4068 – Música – Shalamar


Conjunto formado no final da década de 70 e que acabou se separando com a saída da vocalista Jody Watley, que seguiu em carreira solo. Jody fazia então a 2ª voz na banda.
Eles passaram a ser um influente trio de dança, idealizado por Don Cornelius da Soul Train. Seu nome coletivo “Shalamar ‘foi escolhido por Griffey.
Os vocalistas Jody Watley , Jeffrey Daniel e Howard Hewett (esta última substitui curto prazo membros Gary Mumford e, mais tarde, Gerald Brown), em 1979.
Em 1983, Jody Watley e Jeffrey Daniels deixou o grupo para carreira solo e foram substituídos por DeLisa Davis e Micki Livre. Howard Hewitt deixou o grupo em 1986, para embarcar em sua carreira solo, bem como a produção de tais atos como sua esposa, então Peeples Nia, e foi substituído por Sidney Justin. A banda se separou em 1991, embora Sidney Justin continuou a turnê com uma nova encarnação de Shalamar.
Foi uma das mais influentes bandas de R&B da Old School, ao lado do Sister Sledge e Pointer Sisters.

4067 – A Psicologia do Egoísmo


Egoísmo (ego + ísmo) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antônimo de altruísmo. Há ainda a ideia de Negoísmo, como estando além dos dois conceitos anteriores. Um sujeito egoísta é aquele que acredita que o mundo, inclusive as pessoas ao seu redor, foram criadas para ele e somente para ele. Uma pessoa egoísta – e todos são em maior ou menor medida – sofrem porque as outras pessoas não correspondem à sua expectativa.
O egocentrismo caracteriza-se pela fantasia de imaginar que o mundo gira em torno de si, tomando o eu como referência para todas as relações e fatos.
Uma pessoa egoísta pode não ser egocêntrica, uma vez que luta para fazer com que os fatos se amoldem a seus interesses.
A pessoa egocêntrica é egoísta, no sentido de que não consegue imaginar que não seja ela a prioridade no mundo em que vive. O egocentrismo é próprio da infância, como passagem para que a criança possa aprender a noção de referência a partir do eu e então aprender.
Natural ou adquirido?

Há controvérsia se o egoísmo é uma característica natural humana ou se é um hábito adquirido, como um vício moral da pessoa.
A psicologia do desenvolvimento observa que a infância se caracteriza pela passagem de uma atitude naturalmente egocêntrica – em que a criança tem por referência seu organismo e suas necessidades – para uma atitude social e interativa. Deste modo, o egoísmo seria a recusa da pessoa em deixar essa fase infantil, uma luta por manter viva a fantasia do egocentrismo.
Naturalistas, como Richard Dawkins, postulam a base natural do egoísmo a partir da tendência dos replicadores do organismo se associarem apenas segundo o interesse de passar à próxima geração de organismos. É a hipótese do gene egoísta, ou seja, de que os mecanismos genéticos de reprodução agem com fins imediatos e egoístas. O altruísmo seria uma legitima construção da cultura humana.

