4211 – Mega Arenas – Estádio do Maracanã


Maracanã

Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, o popular Maraca (“semelhante a um chocalho” em tupi-guarani, devido ao som de pássaros que viviam por ali.
É um estádio de futebol localizado no Rio de Janeiro e inaugurado em 1950, tendo sido utilizado na Copa do Mundo de Futebol daquele ano. Desde então, o Maracanã foi palco de grandes momentos do futebol brasileiro e mundial, como o milésimo gol de Pelé, finais do Campeonato Brasileiro, Carioca de Futebol, Taça Libertadores da América e do primeiro Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, além de competições internacionais e partidas da Seleção Brasileira. Foi um dos locais de competição dos Jogos Pan-Americanos de 2007, recebendo o futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento. Sediará o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro.
É também o provável palco da partida final da Copa do Mundo FIFA de 2014.
Ao longo do tempo, no entanto, o estádio passou a assumir caráter de espaço multiuso ao receber outros eventos como espetáculos e partidas de outros esportes, como o voleibol em uma oportunidade. Após diversas obras de modernização, a capacidade atual do estádio é de 82 238 espectadores,sendo o maior estádio do Brasil.
O nome oficial do estádio, Mário Filho, foi dado em homenagem ao falecido jornalista carioca, irmão de Nelson Rodrigues, que se destacou no apoio à construção do Maracanã.
Já o nome popular é oriundo do rio Maracanã, que cruza a Tijuca passando por São Cristóvão, desaguando no Canal do Mangue antes do deságue na baía de Guanabara. Em tupi-guarani, a palavra Maracanã significa “semelhante a um chocalho”
A construção do Maracanã foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais, pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá.
As obras iniciaram-se em 2 de agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental. Trabalharam na construção cerca de 1 500 homens, tendo se somado a estes mais 2 000 nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.
Na Copa do Mundo de 1950, intenção principal para a construção do estádio, abrigou oito jogos da competição e onde ocorreu a primeira partida oficial do estádio, em 24 de junho, com vitória do Brasil sobre o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir, um de Baltasar e outro de Jair Rosa Pinto. O jogo contou com a arbitragem do inglês George Reader.
A Seleção Brasileira disputou no Maracanã cinco partidas, de seis durante toda a Copa. Na partida final, foi registrado oficialmente o público recorde de 199.854 torcedores presentes (173.850 pagantes).
Nesta decisão, o Brasil foi derrotado de virada por 2 a 1 para o Uruguai. A derrota em solo nacional ficou marcada na história do povo brasileiro, sendo conhecida popularmente como o Maracanazo.
Grandes Momentos
Na década de 1970, o Fluminense apresentava a sua Máquina Tricolor, liderada, principalmente, por grandes jogadores que fizeram sucesso em outros clubes, como Rivellino, Paulo Cézar Caju, Gérson, entre outros. Um dos melhores times da história do Fluminense ganhou os campeonatos estaduais em 1975 e 1976, anos em que também foi semfinalista do Brasilerão, empatando nas semifinais com o Corinthians em 1 a 1, vindo a perder a classificação para as finais nos penalts, evento conhecido como a invasão Corinthiana, quando as torcidas cariocas rivais do Fluminense se uniram a torcida corinthiana e dividiram as arquibancadas. Ainda na década de 1970, o Fluminense foi campeão carioca em 1971, 1973 e 1980.
A década de 1970 por muito pouco que não foi quase inteira dominada pelo Fluminense e pelo Flamengo. Com exceção de 1970 e 1977, quando o Vasco ganhou, o Fluminense e o Flamengo dividiram igualmente o resto da década. O Flamengo foi campeão carioca (1972; 1974; 1978; 1979).
Nos anos 1980, Zico e outros craques ajudaram o Flamengo em sua ascensão, tendo sido campeão carioca em 1981 e 1986, além de campeão brasileiro em 1980, 1982, 1983 e em 1987, de acordo com o Clube dos 13 (ver Copa União); O time mandou os jogos destas campanhas no estádio, assim como os jogos da campanha que o levou à conquista da Copa Libertadores da América em 1981. O Vasco da Gama, liderado por Roberto Dinamite, campeão carioca em 1982, 1987 e 1988, além de campeão brasileiro em 1989. Na década de 1980, o Fluminense foi campeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984 ao vencer o Vasco na final carioca, a primeira final de Campeonato Brasileiro entre times da mesma cidade, Rio de Janeiro.
Veja esta partida, despedida de Garrincha, um amistoso entre Brasil e um combinadode jogadores estrangeiros que jogavam no Brasil, só feras

4210 – Mega Memória Paulistana – Shopping Center Iguatemi, o 1°


Localização Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232
Jardim Paulistano, São Paulo, SP, Brasil
Inauguração 28 de novembro de 1966
Lojas 330
– Âncoras C&A, Lojas Americanas, Pão de Açúcar Especial e Zara
– Mega Lojas Espaço Santa Helena e Fast Shop
– Cinema 6 salas Cinemark Iguatemi.
Área total Construída: 129.747 m²
Estacionamento 1.824 vagas
– Administração Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A.
É um shopping center da cidade de São Paulo, capital do estado brasileiro homônimo. É administrado pela Iguatemi Empresa de Shopping Centers S/A.
Localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima (antiga rua Iguatemi), na região dos Jardins, foi inaugurado em novembro de 1966, buscando inspiração num novo conceito de comércio que se estava iniciando no mundo. O Iguatemi paulistano é considerado, por seu site oficial, e por alguns órgãos de imprensa como sendo o primeiro shopping center do Brasil. Entretanto o Shopping do Méier, no Rio de Janeiro, inaugurado em 1963, também pleiteia este título. Mas foi o 1° em São Paulo por muito tempo, O 2°, o Ibirapuera, só seria inaugurado em 1978.
O Iguatemi reúne o maior número de griffes nacionais e internacionais e é marcado pela sofisticação de seu interior. Conta com oito cinemas, duas agências bancárias e 330 lojas, sendo quatro âncoras (Pão de Açúcar Especial, C&A, Lojas Americanas e Zara).

