4182 – Música – Maxine Nightingale


Nascida em 02 de novembro de 1952 em Wembley, Londres é uma cantora de R&B britânica. Ela é mais conhecida por seus sucessos na década de 1970, como “Right Back Where We Started From” (1975, Reino Unido e 1976, EUA), “Love Hit Me” (1977) e a clássica “Lead Me On” de 1979,tema da novela Água Viva,da Globo.

4181 – Nobel de Física de 2011


A Real Academia de Ciências da Suécia anunciou na manhã desta terça-feira os vencedores do prêmio Nobel de Física de 2011.
Ganharam os americanos Saul Perlmutter e Brian Schmidt e o também americano Adam Riess, que possui a cidadania australiana, pela descoberta da expansão acelerada do Universo por meio de observações de supernovas distantes.
Em 1998, o trio balançou os alicerces da física mundial ao anunciar que a expansão do Universo estava em aceleração. Até então, pensava-se que a gravidade serviria como freio, fazendo com que esse processo desacelerasse.
Os resultados foram feitos em dois grupos independentes. Um chefiado por Perlmutter, 52, da Universidade da Califórnia, e o outro por Schmidt, 44, da Universidade Nacional da Austrália, mas com participação crucial de Riess, 42, da Universidade Johns Hopkins.
O prêmio de 10 milhões de coroas suecas, (cerca de R$ 2,8 milhões), será dividido em duas partes. Uma para Perlmutter e, a outra, entre Schmidt e Ries.
Em 1998, o trio balançou os alicerces da física mundial ao anunciar que a expansão do Universo estava em aceleração. Até então, pensava-se que a gravidade serviria como freio, fazendo com que esse processo desacelerasse.
Os resultados foram feitos em dois grupos independentes. Um chefiado por Perlmutter, 52, da Universidade da Califórnia, e o outro por Schmidt, 44, da Universidade Nacional da Austrália, mas com participação crucial de Riess, 42, da Universidade Johns Hopkins.
O prêmio de 10 milhões de coroas suecas, (cerca de R$ 2,8 milhões), será dividido em duas partes. Uma para Perlmutter e, a outra, entre Schmidt e Ries.
A descoberta da expansão acelerada do Universo foi possível através da observação de um tipo muito especial de supernova: a supernova Ia.
Trata-se da explosão de uma estrela muito antiga e compacta, tão pesada quanto o Sol, mas de tamanho relativamente pequeno, como o da Terra. Uma única supernova pode emitir, durante algumas semanas, tanta luz quanto uma galáxia inteira.
Os dois times de pesquisa descobriram mais de 50 dessas supernova e detectaram que a luz delas era mais fraca do que o esperado, um sinal de que a expansão do Universo estava acelerando.
Embora os resultados contrariassem todas as previsões, ambos os grupos chegaram às mesmas conclusões sobre a aceleração.
Acredita-se que o fenômeno seja causado pela energia escura, que compõe cerca de 70% do Universo e sobre a qual ainda quase não se sabe nada.
No ano passado, o “prêmio de Física foi entregue a Andre Geim e Konstantin Novoselov, ambos de origem russa, por suas descobertas sobre o material bidimensional grafeno, aplicáveis à física quântica. Geim tem ainda a particularidade de ter recebido um Ig Nobel pelo estudo envolvendo a levitação de sapos.
Esta é a segunda categoria do Nobel de 2011 cujos vencedores são anunciados. Na segunda-feira, três cientistas que desvendaram segredos do sistema imunológico, abrindo caminho para novas vacinas e tratamentos contra o câncer, foram anunciados como vencedores do Prêmio Nobel de Medicina –ou Fisiologia.
O norte-americano Bruce Beutler e o biólogo francês Jules Hoffman, que estudaram os primeiros estágios da reação imunológica a um ataque, dividiriam o prêmio de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,8 milhões) com Ralph Steinman, canadense radicado nos EUA que descobriu as células dendríticas, que morreu antes de ser anunciado como ganhador –a Fundação Nobel confirmou a entrega do prêmio após uma reunião de emergência.
O Nobel é entregue desde 1901 a personalidades de destaque nas áreas de ciências, literatura e paz, conforme estipulado no testamento do empresário Alfred Nobel, inventor da dinamite.

4180 – O que são Andróides?


Andróide robótico

A palavra androide serve para designar qualquer ser que tenha a forma de um homem, em contraponto à palavra ginoide que serve para designar seres de forma feminina.
Entretanto, por seu uso em várias obras de ficção científica, o termo passou a ser usado mais específicamente para descrever robôs com aparência humana. O mesmo não ocorreu com o termo ginoide, sendo muito poucos os livros e filmes a usarem esse termo para descrever robôs com aparência de mulher. Assim, o termo androide acaba sendo usado também para descrever os robôs de forma feminina.
O famoso escritor de ficção científica Isaac Asimov criou vários personagens androides, entre eles Dors Venabilis (Prelúdio da Fundação), Daneel Olivaw (Os Robôs do Amanhecer) e Andrew (do conto O Homem Bicentenário). Talvez a obra que mais tenha popularizado o termo tenha sido o filme Blade Runner: O Caçador de Androides, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford. O filme é baseado num livro do escritor de ficção científica Philip K. Dick. Na manga e anime Dragon Ball, de Akira Toriyama, também aparecem androides, que são os androides 8, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e o 21, também conhecido como Cell.

4179 – Robótica – Os robôs vão nos destruir?


