4867 – Autodidatas – Quem são eles?


Thomas Alva Edson, o mago, um dos maiores autodidatas de todos os tempos

São pessoas que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre lhe ensinando ou ministrando aulas. O próprio indivíduo, com seu esforço particular, intui, busca e pesquisa o material necessário para sua aprendizagem.
O termo vem do grego autodídaktos. Que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.
Pessoas autodidatas em sua maioria normalmente enfrentam alguma dificuldade no início de seu processo de aprendizado, por falta de um professor ou mestre.Para se tornar um bem-sucedido autodidata é necessária uma grande carga de leitura e pesquisa sobre o tema estudado, suprindo assim a ausência de um professor ou mestre, o qual traria a resposta de forma mais fácil.
É as vezes confundido um autodidata com uma pessoa que gosta de estudar, mas ao contrário daqueles que tem prazer de estudar, o autodidata tem a preferência de estudar por conta própria. Para o autodidata, o processo de pesquisa tem mais valor que o próprio resultado, pois ao buscar uma informação, acaba se apropriando de vários outros conhecimentos.
O autodidatismo não é completamente um dom nato, ou seja, não necessariamente trata-se de uma capacidade inata; assim como o empreendedorismo qualquer pessoa pode desenvolver esta habilidade, basta conhecer os primeiros passos, a “ponta da linha” do fundamento inicial do conhecimento na área em que deseja. Entretanto, alguns nascem com o qual pode-se dizer “dom” para aprender, fazendo-os quase autodidatas natos. Há casos de pessoas que além de não necessitarem de um mestre, preferem realmente abdicar de ter tal ajuda para aprender sozinho, as vezes encarando-o como algo que não facilita seu meio de aprendizado, e apenas o torna sem tanto valor pois as respostas ficam sempre a mão.
A propósito, o ☻ Mega Arquivo é escrito por um autodidata

4866 – Nobel – Da Dinamite à Paz


Nobel da Paz

Ele detestava prêmios. Se, por algum milagre, pudesse voltar à vida e, na sua qualidade de químico e inventor da dinamite, fosse indicado para receber o prêmio que leva o seu nome, ficaria, na certa, profundamente contrariado. Desdenhava qualquer tipo de honraria ou de publicidade.
Nunca mandou pintar o próprio retrato, iniciativa praticamente obrigatória para os homens de sua condição no seu tempo, e o único quadro que o representa foi realizado após sua morte. Recebeu várias condecorações, mas não mostrava o menor respeito por elas. Gostava de afirmar que ganhara a Estrela do Norte da Suécia pelo fato de ter um bom cozinheiro, capaz de agradar a estômagos influentes, e a Ordem Brasileira da Rosa porque fora apresentado casualmente ao imperador Pedro II.
Tinha, aliás, um estranho senso de humor, e nunca se sabia muito bem se estava falando a sério ou brincando.
A família Nobel mudou-se para São Petersburgo, na Rússia, e monta uma pequena metalúrgica. Prospera, então, fabricando minas submarinas, graças, sobretudo, à sociedade com um general influente e às gigantescas encomendas recebidas durante a guerra da Criméia 1854/1856. Terminada a guerra, acabam as encomendas e os Nobel vão à falência pela segunda vez. Alfred estava com 26 anos. Não recebera educação formal. A bem dizer, freqüentou apenas o primeiro ano do primário numa escola paroquial, na sua Suécia natal.
Mas, com o auxilio de excelentes professores particulares, estudando em casa, tornou-se excepcionalmente bem-preparado.
Viajou pelo mundo durante dois anos. Conheceu os Estados Unidos e, sobretudo, Paris, onde fez estágios em diversos laboratórios de química. Interessou-se desde cedo por explosivos e, já em 1863, requereu sua primeira patente importante: um detonador de percussão conhecido como processo Nobel.
O irmão caçula Emil e o pai começaram a fabricar nitroglicerina. Essa substância, preparada pela primeira vez em 1846 pelo italiano Ascanio Sobrero, tem uma fórmula aparentemente muito simples: certa quantidade de glicerina adicionada a uma mistura de ácido nítrico e ácido sulfúrico.
Mas sua preparação é extremamente arriscada. Qualquer choque ou uma alteração brusca de temperatura provocam violenta explosão.Foi assim que, em 1864, mal começara a produção dos Nobel, a fábrica foi pelos ares, matando Emil, o irmão caçula, e quatro homens. Semanas mais tarde, o velho pai sofreu um derrame do qual nunca se recuperou.
Conseguiu um sócio e voltou a fabricar nitroglicerina. Como a prefeitura de Estocolmo negou-lhe permissão para o funcionamento, instalou a nova fábrica numa balsa ancorada num lago das vizinhanças, fora da jurisdição municipal. Os negócios prosperaram rapidamente. Alfred mudou-se para Hamburgo, de onde dirigia os negócios da firma enquanto prosseguia suas pesquisas.
Os riscos de acidentes continuaram elevados até 1867, quando Alfred teve a idéia de misturar à nitroglicerina uma substância inerte, na esperança de evitar explosões acidentais. Deu certo. A nova mistura, denominada dinamite, iria revolucionar a técnica da explosão de minas, a construção de estradas e a sorte das guerras. Além de trazer rios de dinheiro à empresa de Alfred Nobel. Como se tudo isso não bastasse, a sorte também favorecia os negócios de Ludovic e Robert, os dois irmãos que haviam permanecido na Rússia depois da segunda falência familiar.
Sofria de acessos lancinantes de dor de cabeça, que atribuía ao contato com a nitroglicerina e, a partir dos 50 anos, de crises cada vez mais freqüentes de angina do peito. Além disso, em 1891, viu-se expulso da França, onde residira durante dezessete anos, acusado de espionagem industrial em favor da Itália. Perde, também, um processo nos tribunais ingleses referente a uma valiosíssima patente de um tipo de pólvora sem fumaça. Passa os últimos anos de vida entre a localidade de Bjorkbörn, a 80 quilômetros de Estocolmo, onde cuida do soerguimento da fábrica de armas Bofors, e sua casa italiana em San Remo.
É em San Remo que ele vem a falecer. Como sempre temera, morreu cercado apenas por seus empregados, sem nenhum parente ou amigo, às 2 horas da madrugada de 10 de dezembro de 1896. Um ano antes, assinara a terceira e última versão de seu testamento, dispondo que os rendimentos dos 31 milhões de coroas suecas de sua fortuna deveriam ser distribuídos anualmente às pessoas que mais benefícios houvessem prestado à Humanidade. Nobel, o homem que detestava prêmios, deixou seu nome ligado ao prêmio mais prestigiado de todos os tempos.

