4149 – Mega Seriados – Terra de Gigantes


É uma série de televisão criada por Irwin Allen (Master of Disaster) nos anos 60.
A série mostrava uma tripulação de uma nave orbital chamada Spindrift, que durante uma viagem de Los Angeles até Londres, entra numa dobra espacial e cai num planeta onde todos são gigantes. Este planeta é controlado por um Estado totalitário, tendo uma polícia à la KGB, controlando tudo e todos. O nome da polícia era SID (Special Investigation Department), cujo integrante era o sádico inspetor Kobik.
A tripulação, chamada pelos gigantes de “pequeninos”, passam por diversas dificuldades, quando ocasionalmente um deles é pego por algum gigante. Criam alguns utensílios, usando barbantes como cordas, pregadeiras ou clips como ganchos. Constantemente defrontam-se com os animais gigantes, principalmente gatos.
Elenco
Gary Conway …. Capitão Steve Burton
Don Marshall …. Dan Erickson
Don Matheson …. Mark Wilson
Kurt Kasznar …. Alexander Fitzhugh
Stefan Arngrim …. Barry Lockridge
Deanna Lund …. Valerie Scott
Heather Young …. Betty Hamilton

4148 – O que é a Ficção Científica?


Trata-se de uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos. O termo é usado, de forma mais geral, para definir qualquer fantasia literária que inclua o factor ciência como componente essencial, e num sentido ainda mais geral, para referenciar qualquer tipo de fantasia literária. Em inglês o termo ficção científica é as vezes abreviado para sci-fi ou SF. Em português, é abreviado para FC.
Este tipo de literatura pode consistir numa cuidadosa e bem informada extrapolação sobre fatos e princípios científicos, ou abranger áreas profundamente rebuscadas, que contrariam definitivamente esses factos e princípios. Em qualquer dos casos, o ser de forma plausível baseado na ciência é um requisito indispensável, e assim obras precursoras deste gênero literário, como o romance gótico de Mary Wollstonecraft Shelley, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818), ou a obra de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro (1886) são considerados ficção científica, enquanto que Drácula, de Bram Stoker (1897), não é.
Há, evidentemente, muitos casos de obras que se situam na fronteira do género, usando a situação no espaço exterior ou tecnologia de aspecto futurista, apenas como decoração para narrativas de aventuras ou de romance, e outros temas dramáticos típicos; um bom exemplo será a série Star Wars (traduzida como Guerra nas Estrelas no Brasil e A Guerra das Estrelas em Portugal e outros países), Star Trek (Jornada nas Estrelas), Battlestar Galactica e muitos filmes de ação produzidos por Hollywood.
Os fãs da ficção científica hard verão estes filmes como exemplos de fantasia, enquanto que o público em geral tenderá a colocá-los no âmbito da ficção científica.
A ficção científica só se tornou possível pela ascensão da ciência moderna, sobretudo pelas revoluções operadas na astronomia, na física, química e na biologia. Além da antiquíssima literatura fantástica, que não é considerada para o efeito, o gênero teve precursores notáveis: viagens imaginárias à Lua ou a outros planetas no século XVIII e viagens espaciais no Micromégas de Voltaire (1752), culturas alienígenas n’As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift (1726), e elementos de ficção científica nas histórias de Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne e Fitz-James O’Brien, todos do século XIX. O verdadeiro início da ficção científica, contudo, dá-se no final do século XIX com os romances científicos de Júlio Verne, cuja ciência se situava ao nível da invenção, bem como com as novelas, cientificamente orientadas, de crítica social de H. G. Wells
Há outros precursores ilustres e mais antigos. O astrónomo Johannes Kepler (1571 – 1630) escreveu uma história, a que deu o título de Somnium (O Sonho), em que descreve uma viagem até outro planeta. Em 1656, o francês Savinien Cyrano de Bergerac escreveu Histoire Comique des États et Empires de la Lune, que relata também uma viagem até à Lua e a forma como os Selenitas vêem os terrestres.
O desenvolvimento da ficção científica como género consciente de si próprio data de 1926, quando Hugo Gernsback, que cunhou a palavra combinada scientifiction (que se poderia traduzir para português como cientificção), fundou a revista Amazing Stories, dedicada exclusivamente a histórias de ficção científica. Publicadas nesta e noutras revistas pulp com um sucesso grande e crescente, tais histórias não eram vistas pelos sectores literários como literatura, mas sim como sensacionalismo. Com a chegada, em 1937, de um editor exigente, John W. Campbell, da Astounding Science Fiction (fundada em 1930) e com a publicação de contos e novelas por escritores como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Robert A. Heinlein, a ficção científica emergiu como uma forma de ficção séria. As aproximações ao género por escritores que não se dedicavam exclusivamente à ficção científica, como Aldous Huxley, C. S. Lewis e Kurt Vonnegut, também adicionaram respeitabilidade. Capas de revistas com monstros de olhos esbugalhados e mulheres seminuas preservaram em muitas mentes a imagem de sensacionalismo. O trabalho dos escritores de ficção científica inclui previsões sobre sociedades futuras na Terra, análises das consequências da viagem interestelar e explorações imaginativas de outras formas de vida inteligente e das suas sociedades noutros mundos.
A ficção científica também se tem tornado popular na rádio, nas histórias em quadrinhos (banda desenhada em Portugal), na televisão e no cinema.