O bug do milênio não causou a tragédia anunciada, e as máquinas que tinham nosso futuro nas mãos, como quisesse um autor de ficção científica tergiversando sobre o tema, aos poucos afrouxaram os dedos. As previsões falavam em tumulto no mercado financeiro, pane na rede mundial de telecomunicações, crise no abastecimento energético do planeta, falhas nos controles de segurança de usinas nucleares. Com toda a paranóia criada na época, foi impossível não soltarmos fogos de artifício e abrirmos garrafas de champanhe enquanto pensávamos num possível colapso do sistema, que os primeiros segundos do ano 2000 logo trataram de mostrar não mostrar de mais uma prova do antigo medo que o ser humano tem de perder a guerra contra suas próprias criações – no caso, as máquinas.
Por que tememos tanto o que nós mesmos construímos? Desde o mito hebreu do Golem até a sua versão “neuromântica” em Blade Runner (1982), recém-eleito o melhor filme de ficção científica de todos os tempos, temos medo de que as máquinas se revoltem contra os humanos e tomem conta de tudo e de todos. A cultura popular já se encarregou de mitificar esse embate, e os resultados quase nunca são satisfatórios para nós.
Em 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), do diretor Stanley Kubrick, o supercomputador HAL 9000 extermina os astronautas da missão em Júpiter para que eles não o atrapalhem no cumprimento de seu trabalho. Frio e polido, ele desliga as pessoas como máquinas, sem o menor remorso. Já em Alien – o Oitavo Passageiro (1979), do cineasta Ridley Scott, o oficial científico Ash (um andróide, como descobrimos mais tarde), com toda sua frieza e passividade, põe toda a tripulação da nave Nostromo em risco ao decidir manter o alienígena vivo.
Nem a coexistência homem/máquina num mesmo ser é tema pacífico. Enquanto a consciência do policial Alex Murphy teima em sobreviver dentro do monstro de metal em que se transformou em Robocop (1987), os dois protagonistas do anime Ghost in the Shell (“O Fantasma do Futuro”, de 2002) vivem dramas complementares: a major Motoko é um andróide sem alma, enquanto o vírus inteligente Mestre dos Fantoches é um espírito digital sem corpo (daí a citação cartesiana do título). Nenhum deles tem necessidade de gente para sobreviver.
Nós contra eles
Dez robôs que desafiaram os humanos no cinema. Alguns se deram bem
T800
Filmes: O Exterminador do Futuro (James Cameron, 1984)
O que fez: No primeiro filme, T800 (Arnold Schwarzenegger) é uma máquina fria e assassina. No segundo, ele começa a desenvolver sentimentos, muito pelo fato de conviver com o garoto John Connor (Edward Furlong), seu protegido.
T1000
Filme: O Exterminador do Futuro II (James Cameron, 1991)
O que fez: T1000 (Robert Patrick) é um robô que vem do futuro para eliminar John Connor e o robô Exterminador, que havia mudado de time. Mesmo num papel coadjuvante, o robô fez tanto sucesso que depois fez uma ponta na comédia Quanto Mais Idiota Melhor 2.
HAL 9000
Filme: 2001 – Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)
O que fez: Terceiro supercomputador de sua série, HAL nasce no dia 12 de janeiro de 1992, na usina HAL de Urbana, no Estado de Illinois, com o único propósito de manter estáveis as condições de bordo de missões espaciais. Acaba extrapolando suas funções. Nove anos depois, HAL assume o controle da espaçonave Discovery, depois de perceber que os humanos a bordo poderiam estragar sua própria missão – simplesmente por serem humanos!
GORT
Filme: O Dia em que a Terra Parou (Robert Wise, 1951)
O que fez: Gort (Lock Martin) é um enorme leão-de-chácara espacial encarregado de proteger o emissário alienígena Klaatu (Michael Rennie), que vem alertar os humanos que, se o nosso planeta não ficar em paz, o bicho vai pegar. A solução não podia ser mais humana: matam Klaatu como se pudessem matar o problema. Foi a deixa para Gort sair quebrando tudo.
ASH
Filme: Alien – o Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979)
O que fez: O oficial científico Ash (Ian Holm) é um andróide que conduz a nave Nostromo à captura da mais perfeita máquina de guerra. O problema é que ele sabia desde o início da periculosidade do ET e que os seres humanos da missão podiam ser descartados. Mais: ninguém na nave suspeitava que ele era um robô. Pior para todo mundo.
AGENTE SMITH
Filmes: Matrix (Andy e Larry Wachowski, 1999), Matrix Reloaded (2003) e Matrix Revolutions (2003)
O que fez: Smith (Hugo Weaving) é apenas um dos mecanismos de segurança que o programa Matrix desenvolveu para eliminar seres humanos. Mas depois que Neo (Keanu Reeves) faz o que parecia impossível – mata o agente –, ele volta renascido e, em suas próprias palavras, livre. É um dos melhores vilões da ficção científica moderna.
PROTEUS IV
Filme: A Geração Proteus (Donald Cammell, 1973)
O que fez: Dublado por Robert Vaughn, Proteus é um computador que foi criado com fins militares, mas logo desenvolve consciência e quer conhecer o mundo em que nasceu. Seu criador, o cientista Alex Harris (Fritz Weaver), ri na sua cara quando ele pede para sair do laboratório. É o suficiente para o computador planejar sua fuga, e da forma mais perversa: entra na casa de Harris, seduz sua esposa e promete devolver a ela a filha que morrera.
DAVID SWINTON
Filme: A.I. – Inteligência Artificial (Steven Spielberg, 2001)
O que fez: O menino-robô David (Haley Joel Osment) foi fruto da parceria entre os diretores Stanley Kubrick e Steven Spielberg. Na visão de Kubrick, um computador consciente não seria uma ameaça à humanidade, mas sim uma continuação natural, evolucionária, do ser humano. Nas mãos do diretor Spielberg, a história virou praticamente uma overdose de glicose.
ROY BATTY
Filme: Blade Runner – O Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982)
O que fez: O andróide Roy Batty (Rudger Hauer) é o líder do grupo de replicantes Nexus 6, que se rebelam contra os seres humanos. Batty é o primeiro ser sintético a desenvolver emoções, um processo que se encerra assim que o caçador Rick Deckard (Harrison Ford) tenta encurralá-lo. Batty termina por poupar a vida de Deckard, numa demonstração formidável de seu espírito humanitário.
PROJETO 2501
Filme: O Fantasma do Futuro (Mamoru Oshii, 1995)
O que fez: Desenvolvido por um especialista americano em inteligência artificial, o Projeto 2501 era inicialente um programa de espionagem que se infiltrava na consciência das pessoas, criando experiências simuladas . Mas o programa criou vida própria e passou a trabalhar como uma inteligência artificial com planos bem pouco ingênuos para a humanidade.

4178 – Robótica – Ficção ou Realidade?


