartões tinham uma pele tão dura que dificilmente um mosquito conseguiria picá-los.

4910 – Sexo – Os Históricos Tabús


O sexo nunca foi realmente livre. Aliás, quando se trata de proibição, poucos temas sofreram uma marcação tão cerrada. Todas as sociedades bolaram alguma maneira de reprimi-lo, por motivos variados. Essas tarjas pretas impostas a algumas práticas sexuais são conhecidas como tabus – palavra polinésia que significa algo sagrado ou intocável.
Se tudo fosse permitido, um pai poderia, por exemplo, manter livremente relações com a filha, gerando um duplo problema. O primeiro, genético: as crianças resultantes estariam mais propensas a doenças hereditárias. Além disso, a jovem provavelmente deixaria de se casar com algum rapaz de outro clã.
O veto ao incesto é o único dos tabus sexuais a resistir à mudança de costumes que caracteriza a sociedade moderna. O homossexualismo, antes perseguido, é cada vez mais aceito como uma prática normal, embora ainda persistam preconceitos. A virgindade, na prática, deixou de ser uma condição para o casamento e o adultério, nos países mais desenvolvidos, não é mais encarado como um crime. Virou uma questão a ser resolvida no âmbito de cada casal.
Na Grécia antiga, as relações com o mesmo sexo não eram desonra para ninguém. Na Idade Média, os homossexuais passaram a ser perseguidos como criminosos – segundo a Igreja Católica, o sexo só deveria servir para a reprodução. Na Alemanha nazista os gays eram dizimados em campos de concentração e na Inglaterra, até 1967, condenados à cadeia.
Lei
O artigo 219 do Código Civil brasileiro, em vigor desde 1947, prevê a anulação do casamento se o marido descobrir que a mulher não é mais virgem.
O tabu da virgindade nasceu nas primeiras sociedades agrícolas, há 10 000 anos. O marido queria ter certeza de que o primeiro filho – o herdeiro de seus bens – era mesmo seu. Com o tempo, o tabu se transformou num símbolo da supremacia masculina. A idéia de ser “o primeiro” ganhou tal importância que, na Idade Média, os senhores feudais se arrogavam o direito de deflorar as jovens camponesas antes que elas se casassem. No sul da Itália, os recém-casados eram obrigados até recentemente a exibir o lençol manchado com o sangue da noite de núpcias para provar que a noiva era virgem. Com a ampliação dos direitos das mulheres, a partir dos anos 50, esse tabu entrou em declínio.
Ignorância medieval
Todos os anos, 2 milhões de mulheres são vítimas de um costume horrendo – a extirpação do clitóris, parte mais sensível de seu aparelho genital. A amputação tem o objetivo de diminuir o desejo sexual feminino, tido como uma ameaça à estabilidade das famílias. Tal mutilação ainda é feita na Costa do Marfim, um dos 28 países da África onde ainda se pratica essa atrocidade
Na Idade Média, a Inquisição encarava a sexualidade feminina como algo tão perigoso que podia levar à possessão demoníaca. Se alguma mulher ficasse com fama de promíscua, era logo acusada de ser bruxa, com sério risco de acabar na fogueira.

4909 – Quando foi criado o ar da Terra?


Os cientistas calculam que, há 2 bilhões de anos, a atmosfera da Terra era irrespirável, composta de metano, hidrogênio e outros gases tóxicos. Sabem também que quem melhorou o ar foram microorganismos marinhos primitivos chamados cianobactérias. Um dia, eles passaram a fazer fotossíntese e, assim, a liberar oxigênio, que, aos poucos, ocupou toda a atmosfera. O que ninguém sabe com certeza é quando esse processo começou. O geoquímico Roger Summons, da Organização Australiana de Levantamento Geológico, achou uma prova de que as cianobactérias já faziam isso há pelo menos 2,5 bilhões de anos. Essa é a idade das rochas encontradas por ele na região da Bacia Hamersley, oeste da Austrália. Todas impregnadas de uma gordura idêntica à que existe na membrana das cianobactérias produtoras de oxigênio hoje, como as do gênero Phormidium (ao lado). Daí concluiu-se que as velhas pedras serviram de morada aos microorganismos em priscas eras. Calcule o tempo que durou a limpeza. Se as contas estão certas, levou mais de 500 milhões de anos para que a atmosfera toda fosse oxigenada.