4066 – Grandes Pensadores – Jean-Jacques Rousseau


(Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.
Nascimento 28 de Junho de 1712
Genebra, Suíça
Morte 2 de julho de 1778 (66 anos)
Ermenonville, França
Magnum opus Do contrato social, Discurso sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade Entre Homens
Escola/tradição Iluminismo, Romantismo (precursor), Contratualismo
Principais interesses Política, Educação, Literatura, Música, Autobiografia
Ideias notáveis Visão de total liberdade no estado de natureza do homem, Vontade geral, Educação centrada na criança, Amor-próprio, Soberania do Povo, Liberdade Positiva, Corrupção da sociedade civilizada
ean-Jacques Rousseau não conheceu a mãe , pois ela morreu no momento do parto. Foi criado pelo pai, Isaac Rousseau, um relojoeiro calvinista, cujo avô fora um huguenote fugido da França. Aos 10 anos teve de afastar-se do pai, mas continuaram mantendo contato.
Na adolescência, foi estudar numa rígida escola religiosa sendo aluno do pastor Lambercier. Gostava de passear pelos campos. Em certa ocasião, encontrando os portões da cidade fechados, quando voltava de uma de suas saídas, opta por vagar pelo mundo.
Acaba tendo como amante uma rica senhora e, sob seus cuidados, desenvolvendo o interesse pela música e filosofia. Longe de sua protetora, que agora estava em uma situação financeira ruim e com outro amante, ele parte para Paris.
Havia inovado muitas coisas no campo da música, o que lhe rendeu um convite de Diderot para que escrevesse sobre isso na famosa Enciclopédia. Além disso, obteve sucesso com uma de suas óperas, intitulada O Adivinho da Vila. Aos 37 anos, participando de um concurso da academia de Dijon cujo o tema era: “O restabelecimento das ciências e das artes terá favorecido o aprimoramento dos costumes?”, torna-se famoso ao escrever respondendo de forma negativa o Discurso Sobre as Ciências e as Artes, ganhando o prêmio em 1750.
Politicamente, expõe suas ideias no Do contrato social/Contrato Social. Procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos. Segundo suas ideias, a população tem que tomar cuidado ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal “o homem nasce bom e a sociedade o corrompe”.
No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767.
Depois de toda uma produção intelectual, suas fugas às perseguições e uma vida de aventuras e de errância, Rousseau passa a levar uma vida retirada e solitária. Por opção, ele foge dos outros homens e vive em certa misantropia.
“O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros . Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles.”
“A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza”
“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'”
“E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra”
“A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente”
“A única instituição que ainda se constitui natural é a Família ”
“O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem “.
“O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”
O estado de natureza
O estado de natureza, tal como concebido por Rousseau, está descrito principalmente em seu livro Discurso sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade Entre Homens.
A definição da natureza humana é um equilíbrio perfeito entre o que se quer e o que se tem. O homem natural é um ser de sensações, somente. O homem no estado de natureza deseja somente aquilo que o rodeia, porque ele não pensa e, portanto, é desprovido da imaginação necessária para desenvolver um desejo que ele não percebe. Estas são as únicas coisas que ele poderia “representar”. Então, os desejos do homem no estado de natureza são os desejos de seu corpo. “Seus desejos não passam de suas necessidades físicas, os únicos bens que ele conhece no universo são a alimentação, uma fêmea e o repouso”.
Além disso, o homem natural não pode prever o futuro ou imaginar coisas além do presente. Em outras palavras, a natureza de si corresponde perfeitamente ao exterior. No Ensaio, Rousseau sugere que o homem natural não é sequer capaz de se distinguir de outro ser humano. Essa distinção requer a habilidade de abstração que lhe falta. O homem natural também ignora o que é comum entre ele e um outro ser humano. Para o homem natural, a humanidade para no pequeno círculo de pessoas com quem ele está no momento. “Eles tiveram a ideia de um pai, filho, irmão, e não de um homem. A cabine continha todos os seus companheiros … Fora eles e suas famílias, não havia mais nada no universo. ” (Ensaio, IX) A compaixão não poderia ser relevante fora do pequeno círculo, mas também essa ignorância não permitia a guerra, como os homens não se encontravam com praticamente ninguém. Homens, se quisessem, atacavam em seus encontros, mas estes raramente aconteciam.
Amor e ódio
Não há dúvida de que Rousseau fez soprar um vento revolucionário sobre as ideias de amor e ódio: ele debate a sexualidade como uma experiência fundamental na vida do ser humano, a tomada de consciência da importância dos sentimentos de amor e ódio na construção da sociedade humana e no seu desenvolvimento pessoal, e enfim, essa abertura para o debate moderno sobre a divisão do amor entre amor conjugal e amor passional. Pode-se atribuir a Rousseau a tentativa de estabelecer, na sociedade do século XVIII, uma nova noção: a de que a personalidade do indivíduo, que concerne o tratamento que ele dá aos outros e a sua própria sexualidade, é formada na infância.
1712: Nasce em Genebra a 28 de junho Jean-Jacques Rousseau. Suzanne Bernard, mãe de Rousseau, morre em 7 de julho.
1719: Daniel Defoe publica Robinson Crusoé, uma das principais influências literárias de Rousseau.
1745: Une-se a Thérèse Levasseur, com quem tem cinco filhos, que são abandonados.
1749: Escreve o “Discurso sobre as Ciências e as Artes”
1755: Publica o “Discurso sobre a origem da desigualdade” e o “Discurso sobre a economia política”.
1762: Publica Do Contrato Social em abril e o Emílio, ou Da Educação em maio.
1776: Escreve os Devaneios de um Caminhante Solitário. Declaração da Independência das colônias inglesas na América.
1778: Rousseau termina de escrever os Devaneios. Morre em 2 de julho e é sepultado em Ermenonville. Seus restos mortais foram traslados para o Panteão de Paris em 1794. Morte de Voltaire.

