4219 – Cinema – Filadélphia


Elenco
Tom Hanks…. Andrew Beckett
Denzel Washington….Joe Miller
Jason Robards…. Charles Wheeler
Antonio Banderas…. Miguel Alvarez
Joanne Woodward…. Sarah Beckett
Mary Steenburgen…. Belinda Conine
Charles Napier…. juiz Garnett
Prefeito Edward Rendell…. ele mesmo
Karen Finley…. dr. Gillman
Robert Ridgley…. Walter Kenton
Jane Moore…. Lydia Glines
Bradley Whitford…. Jamey Collins
Lauren Roselli…. Iris
Anne Dowd…. Jill Beckett
John Bedford Lloyd…. Matt Beckett
Robert Castle…. Bud Beckett

De 1983, drama, dirigido por Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) e com roteiro de Ron Nyswaner.
O filme conta a história de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma prestigiosa firma em Filadélfia. Quando fica impossível para ele esconder dos colegas de trabalho o fato de que tem AIDS, é demitido. Beckett contrata então Joe Miller, um advogado homofóbico, para levar seu caso até o tribunal.
Andrew Beckett, de 26 anos de idade, é um advogado formado na Universidade Penn State que é recém-contratado por uma grande firma de advocacia da Filadélfia. Apesar de seu sucesso financeiro, sua aparência jovial e bonita, Andrew tenta fugir do preconceito não mencionando a verdade sobre sua sexualidade e seu estado de saúde. Quando adoece e começa a apresentar-se magro e com os primeiros sintomas da AIDS, confirma-se que ele é portador do vírus do HIV.
Após a notícia se espalhar na empresa, Andrew é sabotado e imediatamente despedido da firma por seus chefes, que se revelam altamente preconceituosos. Andrew tenta contratar um advogado para que possa acionar a justiça e processar a firma, mas ninguém quer assumir seu caso. Numa última esperança, ele vai até Joe Miller, um advogado de pequenas causas que se revela ser secretamente um homofóbico.
No entanto, depois de passarem várias horas juntos, Joe percebe que Andrew é uma pessoa normal como ele, e passam a se respeitar e confiar um no outro. O caso acaba por se tornar muito noticiado na mídia, e Joe luta para mostrar a todos que Andrew foi despedido única e exclusivamente pelo fato de ser homossexual e portador do HIV. O filme apresenta com muita sensibilidade o terrível efeito social da AIDS, a questão do preconceito, sua dor e suas origens, contra homossexuais ou portadores do vírus HIV e a relação mútua e confusa do preconceito frente a estas duas questões na sociedade americana da época.
Festival de Cinema de Berlim 1994 (Alemanha)
Vencedor do Urso de Prata de melhor ator (Tom Hanks)
Indicado ao Urso de Ouro de melhor filme (Jonathan Demme)
Oscar 1994 (EUA)
Vencedor do prêmio de melhor ator (Tom Hanks)
Vencedor do prêmio de melhor canção original (Bruce Springsteen com Streets of Philadelphia)
Indicado ao prêmio de melhor maquiagem (Carl Fullerton e Alan D’Angerio)
Indicado ao prêmio de melhor canção (Neil Young com Philadelphia)
Indicado ao prêmio de melhor roteiro original (Ron Nyswaner)
Globo de Ouro 1994 (EUA)
Vencedor do prêmio de melhor ator dramático (Tom Hanks)
Vencedor do prêmio de melhor canção original (Bruce Springsteen com “Streets of Philadelphia”)
Indicado ao prêmio de melhor roteiro (Ron Nyswaner)
Tom Hanks perdeu aproximadamente 20 quilos para interpretar o personagem quando ele estava com AIDS em estágio avançado.
Filadélfia foi filmado totalmente na sequência de seu roteiro para que Hanks pudesse perder peso para interpretar Andrew com AIDS num estágio mais avançado.
Os produtores pensaram em nomear o filme como People Like Us (Gente como nós), At Risk (Em risco) e Probable Cause (Causa provável).
Segundo o IMDB, 53 atores gays apareceram em várias cenas do filme. No ano seguinte, 43 deles morreram devido a complicações resultantes da AIDS.
Tak Fujimoto, o diretor de fotografia, aparece como um médico no hospital na cena sequinte a do parto.
O papel de Andrew foi oferecido a Daniel Day-Lewis, Michael Keaton e Andy Garcia.
O diretor Jonathan Demme queria que pessoas não familiarizadas com a questão da AIDS fossem assistir ao filme. Ele sentiu que Bruce Springsteen ajudaria a trazer tal audiência. Ambos, filme e canção, ajudaram a conscientizar as pessoas sobre o assunto.
Originalmente, Jonathan Demme queria que um ator cômico como Bill Murray ou Robin Williams interpretasse o papel de Joe Miller, pois ele sentiu que seria uma ótima forma de balancear todo o drama do personagem de Hanks. No entanto, quando Washington o procurou, ele desistiu da idéia, pois estava querendo trabalhar com ele havia muito tempo.
Quando Andy sai do escritório de Joe pela primeira vez, ele pára em frente a uma janela na rua em que se lê “Macready & Shilts”. Isso foi uma referência ao jornalista Randy Shilts, que escreveu a história sobre AIDS And the Band Played On (que virou o filme de sucesso) e viria a morrer pouco antes da estréia do filme.
O filme foi o segundo de grande orçamento de Hollywood a mostrar a epidemia da AIDS nos Estados Unidos, seguindo-se a And the Band Played On. É também considerado grande divisor em relação à forma como gays e lésbicas eram apresentados no cinema, abrindo caminho para O Segredo de Brokeback Mountain. No entanto, o fato de os personagens de Hanks e Banderas não se beijarem durante todo o filme (nem na intimidade) trouxe críticas da comunidade LGBT. Numa entrevista ao documentário The Celluloid Closet de 1996, Hanks diz que algumas cenas entre seu personagem e o de Banderas (como a dos dois dividindo uma mesma cama) foram consideradas mais “picantes” e cortadas da edição final do filme. Tal cena foi editada provavelmente para que o filme pudesse receber uma classificação indicativa de 13 anos. Anos mais tarde, ao ser lançado em DVD, o filme apresentava tal cena.

