4411 – Parapsicologia – Fantasmas Existem?


Basicamente, a premissa é a seguinte: não sabemos se as assombrações existem ou não, mas, na dúvida, é melhor não brincar muito com o assunto. É o que pensam muitos americanos. Segundo uma pesquisa feita nos Estados Unidos pelo Instituto Gallup, em 2001, uma parcela razoável da população (38%) acredita na existência de fantasmas, sendo que 13% afirmam já ter dado de cara com um, na maioria das vezes, em casa. Os principais sintomas desses fenômenos são aparições, cheiros estranhos, mudanças bruscas de temperatura e um forte sentimento de que há algo inescrutável presente no lugar.
O fenômeno envolve mais especificamente aparições de espectros luminosos ou vultos, que podem ser acompanhados, por vezes, de ruídos como o arrastar de correntes, gemidos, choro”, diz Fátima Regina Machado, professora da Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC de São Paulo e coordenadora do Inter Psi (Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência). “Pessoas de diferentes épocas narram ver figuras, ou fantasmas, em lugares assim, e descrevem-nas com as mesmas características. Mas nem todo mundo vê ou sente algo em um lugar desses. Algumas pessoas parecem ter sensibilidade maior para ver ou sentir algum tipo de presença, descontada a sugestão que um lugar com fama de mal-assombrado pode exercer sobre nossas percepções.”
No Reino Unido, que abriga inúmeros castelos seculares com a fama de serem mal-assombrados, o assunto é levado mais seriamente. A Justiça britânica, inclusive, costuma acolher e apreciar casos de rescisão de contrato de locação em que o inquilino alega ter topado com assombrações pela casa. No Brasil, é mais freqüente ouvir relatos de fenômenos ligados a pessoas que seguem a doutrina espírita kardecista ou a crenças afro-brasileiras.
Alguns estudiosos fazem distinção entre os fenômenos conhecidos em inglês como hauntings (assombrações) e o poltergeist (“espírito barulhento”). Os primeiros estão mais ligados a um determinado lugar. Essas figuras “habitam”, por exemplo, uma casa e não costumam acompanhar os moradores que se mudam para outro lugar. Já os poltergeists, aparentemente, estão ligados a uma determinada pessoa ou a um grupo específico. Ou seja, não adianta nem tentar fugir.
Há relatos de que, em 1987, na periferia de São Paulo, objetos sumiam para posteriormente reaparecer no lado de fora de uma casa onde moravam pai, mãe e três filhos. Vultos escuros eram vistos e brisas geladas podiam ser sentidas em diversos pontos da casa. Colchões, móveis e roupas pegavam fogo do nada. Descobriu-se que o fenômeno, analisado por pesquisadores do Inter Psi, era causado pelo filho mais velho da família, que tinha 12 anos na época. O garoto provocava os fenômenos inconscientemente, como forma de escapar das obrigações e ver seus desejos realizados. Quando o equilíbrio na casa foi restaurado, os estranhos fenômenos cessaram. Diz Fátima: “Considero os poltergeists como uma linguagem alternativa que o ser humano usa, sob certas condições, para expressar ou comunicar sentimentos ou desejos reprimidos”.
Enquanto a ciência não avança para uma explicação totalmente “comprovada”, as histórias de fantasmas e casas mal-assombradas devem continuar a fascinar e amedrontar a humanidade e a abastecer a indústria cultural, principalmente a cinematográfica. Recentemente, o filme Vozes do Além, dirigido por Geoffrey Sax, mostrou o uso de aparelhos de gravação de áudio e vídeo para captar mensagens de fantasmas.
Os endereços malditos:
A Torre de Londres
O grande número de execuções, assassinatos e torturas, ocorridos ao longo de mais de mil anos, colocou esse cartão-postal de Londres na lista dos lugares tidos como os mais assombrados da Inglaterra. O morador mais ilustre seria o fantasma de Ana Bolena, uma das mulheres do rei Henrique VIII, decapitada na torre em 1536. Seu espírito já teria sido “visto” andando por lá.
The Whaley House
Ostenta o não tão simpático título de a casa mais assombrada dos Estados Unidos. Localizada na cidade de San Diego, na Califórnia, foi construída em 1857 por Thomas Whaley, num terreno que antes abrigava um cemitério. Os principais fantasmas que, segundo dizem, habitam a casa são os de uma filha de Whaley, de um ladrão condenado à morte e de uma garota que morreu acidentalmente enforcada na propriedade.
Edifício Joelma
No dia 4 de novembro de 1947, o professor de química Paulo Parreira Camargo matou a mãe e duas irmãs, jogando-as em um poço no quintal. Ao ser descoberto, o professor se matou na casa. Anos mais tarde, nesse mesmo terreno, foi erguido o Edifício Joelma, de 25 andares. Como se sabe, no dia 1º de fevereiro de 1974, o Joelma pegou fogo, depois de um curto-circuito no sistema de ar-condicionado: 188 pessoas morreram e 345 ficaram feridas. Parte do prédio era ocupada pelo Banco Crefisul. Paranóicos de plantão observam que, lido de trás para frente, o nome do banco se torna Lusiferc.
Casa Branca.