4908 – Tem Vulcão na Vizinhança


Não espere nenhum aviso

As cidades de Puebla, no México, Legazpi, nas Filipinas, e Santorini, na Grécia, não têm quase nada em comum. Estão muito longe umas das outras e são habitadas por povos muito diferentes. O que as une é um trágico detalhe de sua geografia. Elas foram erguidas na vizinhança de alguns dos vulcões mais perigosos do mundo o mexicano Popocatepétl, o filipino Mayon e o grego Thera. Seus habitantes precisam estar prontos para correr a qualquer hora. Fazem parte dos 550 milhões de indivíduos que moram em zonas de risco vulcânico no mundo.
Ao contrário do que seria sensato, eles continuam ali, indiferentes ao perigo que os espreita. É que, apesar de traiçoeiros, os vulcões costumam ser rodeados por solos muito férteis – um convite permanente à ocupação humana. Os moradores logo se esquecem das tragédias e voltam a ocupar as áreas ameaçadas.
Bomba-relógio
O vulcão mais ilustre da Terra cansou de descansar. A qualquer momento, nos próximos trinta anos, o Monte Vesúvio, na Itália, voltará a explodir, como na tragédia que destruiu a cidade de Pompéia no ano 79. A erupção ameaça 3,3 milhões de italianos que moram num raio de 30 quilômetros de sua base – incluindo a periferia de Nápoles, maior cidade do sul do país. “A população não sabe como agir. Muitos até ignoram que o Vesúvio é um vulcão”, diz um vulcanólogo que preside uma organização criada para alertar os napolitanos. “A área de risco em volta da montanha foi toda ocupada”, explica. “Hoje, uma evacuação só seria eficiente se a erupção fosse prevista semanas antes, o que é muito difícil.” A explosão deve ser mais branda do que a do ano 79. Ainda assim, pode fazer dezenas de milhares de vítimas nos doze municípios da região. Mas estima-se que uma erupção pior poderá acontecer lá pelo ano 3000. Dessa Nápoles não escapa.
Vulcões tidos como adormecidos ou extintos costumam pregar peças nos cientistas. O Pinatubo, nas Filipinas, havia passado 600 anos quieto antes de explodir, em 1991. Por isso, os critérios para definir um vulcão ativo mudaram. Hoje, basta ter tido uma erupção nos últimos 10 000 anos para ser considerado vivo. Há 1 343 vulcões nessa lista, 900 deles no Círculo de Fogo, que acompanha as bordas do Pacífico. Isso acontece porque é lá que as placas tectônicas se chocam com maior violência.

4907 – Universo (S) – Haveria mais de um?