A ficção científica já sonhou muito com isso. Philip K. Dick , autor das histórias que inspiraram os filmes Blade Runner e Minority Report, especula sobre o momento em que ninguém mais souber diferenciar um humano de um andróide. O mesmo fez Isaac Asimov com Eu, Robô – que também foi parar nos cinemas. Pois é melhor procurar esses livros e filmes para se preparar para o futuro, porque a realidade alcançou a ficção. Há 3 anos, o engenheiro japonês Hiroshi Ishiguro, chefe do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade Osaka, criou o andróide Geminoid HI-1, que é uma cópia idêntica de si mesmo. Depois, apresentou ao mundo Repliee R1, que tem a forma de uma garota de 5 anos. Em 2005, ele completou a família com Repliee Q1Expo, um robô em forma de mulher, que depois ganhou uma versão melhorada, a Repliee 02.
Os andróides de Ishiguro são as mais perfeitas réplicas já feitas. Eles têm uma cobertura de silicone que imita a pele humana e 42 pontos de articulação, que fornecem uma vasta gama de movimentos. Vasta mesmo: o Geminoid HI-1 move os olhos e as mãos como um humano, movimenta o tórax como se estivesse respirando e fala algumas frases pré-gravadas pelo próprio Ishiguro. Graças a sensores táteis e a câmeras multidirecionais, eles reagem ao toque humano e a gestos feitos a distância – se você ameaçar bater na Repliee 02, ela levanta os braços para se proteger. A cabeça se mexe em 9 direções diferentes, e em todos os casos o resto do corpo acompanha o movimento. Esse mesmo sistema garante que a interação entre homem e máquina seja muito mais natural do que em outros robôs. Tão natural que a maioria das pessoas demora alguns segundos para perceber que aquela máquina não é humana – e, em alguns casos bem específicos, como dentro de um carro, a semelhança pode enganar até por alguns minutos. Estudos conduzidos por Ishiguro demonstram que as crianças tratam a Repliee R1 como uma igual.
O engenheiro de Osaka não é o único que quer entender melhor a interação entre homens e máquinas. Dezenas de pesquisadores, especialmente no Japão, tentam descobrir a importância da aparência externa e do comportamento, determinado pela naturalidade dos movimentos. A partir das conclusões dessa observação, Ishiguro e seus colegas querem criar robôs cada vez mais parecidos conosco. Eles acreditam que os andróides têm muito a nos ensinar sobre o nosso próprio comportamento.

4177 – Geologia – O Buraco do Mal


Sete pesquisadores de vários países exploraram, pela primeira vez, a cavidade de Minyé, o maior buraco causado por erosão já encontrado em todo o mundo. Semelhante à boca de um vulcão, ele se perde em meio à densa floresta tropical da Nova Guiné, com 450 metros de diâmetro e 410 de profundidade.
O transporte do grupo até o fundo da “morada dos espíritos maus”, como é conhecido pelos nativos da região, só pôde ser feito por helicóptero, uma viagem arriscada e, em razão das traiçoeiras correntes de ar existentes no interior do buraco. Lá foram encontradas dezenas de corredeiras, uma variada vegetação natural e outras câmaras gigantescas – algumas com 200 metros de extensão por 120 de altura -, repletas, é obvio, de morcegos.

4176 – Prêmio Nobel – Esquecida pela Academia


Ficou célebre a gafe cometida por Mário Amato, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, quando, em 1989, ao referir-se à então ministra do Trabalho, Dorothéa Werneck, disse: “Ela é inteligente, apesar de ser mulher”. Gafes como essa não são privilégio dele ou dos brasileiros. A Academia Sueca de Ciências também cometeu a sua, ao premiar o cientista Antony Hewish com o Nobel de Física, em 1974, pela descoberta de um novo tipo de estrela, o pulsar. Isso só foi possível a partir das observações da jovem assistente de Hewish, a irlandesa Jocelyn Bell Burnett. Na época, tinha 24 anos, fazia Ph.D em Cambridge, Inglaterra, e trabalhava no Observatóri de Radioastronomia Mullard. Mesmo tendo assinado com Hewish o artigo em que revelou a importante descoberta, publicado pela revista Nature, em 1968, foi esquecida na hora da premiação. Pequena, jovial e afável, Jocelyn, hoje com 49 anos, ensina na Open University, onde estruturou um novo e bem-sucedido curso de Astronomia, freqüentado por cerca de 900 estudantes ingleses. Tão ou mais interessante e inteligente que qualquer outro, ministrado por seus colegas do sexo masculino.

4175 – Como a tinta da tatuagem se fixa na pele?


As tintas usadas para tatuar são aplicadas na derme, uma das camadas que formam a pele, e podem ser vistas graças à transparência da epiderme que a recobre. Ali, os pigmentos permanecem estáveis, ou seja, não são metabolizados nem eliminados pelo organismo. Os glóbulos brancos – fiéis defensores do corpo humanos contra invasores estranhos – cercam a região tatuada, mas não conseguem expelir a tinta. “Ela também não participa de nenhuma reação química com substancias presentes no organismo e não é solúvel. Por isso, não caminha para outras regiões do corpo”, explica um cirurgião plástico do Hospital das Clínicas, em São Paulo. As tintas coloridas usadas na tatuagem, como a azul à base de cobalto, podem desbotar com o tempo devido à ação dos raios ultravioleta do Sol. O efeito desses raios sobre o nanquim, responsável pela cor preta, é praticamente inexistente.

4174 – Mega Ecologia – Morte branca na Polinésia


O mistério, que ainda não pôde ser explicado pelos cientistas, ameaça aniquilar uma das mais ricas paisagens submarinas do planeta e foi batizado de “morte branca” devido à forma como se manifesta: os corais, normalmente verde-escuros, ganham belíssimos tons fluorescentes, que variam do amarelo ao azul, depois ficam brancos e morrem. Por enquanto, os técnicos do Departamento de Terra, Oceano e Atmosfera do ORSTOM – o instituto de pesquisas científicas do governo francês – sabem apenas que a mortandade já atingiu cerca de 400 quilômetros das barreiras de corais e que algumas espécies coralíneas apresentam um nível de contaminação de até 90%.
No mais, tudo não passa de especulação. Alguns relacionam o fenômeno ao El Niño, que teria retido na área das ilhas, em 1991, uma mancha de água com 30º de temperatura média, dois acima do normal. Outros levantam a hipótese de que o aumento da incidência dos aios ultravioleta devido ao buraco na camada de ozônio seria a causa dessa destruição.