O prêmio máximo da ciência
A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Medicina em 1952 teve um pormenor diferente. Levada pela mão do pai, uma garotinha ofereceu ao dr. Selman Wakman cinco cravos vermelhos. Era um agradecimento. Os cinco cravos simbolizavam os cinco anos vividos pela menina desde que fora salva pela estreptomicina, o primeiro antibiótico eficaz contra a tuberculose.
Agradecimentos como esse poderiam ter-se repetido inúmeras vezes. Desde que foi distribuído pela primeira vez em 1901, o Prêmio Nobel vem acompanhando as principais conquistas da ciência e da tecnologia neste século. Uma rápida olhada na relação dos trabalhos premiados em Medicina nos mostra o aparecimento das novas drogas milagrosas, como a insulina (1923), as sulfas (1939), a penicilina (1945), a cortisona (1950) e também o desenvolvimento de técnicas revolucionárias, desde os primeiros progressos significativos em sutura vascular e transplantes cirúrgicos de órgãos (1912) até o aparecimento dos eletrocardiogramas (1924) e os últimos avanços da tomografia computadorizada (1979). Não faltam, igualmente, os marcos da pesquisa fundamental, como a determinação da estrutura molecular do ácido desoxirribonucléico (DNA), que transmite as informações fundamentais dos seres vivos (1962).
Na Química, a história se repete desde a descoberta do hélio e dos gases raros em 1904 até as últimas pesquisas que permitem a observação e compreensão das reações químicas em sua essência molecular. Na Física, foram premiadas (em 1901) a descoberta dos raios X, a fotografia em cores (1908), a teoria dos quanta (1918), o transistor (1956), a holografia (1971), a supercondutividade (1972 e 1987).
Discute-se, do ponto de vista moral, as aplicações de muitas dessas descobertas. Entre os laureados do Nobel figuram vários pais da bomba atômica. Mas, ao contrário do que ocorre com os ultracontrovertidos prêmios de Literatura, da Paz e de Economia, a atribuição dos prêmios científicos não costuma provocar muita polêmica. Houve alguns raros esquecimentos notáveis, como o russo Mendeleyev, da tabela periódica dos elementos, ou Albert Sabin, da vacina oral contra a poliomielite. E algumas premiações por descobertas rapidamente ultrapassadas, como a do sueco Nils Dalén, que, em 1912, inventou um regulador automático de gás para a iluminação de bóias e faróis marítimos. Para evitar enganos desse tipo, o Nobel costuma esperar vários anos para ratificar certas novidades, sobretudo se parecerem muito revolucionárias. Albert Einstein publicou a Teoria da Relatividade em 1905, mas só foi premiado em 1921, por seus trabalhos menos controvertidos a respeito de efeitos fotoelétricos.

4865 – Medicina – A Endoscopia


O que é a endoscopia digestiva alta ?