Exclusivo para o ☻ Mega

Observações e teorias mais recentes indicaram que o cosmo que vemos não é o único que existe: Além dos limites do Espaço-Tempo, escondem-se outros infinitos universos que obedecem a leis diferentes da nossa e quem sabe conteriam seres e inteligências muito além da nossa compreensão. Acredita-se que, tanto tais universos paralelos quanto o nosso teriam nascido e crescido simplesmente do nada. Com a teoria de Einstein pode-se deduzir que as leis que governam o movimento das galáxias são peças do tabuleiro cósmico.
Embora uma galáxia contenha mais de 100 bilhões de estrelas elas são os átomos do cosmo.
Há 13 bilhões de anos atrás o cosmo deveria ser menor que um átomo e tão denso que não havia lugar para estrelas. A matéria se resumia a fragmentação de átomos submetidos àpressão brutal devido a falta de espaço, com uma temperatura de centenas de milhões de graus. O nome Big Bang era inicialmente depreciativo, pois parecia ridículo que galáxias e tudo o que elas contém, inclusive a humanidade, estiveram um dia confinadas em uma esfera 1 trilhão de vezes menor que 1 cm.
Em 1965, dois técnicos do Laboratório Bell captaram um chiado estranho ao tentar calibrar uma antena nova que fora montada para pegar os sinais de um dos primeiros satélites de comunicação a entrar em órbita, o Tel Star. Tal ruído foi analisado por um especialista da Universidade de Princeton e concluiu-se que vinha do Big Bang. A dupla Penzias e Wilson passaram do anonimato para os livros de História, recebendo o Nobel de 1978.
Morto em 1955, Einstein não viu a prova de sua Teoria. No início de 1998, duas equipes trabalhando com o telescópio de 4 metros de diâmetro do Observatório de Cerro de Toledo no Chile, anunciaram que havia mesmo uma força desconhecida acelerando a expansão das galáxias além do normal. Assim sendo, com a expansão do Universo, ele vai crescer indefinidamente até se transformar em uma insólita poeira de partículas atômicas geladas escura e mais rarefeita que o vácuo.
Um apagão total quando não houver mais a luz das estrelas e nem mesmo os buracos negros não permanecerão. Tal processo é denominado “morte térmica”. Uma última teoria afirma que ante do Big Bang não havia nada, nem matéria, nem energia, nem tempo e nem espaço.

4906 – Mega Suposições – E Se…


A Amazônia fosse território dos EUA;

Tomado como exemplo a conquista do oeste, a região seria de estradas de ferro, fazendas de gado e grandes cidades. Mas, a floresta tropical é bem mais difícil de vencer que as pradarias: tribos isoladas, clima equatorial de calor sufocante, chuva torrencial, solo pobre para a agricultura e densidade de mata impediriam os americanos de lá se fixarem. Já hove tentativas de exploração mais intensa, mas todas fracassaram. A Capemi, que era uma empresa de pecúlio dos militares e que faliu, tentou montar uma serraria nos mesmos moldes da Indonésia, mas teve que desistir devido as chuvas. Vimos a barrela que é a estrada Transamazônica em outro capítulo onde os caminhões ficam atolados na lama até o teto. Tal cenário é típico da região.
Pelas condições adversas da região, esta já foi chamada de “inferno verde”. Um cenário possível seria a exploração em áreas isoladas: pontos da floresta ricos em minério, petróleo e gás natural.

