4433 – Mega Memória Infantil – Batfino & Karatê



Desenho animado de um super-herói, de 1967, mas que foi apresentado pela TV brasileira durante a década de 1970. Uma paródia do Batman, Batfino era um morcego super-herói com indestrutíveis asas de aço e um Radar Supersônico e que entrava em ação toda vez que era chamadopelo chefe de polícia. Seu parceiro era o atrapalhado Karatê, um oriental craque nas artes marciais, uma paródia de Kato, opersonagem interpretado pelo titã Bruce Lee, na série “O Besouro Verde”. Seu veículo era o Batilac. Semelhante a sérei do Batman, os episódios eram congelados nos momentos críticos e o narrador perguntava se o personagem iria sobreviver. É claro que ele também se safava com o uso de seus superpoderes…
Jargão:
“Suas balas não podem me atingir, minhas asas são como uma couraça de aço!!”

4432 – Ufologia – Se os seres extraterrestres são tão avançados, por que não nos fazem uma visita oficial?


Cético em relação à existência de seres inteligentes em outros planetas da Via Láctea, o astrônomo americano Michael Hart argumenta que os extraterrestres já teriam tido milhões de anos para adquirir a capacidade de fazer longas viagens espaciais e colonizar a Galáxia, tal como a espécie humana dominou a Terra. No livro Extraterrestrial: Where are they? (Extraterrestres: onde estão eles?), Hart expõe – e refuta – as diversas teorias aventadas pelos cientistas para explicar por que os alienígenas não nos deram o ar da graça.
As enormes distâncias interestelares
A velocidade máxima que as naves espaciais terrestres conseguiram até agora é de alguns milhares de quilômetros por hora. Mesmo que os ETs navegassem pelo espaço a 1 bilhão de quilômetros por hora (um décimo da velocidade da luz), eles levariam 88 anos para percorrer o trajeto que separa a Terra de Sirius, uma das estrelas mais próximas.
Viajantes no freezer
Os alienígenas podem ser “congelados” no início da viagem, com o auxílio de drogas, e reanimados pouco antes da chegada. É verdade que não se descobriu ainda como fazer isso em animais de sangue quente, mas é perfeitamente plausível que uma civilização mais avançada venha a dominar essa técnica. Além do mais, por que teriam os ETs de possuir sangue quente, como os humanos?
Longevidade
A duração da vida dos seres de outros planetas pode ser muito maior do que a nossa. O que é uma viagem de 200 ou 300 anos para quem é capaz de viver três milênios?

ETs de proveta
As espaçonaves alienígenas podem ser tripuladas por robôs e, eventualmente, carregar na geladeira um lote de zigotos a serem descongelados por ocasião da chegada. Esses ETs de proveta formariam a população dos mundos a serem colonizados.
Combustível
É impossível obter a imensa quantidade de energia necessária para uma viagem interestelar.

Solução: Energia nuclear
Com a energia obtida através da fusão nuclear, o combustível deixa de ser um obstáculo insuperável, inclusive porque se trata de distâncias a serem percorridas num ambiente de quase vácuo, praticamente sem atrito.
Hipótese contemplativa
Por que os alienígenas teriam de se comportar exatamente como nós, terráqueos? Talvez uma civilização mais avançada tenha mais interesse em levar uma vida contemplativa, voltada para temas espirituais ou filosóficos, do que em se aventurar pelo espaço afora.
Soluções: Mudança de valores
A hipótese contemplativa pode explicar perfeitamente por que, no ano 600 000 antes de Cristo, os habitantes de Vega-3 optaram por não visitar a Terra. Mas as civilizações e as culturas costumam se modificar ao longo dos séculos. No ano 599 000 antes de Cristo, os habitantes do mesmo planeta poderiam estar menos interessados em assuntos espirituais do que seus antecessores do milênio anterior, preferindo se dedicar às viagens espaciais. O mesmo raciocínio vale para o ano 598 000 antes de Cristo, e assim por diante.
Auto-destruição
O domínio da energia nuclear leva as civilizações a se destruírem em guerras de extermínio antes que sejam capazes de empreender longas viagens espaciais.
Solução: Diversidade cultural
O mesmo argumento usado para derrubar a hipótese contemplativa se aplica no caso da auto-destruição. A civilização inteligente pode ter desaparecido de Vega-3 em consequência de uma guerra nuclear, mas por que a civilização tecnicamente avançada de Sirius-2 teriam, necessariamente, o mesmo fim?

4431 – As máquinas de xerox emitem alguma radiação perigosa para a saúde?


Não existe pesquisa que indique que a máquina seja prejudicial, se bem utilizada. A radiação das fotocopiadoras é basicamente luminosa, emitida por lâmpadas de halogênio ou quartzo. “Se o operador acionar a máquina com a tampa aberta e ficar olhando para a luz por um tempo prolongado, os olhos podem ser prejudicados”, explica um oftalmologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Como a luminosidade é forte, o estímulo na retina será grande. Se isso acontecer uma única vez, o efeito é passageiro. Mas se for repetido com freqüência os distúrbios podem ser duradouros.