A endoscopia digestiva alta, também chamada de gastroenteroscopia, gastroduodenoscopia ou simplesmente endoscopia, permite ao médico examinar a mucosa da parte superior do seu trato gastrintestinal, que inclui esôfago, estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado). É utilizado um tubo fino e flexível, chamado endoscópio, que possui lentes e luz próprias, permitindo a visibilização da mucosa através da outra extremidade do aparelho ou de um monitor de vídeo. Se seu médico recomendou uma endoscopia digestiva alta, o Mega poderá esclarecer alguns tópicos básicos sobre este procedimento – como é realizado, como pode ajudar e que efeitos colaterais você pode experimentar. Se ficar com alguma dúvida, pergunte ao médico ou ao profissional de enfermagem.
Porque a endoscopia digestiva alta é realizada ?
Este exame permite ao seu médico avaliar a causa de, entre diversos sintomas, dor abdominal, náusea, vômitos e dificuldades de engolir. Também é um teste excelente para descobrir a causa de sangramentos do trato gastrintestinal alto. É mais preciso que raios-x para detectar inflamações, úlceras e tumores. Seu médico também pode solicitar a endoscopia digestiva alta para obter biópsias (pequenas amostras de tecido) para diversos fins, como diagnosticar a presença de Helicobacter pylori, uma bactéria que causa gastrites e úlceras. A endoscopia também pode ser utilizada para o tratamento de diversas doenças, como dilatação de áreas estreitadas, interromper sangramento de úlceras, ocluir varizes no esôfago e retirada de tumores benignos e malignos, com pouco ou nenhum desconforto.
A maioria dos remédios pode ser utilizada normalmente, mas algumas podem interferir com o preparo do exame. Informe seu médico sobre os medicamentos que está tomando, especialmente AAS e similares, medicações para reumatismo, anticoagulantes, insulina, calmantes e antidepressivos. Também não esqueça de avisar sobre alergias e reações anteriores a medicamentos.
Quem não pode realizar o exame ?
Todos podem realizar este exame, mas alguns cuidados a mais devem ser tomados em quem tem problemas cardíacos, respiratórios, neurológicos, nas gestantes e aqueles com alergia a medicações. Se você estiver em qualquer uma dessas situações, deve avisar o médico antes de agendar o exame. Em pacientes idosos, portadores de doença cardíaca ou pulmonar, recomenda-se a avaliação prévia com clínico geral (ou geriatra) e com o cardiologista, sendo necessário trazer a liberação para o exame por escrito no dia agendado para a sua realização.
A primeira coisa após deitar-se na mesa de exames é receber uma medicação em spray na garganta, anestésico local que deixará sua garganta dormente para diminuir a reação de náusea provocada pelo aparelho. Poderá ainda tomar uma medicação líquida para diminuir os gases após o exame e retirar a espuma que recobre o estômago, facilitando o exame. Em geral, utiliza-se um sedativo aplicado pela veia para ajudar a relaxar e, na maioria das vezes, dormir durante o exame. A endoscopia pode ser realizada sem isso, mas recomenda-se que seja feita, pois o desconforto torna-se muito menor. Se optar por realizar o exame com sedação, esta será administrada lentamente até a dose adequada e você esteja sonolento ou dormindo. A sedação é sempre aplicada pelo médico e sob observação e monitorização do pulso e oxigênio do sangue através de aparelhos.
Depois disso, será colocada uma peça oca na boca, através da qual o endoscópio é introduzido pela sua boca e garganta até o esôfago, estômago e duodeno.O endoscópio não prejudica a respiração, mas é possível que apresente náuseas, que melhoram depois que aparelho passou pela garganta. Para analisar o estômago adequadamente, é necessário que ele esteja cheio de ar, o que é feito pelo endoscópio. Isso pode causar a sensação de peso e vontade de arrotar, mas procure manter o ar no estômago até o final do exame, se estiver consciente. Um exame comum dura menos de 10 minutos, sendo muito bem tolerado pela maioria das pessoas.
O que acontece após a endoscopia digestiva alta ?
Você será monitorizado por profissional qualificado e aparelhos até que a maioria dos efeitos da medicação desapareça. Sua garganta pode ficar um pouco desconfortável e pode sentir necessidade de arrotar pelos gases que foram introduzidos no seu estômago durante o exame. Se recebeu sedativos para a realização do exame, alguém deve levá-lo para casa e ficar com você. Mesmo que esteja acordado e disposto, seu raciocínio e reflexos podem ficar prejudicados pelo resto do dia, não sendo possível dirigir ou operar máquinas. Além do efeito calmante e hipnótico (sono), o sedativo costuma causar amnésia, portanto é comum não se lembrar depois da realização do exame e de alguns episódios ao longo das horas seguintes. Você pode comer normalmente após o exame, só devendo aguardar que a anestesia da garganta perca o efeito para não correr o risco de engasgar.
Quais são as possíveis complicações da endoscopia digestiva alta ?
Apesar de possíveis, as complicações são raras quando é realizada por médicos que foram especialmente treinados e experientes nestes procedimentos. A mais comum é o sangramento local após uma biópsia (retirada de fragmento da mucosa para exame) ou polipectomia (retirada de pólipos), mas geralmente é pequeno e pára sozinho. Outros riscos potenciais incluem reação aos sedativos utilizados, complicações de doenças do pulmão ou coração e perfuração. É importante reconhecer sinais iniciais das complicações. Se você apresentar febre, dificuldades para engolir e dor na garganta, no peito ou no abdome que seja intensa ou que aumente progressivamente, contate seu médico.
Como o exame é realizado sob sedação, isso inabilita a pessoa a conduzir veículos e pode causar lapsos de memória e concentração nas horas seguintes. Por esses motivos, o acompanhante é responsável por conduzi-lo de volta para casa em segurança e, na eventualidade do médico endoscopista precisar de autorização para algum procedimento adicional ou discutir achados do exame ou dar orientações específicas após o mesmo, o acompanhante torna-se responsável pela autorização e por transmitir as orientações dadas. Na ausência de acompanhante desde a entrada até a saída do paciente, não é realizada endoscopia com sedação.
Para a realização do exame de endoscopia digestiva alta, é necessário:
Vir acompanhado de pessoa maior de idade;
Permanecer em jejum nas 10 horas anteriores ao exame;
Até 4 horas antes do exame, está liberado tomar água e isotônicos (gatorade® ou similar) desde que claros (incolores ou amarelo claros) – é necessário jejum absoluto nas 4 horas anteriores ao exame;
Não retornar dirigindo ou de motocicleta a menos que tenha optado fazer o exame sem sedação.