4173 – Estrela – Girassol – Apetite Insaciável


A mais monstruosa entre os equinodermos da costa ocidental da América do Norte é, indiscutivelmente,a gigantesca sunflower star (estrela-girassol, Pycnopodia hellanthoides): chega a ter 130 centímetros de ponta a ponta e alcança grande velocidades quando apresentada. Seu cardápio inclui de tudo – ouriços, moluscos, caracóis, caranguejos, pepinos-do-mar e estrelas-do-mar, incluindo a temível morning sunstar -, e costuma engolir a presa inteira. Como suas primas Asterias vulgaris, ela é capaz de virar o próprio estômago do avesso, mas ao contrário de outras estrelas-do-mar, a sunflower parece não se intimidar com nada.
O tamanho de seu apetite é exemplificado pelo fato de que como até as lulas que, depois de desovarem na Baia de Monterrey, no México, adoecem e morrem. Como a indigesta lula é grande demais para ser defecada pela sunflower, geralmente é expelida através da macia parede superior de seu corpo. Muitos animais desenvolveram reações desesperadas para fugir dela, o que Nem sempre funciona diante de sua velocidade e tamanho. Outra característica é que ela parece ser um das poucas estrelas-do-mar com senso de território: quando encontra uma outra de mesma espécie, as duas engajam-se num comportamento combativo cujo resultado é um equitativa distribuição de “terreno” e alimento. Nas geladas águas do Alasca,a sunfloer star é, por sua vez, atacada pelo caranguejo-rei-alasquiano. Fora este predador, ela parece não ter inimigos naturais.
É claro que Nem todas as estrelas-do-mar Asteriid são caçadoras tão vorazes. Algumas são herbívoras ou levam uma vida marcada pela modéstia gustativa. Uma dessas, a blood star (estrela-sangue, Henricia leviuscula), alimenta-se de bactérias e partículas menor que captura com seu muco – uma substância gelatinosa que desprende através da pele – e varre para a boca com cílios que crescem em seus braços. Alimenta-se também de esponjas, pressionando o disco central contra a vítima e depois devoram-na. outra blood star parente próxima da H. leviuscula, a Henricia sanguinolenta, compartilha os mesmos hábitos de alimentação e, além disso, tem a notável capacidade de filtrar nutrientes da água através da pele quando tem dificuldade de obter presas.
O incomum em relação à H. leviuscula, uma estrela de dimensões menores, com 18 centímetros de diâmetro, é que ela incuba os filhotes. Enquanto a maioria das estrelas-do-mar simplesmente libera os gametas em mar aberto, onde quer que ocorra a fertilização, a blood star solta ovos gemados, os quais a fêmea acolhe numa depressão do disco central, que produz arqueando o corpo. Quando os ovos são partidos, deles emergem minúsculas estrelas já, e aos cientistas parece que, por evitar o estágio larval, em que os recém-nascidos, ficam à mercê de predadores, essa espécie aumenta as chances de sobrevivência da prole.
A reprodução sexual, no entanto, é apenas um dos métodos que as estrelas-do-mar empregam para assegurar a sobrevivência. A já mencionada capacidade de regenerar de meros fragmentos é outro e, embora algumas tenham se aprimorado mais nisso, todas são capazes de desenvolver um novo corpo de algum pedaço do anterior. A espécie Linckia spp, é especialmente adepta da reprodução por tal método e capaz de se recompor inteira de um pedaço de braço.
Para uma estrela quebradiça, perder um braço ou dois é pura rotina. Seu próprio nome indica a “disposição” de perder partes do corpo e fazer crescer novas. De hábitos noturnos, pequenas e esquivas, elas escondem-se durante o dia e são difíceis de ser encontradas. Procuram fendas sombrias e esperam pela noite para sair em busca de alimento: animais pequenos e detritos. Algumas são também varredoras. A Daisy brittle star (ofiúro magarida, Ophiopholis aculeata) passa uma boa parte do tempo entocada numa fenda, abanando os braços à procura de comida. O alimento é capturado por aderência a uma camada de muco pegajoso nos pódios. Por constituir uma presa cobiçada para os peixes que por ali transitam, é fundamental para ela manter o corpo em local seguro, enquanto estende os braços na correnteza, como se fossem iscas de pesca, confiante de que esses braços, que poderá repor depois, manterão os famintos predadores satisfeitos.
Existem literalmente milhares de espécies de estrelas-do-mar nos mares do mundo todo, variando desde as sombrias quebradiças, que se amontoam na base das profundezas abissais, ate a enorme e faminta crown of thorns sea star (estrela-do-mar-coroa-de-espinhos), que come pelo caminho vastas extensões de recifes de coral por ano. Na verdade, a ciência pouco sabe a respeito da maioria desses animais, e quanto mais se descobre, mais interessantes eles se revelam. Portanto, da próxima vez que caminhar por sua praia favorita, se você ou seu filho encontrarem a uma “linda” estrela-do-mar, percam algum tempo para olhar de verdade para ela. Talvez vejam mais do que simplesmente uma estrela.