4209 – Nobel 2011 de Literatura


O poeta sueco Tomas Tranströmer, 80 anos, é vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2011.
Seu nome foi anunciado nesta quinta-feira pela Academia Sueca.
A Academia premiou Tranströmer “porque, através de suas imagens translúcidas, ele nos dá um acesso novo à realidade”.
“A maior parte da obra poética de Tranströmer está caracterizada pela economia, de concreção e de metáforas expressivas”, diz a academia. Em suas últimas obras, Tranströmer “tende a um formato ainda mais reduzido e a um grau ainda maior de concentração”, completa.
Seu primeiro livro de poemas, “Seventeen Poems”, foi publicado em 1954 e foi elogiado como uma das melhores estreias da década. Seu trabalho tornou-se conhecido no resto do mundo a partir da década de 60, quando foi traduzido para o inglês. Hoje, seus poemas já foram traduzidos para mais de 60 línguas.
Entre seus principais trabalhos estão “Windows and Stones”, de 1966, e “Baltics”, de 1974.
Em 1990, ele sofreu um derrame que afetou sua fala, mas não interferiu em seu trabalho.
Por muitas décadas, seus contemporâneos de linha mais política reclamaram daquilo que lhes parecia uma poesia alienada das grandes questões.
Em seu país, Tranströmer é conhecido também por outro ofício, o de psicólogo de adolescentes e jovens infratores e dependentes químicos.
Com o reconhecimento da Academia, ele irá receber um prêmio de US$ 1,5 milhão.
Nas primeiras horas desta quinta-feira, Tranströmer passou Adonis e Bob Dylan, que alternavam a liderança na casa de apostas britânica Ladbrokes.
Há quase quatro décadas a Academia Sueca não concede o Nobel de Literatura a alguém nascido em seu país. Os últimos suecos laureados foram Eyvind Johnson e Harry Martinson, que dividiram o prêmio em 1974. Em 2010, o escritor peruano Mario Vargas Llosa foi o agraciado com o prêmio.

4208 – Boa parte da água na Terra veio de cometas


Uma boa proporção de água dos oceanos pode ter se originado dos cometas, mais do que era estimado até agora, segundo um grupo de cientistas que estudou um desses corpos celestes.
Essa conclusão é de autoria de uma equipe internacional de especialistas coordenada por Paul Hartogh, do Instituto Max-Planck para Estudos do Sistema Solar da Alemanha, após detectar pela primeira vez em um cometa água com uma composição similar à dos oceanos terrestres.
A pesquisa, publicada na quarta-feira na revista britânica “Nature”, pôde ser realizada graças aos instrumentos do Observatório Espacial Herschel, da ESA (Agência Espacial Europeia).
Os cientistas descobriram que a água dos oceanos terrestres tem a mesma composição que o gelo encontrado em um cometa identificado como 103P/Hartley 2, da família de Júpiter, cuja origem está no cinturão de Kuiper, um conjunto de corpos de cometa fora da órbita de Netuno.
Para chegar a esta conclusão, Hartogh e seus companheiros determinaram a proporção de deutério e hidrogênio pesado (D/H) na água do 103P/Hartley 2.
utros seis cometas, analisados nos últimos anos com o mesmo equipamento, deram valores muito diferentes do D/H existente em nossos oceanos. Por isso que não apresentaram mais de 10% de água terrestre.
As análises sobre a origem dos oceanos foram motivo de debate já que várias pesquisas apontavam que procedeu principalmente do impacto dos asteroides com a Terra.
Hartogh explicou à agência de notícias Efe que, no seu período de formação, a Terra era muito seca e por isso a água existente nesse momento evaporou no espaço.
Segundo os cientistas, a água deve ter surgido 8 milhões de anos depois, por isso a possível origem da água vem de cometas e asteroides.
É possível estabelecer de onde procedeu a água analisando a composição isotópica, especialmente a proporção de deutério de hidrogênio (D/H), assinalou o cientista.
Segundo Hartogh, os asteróides de carbono do chamado cinturão de asteroides exterior, uma região relativamente fria, possuem uma relação de D/H similar à dos oceanos terrestres.
Por outro lado, os cometas possuem mais quantidade de água e seu D/H é duas vezes maior que a água da Terra, razão pela qual apenas uma pequena proporção de água pode ter sido procedida deles.
Porém, esses cometas, localizados na nuvem Oort e fora de nosso Sistema Solar, possuem uma origem diferente ao do identificado agora.
“O cometa 103P/Hartley 2 tem a mesma proporção que a água dos oceanos da Terra. Como conclusão, mais quantidade de água do que se pensava pode ter vindo dos cometas”