4117 – Mega Techs – Inteligência Artificial


É uma área de pesquisa da ciência da computação e Engenharia da Computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade racional de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente.
O desenvolvimento da área começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com o artigo “Computing Machinery and Intelligence” do matemático inglês Alan Turing. , e o próprio nome foi cunhado em 1956. Seus principais idealizadores foram os cientistas Herbert Simon, Allen Newell, John McCarthy, Warren McCulloch, Walter Pitts e Marvin Minsky, entre outros.
A construção de máquinas inteligentes interessam à humanidade há muito tempo, havendo na história um registro significante de autômatos mecânicos (reais) e personagens místicos, como Frankenstein, que demonstram um sentimento ambíguo do homem, composto de fascínio e de medo, em relação à Inteligência Artificial.
Apenas recentemente, com o surgimento do computador moderno, é que a inteligência artificial ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com problemáticas e metodologias próprias. Desde então, seu desenvolvimento tem extrapolado os clássicos programas de xadrez ou de conversão e envolvido áreas como visão computacional, análise e síntese da voz, lógica difusa, redes neurais artificiais e muitas outras.
Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a idéia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.
Ao conceituar inteligência artificial, presume-se a interação com o ambiente, diante de necessidades reais como relações entre indivíduos semelhantes, a disputa entre indivíduos diferentes, perseguição e fuga; além da comunicação simbólica específica de causa e efeito em diversos níveis de compreensão intuitiva, consciente ou não.
Suponhamos uma competição de cara e coroa, cujos resultados sejam observados ou não. Se na segunda tentativa der o mesmo resultado que a primeira, então não existiam as mesmas chances para ambas as 2 opções iniciais. Claro que a coleta de informação em apenas duas amostragens é confiável apenas porque a quantidade de tentativas é divisível pelo número de opções de resultados prováveis.
A verdade é que o conceito de cara ou coroa está associado a artigos de valor, como moedas e medalhas que podem evitar que as pessoas abandonem o jogo e induzir participantes a acompanhar os resultados até o final. Para manter a disposição do adversário em desafiar a máquina seria necessário aparentar fragilidade e garantir a continuidade da partida. Isso é muito utilizado em máquinas de cassino, sendo que vários apostadores podem ser induzidos a dispensar consideráveis quantias em apostas.
A ficção científica tratou de muitos problemas desse tipo. Isaac Asimov, por exemplo, escreveu O Homem Bicentenário, onde um robô consciente e inteligente luta para possuir um status semelhante ao de um humano na sociedade. E Steven Spielberg escreveu “A.I. Inteligência Artificial” onde um garoto-robô procura conquistar o amor de sua “mãe”, procurando uma maneira de se tornar real. Por outro lado, o mesmo Asimov reduz os robôs a servos dos seres humanos ao propor as três leis da robótica.
Os primeiros anos da IA foram repletos de sucessos – mas de uma forma limitada. Considerando-se os primeiros computadores, as ferramentas de programação da época e o fato de que apenas alguns anos antes os computadores eram vistos como objetos capazes de efetuar operações aritméticas e nada mais, causava surpresa o fato de um computador realizar qualquer atividade remotamente inteligente.
O sucesso inicial prosseguiu com o General Problem Solver (Solucionador de problemas gerais) ou GPS, desenvolvido por Newell e Simon. Esse programa foi projetado para imitar protocolos humanos de resolução de problemas. Dentro da classe limitada de quebra-cabeças com a qual podia lidar, verificou-se que a ordem em que os seres humanos abordavam os mesmos problemas. Desse modo, o GPS talvez tenha sido o primeiro programa a incorporar a abordagem de “pensar de forma humana”.
Desde o início os fundamentos da inteligência artificial tiveram o suporte de várias disciplinas que contribuíram com idéias, pontos de vista e técnicas para a IA. Os filósofos (desde 400 a.C.) tornaram a IA concebível, considerando as idéias de que a mente é, em alguns aspectos, semelhante a uma máquina, de que ela opera sobre o conhecimento codificado em alguma linguagem interna e que o pensamento pode ser usado para escolher as ações que deverão ser executadas. Por sua vez, os matemáticos forneceram as ferramentas para manipular declarações de certeza lógica, bem como declarações incertas e probabilísticas. Eles também definiram a base para a compreensão da computação e do raciocínio sobre algoritmos.

4146 – Mega In Concert – Rose Royce


O Rose Royce é uma banda norte americana de R&B muito tradicional e que iniciou a carreira no início dos anos 70.
O Car Wash filme ea trilha sonora foram grandes sucessos, levando o grupo de fama nacional. Lançado em finais de 1976, a trilha sonora contou com três Billboard R & B de singles Top Ten: ” Car Wash “,” I Wanna Get Next to You “e” eu estou indo para baixo . ” A primeira delas foi também um número um nas paradas de música Billboard popular, e “I Wanna Get Next to You” alcançou o 10° posto.
Durante 1978, eles lançaram seu terceiro álbum, intitulado Rose Royce III: Strikes Again, e caracterizou “Eu estou no amor (E eu amo o sentimento)” e “! Amor Não Mora Mais Aqui “. Ambos os singles entraram na Billboard R & B Top Five. “Amor Não Mora Mais Aqui” também ganhou uma maior exposição através de versões sua capa, mais notavelmente por Madonna em 1984 e 1995.O grupo seguiu com uma série de sucessos modestos que alcançou as paradas, mas nunca ganhou o status que suas canções anteriores fizeram. Dickey deixou o grupo em abril de 1980 e o grupo se desfez

Rose Royce, outra lenda da soul music

4145 – Zoologia – A Hiena


Não tente fazer isso...

Hyaenidae é a família da ordem Carnivora que inclui os vários tipos de hienas e o lobo-da-terra. O grupo habita as planícies e savanas de África e oeste da Ásia e nenhum dos seus membros corre actualmente perigo de extinção – apesar da hiena-castanha possuir uma distribuição geográfica restrita ao sul da África. Apesar de se parecerem exteriormente com os canídeos, as hienas têm maior afinidade com a família Viverridae e, juntamente com os membros dessa última e com os membros da família Felidae, têm origem na extinta família Viverravidae.
As hienas são animais carnívoros de médio a grande porte que ocupam lugares cimeiros na cadeia alimentar; a excepção é o lobo-da-terra que é insectívoro. A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes de terminação em bico ou arredondada, e músculos maxilares poderosos. As patas traseiras, fortemente musculadas, são mais curtas que as patas da frente, o que dá um aspecto assimétrico ao animal. Apesar de serem caçadores eficientes, grande parte da alimentação das hienas é à base de carcaças que encontram ou que roubam a outros carnívoros. As hienas não são corredoras de velocidade, mas são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros. A dentição é composta por 32 a 34 dentes fortes e adaptados à mastigação de ossos. O seu sistema digestivo está bastante bem adaptado à digestão de ossos e outras partes mais duras das suas presas. Esta eficiência em aproveitar todos os nutrientes de uma carcaça é uma das razões para o sucesso evolutivo do grupo – no qual as formas meramente corredoras, com uma dentição mais adaptada ao consumo de partes moles, desapareceram pela competição ecológica com os canídeos. À excepção do lobo-da-terra, que é solitário, as hienas são animais gregários e têm hábitos noturnos, embora possam pontualmente estar activas de dia. A hiena produz um som parecido com o de uma risada.
Suas sociedades são dominadas pelas fêmeas, o que não é comum entre mamíferos, e as fêmeas têm níveis de agressividade muito altos, gerando hormônios masculinos, o que de fato interfere na procriação. Até as crias são muito agressivas e é comum matarem-se umas as outras. As hienas nascem com os olhos abertos e os dentes inteiramente formados.
Vivem em clãs de até quarenta animais. Costumam caçar as presas como os lobos e raramente atacam em emboscada.
O grupo surgiu na Eurásia no Miocénico (há cerca de 10 milhões de anos), a partir da família Viverridae, tendo a separação dos géneros Crocuta e Hyaena ocorrido no Pliocénico. A máxima diversificação das hienas verificou-se no Plistocénico, com nove espécies que viviam na Europa, Ásia e África. As variedades europeias extinguiram-se no fim da Idade do Gelo, devido à extinção da megafauna de que se alimentavam e às dramáticas alterações climáticas que então ocorreram.