4410 – Personagens da Revolução Francesa: Quem foi Robespierre?


Era um advogado e político, o principal líder jacobino. Nasceu em 6 de maio de 1758. Filho de uma família pobre de pequenos burgueses. Perdeu a mão com 6 anos. O pai saiu de casa, deixando os irmãos com os avós. Estudante metódico e aplicado, tornou-se advogado, defendendo causa dos pobres. Entrou para a política e elegeu-se para os Estados Gerais, indo então para Versalhes e Paris. Era sempre a favor das minorias e contra a aristocracia. Para ter seus objetivos levados á cabo, lançou mão da ditadura. Como um puritano, desprezava o dinheiro e as glórias do mundo, tinha aversão pelos oportunistas e hipócritas e abominava aqueles que usavam a revolução para obter vantagens particulares. Casto, sem experiências sexuais, era movido apenas por uma paixão: a revolução e a fidelidade a seus princípios. Mesmo assim, isolado politicamente e detestado pelos opositoreres, foi guilhotinado em praça pública sob os aplausos da multidão.
Filho de uma família da pequena burguesia, Maximilien Robespierre perdeu sua mãe cedo e foi depois abandonado pelo pai. Viajou a Paris com uma bolsa de estudos e, em 1781, graduou-se em direito. Exerceu a profissão de advogado em sua cidade natal, Arrás, com sucesso.
Em abril de 1789 Robespierre tornou se deputado pelo Terceiro estado da região de Artois. Revelou-se um grande orador. Em abril de 1790, tornou-se membro do Clube dos Jacobinos, a ala mais radical dos revolucionários. A partir daí, adquiriu notoriedade e sua vida passou a estar intimamente associada aos acontecimentos da Revolução Francesa.
Em 1791 Robespierre foi um dos principais líderes da insurreição popular do Campo de Marte. Sua fama de defensor do povo lhe valeu o apelido de “Incorruptível”. Depois da deposição da família real, em 1792, Robespierre aderiu à Comuna de Paris e tornou-se um dos chefes do governo revolucionário. Combateu então a facção dos girondinos, menos radicais.
Robespierre foi um dos que pediram a condenação do rei Luís 16, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Em julho do mesmo ano, Robespierre criou um Comitê de Salvação Pública para perseguir os inimigos da revolução. Foi instaurado o regime do “Grande Terror” – o auge da ditadura de Robespierre.
Em 1794 Robespierre mandou executar Danton, o revolucionário que propunha um rumo mais moderado para a revolução. Neste mesmo ano, tornou-se Presidente da Convenção Nacional. No dia 27 de julho, numa sessão tumultuada, Robespierre foi ferido e teve que sala às sair da pressas. Foi detido imediatamente por seus inimigos e, dois dias depois, mandado à guilhotina.

