4902 – Sociologia – O que é o PIS?


Fique de ☻lhos bem abertos!

É a sigla de Programa de Integração Social. É uma contribuição social de natureza tributária, devida pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o pagamento do seguro-desemprego e do abono para os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.
Mas nem sempre foi assim. Antes da criação do seguro desemprego pela Constituição de 1988, todos recebiam o abono de 1 salário mínimo, que era conhecido como 14° salário, no mês de seu aniversário.
O Programa de Integração Social é:
Número cadastrado (de onze dígitos decimais) através de Documento de Cadastro do Trabalhador e Cartão de CNPJ, sendo que que este serve para dar segurança ao FGTS e gerir o Programa de Integração que é:
Um programa de complementação de renda governamental onde até a constituição de 1988, destinava a taxa PIS-COFINS para quotas deste programa sendo que o rendimento destas quotas podem ser sacadas anualmente e as mesmas somente em eventos específicos como aposentadoria, morte ou doenças graves (Neoplasia e SIDA). O matrimônio não é mais motivo para o saque. Outra possibilidade de ganho é o abono salarial que segue a seguinte métrica, tendo cinco anos de cadastro no banco de dados que é o PIS, trinta dias trabalhados formalmente e media salarial igual ou inferior a dois salários mínimos informados por Relação Anual de Informações Sociais. Existem outras possibilidades de ganho como o defeso para pescadores.
Um banco de dados onde a CEF, o Sistema Único de Saúde, o Ministério de Trabalho e Emprego, entre outros tem os dados de cidadãos, porém somente a CEF acata o DCT que serve para a contagem do tempo do cadastro do cidadão. Esse banco de dados conversa anualmente com seu irmão siamês, gerido pelo Banco do Brasil o PASEP.
O PIS foi instituído com a justificativa de promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. Na prática consiste em um programa de transferência de renda, possibilitando melhor distribuição da renda nacional.
Atualmente o abono do PASEP (funcionários públicos) é pago no Banco do Brasil, enquanto que o abono do PIS (funcionários de empresas privadas) é feito na Caixa Econômica Federal.
Além de servir como comprovante do número de inscrição no PIS, também serve para o recebimento dos pagamentos a ele associados. O PIS foi criado pela Lei Complementar 07/70 (para beneficiar os empregados da iniciativa privada), enquanto o PASEP foi criado pela Lei Complementar 08/70 (para beneficiar os servidores públicos). O primeiro agente arrecadador do PIS foi a Caixa Econômica Federal. Inicialmente havia 4 (quatro) modalidades de cobrança do PIS:
PIS sobre Faturamento, definido posteriormente pelo CMN como as Receitas Brutas ditadas pela legislação do Imposto de Renda;
PIS sobre Prestação de Serviços, que não era considerado Faturamento, embora houvesse a duplicata de serviços;
PIS Repique, que era calculado com base no imposto de renda, devido também pelos prestadores de serviço); e
PIS sobre folha de pagamentos, para as entidades sem fins lucrativos, mas que eram empregadoras.
Mais tarde o PIS passou a ser arrecadado pela Secretaria da Receita Federal e passou por várias reformas legais: em 1988, por intermédio de Decretos-lei foi eliminado o PIS Repique, mas em compensação passou-se a incluir no faturamento outras receitas operacionais, procurando tributar as empresas que possuíam grandes ganhos financeiros em função da hiperinflação brasileira. Essa mudança acarretou reação dos contribuintes, pois na mesma época havia sido criado o Finsocial (atual COFINS), que também tinha como base as Receitas. Além disso, o Decreto-lei não era o instrumento legislativo adequado para se legislar sobre tributos. Houve uma série de ações na Justiça que culminaram com a declaração de inconstitucionalidade da citada reforma. Após esse fato, o Governo editou medida provisória tentando continuar com a cobrança sobre as receitas operacionais, o que também gerou protestos, sob a tese de que medida provisória não poderia alterar a lei complementar de 1970. Muitas empresas voltaram a recolher o PIS sem faturamento, serviços e o PIS Repique, com base na LC 07/70, via ação judicial, até que fosse aprovada uma lei complementar que resolvesse a questão, dentro da nova ordem constitucional instaurada em 1988.
Abono
Após cinco anos de cadastro no PIS/PASEP, os trabalhadores com carteira assinada durante pelo menos 30 dias no ano base e que receberam em média até dois salários mínimos têm direito a um abono salarial correspondente a um salário mínimo anual ao trabalhador ou servidor.

