4096 – Mega Memória – De Corpo e Alma – Novela, drama e realidade



Uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 3 de agosto de 1992 a 6 de março de 1993, em 185 capítulos. Foi escrita por Glória Perez e dirigida por Fábio Sabag, Ivan Zettel e Roberto Talma (também o diretor geral).
Enredo
Diogo (Tarcísio Meira), um juiz íntegro, sente o seu casamento com Antônia (Betty Faria) desmoronar ao se apaixonar perdidamente por Betina (Bruna Lombardi), que morre num acidente de carro, logo após ser abandonada pelo magistrado. Seu coração é transplantado em Paloma (Cristiana Oliveira), uma jovem casada com um stripper, Juca (Victor Fasano), que trabalha no Clube das Mulheres.
Diogo (que tem com Antônia um filho, Filipe (Maurício Branco), sentindo-se culpado, aproxima-se dela imaginando estar ao lado de Betina. Paloma, porém, apaixona-se por ele sem saber do seu envolvimento com a doadora do coração. Enquanto isso, Juca torna-se o protegido do misterioso Vidal (Carlos Vereza) e faz sucesso no Clube das Mulheres, acabando por se tornar amante de Stella (Beatriz Segall), uma rica senhora.
Elenco
Tarcísio Meira – Diogo Santos Varela
Cristiana Oliveira – Paloma Bianchi
José Mayer – Caíque (Carlos Henrique Lopes Jordão)
Betty Faria – Antônia Santos Varela
Victor Fasano – Juca (Joaquim José Marcondes)
Maria Zilda Bethlem – Bia (Beatriz Lopes Jordão)
Stênio Garcia – Domingos Bianchi
Daniela Perez – Yasmin Bianchi
Guilherme de Pádua – Bira (Ubirajara Pinheiro)
Guilherme Leme – Agenor “Gino” Pinheiro
Vera Holtz – Simone Guedes
Hugo Carvana – Agenor Pinheiro
Marilu Bueno – Laci (Maria Lúcia Bianchi)
Eri Johnson – Reginaldo Freitas
João Vitti – Nando
Fábio Assunção – Caio Pastore
Hugo Gross – Tavinho (Otávio Pastore)
Carla Daniel – Sheyla Maria
Ida Gomes – Bela Lopes
Ewerton de Castro – Guedes (Antônio Guedes)
Milton Gonçalves – Juiz de menores
Mário Lago – Veiga (desembargador)
Aracy Cardoso – Celinha
Juliana Teixeira – Verinha
Lizandra Souto – Patty (Patrícia Maria Guedes)
Aron Hassan – Júnior (filho biológico de Vado e Terê)
Maria Regina – Guiomar Freitas
Marcelo Faria – Beto (José Alberto Guedes)
Maurício Branco – Felipe Santos Varela
Bastidores
No decorrer da novela, a jovem atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, foi brutalmente assassinada pelo seu colega de elenco, Guilherme de Pádua e pela mulher dele, Paula Nogueira Thomaz, na fatídica noite do dia 28 de dezembro de 1992, uma segunda-feira.
Durante a semana seguinte ao crime, Gilberto Braga e Leonor Bassères, assumiram a responsabilidade de escrever os capítulos e dar uma solução para o desaparecimento dos personagens.
Depois de uma semana, Glória Perez retomou seu trabalho e aproveitou para incluir mais dois assuntos polêmicos na trama: a morosidade da Justiça e a inadequação do Código Penal.
As últimas cenas de Daniela Perez como Yasmin, na novela, foram ao ar no último bloco do capítulo 146, no ar em 19 de janeiro de 1993, uma terça-feira. Ao final deste capítulo, os atores do elenco e o diretor Fábio Sabag, prestaram uma homenagem à atriz, com depoimentos gravados, e a história prosseguiu. A saída de Yasmin da novela foi explicada com uma viagem de estudos, uma vez que a personagem era dançarina. Já o personagem Bira simplesmente deixou de existir. Estas cenas seriam inseridas como a última cena do último capítulo, fechando a novela.
O assassinato da atriz teve repercussão em outros países. Guilherme de Pádua e a mulher, Paula Thomaz, foram julgados e condenados a 19 anos e 6 meses de cadeia por homicídio duplamente qualificado e praticado por motivo torpe. Cumpriram sete.
Só na semana de estréia de De corpo e Alma, o Instituto do Coração (INCOR), em São Paulo, que estava há dois meses sem uma única doação, recebeu nove órgãos para transplante.
A novela marcava a estréia da atriz Cristiana Oliveira na Globo, vinda de três produções da Rede Manchete: Kananga do Japão, em 1989, Pantanal, em 1990 e Amazônia, em 1991.
O Ibope da novela elevou bastante com a grande repercussão da morte de Daniela Perez sendo morta pelo seu colega de elenco Guilherme de Pádua, chegando a picos de 70 pontos.
Último trabalho do ator e dançarino Paulette falecido em 30 de julho de 1993 vítima de uma broncopneumonia e de um coma diabético.
Nunca houve nenhuma tentativa de reprise da novela no Brasil, apesar de sua audiência.