4905 – A Sonda Cassini


Sonda Cassini na órbita de Saturno

A sonda Cassini-Huygens é um projeto colaborativo entre a ESA e a NASA para estudar Saturno e as suas luas através de uma missão espacial não tripulada. A nave espacial consiste de dois elementos principais: a Cassini orbiter e a sonda Huygens. Foi lançada a 15 de Outubro de 1997 e entrou na órbita de Saturno no 1° de Julho de 2004. É a primeira sonda a orbitar Saturno.
A sonda Cassini-Huygens foi lançada do Centro Espacial Kennedy usando um foguetão Titan IVB/Centaur da Força Aérea dos EUA. O lançamento do veículo foi feito por um foguetão de dois estágios, o Titan IVB, dois motores-foguetão cintados, o estágio Centaur acima, e área para transporte de carga. O sistema de vôo completo do sistema Cassini foi composto por um veículo de lançamento e pela sonda.
A sonda é composta pelo orbitador Cassini e a sonda Huygens. A Cassini irá orbitar Saturno e as suas luas durante quatro anos, e a Huygens irá mergulhar na atmosfera de Titã e pousar na sua superfície. A Cassini-Huygens é uma colaboração internacional entre três agências espaciais. Dezessete países contribuíram para a construção da sonda. A Cassini orbiter foi construída e gerida pelo laboratório JPL da NASA. A sonda Huygens foi construída pela ESA. A Agência Espacial Italiana foi responsável pela construção da antena de comunicação de alto-ganho da Cassini.
O custo total da missão Cassini-Huygens é de cerca de 3 biliões de euros. Os Estados Unidos contribuíram com grande parte do custo, sendo o restante repartido entre a ESA, que contribuiu com 500 milhões de euros, e a agência italiana, que contribuiu com cerca de 150 milhões.
A instrumentação da Cassini consiste em: um mapeador de RADAR, um sistema de imagem CCD, um espectrómetro de mapeamento visível/infravermelho, um espectrômetro de infravermelhos composto, um analisador de poeira cósmica, uma experiência de ondas de rádio e plasma, um espectrômetro de plasma, um espectrômetro de imagens ultravioleta, um instrumento de imagens de magnetosferas, um magnetômetro, um espectrômetro de massa de iões/neutral. Telemetria para a antena de comunicações assim como outros transmissores especiais (um transmissor S-band e um sistema de frequência dual Ka-band) que serão usados para fazer observações das atmosferas de Titã e Saturno, e para medir os campos de gravidade do planeta e dos seus satélites.
Cronologia
15 de Outubro de 1997 — Cassini lançada às 08:43 UTC.
26 de Abril de 1998 — Primeira passagem pelo planeta Vénus para empurrão gravitacional.
24 de Junho de 1999 — Segunda passagem pelo planeta Vénus para empurrão gravitacional.
18 de Agosto de 1999 03:28 UTC — Passagem pelo planeta Terra para empurrão gravitacional. Uma hora e vinte minutos antes, a Cassini fez a maior aproximação à Lua a uma distância de 377 000 km, e tirou uma série de imagens de calibração.
23 de Janeiro de 2000 — Passagem pelo asteroide 2685 Masursky às 10:00 UTC. A Cassini tirou imagens ([1]) 5 a 7 horas antes a 1,6 milhões de km de distância e estimou um diâmetro de 15 a 20 km.
30 de Dezembro de 2000 — Passagem pelo planeta Júpiter para empurrão gravitacional. A Cassini esteve no ponto mais próximo deste planeta neste dia, e fez muitas medições científicas. Também produziu o retrato colorido global mais detalhado de Júpiter; as menores caraterísticas têm aproximadamente 60 km de diâmetro.
30 de Maio de 2001 — Na viagem entre Júpiter e Saturno, notou-se o aparecimento de um “embaçamento” nas fotografias tiradas pela câmera de ângulo cerrado da Cassini. De início, foi visto numa fotografia da estrela Maia do aglomerado das Plêiades, tirada depois de um período de aquecimento de rotina.
23 de Julho de 2002 — No final de Janeiro, um teste foi feito para remover o “embaçamento” das lentes da câmara de ângulo cerrado, aquecendo-a. O objetivo foi alcançado aquecendo-se a câmera até 4 graus Celsius durante oito dias. Mais tarde, o aquecimento foi estendido para 60 dias, e a imagem da estrela Spica mostrou um melhoramento de mais de 90% quando comparado com o período anterior ao aquecimento. A 9 de Julho, a imagem mostrou que o procedimento de remoção de embaçamento foi completado com sucesso.
