4240 + Cinema Ação – Viver e Morrer em Los Angeles


Elenco
William Petersen …. Richard Chance
Willem Dafoe …. Eric Masters (‘Rick’)
(O Duende Verde do Homem Aranha)
John Pankow …. John Vukovich
Debra Feuer …. Bianca Torres
John Turturro …. Carl Cody
Dean Stockwell …. Bob Grimes
Steve James …. Jeff Rice
Robert Downey …. Thomas Bateman
Michael Greene …. Jim Hart
Christopher Allport …. Max Waxman
Jack Hoar …. Jack
Valentin de Vargas …. juiz Filo Cedillo
Dwier Brown …. médico
Michael Chong …. Thomas Ling
Apesar do longo nome, o filme não tem nada de entediante:
O agente federal Richard Chance jurou eliminar um falsificador assassino por todos os meios ao seu alcance. Ele está farto de jogar pelas regras, por isso chantageia uma linda mulher em liberdade condicional, desobedece as ordens dos superiores e dirige em alta velocidade, no sentido contrário, em uma auto-estrada repleta de carros.
Gerald Petievich, autor do romance que originou o filme, divide os créditos do roteiro com o diretor William Friedkin.
Michael Mann processou William Friedkin por plágio, acusando-o de ter roubado o conceito de sua série para televisão Miami Vice, mas acabou perdendo o processo.
As cenas de prisão foram filmadas na penitenciária de San Luis Obispo (California) e prisioneiros reais foram utilizados como figurantes.
Assista aqui no ☻ Mega:

4239 – Como se forma o galo na cabeça?


Com a pancada, parte dos vasos sangüíneos que irrigam a região se rompe, deixando vazar plasma, parte líquida do sangue composta principalmente de água. Ocorrem também rupturas nos vasos linfáticos encarregados de controlar a quantidade de líquido no interior dos tecidos que liberam a linfa, de composição química semelhante ao plasma. “A quantidade de líquido que vaza quando se recebe uma pancada na cabeça é grande porque o tecido da região é ricamente vascularizado.
Como logo abaixo dele estão os ossos do crânio, esse líquido não tem por onde escoar, formando uma saliência na superfície”, diz um anatomista da Universidade de São Paulo. Com uma pancada maior, a fissura no vaso sangüíneo também é maior. Por isso, junto com o plasma, escapam glóbulos vermelhos que, além do inchaço, provocam um hematoma.

4238 – Medicina – Amargo Regresso


A escandalosa verdade é que os povos mais saudáveis, mais robustos e bem cuidados do planeta estão quase numa situação de índio — sucumbindo a reles ataques de gripe. Assim é com a tuberculose, que até 1985 vinha num entusiasmante declínio histórico nos Estados Unidos. Mas disparou a crescer, desde então, a ponto de o número de casos hoje ser 18% maior que oito anos atrás. Em Nova York, o aumento foi, nada menos, de 150%, cifra que explica perfeitamente o susto no World Trade Center deu, antes de cair, é claro.
Entre as doenças citadas, num total de uma dezena, mais ou menos, estavam a febre amarela, a malária, a cólera, a candidíase, a gripe comum, a brasileiríssima dengue e a pouco conhecida febre púrpura, também de origem brasileira. Alguns dados relativos ao ano passado ajudam a entender melhor as estranhas tintas que borram o panorama da saúde pública nos Estados Unidos:
*Cerca de 2 milhões de pessoas contraem uma das “novas ” doenças, muitas delas em hospitais.
* Nada menos que 700 pacientes com malária deram entrada em hospitais. A maioria tinha visitado o Panamá, país que apresenta aproximadamente 1 000 novos casos da doença, a cada ano.
* Estima-se que entre 5% e 7% dos americanos tenham giardíase crônica, ou diarréia. O micróbio Giardia é comum também no México e no Caribe, próximos aos Estados Unidos.
* Vinte casos de cólera foram registrados nos Estados Unidos, no ano passado, seis dos quais em Nova York.
* Nesse período, foram registrados 508 casos de febre amarela e 614 de dengue.
Embora os números não pareçam alarmantes, é preciso lembrar que eles representam o regresso de doenças muito fáceis de controlar em qualquer país bem organizado, sem carência de recursos e em que a renda pessoal seja relativamente alta. Além disso, é instrutivo voltar à analogia com as populações indígenas. Elas são frágeis em face de doenças simples apenas porque nunca as tiveram, e assim não desenvolveram defesas orgânicas contra elas.
Pessoas traquejadas pelos agentes infecciosos de antigamente podem, assim, ser pegos de surpresa por supermicróbios que se comportam de modo bem diferente. Isso acontece, em parte, porque bactérias, protozoários e vírus atuais são versões melhoradas dos seus ancestrais, e resistem aos medicamentos disponíveis.
Um dos motivos por que aparecem supermicróbios são os antibióticos. Estes forçam os microorganismos a mudar, justamente quando exterminam grande número deles: os que resistem podem depois proliferar sem a concorrência de seus iguais. Ou melhor: não tão iguais, pois de alguma forma sobreviveram aos antibióticos. O mecanismo é análogo à evolução das espécies e levam a agentes infecciosos cada vez mais aptos para enfrentar as armas que se têm contra eles. Talvez um bom exemplo seja a bactéria da cólera, responsável pela última grande ofensiva da doença, incluindo-se os 26 casos nos Estados Unidos. Batizada de vibrião El Tor, a nova bactéria não é semelhante ao vibrião clássico, causador de seis grandes epidemias planetárias, desde 1817.
Mas a campeã dos supermicróbios é mesmo a Mycobacterium tuberculosis. Há dez anos, apenas 6% de todas as variedades, ou cepas, desse microorganismo eram resistentes a qualquer remédio para a tuberculose. Hoje, mais de 30% das variedades encontradas em Nova York são resistentes a pelo menos uma droga. Quase 20% das variedades não podem ser combatidas pelos dois principais medicamentos em uso. Algumas variedades estão imunes a qualquer droga, informa a repórter Phyllida Brown, na revista inglesa New Scientist.
Problema parecido — de confiança exagerada nos antibióticos — é que muitos pacientes abandonam o remédio antes da hora. De acordo com a Organização Mudial de Saúde (OMS), independentemente da classe social, metade das pessoas deixa de tomar antibióticos assim que desaparecem os sintomas da doença. Resultado: se sobrou uma pequena população do micróbio no organismo, ela aproveita a trégua para criar nova estratégia de sobrevivência. E, quando a doença reincide, o remédio que antes foi eficaz já não faz mais efeito.

4237 – Vírus Recordista de Genes


Um vírus encontrado no litoral do Chile é o que contém mais genes –mais de mil–, o que surpreendeu os cientistas que anunciaram a descoberta na segunda-feira.
O genoma do Megavirus chilensis é 6,5% maior do que o código genético do recordista anterior, o Mimivirus, isolado em 2003.
Os vírus diferem das bactérias por não poderem se reproduzir por conta própria, necessitando penetrar em uma célula hospedeira.
Mas o M. chilensis é tão grande, que ultrapassa muitas bactérias em tamanho, e é o vírus de DNA mais complexo geneticamente já descrito.
Ele foi retirado de uma amostra de água do mar recolhida perto do litoral de Las Cruces, Chile. Seu organismo hospedeiro é desconhecido.
O vírus não parece causar nenhum mal ao ser humano”, indicou Jean-Michel Claverie, do CNRS (Centro Nacional para a Pesquisa Científica da França).
O estudo foi publicado na revista americana “PNAS”.