4207 – Ginástica Olímpica – As 7 Magníficas


As Sete Magníficas, em inglês: Magnificent Seven, foi o nome dado à seleção norte-americana feminina de ginástica durante os Jogos Olímpicos de 1996, que conquistou pela primeira vez o ouro por equipes para os Estados Unidos em uma Olímpiada.
As sete ginastas eram: Shannon Miller, Dominique Moceanu, Dominique Dawes, Kerri Strug, Amy Chow, Amanda Borden e Jaycie Phelps
Essa realização, ocorrida na Geórgia, território norte-americano, é considerada magnífica por ser inédita, tanto em Olimpíadas, quanto em campeonatos mundiais. Acrescentado como fator ao feito, está o superar as favoritas européias Rússia – que “herdou” as ginastas da União Soviética – e Romênia, segunda e terceira colocadas.
A líder das Sete Magníficas é sempre apontada como sendo Shannon Miller, a ginasta norte-americana mais expressiva a competir, seguida das estrelas Dominique Dawes e Dominique Moceanu. No entanto, durante a classificatória, foi Kerri Strug quem classificou-se para a final do concurso geral.
Nas finais, Strug, durante a prova do salto, feriu o tornozelo no primeiro, executou o segundo e protagonizou junto ao técnico Béla Károlyi, umas das imagens mais marcantes da história da ginástica norte-americana: foi carregada ao pódio da final por equipes sob os aplausos dos compatriotas torcedores.
Barras assimétricas
Para este evento, classificaram-se Amy Chow e dominique Dawes.
Nas barras assimétricas, entre as norte-americanas, Chow era a que detinha a rotina de maior pontuação. Com 9,837, a ginasta empatou com Bi Weijing, da China, em segundo lugar, superada pela russa Svetlana Khorkina. Dawes, que não subiu ao pódio, encerrou em quarto, totalizando 9,800, em uma prova com empates duplo (2º) e triplo (5º).
Solo
Para a final desse aparelho, classificaram-se Dominique Moceanu e Dominique Dawes.
O solo, assim como a trave, possui tradição entre as norte-americanas e aguardava-se bons resutlados das atletas. Ao final das apresentações, Dawes conquistou a medalha de bronze, 0,050 atrás da primeira colocada. Moceanu, por sua vez, encerrou com 9,825, 0,012 atrás de sua companheira, em quarto lugar.
Pós-Olimpíadas

As Sete Magníficas entraram em uma turnê logo após o encerramento das Olimpiadas. Strug, contudo, não participou, devido a lesão sofrida durante os Jogos.
A equipe apareceu em várias caixas de cereais e em diversos talks shows. Miller , foi considerada a mais bem sucedida membro da equipe, somando um total de cinco medalhas olímpicas, em suas participações. Pouco depois, a equipe foi inserida no Hall da Fama Olímpico Norte-Americano.

4206 – De ☻lho no Mapa A República Checa


Por causa da política, o mapa vive mudando, então fique por dentro aqui no ☻ Mega