4172 – Cinema – Gladiador


Filme do ano 2000 dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen, Ralf Möller, Oliver Reed, Djimon Hounsou, Derek Jacobi, John Shrapnel e Richard Harris. Crowe interpreta o leal General Máximus Décimus Meridius, que é traido quando o ambicioso filho do Imperador, Cómodo, mata seu pai e toma o trono. Reduzido a um escravo, Máximo ascende através das lutas de gladiadores para vingar a morte de sua família e do antigo Imperador.
Lançado em 5 de maio de 2000, Gladiator foi um enorme sucesso de bilheteria, recebendo críticas geralmente favoráveis. O filme foi indicado a vários prêmios, vencendo cinco Oscars incluindo o de Melhor Filme.
O ano é de 180 d.C. e o general romano Maximus, servindo ao seu imperador Marco Aurélio, prepara seu exército para impedir a invasão dos bárbaros Germânicos. Após o combate, Maximus fica sabendo que Marco Aurélio, já velho e ciente de sua morte, quer lhe passar o comando do Império Romano. A trama onde Commodus, filho do imperador, mata o pai, assumindo o comando do Império, não é historicamente verídica. Na verdade, Commodus assumiu quando seu pai morreu afetado por uma peste, adquirida durante uma nova campanha no Danúbio. Enquanto Commodus assume o trono, Maximus que escapa da morte, torna-se escravo e gladiador, travando batalhas sangrentas no Coliseu, a nova forma de divertimento dos romanos. Maximus, disposto a vingar o assassinato de sua mulher e de seu filho, sabe que é preciso triunfar para ganhar a confiança da platéia. Acumulando cadáveres nas arenas o gladiador luta por uma causa pessoal, de forma quase que solitária e leva benefícios ao povo, submetido pela política do “pão e circo”. “Nesta vida ou na próxima eu terei minha vingança”. Maximus sabe que o controle da multidão será vital para que possa arquitetar sua vingança, que culmina em um combate com o próprio Commodus.
Ator Personagem
Russell Crowe Máximus Décimus Meridius
Joaquin Phoenix Cómodo
Connie Nielsen Lucila
Oliver Reed Antônio Próximo
Richard Harris Marco Aurélio
Derek Jacobi Gracco
Djimon Hounsou Juba
David Schofield Falco
John Shrapnel Gaihhs
Tomas Arana Quintus
Ralf Möller Hagenn
Spencer Treat Clark Lúcio
David Hemmings Cássio
Tommy Flanagan Cícero
Sven-Ole Thorsen Tigre da Gália
Oscar 2001 (EUA)
5 vitórias de 12 indicações
Óscar para Filme
Óscar para Ator Principal – Russell Crowe
Óscar para Figurino
Óscar para Efeitos Especiais
Óscar para Som
Indicações:
Melhor Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix)
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Diretor (Ridley Scott)
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora
Melhor Roteiro Original
Academia Japonesa de Cinema 2001 (Japão)
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
BAFTA 2001 (Reino Unido)
Venceu nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Filme, Melhor Edição (Montagem) e Melhor Desenho de Produção.
Indicado nas categorias de Melhores Efeitos Visuais, Melhor Figurino, “Melhor Maquiagem, Melhor Ator (Russell Crowe), Melhor Ator Coadjuvante (Oliver Reed e Joaquin Phoenix), Melhor Roteiro Original e Melhor Som.
Globo de Ouro 2001 (EUA)
Oliver Reed faleceu em consequência de uma ataque do coração durante as filmagens, e algumas de suas cenas tiveram que ser reeditadas por um dublê.
O papel de Maximus foi oferecido a Mel Gibson, que não o aceitou.
Jennifer Lopez fez teste para o papel de Lucilla.
Sven-Ole Thorsen, que interpreta Tigris, trabalhou em diversos filmes com Arnold Schwarzenegger, incluindo Conan, O Bárbaro.

4171 – Existem fungos capazes de limpar solos poluídos com lixo químico?


Os fungos responsáveis pelo apodrecimento da madeira costumam quebrar moléculas de lignina – substância que reveste as células vegetais – , seu alimento básico. Por isso, se colocados em solos contaminados por lixo químico, vão se sentir em casa. “É que a estrutura de muitas moléculas de agrotóxicos, como o DDT e o pó da china, e de resíduos industriais, como os de siderúrgicas, é bastante parecida com a da lignina”, explica a bióloga Vera Bononi, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Em contato com as moléculas, os fungos – os mais usados nesse trabalho são os Phanerochaete chrysosporium – liberam enzimas quebrando-as e transformando-as num lauto banquete. O que sobra é água e gás carbônico, inofensivo ao ambiente.

4170 – Religião – Teriam existido cristãos antes de Cristo?