4864 – Medicina – Como baixar o colesterol?


Quando a dieta não é suficiente ou há necessidade de um tratamento mais agressivo para baixar o colesterol, existem disponíveis medicamentos. Entretanto, o medicamento não substitui uma dieta saudável. Mesmo que você tome medicamentos para reduzir o colesterol, você também deveria aderir a uma dieta pobre em gordura saturada, gordura trans e colesterol.
Os exercícios também são muito importantes para baixar o colesterol, seja auxiliando na perda de peso, seja ajudando a manter um peso saudável. O excesso de gordura e calorias podem causar um significativo aumento do colesterol, então é necessário balancear o consumo de calorias com um gasto de energia decorrente da atividade física.
Estudos sobre exercícios e colesterol mostram que atividade física regular diminui os triglicerídeos. As pessoas que mais se beneficiam são as sedentárias com níveis elevados de triglicerídeos que se tornam ativas. Mesmo uma única sessão de exercícios pode causar impacto nos níveis de triglicerídeos (a redução média dos triglicerídeos é de 20%, após uma única sessão, e 24% com exercícios regulares).

A prática regular de exercícios por mais de 12 semanas pode aumentar o colesterol HDL até 10%. A pesquisa feita em homens indica que o aumento do colesterol HDL está associado à perda de gordura do corpo, sugerindo que os exercícios regulares podem ser especialmente úteis para pessoas com nível elevado de triglicerídeos, colesterol HDL baixo e excesso de gordura abdominal. No entanto, nas pessoas com baixo nível de triglicerídeos ou nas que não precisam emagrecer, a prova sobre os efeitos do exercício no colesterol HDL é inconclusiva.
O efeito da atividade física regular no colesterol total e no colesterol LDL é menos direto que seu efeito nos triglicerídeos. Quando o exercício resulta em perda de peso, o colesterol total e o colesterol LDL geralmente diminuem. Entretanto, quando a pessoa não emagrece, os benefícios do exercício no colesterol total e no colesterol LDL não são tão visíveis, embora não sejam menos importantes.
Durante oito meses, o STRRIDE (Studies of Targeted Risk Reduction Interventions through Defined Exercise – Estudos de intervenção direcionada de redução de risco através de exercício definido) analisou os efeitos da quantidade e da intensidade dos exercícios nos fatores de risco da doença cardiovascular em adultos acima do peso com nível elevado de lipídios no sangue.

Os pesquisadores selecionaram aleatoriamente 84 adultos sedentários e os dividiram em três grupos diferentes de exercícios:

muita atividade intensa – equivalente a correr 32 km por semana;
pouca atividade intensa – equivalente a correr 19 km por semana;
pouca atividade moderada – equivalente a caminhar rapidamente 19 km por semana.
Alguns adultos foram colocados em um grupo de controle que não fez nenhum exercício. Os participantes foram estimulados a manter sua dieta regular durante o período da pesquisa para que não perdessem peso.
Os pesquisadores descobriram que, embora o colesterol total e o colesterol LDL não tivessem mudado muito, o exercício teve um efeito positivo na quantidade e no tamanho das partículas de LDL, com menor risco de causar aterosclerose, um problema em que as artérias ficam irregulares devido à formação de placas.

Embora, inicialmente, a terapia à base de dieta seja o tratamento recomendado com mais freqüência para baixar os níveis de colesterol no sangue, os medicamentos para colesterol podem ser prescritos quando as mudanças alimentares não forem suficientes para diminuir o colesterol ao nível desejado.

Em outros casos, como no de doença coronariana estabelecida, o tratamento agressivo é permitido com terapia medicamentosa recomendada no início do tratamento. Em qualquer caso, a terapia medicamentosa não substitui a terapia à base de dieta, que deve ser continuada mesmo que o medicamento já tenha sido iniciado.
Uma dieta não-balanceada ou outros hábitos prejudiciais, como fumar, podem interferir seriamente ou agir contra a eficácia da terapia medicamentosa.
Medicamentos diferentes desempenham funções diferentes no corpo. Alguns deles afetam o colesterol LDL e outros afetam o colesterol HDL ou os triglicerídeos. Às vezes, uma combinação de medicamentos é o melhor método para controlar os níveis de colesterol.

Soluções Radicais
Para as pessoas que têm o nível de colesterol LDL alto e que não responde à terapia medicamentosa e alimentar, uma opção é a derivação ileal parcial. Essa operação desvia cirurgicamente a última porção do intestino delgado, evitando a absorção do ácido biliar e do colesterol.
Ela reduz permanentemente os níveis de colesterol no sangue e evidências sugerem que diminui também os problemas cardiovasculares nas pessoas que sobrevivem ao infarto. Entretanto, como conseqüência dessa operação, injeções mensais de vitamina B12 são necessárias para o resto da vida, pois também há um bloqueio de sua absorção.
A derivação ileal parcial abriu caminho para um procedimento mais novo chamado aférese de LDL. Semelhante à diálise do rim, o sangue circula fora do corpo, passa por uma máquina que remove o LDL e volta para o corpo.
Existem diversas opções para baixar o colesterol. Com as dicas desse artigo, você será capaz de viver de maneira mais saudável.