4409 – Mega Memória – Século 20 – O Século da Ciência


Em 1905, teríamos a revolucionária Teoria da Relatividade, da qual muito já falamos aqui no ☻ Mega e ainda falaremos. Einstein, até então, um obscuro funcionário do escritório de patentes de Berna, Suíça, publicou 6 textos científicos. O 1° a usar a palavra átomo para chamar as partículas minúsculas foio filósofo Leucipo, na Grécia no século 5 aC. Mas a prova de que existiam só viria no início do século 20. O autor da proeza foi o físico francês Jean Baptiste Perrin (1870-1942), ao fazer em 1908, experiência baseada em um trabalho de Einstein. Mas, ao contrário do que pensavam os gregos, o átomo pode ser dividido. O modelo atômico adotado atualmente foi elaborado em 1911 pelo físico neozelandês Rutherford (1871-1937), na Universidade de Masnchester, disparando partículas alfa (uma das formas da radioatividade) contra uma placa de ouro muito fina. A maioria atravessou o metal, mas algumas foram rebatidas. Percebendo que havia algo duro bloqueando a radiação, supôs ser o núcleo do átomo. Em 1932, um ex-assistente de Rutherford, o físico inglês James Hadwick (1891-1937) descobriria o nêutron e só em 1961, descobriu-se que os componentes do núcleo podem se dividir em pedaços ainda menores, os quarks.
1915 – Corrigindo a teoria de Niels Bohr para as órbitas dos elétrons, o físico alemão Arnold Sommerfeld afirmou que não são sempre circulares, podendo assumir formas elípticas.
1916 – Teoria dos Buracos Negros, pelo astrônomo alemão Karl Schwarzchild.
1925 – O físico austríaco Walfang Pauli formulou o princípio dac exclusão segundo o qual, 2 elétrons do mesmo átomo não podem ter a mesma energia se estão na mesma posição.
1926 – No nível sub-atômico, a matéria nunca está num local definido, apenas se pode dizer que há uma probabilidade dela estar num determinado lugar. A idéia foi formulada pelo físico austríaco Erwin Schroedinger.
1927 – O físico alemão Werner Heinsenberg afirmou que não é possível conhecer ao mesmo tempo a velocidade e a posição dos elétrons, já que o simples ato de observá-los provoca alterações. Surgia também a Teoria do Big Bang, Georges La Maitre, astrofísico belga, formulou a idéia de que o universo surgiu com a explosão de um corpo muito pequeno, no qual estava concentrada toda a matéria existente.

4408 – O que são os Buracos Negros?