Veja os 2 vídeos sobre hienas

4144 – Psicologia – O Narcisismo


Já virou lugar comum dizer que, se nos anos 60 imperava o um-por-todos, vinte anos depois passou a predominar a lei do cada-um-por-si. A chave dessa mudança estaria na redescoberta da individualidade, em prejuízo das preocupações políticas e sociais que foram a marca do comportamento de duas décadas atrás. É possível que exista um pouco de sociologia de porta de bar nesse diagnóstico. Mas é inegável que a valorização do eu vem sendo a mais recente verdade da chamada cultura de massa: a palavra da moda é narcisismo – o amor a si mesmo sobre todas as coisas.
Uma pesquisa aponta que, na década passada, um de cada dez livros nas listas dos mais vendidos tratava de temas relacionados a narcisismo. Aliás, temas tão diversos quanto autoconhecimento e sucesso, ginástica e etiqueta – em princípio, tudo o que pode ajudar no desempenho social atrai o narcisista, um aprendiz sedento de saber mais para aparentar melhor. Atualmente, livros sobre esses assuntos ocupam o dobro do espaço nas listas dos best-sellers, indicando que, mesmo se a valorização do eu não aumentou desde então, ao menos devem existir muito mais narcisistas comparando livros. E se suspeita que, entre eles, os jovens formam o maior contingente.
A rigor, Freud descreveu como narcisista uma fase do desenvolvimento da personalidade correspondente aos primeiros anos de vida, quando a criança se relaciona com o mundo como se ela estivesse no centro de tudo, pois basta chorar que logo chega alguém para niná-la, aliviar-lhe a dor, matar sua fome. Para ela, não existe, então, o outro, que é confundido com uma parte de si mesma – uma resposta “sua” às suas próprias manifestações de desejo. A criança só ultrapassa essa fase quando começa a amar alguém – no início, a figura paterna, no caso das meninas, ou a materna, no dos meninos.
Freud dizia ainda que a criança começa então a investir sua energia vital, ou libido, para fora de si. Em pessoas consideradas normais, essa energia permanecerá em constante movimento pela vida inteira, ora investida no próprio indivíduo – instantes de narcisismo que todos têm portanto -, ora investida no outro. Uma explicação para o possível aumento do narcisismo na nova geração é que esta cresceu mais exposta aos meios de comunicação, divulgadores dos modismos que um narciso que se preza segue religiosamente. Também a vida familiar mudou bastante e as crianças têm menos contato com os pais.
As psicoses são exemplos extremos, pois aí a pessoa não consegue estabelecer contato com os outros – estes como que existem apenas para fazer figuração num teatro escrito, dirigido e representado por ela própria. A paranóia, mais conhecida como mania de perseguição misturada a delírios de grandeza, também é uma espécie de narcisismo desvairado, porque o paranóico se acha tão importante a ponto de ter a ilusão de que todos o observam, todos só falam nele e tudo o que desejam é prejudicá-lo, ou seja, volta à condição infantil de centro do mundo. Em todas as pessoas, porém, há momentos em que o amor próprio predomina, e isso nem sempre tem a ver com a vaidade – o sentimento mais comumente ligado à idéia que as pessoas fazem de narcisismo.

4143 – Por que a água, mesmo sendo constituída por elementos que pegam fogo como o hidrogênio e o oxigênio, não entra em combustão?


Para que uma substância queime, não basta ter elementos combustíveis em sua composição. É preciso que seja capaz de reagir com o oxigênio do ar. No caso da água, sua estrutura molecular é muito estável – é necessária muita energia para quebrar sua moléculas. O calor liberado pelo fogo não consegue quebrar as ligações moleculares da água, ela não reage com o oxigênio do ar e, conseqüentemente, não entra em combustão. Ao contrario, é usada para apagar o fogo.

4142 – Jeito novo de apagar o fogo


Apagar incêndios em bibliotecas ou salas de computadores pode significar um estrago tão grande ao meio ambiente quanto aqueles causados pelas chamas. É que nesses casos usa-se uma variação do sistema sprinkler: em vez de água, os chuveiros despejam o gás halon 1301. Ele elimina o oxigênio do ar e extingue o fogo. Missão cumprida, o halon sobe para a atmosfera dá sua parcela de contribuição para destruir a camada de ozônio. Para contornar esse dilema a Wormald, uma companhia britânica de proteção contra incêndio, criou o Inergen, um composto de nitrogênio, argônio e gás carbônico. Misturados com o ar, esses gases bombeiros reduzem a tava de oxigênio dos usuais 21% para cerca de 14%, diminuição suficiente para apagar o fogo. O Inergen não é uma grande descoberta, mas uma grande sacada. Seu mérito é usar gases pouco tóxicos e facilmente encontrados, pois fazem parte da composição do ar.

