4772 – Mega Memória – Comercial de Natal do Banco Nacional


Um comercial inesquecível e apontado por muitos como o melhor comercial de Natal de todos os tempos, o comercial do extinto Banco Nacional, um banco que foi patrocinador do Jornal Nacional da Rede Globo por muitos anos e depois patrocinou Ayrton Senna.
Não temos o vídeo disponível da 1ª versão do comercial nos anos 70, aqui vai um outro, também do Banco Nacional, que passava no intervalo do Jornal:

4771 – Jogos de Azar – A Loteria Esportiva


Loteca, conhecida popularmente como Loteria Esportiva, é uma modalidade de loteria brasileira, mantida pela Caixa Econômica Federal, com o objetivo de prognosticar resultados de partidas de futebol.
É realizada no Brasil desde 19 de abril de 1970, quando foi feita uma rodada experimental no estado da Guanabara com prêmio fixo de 200 mil cruzeiros novos e cem mil bilhetes distribuídos. Naquela época, era necessário acertar os resultados de treze jogos selecionados pela Caixa para ganhar o prêmio. Durante a fase experimental, era possível até marcar treze palpites triplos (quando todas as colunas são marcadas em uma linha), mas ninguém chegou a fazer os treze pontos. As chances matemáticas eram de 1:1.594.323 para fazer os treze pontos. Oito apostadores foram premiados com doze pontos. Outras rodadas experimentais foram realizadas em 3 de maio, também na Guanabara, e em 17 de maio, em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Oficialmente, os bolões começaram em 7 de junho, que foi também a primeira vez em que foram acertados treze pontos. O futebol já era febre no país, antes mesmo de a Seleção Brasileira ter faturado sua terceira Copa do Mundo, o que gerou muitas filas nas casas de apostas. O jogo mínimo custava dois cruzeiros novos, com um duplo; o jogo com um triplo custava três cruzeiros novos.
O apostador preenchia um cartão e entregava-o na lotérica, que usava uma máquina manual da IBM, chamada Port a Punch, para furar dois cartões, um dos quais ficaria como comprovante com o apostador. Ao final de todos os jogos de domingo, um computador da Caixa Econômica Federal processava as apostas, em “apenas” dezessete minutos, de acordo com a revista Placar. O computador seguia lendo cartão por cartão até encontrar um com nove pontos (o mínimo para o prêmio ser rateado) e, então passava a separar todos os cartões com nove pontos até achar algum com dez; a partir daí seguia o mesmo processo, em busca de cartões com onze, doze e, eventualmente, treze pontos.
Em maio de 1972, no teste 85, uma zebra inesperada no jogo entre Corinthians e Juventus, no Pacaembu, fez o primeiro milionário da modalidade: Eduardo Varela, mais conhecido como Dudu da Loteca, do então estado da Guanabara. Ele foi o único apostador que cravou os treze pontos do concurso, incluindo este jogo, em que o Corinthians tinha cerca de 95% das apostas, enquanto o Juventus vinha de cinco derrotas nas cinco primeiras rodadas e conseguiu vencer pelo placar mínimo, com gol de falta do meia Brecha. Levou um total de mais de 11,6 milhões de cruzeiros. Em setembro de 1975 Miron Vieira de Sousa, de Salvador, ganhou sozinho um prêmio de 22 milhões de cruzeiros, considerado à época “o maior prêmio da Loteca e do mundo, em concursos de prognósticos”
Caso da Máfia da Loteria Esportiva
Em 1979 Milton Coelho da Graça, então diretor da revista Placar, comentou com Juca Kfouri, então editor de projetos especiais e que cuidava da seção sobre a Loteria Esportiva, que vinha notando algumas coincidências quando poucas pessoas ganhavam em um teste. A pedido de Milton, Juca foi a Brasília pedir para ver os bilhetes premiados, mas o pedido foi negado, com a alegação de sigilo bancário.
Nesse mesmo ano, Milton deixou a Abril, e Juca foi promovido a seu posto. Ainda com as suspeitas em relação à Loteria Esportiva, todo o fim de mês provocava a redação: “Quem é o macho para descobrir a sacanagem da Loteria Esportiva?” Mas ninguém se pronunciava. Em outra viagem a Brasília, pediu novamente para ver os cartões ganhadores. Desta vez, mostraram-lhe alguns: “Nego colocava jogo triplo em partida que se cravaria seco”, conta Juca. “Corinthians × Juventus, triplo. Flamengo × Olaria, triplo. Vasco × Botafogo, Vasco. Atlético-PR × Coritiba, Coritiba. Inter × Livramento, triplo. Não é possível. Eles cravam triplo em jogo fácil e seco para jogo difícil. Tem alguma coisa estranha nisso.”
Quando comentou suas suspeitas na redação, no dia seguinte, conseguiu um voluntário para a empreitada: Sérgio Martins. Juca deu a ele prazo de um ano, cumprido à risca: no número 648, de 22 de outubro de 1982, foi publicada extensa reportagem sobre o caso, com denúncias de corrupção e manipulação de resultados. “A Loteria Esportiva é séria até a bola rolar”, admitiu o radialista Flávio Moreira, um dos envolvidos. Nenhum dos 125 denunciados, entre jogadores, dirigentes, árbitros, técnicos e personalidades, foi preso. O gerente de Loterias da Caixa em 1989, Juarez José de Lima, garantiu à época que o escândalo não chegou a abalar a loteria.
Mas, a evidência de que alguns resultados são forjados é gritante.
Decadência
A loteria perdeu credibilidade, que nunca mais recuperou. A criação da Loto e da Sena também contribuíram para a decadência da loteria. Em dezembro de 1987 a forma de apostas mudou: passaram a ser dezesseis jogos, sendo que era obrigatório acertar os treze primeiros para ter direito a um prêmio. Quem acertasse catorze ou quinze pontos também levava prêmios menores, desde que tivesse acertado os treze primeiros jogos. A loteria ganhou o apelido de “Gorda”. Na época da mudança a arrecadação despencou para um décimo do que a loteria arrecadava na sua melhor fase. A média de apostas semanais entre 1972 e 1980 era de dezessete milhões, número que cairia no fim dos anos 1980 para menos de cinco milhões.
Atualmente
Hoje é necessário acertar catorze pontos para faturar o prêmio maior. A aposta mínima é de 1 real (um duplo), e a aposta mais cara é de 432 reais (três triplos e cinco duplos). As chances matemáticas de acertar catorze pontos com o jogo mínimo é de 1 em 2 391 485.
A Loteca está, atualmente, arrastando-se no cenário de loterias. Sua arrecadação está longe da de quarenta anos atrás. No teste 256, de março de 2007, a Loteca pagou o menor prêmio da história de seu novo formato, quando, em uma rodada “lógica”, 7 792 apostadores fizeram os catorze pontos e levaram um prêmio de 32,67 reais — quem fez treze pontos levou oitenta centavos. Em 2008 o Governo Federal lançou a Timemania, loteria que viabiliza ajuda aos cofres dos clubes das séries A, B e C do Campeonato Brasileiro.