As estrelas não duram para sempre. Embora não sejam seres vivos, cada uma tem um ciclo que vai do seu nascimento, envolta numa nuvem de gás como um recém-nascido ainda molhado pela placenta da mãe; passa pela maturidade, que na Astronomia recebe o nome de “seqüência principal”, e por fim chega à morte, a extinção de seu brilho.
Cada estrela tem um ciclo parecido, mas a duração e o modo como morrem pode variar bastante (assim como os seres vivos!). Diz-se que uma entre cada cem estrelas que chegam ao seu último momento de existência faz de seu “canto de cisne” um evento formidável. Elas explodem violentamente difundindo de uma só vez energia equivalente a um bilhão de sóis e se fazem notar entre as estrelas de toda a galáxia. São as supernovas.
Após a explosão das supernovas de grande massa, pensa-se que o núcleo da estrela original seria capaz de se contrair, sob ação da força de gravidade, até se transformar num buraco negro.
No interior de um buraco negro a concentração de matéria é tão grande que nada pode escapar. Nem mesmo a luz (daí porque é chamado “negro”) que é um tipo de radiação, formada por partículas chamadas fótons.
Os buracos negros são uma das mais importantes descobertas científicas de todo o século XX. Em seu interior as leis que regem o Universo parecem desmoronar-se, junto com nossos conceitos sobre tempo e espaço. O inexplicável, o desconhecido reside nas entranhas desse monstro, capaz de alimentar-se de outras estrelas e, para alguns, acabar por engolir todo o Universo.
Quando o Sol extinguir a sua luz , daqui a cerca de cinco bilhões de anos, o destino da Terra e de todo o sistema solar interior será bastante cruel.
Nossa estrela mãe não tem massa suficiente para terminar seus dias explodindo como uma supernova, mas seu desequilíbrio final vai transformá-la numa estrela gigantesca, que engolirá os planetas mais próximos, calcinando-os.
Mas pelo menos eles não serão derretidos por uma supernova. Não haverá um buraco negro no lugar do Sol. Buracos negros são o último estágio na evolução de uma estrela com muita massa; entre 8 a 15-20 vezes mais que o Sol.
As estrelas surgem de imensas nuvens compostas de pequenas partículas de matéria – comumente chamadas simplesmente de poeira – e de gás hidrogênio, que existe em abundância no Universo.
Muitas vezes essas nebulosas permanecem em equilíbrio, tranqüilas como as nuvens em nosso céu. Mas é preciso pouco para lhes tirar deste estado, fazendo com que a própria atração gravitacional produza uma contração incessante em certos pontos, ou nódulos da nuvem de gás e poeira.
A nebulosa também começa a girar e à medida que aumentam a temperatura e a pressão em seu interior forma-se um ou mais corpos, tão quentes e massivos, que em dado momento passam a acontecer reações termonucleres em seu interior, produzindo muita luz e energia. Assim nasce uma estrela.
As vezes o núcleo não pára mais de se contrair e nasce um buraco negro. Mesmo sendo invisível, sua presença é palpável. A matéria adicionada em um disco ao redor de um buraco negro emite raios X – e foi assim que sua existência foi confirmada. Uma fonte denominada Cygnus X-1, na constelação de Cisne, foi provavelmente o primeiro buraco negro descoberto pelos astrônomos, em 1971.
Como a velocidade da luz é muito maior (300 000 quilômetros por segundo), ela consegue escapar para o espaço. Mitchell concluiu que outra estrela, com massa um milhão de vezes maior do que o Sol, teria força suficiente para segurar a luz. Ela se transformaria, assim, num astro escuro por fora e luminoso por dentro. Mitchell errou ao aceitar o conceito newtoniano de que a luz é formada por corpúsculos com massa. Mas a versão de buraco negro no século XVIII não estava totalmente enganada.
Em 1916, ela reapareceu como um conceito puramente geométrico. Pouco antes de morrer, o astrônomo alemão Karl Schwarzschild (1873-1916), resolveu as equações da relatividade de Albert Einstein e demonstrou que o próprio espaço poderia ter buracos. Era uma idéia estranhissima: seriam esferas criadas por uma alta concentração de matéria, dentro das quais não haveria nem tempo nem espaço. Quanto maior a massa, maior seria o “oco” no espaço e no tempo.
O Sol, por exemplo, criaria uma esfera de 3 quilômetros de raio. Entenda bem: toda a massa do Sol, que hoje está espalhada por uma esfera de quase 700 000 quilômetros de raio seria comprimida até uma dimensão 233 000 vezes menor. Essa compressão o transformaria num buraco negro. Na superfície de tal esfera a força de gravidade seria infinita: nem a luz poderia escapar dela.
Até hoje, descobriram-se cinco fortes candidatos a buracos negros na nossa Galáxia (o principal deles na constelação do Cisne) e um na Grande Nuvem de Magalhães. Nos últimos anos, surgiram indicações de buracos negros milhões de vezes maiores do que a do Sol. Centenas de galáxias emitem raios X de seus núcleos: podem ser buracos negros engolindo nuvens de gás. No centro da própria Via Láctea existe um corpo compacto de milhões de massas solares. Mas, como os encontrados no centro de outras galáxias, ainda é cedo para afirmar com certeza que ele seria um buraco negro.
Assim, os candidatos mais promissores para ingressar num futuro catálogo de buracos negros continuam sendo os cinco da Via Láctea e o da Grande Nuvem de Magalhães. O número pode parecer tímido, mas, para cada caso revelado, devem existir milhões que permanecem ocultos.

4407 – Música: A MELÔ DO JEANS POOL


HOLD ME TIGHTER IN THE RAIN
O ano era 1982. Na TV, um comercial do jeans Pool chamava atenção por dois motivos: a beleza estonteante de Christiane Torloni e a música de fundo. Não demorou muito para que essa música começasse a tocar no rádio. Tratava-se de “Hold Me Tighter In The Rain”, gravada por Billy Griffin. A música agradou em cheio e logo se tornou um sucesso.
Lançada no álbum Be With Me, o primeiro da carreira solo de Billy Griffin , “Hold Me Tighter In The Rain” foi um clássico da Dance Music dos anos 80. Também fez sucesso na Europa, principalmente no Reino Unido, onde chegou ao Top 30. Nos EUA, chegou a tocar em algumas rádios, mas não entrou no hit parade.
Vale lembrar que Billy Griffin substituiu Smokey Robinson à frente do antológico grupo The Miracles, em 1972. Muitos acharam que isso significava o fim do grupo. Afinal, Smokey Robinson era a “alma” do The Miracles. Mas Billy Griffin deu conta do recado e o sucesso continuou durante um bom tempo com músicas como “Love Machine”, entre outras.