Praga, a capital, uma cidade típica da Europa Oriental

É um país da Europa Central, limitado a norte pela Polónia, a leste pela Eslováquia, a sul pela Áustria e a oeste e norte pela Alemanha. A capital do país é Praga. É membro da União Europeia desde maio de 2004.
Boémia, na parte ocidental do país, é cercada por morros baixos e forma uma bacia drenada pelo Labe (Elba) e Moldava (Vltava). Morávia, a parte oriental também é montanhosa e é banhada pelo rio Morava. Silésia, a parte do norte da Morávia, entre a Morávia e a Polônia.
Em 1º de janeiro de 1993, a Checoslováquia foi dividida em duas por decisão parlamentar. Desde então, a República Checa e a República Eslovaca (Eslováquia) são dois países independentes.
Antigo país que fazia parte da “cortina de ferro”, no tempo da “guerra fria”.
As terras checas emergiram nos fins do século IX quando foram unificadas pelos Premyslidas (Přemyslovci). O reino da Boémia foi uma potência regional com significado, mas conflitos religiosos como as Guerras Hussitas do século XV e a Guerra dos Trinta Anos do século XVII foram devastadoras. Mais tarde, a Boémia caiu sob influência dos Habsburgos e passou a fazer parte da Áustria-Hungria.
Depois do colapso deste estado, que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, os checos e os seus vizinhos eslovacos juntaram-se e formaram a república independente da Checoslováquia em 1918. O primeiro presidente da Checoslováquia foi Tomás Masaryk. Este jovem país continha uma minoria alemã de grandes dimensões, na região dos Sudetas, o que iria levar à dissolução da Checoslováquia quando a Alemanha anexou a minoria por via do Acordo de Munique em 1938, e a Eslováquia também se separou. O estado checo remanescente foi ocupado pelos alemães em 1939. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Checoslováquia caiu na esfera de influência soviética. Em 1968, uma invasão de tropas do Pacto de Varsóvia pôs fim aos esforços dos líderes do país para liberalizar o regime e criar um “socialismo de rosto humano”, durante a Primavera de Praga.
Em 1989, a Checoslováquia recuperou a liberdade por via de uma “Revolução de Veludo” pacífica. A 1 de Janeiro de 1993, o país separou-se em dois pacificamente, resultando em países independentes: República Checa e Eslováquia.
A República Checa aderiu à OTAN em 1999 e à União Europeia em 2004.
O relevo é montanhoso, devido a cadeia montanhosa dos Cárpatos, a nordeste, na divisa com a sua ex-irmã política Eslováquia. Ao norte, na tríplice fronteira com a Polônia e a Alemanha, localiza-se os montes Sudetos com o ponto mais elevado do país (1.602 m.) no pico Snezka. Os climas da República Checa são o temperado e o continental, com verões moderados e invernos um pouco rigorosos. A vegetação é basicamente a Floresta Temperada, que possui folhas em forma de agulha que caem no inverno (caducifólia).
Cidades: Praga, Brno, Ostrava, Pilsen, Kyjov e Nepomuk.
A maioria dos 10,2 milhões de habitantes da República Checa são étnica e linguisticamente checos (95%). Outros grupos étnicos incluem germânicos, ciganos e polacos. Após a divisão de 1993, os eslovacos compõem cerca de 2% da população actual.
A fronteira entre a República Checa e a Eslováquia é aberta para pessoas com cidadania da antiga Checoslováquia. As Leis que estabelecem a liberdade religiosa foram criadas pouco após a revolução de 1989, revogando regras opressivas promovidas pelo regime comunista.
A maior comunidade religiosa é a Católica Romana (27% da população).
Religião
A República Checa é o país mais secularizado de toda a Europa, apesar de historicamente ser considerado um país católico. O censo de 2001 verificou que 59% da população não tem religião. Apenas 26,8% da população se considera católica e cerca de 2% são protestantes. 30% dos checos se declaram ateus, enquanto cerca de 50% acreditam em algum tipo de força espiritual, não sendo necessariamente Deus.
O cenário político da República Checa abrange um amplo espectro de partidos políticos, desde o semi-reformado Partido Comunista da Boêmia e Morávia na extrema-esquerda até os vários partidos nacionalistas na extrema direita. Geralmente, a direita liberal é dividida, exceto no caso específico do gigantesco Partido Democrático Cívico, e tem falhado a várias tentativas de unificação.
O primeiro-ministro é o chefe de governo e mantém poderes consideráveis, incluindo o direito de determinar a maior parte da política interna e externa, mobilizar a maioria parlamentar e nomear ministros.
O parlamento é bicameral, com uma Câmara dos Deputados e um Senado.
A economia da extinta Tchecoslováquia era essencialmente baseada em indústrias siderúrgicas, metalúrgicas, automobilísticas, de bebidas e de cristais. Mais recentemente, a República Checa, já capitalista, desenvolveu uma agricultura baseada na produção de trigo para exportação. Outros produtos agropecuários produzidos em larga escala no país incluem beterraba, cevada, batata, lúpulo e carne de bovinos, suínos, caprinos e aves.
O hóquei no gelo é, ao lado do futebol, o esporte mais popular da República Checa, tendo como atuais jogadores populares Patrik Elias, Jaromir Jagr, Tomas Kaberle, Filip Kuba, Michal Rozsival, Radim Vrbata, entre outros.
Os desportistas mais renomados da República Checa (incluindo também os atletas do tempo da Tchecoslováquia) são: Martina Navrátilová e Ivan Lendl (tênis), Emil Zatopek, Roman Šebrle, Tomáš Dvořák e Jan Železný (atletismo), Frantisek Planicka, Josef Masopust, Tomas Skuhravý, Petr Cech, Pavel Nedved e Milan Baros (todos do futebol) e Tomas Enge (automobilismo).

4205 – Mestres do Groove – Funk até no Nome


É uma questão recorrente dizer que Funk Music nada tem a ver com aquilo que se conhece hoje e para ilustrar este artigo, trazemos Instant Funk, mais um pequeno flash do mundo Disco dos anos 70.
Trata-se de uma banda Funk-Disco dos anos 70, mais conhecidos pelo clássico ” I Got My Mind Made Up (You Can Get It Girl) “. Um disco mix 12” de 45 rotações.
Saindo de New Jersey, grupo foi então chamado The Machine Music e eles foram muito bem sucedido como uma banda de back-up de The Manhattans , Sigler Coelho e também o TNJs. Ao longo de suas carreiras, Funk instantânea seria a banda de apoio para muitas estrelas, incluindo Lou Rawls, Loleatta Holloway, The O’Jays , MFSB , Curtis Mayfield e Evelyn Champagne King.
O grupo mudou-se para Filadélfia em 1976 para lançar seu primeiro álbum , Get Down com o salto Philly, como eles começaram a formular seu próprio som. O grupo seguiu este álbum com uma versão para o ex-guitarrista MFSB Norman Harris novo ‘ gravadora Mente de Ouro , com frente Sigler homem Coelho, intitulado “Let Me Party With You”.
I Got my mind foi top da Bilboard na primavera de 1979.

4204 – Insetos sentem dor?


Eles possuem terminações nervosas similares as nossas, por isso é razoável supor que possuam algum tipo de percepção. Só não dá para afirmar se a dor é igual a nossa, já que os homens tem conciência diferente dos insetos.
A estrutura destes, estão distribuídas por várias partes do esqueleto. Possuem mecanismos de defesa de dor, bloqueando-a. Por isso uma barata continua a andar, mesmo depois de ter a perna arrancada.