4770 – Mega Memória – Comercial de TV: O Natal tá aí…e a minha Caloi?


Alguns comerciais de TV ficaram marcados e ninguém consegue esquecer, esse é um deles.
Todos os anos ia ao ar em meados da década de 70, este é de 1972.
As bicicletas Caloi, sempre com tecnologia de ponta, eram o sonho da criançada.
Mais comerciais de Natal em outros capitulos do ☻ Mega neste mês de dezembro.

4769 – Medicina – As Síndromes


Trata-se do conjunto de sintomas e sinais que definem uma doença.
A de Reye é uma síndrome rara, mas potencialmente fatal e que geralmente ocorre em crianças após doença infecciosa viral respiratória ou varicela; ocorrem alterações graves no fígado e outros órgãos, inclusive cérebro, com vômitos, agitação e depois letargia, que pode culminar com coma e aumento da pressão intracraniana.
Síndrome do Hormônio Antidiurético Inapropriado
É uma condição adversa que pode acontecer raramente com o emprego de alguns medicamentos, como a fluvoxamina. Cursa com dificuldade de urinar, fraqueza, espasmos musculares e irritabilidade.
Síndrome Neuroléptica Maligna
Um conjunto de rações adversas que acontece raramente com o uso dos denominados neurolépticos, os antipsicóticos; particularmente com os neurolépticos fenotiazinicos. O indivíduo apresenta salivação, batimentos cardíacos rápidos, febre, pressão arterial irregular, dificuldade para respirar ou respiração acelerada; diminuição da conciência (de confusão mental ao coma); suores, rigidez muscular, perda do controle da bexiga, tremores ou abalos, dificuldade para falar ou engolir.