4406 – Uma pessoa que olhar a Terra da Lua também verá o céu azul?


Não, verá o céu escuro. O que dá a cor do céu é a atmosfera do planeta. Quando os raios do sol – que são formados por todas as cores – entram na atmosfera da Terra, são desviados pelos gases da atmosfera terrestre, que espalham mais o azul que outras cores. Por isso o céu visto da Terra é azul. Na Lua é diferente. Como o satélite, na prática, não tem atmosfera, a luz do sol bate direto no solo lunar. Portanto, visto da Lua o céu é escuro. Para quem estiver na Lua, a Terra aparecerá como um bola azul com manchas brancas, boiando em um fundo preto. “O azul é a cor da atmosfera do nosso planeta”, explica um astrônomo do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo. As manchas brancas são as nuvens.

4405 – Robótica – Inteligência de Adão


Filho da indústria francesa, Adão é um dos mais espertos robôs já construídos. É um protótipo dotado de seis rodas, sensores que vêem por meio de radar e câmeras que captam imagens em três dimensões. Mas sua maior vantagem é o “cérebro”: o computador que ajuda Adão a achar atalhos em seu percurso; define e registra os pontos mais interessantes de uma paisagem; e tira lições para usar em circunstâncias que não foi programado para enfrentar.

4404 – Dislexia – Células lentas, fala errada


A dislexia, que causa dificuldades para ler e falar corretamente, pode ser provocada por um defeito nas células sensoriais do cérebro ligadas ao sistema auditivo. Albert Galaburda, da Escola Médica de Harvard, nos Estados Unidos, analisou doze cérebros, cinco de disléxicos e sete de pessoas normais. Descobriu que, na parte do cérebro ligada à audição, os disléxicos têm as células sensoriais menores e também em menor quantidade do que as pessoas comuns. Resumo: o cérebro conduz sinais sonoros mais lentamente. Com menos informações, que demoram a ser processadas, torna-se difícil uma pessoa ler e falar normalmente.

4403 – Como uma forte emoção pode provocar um infarto?


Quando uma pessoa sente uma forte emoção como um susto, por exemplo, as glândulas adrenais (localizadas na parte superior dos rins) liberam adrenalina. Ela entra na corrente sangüínea e prepara o organismo para enfrentar a situação. No coração, provoca o aumento dos batimentos. Com isso, mais sangue é bombeado para os músculos e a pessoa pode correr, se for o caso. A adrenalina estimula, ainda, uma contração dos vasos sangüíneos, que serve para “empurrar” o sangue e melhorar a irrigação em centros vitais, como o cérebro. O aumento de intensidade do trabalho cardíaco e o estreitamento dos vasos podem ocasionar o infarto – morte de tecidos por falta de oxigenação – se já houver alguma artéria coronariana (as que levam sangue ao coração) semi-obstruída. O coração é um músculo que, como qualquer outro, precisa de oxigênio. Quando o trabalho se intensifica, também aumenta a necessidade do gás. Se uma artéria que atende aquela região do corpo tiver alguma obstrução, vai deixar passar menos sangue do que o necessário e aí acontece o infarto. Outra possibilidade é que a contração de uma artéria que já tenha certo entupimento resulte em um bloqueio total, também causando o infarto. “Muitas vezes a pessoa nem sabe que o órgão está doente, mas nessa hora o problema se manifesta”.
INCOR

4402 – Como o camelo resiste tanto tempo sem beber água?