4203 – Museu do Som – A Quasar


Marca bem conhecida dos audiófilos e DJs, essa indústria brasileira tinha a sua fábrica na Rua Altino Arantes, bairro V.Mariana, em S.Paulo.
Falar da excelencia da qualidade dos equipamentos da Quasar é muito difícil, só testando com os sentidos, ouvido o som e tocando nos materiais. Equipamentos com 5 anos de garantia e a assistência técnica era feita na própria fábrica.
A Quasar definitivamente não era uma empresa qualquer. Não nasceu com intenções de ser “mais um fabricante” apenas. Ela procurou ser “O” Fabricante. E se tornou mesmo. Tinha como diretrizes fabricar equipamentos que realmente possuíam em seus projetos qualidade, robustez, flexibilidade, especificações e recursos condizentes com aplicações tanto de alta fidelidade como profissionais. Suas utilizações e aplicações eram as mais vastas imagináveis.
É inútil tentar descrever a qualidade dos equipamentos, você tem mesmo que ouvir. Alguns equipamentos ainda podem ser encontrados em lojas de som usado na região da Santa Ifigênia em São Paulo e no bairro do Ipiranga, na Rua Silva Bueno. Houve uma sucessora que não logrou muito êxito, de nome EES-Equipamentos Eletrônicos e Sistemas. Dizem que foi conduzida por algumas pessoas que eram da própria Quasar.

4202 – Física – Viajando no Tempo


As dúvidas são antigas, a começar pela definição: o que é o tempo? Nenhum cientista moderno se sairia muito melhor que Santo Agostinho, no ano 400 da era cristã: “Se ninguém me pergunta, eu sei; se tento explicá-lo, não sei”, esquivou-se o grande pensador da Igreja. Apesar disso, muita coisa mudou, e não é absurdo dizer que desde a década de 50 diversas pessoas passearam pela quarta dimensão. Os astronautas, queiram ou não, foram em certa medida levados ao futuro pelo simples fato de voar em uma nave a cerca de 40 000 quilômetros por hora e em órbitas de 300 quilômetros de altura onde a gravidade é muito menor que na superfície da Terra. Já não há dúvida de que movimento e gravidade alteram o ritmo do tempo e o valor de tais mudanças foi medido com grande precisão.
Um mero avião a 9 quilômetros de altura, ao fim de uma hora de vôo, terá se viajado cerca de 2 bilionésimos de segundo. A bordo, sob gravidade menor, o tempo flui mais depressa do que no solo, o que se constatou pela primeira vez em 1971, sob a supervisão do físico americano Carrol Alley, da Universidade de Maryland.Nas naves orbitais, o ritmo muda de maneira mais sensível: cerca de 1 bilionésimo de segundo a cada segundo. Ou seja, quando o astronauta completar 1 bilhão de segundos no espaço, ele terá se deslocado 1 segundo nos quadrantes do tempo. Se. nesse momento, voltar a superfície, estará 1 segundo mais velho que as pessoas de mesma idade — antes do vôo.
É claro que, para a escala humana, esses efeitos são desprezíveis.
No entanto, quando se pensa em astros de gravidade substancialmente maior que a da Terra já não se podem negligenciar os efeitos. Na superfície do Sol, por exemplo, o ritmo do tempo é bem mais lento: se fosse possível instalar uma colônia humana nesse lugar, seus ocupantes ficariam presos ao passado, em comparação com os amigos e parentes que ficaram na Terra. A diferença de idade, nesse caso, aumentaria um minuto por ano. Numa anã branca — estrela que pode ter a massa do Sol, mas concentrada num volume não maior que o da Terra —, o fluxo do tempo se retarda em 1 hora por ano. Imagine-se, então, o que aconteceria junto a um buraco negro, os corpos mais densos que podem existir.
Para transformar o Sol em buraco negro seria preciso esmagar sua massa até fazê-la caber em uma esfera de 3,7 quilômetros de raio (em lugar dos 700 000 quilômetros de fato). Isso criaria tamanha concentração gravitacional que a cerca de 50 quilômetros da nova borda do Sol o ritmo do tempo se reduziria à metade. Os especialistas calculam que um astronauta nessa região envelheceria lentamente, o que vale dizer que seus amigos e parentes distantes, vivendo em locais de gravidade mais rarefeita, envelheceriam duas vezes mais depressa. De regresso ao lar, após dez anos, o viajante encontraria a Terra vinte anos no futuro.Vale a pena acompanhar a vida de um astronauta em regiões onde o tempo é mais rarefeito. No livro O Universo de Einstein, do especialista inglês Nigel Calder, há uma viva descrição dessas cenas. A borda do buraco negro, o astronauta vê as estrelas mais azuladas que o normal. As mensagens que ele recebe da Terra estão em freqüência diferente daquela usada na transmissão — seria como captar na televisão mensagens de rádio AM. E não apenas isso: as palavras das mensagens seriam ouvidas em alta velocidade. O astronauta teria de gravá-las e depois reproduzi-las em rotação lenta para poder entendê-las.
Um dos projetos mais recentes foi elaborado pelo físico americano Yakir Aharonov, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele tem na gaveta o desenho de uma estranha esfera maciça, capaz de se expandir ou encolher muito velozmente.A idéia é provocar mudanças rápidas na densidade de matéria no interior da esfera, e assim alterar continuamente o ritmo do tempo. O incrível resultado é uma espécie de liqüidificador temporal: em última instância, não se saberia exatamente em que tempo um ocupante da máquina estaria. Imagina-se que há uma pequena probabilidade de o viajante passar por qualquer momento do passado ou do futuro. Convenientemente desligado, o aparelho pousaria numa época diferente da de partida. Ninguém sabe dizer se a coisa funciona, mas a pesquisa teórica é importante por si só — afinal, todo o conhecimento científico nasceu de idéias, muitas delas impossíveis de realizar, a princípio.
Mas, contestadores não faltam, o inglês Stephen Hawking, ironiza as viagens no tempo. “Se elas existissem, os cientistas do futuro já as teriam descoberto e nossa época estaria cheia de turistas do tempo”.