Síndrome Serotonínica
Rara, mas potencialmente fatal. Quando ocorre, geralmente se manifesta horas ou dias após aumentos de doses de um medicamento serotoninérgico, ou quando se associam 2 medicamentos serotoninérgicos.
Sintomas: agitação; diarréia, febre, suores, mudanças de humor ou comportamento,reflexos rápidos, batimentos rápidos. Podem ainda acontecer arritmias cardíacas, coma, coagulação intravascular disseminada; hiper ou hipotensão, insuficiência renal, respiratória, convulsões, hipertermia grave.

Escola Paulista de Medicina
Farmacologia

4768 – Por que os cães sempre estão com a boca aberta?


Nem sempre. Só quando estão com calor. Como nós, humanos, os cachorros expiram ar quente e, por isso, se refrescam respirando. Só que o homem tem ainda outros recursos para aliviar o aumento de temperatura. “Cães não possuem glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo”, lembra um veterinário da Universidade de São Paulo. Assim, se por um lado não precisam de desodorante, por outro não dispõem de uma das maneiras mais eficientes de se livrar do calor: suar. Cachorros transpiram apenas pela almofadinha debaixo das patas e pelo focinho. Depois de uma corrida ou em um dia muito quente, só lhes resta abrir a boca e soltar o bafo com maior intensidade.

4767 – Bioquímica – Um feitiço contra o feiticeiro


A primeira vítima da proteína-veneno foi o vírus da Aids, mas ela também vai ser usada contra a hepatite, a malária e o herpes. Os testes foram feitos com células isoladas, num tubo de ensaio. Dowdy afirma que, daqui a dois anos, ela será experimentada em pacientes.
Os vírus da Aids só se reproduzem dentro das células, onde usam enzimas chamadas proteases. São tesouras químicas que cortam as proteínas celulares. Os retalhos serão usados pelo invasor para fazer novos micróbios.
Os cientistas, então, prepararam uma armadilha. No laboratório, eles sintetizaram uma proteína que tem dois pedaços. Um deles é a enzima caspase-3, capaz de provocar o suicídio da célula.
O outro pedaço da armadilha tem dois objetivos. Ele bloqueia a ação da caspase-3, mas, ao mesmo tempo, manda um recado químico à tesoura do vírus. É como um cartaz dizendo “corte aqui”.
O vírus, então, corta a proteína e libera o veneno que faz a célula explodir. Um golpe fatal para o parasita, que não conseguirá mais se multiplicar.
A caspase-3 não pode ser acionada se, por acaso, entrar em células saudáveis: elas não produzem as substâncias que retalham proteínas.
Em resumo, as moléculas-assassinas podem passear pelo corpo sem risco. Elas ameaçam os parasitas, mas poupam o paciente de efeitos colaterais.

4766 – Genética – Genes do Nematóide


Um verme do solo que tornou-se o primeiro animal a ter os seus genes totalmente mapeados, tem muito a ver com você. Quase quatro em cada dez genes do bicho são parecidos com os do homem. O número exato é 36%, de acordo com os dados divulgados pela Genomium Sequencing Consortium, empresa americana que fez o mapeamento. É impressionante, já que o corpo do nematóide tem apenas 959 células e o nosso, 50 trilhões. Mas, números à parte, não há muita diferença entre os mecanismos essenciais dos dois organismos, como a digestão, a reprodução ou as contrações musculares. “Os genes do nematóide vão nos ensinar muito sobre o corpo humano nos próximos anos”.
O nome completo da espécie que teve os seus genes mapeados é Caernorhabditis elegans. Mede 1 milímetro e habita o solo.
O elegans tem 19 099 genes. Três vezes mais que as bactérias e cinco vezes menos que o homem (que se estima ter 100 000 fragmentos de DNA).
Dois em cada cinco genes do bicho existem também nas células humanas, mostrando que o corpo dele não é tão diferente do nosso como se poderia pensar.
O mapeamento do verme levou oito anos. Para o americano Gary Ruvkun, que participou do trabalho, “agora conhecemos todos os genes necessários para fazer o organismo de um animal funcionar”.

4765 – Como ossos fraturados se regeneram?


