4848 – Mega Memória – Futebol – Grêmio X Hamburgo, final do Mundial em 1983


Desta vez as coisas foram diferentes. Um time brasileiro muito forte, com vários jogadores de Seleção e com um maestro chamado Mário Sérgio, e um inspirado Renato Gaúcho, tornou-se campeão em Tóquio pela 1ª e única vez até então, uma façanha poucas vezes repetida por outros times.
Mário Sérgio era um jogador reconhecido por sua grande habilidade e criatividade. Era também um jogador de muita personalidade. Iniciou sua carreira no Flamengo em 1970, jogando cinco partidas no clube pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Marcou um gol, em partida contra o América-RJ. Não conseguiu se firmar na equipe e, no ano seguinte, transferiu-se para o Vitória, onde obteve destaque no futebol brasileiro. Ao encerrar a carreira em 1987, tornou-se treinador.

A Copa Européia/Sul-Americana de 1983 foi disputada na cidade de Tóquio no Japão. O confronto foi disputado entre o Grêmio do Brasil campeão da Taça Libertadores da América e o Hamburgo SV da Alemanha campeão da Liga dos Campeões da UEFA. Foi vencido pelo Grêmio, após 1-1 no tempo normal e 1-0 na prorrogação, com o resultado de 2-1 para o time brasileiro

GRÊMIO:
G 1 Mazarópi
LD 2 Paulo Roberto
Z 4 Baidek
Z 6 De León
LE 3 P.C Magalhães
V 5 China
V 8 Osvaldo
M 11 Mário Sérgio
A 7 Renato Gaúcho
A 9 Tarciso
A 10 Paulo César Lima
Treinador:
Valdir Espinosa

HAMBURGO:
G 1 Stein
Z Wehemeyer
Z 4 Jakobs
Z Hieronymus
M 2 Schröder
M Groh
M Rolff
V Hartwig
M Magath
A Wuttke
A 9 Hansen
Treinador:
Ernst Happel

4847 – A Clonagem pode evitar Extinções


As experiências estão no começo, mas tudo indica que irão em frente. Genes não morrem. Eles podem se tornar inativos ou se degradar, mas desde que não estejam desintegrados podem ser, eventualmente, recuperados. Por isso tem gente querendo fazer desde mamutes, que já não andam por aí há uns 5 000 anos, até pandas gigantes e tigres siberianos, cujas populações minguam a cada dia. Claro que não vai ser fácil, mas se der resultados — e tem gente achando que dá — será uma novidade espetacular. As extinções poderão ser extintas!
Até agora, tais experiência não deram resultados, mas as pesquisas continuam:
O feto de tigre-da-tasmânia guardado no Museu Australiano virou picles em 1866. Há pelo menos outros cinco preservados, todos com mais de 70 anos, em museus ao redor do mundo. Com eles, acreditam os pesquisadores, será possível conseguir uma variabilidade genética capaz de sustentar a recuperação da espécie via clonagem.
1. O primeiro desafio é extrair e mapear genes de ossos, de pele, de partes do corpo e de fetos conservados nos museus, o que pode levar anos ou mesmo décadas.
2. Com um pedaço daqui, outro dali, pretende-se obter o genoma completo do bicho e introduzi-lo no óvulo de um primo australiano — o numbat (Myrmecobious fasciatus) ou o demônio-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) — para gerar um embrião.
3. O embrião deverá ir para o útero de uma mãe de aluguel da espécie escolhida.
4. A expectativa é de que o bicho resultante tenha boa porcentagem do DNA da espécie que não existe mais.
Um dos candidatos potenciais à clonagem ecológica é Jarkov, um mamute que passou mais de 20 000 anos encravado no gelo siberiano. Encontrado em 1997 e desenterrado em outubro passado, ele é um prato cheio para os cientistas. Ninguém ainda sabe se vai ser possível achar genes suficientemente preservados para a clonagem. De qualquer forma, há um bom estoque de células para se pesquisar — o bicho tem 3 metros de altura.
Os avanços da clonagem nos últimos anos são inegáveis. Por isso, a idéia de copiar animais selvagens não soa assim tão absurda, ainda que possa demorar um pouco para se tornar realidade.