4218 – Mega Top Models – Naomi Campbell



(Londres, 22 de maio de 1970) é uma supermodelo e atriz britânica.
Surgiu na década de 1980 junto com outras top models, como Linda Evangelista, Cindy Crawford, Claudia Schiffer e outras. Naomi Campbell iniciou a carreira de manequim aos 15 anos, quando foi descoberta no parque de Covent Garden por um agente da Elite Model. Quando passava nas imediações da prestigiada escola de arte Italia Conti onde Naomi aprendia dança clássica, Casablancas não pôde deixar de reparar na beleza da jovem que misturava traços jamaicanos e chineses. Começou aí a sua meteórica ascensão até a fama, que levou um grande impulso em agosto de 1986, ao aparecer na capa da versão britânica da revista de moda Elle. Mudou-se então para Paris, com o intuito de desenvolver a sua imagem.
Em 1988, quando já era muito solicitada por diversos costureiros, como Versace (o seu maior impulsionador) e Ralph Lauren, foi a primeira mulher negra a aparecer nas capas das revistas Vogue francesa e inglesa e ainda na TIME. Mudou-se no ano seguinte para Nova Iorque, onde passou a viver, não demorando muito tempo a aparecer na capa da Vogue norte-americana. Em 2008 surpreendeu ao posar com os seios à mostra para a edição de dezembro da Vogue russa.
A marca de pneus Pirelli, que todos os anos escolhe uma top model para ilustrar os seus famosos calendários, optou por Campbel em 1995. Nesse mesmo ano, a modelo inglesa gravou um CD intitulado “Babywoman”, que vendeu mais de um milhão de cópias. Campbell apareceu em vários videoclipes de artistas famosos: aos 7 anos fez uma ponta em Is this Love? de Bob Marley; em 1982, apareceu sapateando em I’ll Tumble 4 Ya, da banda Culture Club; em 1990, em Freedom 90, de George Michael e em 1992, em In the Closet, de Michael Jackson e Erotica, de Madonna.
Naomi Campbell foi colocada na 6ª posição na lista das 20 modelos-ícones, publicada pelo site norte-americano Models.com

4217 – Telescópios de € 1,2 bilhão entram em ação


Quem poderia imaginar que o projeto mais caro da história da astronomia em solo não seria para ver o espaço, mas para “escutá-lo”?
Reunindo EUA, Europa e Japão, o Alma, maior conjunto de radiotelescópios já feito, começou a funcionar em configuração provisória.
Orçado em € 1,2 bilhão, o conjunto opera apenas com 16 antenas. Mas, mesmo nessa escala, ele já é o mais potente de sua categoria.
Quando ficar pronto, por volta de 2014, o Alma terá 66 radiotelescópios, distribuídos numa área de cerca de 7.000 m2, quase o tamanho de um campo de futebol.
A disposição dos aparelhos é tal que, grosso modo, o conjunto equivale um radiotelescópio gigante, com o tamanho da distância entre as duas antenas mais afastadas.
Com isso, os pesquisadores esperam ver coisas jamais antes observadas no Cosmos, como a formação de planetas em tempo real, que permitirá estudar seu nascimento.
“O Alma irá investigar a região do espectro eletromagnético entre o infravermelho e o rádio, uma parte até hoje muito pouco explorada. Com isso, estamos literalmente abrindo uma nova janela para o Universo”, diz Wolfgang Wild, pesquisador do ESO (Observatório Europeu do Sul) envolvido com o projeto.
A área do projeto fica a 5.000 metros de altitude no deserto do Atacama (Chile), onde a pressão atmosférica é metade da existente no nível do mar. Graças a isso, há muito menos interferência do ar nas observações.
Em compensação, o ambiente é tão inóspito que não haveria como manter pessoas durante longos períodos lá. Por isso, o centro de controle ficará numa região mais baixa, a 2.900 m de altitude.
Além de poder trabalhar com o Alma por meio da entrada do Brasil no ESO (decisão que ainda pende por aprovação no Congresso), pesquisadores nacionais, em parceria com a Argentina, têm outras ideias ambiciosas para a radioastronomia.
Ees estão tocando o projeto Llama, que consiste na instalação de uma antena similar às que estão sendo usadas no Atacama a 200 km de distância do Alma.
“Isso permitiria fazer experiências usando os dois ao mesmo tempo”, afirma Jacques Lépine, pesquisador do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP que coordena o desenvolvimento do Llama pelo lado brasileiro.
Aém de operar junto com o Alma, o Llama poderia fazer observações individuais. Lépine diz que há boa vontade mútua entre os dois esforços para futura cooperação.