Se você pudesse ver uma fratura quando ela acontece, ficaria impressionado. Sai um monte de sangue, porque no osso também há artérias e vasos. Em fraturas expostas, quando a pele se rasga, o líquido sai. Nas rupturas internas, a hemorragia fica dentro do corpo. Em casos de fêmur quebrado pode vazar até 2,5 litros. Se o osso não está exposto, uma vez estancada a hemorragia, o corpo cuida da recuperação sozinho. “O médico só imobiliza o local com gesso para evitar que os movimentos atrapalhem a emenda natural”. Às vezes, porém, mesmo engessados, os músculos deslocam as partes coladas, entortando a soldagem. Quando isso acontece, o jeito é apelar para a cirurgia, colocando pinos ou placas de metal que orientam a recuperação.
O organismo fabrica as substâncias que grudam as duas partes do osso.
Numa fratura, os vasos dentro do osso se rompem. O sangue que vaza é reabsorvido pela pele.
Imediatamente o organismo começa a consertar o defeito. Pela corrente sanguínea chegam células trazendo o cálcio que cola os dois pedaços. Os vasos se recuperam e surgem outros, novos.
Um calo aparece no lugar, mas a massagem feita pelos músculos pode, com o tempo, diminuir o seu tamanho.

4764 – Quero chorar, não tenho lágrimas – Por que o recém-nascido chora à seco?


Porque ele ainda não se adaptou ao ambiente fora do útero materno. Lá dentro, prescinde de proteção para os olhos, que não estão sujeitos à ação de bactérias. “Assim, quando nasce, o aparelho lacrimal está apenas parcialmente desenvolvido”, diz um pediatra Universidade de Guarulhos, em São Paulo. O líquido serve para lavar as lentes oculares e tem anticorpos. Quando choramos, comprimimos a glândula que o produz, por isso ele escorre. A ausência do precioso desinfetante deixa os recém-nascidos vulneráveis a infecções até os 9 meses. Por essa rezão, Fernandes sugere pingar no olho do bebê um pouco de leite materno, também rico em anticorpos, ao primeiro sinal de conjuntivite.

4763 – Como é feita a limpeza de roupas a seco?


Você já usou tíner para tirar tinta das mãos? Na lavagem seca a roupa é posta em grandes máquinas onde leva um banho de um solvente parecido com removedor de tintas. “A diferença é que usa-se um produto mais puro, sem cheiro forte”, explica um engenheiro têxtil da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo, São Paulo. A substância tira óleos e gorduras, presentes na maior parte das sujeiras. Assim, manchas de terra e poeira, solúveis apenas em água, podem ficar. Como a máquina esquenta a roupa a 80 graus Celsius, o removedor, depois de usado, evapora. A vantagem é que o tecido não tem que ser pendurado ou centrifugado em máquina de secar, o que, na lavagem comum, desorganiza a trama dos fios, fazendo as peças encolher ou deformar.
A sujeira que voa
O solvente descola óleo e gordura do tecido.
1. As moléculas de gordura grudam umas nas outras e entranham no pano, formando uma mancha difícil de tirar.
2. O solvente faz com que as moléculas se soltem dos fios e misturem-se com ele, como o sal na água. Depois, aquecido, o produto químico evapora e leva a sujeira junto.

4762 – Petisco para lagarto – O que aconteceria se os dinossauros não tivessem sido extintos?


Para começar, não existiríamos. “Os dinossauros dominavam todos os ambientes continentais”, conta um paleontólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, interior paulista. Os grandes répteis mandavam e abusavam, consumindo quase todo o alimento. Já os mamíferos eram seres oportunistas, ou seja, comiam o que os dinos deixavam sobrar – restos de caça, insetos, plantas. Por isso, não cresciam muito. Os maiores não chegavam a ter o tamanho de um gato. Os primatas de então pareciam ratinhos atuais. Mas as dimensões insignificantes vinham a calhar. Se fossem maiores, além de enfrentar a escassez de comida teriam dificuldades para se esconder dos grandões, que adoravam degustá-los. Quando, há 65 milhões de anos, os dinossauros foram extintos, nossos ancestrais fizeram a festa. Na fartura, que incluía as abundantes carcaças dos répteis, puderam se desenvolver e evoluir, gerando espécies maiores. Não fosse isso, você não estaria lendo este artigo.

4761 – Mega Curtíssimas – Biologia


Um biólogo da Universidade da filadélfia provou que as iguanas reconhecem os humanos pela fisionomia. Diversos estudantes e professores ficaram um por vez, algum tempo perto do bicho. Um cientista escondido verificou então quantas vezes o lagarto balançava a cabeça. Quem recebeu mais acenos foi o próprio cientista que sempre pegava o lagarto no colo, que segundo ele, não gosta de ser pego.