4430 – Geologia – Novo suspeito da extinção em massa


Além de terem dado cabo dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, os cometas e asteróides podem ter sido os responsáveis por uma catástrofe bem maior: a extinção em massa que marcou a passagem do Período Permiano para o Triássico, há 250 milhões de anos. Quem faz a acusação é o geólogo Gregor Retallack, da Universidade do Oregon. Ele analisou grãos de quartzo vindos da Antártida e de uma região próxima a Sidney, Austrália. E encontrou microscópicas estrias vitrificadas percorrendo áreas mais fracas do cristal. “A única força capaz de produzir essas estrias paralelas é um tremendo choque”, explicou Retallack. “Nem vulcões nem movimentos tectônicos liberam tanta energia.” A pesquisa levantou polêmica na comunidade científica. Os críticos afirmam que as amostras de Retallack estão marcadas por fraturas mais recentes, que podem confundir na identificação de aspectos com centenas de milhões de anos. O pesquisador diz que qualquer nova descoberta encontra resistência dos céticos. Admite que faltam ainda demorados e tediosos estudos de confirmação, já iniciados. “Mas a descoberta é suficiente para motivar a procura de outras evidências como a nossa.”

4429 – São Paulo – Cidade de Paulínia – Petróleo, Cinema e Música


Paulínia

É um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertencente à mesorregião e microrregião de Campinas, localiza-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 119 quilômetros. Ocupa uma área de 139 km² e sua população em 2010 pelo IBGE em 82.150 habitantes. Está localizado no eixo Rio-São Paulo, servindo de elo entre a Grande São Paulo e cidades da região, como Cosmópolis, Artur Nogueira e Conchal.
O município de Paulínia foi emancipado do município de Campinas no ano de 1964. O nome é uma homenagem a José Paulino Nogueira, um fazendeiro conhecido na região de Campinas, que emprestou seu nome à estação ferroviária ao redor da qual se desenvolveu o município.
Graças à Replan e a esse polo petroquímico, que estão sediados na região norte da cidade, Paulínia tem a sétima maior renda per capita do Brasil.Também graças ao polo, tem altos níveis de poluição por ozônio, principalmente no distrito de Betel e na região da Replan, onde se encontram empresas como: Rhodia, Purina, Shell e Petrobras. A cidade se destaca pelo intenso crescimento populacional, sendo o maior da Região Metropolitana de Campinas.O setor de serviços historicamente não tem grande importância para o município, mas recentemente vem se desenvolvendo por causa de projetos como o Paulínia Magia do Cinema.
José Paulino nasceu no dia 13 de fevereiro de 1853 em Campinas. No fim do Império, sendo membro do Partido Republicano, elegeu-se vereador na sua cidade natal, ao lado de Júlio de Mesquita e Salvador Penteado. Em março de 1889 ocorreu um surto de febre amarela em Campinas. José Paulino foi uma das poucas autoridades que não abandonaram a cidade. Combateu a doença e passou a ser querido pelos campineiros.
A história de Paulínia como aglomerado urbano tem início com a doação de sesmarias pelo governo português. Na região dos rios Atibaia e Jaguari há relatos da doação de duas grandes sesmarias que se localizavam onde atualmente se encontra a cidade, uma em 1796 e outra, chamada sesmaria Morro Azul, em 1807. Dessa última se originou as fazendas São Bento, adquirida pelo Comendador Francisco de Paula Camargo, e a do Funil. Ambas têm uma grande ligação com o surgimento da cidade de Paulínia.

Parque em Paulínia

A maior parte da vegetação original, a Mata Atlântica, foi devastada, mas a prefeitura criou as áreas de preservação ambiental em recuperação, para recuperar áreas degradadas. As principais áreas onde a vegetação está intacta ou pouco alterada se localizam nas áreas dos bairros Cascata, Recanto dos Pássaros, Parque Brasil 500, Betel, Planalto e Monte Alegre. Outras áreas preservadas se encontram em áreas rurais ou desabitadas, como o Jardim Harmonia, regiões isoladas de Betel, zonas limítrofes e áreas do norte de Paulínia.
Paulínia é a maior potência petroquímica da América Latina, sendo sede da REPLAN, a maior refinaria da Petrobras e do Brasil, além de possuir inúmeros outros estabelecimentos e indústrias do ramo, representando empresas como Transo, Shell, Exxon, Fic, Rhodia, entre outras, que atraídas pela boa infra-estrutura e por vantagens da prefeitura, como a isenção ou diminuição de impostos municipais, se instalaram na cidade. O PIB per capita é bastante elevado, assim como seu Produto interno bruto, que é de R$ 6.734.450 mil, representando assim a 63ª cidade com PIB mais elevado do Brasil. Além do petróleo, Paulínia possui indústrias alimentares e mecânicas. Com o projeto Paulínia Magia do Cinema é previsto um aumento de empresas ligadas ao turismo e ao cinema.
O Pólo Cinematográfico de Paulínia foi idealizado pela Secretaria da Cultura e custou muito investimento em estrutura, o maior da produção audiovisual brasileira. São quatro estúdios, escritórios temporários, motor-home (casa motorizada), trailer (camarim móvel), e uma escola de formação técnica, a ESCOLA MAGIA DO CINEMA.
Escola Magia do Cinema