Primavera de 1947. Três meninos pastores beduínos haviam levado seus carneiros e cabras para beber no oásis de Ain Feshka, a 15 quilômetros da cidade bíblica de Jericó, na Cisjordânia, território jordaniano hoje ocupado por Israel. Enquanto os animais matam a sede, os meninos brincam pelas cavernas que sulcam a paisagem de precipícios, localizada 400 metros abaixo do nível do mar, perto da costa norte do Mar Morto. Um dia normal e corriqueiro, não fosse o estrondo estafante que os três ouvem depois de jogarem pedras em uma das grutas. Eles descem à caverna e descobrem dez grandes jarros de barro, de aparência antiga: oito vazios, um cheio de terra e, no último finalmente, encontram um maço de velhos rolos de pergaminho.
O achado, sem nenhum valor para seus pequenos proprietários, não demoraria a chegar às mãos de estudiosos estabelecidos na região. E em abril do ano seguinte circula a notícia: pela primeira impressão dos peritos, aqueles pergaminhos amarelecidos, comprados a troco de umas poucas moedas, continham escritos em hebraico e aramaico — a língua semítica usada por Cristo —, provavelmente com 2 000 anos de existência. Deviam, portanto, datar dos tempos de Jesus. No meio dos estudiosos da Bíblia cresce a expectativa, já que os estudos dos Rolos do Mar Morto, como ficaram conhecidos os documentos, poderiam proporcionar novas descobertas sobre a vida religiosa dos judeus e o nascimento do cristianismo.
Passaram-se, desde então, 45 anos e novos fragmentos de textos foram descobertos nas centenas de cavernas próximas a Ain Feshka. Entre eles, restos de 23 dos 24 livros da versão do Velho Testamento até hoje usada pelos judeus — a exceção é o Livro de Esther —, além de obras antes só conhecidas em traduções gregas, latinas ou eslavas antigas, escritos inéditos com comentários sobre profetas, salmos que não constam da Bíblia e cânticos. Foi também encontrada uma série de textos que descrevem uma seita judaica misteriosa, de imediato associada a um nome que transformou os pergaminhos num manancial inesgotável de especulações históricas e religiosas: essênios.
O nome dessa seita já esteve em circulação muito tempo atrás. Nos primeiros anos depois de Cristo, autores judeus como o historiador Flavius Josephus (38-100 d.C.), um dos primeiros a narrar a diáspora de seu povo após a destruição do Templo de Jerusalém pelos romanos, em 70 d. C., ou o filósofo religioso Philo (10 a.C.- 5O d.C.), que vivia no Egito na época de Jesus, fizeram alusões a eles. O naturalista romano Plínio, o Velho (23-79 d.C.), também falou de um contato com essa comunidade em sua viagem à Judéia.De acordo com as fontes antigas, eles viviam numa comunidade monástica semelhante a uma ordem religiosa, trajavam hábitos brancos, praticavam o celibato e estudavam o poder medicinal das ervas e a astrologia. Até a descoberta dos rolos do Mar Morto, porém, não existiam documentos que atestassem sua existência, pois os essênios não são mencionados nem no Novo Testamento, nem nos textos judaicos antigos.
A idade dos fragmentos não é mais um problema: os estudos espectrométricos realizados pela equipe da Escola Superior Técnica Federal de Zurique indicam que os mais recentes são originários do final do primeiro século da nossa era, enquanto os mais antigos retrocedem ao segundo século antes de Cristo. O que significa que os essênios surgiram como comunidade religiosa 200 anos antes dos cristãos. Resta agora saber de onde vieram.Muitos historiadores acreditam que tudo começou em 197 a.C., quando a Judéia foi incorporada ao reino grego dos Selêucidas e passou a ser helenizada, cultural e religiosamente. Um processo que atingiu seu ápice em 167 a.C. com o imperador Antíoco IV: ele colocou uma estátua de Zeus no Templo de Jerusalém. Formou-se então o movimento de resistência comandado por Judas Macabeu, que três anos depois expulsou os gregos e restaurou o judaísmo.
Teria sido durante esse período sangrento que surgiu a seita. Inicialmente integrados à luta de Macabeu, logo eles se isolariam por divergências em torno da escolha do sumo sacerdote para o templo restabelecido.Os indícios arqueológicos parecem comprovar essa descrição: as construções de Qumran, hoje em ruínas, foram edificadas em meados do século II a.C. As pedras são mudas, porém, e informam pouco sobre as convicções religiosas de seus antigos habitantes.
O Talmude, coletânea farisaica de leis, deriva esse nome de Sadoc. Como os essênios se auto denominavam sadoquitas, será que eles e os saduceus pertenciam ao mesmo grupo? A resposta é um enérgico talvez. No último século antes da destruição do templo, foram os saduceus que nomearam a maioria dos sumos sacerdotes. E se houve ligação entre eles, isso deve ter ocorrido no primeiro século antes da era cristã. Qumran seria, então, um seminário para sacerdotes saduceus, teoria agora fortalecida por um dos escritos do Mar Morto. Conhecido como Rolo do Templo, por se ocupar de ofícios religiosos — altamente apropriado para seminaristas, por sinal —, esse pergaminho foi datado entre 79 a.C. e 1 d.C. Exatamente o período de que se fala aqui.Quanto aos zelotes, sua fama era de um apaixonado grupo nacionalista. que resistiu ferozmente aos romanos. É provável que isso agora seja revisto. Os estudiosos acreditam que os “fanáticos” — esta é tradução ao pé da letra do nome zelote — não foram um grupo político isolado nos tempos de Jesus. Acredita-se que a expressão servisse para designar todos os militantes da causa anti-romana, fosse qual fosse seu partido — e os essênios também o eram.
Esse problema do fanatismo na Judéia começou durante o governo de Herodes, o Grande, que reinou de 37 a.C. até 4 a.C. sob os auspícios romanos. Herodes costumava nomear para a função de sumo sacerdote do templo qualquer um que quisesse favorecer, coisa que os fariseus aceitavam de bom grado por acharem que os sacerdotes dispunham de poderes excessivos. Entre saduceus e essênios, no entanto, desenvolveu-se, através dos zelotes ou “fanáticos”, um movimento radical — fundamentalista como se diria hoje — para combater a interferência pouco ortodoxa do governante.Os arqueólogos encontraram provas que sustentam a teoria de que não poucos essênios viraram zelotes fundamentalistas Rolos de escritos da seita essênia foram desenterrados na fortaleza de Masada, ao sul de Qumran, onde quatro anos após a destruição do Templo de Jerusalém um grupo zelote ainda resistia às tropas romanas. Alguns até supõem que Qumran tenha sido transformada em fortaleza zelote nesses anos difíceis.
Embora os primeiros rolos de escritos do Mar Morto tenham sido descobertos há mais de quarenta anos o mundo até agora não teve acesso a uma lista completa dos locais dos achados nem a reproduções fotográficas dos fragmentos: não são poucos os estudiosos que assinariam essas críticas hoje. Os textos de Ain Feshka continuam sendo uma fonte de dores de cabeça para seus guardiões. Mesmo depois de Israel prometer que todo pesquisador sério terá acesso ao acervo do Museu Rockfeller de Jerusalém, o tiroteio continua. O principal alvo é o grupo de cientistas encarregado originalmente pelo governo jordaniano de traduzir os escritos: muitos os acusam de esconderem os resultados da pesquisa. Eles se defendem dizendo que catorze volumes de fragmentos foram publicados, outros vinte estão chegando ao prelo e que até 1996 toda a obra estará concluída.No fundo, essa brigalhada toda reflete o temor de que os documentos possam conter informações em discordância com dogmas do cristianismo ou que maculem a história dos judeus. Nesse embate entre fé e objetividade científica, dois pontos de discórdia ganham destaque. Um diz respeito à identificação dos zelotes com os primeiros cristãos, coisa que não é aceita por todos. O outro, mais delicado, é a teoria de que teriam existido duas correntes nos primórdios do cristianismo: os liderados pelo pretenso irmão de Jesus, Tiago, fieis à lei mosaica, e os que seguiam Paulo, preocupados em ganhar adeptos fora da Terra Santa e, portanto, inclinados a abandonar aquela lei. Conclusões, pelo visto, só em 1996. Até lá, deve continuar a especulação em torno do papel dos essênios: desde 1947, já foram publicados mais de 8 000 artigos e livros sobre Qumran e seus habitantes.

4169 – Biologia – Abismos Submarinos


Jason, o robô submarino explorador do fundo do mar

Um mundo escuro, frio e inadequado para a vida. Assim os cientistas costumam dizer das profundezas oceânicas, desertos onde o homem só pode chegar a bordo de lentos sinos submarinos, capazes de suportar a monumental pressão de 200 atmosferas. As imagens de alta definição captadas pelo robô submarino Jason, no entanto, deram um novo colorido ao fundo do mar, revelando a existência de verdadeiros oásis biológicos, com estranhas formas de vida, a 2200 metros de profundidade. Os olhos eletrônicos desses robôs, desenvolvidos pela equipe de Dana Yoerger, professor da Woods Hole OceanoGraphic Institution. Nos Estados Unidos, são os mesmos que permitiram ao mundo enxergar o interior do navio Titanic, a 4000 metros de profundidade, na costa do Canadá.
Comandados por cabos ligados a computadores instalados a bordo de navios, os robôs são largamente utilizados para realizar trabalhos onde é impossível a ação humana direta, como a instalação e equipamentos para a exploração de petróleo em águas profundas. Eles também se mostram valiosos para a pesquisa cientifica, nos campos da Arqueologia, Geologia e Biologia Marinha. Isso porque, além de um alto grau de mobilidade e precisão de movimentos, eles podem utilizar sonares para mapear o fundo do mar, além de fotografar e filmar pontos de interesse para a pesquisa, obtendo imagens de alta definição a partir de processamento por comutador.
Assim é o sistema Jason Medeia, um robô de grande porte, criado pela equipe de Yoerger, que explora as Cordilheiras Meso-Oceânicas – o relevo submarino no Atlântico e no Pacífico que funciona como ponto de distensão entre as placas continentais. Jason mergulhou a 400 quilômetros da costa oeste norte-americana, onde existem cadeias de montanhas profundas fossas e picos escarados, semelhantes às serras no relevo terrestre. As câmeras fotográficas e de vídeo trouxeram à tona imagens inéditas de um mundo misterioso.
Em profundidades superiores a 2000 metros ocorrem erupções permanentes de água e sais minerais com temperatura em tono de 400°C, que formam colunas turvas, parecidas com fumaça, de até 50 metros de altura no fundo do mar. Em torno dessas colunas as imagens revelaram a existências de uma fauna diferente de todas as formas de vida conhecidas no planeta. São vermes tubulares, pequenos crustáceos e até peixes que integram um sistema ecológico no qual a cadeia alimentar baseia-se na quimiossintese – quando os elementos inorgânicos existentes na água são transformados, por algumas bactérias, em matéria orgânica. Além de acontecerem independentemente da presença da luz, essas reações não são afetadas pela alta pressão. Elas se tornaram possíveis devido à propagação de calor no ambiente.

