4386 – Filosofia – O que é a Metafísica?


Platão e Aristóteles

É uma das disciplinas fundamentais da filosofia. Os sistemas metafísicos, em sua forma clássica, tratam de problemas centrais da filosofia teórica: são tentativas de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios primeiros, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo, isto é, dos seres em geral.
Concretamente, isso significa que a metafísica clássica ocupa-se das “questões últimas” da filosofia, tais como: há um sentido último para a existência do mundo? A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos? Existe um Deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um “espírito”? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre-arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?
Origem da palavra “metafísica”
“Metafísica” é o título de uma obra de Aristóteles composta por quatorze livros sobre filosofia geral. Uma hipótese bastante difundida atribui ao peripatético Andrônico de Rodes (século I a.C.) a iniciativa de chamar esse conjunto de escritos de “Metafísica”. Ao realizar a primeira compilação e sistematização dos escritos de Aristóteles, Andrônico o elencou depois dos oito livros que tratavam da Física, e os chamou de tà metà tà physiká, ou seja, “os livros que estão após (os livros da) física”. Desse modo, o título faria referência, sobretudo, à posição daqueles quatorze livros na classificação das obras de Aristóteles realizada por Andrônico.
O trabalho classificatório, no entanto, parece ter atendido a critérios temáticos. Os livros que compõem a Metafísica de Aristóteles tratam de questões mais gerais e mais abstratas que os da física, e de seres que transcendem o mundo empírico. Em vez de empregar o termo “metafísica”, Aristóteles usava geralmente a expressão “filosofia primeira” ou “teologia” (por contraste com “filosofia segunda” ou “física”) para fazer referência a esses assuntos. No entanto, a palavra “metafísica” acabou por se impor como denominação da ciência que, em conformidade com a filosofia primeira de Aristóteles, ocupa-se das realidades que estão além das realidades físicas.
A palavra metafísica possui origem grega e significa: meta: depois de, além de e física/physis: natureza ou físico, e trata-se de um ramo da filosofia que se ocupa em estudar a essência do mundo. Pode ser definida como o estudo do ser ou da realidade, e se destina a buscar respostas para perguntas complexas como: O que é realidade? O que é a vida? O que é natural? O que é sobre-natural? O que nos faz essencialmente humanos?
William James conceituou metafísica como sendo “apenas um esforço extraordinariamente obstinado para pensar com clareza”. Trata-se de uma visão simplista e equivocada de pessoas que só conseguem perceber a vida por meio de dimensões práticas. Os homens em geral sentem-se mais à vontade quando pensam sobre como fazer uma coisa ou outra, do que pensar no motivo pelo qual estão fazendo. É por isso que a política, a engenharia e a indústria são consideradas mais naturais pelos homens do que a filosofia, por exemplos. A metafísica não está interessada, de maneira nenhuma, por esse “comos” da vida humanas, mas sim pelos “porquês”, por aquelas questões que uma pessoa pode passar a vida inteira para formular, sem muitas vezes encontrar uma resposta satisfatória.

4385 – Observador Galex, da Nasa, de olho nas anãs vermelhas


Planetas em torno da anã vermelha

A Nasa (agência espacial americana) divulga em seu site nesta segunda-feira a ilustração artística de uma estrela anã vermelha perto de mais três planetas.
As anãs vermelhas são menores do que o Sol e são procuradas pelo observador estelar Galex (abreviação de Galaxy Evolution Explorer).
A identificação de jovens anãs vermelhas é feita pela detecção de seus raios ultravioletas, que são abundantes nesse estágio inicial do objeto estelar.
Cientistas do Brasil e EUA apresentaram hoje a proposta de um satélite para entender melhor a dinâmica entre a atmosfera e os ecossistemas do planeta. O projeto ajudará, no Brasil, a determinar com mais precisão como a Amazônia está reagindo ao aquecimento global e ao seu próprio encolhimento.
O satélite, batizado de GTEO (Observatório Global de Ecossistemas Terrestres), terá uma câmera infravermelha capaz de separar dados com uma precisão sem precedentes. Enquanto satélites de observação brasileiros captam esse tipo de radiação em dez faixas de frequência diferentes, o novo instrumento seria capaz de enxergá-las em 250 faixas distintas.
Segundo um relatório-proposta que os centros de pesquisa brasileiro e americano prepararam, o novo satélite seria a primeira missão global de mapeamento “biogeoquímico” da terra. O custo estimado do projeto é de US$ 250 milhões. A contraparte brasileira do projeto, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), providenciaria US$ 100 milhões, e a Nasa (agência espacial dos EUA), providenciaria US$ 150 milhões.