4141 – Táxi espacial


A Companhia Lockheed de Desenvolvimento Avançado acaba de construir o protótipo de um novo veículo espacial reutilizável, o HL-20. Dez vezes mais leve e quatro vezes menor que os ônibus espaciais, o novo veículo será, em comparação com a Discovery e suas irmãs, uma espécie de táxi. Desenvolvido sob encomenda para a NASA, o HL-20 não será concorrente dos ônibus, pois funcionará como um transporte adicional para os astronautas das estações espaciais. A empresa já tem pronto um protótipo deste engenho, especialmente dedicado aos serviços de inspeção e reparos em satélites, acertos de órbitas e expedição e retorno à Terra de cargas úteis. A pequena nave, que ate o final desta década estará voando pelos céus, poderá transportar oito passageiros mais dois tripulantes, junto com uma pequena quantidade de cargas.

4140 – Por que a picada do inseto coça?


Alguns insetos se alimentam de sangue e por isso necessitam picar pessoas ou animais para sugá-lo. É o caso dos infernais pernilongos e borrachudos, que possuem uma espécie de tromba dura para realizar a sucção. “Nessa operação, eles secretam pela saliva uma substância composta de proteínas, que impede o sangue de coagular dentro da tromba. É ela a responsável pelas relações alérgicas como coceira e inchaço”, diz um entomologista da Universidade de São Paulo. Outros insetos como as formigas picam para se defender daqueles que, de propósito ou por acaso, metem o pé no formigueiro. Ao mesmo tempo que mordem, elas contorcem o abdome que lança, então uma substancia tóxica, também alérgica. Já as abelhas, ao picar, deixam seu ferrão e uma glândula de veneno composto de substânciaa irritantes, que, em vez de coceira, provocam dor. Em todos os casos, a intensidade das reações vai depender da sensibilidade do organismo de quem é atacado.

4139 – Chá verde contra as cáries


O segredo do belo sorriso estampado nos lábios dos orientais é seguir um velho conselho de família: sempre que comer um doce, tome uma xícara de chá verde. E no que depender da ciência, a tradição de cultuar a bebida para a higiene bucal ao está condenada ao folclore. Pelo menos nove de cada dez dos componentes mais abundantes do ban chá, como é chamado, são comprovadamente eficientes inibidores de cárie.
A descoberta foi anunciada no último encontro da Sociedade Americana de Química, em San Francisco, pelo químico Isao Kubo, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele e sua equipe demonstraram que os óleos, as essências florais e os compostos insolúveis que são à bebida seu sabor peculiar contêm uma mistura perfeita de substancias anticárie, entre elas o cariofileno e o indol. Sozinho, o cariofileno não apresenta ação bactericida, mas unido ao indol é capaz de neutralizar a produção de glicose da bactéria Streptococcus mutans, uma das maiores inimigas dos dentes, e até matá-la. Na lista de vítimas que não resistem à infusão oriental, Kubo incluiu também bactérias responsáveis por problemas gastrointestinais e pela acne.

4138 – É perigoso injetar ar na veia de uma pessoa?


Depende da quantidade de ar e da velocidade com a qual ele é introduzido. Acima de 50 mililitros e injetado de uma só vez, se forma uma bolha na veia que caminha pelo sangue ate o coração. Os batimentos desse órgão não são suficientes para empurrar a bolha para a frente e ele realiza um movimento como se a estivesse mastigando. O sangue que chega ao coração não consegue passar a circulação pára acarretando a morte. Esse é um dos métodos usados para sacrificar animais após experiências em laboratório. Se os mesmos 50 mililitros forem injetados lentamente, formam-se centenas de pequenas bolhas que também viajam até o coração, mas prosseguem até o pulmão, danificando algumas arteríolas. Isso pode provocar tosse, falta de ar e dor no tórax, mas é só. “Por isso, os pacientes que tomam soro não precisam se preocupar com as bolhas de ar existentes nos tubos que o conduzem. Sua capacidade total é de 11 mililitros e, mesmo que eles estejam cheios de ar e o volume seja injetado com certa rapidez, não será suficiente para provocar algum problema”, tranqüiliza um cardiologista da Universidade de São Paulo.

4137 – Escorpiões resistentes ao frio


É raro encontrar escorpiões que sobrevivam em lugares frios. Mas, como toda regra tem exceção, uma colônia da espécie Euscorpius flavicaudis vive na ilha de Sheppey, Inglaterra, suportando heroicamente o rigoroso inverno britânico. Para investigar o comportamento desses escorpiões e sua adaptação às hostilidades do clima. Um pesquisador da Univerisade de Cambidge, capturou 162 deles e durante dezoito meses observou seus movimentos noturnos, munida de uma lâmpada ultravioleta que os tornava fosforescentes. Benton descobriu então que os escorpiões se enclausuravam nas tocas e só saiam para buscar comida e fazer sexo. As fêmeas, por exemplo, só deixavam os abrigos dez vezes por ano, no máximo. Entretanto, no verão, épocas do acasalamento se tornavam mais aventureiras. As observações do pesquisador revelaram também que os bichos se satisfazem com pouca comida. O recorde de abstinência foi batido por um escorpião que durante dezessete meses comeu apenas uma mosca doméstica.

4136 – O que é a lenda do Santo Graal?


De origem incerta, o Graal – que aparece na literatura ora como um prato cravejado de jóias, ora como um cálice surgiu pela primeira vez no romance Perceval ,do poeta francês Chrétien de Troyes (século XII). Nessa versão, era um prato ricamente adornado. No século seguinte, o escritor francês Robert de Boron, no poema José de Atimatéia, identificava o Santo Graal como o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia. Segundo a lenda, o discípulo Jose de Arimatéia teria recolhido nele o sangue que jorrou de Cristo quando recebeu a lançada de misericórdia após a crucificação. Também foi Boron quem introduziu a busca do Santo Graal nas lendas do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda, imortalizando-a nas peripécias de Galaad, Lancelot e Percvial. Na literatura medieval, a procura do Graal representava a tentativa do cavaleiro de alcançar a perfeição. O mistério em torno dessa historia permanece até hoje e continua servindo de inspiração para os heróis modernos do cinema, como no filme Indiana Jones e a última cruzada do americano Steven Spielberg, ou na irreverente comédia Em busca do cálice sagrado, do grupo inglês Monty Phyton.