4201 – O que é a água pesada das usinas nucleares?


Durante a quebra dos átomos de urânio em um reator nuclear são liberados nêutrons que, ao colidirem com outros átomos de urânio, são absorvidos provocando também sua fissão. Mas os nêutrons são liberados com altíssima carga de energia, que precisa ser diminuída para possibilitar sua absorção pelos outros átomos e a continuidade da reação em cadeia. Entra então em cena a água pesada, que circunda o tubo de metal onde está o urânio. Apesar de ter aparência e propriedades químicas exatamente iguais ás da água comum, sua composição é diferente. Os dois átomos de hidrogênio da água que sai das torneiras são substituídos por dois de deutério. A diferença entre esses elementos é que o átomo de hidrogênio possui apenas um próton e um elétron, enquanto o de deutério tem ainda mais um nêutron no seu núcleo. Isso faz com que ele tenha quase o dobro de massa, daí o nome de água pesada. “Quando o nêutron superenergético resultante da fissão do urânio colide com o deutério, sua energia diminui, sem que ele seja absorvido. É como o choque de duas bolas de bilhar. Com a energia cedida pelo nêutron do átomo de hidrogênio, a água pesada atinge temperaturas muito altas e pode ser usada para a produção de energia elétrica.

4200 – De volta a Marte


Lançada por um foguete Titan-3, a sonda americana Mars Observer reativou em grande estilo, após 17 anos de interrupção, o programa de exploração do planeta vermelho. A sonda, que custou 800 milhões de dólares, ficará estacionada em órbita, de onde deve completar a cartografia e a topografia de Marte, mas também deve analisar minerais de sua superfície, procurar traços de vida presente ou passada, estudar o clima e achar bons campos de aterrissagem para as missões automáticas previstas para 1998 e 2003. O primeiro vôo tripulado pode ocorrer em meados do século XXI. Já se sabe que a temperatura local não passa dos 27ºC e que, se o homem quiser imprimir suas pegadas nos vastos desertos que compõem a paisagem marciana, terá de produzir seu próprio oxigênio, pois a atmosfera, além de rarefeita, contém dióxido de carbono e nitrogênio.

4199 – Irmão distante da Terra


Um pequeno ponto de luz avermelhada, a cerca de 5 bilhões de quilômetros, é o mais novo membro da família solar: um planetóide de 200 quilômetros de extensão, provavelmente composto de gelo e poeira, batizado 1992 QBI. Em si mesmo, o QBI não é importante. Mas pode demonstrar que o sistema solar é muito mais amplo do que parece. Suspeita-se, de fato, que o QBI não está sozinho, mas pertence ao chamado Cinturão de Kuiper – espécie de resíduo da época em que o sistema solar se formou a partir de poeira e gás cósmicos. Parte dessa matéria-prima, em vez de se incorporar ao Sol e aos grandes planetas, foi ejetada para a periferia do sistema, formando o aglomerado de Kuiper e também a nuvem Oort, ainda mais distante. Imagina-se que aí seria o “berço” onde nascem os cometas. O primeiro não estaria muito além de Plutão, a cerca de 7 bilhões de quilômetros. Mas a nuvem de Oort pode chegar a quase 20 trilhões de quilômetros, a meio caminho das estrelas.

