4579 – Medicina – Salvando Milhões de Vidas


Uma vacina contra a malária está em fase final de testes. Quando sua eficácia for comprovada,sem efeitos colaterais para o ser humano, algo em torno de 250 milhões por ano deixarão de ser infectadas e na pior das hipóteses serão evitadas 1 milhão de mortes. Cientistas brasileros que trabalham na Universidade de New York comprovaram em 1967 que era possível adquirir imunidade da malária retirando do eporozoíto, o parasita causador da doença, sua casca. De tal constatação iniciou-se o desenvolvimento da vacina. Ainda faltava descobrir de que proteína era feito o agente da infecção, transportado por mosquitos. Na década de 1980, foi descoberta a proteína circunsporozoíto, que imunizada impede a infecção do hospedeiro.
Doença de Chagas
O trypanosoma cruzi é o causador da doença. Na década de 60, um médico brasileiro desenvolveu um método de cultivo in vitro dos parasitas e que facilitou o estudo do combate. Antes disso, havia imensas dificuldades de conseguir a quantidade suficiente de microorganismos para a análise bioquímica e genética.
A Síndrome de Brandálise
Um quadro de anemia grave que tornava um menino dependente de transfusões de sangue chamou a atenção de uma médica brasileira. Ela percebeu a presença de pequenas pérolas de cor azuladanos glóbulos brancos, o que provocava a descoloração da pele, o que levou à descoberta da doença. O Centro Infantil Boldrini é o maior polo de tratamento de câncer infantil da América do Sul e referência na área.
Leishmaniose
Uma doença transmitida pela picada do mosquito birigui, ou mosquito palha. O Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG chegou a vacina contra a doença em 1984 a partir do trabalho de um médico paraense. Em 1999 o Ministério da Saúde autorizou a produção da vacina, hoje também utilizada em países como Irã e Iraque