4901 – Guerra – Pearl Harbor


Ataque a Pearl Harbor, 2ª Guerra Mundial

Yamamoto era filho de samurais, este militar que arquitetou o ataque a Pearl Harbor gostava dos EUA e estudou em Harvard.
Ironicamente ele era o maior opositor da Guerra do Japão contra os EUA. Embora fosse guerreiro e filho de samurais; seus primeiros professores eram missionários americanos que lhe ensinaram o inglês e apresentaram-lhe o Cristianismo e a Cultura ocidental. Ele perdeu 2 dedos da mão esquerda em uma batalha. Em 1916, foi adotado por um almirante sem filhos e aí foi para os EUA estudar na Harvard. Lá consolidou sua convicção que desafiá-los era impraticável, diante dos recursos da potência ocidental e da fragilidade econômica japonesa. Em 1941, após o embargo econômico americano, entregou os pontos e planejou o ataque surpresa que teria que ser devastador o bastante para arrasar de um só golpe as forças americanas.
Embora os aviões desenvolvidos por ele brilhassem, a vitória arrasadora não aconteceu: os porta-aviões americanos escaparam da destruição por estarem fora, em treinamento. Então,os EUA entraram na Guerra dispostos a vingança.” O Dia que Viverá para sempre na Infâmia”. Em 1943, os americanos prepararam uma emboscada aérea sobre as ilhas Salomão e derrubaram o avião que Yamamoto viajava; matando-o; por sinal,um avião Mitsubish 64M, sua criação. Depois viriam as bombas atômicas, algo pior para os japoneses.
A Segunda Guerra Mundial, com início em 1939, agrupava, em um bloco, os países com governos autoritários e que desejavam expandir seus regimes por outros territórios. Era o caso de Alemanha, Itália e Japão que passaram então a formar o bloco chamado de Eixo durante a guerra. Alemanha e Itália expandiram-se em parceria sobre o território europeu, maior palco da das duas guerras mundiais, enquanto o Japão protagonizava o autoritarismo no novo território da Segunda Guerra, a Ásia.
O Japão constituía o império chamado de nipônico, governado por um autoritário imperador, o qual não possuía boas relações com os Estados Unidos. Estes, não entraram na guerra desde o início do conflito em 1939, a participação dos Estados Unidos era indireta. Mas enquanto isso, preparavam seus exércitos e armamentos em suas bases localizadas em pontos estratégicos do planeta.
A base americana de Pearl Harbor, localizada no Oceano Pacífico, era um importante ponto para a estratégia militar dos Estados Unidos e do que viria a ser mais tarde os Aliados. No correr do processo de expansão do Japão pelos territórios da Ásia, seria um grande problema caso os Estados Unidos entrassem na guerra e passassem a combater os japoneses. A ocorrência de tal situação atrasaria ou mesmo impossibilitaria os planos do Império Nipônico. Deste modo, o exército japonês, sob o comando de Nagumo, elaborou um ataque surpresa à base estadunidense visando neutralizar a ação do exército e da marinha dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.
Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou a ilha no Havaí onde estavam muitos militares estadunidenses. Naquela manhã, os aviões dos japoneses passaram pelo radar, que havia sido instalado no dia anterior, confundidos com aviões do exército dos Estados Unidos. Alguns aviões estadunidenses foram abatidos no caminho pelos japoneses, que conseguiram alcançar o coração da base para o grande ataque.
Eram 353 aviões japoneses e mais cinco submarinos. Os aviões atacaram em duas vagas, a primeira, formada por 186 torpedeiros-bombardeiros vulneráveis, aproveitou a surpresa do ataque para bombardear os navios no porto; já a segunda vaga, formada por 168 aviões, atacou a base aérea naval e marinha no centro de Pearl Harbor.

