4567 – Museu do Som – As Rádio-Vitrolas


Por Carlos Rossi Exclusivo para o ☻ Mega

Equipamento de 1951

Eram um misto de rádio AM (na ocasião ainda não existiam emissoras de FM, e as primeiras eram como as TVs por assinatura de hoje) e um modelo de toca-discos de vinil, com cápsulas de cerâmica, moderno para a década de 1950 e 1960, mas já obsoleto na década de 1970. Foram desbancadas pelos aparelhos 3X1 transistorizados.
O amplificador das rádio-vitrolas era valvulado e o gabinete de madeira, onde ficavam também os alto-falantes formava uma peça em monobloco.
A qualidade do som dos amplificadores á válvula era imbatível, mas havia defeitos.
Peso, tamanho do circuito e consumo de energia eram problemas. Com as viagens espaciais, a NASA desenvolveria sistemas de miniaturização de circuitos eletrônicos e que iria resultar em avanços também na área de audiotecnologia.
Os radinhos de pilha “solid state”, ou transistorizados foram a sensação do início da década de 1970.

Rádio Nissei transistorizado, já com FM, da segunda metade da década de 70, excelente qualidade de som e baixo consumo

Na segunda metade da década de 70, surgiu um novo conceito de alta fidelidade com os conjuntos de som modulado e já nessa época, rádio-vitrolas já não eram mais fabricadas. Mas o som dos amplificadores valvulados ficou na saudade, com seus graves cheios e incomparáveis, mesmo aos mais modernos subwoofers que temos hoje.

Rádio vitrola valvulada da década de 1960

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