4198 – Astrofísica – Ciclo da vida e morte no céu


Seqüência principal é o nome que os astrofísicos dão ao conjunto das estrelas que estão na mais importante fase da sua vida: aquela em que queimam hidrogênio e corresponde à sua juventude. Logo que nascem, as estrelas começam a adquirir as características próprias da seqüência principal; e se diz que elas saem da seqüência para a morte. Entre um extremo e outro, elas têm características variadas, e isso as coloca em diferentes regiões de um grande diagrama, conhecido pela sigla H-R.
As equações matemáticas não conseguem ainda diagnosticar bem o pré-natal e a agonia mortal de uma estrela. Não se sabe, por exemplo, como as nuvens frias, como a do Saco de Carvão, ao pé do Cruzeiro do Sul, ficam grávidas de estrelas. Sabe-se que a “placenta” estrelar é composta de gás, poeira e moléculas diversas, como o monóxido de carbono (CO) e a água (H20), a temperaturas próximas ao zero absoluto.
Com o tempo, em certos pontos dessa massa, se formam glóbulos um pouco mais densos e daí para a frente a força da gravidade se encarrega de conduzir o processo de gestação até o “parto”. Primeiro, a força da gravidade faz a matéria despencar para o centro do glóbulo e a energia gravitacional é transformada em energia de movimento (ou cinética). Esta, por sua vez, se transforma em energia térmica (calor) devido às colisões entre os átomos no centro do glóbulo.
O coração quente da estrela emite luz (energia luminosa) na faixa infravermelha. Assim, a nuvem esconde em seu ventre o coração aquecido de um bebê estrela que está para nascer. O astrônomo, à semelhança de um obstetra, só pode vê-la indiretamente, por meio de ondas como o infravermelho ou rádio. O parto da estrela é rapidíssimo comparado à duração de sua vida, mas longo demais para ser acompanhado por nós, micróbios cósmicos. As estrelas do tipo T Tauri estão na fase final de contração, chegando à Seqüência Principal. Elas já emitem luz visível, mas ainda estão envoltas na “placenta” estelar. As Plêiades já podem ser chamadas de estrelas. Dizemos que uma estrela nasceu quando seu coração já atingiu 10 milhões de graus, e se acenderam as reações de fusão do hidrogênio.
A energia liberada pela fusão nuclear contrabalança a contração gravitacional e a massa estelar atinge o equilíbrio. A esta altura, ela está na Seqüência Principal, onde permanecerá 90% de sua existência. O Sol está nessa fase de vida há 5 bilhões de anos. Mas, como mostrou o físico brasileiro Mário Schenberg, depois que a estrela queima 10 a 15% de suas reservas de hidrogênio, o equilíbrio de forças sofre um abalo. O caroço central entra em ligeiro colapso, gerando muito calor e luz: logo, o corpo da estrela se expande. As camadas gasosas da superfície se esfriam, fazendo a estrela tornar-se uma gigante vermelha, como Antares, Aldebaran e Betelgeuse. A partir daí, a estrela não tem mais muito tempo de vida.
O Sol começará a sair da Seqüência Principal daqui a 5 bilhões de anos. Em mais 800 milhões de anos, ele já terá engolido Mercúrio e Vênus; será cerca de 100 vezes maior e mil vezes mais luminoso que hoje. A luz e o vento solar varrerão da Terra todos os seus gases e líquidos, calcinando sua superfície. Os descendentes da espécie humana poderão encontrar abrigo em torno de Júpiter ou Saturno. Suas luas, que hoje são de gelo, se tornarão bolas de água e em pouco tempo serão vaporizadas. O futuro da humanidade é navegar através do vácuo cósmico. Isso vale para todas as “humanidades” que porventura orbitem outras estrelas: mais dia, menos dia, todas elas acabarão desmanchando a fina teia da vida que alimentaram à sua volta.
As estrelas pequenas, como o Sol, têm uma morte tranqüila. Depois da fase de queima de hidrogênio, passam a fundir o hélio, produzindo o carbono. Em pouco tempo, elas começam a pulsar, como as estrelas do tipo RR Lyrae. Isso acaba por expelir suas camadas superficiais, formando as belíssimas nebulosas planetárias, como a Nebulosa Saturno (NGC 7009). A partir daí, a pequena gravidade da estrela não consegue produzir reações nucleares com elementos químicos mais pesados. A força da gravidade ganha a luta, comprimindo a estrela até ela ficar do tamanho da Terra, como a companheira de Sirius, que é uma anã branca. Um chiclete de matéria de uma estrela desse tipo tem a massa de 100 toneladas! A anã branca esfria e vira uma anã negra.
A morte de uma grande estrela é completamente diferente. Ela ultrapassa a fase de fusão do hélio, construindo todos os átomos pesados que conhecemos: carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro, ouro, urânio, como sonhavam os alquimistas. Quando o coração de uma grande estrela entra em crise de energia, a morte é instantânea. Com o fim das reações de fusão nuclear, a falta de pressão interna provoca o colapso de todo o corpo da estrela sobre seu centro. A energia gravitacional gera tanto calor, que ela arrisca torrar os preciosos elementos químicos que gerou. Uma cadeia de reações nucleares explode a estrela inteira, fazendo-a brilhar como bilhões de sóis. São as chamadas supernovas. A força da luz ganha da gravidade e esparrama pelo meio interestelar as entranhas das estrelas, ricas em elementos químicos pesados. As gerações subseqüentes de estrelas formadas desse material, poderão, portanto, gerar planetas rochosos como a Terra, capazes de desenvolver vida como a nossa.
Quando a matéria superdensa ultrapassa o limite de 1,4 massa solar, os prótons engolem os elétrons, transformando-se em nêutrons. A anã branca colapsa até ficar com poucos quilômetros de raio e densidade de 100 milhões de toneladas por centímetro cúbico. Se a massa, nesse estágio, for menor que 2,5 massas solares, o colapso é barrado. Os nêutrons ficam tão próximos que entra em ação a repulsão de spin, uma das mais poderosas forças dentre as partículas. O cadáver estelar vira, então, uma estrela de nêutrons, como o caso dos pulsares e fontes de raios X penetrantes

4197 – Sólido mais leve que o ar


O programa militar americano “Guerra nas Estrelas” não produz apenas armas. Um de seus subprodutos, o Seagel, promete surpreender quem pensa que penas ou bolhas de sabão são extremos de leveza. Esse novo material feito de ágar, um vegetal marinho, chega a pesar menos que o ar e pode se equilibrar sobre bolhas de sabão, sem estourá-las. Um volume de Seagel correspondente a uma xícara de chá pesa menos de 1 grama. Apesar disso, é flexível, super-resistente, bom isolante térmico e acústico, e excelente absorvedor de choques. Não é preciso dizer que seus criadores o vêem como alternativa ideal aos plásticos de todo tipo. Em especial àqueles que são expandidos como os temíveis CFCs: o Seagel apregoam os pesquisadores, é altamente ecológico. Além de ser biodegradável, poderia até ser ingerido.

4196 – Como agem os remédios antitérmicos?