Outra: Não tente fazer em casa…

Colocar objeto metálico no microondas é proibido, pode dar curto. Mas, pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, ignoraram o manual de instruções. Descobriram que, na forma de pó,os metais podem absorver as microondascomo qualquer prato de arroz. Assim,usaram o forna para fazer uma liga ultra-tresistente, 3 vezes mais rápido que uma fornalha tradicional. Uma promessa de economia para as siderúrgicas.

4760 – Medicina – As Moléstias Infecciosas


Tratam-se de doenças causadas por seres vivos estranhos ao organismo humano, tais como vírus, bactérias, fungos, protozoários, vermes, artrópodes. São transmitidas de indivíduo a indivíduo pelo contato direto. Saliva, contato sexual ou vetores dos mais variados: água, alimentos contaminados, insetos e moluscos. As mais comuns são: sarampo, coqueluche, difteria, catapora, cachumba, varíola, meningite e as chamadas DSTs.
A grande maioria das doenças causadas por bactérias pode ser atualmente controlada e curada por antibióticos e sulfas. Todavia, com os vírus, ocorre o inverso, não se dispondo na maioria dos casos, de drogas eficazes. A catapora é contagiosa e ocorre entre os 3 meses de idade e a adolescência. É causada por vírus; a transmissão pode ser por terceiros ou vírus presente em algum material que o paciente tocou. É contagiosa,durante o período de erupção e um dia antes. São manchas vermelhas que viram bolhas e o líquido transmite a doença. Loção ou pomada de bicarbonato aliviam a coceira. Maiores complicações são raras. Dentro da família, se uma criança pega, é quase inevitável que a outra também pegue. Mas a doença não reaparece.
Caxumba – Não aparece antes dos 6 meses e raramente após os 40 anos. Antes da vacina, acreditava-se que deveria se provocar a doença nas crianças entre 5 e 12 anos, para não tê-la na puberdade, quando as complicações são mais graves. Crianças alérgicas a ovo não devem ser vacinadas porque a vacina é desenvolvida no embrião da galinha, podendo provocar reações alérgicas graves. É melhor que sejam expostas à caxumba antes da adolescência. O lugar do inchaço é na região da glândula parótida, atrás da orelha. Glândulas salivares sob o queixo podem ser atingidas. Em alguns casos o inchaço é pequeno e passa despercebido. No caso de dor, é aconselhável compressas. Em 50% dos casos, atinge os 2 lados, mas a imunidade é adquirida permanentemente. A inflamação do testículo é comum em adultos, mas não resulta em esterilidade nem há prejuízo na potência. Grandes doses de soro hiperimune, soro de pacientes convalescentes de caxumba ou gamaglobina reduzem a ocorrência de tal complicação. Cuidados e orientação médica farão demais inconvenientes desaparecerem em poucos dias.

4759 – Por que, quando um elevador desce, um inseto que está dentro dele não bate no teto?


Pelo mesmo motivo que nos mantém com os pés no chão. Para que a mosca subisse e grudasse no teto, seria preciso que uma força a empurrasse para lá. Esse impulso até que acontece, quando o elevador começa a descer, mas é irrisório . “É o que faz a gente sentir aquele friozinho na barriga”, explica um físico da Universidade de São Paulo. O fato de o bicho estar voando não muda nada. Ele sofre exatamente a mesma pressão que atua sobre quem o acompanha na viagem e seu peso também o puxa para baixo, freando a subida. Se o elevador estivesse longe da Terra, livre da gravidade, a mosca trombaria com o teto. E você também.

4758 – Homem e Macaco – Diferença no traseiro


O homem só anda ereto, e não agachado como os macacos, porque o osso ílio, o dos quadris, é mais curto do que o dos outros primatas. Daí por que os humanos têm bumbum redondo e nossos primos têm traseiro murcho.
A pergunta dos antropólogos é: nossos ancestrais já nasceram com o ílio pequeno e foi por isso que endireitaram o corpo? Ou esse osso ficou menor forçado pela postura ereta? Thomas Greiner, da Faculdade Quiroprática de Nova York, construiu um modelo em computador e concluiu que a segunda hipótese é a correta. Enquanto morava em cima das árvores, o homem precisava ter o osso grande porque, de acordo com o computador, isso lhe dava mais agilidade nos galhos. Só que o osso comprido também o fazia ficar agachado. Então, quando desceram para o chão, os primeiros humanos devem ter sentido grande desconforto. E só ficaram à vontade depois que uma adaptação encurtou o ílio. Se ele ainda fosse longo, o músculo das nádegas precisaria se esticar tanto que seria quase impossível ficar em pé.