4168 – Café Turbinado


O rigoroso Comitê Olímpico Internacional considera doping a existência de mais de quinze microgramas de cafeína por mililitro de urina. É uma medida alta, pois para chegar a ela o atleta precisa tomar cinco copos ( um litro) de café horas antes da prova (se o estômago aguentar, é claro). Pouco antes do inicio da Olimpíada de Barcelona, pesquisadores da Faculdade da Igreja de Cristo em Canterbury na Inglaterra, revelaram que ela é perfeitamente inútil: atletas que consomem um terço dessa quantidade correm mais depressa e, sobretudo, dispõem de mais energia para atropelar os adversários na reta de chegada.
A equipe liderada por Steve BIRD deu 350 mililitros de café (cinco as nossas xícaras pequenas) a dezoito atletas masculinos, uma hora antes de uma corrida de 1500 metros; depois, eles correram a mesma distância, tendo tomado a mesma quantidade de café descafeinado. Na primeira prova, conseguiram tempos em média 4,2 segundos menores que a segunda. E mais: conseguiram ser 0,6 quilômetros por hora mais velozes nos últimos minutos da prova. Comentário de BIRD: “As autoridades esportivas podem reduzir o nível Maximo de cafeína permitido, mas então a quantidade será tão pequena que dificilmente será revelada nos testes. Talvez seja mais prático oferecer dois cafezinhos a todos os atletas, antes da prova.”

4167 – Com que imagem os cegos sonham?


Os sonhos dos cegos não têm imagens, por que eles não conhecem as fórmulas. Eles sentem movimento, odor, som e contato. É comum sonharem que estão voando ou que alguém os chama. “Essas sensações estão presentes também nos sonhos das pessoas que enxergam. Só que, como nelas os sentido da visão é predominante, os outros sentidos, às vezes, passam despercebidos”, conta um neurologista do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital Albert Einstein de São Paulo. No caso das pessoas cegas, o sentido que costuma predominar é o da audição.

4166 – Leite de vaca e diabetes


Na diabete juvenil, o sistema imunológico destrói as células produtoras de insulina no pâncreas. Sem insulina, o organismo é incapaz e transformar açúcar em energia. O que ninguém sabe é a razão desse ataque imunológico. Uma nova teoria aponta para o leite de caca e afirma que a diabete é um erro de identidade. Médicos do hospital de doenças infantis em Toronto, no Canadá, descobriram que crianças diabéticas têm mais anticorpos do que o normal contra a albumina bovina, um a proteína do leite; o organismo caça essas substâncias como um invasor.
Por coincidência, parte da molécula do leite é idêntica à superfície das células produtoras de insulina. Portanto, quando por razões genéticas as pessoas são muito sensíveis ao leite da vaca, elas também se tornam sensíveis às próprias células pancreáticas. Se essa conexão for comprovada, eliminar o leite bovino da dieta dos bebes diminuirá consideravelmente a incidência de diabete.

4165 – Sonda visitou o cometa Grigg-Skjellerup


Um dos maiores sucessos da astronomia por sondas espaciais na década de 90, a pequena Giotto européia levantou vôo novamente. Desta vez para interceptar, com grande sucesso, o cometa Grigg-Skjellerup em meados de julho. Programada para fotografar o núcleo cometário a menos de 1000 quilômetros, a Giotto fez um sobrevôo a apenas 200 quilômetros e obteve dados novos sobre a importante interação entre gases eletrificados do cometa e o vento de partículas que o sol espalha pelo sistema solar. Descoberto em 1902 pelo astrônomo neozelandês John Grigg (Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. R. R. Freitas Mourão), o Grigg-Skjellerup está morrendo – vem se mostrando cada vez menos ativo e vistoso. Em 1986, o Giotto obteve, pela primeira vez, imagens reveladoras do núcleo de um cometa, o Halley. Ela saiu com escoriações do encontro, mas, como se vê, pronta para outra.