A febre indica que algo está errado com a saúde: a pessoa febril pode estar com uma infecção, uma inflamação ou ainda uma lesão no sistema nervoso. Quando isso acontece, o corpo passa a produzir uma quantidade maior da enzima chamada prostaglandina endoperóxido sintase, que em condições normais auxilia na coagulação do sangue e na produção do suco gástrico, entre outras coisas. Em excesso, essa substância acaba desequilibrando o funcionamento do hipotálamo, a região central encarregada de controlar a temperatura do corpo. Assim, o organismo passa a produzir mais calor do que consegue perder – é a febre. “ Os antitérmicos agem no início do processo, inibindo a ação da enzima causadora do problema”, explica uma farmacêutica bioquímica, da Universidade de São Paulo. “É importante lembrar que esses remédios só impedem que a temperatura corporal suba, mas não curam o distúrbio que estaria provocando essa elevação”.

4195 – Excesso de ferro faz mal ao coração


Poucos minerais são tão importantes para o organismo quanto o ferro, responsável, por exemplo, pelo transporte de oxigênio dos pulmões até as células. Em excesso, porém, o ferro se torna mais perigoso que o colesterol para o coração. Sob suspeita há vários anos, esse fato pode ter sido comprovado na prática por um estudo recente do epidemiologista finlandês Jukka Salonen, da Universidade Kuopio. Quando a concentração de ferro no sangue sobe acima de 200 microgramas por litro, dobra a possibilidade de um ataque do coração. Isto torna alguns medicamentos muito perigosos. Na verdade, a concentração de 200 microgramas refere-se à ferritina, molécula responsável pelo armazenamento do ferro no sangue e outras partes do corpo. Se a concentração de ferritina cresce 1%, dizem os pesquisadores, a possibilidade de ataque cardíaco cresce 4%. Assim se entende, por exemplo, a curiosa proteção da aspirina contra ataques do coração: ela promove pequenas hemorragias internas, o que elimina o excesso de ferro. Da mesma forma, a perda de sangue periódica por meio da menstruação dá às mulheres jovens uma proteção que os homens não podem ter. Essa, pelo menos, é a interpretação de Jerome Sullivan, da Faculdade de Medicina da Carolina do Sul, Estados Unidos.

4194 – Depressão


Cientistas americanos acreditam ter encontrado duas porções do cérebro responsáveis pelo estado de depressão profunda. São elas córtex prefrontal esquerdo e a amídala, pequena estrutura nervosa que controla as reações emocionais (não confundir com amídala da garganta). A pesquisa, conduzida pelo psiquiatra Wayne Drevets, da Escola de Medicina da Universidade Washington, St. Louis, usou o tomógrafo de pósitrons (PET), que rastreia a massa encefálica e verifica a cada segundo, em que região cerebral o fluxo de sangue é maior. Depois de testar dezenas de pessoas normais e deprimidas, Drevets verificou que elas apresentavam grande atividade celular no córtex prefrontal esquerdo. Segundo o especialista, isso sugere que essa região cerebral processa os pensamentos negativos constantes, comuns nos deprimidos. Já a amídala revelou-se um indicador da profundidade da depressão: ou seja, ela não só se torna mais ativa, como sua atividade cresce conforme se agrava o estado do paciente.

4193 – A cor invisível do beija-flor


O olho humano é um sensor limitado, já que só enxerga a radiação eletromagnética que vai do azul ao vermelho. O beija-flor, no entanto, parece enxergar até a faixa do ultravioleta, situada entre as cores comuns e os raios X. Esta é a tese do psicólogo Emílio Takase do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. “Durante mais de dois anos procurei provar que o beija-flor também é capaz de discriminar diferentes tonalidades de ultravioleta.”
Para isso, ele treinou diversos pássaros para sugar água açucarada sob quatro filtros diferentes – discos de vidro com 7 centímetros de diâmetro e um orifício no meio. Em poucas palavras, os pássaros aprenderam a identificar uma vasilha de água açucarada, entre muitas outras, cuja marca não era uma cor comum, mas raios ultravioleta. Takase festejou os resultados. “Os pássaros tiveram alta taxa de acerto.”
O ultravioleta não é mais misterioso que as cores comuns. Estas representam ondas eletromagnéticas de maior ou menor comprimento, dentro da faixa que vai de 400 nanômetros (correspondentes ao azul), a 700 nanômetros (vermelho). O ultravioleta está abaixo de 400nn. Não se entende bem como o cérebro lida com as ondas eletromagnéticas depois que elas atingem os sensores existentes no olho. O fato é que, conforme o comprimento da onda, o cérebro a vê como uma cor diferente: azul, verde ou amarelo. Apesar de ser uma pesquisa básica – que não visa aplicação prática –, Takase acredita numa hipótese interessante sobre o beija-flor que estudou, de nome científico Eupetomena macrouca macrouca. Ele diz que a visão talvez não sirva só para reconhecer as flores com néctar, seu principal alimento, mas para um pássaro ver o outro e ficar invisível aos predadores!

4192 – É verdade que os cães mordem as pessoas que demonstram medo?


Por ter uma visão apurada o cão consegue, mesmo que a certa distância, perceber alterações nos movimentos de uma pessoa amedrontada. “O animal descende do lobo e dele herdou o instinto de caça. Se alguém passa a andar furtivamente ou com uma postura submissa, ele identifica logo uma presa fácil. O mesmo acontece quando a pessoa corre. Nem sempre o cão persegue a vítima para atacá-la. Muitas vezes só quer espantá-la e mostrar quem é que manda no território”, conta uma veterinária da Universidade de São Paulo. O problema é que, quando alguém está com medo do animal, costuma fazer movimentos bruscos, como levantar a mão. O que é um gesto de defesa para a pessoa é entendido como uma forma de ataque pelo cão, o que pode leva-lo a avançar.