No macaco
Como ele precisa de agilidade, o ílio é maior. Isso dá flexibilidade ao músculo do traseiro. Fica mais fácil escalar os galhos.

No homem
Com o osso ílio curto, o homem não precisa esticar muito o músculo para ficar em pé. As nádegas são fortes para manter a perna esticada e o corpo ereto.

4757 – População do Planeta Envelhecendo


Até o ano 2050, a população mundial de cidadãos com mais de 100 anos deve aumentar mais de dezesseis vezes, subindo dos atuais 135 000 indivíduos para 2,2 milhões. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas divulgado em outubro, o mérito de tamanha longevidade cabe ao avanço da Medicina, que tem melhorado a saúde geral das nações. Nas mais ricas, onde os casais têm menos filhos, o grupo da terceira idade avançada já ultrapassou a turma com menos de 15 anos. Nos países pobres, os centenários só devem se tornar maioria daqui a cinqüenta anos.

4756 – De onde vieram os nomes dos planetas do Sistema Solar?


Há cinco milênios, quando os sumérios que habitavam a Mesopotâmia (o Iraque de hoje) olhavam o céu, notavam que cinco estrelas se moviam, enquanto todas as outras pareciam paradas. “Eram os planetas visíveis. Mas foram tomados por deuses”. Ganharam, assim, nomes de divindades, que mais tarde foram adaptados para as mitologias grega e romana.
Mercúrio
Com a menor órbita entre todos os planetas do Sistema Solar, este é o que corre mais rápido no céu. Por isso, recebeu o nome do mensageiro dos deuses – Hermes, para os gregos, e Mercúrio, para os romanos.

Vênus
Nenhuma estrela ou planeta brilha tanto no firmamento. Nada mais justo que recebesse o nome da deusa romana da beleza, Vênus, a Afrodite dos gregos.
Terra
Os antigos nem suspeitavam que a Terra fosse um planeta. Como supor que ela tivesse algo a ver com aquelas luzes se mexendo no céu? Para eles, era o centro fixo do Universo: o chão, a terra.

Marte
Esta luz vermelha, cor-de-sangue, mereceu o nome da divindade grega da guerra, Ares – Marte para os romanos. O mesmo deus regia o mês de março, em Roma, quando eram realizadas cerimônias para pedir sorte nas campanhas militares do império.
Júpiter
Ele brilha muito e se move lentamente porque sua órbita é bem distante do Sol. Os gregos relacionaram o comportamento soberano ao maior dos deuses, Zeus, o Júpiter dos romanos.

Saturno
Saturno, Cronos para os gregos, é o pai de Júpiter. Deus do tempo, reinou entre todas as divindades até ser destronado pelo filho. O senhor das horas e dos dias foi associado à luz que mais lentamente andava pelo firmamento. Tão devagar que só os observadores mais pacientes podiam notar seu movimento.
Urano
Os antigos não conheciam este planeta, que só foi notado em 1781, depois que os telescópios começaram a ser usados. Se Cronos (Saturno) era o pai de Zeus (Júpiter), a lógica mandava que o próximo planeta fosse seu avô, Urano, que não tem correspondente romano. Esse deus era o céu personificado, irmão de Gaia, a Terra.

Netuno
Sem querer, o astrônomo francês Urbain Jean Joseph Le Verrier, que descobriu este astro em 1846, escolheu o apropriadíssimo nome de Netuno, o deus romano das águas e dos mares, Poseidon para os gregos. Na época, ele nem imaginava que a atmosfera do planeta era azulada. Le Verrier, depois, quis chamar Netuno pelo seu próprio nome, mas a comunidade científica rejeitou o plano narcisista.

Plutão
O nome do deus grego dos mortos e do fogo, sem similar romano, foi adotado por iniciativa da estudante inglesa Venetia Burney. Em 1930, aos 11 anos, ela enviou a sugestão aos pesquisadores – por pura intromissão infantil –, salvando o nono planeta de se chamar Percival. Isso era o que pretendia a mulher de Percival Lowell, o astrônomo que, quinze anos antes, havia previsto a existência de Plutão nos confins do Sistema Solar.