4135 – De que maneira os jogadores de futebol chutam a bola para que sua trajetória seja curva e não reta?


O truque dos craques para os chutes com efeito – aqueles que fazem uma curva no ar – é usar a parte lateral do pé. Uma bola chutada com a parte externa do pé direito, por exemplo vai descrever uma curva para direita. De acordo com os físicos Jairo Alves Pereira, Anna Cecília Copelli e Suely Bandin Pelaes, do Grupo de Reelaboração do Estudo de Física da Universidade São Paulo, isso acontece porque a bola gira da direita para a esquerda, fazendo com que as moléculas de ar próximas girem no mesmo sentido. No lado direito da bola, o ar que está em volta acompanha o giro, de frente para trás, somando-se à corrente originada pelo deslocamento. No lado esquerdo da bola acontece o inverso: o ar tende a vir de trás para frente, trombando com a corrente que vem no sentido oposto, provocada pelo movimento do objeto. Então, forma-se nessa região uma área de maior pressão que empurra a bola para a direita.

4134 – As areias das praias e dos desertos são formadas pelos mesmos componentes?


Cerca de 90% das areias são compostos por quartzo, um dos minerais mais freqüentes na superfície da Terra. No entanto, as areias das praias se compõem ainda de restos de antigos seres vivos que habitavam o mar, como algas calcárias, corais e a concha dos moluscos. Formadas principalmente por carbonato de cálcio, as estruturas desses seres marinhos foram, durante milhões de anos, sendo jogadas pelas ondas contra rochedos. O movimento fez com que se transformassem em milhares de grãos que passam a fazer parte da areia. As praias que apresentam maior quantidade dessas partículas estão localizadas perto da linha do Equador, pois os organismos ricos em carbonato de cálcio preferem as águas quentes da região. Certas áreas desérticas apresentam características peculiares. “É o caso, por exemplo, de parte do deserto do Novo México, onde a areia possui grande quantidade de gipsita, a matéria-prima usada na fabricação do gesso”, explica o geólogo Kenitiro Suguio, da Universidade de São Paulo. A responsável por isso é uma lagoa rica em sulfato de cálcio, que compõem a gipsita e que durante algumas épocas do ano seca. Então, o vento se encarrega de espalhar o sulfato, formando dunas.

4133 – Obesidade – Uma Epidemia Mundial


Até países com grande número de subnutridos, como a Índia, vêm assistindo a um salto gigantesco na quantidade de obesos – lá, 55% das mulheres entre 20 e 69 anos estão acima do peso. Aqui no Brasil as coisas não são muito diferentes. Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2004 pelo IBGE mostra que a obesidade já atinge mais brasileiros do que a desnutrição. Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros adultos, ou 38,8 milhões de pessoas, estão pesando mais do que deveriam. Desse total, 10,5 milhões podem ser consideradas obesas. No mundo todo, de acordo com uma estatística da Força-Tarefa Internacional de Obesidade, 1,7 bilhão de pessoas – ou uma em cada cinco – estão com sobrepeso ou obesas.
E, se quisermos culpar alguma coisa pela epidemia de obesidade, culpemos nossos genes. Ao longo da evolução, enquanto nos transformávamos de macacos em seres humanos, vivemos durante milhões de anos num mundo escasso em comida. Para compensar a falta de alimentação, nossas células adquiriram a capacidade de armazenar gordura – assim, poderíamos sobreviver um tempo maior caso não encontrássemos alimento. O problema é que o mundo mudou e, hoje, não há mais escassez de comida.
Sem milagre – Desde a década de 50, medicamentos ditos “milagrosos” aparecem nas prateleiras como a salvação dos gordinhos. As anfetaminas, que aceleram o metabolismo e inibem o apetite, foram as grandes vedetes dos anos 50 e 60 – até descobrirem que elas causavam dependência química. Substâncias como fenfluramina e fertemina, que provaram realmente serem eficazes no emagrecimento, também causavam reações colaterais e podem estar ligadas a problemas cardíacos. Novas drogas, como orlistat, causam desconforto intestinal.
Aqui no Brasil, assim como no resto dos países em desenvolvimento, quem mais vai sentir os efeitos da epidemia de excesso de peso nos próximos anos serão as pessoas de classe mais baixa. “O nível de sedentarismo é muito maior em populações mais pobres. Em oito anos, o número de mulheres obesas das classes D e E cresceu 30% na região Sudeste. No mesmo período, houve queda de 40% no total de brasileiras obesas das classes A e B. Outro fator que contribui é o econômico. Como nos últimos anos a capacidade aquisitiva da população aumentou, quando sobra um dinheiro no final do mês a tendência é comprar alimentos mais calóricos – agora eles podem se “dar ao luxo” de ter uma bolacha ou um chocolate no armário.
Outra camada ferozmente atingida pela epidemia é a das crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um em cada dez pequenos está obeso no mundo todo. No Brasil, 15% das crianças estão acima do peso e 5% obesas. Especialistas afirmam que a probabilidade de uma criança com pais magros tornar-se obesa é de 9%. Se um dos pais for obeso, a taxa sobe para 50%. Se os dois forem obesos, a criança terá 80% de chance de seguir os passos deles. Mais do que a herança genética, o problema é do ambiente propício à obesidade.
• SEM REMÉDIO
Pelo menos nos próximos dez anos não deve surgir nenhum remédio revolucionário para acabar com a obesidade, apesar dos milhões de dólares investidos anualmente no combate ao problema.