Foto exclusiva para o ☻Mega

Foto exclusiva para o ☻Mega

A poluição do ar na cidade pelo ozônio é intensa, devido principalmente à grande quantidade de indústrias poluidoras, como a REPLAN, mas ao contrário do que é comumente dito, o município apresenta níveis normais de outros poluentes, como a concentração média horária de dióxido de nitrogênio (NO2), que foi de 87,8 ppb (partículas por bilhão) em 2002, sendo que o aceitável é de 170 ppb.
A cidade também sofre com a poluição hídrica que atinge alguns córregos da cidade. Os rios da cidade, principalmente o rio Atibaia, também são atingidos por contaminação com produtos químicos altamente nocivos à saúde, como em 1995, quando tornou-se pública a contaminação do rio Atibaia e do lençol freático próximo à área pela Shell, que devido às enchentes e ao fato de muitos moradores utilizarem poços, contaminou a população do bairro Recanto dos Pássaros, que foi obrigada a deixar o local.
Várias áreas ambientais de Paulínia são pontos turísticos importantes, como o mini-pantanal e o Jardim botânico, que é um dos mais respeitados do estado e do país.

Parque e a "Ponte do Rio que Cai" - Paulínia - Exclusiva para o ☻Mega

4428 – Ciência do Século 20 – A Teoria do Big Bang


☻ Exclusivo

Segundo tal teoria, o Universo se expandirá para sempre numa viagem sem fim e numa velocidade cada vez maior. Foi ha 13 bilhões de anos. Há 12 bilhões de anos, foi o início da formação das galáxias e surgiu o Sistema Solar. Há 8 bilhões de anos se formou a Via Láctea e as galáxias começaram a se afastar umas das outras. Atualmente ainda estão se afastando, o Universo ainda está na adolescência. Daqui a 100 bilhões de anos, a maioria das estrelas está se apagando e agumas viram buracos negros. Outras como inertes corpos gelados. A expansão prossegue ainda. As últimas estrelas morrem e os buracos negros também. Após trilhões de anos, restará apenas uma finíssima poeira de partículas, menores que um átomo.

4427 – Exobiologia – A Vida veio do Espaço?


As pistas dos aliens podem estar aqui mesmo.
Na busca de seres vivos em outros planetas, o ponto de referência é a evolução na própria Terra, dos primeiros microorganismos, há 3,5 bilhões de anos, quando o cenário era dominado por erupções vulcânicas e descargas elétricas, até os primeiros hominídeos, a cerca de 2 milhões de anos atrás.
Habitantes das geleiras e vulcões podem ajudar na busca dos micro-ETs.
O estudo dos planetas do Sistema Solar mostrou que eles são, na maioria, inóspitos. Pesquisadores passaram, então, a estudar, na Terra, ecossistemas parecidos com os ambientes extraterrestres, para saber se eles possibilitariam a existência de vida. Um número surpreendentemente grande de bactérias foi descoberto em lugares que se acreditava estéreis, como crateras de vulcões e as geleiras da Antártida.
Uma dessas bactérias, o Methanocococcus jannaschii, que vive em temperaturas de cerca de 185 graus, foi encontrada em vulcões submersos, no fundo do mar. Ao contrário da maioria, o Methanococcus vive exclusivamente de gás carbônico, hidrogênio e nitrogênio. O oxigênio o mata. Microorganismos também já foram encontrados no subsolo siberiano e em depósitos de sal. Outras bactérias são capazes de suportar doses de radiação em torno de 2 milhões de rad (450 rad são suficientes para matar um homem).
Teóricos da panspermia acreditam que os terráqueos são originários do espaço.
Os primeiros micróbios surgiram aqui mesmo ou foram importados do espaço? A experiência de Miller convenceu os cientistas de que as condições da Terra são favoráveis à formação de compostos orgânicos. Entretanto, estudos feitos em crateras da Lua mostram que, bilhões de anos atrás, a Terra era alvo constante de meteoritos. A análise de alguns desses meteoritos revelou a presença de aminoácidos. Os cientistas passaram a especular, então, que os ingredientes da vida podem não ter se formado aqui, mas ter chegado à Terra a bordo de meteoritos.
A mais radical dessas especulações é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos meteoritos. Em 1908, o quíomico sueco Svante Arrhenius propôs que os próprios seres vivos teriam vindo do espaço, a bordo de metoritos ou de cometas. Sua teoria, que proponha que esporos de bactérias teriam chegado à Terra semeando o planeta de vida, ficou conhecida como panspermia.
A teoria foi ampliada mais tarde pelo astrônomo britânico Fred Hoyle e por seu colega Chandra Wickramasingue. Ambos lançaram uma tese que mistura a panspermia com a teoria da evolução, de Charles Darwin (1809-1882). Para eles, não foram apenas os micróbios que chegaram do espaço, mas também o programa genético necessário à evolução.
De acordo com a teoria da evolução, os organismos mais aptos são selecionados ao longo do tempo. Com a descoberta da molécula de DNA, ficou claro: o combustÌvel para a seleção natural são as mutações que acontecem no interior dos genes. Hoyle e Wickramasingue acreditam que genes alienígenas, oriundos dos espaço, tiveram um papel importante na seleção natural.