O camelo é capaz de beber até 100 litros de água por vez. O líquido é usado para hidratar o organismo. “Com isso, seu corpo fica preparado para enfrentar a seca”, diz um biólogo do Zoológico de Sorocaba, em São Paulo. O camelo possui ainda alguns truques que evitam que ele perca muito líquido e possa ficar até três semanas sem beber água. O primeiro está nas narinas. A parte interna delas tem a forma de cones e espirais, evitando que a areia entre, ajudando a manter a umidade. As paredes da cavidade nasal têm a capacidade de absorver água. Quando o animal expira, as paredes retêm a umidade do ar que está saindo e quando inspira, o ar seco passa pelas paredes e leva para dentro o que havia sido absorvido. O dorso do camelo é recoberto por um pêlo denso que ajuda a proteger do calor solar e diminui a transpiração. A quantidade de urina que o animal elimina também é pequena, se comparada à quantidade de bebida que ele ingere. Além de adaptado para viver em lugares secos, o camelo também está preparado para se virar com pouca comida. Suas corcovas são uma grande reserva de gordura que se acumulam nos meses em que há alimento, para consumir durante a escassez. A língua e o céu da boca são bastante resistentes, e ele pode comer até plantas com espinho, comuns nas regiões desérticas onde vive e que também fornecem ao animal pequenas quantidades de água.

4401 – Perder um testículo impede o homem de ter filhos?


Não. Os dois testículos produzem os espermatozóides e os hormônios masculinos do homem e dos mamíferos machos. A falta de um deles não interrompe essas funções. “Quando ocorre uma perda, o órgão que sobra trabalha mais, e muitas vezes até aumenta de tamanho”, diz um andrologista da Clínica de Moléstias Vasculares Roberto Tulli, em São Paulo. Mas, depois dos 50 anos, quando há uma queda na produção de espermatozóides, a falta de um testículo pode prejudicar a reprodução.

4400 – Dinossauro – Com a Boca Cheia de Punhais


Nunca se havia encontrado um fóssil tão completo do Tiranossauro rex, o mais feroz dos répteis do passado.
Nem tão grande: com dentes de até 18 centímetros de comprimento. Bastaria para atravessar um corpo humano do peito às costas. O fóssil foi de um animal de 15 metros da cauda ao focinho, 6 metros de altura e 10 toneladas de peso. O primeiro osso foi achado em 1991, mas a escavação, na vila de Eastend (560 habitantes), no norte do Canadá, só começou em junho passado. E vai longe: será duríssimo tirar o esqueleto das rochas de minério de ferro em que ficou encravado. Sob a direção do paleontólogo John Storer, o tiranossauro será estudado no Museu de História Natural de Regina, capital do estado canadense de Saskatchewan. Descoberto há quase 100 anos, o tiranossauro é conhecido apenas por uma dúzia de esqueletos.
Só cinco em bom estado. O novo exemplar é precioso para a Ciência.

4399 – Peixe que toma banho de Sol


O sunfish, ou peixe lua como é conhecido no Brasil, é um recordista. Enquanto a fêmea de outros peixes carrega entre 20 e 50 milhões de ovos, já foram encontradas sunfishes com até 300 milhões. Também, é campeão de crescimento: a larva mede cerca de 25 milímetros e quando adulto chega a quase 3,5 metros. Seu peso inicial aumenta 60 milhões de vezes, chegando a 2,5 toneladas. O peixe recebe o nome de sunfish (peixe-sol, em inglês) por ficar boiando de lado na superfície da água para captar energia. Os biólogos acreditam que esse hábito sirva para aquecer seu corpo, melhorando assim a digestão. Apesar de todo o tamanho, o sunfish é extremamente dócil. Ele vive em zonas temperadas e tropicais e se alimenta de lulas, crustáceos, algas e pequenos peixes. É muito vulnerável e torna-se presa fácil para o homem, baleias e principalmente leões marinhos.

4398 – Vírus pode ajudar o coração


Quando o sangue não passa direito pelo coração, pode acontecer o infarto. As fibras musculares em torno dos vasinhos sangüíneos estão entre as responsáveis por isso. Em algumas pessoas elas crescem demais, estrangulando as artérias. Agora, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estão testando, em porcos, uma terapia genética que impede o crescimento exagerado das fibras musculares.
Eles introduziram um cateter nos vasos sangüíneos estreitados. Através dele, liberaram uma porção de vírus modificados – o adenovírus das doenças respiratórias humanas. O vírus é amigo: ele leva a enzima timidina quinase. Embora não interrompa o crescimento muscular, essa enzima deixa as fibras dos músculos sensíveis a um medicamento antivirótico, o ganciclovir. Depois de tomar o remédio, os porcos tiveram uma redução de 50% a 90% no espessamento dos vasos.