4900 – Guerra – Houve algum dia de paz no século XX?


Não. Em qualquer um dos 35 935 dias entre 1º de janeiro de 1901 e 10 de julho de 1999, pelo menos um ser humano foi morto em conflito. E continuou assim até o final do século.
Nestes 99 anos, houve cerca de 500 conflitos. “Pelo menos 200 milhões morreram em combates”. Para a Academia de Sandhurst, uma guerra é definida como qualquer conflito envolvendo grupos organizados, desde movimentos terroristas, como os promovidos pelo Exército Republicano Irlandês, até as guerras mundiais.
Só na Segunda Guerra, houve 70 milhões de baixas. O país mais afetado pelos massacres foi, disparado, a Rússia, onde pereceram 50 milhões. Os anos 90 ficam bem atrás dos anos 10 e dos 40 no quesito perdas humanas em conflitos militares. Mesmo assim, é uma década mais sangrenta que as de 60, 70 e 80, graças às dezenas de brigas étnicas na África, na Ásia e até na Europa.

4899 – O que significam os títulos de nobreza?


Desde o século XII até o finalzinho do século XVII, nobre era quem controlava algum território. No início do século XVIII, principalmente durante o reinado de Luís XIV na França, os monarcas começaram a distribuir os títulos em troca de favores. Os nobres passaram então a ter papéis políticos.
Apesar das diferenças de uma monarquia para outra, algumas regras eram claras. O rei mandava. O príncipe o sucedia e ficava de papo para o ar, à espera da sua vez de subir ao trono. O duque cuidava do controle militar do território, promovendo guerras quando era necessário. O marquês zelava pelas fronteiras. O conde era um tipo de diplomata, com a atribuição de resolver conflitos.
Hoje, ainda existem nobres. “Nos países de tradição monárquica, como a Inglaterra, eles continuam com alguma influência política, mas quem controla o Estado é o Parlamento”, ressalta um historiador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ou seja, ter sangue azul já não é mais a mesma coisa.

4898 – Se o homem não existisse, que animal dominaria o mundo?


Alguém que adotasse uma tática prudente de sobrevivência: os ratos, por exemplo. Quando os dinossauros se extinguiram, há 65 milhões de anos, os nossos ancestrais eram pequenos quadrúpedes que passavam quase o tempo todo enfiados em buracos ou em copas de árvores. Não eram muito diferentes dos roedores atuais. Comiam de tudo, desde sobras de caça até insetos e mato. “Por isso, foram poupados da extinção. Nos tempos difíceis, ser pouco exigente é um bom negócio. Nossos tataravós se fartaram com a carniça de répteis até poderem sair da toca, livres dos predadores. Daí acabaram-se as vacas magras e eles foram se tornando mais altos. Deu no que somos hoje. “Se os humanos desaparecessem, os ratos usariam a mesma estratégia”. “Eles sairiam dos buracos e ficariam maiores. Poderia surgir uma civilização roedora.” Isso se as baratas, outro forte candidato ao trono vago, não ocupassem o espaço antes.