Aminoácidos em tubos

Por enquanto, essas teorias são coisa de cientistas que gostam de sonhar acordados. Na prática, o que se procura é saber se haveria, em algum ponto da Via Láctea, condições parecidas com as de nosso planeta há 3,8 bilhões de anos, data dos mais antigos registros fósseis. Já sabemos que todas as substâncias que existem na Terra são herança das grandes explosões que geraram o Universo. Também sabemos que o carbono e o nitrogênio existem em relativa abundância nas galáxias.
O que ignoramos é como, de fato, aconteceu o milagre do surgimento das espécies a partir dessa receita. Um americano, Stanley Miller, chegou a simular as condições da Terra primitiva dentro de seu laboratório na Universidade de Chicago em 1953. Ele montou um “oceano primitivo”, semelhante ao que, segundo se supõe, surgiu na Terra quando a nuvem de vapor existente ao redor do planeta se condensou. Bombardeou esse “caldo” com descargas elétricas que imitavam os relâmpagos. Depois de alguns dias, constatou-se a presença de aminoácidos na água usada no experimento. Era a prova de que um dos ingredientes básicos para os seres vivos poderia se formar sem a participação direta de um deles. Mas Miller parou aí. Fora isso, ele não conseguiu mais nada. Sequer uma bactéria, um microbiozinho chinfrim que fosse. A fabricação de seres vivos em laboratório continua, até hoje, como um dos grandes desafios da ciência moderna.
O carbono e o hidrogênio, elementos essenciais para o aparecimento de qualquer forma biológica, existem em relativa abundância nas diversas galáxias. Mas isso ainda não resolve o mistério. O que os cientistas estão procurando, em outros planetas, são os compostos orgânicos que serviram de base para a formação das espécies que conhecemos. Esses compostos são os aminoácidos e os nucleotídeos, os ingredientes básicos das moléculas de DNA e RNA. Os radiotelescópios vasculham a Via Láctea em busca de algum lugar parecido com a Terra em sua origem, há 4,5 bilhões de anos.

4426 – Ufologia – E então, cadê os ETs?


A mitologia de Roswell
O Caso Roswell é, de longe, o incidente mais famoso entre ufólogos do mundo inteiro. No dia 2 de julho de 1947, um balão, com radar que estava sendo testado para espionar os russos, caiu num rancho próximo à cidade de Roswell, no Novo México. Um assessor do Exército americano, sem saber que os testes do balão estavam sendo feitos naquela região, teve a infeliz idéia de dizer à imprensa que os destroços faziam parte de uma nave alienígena. Estava formada a confusão. O assessor foi desmentido pela cúpula militar, que veiculou uma nova informação: o suposto disco voador era, na verdade, um balão meteorológico. O governo americano demorou quase meio século para admitir que os destroços faziam parte de um projeto secreto de espionagem chamado Magul. Pouco adiantou. O caso continua a alimentar uma bizarra mitologia, na qual se misturam rumores, especulações, fantasia, paranóia e fraudes. O balão-espião acabou por transformar-se em uma nave extra-terrestre avariada. Seus tripulantes, alienígenas anõezinhos com cabeças enormes, teriam supostamente morrido.
Cientistas Ridicularizados
Em 1991, estranhas marcas em plantações de trigo no sul da Inglaterra deram origem a uma enxurrada de especulações. Ufólogos gastaram calhamaços de papel em busca de decifrar os desenhos, que só podiam, segundo a crença geral, ser mensagens deixadas pelos ETs. Tudo bobagem. No final daquele ano, dois velhinhos foram à televisão mostrar que eram eles que faziam as marcas. Era uma técnica simples: círculos milimétricos feitos com duas tábuas amarradas a uma corda. Eles só queriam se divertir.
Nas asas dos extraterrestres, um escritor suíço produziu um dos maiores best-sellers de todos os tempos.
Comparado ao hoteleiro suíço Erich von Däniken, Paulo Coelho é aprendiz de feiticeiro. Só mesmo a magia – ou um colossal senso de oportunidade – pode explicar o momento especialmente propício escolhido por Von Däniken para publicar, em 1968, seu livro Eram os Deuses Astronautas?. Naquele ano, a Nasa estava preparando a missão da Apolo 8 que iria circundar a Lua. Em dezembro, milhões de pessoas viram na televisão uma esfera azul: era a Terra contemplada a partir do espaço. Os olhos do mundo ainda estavam voltados para o céu quando o imaginoso escritor anunciou que os alienígenas vinham visitando a Terra havia milhões de anos. Mais: apresentou “provas”. Segundo ele, as Pirâmides do Egito, as marcas de Nazca nos Andes peruanos, os moais da Ilha de Páscoa e várias outras maravilhas do planeta eram, na realidade, obras dos visitantes espaciais – dos quais, aliás, seríamos descendentes, pois Von Däniken descobriu que a espécie humana surgiu do cruzamento, na pré-história, entre os ETs do sexo masculino e as fêmeas de um certo tipo de primatas. Personagens bíblicas, como Noé e Moisés, também seriam astronautas, é claro.
Por incrível que pareça, muita gente levou a sério as “revelações” de Von Däniken. Muita gente, mesmo! O escritor ficou bilionário. Em 1975, já havia escrito mais dois livros e vendido 31 milhões de exemplares no mundo inteiro. Com o tempo, os deuses-astronautas foram saindo de moda. Uma a uma, as hipóteses de Däniken foram refutadas pela cruel e chata realidade. Uma coluna de ferro em Nova Déli, supostamente à prova de corrosão, que ele afirmava ser um presente dos extraterrestres, acabou enferrujando. Arqueólogos mostraram que as Pirâmides poderiam ser construídas em vinte anos com 4 000 homens trabalhando com a tecnologia da época dos faraós. Testes semelhantes dirimiram as dúvidas sobre as estátuas de Páscoa e as marcas de Nazca. Os desenhos sobre pedra em Palenque, no México, supostamente representando um astronauta dentro de uma nave espacial, voltaram a ser o que sempre foram: um sacerdote maia, com um gorro de lã na cabeça.
10 perguntas para se fazer aos ETs
Se você ou alguém que você conhece estiver mantendo contato com ETs, lembre-se, no próximo encontro, de fazer ou sugerir as seguintes perguntas:
1 – Qual é a cura do câncer?