4397 – Como surrgiram os hospitais?


Um dos primeiros registros que se tem é de 437 antes de Cristo, no Ceilão, atual Sri Lanka. Pouco antes disso, em data incerta o imperador Asoka mandou construir na índia dezoito instituições com características semelhantes às dos hospitais atuais. Os gregos e romanos, por volta de 300 a. C., usavam templos religiosos como locais para recuperação de doentes. Com o cristianismo, cresceu o número de locais com essa finalidade. Os monastérios tinham espaço reservado para tratamento de doentes, o infirmitorium. Havia também uma farmácia e um jardim com plantas medicinais. No Brasil, o primeiro hospital foi a Santa Casa da Misericórdia de Santos (SP), construída no ano de 1543.

4396 – Uma floresta que morreu de frio


Ilha de Ellesmere

A descoberta de vegetais petrificados no Pólo Norte, revela que há 45 milhões de anos a região era povoada por árvores de até 30 metros de altura e bichos grandes como as antas
A paisagem é desoladora. Um vasto deserto gelado, do qual emergem, aqui e ali, algumas flores polares, uns poucos salgueiros anões e líquens, circundado por montanhas que chegam a atingir 2 600 metros de altitude. De resto, só pedras e areia. Assim é Ellesmere, a maior das ilhas que compõem o conjunto das Ilhas Rainha Elizabeth, com 196 236 quilômetros quadrados, no longínquo Ártico canadense.
A descoberta das primeiras árvores fossilizadas, no Círculo Polar Ártico, atraiu para a Ilha de Ellesmere uma multidão de cientistas. Mais de 1 000 pesquisadores visitam regularmente a ilha. Eles pretendem fazer um levantamento completo da fauna e da flora local.
Os pólos, aparentemente, funcionam como um alarme: neles, as grandes alterações planetárias aparecem antes de qualquer outra região. Talvez porque sejam pouco habitados e não sofram as perturbações causadas pela presença humana. Nesse ambiente tranqüilo e limpo, as mudanças são percebidas mais depressa. Um bom exemplo é o chamado buraco na camada de ozônio da atmosfera – detectado, antes de mais nada, na Antártida. Em busca de um indício de alteração, os cientistas se revezam em Ellesmere. As visitas são organizadas pelo Grupo de Estudos da Planície Continental Polar.
As metassequóias proliferaram na parte setentrional e central da Ásia e da América do Norte durante os períodos geológicos do Cretáceo e do Terciário inferior (de 144 milhões até aproximadamente 36 milhões de anos atrás) e conseguiram sobreviver até hoje em uma única floresta próxima de Chungking, na China central.