4863 – Medicina – A Escarlatina


Doença contagiosa da infância, causada por um estreptococo. Não ocorre cum muita frequência hoje em dia e se apresenta sob a forma mais atenuada do que as de outrora. Causa erupções na pele. A penicilina não só faz desaparecer os sinais da doença como impede o aparecimento de complicações eliminando o estreptococo responsável.

Amebíase

Causada por um protozoário chamado endamoeba historytica, parasita o intestino grosso do homem. Causa desinteria e excepcionalmente invade órgãos como o cérebro e o fígado. O meio de transmissão é a água e alimentos contaminados. No exame de fezes, no caso de positivo, encontram-se os parasitas ou seus cistos. Embora muitas drogas possam curar a maioria dos casos; o tratamento deve ser intensivo, supervisionado por um especialista.

4862 – Astrofísica – Evidências do Big Bang


A mais forte foi obtida em 1992, pelo satélite americano Cobe, que captou radiação gerada pela explosão e distribuída de modo mais ou menos uniforme pelo Universo. Mostrou também que há diferenças de temperatura no céu, pequenas mas reveladoras.

Matéria X Antimatéria

Nas entranhas de um super acelerador de partículas, o LHC, em Genebra na Suíça está a resposta para uma das mais intrigantes perguntas da Física: por que o Big Bang formou mais matéria que anti-matéria, já que em princípio, as 2 deveriam estar na mesma proporção?
O físico Andrei Sakharov (1921-1989) sugeriu uma explicação: Foram formadas 1 bilhão e uma partículas da matéria contra 1 bilhão da antimatéria, portanto, tudo o que existe seria o resultado desta única partícula que teria sobrevivido á aniquilação geral do início do Universo.

O Metrô do Tempo

Em 1935, Einstein percebeu que suas equações sobre a Relatividade Geral mostravam a existência de um corpo celeste bizarro, o buraco de minhoca, um suposto atalho cósmico que ligaria pontos superdistantes de um modo tal que, se alguém pudesse caminhar por ele, chegaria rapidamente à outra ponta. Por muito tempo, tais atalhos foram considerados ficção. Em 1995, porém,o respeitado físico Kirp Thorne mostrou que eles não só poderiam existir como também vislumbrou a possibilidade de serem feitas viagens no tempo através deles. O assunto ainda é teórico e polêmico, mas promete manter o cérebro dos especialistas aquecido.

4861 – Evolução de Espécies – Ser Humano quase foi extinto


O biólogo Pascal Gagneux, da Universidade da Califórnia, descobriu que, perto dos chimpanzés e gorilas, a humanidade é pouco original. Pelo menos em termos de genes. Apenas entre os membros de uma população de 55 chimpanzés da África Oriental, os genes variam duas vezes mais do que entre todos os 6 bilhões de humanos. “Devemos ter perdido nossa diversidade devido a alguma doença, mudança ambiental ou até guerra que deixaram nossos ancestrais à beira da extinção”. É o que afirma um estudo recente. Isso ocorreu há 200 000 anos, quando o Homo erectus sumia e surgia o Homo sapiens.

Quem sobrevive mais tempo?

Uma equipe multidisciplinar do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Boston, descobriu que o tempo de existência de um animal depende da eficiência do seu sistema circulatório. Ou seja, quanto mais rápido os nutrientes e compostos essenciais ao funcionamento das células forem distribuídos pelo corpo, mais tempo o ser sobrevive. Por isso é que os organismos mais complexos tendem a ter maior longevidade.
“A evolução deu a eles artérias e veias cheias de ramificações”, Por elas, o sangue chega facilmente até os pontos mais escondidos, enquanto, nos seres mais simples, isso é bem mais custoso.

4860 – Por que, quando temos uma obturação no dente, sentimos um choque ao morder um papel-alumínio?


Porque você está transformando sua boca em uma pilha. Uma bateria é feita de dois metais diferentes mergulhados em um líquido ácido. O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro. “Pois é exatamente isso que acontece quando você encosta a liga metálica da obturação, geralmente feita de prata, cobre e estanho, no alumínio, ambos molhados de saliva, que é ácida”, O alumínio se transforma no pólo negativo da pilha. Seus elétrons passam para a saliva e de lá para a obturação. Ou seja, surge uma corrente elétrica que chega até o dente.
Em contato com o ácido da saliva, os metais conduzem eletricidade.
A carga negativa do líquido da boca serve de ponte para os elétrons do alumínio passarem para a liga metálica da obturação.
O dente possui terminações nervosas que informam ao cérebro que você está tomando um choque – sutil, mas o suficiente para incomodar.