4164 – Física – A Barreira da Luz


No século XIX, algumas pessoas acreditavam que nunca seria possível viajar mais rápido que o som, acima de 331 metros por segundo, ou 1192 quilômetros por hora. Até que em 1947 o piloto americano Charles Yeager quebrou essa barreira a bordo do avião foguete Bell XS-1. Essa história é às vezes usada para se argumentar que não existem limites à velocidade: com tecnologia adequada qualquer tipo de barreira cairia. A velocidade da luz, no entanto, constitui um limite físico inexpugnável. Deslocando-se no vácuo a 299 000 quilômetros por segundo, a luz não é apenas muitíssimo mais rápida que o som. Na verdade, ela não pode ser superada, por principio, não importa o quanto se aperfeiçoem as tecnologias.
A idéia de que existe uma barreira ao deslocamento dos coros nasceu com a Teoria da Relatividade de Einsten, publicada em 1905. Seu principio central pode ser compreendido a partir de uma experiência real que analisa pulsos de rádio (tanto o rádio quanto a luz são formas de ondas eletromagnéticas e se deslocam com a mesma velocidade). Tais pulsos são emitidos, por exemplo, por um objeto situado na constelação Monoceros, a cerca de 16 000 anos-luz da Terra. Trata-se de um pulsar binário, formado por duas estrelas altamente compactas, ou estrelas de nêutrons , que giram uma em torno da outra. A gravidade que liga as duas estrelas é tão forte que elas percorrem suas órbitas a 200 quilometros por segundo, ou 0,1% da velocidade da luz.
A cada 59 milésimos de segundo uma das estrelas emite um sinal de extraordinária regularidade – como o tique-taque de um relógio superacurado – que pode ser monitorado a partir da Terra. Ao girar em torno de seu companheiro, um pulsar as vezes se aproxima um pouco da terra e às vezes se afasta. Assim, pode-se ficar tentado a pensar que a velocidade dos pulsos é maior durante a aproximação do que durante o afastamento. Mas, se fosse assim, os pulsos mais rápidos alcançariam os mais lentos, ao longo dos 16 000 anos-luz de viagem até a terra. Bastaria uma minúscula diferença de velocidade para misturar os sinais de maneira complicada.
Como nada disso acontece, essas observações contituem confirmação direta do principio relativístico de que a velocidade da luz é independente do movimento do observador ou da fonte de luz. E tem uma conseqüência imediata sobre a possibilidade de uma viagem mais rápida que a luz: obviamente, se a rapidez com que a luz passa não é afetada pelo movimento de uma pessoa, esta nunca poderá alcançar aquela. É interessante imaginar o que aconteceria se um foguete partisse da terra em perseguição a um raio luminoso. Quando se liga o motor, a nave acelera e sua velocidade começa a aumentar. À primeira vista, nada impede que o motor continue a acelerar o foguete até a velocidade se tornar maior que a da luz.
Não há aparelho em condições de realizar tal teste, mas é possível acelerar partículas subatômicas a uma velocidade quase igual à da luz. E isso realmente mostra que não se pode acelerar um objetivo material além da barreira da luz. Mas, a Teoria da Relatividade não faz restrição a objetos que sejam sempre mais velozes que a luz. Daí a idéia dos táquions – partículas cuja velocidade nunca é inferior à da luz. Portanto, eles também obedecem ao limite de movimento, mas no sentido inverso ao usual.
Se os táquions existem, dever ter propriedades estranhas. As partículas comuns, por exemplo, têm mis energia quando se deslocam mais velozmente; os táquions, em vez disso, têm menos energia. De modo que, se um deles perder energia, será acelerado e se tiver energia zero, sua velocidade será infinita. Ele cruzará o Universo instantaneamente! Isso porque o conceito comum de massa não se aplica a essas partículas, que têm o que se chama de massa imaginária, no jargão técnico. Enquanto é preciso gastar energia, ou realizar trabalho, para acelerar massas comuns, deve-se realizar trabalho para desacelerar um objeto taquiônico.
Em 1974 um grupo de pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, registrou o trajeto de uma partícula em tempo tão curto que só poderia ter sido feito em velocidade superior à da luz. A partícula foi vista em raios cósmicos – criados na alta atmosfera pelo choque de núcleos atômicos vindos do espaço. Apesar disso, todas as tentativas posteriores deram resultado negativo. Daí o atual ceticismo dos físicos, agravado por obstáculos de ordem teórica e também filosófica.
O centro das dificuldades é uma dedução da Teoria da Relatividade de que um objeto capaz de superar a velocidade da Luz também pode viajar para o passado. O diagrama de espaço-tempo ajuda a entender por quê.

4163 – Estação Primavera


No mês passado, o curso anual da Terra no espaço levou a uma mudança importante, batizada com o nome de equinócio da primavera. Até então, o norte terrestre ficava inclinado na direção do Sol, mas daí para a frente a situação se inverte: é a vez de o Hemisfério Sul ficar voltado para o Sol. A transição se dá no dia 22, às 16h43. Nesse dia, o Sol se desloca pela abóbada celeste exatamente sobre o equador. Quem tirar fotografia ou fizeram um desenho do horizonte no momento do ocaso, terá a chance de registrar o exato local em que o Sol toca o horizonte. Aí será o ponto cardeal oeste, a partir do qual, em qualquer época do ano, se poderão achar as outras direções: quem olha o oeste de frente, tem o leste às costas, o norte à direita e o sol à esquerda.
Na Europa, mesmo pessoas simples sabem dizer onde ficam os pontos cardeais de sua cidade; mas raros brasileiros, mesmo os que foram à universidade, têm esse senso elementar de orientação. Alguns pensadores dizem que é assim porque o Brasil se situa perto da faixa equatorial e são pequenas as mudanças na posição do Sol ou no fluxo de energia durante o ano. Por esse mesmo motivo, nossos índios não teriam conhecimento astronômico comparável aos dos povos antigos do primeiro mundo. Mas há um brilhante exemplo contrário a essa análise. Um dos ritos praticados no Brasil central – descrito na década de 30 – se desenrolava exatamente no dia do equinócio. Antes do amanhecer, o peje levava uma bola de látex ao extremo leste da avenida central, que dividia a aldeia em norte e sul. Então, ao nascer do sol, a bola era entregue a uma fileira de guerreiros do norte, que a passavam aos do sul. Ou seja, o ritual imitava a dança do Sol trocando de hemisfério no dia do equinócio. É admirável como um grupo olhado na floresta tenha encontrado o mesmo esquema de orientação de outras culturas distantes. E isso, sem terem sido impelidos por alguma necessidade primária de sobrevivência.
Vênus na espiga da Virgem
Ele é a atração principal nos crepúsculos da primavera. Não espere muito depois do pôr- do- sol para procurá-lo, ao menos no início do mês. Logo acima dele se vê uma bonita estrela – Spica, a mais brilhante de Virgem. Na fugira da constelação, Spica corresponde à espiga de trigo levada pelas virgens nas festas da colheita. O brilho aparente de Vênus é 100 vezes maior que o de Spica. Pode-0se notar, que dia após dia, à mesma hora, Spica estará mais baixa no horizonte e Vênus, mais alto, até se cruzarem na noite de 18.
Vêm aí os ventos solares
Por volta de 22, o campo magnético da Terra e o do meio interestelar se alinham, o que torna o planeta pólo de atração do vento solar – partículas subatômicas, eletricamente carregadas, emitidas pelo Sol. Ao longo do ano, ao se chocar com a atmosfera, ele gera tempestades magnéticas com um máximo naquela data. Alguns crêem que tal ação magnética afeta a saúde, mas não há prova disso. Mesmo se houvesse influência, seria ínfima: o magnetismo dos fios elétricos, a que estamos sujeitos o tempo todo, supera em muito os efeitos extraterrestres.