4132 – De Olho nas “Frases Feitas” e Expressões Populares


De onde vem o nome “habeas-corpus”?
A palavra vem do latim e significa “que tenhas teu corpo”. É um recurso judiciário usado para garantir que um cidadão preso ilegalmente possa ser libertado. Segundo historiadores, o “habeas-corpus” surgiu na Inglaterra após a ocupação romana de 43 d.c. Em 1679, o Rei Carlos II assinou o “Act of Habeas Corpus”, que garantiu a liberdade a todo inglês preso de forma irregular.
Como nasceu a expressão “deixar as barbas de molho”?
Na Antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje nessa expressão que significa ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se. Um provérbio espanhol diz que “quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho”. Todos devemos aprender com as experiências dos outros.
Como surgiu a expressão “lágrimas de crocodilo”?
A expressão é usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele “chora” enquanto devora uma vítima.
Como surgiu a expressão “falar pelos cotovelos”?
A frase, que significa “falar demais”, surgiu do costume que as pessoas muito falantes têm de tocar o interlocutor no cotovelo a fim de chamar mais a atenção. O folclorista brasileiro Câmara Cascudo fazia referência às mulheres do sertão nordestino, que à noite, na cama com os maridos, tocavam-nos para pedir reconciliação depois de alguma briga.
Como surgiu a expressão “OK”?
OK significa “tudo certo” (all correct em inglês). No início do século XIX, em Boston, nos Estados Unidos, em vez de usar as letras AC, que poderiam ser confundidas com alternating current (corrente alternada), as pessoas diziam OK, de oll korrect, gíria de mesmo significado. Durante uma campanha presidencial de 1840, a sigla foi usada como slogan e acabou conhecida no país inteiro. Outra versão é que a sigla começou a ser usada durante a Guerra da Secessão, uma disputa entre o norte e o sul dos Estados Unidos. As fachadas das casas exibiam o OK para indicar zero killed, ou seja, nenhuma baixa na guerra civil.
Como surgiu a expressão CC para falar de suor?
CC deriva de “cheiro de corpo”, expressão cunhada pela indústria de sabonetes Unilever para substituir a palavra suor. Ela surgiu na década de 1950. Nessa época, a Unilever introduziu no mercado brasileiro o sabonete Lifebuoy. O produto tinha alto poder anti-séptico e bactericida, e uma de suas qualidades, exaltada nas propagandas, era acabar com o desagradável “cheiro de corpo” e dar “completo asseio corporal”.

Como surgiu a palavra piquenique?
Esta palavra tem origem no francês pique-nique. Na França do século XVII, o pique-nique era uma refeição na qual cada um levava sua parte. Dois séculos mais tarde, os franceses absorveram do picnic inglês o sentido moderno da palavra “passeios ao ar livre” nos quais as pessoas levam alimentos para serem desfrutados por todos. Na França, existe o verbo pique-niquer, que seria algo como “piquenicar”.

4131 – Zoologia – O Babuíno


É a designação genérica para antropóides cercopitecídeos do gênero Papio e afins, caracterizados pelo focinho pontudo, caninos grandes, bochechas volumosas e calosidades nas nádegas. É um animal semi-quadrúpede da ordem dos primatas que mede até 70 centímetros de comprimento. Vive na África e seu habitat natural é nos campos abertos (savana, pastagens ou terrenos rochosos).
Ao contrário dos macacos, os babuínos passam a maior parte do tempo no chão. Suas caudas não são preênseis. Os babuínos são grandes lutadores e demonstram pouco medo de outros animais, inclusive seres humanos. Todos têm hierarquias fortes e complexas dentro dos grupos familiares.
Geralmente os babuínos vivem em grandes bandos comandados pelos machos dominantes. Ao contrário do que ocorre com a maioria das outras espécies, quase não há disputas pelo controle do bando ou pelo direito de se acasalar com as fêmeas, o único privilégio que os machos dominantes têm é de se alimentar primeiro quando se encontra alimento.
Os babuínos são onívoros (omnívoros), isto é, comem muitos tipos diferentes de alimento. A sua dieta, entretanto, varia de acordo com a estação do ano, o território que está sendo habitado, a idade e o sexo do indivíduo. As fêmeas e os filhotes recém-nascidos, por exemplo, alimentam-se de capim, já os filhotes mais desenvolvidos comem casca de árvore, insetos e lagartos.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Primates
Família: Cercopithecidae
Subfamília: Cercopithecinae
Género: Papio
O mandril é parente do macaco babuíno que tem focinho longo, parecido com o do cão. Sua principal característica é a forte coloração do pelo. O macho tem focinho vermelho e sulcos azuis, bigodes brancos, barba laranja e bumbum bem vermelho. O restante do corpo é verde-oliva, bem diferente dos outros macacos. As cores se intensificam ainda mais quando atinge a maturidade sexual para atriar a fêmea, que tem tons mais neutros. A coloração ajuda-o a se confundir com a vegetação das florestas tropicais da África, onde vive.
Está ameaçado de extinção, não só pela redução das áreas de florestas, mas principalmente por ser caçado, para que possa servir à culinária de alguns países. Este macaco é uma das caças prediletas do leopardo.
é um primata da família dos Cercopithecidae (Macacos do velho mundo), parentes próximos dos babuínos e ainda mais próximos do dril. Tanto o mandril quanto o Dril eram antes classificados como babuínos do gênero Papio, mas pesquisas recentes determinaram que eles deveriam constituir um gênero a parte, o mandrillus.
O mandril é reconhecido pela sua pelagem verde-oliva e a face e nágegas multicoloridas nos machos, coloração que se torna mais intensa à medida que chega a maturidade sexual, tornando-se ainda mais pronunciada nos momentos de excitação. Nas fêmeas a coloração é mais neutra. A coloração nas nádegas, crê-se, ajuda na visibilidade entre os membros da espécie dentro da floresta e ajuda o deslocamento em grupo.
Os machos podem chegar a 35 quilogramas. Eles podem crescer até medirem cerca de um metro e podem viver até 25 anos. As fêmeas alcançam a maturidade sexual com aproximadamente 3,5 anos.
O mandril pode ser encontrado nas florestas tropicais do sul de Camarões, Gabão, Guiné Equatorial e Congo. Sua distribuição está limitada pelo rio Sanaga ao Norte e os rios Ogooué e Ivindo à leste. Recentes pesquisas sugerem que o as populações de mandris presentes ao Norte e ao Sul do rio Ogooué são geneticamente tão diferentes a ponto de poderem ser consideradas diferentes sub-espécies.
Mandris são seres sociais e podem ser achados em grupos de até 800 indivíduos, geralmente fêmeas e jovens liderados por um macho dominante. Muitos machos adultos são solitários. É impossível estimar o tamanho exato de um grupo na floresta. Para estimar o número de integrantes de um grupo, foi por vezes necessário filmar grupos cruzando espaços vazios entre florestas ou atravessando estradas e contar a partir das imagens passadas em câmera-lenta. O maior grupo observado dessa maneira apresentava mais de 1.300 indivíduos, no Parque Internacional de Lopé, no Gabão — o maior grupo de primatas não humanos jamais observado.
O mandril é um onívoro e obtém comida coletando plantas, insetos e pequenos animais. Seus principais predadores naturais são os leopardos. Um grande grupo de mandris pode causar dano para a colheita, por isso, em muitas regiões, eles são vistos como pragas.
Os mandris são caçados para alimentação humana por todo o seu território. Utilizam-se armas de fogo, cães e redes. Em Camarões, o habitat perdido para a agricultura também é uma grande ameaça. Embora o mandril normalmente não cace grandes presas, os machos já foram observados caçando e consumindo pequenas espécies de antílopes.