4859 – Ecologia – (Esponja de Pedra) Conheça o Mega Reservatório de água do planeta


Não parece, mas a pequena pedreira nos arredores da cidade de Araraquara, no interior do Estado de São Paulo, é bem mais do que uma jazida de arenito para a fabricação de lajotas. O chão poeirento é um afloramento – uma porta através da qual a chuva é absorvida terra adentro para formar, lá embaixo, o maior reservatório de água do planeta: o Aqüífero Guarani.
Não se trata exatamente de um mar subterrâneo, ou de um lago, mas sim de uma vasta camada de pedra porosa encharcada de água – uma espécie de esponja rochosa. A pedreira é uma ponta dessa massa. Com uma área maior que a da França, Espanha e Portugal juntos, e uma profundidade entre 50 e 1 500 metros, o aqüífero contém 50 quatrilhões de litros de uma das águas mais puras do planeta. O suficiente para abastecer a população do mundo inteiro por uma década. Para se ter uma idéia do exagero, por todos os rios do globo correm, ao longo de um ano, 43 quatrilhões de litros.
Só que essa preciosidade pode estar sendo contaminada pelos agrotóxicos aplicados nas lavouras. Por isso, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começou a mapear todas as lavouras existentes sobre o reservatório no território brasileiro e nas nações vizinhas. “Se os riscos forem grandes, algumas áreas poderão até ser proibidas à agricultura”, afirma um técnico.
Essa esponja natural só existe porque, um dia, a região foi um deserto. “Há 200 milhões de anos, não havia um pingo de água lá”. “Toda a área era ocupada por dunas castigadas pelos ventos, como o Saara de hoje.” Foram justamente os ventos desse deserto que empurraram os cristais de areia, fazendo com que eles se chocassem entre si e se lapidassem até ficarem redondos. Mais tarde, o areal foi sepultado por lava lançada em sucessivas erupções vulcânicas, num dos maiores eventos geológicos da história do planeta. A lava secou, virou basalto, e os grãos de areia esmagados sob a pesada lápide se agregaram. Sobraram apenas alguns afloramentos, como a pedreira de Araraquara, por onde o líquido entra.
O incrível é que, reconstituída pelas chuvas, a reserva não vai jamais secar. “O volume absorvido em um ano daria para abastecer trinta vezes os 15 milhões de cidadãos que moram sobre o Guarani”, vibra o geólogo Gerôncio Albuquerque Rocha, do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE).
Por ora, pouca gente se beneficia desse dilúvio natural. Existem 15 000 poços artesianos cavados em todo o aqüífero. É pouco, se comparado com as 7 000 perfurações existentes só na cidade de São Paulo. De todos os municípios que estão sobre ele, apenas um com mais de 500 000 habitantes utiliza exclusivamente a água do Guarani: Ribeirão Preto (SP).
Não é à toa que seus moradores se gabam de produzir uma das melhores cervejas do Brasil. A vantagem são os jorros do aqüífero, tão puros que dispensam qualquer tratamento à base de produtos químicos. Neles não existem bactérias, simplesmente porque elas não têm nada para comer lá embaixo. Isolado do restante do solo pela rocha arenosa, nem sais minerais o líquido tem. Enquanto a água tratada que você bebe tem, em média, 1 grama de sais por litro, 1 litro do manancial profundo tem no máximo 200 miligramas – um quinto do normal.
O Aqüífero Guarani ocupa uma área maior que a da França, Espanha e Portugal juntos.
O manto de rocha porosa embebida em água tem 1,3 milhão de metros quadrados. Ela corre por baixo de oito Estados brasileiros e mais três nações vizinhas: Paraguai, Uruguai e Argentina.
Uma bacia cheia e gigantesca
Empurrado pelo peso das rochas vulcânicas, o centro do aqüífero afundou.
Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aqüífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades.
O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho.
Nas margens do aqüífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.
Um megarreservatório de água subterrânea doce e potável. Suas reservas estratégicas poderiam abastecer a população brasileira por cerca de 2.500 anos. De fato, diante desse cenário seria possível excluir de nossas preocupações uma futura crise da água, pois a Natureza nos teria presenteado com uma fonte de água subterrânea de boa qualidade e quase inesgotável.

4858 – Mega Arquivo – Século 20


Exclusivo para o ☻ Mega

1900 – Uma experiência feita pelo físico alemão Max Planck inaugurou a Teoria Quântica. Ele provou que a energia não é absorvida ou gerada de modo contínuo, mas por meio de “pacotes” chamados de quanta, o plural de quantum e que significa quantidade em latim.
Ainda em 1900 – O físico francês Antoine-Henri Bequerel descobriu que a energia emitida por certos materiais, a radioatividade, é constituída por elétrons.
1905 – A Teoria da Relatividade – de Albert Einstein mostrou que o espaço e o tempo se modificam de acordo com a velocidade em que se move o observador.
1908 – O matemático francês Henri Poincaré publicou “A Ciência e o Metodo”, um livroque expõe conceitos fundamentais da metodologia científica.
A partir de uma tese formulada por Einstein,o físico francês Jean Baptiste Perrin aprovou a existência do átomo.
1911 – O físico neozelandês Ernest Rutherford descobriu que os átomos são compostos de um núcleo, com carga positiva, rodeados por elétrons que tem carga negativa, como os planetas em torno do Sol. Foi a origem do modelo dec estrutura atômica usado até hoje.
1913 – Usando a Teoria Quântica, o físico dinamarquês Niels Bohr corrigiu o modelo atômico de Rutherford.
1917 – A Teoria do Universo em expansão começou a ser formulada pelo astrônomo holandês Wiliem de Sitter, Einstein entre outros defendia a idéia de ummUniverso estático.
1919 – Um eclipse solar observado observado por astrônomos ingleses em Sobral, no Ceará forneceu dados que ajudam a provar a Relatividade Geral de Eistein, ficando confirmado no eclipse que a luz procedente de uma estrela distante faz uma curva em sua trajetória ao passar perto do Sol.
1920 – O físico americano Alberto Michelson media pela 1ª vez o diâmetro de uma estrela além do Sol. Trata-se da gigante vermelha Betelgeuse, 300 vezes maior que o Sol.