4897 – Tá com pressa? Passa por cima! Vem aí o Carro Voador


Se você acha que carro voador parece história de ficção científica, é compreensível. Afinal, houve uma infinidade de tentativas do tipo neste século, protagonizadas por cientistas com perfil de Professor Pardal. Mas esse não é o caso de Paul Moller. Ele não é um mecânico de fundo de quintal, mas um dos melhores engenheiros americanos.
A tecnologia para isso já existe. Falta aperfeiçoá-la. A idéia é colocar em órbita um conjunto de satélites que cubra toda a superfície do planeta. Cada Skycar enviará um sinal constante para o espaço. O satélite recebe a informação e a devolve à aeronave, indicando posição, altitude, velocidade e rota adequadas. O computador de bordo apenas obedece. O dono só precisará ligá-lo e dizer para onde quer ir.
A criação de Moller supera outros empecilhos técnicos, como peso, tamanho, e combustível. Com pouco mais de 5 metros de comprimento e 3 de largura, ele é prático porque cabe em qualquer lugar. Um avião Cessna, por exemplo, tem 12 metros de asa a asa. O Skycar pesa 1 tonelada – menos do que um Gol – e tem dois tanques de combustível em que cabem 227 litros de gasolina comum. O protótipo custou 1 milhão de dólares. Moller, porém, acredita que a produção em escala derrubaria o preço para 60 000 dólares.
Se o carro voador fosse autorizado a decolar amanhã, seria necessário ter brevê para pilotá-lo. O computador que tornaria o vôo automático ainda está sendo desenvolvido para as Forças Armadas dos Estados Unidos. Vários anos passarão até chegar à aviação civil. Outro requisito básico é o controle de tráfego aéreo por satélites, que pressupõe uma rede de centrais em órbita conectada aos computadores de todos os carros voadores.
Vejamos o funcionamento passo a passo:
Como um beija-flor

Carro voador sobe na vertical

Paul Moller inventou um sistema de decolagem e pouso verticais baseado em defletores, “persianas” instaladas dentro das turbinas. Quando elas se fecham, o ar produzido pelas turbinas é empurrado em direção ao solo para fazer o carro levantar vôo.
Sempre controlados por computador, os defletores vão se abrindo à medida que o veículo sobe. Dessa forma, parte do vento impulsiona o veículo para a frente e outra parte o faz subir. Na altitude desejada, o jato de ar é impulsionado totalmente para trás para aumentar a velocidade.
A 200 quilômetros por hora, as pequenas asas traseiras respondem por 28% da sustentação no ar. O restante é gerado pela força dos motores (10%), pelo fluxo de vento que passa sobre as turbinas (46%) e pela fuselagem do aparelho (16%)
Para descer, os motores diminuem a velocidade e os defletores se fecham. O ar jogado para baixo forma um colchão de ar para a aterrissagem. No solo, o Skycar deixa a desejar. Com três rodas e sem suspensão, faz apenas trajetos curtos, de até 30 quilômetros, a baixa velocidade.
O primeiro automóvel feito no Brasil, o fusca, começou a rodar em 1960. Naquele ano, Paul Moller já estava desenhando o seu veículo voador. Tomou tempo. Professor de Engenharia Mecânica e Aeronáutica da Universidade da Califórnia de 1963 a 1975, ele sempre conciliou a profissão com os delírios criativos. Hoje, aos 62 anos, é um empresário bem-sucedido. Sua empresa, a Moller International, tem contratos com a Força Aérea dos Estados Unidos e a Nasa. Seu principal produto é o Aerobot, um pequeno robô que voa sozinho. Ele é usado para localizar vítimas de acidente em áreas de difícil acesso para equipes de resgate.
É desse negócio que saiu boa parte da dinheirama gasta ao longo de mais de trinta anos para desenvolver o Skycar.
Primeiros experimentos
Os primeiros experimentos para o desenvolvimento de um carro voador foram efetuados no começo do século XX por Glen Curtiss e seu Curtiss Autoplane. Em 1926, Henry Ford divulgou um protótipo chamado de “sky flivver”, mas o projeto foi abandonado dois anos depois quando a aeronave foi destruída em um acidente, matando o piloto. Apesar de não ser um carro voador, o produto chamou a atenção na época pela proposta de uma aeronave de fácil produção e com preço acessível às massas.
O primeiro carro voador a chegar de fato a voar foi construído por Waldo Waterman (1894-1976). Seu projeto, contudo, similar ao de Ford no que tange à aeronaves de fácil acesso para a população em geral, não chegou a ganhar continuidade.

4896 – Marte pode ter sido um dia como a Terra?