4755 – Herculano – Uma cidade soterrada


Ruínas de Herculano

Em 1709 o príncipe francês Maurice de Lorraine casou-se com uma princesa italiana e se mudou para Portici, no sul da Itália. Sua intenção era construir uma bela vila, mas esbarrou em algo maior. Um pedaço de mármore achado por um camponês quando cavava um poço chegou às suas mãos. Imediatamente, o príncipe percebeu que aquela pedra maravilhosa só poderia ter vindo de ricas construções antigas. Comprou, então, o mármore e as terras de onde ele tinha saído. Partindo do poço, mandou escavar um túnel horizontal que o levou direto a um magnífico teatro antigo, cheio de estátuas e vasos. Maurice jamais imaginou que adornaria sua vila com peças tão fantásticas. Movido apenas pela ganância, descobriu as ruínas de Herculano – que os arqueólogos confirmariam só por volta de 1770 –, a cidade romana soterrada pela lava do Vesúvio no ano 79, vizinha a Pompéia.
Vesúvio
A sua erupção mais intensa ocorreu no dia 24 de agosto do ano de 79, quando o vulcão entrou em erupção e a lava quente cobriu as cidades de Pompeia e Herculano com uma camada de dois metros de espessura. Em seguida, o vulcão lançou cinzas e pedras que formaram outra camada de dez a quinze metros. Entre 20 mil e 30 mil habitantes morreram sufocados pelas cinzas ou sob os tetos das casas que desabavam.
Os documentos históricos dizem que a tragédia do ano 79 aconteceu num tempo relativamente curto. A erupção começou às 13h de 24 de Agosto, quando o Vesúvio expeliu uma nuvem super aquecida. Doze horas depois, com a erupção já teriam morrido milhares de pessoas.
O que pouca gente sabe é que as ruínas da cidade estão melhor preservadas que as de sua vizinha mais famosa, graças à forma como foi soterrada – a lava vulcânica se solidificou criando uma concha protetora, enquanto que Pompéia foi soterrada pelas cinzas. A maioria das construções da cidade eram feitas de madeira, instantaneamente carbonizada, e algumas ainda podem ser vistas, juntamente com belos mosaicos, mármores e afrescos.

Construção de Herculano

4754 – Vírus fabrica gene que engana o organismo


Descobertas mais artimanhas dos vírus:
Piratear genes para desativar o sistema imunológico do organismo que exploram. Cientistas americanos encontraram no vírus do herpes, a cópia de um gene humano encarregado de produzir interleucina 10.
Tal substância, liberada pelas células T, controla a fabricação de interferona e esta por sua vez aga como uma verdadeira arma química contra o vírus. Com a cópia do gene, o vírus de Epstein-Barr produz doses maçicas de uma imitação de interleucina, fazendo com que o sistema imunológico interprete como um aviso para interromper a produção de interferona.

4753 – Medicina – O que é Hepatite?


Doença do fígado causada por uma infecção produzida por vírus, espiroqueta, protozoários e bactérias ou ainda por agentes tóxicos tais como tetracloreto de carbono. A hepatite virulenta mais comum durante as epidemias é transmitida por vírus que se introduzem no organismo através da água contaminada por alimento ou fezes.
Geralmente ocorre em áreas onde há muita desnutrição e promiscuidade. O período de incubação vai de 2 a 6 semanas. O diagnóstico é feito pelo quadro clínico, com febre e icterícia e pelas provas hepáoticas positivas como a bilidrubina elevada.
Quando transmitida por vírus proveniente de transfusões de sangue ou plasma, vacinação e agulhas mal esterilizadas, chama-se hepatite por soro homólogo e seu período de incubação é de 2 semanas. O quadro clínico é o mesmo do anterior. Pode ocorrer uma necrose nas células hepáticas do fígado.