4130 – Nas ☻ndas do Havaí


Imagem do satélite

É um dos 50 Estados dos Estados Unidos. O Havaí localiza-se em um arquipélago no meio do Oceano Pacífico, podendo ser considerado o Estado americano mais isolado em relação ao resto do país. Sua capital e maior cidade, Honolulu, localiza-se a mais de 3100 km de qualquer outro Estado americano. O Havaí é o Estado mais meridional de todo o país, sendo considerado parte dos Estados do Pacífico. Sua economia está baseada primariamente no turismo. Barack Obama é o único presidente dos Estados Unidos nascido no estado do Havaí.
O arquipélago que forma o Havaí é conhecido historicamente pelo nome de Ilhas Sanduíche. O arquipélago havaiano era povoado por polinésios, sendo que a região era governada por vários chefes polinésios locais, até 1810, quando Kamehameha I centralizou o governo do arquipélago, e instituiu uma monarquia. O Havaí é o único Estado americano cujos nativos utilizaram-se da monarquia como forma de governo. Em 1894, o arquipélago tornou-se uma república, e quatro anos depois, em 1898, foi invadido militarmente e anexado pelos Estados Unidos da América, tornando-se um território americano em 1900. Desde então, grande número de pessoas com ascendentes europeus, vindos de outras partes do país, bem como imigrantes asiáticos, instalaram-se no Havaí, dando à população local um aspecto altamente multicultural.
A base naval americana de Pearl Harbor foi atacada por aeronaves da Marinha Imperial Japonesa, em 7 de dezembro de 1941. O ataque fez com que os Estados Unidos entrassem oficialmente na Segunda Guerra Mundial. Mais de 2400 pessoas morreram no ataque. Em 21 de agosto de 1959, o Havaí tornou-se o 50.º e último Estado americano a entrar à União.
Primeiros habitantes
Nativos polinésios viviam no arquipélago havaiano muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Os atuais nativos havaianos são descendentes de polinésios que chegaram à região há alguns milhares de anos, vindos de outros arquipélagos no sul do Hiva. Eles chegaram a cerca 400 d.C.
Um outro grupo polinésio, vindo do Taiti, desembarcou no arquipélago havaiano cerca 700 d.C. Este trouxeram uma cultura diferente, tambores, plantas, uma outra religião e outros chefes.
Antes da chegada dos primeiros europeus, em 1778, os nativos do Havaí viviam em uma sociedade altamente organizada e autossuficiente, baseada no arrendamento de terras comunais, possuindo um sofisticado idioma, cultura e religião.
Até 1900
Um dos primeiros exploradores europeus a desembarcar em terras havaianas foi o explorador britânico James Cook, em 18 de janeiro de 1778. De acordo com a página do Governo Regional dos Açores, já no século XVI as ilhas do Havaí foram avistadas por um navegador português ao serviço de Castela. Não obstante, Cook é que é creditado com a descoberta do arquipélago por ter sido o primeiro a registrar oficialmente a descoberta, bem como o primeiro a fornecer as suas coordenadas geográficas. Cook nomeou o arquipélago de Ilhas Sanduíche, em homenagem ao Duque de Sandwich, um lorde britânico, nome este que é ainda utilizado em alguns atlas.
Graças à descoberta e à posição geográfica do arquipélago do Havaí, este tornou-se um ponto de escala frequente de navios europeus fazendo longas viagens transpacíficas. Doenças contagiosas, causadas por micróbios transportados pelos marinheiros europeus e com as quais os nativos locais nunca tinham tido contato, mataram dezenas de milhares de nativos polinésios na região ao longo do século XIX.
Antes da chegada dos europeus o arquipélago havaiano estava fragmentado em uma série de tribos governadas por um chefe indígena. Algumas ilhas eram governadas por uma única tribo, enquanto que outras eram ocupadas por tribos diferentes. Tais tribos polinésias batalhavam entre si normalmente depois da morte de um chefe. Em 1782, um líder indígena, Kamehameha, iniciou uma longa guerra, que duraria 13 anos, contra outras chefes da região e outras ilhas. Auxiliado por armas modernas, comercializadas com os navegadores e comerciantes europeus e americanos que utilizavam ilha como escala em suas viagens, Kamehameha uniu todo o arquipélago, com exceção das ilhas de Kaua‘i e de Ni‘ihau, em 1795. Kamehameha comandou duas invasões contra estas ilhas, em 1796 e em 1803, que fracassaram devido a uma rebelião e a uma epidemia, respectivamente. Enquanto isto, Kamehameha instituiu um sistema de administração política baseada em padrões de governo do Ocidente. Kamehameha instituiu uma monarquia no Havaí, e apropriou-se de todas as terras do arquipélago, cedendo lotes de terra para famílias rurais.
Missionários católicos romanos espanhóis e franceses desembarcariam pela primeira vez em 1827. Porém, os católicos não foram inicialmente bem-recebidos pelos nativos havaianos, que então já eram em sua maioria protestantes. Em 1831, os havaianos forçaram a pequena população cristã de descendência europeia a sair do arquipélago, enquanto que cristãos de origem havaiana foram em sua maioria presos. Cinco anos depois, em 1836, uma fragata francesa bloqueou o porto de Honolulu, e obrigou Kamehameha II a liberar os cristãos aprisionados e a permitir a liberdade de expressão religiosa. Um outro filho de Kamehameha, o Rei Kamehameha (Kauikeaouli) III criou a primeira constituição do Havaí em 1839, e um sólido governo central composto pelos poderes executivo, legislativo e judiciário. O governo americano reconheceu o Havaí como um país independente.