Tal cenário foi sugerido no filme “Missão Marte”. Pesquisadores da NASA vem surpreendendo o mundo com indícios de que o nosso vizinho desértico e pedregoso tinha uma atmosfera parecida com a da Terra. Por isso, o mundo científico aguarda os resultados da exploração da Sonda Mars Odissay, que vai cavar buracos no planeta a procura de reservas subterrâneas de água. A Sonda Mars Global Surveyor foi lançada em 1997 pela NASA e revelou ao mundo paisagens que nem a ficção científica imaginava:
Canais que parecem leitos secos de rios e bacias sedimentares que lembram antigos oceanos. Vulcões que podem ainda estar ativos. Outra corrente de cientistas afirma que Marte sempre foi um pedregulho sem vida.

4895 – Tic Tac Espacial


Acerte seu relógio pelos pulsares. Em 1967, uma astrônoma inglesa descobriu corpos que emitiam ondas de rádio regulares. A pesquisadora chegou a acreditar que alguma civilização extraterrestre estava fazendo contato, mas o alarme era falso. Os sinais vinham de estrelas de nêutrons que giram depressa.. As piscadelas também podem soltar raios de luz ou até mesmo raios X e os pulsos acontecem a intervalo de 0,03 a 4 segundos. Mais de 300 pulsres já foram identificados só na Via Láctea.

4894 – Garimpando Planetas


O 1° planeta fora do Sistema Solar só foi localizado em 1995 pelos astrônomos Mayor e Queluz, na Constelação de Pégasus. No ano seguinte 2 americanos acharam mais 2 em outras regiões do espaço. Outros vieram depois. Em geral eles não são nada favoráveis á presença de seres vivos sendo ou quentes demais ou muito frios. Uma possível exceção é o planeta gigante que gira ao redor da estrela 47 da Ursa Maior, achado em 1996. Sua órbita equivale à distância entre a Terra e o Sol.

4893 – Medicina – Estatura


Ser baixo não chega a ser um mau negócio. Uma pesquisa científica recente mostrou que entre cães, ratos e minhocas, os menores são os que contraem menos doenças graves, vivendo mais tempo. Ratos com o crescimento abortado vivem até 75% mais quen os grandões. Nos cães, que é a espécie que mais varia de tamanho no mundo animal, com chiuanas de 2 quilos até newfoundlands com mais de 100;cada quilo representa em média 18 dias a menos de vida. Não há razões para crer que seja diferente com os seres humanos, mas a hipótese é difícil de testar pois os mais altos tendem a ser mais ricos e bem alimentados, portanto vivem mais. Os holandeses (não os dinamarqueses) são o povo mais alto do mundo e a cada dia ficam maiores. Além do país ser desenvolvido, o crescimento é estimulado por injeções de hormônio de crescimento, por iniciativa dos pais. Mas é recomendado cautela.Hormônios podem provocar efeitos colaterais ainda não conhecidos e muita gente pode estar com a vida desnecessariamente sendo encurtada. Um biólogo holandês acredita que os genes que controlam o tamanho responsáveis pela produção do hormônio de crescimento podem estar também controlando a vida e a morte e apressando o envelhecimento.
Em um futuro breve pode ser provado que ser alto tem um grande custo genético, principalmente em países cuja diferença sócio-econômica em relação à altura tenham desaparecido.

4892 – Qual a origem dos Vikings?


Os ancestrais dos Vikings fazem parte do grupo dos germânicos, que estão entre os últimos a chegarem em seus habitats no centro da Europa, atingindo o atual território da Alemanha em c.1000 a.C.
O termo viking (do nórdico antigo víkingr) ou viquingues é habitualmente usado para se referir aos exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas nórdicos (escandinavos) que invadiram, exploraram e colonizaram em grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico Norte a partir do final do século VIII até meados do século XI.
São uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.