4857 – O Enigma de Andrômeda


No início de sua carreira Edwin Hubble enfrentou um rival, o astrônomo Harlow Shapley (1885-1972). Este havia se tornado famoso em 1911, ao usar as cefeidas, estrelas de tamanho variável, como referência para medir o tamanho da Via Láctea, tida na época como a única galáxia. Ele descartou a susgestão de Hubble de que a nebulosa Andrômeda poderia ser formada por estrelase não apenas poeira, como se imaginava.
Ele provou em 1923 que de fato Andrômeda era uma galáxia siatuada a 200 mil anos luz da Terra.
NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda, é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2 900 000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância da Terra, na direção da constelação de Andrômeda.
Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16′ 06″ e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho aparente.
O Fim de Andrômeda
Estudiosos e cientistas conseguiram prever, através de uma série de cálculos, que a nossa Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando e colidirão. Teoricamente, o encontro aconteceria em cerca de 5 bilhões de anos, que é o período aproximado do fim do nosso Sol, nesta época, talvez, a vida na Terra nem exista mais da forma como a conhecemos.
Embora exista a possibilidade, os danos que tal colisão causaria são mínimos, e isso se deve ao fato dos espaços entre os astros serem muito grandes, reduzindo drasticamente a chance de colisões, o que também explica o fato de o sistema solar raramente entrar em contato com algum outro corpo celeste ao passar pelas nuvens mais densas da Via Láctea.

Andrômeda em rota de colisão

4856 – Mega Bloco – Medicina – O Carbúnculo


Trata-se de doença altamente infecciosa dos animais causada por bacilo e pode ser transmitida ao homem direta ou indiretamente. Ocorre principalmente em cabras, ovelhas, bois, cavalos e porcos. Os germes entram na pele atraves de pequenos cortes nas pessoas que tratam animais infectados.Os pulmões também podem ser atingidos através de inalação e se ingerido substâncias infectadas pode haver comprometimento dos intestinos. O tratamento é com curativos antisépticos e antibióticos, no lugar do ferimento e soro anti-carbúnculo em grandes doses. Se tratados adequadamente, 80% dos pacientes se recuperam. Não há vacinas por enquanto.

4855 – A Meningite


É o processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. É causado por vírus e bactérias, entre elas o estafilococos e o estreptococos, o bacilo da tuberculose, as salmonelas e o meningococo (neisseria meningitidis). Os sintomas são: febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez da nuca e coma. O exame do líquor revela células inflamatórias e mesmo o germe causador da doença. A causada pelo meningoco é contagiosa e pode causar grandes epidemias. Indivíduos podem ser sadios, porém transportando na garganta o meningococo. Tais são chamados portadores sãos e causam a disseminação da moléstia através de gotículas de saliva, espirro ou tosse.
Importante: O meningococo é uma bactéria muito sensível a agentes físicos, morrendo em alguns minutos no meio exterior. Só se transmite de uma pessoa para outra. Antes da descoberta das sulfas e antibióticos, mais de 90% dos pacientes morriam e os sobreviventes ficavam com sequelas variadas. Hoje, a porcentagem de cura é maior que 90%, sem sequelas. Existem as vacinas contra os tipos A e C de meningococo. Em 1974, houve vacinação em massa em S.Paulo.

4854 – História da Medicina – Meningite, a epidemia que a ditadura não conseguiu esconder