Desde a década de 1850 em diante, o Havaí começou a receber centenas de imigrantes asiáticos por ano. Inicialmente, os chineses foram os principais imigrantes. A imigração chinesa ao arquipélago data de 1789, embora esta imigração tenha sido mais forte de 1850 até o início do século XX. Posteriormente, na década de 1860, grandes números de polinésios instalaram-se no Havaí. Em meados da década de 1880 até a década de 1930, grandes números de japoneses instalaram-se no Havaí.
A imigração de origem portuguesa, mais concretamente dos Açores e da Madeira, também se fez sentir com muita força.
A localização estratégica do Havaí, no meio do Oceano Pacífico, fez com que o governo norte-americano iniciasse a construção de uma base naval primária no Havaí, através de uma grande expansão das instalações portuárias de Pearl Harbor, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1927, dois tenentes americanos realizaram o primeiro voo entre os Estados Unidos contíguos e o Havaí.
Em 7 de dezembro de 1941, a base naval americana de Pearl Harbor foi atacada por aviões da força aérea japonesa, pois estes já sabiam da intenção dos ianques de entrar na Guerra, para proteger os investimentos na Europa. Este ataque, que destruiu vários navios, aviões e instalações militares, bem como a morte de mais de 2,4 mil pessoas militares, fez com que os Estados Unidos oficialmente entrassem na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados. Lei marcial foi declarada no Havaí. O estado de lei marcial foi revogado somente em 1944. A grande população japonesa do Havaí fez com que muitos cidadãos americanos de origem europeia temessem sabotagem ou espionagem por parte dos americanos de descendência japonesa vivendo no oeste americano, inclusive no Havaí. Porém, ao contrário do que aconteceu no continente (especialmente na Califórnia), americanos de ascendência japonesa não foram obrigados a mudarem-se para campos de concentração.
Desde 1919, a população do Havaí exigiu a elevação do território para a categoria de Estado. Várias emendas foram introduzidas no Congresso americano, pedindo pela elevação de estatuto do Havaí à categoria de Estado. Estas emendas foram rejeitadas inicialmente pelo congresso por causa da grande população asiática do Havaí. Então, os asiáticos eram vistos pelos ianques como “inferiores”. A segunda guerra mundial aumentou o medo de muitos americanos de que asiáticos não seriam leais aos Estados Unidos caso este entrasse em guerra – em grande parte, por causa da grande população japonesa do Havaí. Porém, muitos dos asiáticos do Havaí (inclusive japoneses) participaram ativamente dos esforços de guerra, e ainda mais ativamente durante a Guerra da Coreia.
O arquipélago possui 132 ilhas que se estendem por 2 450 km. Porém, a maior parte do Estado concentra-se no sudeste do arquipélago, onde estão as oito maiores ilhas do Havaí. Estas são as únicas ilhas habitadas do Estado. O meio da cadeia do Havaí é constituída por ilhas muito pequenas e rochedos, e o extremo noroeste é formado por recifes e cadeias de areia. A cadeia formada pelas oito grandes ilhas possui 1 200 km de comprimento. A altitude média do Havaí é de 925 m, e o ponto mais elevado do Havaí possui 4 206 m de altitude no vulcão Mauna Kea, na Ilha do Havai (a maior delas), que se ergue do fundo do oceano, juntamente com seu vizinho conjunto Mauna Loa (4 169 m), a 5 998 metros de profundidade, considerando-se eles no conjunto, a maior montanha do mundo (da base no fundo do oceano ao cume) com 10 203 metros no total.O Havaí possui um clima tropical, sendo quente o ano inteiro. É o único Estado norte-americano que possui um clima tropical. A temperatura média varia muito pouco de região a região. Regiões ao nível do mar possuem temperaturas médias levemente mais elevadas do que regiões em altas altitudes. Em todo o Estado, as temperaturas médias no verão são de 25°C, e de 22 °C no inverno. A média das máximas é de 27 °C no verão e de 25 °C no inverno, e a média das mínimas é de 21 °C no verão e de 18 °C no inverno.
Os cinco maiores grupos étnicos do Havaí são: japoneses (que compõem 16,7% da população do Estado), filipinos (14,1%), alemães (7,2%), nativos havaianos (6,6%), e portugueses (5,2%).
O segundo grupo de estrangeiros a desembarcar no litoral do Havaí, após os europeus, foram os chineses. Trabalhadores de origem chinesa, trabalhando em navios comerciais ocidentais, instalaram-se no arquipélago havaiano. Os primeiros chineses instalaram-se no Havaí por volta de 1789. Os primeiros japoneses instalaram-se no Havaí em 9 de fevereiro de 1885. Atualmente, o Havaí possui a maior percentagem de japoneses asiáticos do país, em relação à população total do Estado. O Havaí, tal como o Novo México, é um dos dois estados norte-americanos que não possui população caucasiana maioritária.
Iniciantes titubeiam meio sem jeito em águas quase paradas, e ídolos mundiais disputam espaço entre as ondas que chegam a 20 m de altura no inverno.
No interior das ilhas, trilhas isoladas percorrem enormes gargantas cavadas pela ação do vento, das chuvas e de gigantescos deslizamentos de terra que tornearam os contornos desse arquipélago vulcânico. Rios emoldurados por bananeiras e samambaias gigantes são alimentados por centenas de cachoeiras que brotam do alto das montanhas.
Resorts luxuosos exibem seus restaurantes finos e campos de golfe bem ao lado das plantações de abacaxi, das enormes fazendas de gado ou dos campos de taro, um tubérculo que, semelhante ao inhame, compõe a base da alimentação local.
Nas estradas, automóveis caindo aos pedaços, lotados de surfistas em busca da fama, dividem espaço com os esportivos conversíveis dos turistas.

Tal diversidade faz do Havaí um paraíso inesgotável. Nas ondas de Oahu, nos vulcões da ilha do Havaí, nas praias de Maui ou nos cânions de Kauai, o inesperado é a regra, e cada canto inexplorado, o início de uma nova aventura.