2 – Como desapareceram os dinossauros?

3 – É possível viajar no tempo?

4 – Qual é a idade do Universo?

5 – Posso tirar uma foto da sua nave para o Mega?

6 – O Cosmo se expandirá para sempre ou irá encolher?

7 – Qual foi a origem da vida na Terra?

8 – Como é possível ultrapassar a velocidade da luz?

9 – Qual é a fórmula do combustível da sua nave?

10 – Você poderia me dar algum objeto como lembrança?
A “autópsia” dos extra-terrestres
Em agosto 1995, a televisão brasileira divulgou imagens da “autópsia” de dois supostos cadáveres de alienígenas que teriam sido mortos em 1947 no Novo México, EUA, perto da cidade de Roswell. A cena foi apresentada como sendo um trecho de um “filme secreto” do Exército dos EUA. A farsa logo se desmoronou. Para começar, os números mostrados não coincidiam com o código de segurança usado pelos militares. Isto é, eram falsos. Outro detalhe: o modo pelo qual os “legistas” manejavam o bisturi – pareciam mais barbeiros do que médicos operando pacientes.Acredite se quiser
12% dos americanos acreditam já ter visto discos voadores.

49% acreditam que o governo americano esconde provas da existência de aliens.

48% dos americanos acreditam que os relatos de pessoas que viram Ovnis são verdadeiros
Não tenho dúvidas de que há uma forte possibilidade de existir vida – e seres inteligentes – em outras partes do Universo além da Terra. Infelizmente, até agora ufólogos e investigadores sérios têm falhado em demonstrar qualquer tipo de evidência material consistente que indique a visita de alienígenas na Terra. Até que isto ocorra, os chamados ufólogos continuarão sendo vítimas das fraudes e do folclore popular.

4425 – Século 20 – O Século da Ciência


Exclusivo para o ☻ Mega

1932 a 1939 – A estrutura atômica de Ernest Rutherford se completou com a descoberta dos nêutrons, partículas do núcleo que possuem massa equivalente à do próton e carga nula. O antielétron com carga positiva ( o pósitron) foi descoberto por Carl Anderson e a radiação cósmica foi captada pelo técnico americano Karl Jansky. A energia nuclear daria seu 1° passo com a técnica criada pelo físico italiano Enrico Fermi, ao bombardear o urânio com nêutrons. O físico japonês Hideki Yukama descobriu a força nuclear forte que gruda os prótons e os nêutrons uns aos outros dentro do núcleo atômico. Hans Bethe, físico alemão naturalizado americano, explicou como a fusão do hidrogênio no núcleo do Sol libera enormes quantidades de energia. É o princípio da bomba. A física alemã Lise Meiter e Otto Frisch, seu sobrinho, anunciaram nos EUA, a fissão, ou a divisão de um átomo de urânio.

4424 – Planeta Água? Nem Tanto…


Quem se assustou com a falta de água para 335 milhões de pessoas, em 1990, saiba que em 2025 esse número subirá para 3 bilhões. A previsão é da API (Ação Populacional Internacional), organismo ligado às Nações Unidas. A África e o Oriente Médio serão particularmente atingidos pela escassez. Além do esgotamento de água, a situação é agravada pelo aumento constante da população e pelo alto custo da exploração de novas fontes (imagina-se tirar água de icebergs ou do mar, por meio da dessalinização). Nos anos 80, considerados a Década da Água Potável, 750 milhões de pessoas foram beneficiadas por programas de tratamento de água. Mas nos mesmos dez anos a população do mundo cresceu mais 750 milhões.

4423 – Livro – SOS Mamíferos do Brasil


O volume editado pela Fundação Biodiversitas, de Minas Gerais, representa um passo importante no movimento pela preservação dos animais em extinção no Brasil. É a primeira obra de referência sobre as 51 espécies de mamíferos brasileiros em perigo. Cada uma delas ganhou um capítulo específico com fotos, descrição de seu habitat, distribuição pelo território, população, principais fatores de ameaça e estratégias a serem utilizadas para sua proteção. Entre os bichos nacionais ameaçados estão, entre outros, os conhecidos mico-leão dourado, sagüi, tamanduá-bandeira, onça-pintada e os menos famosos bigodeiro, um tipo de macaco encontrado no Acre, e o rato do Planalto Central, Juscelinomys candango, assim denominado em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. Outro animal que está desaparecendo é a onça-parda, o maior felino do gênero existente na América, antes encontrado em várias partes do Brasil, da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Os livros vermelhos que alertam para a morte de espécies já viraram rotina em vários países do mundo. No Brasil, finalmente, publica-se o primeiro, com apoio do World Wild Fund (Fundo Mundial para a Natureza) e da Conservation International (Conservação Internacional).