4395 – Guerra – Os Kamikazes


Seis caças japoneses apareceram no horizonte do Golfo de Leyte, nas Filipinas, às 7h40 da manhã no dia 25 de outubro de 1944. Os marinheiros da 1ª Frota da Armada americana correram para as armas antiaéreas e abriram fogo. Mas alguma coisa estava errada: os aviões arremetiam, mas não atiravam. Dois foram logo abatidos e caíram no mar. Um passou incólume por todos os projéteis e veio direto, obstinadamente, estatelar-se no porta-aviões Santee. Os outros três pareceram recuar, subiram e sumiram nas nuvens. Dez minutos depois, quando todos olhavam para o Santee em chamas, um voltou e mergulhou, de 2 000 metros de altitude, como um raio vertical, até espatifar-se no porta-aviões Suwanee. O ataque matou 31 marinheiros e feriu 82. Com muito pesar, o mundo era apresentado aos kamikaze (pronuncia-se kami-kazê).
Ao contrário do que o Ocidente perplexo imputa como quintessência do fanatismo, a consciência dos pilotos kamikazes — de unir-se à tradição do suicídio na derrota — nada tem de irracional. Tratava-se de defender o Japão ameaçado, a pátria, as famílias em casa, deter o inimigo e inflingir-lhe as mais pesadas baixas. Tarefas infinitamente mais importantes do que a sobrevivência física individual. A possibilidade de transformar-se em um herói incandescente era um privilégio. Os 2 198 pilotos que jogaram seu avião contra o inimigo eram todos voluntários; a lista de candidatos a kamikaze foi sempre maior do que o número de aviões disponíveis.
O suicídio como enobrecimento surgiu na antigüidade japonesa. Os chefes poderosos dos primeiros clãs guerreiros, em seu enterro, eram acompanhados pe-lo enterro compulsório dos parentes; um costume também registrado na Babilônia, na Índia e na China. A prática durou até o século V, quando o rei Suinin aboliu-o, substituindo familiares vivos por estátuas de terracota. Entretanto, o junshi — acompanhamento voluntário na morte — continuou. Os sentimentos que uniam o senhor e seus servidores, suserano e vassalos, o imperador e seus oficiais, o apego de homem para homem forjado em combates, era intenso.
Os samurais e o Seppuku
No século XII houve a emergência de uma elite marcial, os samurais. Chefiados por um general supremo, o shogun, os samurais dominaram o Japão de 1192 até 1868. A ideologia dos samurais exigia glória na derrota. A prática de suicídio dos vencidos surgiu no século XII, para evitar a execução em guerras onde não se tomavam prisioneiros. Mas a partir do século XIII o gesto de matar-se tornou-se mais e mais solene e ritual. A morte voluntária era um manifesto do domínio de si. Por isso, gradualmente, impôs-se a cerimônia dolorosa do seppuku, o ritual impassível de abrir-se o ventre com uma adaga, em cruz, da esquerda para a direita e de cima para baixo. No Ocidente, ficou conhecido pelo nome harakiri.
A sucessão de derrotas no Pacífico, até a rendição total, em 2 de setembro de 1945, provocou uma epidemia de seppuku no Alto Comando japonês. Dezenas de comandantes, almirantes, generais e ministros abriram o ventre.

4394 – Como se fabrica goma de mascar?


As primeiras gomas de mascar eram feitas com um material extraído da sapodilha, arbusto encontrado principalmente na América Central. Hoje, o material dessa árvore foi substituído por uma mistura de resina sintética, parafina – para a goma não aderir ao dente -, látex e óleo hidrogenado. Isso tudo é aquecido formando a goma base, que depois é misturada com açúcar moído, glicose, corante, aromatizante (para dar cheiro) e acidulante (um tipo de conservante). A goma é então esticada, transformada em tiras no laminador, e cortada no formato desejado. Depois de secas, elas são embaladas. Certos tipos de goma são recobertas por uma camada mais dura e doce. Para ficar assim, depois de cortadas e secas as gomas são colocadas em recipientes com doses de xarope e essências. São secas novamente com jatos de ar e polidas com cera de carnaúba.

4393 – Hepatite dribla anticorpos


Até agora, pensava-se que o homem não produzia anticorpos contra o vírus da hepatite C. Assim, a doença levaria à morte pela inflamação crônica do fígado. Mas um estudo demonstrou que estes anticorpos existem. Só que o vírus não pára de se transformar e, assim, fura a barreira de defesa criada pelo corpo. A pesquisa foi realizada no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, com três chimpanzés infectados com o vírus e com o sangue de uma pessoa contaminada. A conclusão é desanimadora: a vacina contra a hepatite C tem de conseguir combater um inimigo capaz de se adaptar com uma rapidez incrível.

4392 – Vida além do sistema solar


Para os que buscam indicações sobre a origem da vida, um aviso: ela pode estar além do sistema solar. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, coordenada por Lewis Snyder descobriu indícios da presença de glicina – um tipo de aminoácido -, na Sagitário B2, uma nuvem de gás onde se formam estrelas. Os aminoácidos são as estruturas que dão origem às proteínas, a base da vida. Se a descoberta se confirmar, será a primeira vez que se encontra um aminoácido tão longe. Até hoje eles só tinham sido achados em meteoritos e pedras lunares, dentro do sistema solar.