Hepatite C

Quietinha, quietinha, multiplica-se sem parar e come pelas beiradas um dos órgãos mais importantes do corpo: o fígado. Essa comilança pode durar décadas e, muitas vezes, só vai ser notada depois que o banquete foi servido. Sua ação é como a de uma bomba-relógio que, em geral, é descoberta apenas após explodir.
A arma é o vírus da hepatite C. Ou simplesmente HCV, na sigla em inglês. A doença que ele causa é uma das maiores e mais graves epidemias do planeta. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 200 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Isso mesmo: 200 milhões de seres humanos. Ou, se você preferir, 3% da população mundial, índice assustador para qualquer problema de saúde. Para se ter uma idéia, a aids, doença também causada por um vírus, atinge 38 milhões de indivíduos segundo a Unaids (programa da ONU para a doença).
A preocupação com a hepatite C, porém, não pára aí: ela está se alastrando de maneira assustadora e pouca gente tem noção disso. A cada ano – também de acordo com a OMS – surgem de 3 milhões a 4 milhões de novos casos. Além disso – e talvez o mais grave –, ela raramente produz sintomas e chega a provocar cirrose e câncer (veja infográfico à página 63). Ou seja, o HCV pode ficar anos a fio no organismo, trabalhando como uma bomba programada para acabar com o fígado. Dados dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, por exemplo, indicam que até 85% dos casos de hepatite C se tornam crônicos. São 170 milhões de pessoas, das quais 1,7 milhão a 8 milhões podem morrer por complicações decorrentes da doença.
Uma conseqüência dessa falta de sinais é o fato de quase sempre os pacientes descobrirem que têm o HCV por acaso. Sua detecção – assim como a da bomba-relógio – é tardia em geral, numa fase em que o fígado já está comprometido. A pesquisadora Suzete Notaroberto, da USP, mostrou bem esse aspecto da doença em sua dissertação de mestrado, defendida em outubro deste ano. Ela estudou um grupo de 700 pacientes e constatou que 88% deles souberam casualmente que tinham hepatite C – ou porque o médico pediu um exame de sangue completo ou porque foram doar sangue e acabaram flagrados nos testes. Apenas 7,6% relataram algum sintoma como motivo que levou ao diagnóstico. Em seu estágio inicial, a doença, quando dá sinal, costuma se manifestar como uma mera gripe (febre, dores musculares e cansaço, por exemplo). E quase ninguém apresenta nem urina escura nem coloração amarelada da pele e dos olhos, bastante comuns em outros tipos de hepatite.
Os índices brasileiros seguem a taxa de infecção em países ricos, como os Estados Unidos, que possuem 3,9 milhões de portadores do vírus, o equivalente a 1,8% da população. Em regiões mais pobres a situação é pior, pois assim como outras doenças infecciosas a hepatite C se aproveita de condições precárias de higiene. A África, de acordo com a OMS, tem cerca de 32 milhões de infectados, de um total de 600 milhões de habitantes. Isso representa 5,3% da população do continente. “É uma epidemia mundial”, afirma um infectologista do Hospital das Clínicas da Unicamp.
Há um agravante: o HCV, ao contrário do HIV, sobrevive por várias horas ou até por alguns dias fora do corpo, em pequenos fragmentos de sangue coagulado. Por isso, além das seringas, é prudente também não compartilhar outros objetos, como alicate de manicure, agulhas de tatuagem e instrumentos odontológicos não esterilizados. Nesses casos, qualquer corte, mesmo aquele que não conseguimos ver, pode servir de entrada para o HCV.
O principal alvo do vírus é o fígado, uma massa esponjosa que faz de tudo no nosso corpo. Uma de suas funções mais conhecidas é a produção da bile, uma secreção esverdeada que ajuda na digestão das gorduras. Mas isso não é nada perto de suas outras tarefas. O órgão também participa do metabolismo de proteínas e carboidratos, armazena glicogênio – uma molécula que é transformada em glicose quando precisamos de energia – e diversas vitaminas. Para completar, ele é uma espécie de zelador do nosso sangue: fabrica fatores de coagulação, elimina substâncias indesejáveis e liqüida glóbulos vermelhos que não dão mais conta do recado.
Um grande problema é detectar a infecção, já que ela pode ficar calada por até uma década. Sabe-se que há alguns fatores de risco: transfusões, internações e cirurgias feitas no Brasil antes de 1993, uso de drogas, sexo sem proteção com várias pessoas, parceiro sexual portador da doença, filhos de mães portadoras, tratamentos dentários sem esterilização adequada dos instrumentos e pessoas com risco profissional – quem trabalha com manipulação de sangue e derivados, por exemplo.
Quem se encaixa em pelo menos uma das situações não tem, necessariamente, a doença. Mas deve procurar um médico para afastar a possibilidade de infecção. O diagnóstico se dá por meio de exames de sangue. É possível fazê-los de graça em alguns estados, como em São Paulo, onde determinados hospitais públicos e postos de saúde garantem os testes desde que haja indicação médica. Em nível nacional, o governo ainda vai capacitar 250 centros de testagem do HIV – unidades do SUS que oferecem o exame gratuito a qualquer pessoa – para que eles também façam os exames para a hepatite C. O Ministério da Saúde promete concluir o processo até o final do ano.