10 de Outubro de 2003 — A equipe de cientistas da Cassini anunciou os resultados de um teste da teoria da relatividade de Einstein, usando sinais de rádio da sonda Cassini. Os cientistas observaram uma mudança de frequência nas ondas de rádio de e para a sonda, assim que esses sinais viajaram mais perto do Sol. Testes anteriores estavam de acordo com as previsões teóricas com uma precisão de uma parte em mil. A experiência da Cassini melhorou a precisão até cerca de 20 partes em um milhão, com os dados ainda a suportar a teoria de Einstein.
A chegada a Saturno
27 de Fevereiro de 2004 — Uma nova fotografia de alta resolução tirada pela Cassini no dia 9 de Fevereiro foi divulgada. A imagem surpreendeu os cientistas da missão devido ao fato de não ser visível nenhum “fantasma” nos anéis de Saturno. Estas estruturas escuras na secção “B” do anel foram descobertas nas imagens tiradas pela sonda Voyager em 1981[3]. Outra imagem, em luz infravermelha, tirada a 16 de Fevereiro mostra diferenças na altura das nuvens. A mesma perturbação era visível nas imagens tiradas pelo Telescópio Espacial Hubble nos anos 90 do século XX.
12 de Março de 2004 — Fotografias tiradas a 23 de Fevereiro não mostram uma característica descoberta pela Voyager: espessamentos no exterior do anel “F”. Ao tempo, o que não pôde ser deduzido foi o tempo de vida exato destes espessamentos, e espera-se que a Cassini produza dados decisivos sobre esta questão. O primeiro conjunto de imagens mostra um conjunto de espessamentos ao longo do anel “F”.
26 de Março de 2004 — A equipe de cientistas da Cassini publicou a primeira sequência de imagens de Saturno mostrando nuvens a moverem-se em alta velocidade ao redor do planeta. Usando um filtro para ver melhor o vapor de água no topo da cobertura de nuvens densas, movimentos nas regiões equatorial e sul são claramente visíveis. (Sequência GIF do laboratório JPL). As imagens foram obtidas entre os dias 15 e 19 de Fevereiro.
8 de Abril de 2004 — A primeira observação de longo prazo da dinâmica das nuvens da atmosfera de Saturno foi publicada por cientistas da missão. Um grupo de fotografias mostra duas tempestades, nas latitudes sul, a aglomerarem-se durante o período de 19 a 20 de Março. Ambas as tempestades tinham um diâmetro de cerca de 1000 km antes de se juntarem.
15 de Abril de 2004 — A NASA anunciou que os dois satélites naturais descobertos pela Voyager 1 foram avistados, de novo, pela Cassini em imagens tiradas no dia 10 de Março: Prometeu e Pandora. Estes não são satélites comuns, pois o seu efeito gravitacional no anel ‘F’ levou a que os cientistas os chamassem de “satélites pastores”. A sua descoberta emocionou os pesquisadores interessados na dinâmica do sistema de anéis, porque as suas órbitas são próximas o suficiente para que elas interajam uma com a outra de uma forma “caótica”. Uma das missões da Cassini será monitorar de perto os movimentos destes corpos.
11 de Junho de 2004 — A Cassini sobrevoa o satélite natural Febe às 19:33 UT a 2068 quilômetros de distância. Todos os onze instrumentos a bordo operaram como esperado e todos os dados foram adquiridos. Os cientistas planejam usar os dados para criar mapas globais do satélite coberto de crateras e para determinar sua composição, massa e densidade. Vários dias serão necessários para que os cientistas possam rever os dados e chegar a conclusões mais concretas.
A passagem por Júpiter
A Cassini fez a maior aproximação ao planeta Júpiter a 30 de Dezembro de 2000, e efetuou muitas medições científicas. Cerca de 26 mil imagens de Júpiter foram tiradas durante a passagem pela mesma, que durou longos meses. O melhor retrato global colorido de Júpiter já feito foi produzido, em que as menores caraterísticas têm aproximadamente 60 km de comprimento.
Novas luas de Saturno
Fotografias da Cassini revelaram duas novas luas de Saturno em Junho de 2004. São ambas pequenas e foram temporariamente designadas de S/2004 S 1 e S/2004 S 2 até serem batizadas, em finais de 2004, de Methone e Palene e Polideuces no início de 2005.
A 1 de Maio de 2005, um novo satélite natural foi descoberto na Falha de Keeler (um intervalo existente no Anel A de Saturno), temporariamente designada de S/2005 S 1. A outra única lua existente dentro do sistema de anéis de Saturno é Pã.
Os “fantasmas” perdidos
A Cassini proporcionou uma nova imagem de Saturno de alta resolução a 9 de Fevereiro de 2004, que foi divulgada algumas semanas depois. Os cientistas da missão ficaram surpreendidos com a ausência dos “fantasmas” nos anéis de Saturno. Estas estruturas escuras, na secção B do anel, teriam sido descobertas em imagens tiradas pela sonda Voyager em 1981.