Proteja-nos, Senhor, da fúria dos homens do Norte. Eles devastam nosso país, matam nossas mulheres, crianças e velhos.” A partir do século VIII todas as capelas da Inglaterra integraram essa nova prece a suas rezas. Os monastérios estavam em perigo e os reinos tornavam-se vulneráveis aos destemidos homens vindos do frio, que aterrorizavam com seus barcos ágeis e machados certeiros as tênues fronteiras do ocidente medieval. O mito viking, cruel e sanguinário, atravessou os tempos, acentuado pelo romantismo e pelo nacionalismo dos países escandinavos do século passado e chegou incólume aos nossos dias. Bárbaros, arrebatados, intratáveis e resolutos, os protegidos de Thor, o deus do raio, só hoje, à luz de uma Europa que não cessa de revisar sua história, encontram adjetivos mais amenos.
Os temidos homens que conquistaram a Inglaterra, cercaram Paris e colonizaram a Islândia, tinham também outras vocações: comerciavam, desenvolveram técnicas navais inovadoras e, acima de tudo, eram donos de uma singular capacidade de adaptação.Vik, na antiga língua dos suecos, noruegueses e dinamarqueses, quer dizer ” expedição guerreira pelo mar”. Viking qualifica o homem que toma parte nessa expedição, protagonista de uma era de incursões que levou seus barcos, os famosos knorr, a singrarem rios, lagos e mares de todo o mundo ocidental. Para os outros povos da Europa, uma era de terror, que começa em 8 de junho de 793 com o saque do monastério de Lindisfarne, na costa oriental inglesa alastra-se pela ilha britânica e finalmente chega avassaladora ao continente, devastando o reino franco de Carlos Magno (742-814) e cidades da Península Ibérica muçulmana como Lisboa, Sevilha e Valência. São muitas as hipóteses que tentam explicar essa marcha inexorável em direção à aventura. Uma delas é a de que, no começo do século IX, o clima nórdico tenha se tornado ameno, propiciando colheitas abundantes e diminuindo a mortalidade.

4891 – Plutão pode ter moléculas orgânicas complexas


A superfície de Plutão pode conter moléculas orgânicas complexas -espécie de “tijolos” que são fundamentais para a construção da vida como a conhecemos-, afirma um novo estudo.
A descoberta é do Telescópio Espacial Hubble, que detectou que algumas substâncias na superfície do planeta-anão estão absorvendo mais luz ultravioleta do a quantidade que era esperada.
Isso, segundo especialistas da Nasa, dá pistas importantes sobre a composição química do astro.
De acordo com os astrônomos, esses compostos possivelmente são hidrocarbonetos complexos ou moléculas que contêm nitrogênio.
Já se sabe que a superfície de Plutão tem metano, dióxido de carbono e nitrogênio congelados.
É possível que os compostos que estão “chupando” a luz ultravioleta tenham sido produzidos pela interação das substâncias com luz solar ou raios cósmicos -partículas subatômicas muito velozes.
Em nota, Alan Stern, líder do trabalho, destacou a importância das novas pistas químicas encontradas.
“Os hidrocarbonetos complexos plutonianos e as outras moléculas que podem ser responsáveis pelas propriedades espectrais ultravioletas que nós encontramos podem, entre outras coisas, dar aquela cor avermelhada de Plutão”, disse.
Além disso, a equipe de Stern encontrou evidências de que o terreno de Plutão tenha mudado.
Ao comparar imagens da superfície de Plutão feitas na década de 1990 e agora, os astrônomos verificaram que o espectro ultravioleta do ex-planeta se modificou.
É possível que mudanças na pressão atmosférica do planeta-anão tenham causado essa alteração.
Além de Plutão, outros astros do chamado Cinturão Kuiper também têm “cor de ferrugem”. Estudos anteriores já haviam relacionado o avermelhado a possíveis moléculas orgânicas.
A grande distância entre a Terra e Plutão ainda impõe muitas dificuldades ao estudo do planeta-anão. Os mistérios sobre esse corpo celeste devem começar a ser desvendados com a chegada da sonda New Horizons, programada para 2015.