Capa da Veja

O avanço da doença em meados da década de 1970 atingia todos os bairros, o que levou o governo a realizar uma campanha de vacinação em massa.
Apesar da situação, a letalidade, que de 1970 a 1972 variou entre 12% e 14% dos casos, a partir de 1973 declinou acentuadamente, atingindo o valor mais baixo (7%) em 1974. O maior número de óbitos foi observado em 1975, quando foram registrados 411, média de 1,15 ao dia. A letalidade da meningite tende a diminuir exatamente nos momentos epidêmicos, em decorrência do diagnóstico precoce e da introdução oportuna de tratamento.
A troca de presidente, com a entrada do general Ernesto Geisel, em 1974, facilitaria a mudança de atitude das autoridades. Em julho de 1974 foi criada a Comissão Nacional de Controle da Meningite, encarregada de traçar a política de vigilância epidemiológica. O número de casos registrados em janeiro de 1975 foi seis vezes maior do que o mesmo mês de 1974. Ironicamente, a meningite que tem o início de sua história na contaminação de soldados em postos militares, parecia não querer dar tréguas ao regime.
Em março de 1975 foi elaborado o plano básico de operações para garantir a vacinação de 10 milhões de pessoas em apenas quatro dias. A parte operacional da campanha esteve a cargo do exército. O esquema adotado durante a campanha não permitiu que fosse fornecido qualquer comprovante às pessoas vacinadas, nem o registro do número de vacinados. O número de casos continuou muito acima do registrado no ano anterior até abril, quando foi realizada a campanha de vacinação. Para conhecer a proporção de vacinados, o IBGE realizou um inquérito por amostragem domiciliar. A cobertura foi estimada em cerca de 93% na cidade. Após a campanha os casos diminuíram, mas só retornaram a valores endêmicos dois anos depois. Até julho de 1977 ainda eram registradas incidências acima do esperado. A partir desse ano, os casos provocados pelo sorogrupo A deixaram de ser identificados; enquanto os produzidos pelo sorogrupo C retornaram ao nível endêmico. São Paulo retornou à rotina. Apesar dos inúmeros problemas, a cidade estava livre, pelo menos dessa epidemia.
Da periferia para o centro
A epidemia progrediu de forma concêntrica das áreas periféricas para o centro, em ondas, sem que os distritos anteriormente atingidos deixassem de apresentar alta incidência de meningite. No primeiro semestre de 1974 não havia uma única área da cidade sem registro de casos. As regiões mais pobres apresentavam maior risco. Durante a década de 70 houve uma expansão acelerada de favelas. Em 1957 São Paulo tinha 141 favelas, em 1973 esse número cresceu para 525. Nesse período a zona sul era a região com a maior concentração de população favelada do município. Com o avanço acelerado da miséria, era natural que as doenças se alastrassem. Em maio de 1971, começando pelo distrito de Santo Amaro, a epidemia de meningite progredia para os bairros contíguos. Em novembro de 1971, irrompeu na zona leste, começando pelo distrito de São Miguel Paulista – o último distrito a ser afetado na região foi a Penha.
Em junho de 1972 era a vez da zona norte, começando por Santana e Tucuruvi – um ano e meio depois, todos os seus distritos apresentavam incidência epidêmica. Na zona oeste, o primeiro afetado foi a Lapa, 25 meses depois do início da epidemia na zona sul. A progressão da doença nessa área levou apenas 10 meses. Finalmente chegou ao centro em setembro de 1973, espalhando-se por todos os seus distritos em apenas 11 meses. A incidência, durante o período de 1970 a 1977 variou entre 13,04 casos por 100 mil habitantes no distrito da Aclimação (centro) a 101,28 na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte).
Embora as autoridades sanitárias negassem a existência da epidemia, os médicos da Secretaria de Estado da Saúde tentavam controlar a doença em duas frentes: aprimorando o conhecimento sobre a quimioprofilaxia e avaliando a eficácia de novas vacinas. Os militares norte-americanos que estavam no Vietnã, maior grupo de risco, eram vacinados contra o meningococo C desde 1971. Em 1972, a vacina foi testada em São Paulo em crianças de seis meses a seis anos. Apenas produziu resposta imunológica para crianças a partir de dois anos. Nesse período, a distribuição etária da doença, quando comparada ao período endêmico, apresentou alterações. Deslocou-se em direção a grupos etários mais velhos, embora as crianças menores de cinco anos ainda fossem o grupo de maior risco. Em 1974, a distribuição etária se alterava mais uma vez, com aumento de incidência entre as faixas etárias de 15 a 29 anos. Essa tendência acentuou-se ainda mais e as taxas atingiram níveis escandalosamente altos: 563 casos por 100 mil habitantes em menores de um ano e 51 casos em pessoas com 50 anos ou mais. Tal tendência foi resultado da sobreposição das duas ondas epidêmicas. A distribuição etária da letalidade também sofreu modificações. As taxas mais altas continuaram entre os menores de um ano, mas houve elevação no grupo de 10 a 14 anos e redução nos grupos acima de 19 anos.
O aumento da incidência nos grupos acima dos 14 anos ocorreu apenas no sexo masculino. Provavelmente, pela maior exposição a situações de risco de transmissão relacionadas ao trabalho.

Escola Paulista de Medicina para o ☻ Mega

4853 – Leitura da mente pode chegar nos próximos cinco anos, afirma a IBM


A IBM divulgou seu relatório anual “5 in 5”. Nele, a empresa cita cinco tecnologias que ela acredita que existirão nos próximos cinco anos. A lista desse ano inclui a leitura da mente por aparelhos eletrônicos e o fim das senhas.
Diferentemente do que ocorre em filmes de ficção científica, porém, a leitura da mente sugerida pela IBM não permitirá que você olhe para alguém e enxergue o seu pensamento. Pelo menos por enquanto.
A empresa acredita que a leitura da mente permitirá ao usuário associar sua mente a algum aparelho eletrônico. “Pense que você precisa ligar para alguém, e isso simplesmente acontece. Ou você pode controlar o cursor de um mouse apenas pensando para onde movê-lo”.
A empresa argumenta que estudos no campo da bioinformática indicam a criação de sensores avançados que leem as atividades do cérebro, reconhecem expressões faciais e níveis de concentração e empolgação. Segundo a IBM, em cinco anos será possível ver os primeiros passos da tecnologia, principalmente no universo do entretenimento e dos jogos.
Já o fim das senhas remete a técnicas comuns aos filmes futuristas. Para a IBM, em cinco anos nós poderemos usar nossa voz ou os detalhes de nossa íris para desativar tudo ao nosso redor, eliminando a necessidade de decorar senhas cada vez mais complexas.