4904 – Titã, a maior Lua de Saturno


Imagem do satélite

É o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o sistema solar, depois de Ganímedes, tendo quase uma vez e meia o tamanho da Lua.
Titã é o sexto satélite elipsoidal de Saturno. Frequentemente descrito como uma lua-planeta, Titã tem um diâmetro cerca de 50% maior que a Lua terrestre e é 80% mais massiva. É a segunda maior lua do Sistema Solar, após a lua joviana Ganimedes, e tem mais volume que o menor dentre os planetas, Mercúrio, apesar de ter somente metade de sua massa. Titã foi a primeira lua conhecida de saturno, descoberta em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens.
Este é o único satélite no sistema solar a ter uma atmosfera densa, sendo até mais densa que a da Terra. Pensa-se que possui lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e que o metano comporta-se quase como a água na Terra, evaporando e chovendo num ciclo interminável. Titã é um mundo que se manteve oculto até muito recentemente, coberto por uma neblina densa e alaranjada.
Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens por entre a neblina, que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias, muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela Internet, gravadas num CD-ROM e lançadas com a sonda em 1997, e poderão permanecer no solo titânico durante milhões de anos e serem descobertas por turistas espaciais do futuro.
Titã (do grego Τιτάνας) quando foi descoberto pelo astrónomo Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim para “Lua de Saturno”). Só em 1847 é que John Herschel (filho de William Herschel, o descobridor de duas outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua sob a denominação “Titã”, fazendo o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno. Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.
Na mitologia grega, como vimos em outro capítulo, os Titãs são seres anteriores aos deuses do Olímpo e que tinham estatura gigantesca, força descomunal e eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra Júpiter (Zeus) e os deuses do Olímpo, entre eles Plutão (Hades), Neptuno (Poseidon), gigantes, ciclopes e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
Titã (do grego Τιτάνας) quando foi descoberto pelo astrónomo Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim para “Lua de Saturno”). Só em 1847 é que John Herschel (filho de William Herschel, o descobridor de duas outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua sob a denominação “Titã”, fazendo o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno. Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.
Na mitologia grega, os Titãs são seres anteriores aos deuses do Olímpo e que tinham estatura gigantesca, força descomunal e eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra Júpiter (Zeus) e os deuses do Olímpo, entre eles Plutão (Hades), Neptuno (Poseidon), gigantes, ciclopes e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
Titã é maior que um dos planetas principais: Mercúrio, apesar de ser menos massivo que Mercúrio. Pensava-se que era a maior lua do sistema solar até recentemente, mas descobriu-se em observações mais recentes que a atmosfera densa reflete uma grande quantidade de luz, o que levou a que se pensasse que seria maior.
Titã tem várias semelhanças com as grandes luas de Júpiter (Ganímedes e Calisto) e Neptuno (Tritão) e é metade gelo (de água) e metade matéria rochosa. Presumivelmente, possui várias camadas com um núcleo rochoso de 3400 km rodeado por várias camadas de diferentes formas de cristais de gelo. Mas o interior da lua pode ainda ser quente. Apesar de semelhante em composição com Reia e com o resto das luas de Saturno, é mais denso devido à compressão gravitacional.
A superfície de Titã mostra grandes regiões claras e terreno escuro, incluindo uma grande área com um grau de reflexão razoável do tamanho da Austrália. Denominou-se esta área como Xanadu, e foi identificada a partir de imagens de infravermelhos do Telescópio Espacial Hubble e da sonda Cassini. Existem em Titã outras áreas semelhantes a Xanadu e especulava-se que seriam mares de metano ou etano, mas as observações da Cassini indicam que não. A Cassini tem tirado fotografias de alta-resolução de todas estas áreas, e encontrou marcas lineares enigmáticas, que alguns cientistas sugerem que indicam actividade tectónica.