4422 – Dá pra prever o futuro?


Ainda que possamos conhecer as leis mais importantes que governam o Universo, talvez não sejamos capazes de utilizá-las para prever o futuro remoto. Isso porque a solução das equações da Física pode sempre conter uma propriedade chamada caos – e isso significa que as equações podem não ser estáveis. Bastará uma leve alteração, durante brevíssimo período, no modo como um sistema existe para que seu comportamento seguinte se torne completamente diferente. Por exemplo, se o crupiê mudar ligeiramente a maneira de girar a roleta, será outro o número vencedor. E impossível predizer esse número e, se não fosse assim, os físicos fariam fortuna nos cassinos.

4421 – Cuidado com as frutas venenosas


Natural das regiões quentes da Europa e da Ásia, a briônia lembra uma de suas parentas comuns no Brasil, a melancia. Ambas pertencem à família das cucurbitáceas e têm forma parecida, espalhando-se como trepadeira pelas árvores ou pelo chão. Embora pareça comestível — até mais apetitosa que a melancia —, a briônia é uma das muitas frutas silvestres perigosas. Entre as folhas largas e as pequenas flores alvas, seus frutos vermelhos e brilhantes, não maiores que 5 centímetros, têm forte gosto amargo, causado por substâncias que os químicos classificam como resinas e saponinas. Além disso, contêm toxinas que, se não são mortais na maior parte dos casos, atacam a flora intestinal com violência. A diarréia resultante pode se tornar letal pela forte desidratação que acarreta.
A briônia está entre as mais agressivas — além de diarréia, ela causa vômito, dilatação das pupilas, palpitações, sufocação, dor de cabeça e fraqueza. Ao lado dela, porém, pode-se listar mais de 100 espécies, que se encontram facilmente, num passeio pelo campo. O azevinho é um exemplo conhecido, pois é comum vê-lo na porta das casas, no final do ano, pois é um dos mais tradicionais enfeites natalinos. E de tão procurado, hoje se encontra em risco de extinção. Também o medronho, um arbusto europeu, ganhou fama como ornamento: ao lado do urso, é o símbolo da capital espanhola, Madri.
Outra planta que ataca o coração — e desta vez de modo fulminante — é o teixo. Tanto que pode ser usado para fazer flechas envenenadas. Raro no Brasil, ele era usado com esse fim, desde épocas remotas, pelos guerreiros da etnia basca, estabelecida em grande parte na Espanha. Muito antes disso, o teixo entrara para a mitologia como a própria arma das Fúrias — ou Erínias, as deusas da vingança entre os gregos. Naturalmente, a melhor política é manter-se afastado de qualquer acepipe silvestre, por mais que pareça tentador. Como sempre nesses casos, só quem conhece, sabe se há ou não risco. Havendo intoxicação, a única providência segura é procurar um médico, embora existam medidas de emergência que podem ser úteis em algumas circunstâncias. O envenenamento pela dulcamara, por exemplo, requer lavagem estomacal urgente, acompanhada de reidratação. Mais ou menos o mesmo vale para a briônia: os primeiros socorros consistem em provocar o vômito e fazer lavagem estomacal.

Teixo

Uso Terapêutico
Desde a antiguidade, o teixo é conhecido por suas propriedades tóxicas. A árvore, originária das regiões de clima temperado, como a Europa, possui substâncias venenosas em todas as suas partes verdes, o que a torna perigosa tanto para os seres humanos quanto para os animais.
Entretanto, mesmo que essa característica seja a mais difundida, a planta também ajuda no combate a algumas enfermidades. Estudos realizados em vários países demonstram que o paclitaxel, medicamento sintetizado do taxol, tem obtido bons resultados em pacientes com doenças coronarianas.
O paclitaxel é uma substância extraída da casca do teixo do Pacífico (taxus brevifolia). Como os poucos exemplares da espécie existentes não podem cobrir a demanda mundial, a substância passou a ser retirada também do teixo europeu (taxus baccata)
Atualmente, porém, a árvore está na lista das espécies ameaçadas na Alemanha e outros países europeus, principalmente por causa do aproveitamento de sua madeira durante a Idade Média.
Doenças contras as quais o remédio ajuda:
A aterosclerose – espessamento e endurecimento das artérias provocado, entre outros fatores, pelo depósito de gordura – é uma das enfermidades em que o uso do paclitaxel pode ser positivo.
Quando a obstrução atinge níveis muito severos, a pessoa passa a sentir fortes dores no peito e nas costas, acompanhadas pela dificuldade de respirar, um mal conhecido pelo nome de angina pectoris.
De acordo com os pesquisadores de Tübingen, o remédio diminui a ocorrência da reestenose e, como consequência, das fortes dores no peito provocadas pela obstrução. Conforme Herdeg, a associação do paclitaxel com o stent reduz até mesmo a necessidade da cirurgia do bypass (neste caso, a da ponte de safena ou cirurgia de revascularização do músculo cardíaco).

4420 – Livro – Auto-Ajuda Funciona?


No filme Para o resto de nossas vidas, a atriz inglesa Emma Thompson assume a pele da solteirona Maggie. Ela é uma mulher frágil e atormentada que trabalha como editora de livros de auto-ajuda -os manuais que “ensinam” a ser feliz, curar doenças e resolver toda sorte de dramas existenciais. Maggie tenta seguir os conselhos da literatura que divulga, mas ainda assim sua vida é um suplício. Um dos dramas da personagem é o suicídio do noivo. Ele se atira do segundo andar de um prédio e morre, mas não em decorrência da queda. É atropelado por um carro que passava pela rua.
O perfil patético de Maggie é uma alfinetada na grande contradição dos manuais do bem-viver: a distância entre a mágica que eles prometem e a realidade concreta da vida das pessoas. Seus autores, que nem de longe são santos, obviamente não fazem os milagres que apregoam. A auto-ajuda tem este vício de origem, mas os leitores convivem bem com tal contingência e transformaram os manuais no grande fenômeno editorial dos últimos anos. Já foram lançados no mercado nacional cerca de 500 títulos deste gênero, que respondem por 20% de todos os livros que se vendem no país. É bastante comum ouvir que o sucesso da auto-ajuda é fruto do tino comercial de gurus espertalhões e do açodamento de leitores incautos.
É certo que os manuais não fazem milagres, mas costumam distribuir outros afagos, na forma, por exemplo, de uma mensagem reconfortante ou um conselho prático. “Alguns bons livros de auto-ajuda rompem um círculo vicioso ao mostrar outras formas de resolver um problema”, afirma a psicanalista paulista Elisabeth Chulman Wajnryt, especialista em distúrbios de alimentação. “Os conselhos podem ser valiosos mesmo que se limitem à aplicação do bom-senso. Há muita gente que precisa só de sensatez para melhorar seu estado de espírito”, diz. Certos títulos são úteis porque oferecem dicas práticas para resolver problemas do cotidiano.
Você tem dificuldade de falar em público? O livro Como falar corretamentee sem inibições, de Reinaldo Polito, já esgotou 36 edições, dando dicas sobre empostação de voz e ensinando técnicas para driblar a timidez e o nervosismo. Outros manuais despertam interesse porque servem de referência para o comportamento. É o caso do guia de boas maneiras Na sala com Danuza, da colunista Danuza Leão, ou do manual Arte e manhas da sedução, um livro bem-humorado que orienta as leitoras a agarrar o seu homem sem cometer gafes.
Os maiores sucessos editoriais, contudo, são os manuais que propõem milagres. Basta visitar a relação dos best sellers para observar que, quanto mais genérica e ambiciosa for a promessa do livro, mais leitores se deixam seduzir. O maior expoente da auto-ajuda no país, o médico e terapeuta paulista Roberto Shinyashiki, está publicando seu quinto livro e acumula a impressionante tiragem de 1,7 milhão de exemplares. Seu prato de resistência são os males do amor e a dificuldade de manter saudável um relacionamento amoroso. Os livros falam de um problema universal e propõem soluções calcadas no senso comum.

4419 – Futebol – Qual a chance de um goleiro pegar um pênalti?


É praticamente certo que ele não vai pegar. Se esperar o chute para depois pular,só agarra se as bolas forem lentas ou mal direcionadas. Pênalti cobrado com força e no canto o goleiro não terá tempo de alcançar a bola. A única alternativa seria se antecipar tentando adivinhar a direção do chute. Mas o goleiro que se adianta demais entrega o jogo e dá ao batedor a chance de escolher onde chutar. Aí é goleiro de um lado e bola de outro…
Chutes fortes a bola ultrapassa 70 km/hora e leva 0,57 segundos para chegar no gol.

Mas, alguns goleiros desafiam a teoria e a Matemática

4418 – Biologia – Motor dentro das células


Decifrado por cientistas americanos e chineses o mecanismo de um motor dentro de todas as células, inclusive as humanas. Por meio dele, uma proteína chamada ATP sintase gira como uma hélice. Já se sabia que tais rodopios ajudam a fabricar moléculas de ATP, que são as principais armazenadoras de energia do organismo. Na prática, a correria dos prótons funciona como um riacho que passa por uma roda d’água e a faz girar. Só que, em vez de madeira, as pás seriam moléculas químicas.

4417 – Século 20 – O Século da Ciência


Por Carlos Rossi – Exclusivo para o ☻ Mega Arquivo

1929 a 1931 – Reações atômicas que transformam o hidrogênio em hélio são os responsáveis pela energia do Sol. Tal descoberta, do físico americano George Gamow, deu início as pesquisas sobre fusão nuclear. O planeta Plutão, hoje rebaixado a categoria de asteróide, foi descoberto em 1930 por Clyde William Tombaugh. Paul Dirac propôs a existência da antimatéria. O neutrino, paetícula subatômica sem carga e com pouquíssima massa foi descoberto por Wolfang Pauli. O matemático tcheco Kurt Goedel apresentou o teorema da Incompletude, mostrando que nem todas as afirmações da Matemática podem ser provadas. Para estudar os grãozinhos mais ínfimos da matéria, os cientistas inventaram na década de 1930, uma máquina que viria a ser o atual acelerador de partículas. São aceleradas em velocidades próximas à da luz. Nesses choques elas se quebram em cacos ainda menores e o objetivo é observar alguma partícula nunca vista antes, como por exemplo os quarks, que foram descobertos em tais aparelhos.
Nenhum astrônomo teve tanta influência na construção da idéia moderna de cosmo quanto Edwin Hubble (1889-1953). Ele descobriu em 1923 que o Universo é muito mais vasto do que se imaginava.Descobriu também que o Universo não é estático, mas está em expansão, como uma bexiga de borracha sendo soprada sem parar. Mas, qual a força que impulsiona seu movimento? Só poderia ser a tal explosão sugerida em 1927 pelo cosmologista belga Georges Lamaitre (1894-1966). Percursor da Teoria do Big Bang e graças ao Hubble, a teoria se tornaria convincente.
Albert Eintein era um dos defensores da Teoria do Universo Estático; em suas equações, a constante cosmológica freava o Universo, mas admitiu o erro em 1931.

4416 – A Estrela Eta Carinae



Está a 7500 anos-luz da Terra. Uma estrela vísivel no Hemisfério Sul, mas não no Hemisfério Norte. De tamanho muito grande (segundo a estimativa mais alta seu raio pode medir 0,9 unidades astronômicas), seu aspecto mais marcante é a variação de seu brilho em várias ordens de magnitude.
Quando foi pela primeira vez catalogada em 1677 por Edmond Halley, era uma estrela de magnitude 4, mas em 1843, após uma erupção que ejetou uma nuvem de poeira 500 vezes maior que o sistema solar, ficou mais brilhante, atingindo o brilho de Sirius, apesar de sua enorme distância. Depois disso (entre 1900 e 1940), a magnitude era apenas de 8. Em 2002, tinha magnitude 5, tendo de repentinamente ter dobrado o seu brilho entre 1998 e 1999.
Este sistema estelar está envolto numa densa nuvem de gases e poeiras, que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa do que o Sistema Solar, conhecida como a Nebulosa de Eta Carinae (ou NGC3372). A perda de luminosidade deve-se, possivelmente, a uma consequência da aproximação máxima entre as duas estrelas, o periastro, altura em que a estrela menor encobre quase metade da maior. A diminuição de brilho é equivalente a 20 vezes o do Sol, mas brilhando como 4 a 5 milhões de sóis. O período de rotação das estrelas (uma em relação à outra) é de 5,5 anos.
O que torna Eta Carinae especial é o seu brilho muito instável e de forma extremamente rápida, devido à poeira e o encobrimento da estrela maior pela menor, ao contrário das outras estrelas visíveis a partir da Terra. Em 1830, brilhava tanto como Sirius (a estrela mais brilhante). Actualmente, só é visível em locais muito escuros, sendo o seu brilho muito baixo; há 40 anos atrás até era necessário um telescópio para a poder observar.
Tal estrela sofreu um “apagão” temporário em 1992. Como vimos, trata-se de uma estrela dupla de um sistema formado por uma estrela com massa 100 vezes a do Sol e outra estrela menor, cerca de 30 vezes maior que a massa do Sol. Segundo teorias astrofísicas a estrela menor se aproxima e se afasta da maior a cada 5 anos e meio. Ao se aproximar dela, mergulha e fica obscurecida,produzindo o black out.

4415 – Física – A Compreensão da Anti-Matéria


Antimatéria é o conjunto de átomos formados por partículas elementares idênticas as da matéria, só que com carga inversa. Ao elétron, de carga negativa, corresponde o pósitron, de carga positiva. Matéria e antimatéria não podem coexistir. Ao se encontrarem viram pura energia. O que ocorreu com a antimatéria no Big Bang? Em 2002, durante um período de trabalho no acelerador de partículas da Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern) na Suíça, os físicos brasileiros participaram da fabricação de cerca de 50 mil partículas de anti-hidrogênio de baixa energia. Até então, a antimatéria criada tinha tanta energia que colidia com a partícula que a gerara e desaparecia. Cri-a-las e controla-las em laboratório é um aceno à compreensão ainda que longínqua, do nascimento do universo.

4414 – Mega Byte – Mega Números


16 Dias – Foi o tempo que levou o Google para ganhar 10 milhões de usuários. O Facebook levou 53 vezes mais.
30 anos – É a idade do 1° PC lançado pela IBM.
1 Milhão de robôs serão usados na linha de produção da empresa Foxcom no lugar de funcionários.
5 Bilhões de dólares por ano é quanto a Microsoft gasta para tentar melhorar o buscador Bing.
12,5 Bilhões de dólares é o valor pago pelo Google na compra da divisão móvel da Motorola.
Lei com os dias contados
A Lei de Moore, que diz que o número dos transístores de um chip dobra a cada 2 anos está com os dias contados. Pelo menos é o que afirmaram cientistas num recente simpósio realizado nos EUA. O problema é a falta de espaço dentro das placas de silício. Seria como se a rede elétrica de uma cidade não conseguisse levar energia para todas as casas ao mesmo tempo.