4065 – O que é a Parapsicologia?


Vem do grego “para” [além de], “psique” [alma, espírito, mente, essência] e “logos” [estudo, ciência, essência cósmica] e sugere o significado etimológico de tudo que está “além da psique”, “além da psicologia” ou mais especificamente, o que está além e, portanto inclui a psique e a psicologia. Neste sentido, podemos dizer que a Parapsicologia é uma Transpsicologia ou se correlaciona diretamente com sua irmã gêmea, a Psicologia Transpessoal e outras áreas das investigações mais avançadas, como a Psicobiofísica, Psicotrônica, Projeciologia e afins.
É também conhecida como Pesquisa Psi e ainda Metapsíquica [nomenclatura mais antiga], pode ser compreendida, a partir de um ponto de vista estrito senso, como o estudo de alegações paranormais e associados à experiência humana, ou seja, as interações aparentemente extra-sensório-motoras entre seres humanos e o meio ambiente. Esses fenômenos também são conhecidos como fenômenos paranormais ou fenômenos Psi.
A posição da parapsicologia como um ramo da ciência é contestada sendo que os cientistas, incluindo psicólogos, classificam-na predominantemente como pseudociência devido ao fracasso em mostrar resultados através do método científico ortodoxo, laboratorial, newtoniano-cartesiano, em mais de um século de pesquisas.
Há uma tradição dentro do senso-comum que sustenta que os mundos subjetivo e objetivo são completamente distintos, sem que haja qualquer implicação entre eles. O subjetivo existe “aqui, dentro da cabeça”, enquanto que o objetivo existe “lá, no mundo externo”. A Parapsicologia é o estudo de fenômenos que sugerem que a dicotomia estrita entre objetivo/subjetivo pode ser, ao contrário, parte de um conjunto, com alguns fenômenos entremeando ocasionalmente o que é puramente subjetivo e o que é puramente objetivo. Chamamos tais fenômenos de “anômalos” porque são difíceis de serem explicados pelos modelos científicos tradicionais.
Como exemplos de fenômenos parapsicológicos temos a psicocinese (PK) e os fenômenos sugestivos da sobrevivência após a morte, incluindo as experiências próximas da morte, as aparições e a reencarnação.
Aspectos científicos
A maioria dos parapsicólogos, atualmente, espera que estudos adicionais venham finalmente explicar essas anomalias em termos científicos, apesar de não estar claro se eles podem ser completamente compreendidos sem expansões significativas (poderia se dizer revolucionárias) do estado atual do conhecimento científico. Outros pesquisadores assumem a posição de que modelos científicos já existentes, tais como os de percepção e de memória, são adequados para explicar alguns dos fenômenos parapsicológicos.
Ortodoxamente, a Parapsicologia é definida como a disciplina científica que tem como objeto de estudo a possível interação extra-sensório-motora entre o ser humano e o meio, ou seja, a mente interferindo diretamente no meio sem o uso dos órgãos físicos e sensoriais.
A Parapsicologia estuda os seguintes aspectos:
A hipótese da existência de uma forma de obtenção de informações (comunicação) que prescinda da utilização dos sentidos humanos conhecidos (percepção extrassensorial), tais como telepatia, clarividência e precognição.
A hipótese da existência de uma forma de ação humana sobre o meio físico em que não seriam utilizados qualquer mediadores ou agentes (músculos ou forças físicas) conhecidos, como a psicocinese.
Os fenômenos associados ao pré-nascimento (retrocognição) e a experiências multidimensionais, como a experiência de quase morte, experiência fora do corpo, mediunismo, agente theta, etc.

4064 – Paranormalidade Existe?


Numa manhã de verão, uma moradora de Nova York acordou impressionada com o sonho que teve. Em seu sono, ela viu um avião pequeno cair em uma praia à beira de um lago. Havia três chalés no local, mas apenas um foi atingido. Os bombeiros, ao tentar alcançar os destroços, pegaram a estrada errada e demoraram muito a chegar. Quando, finalmente, puderam combater o fogo, era tarde demais. O piloto da aeronave havia morrido queimado. Na manhã do dia seguinte, ela comentou o sonho em duas cartas que escreveu a amigos. E, no final da tarde, quando ouviu um ruído de avião, teve um pressentimento. Gritou para o marido que avisasse os bombeiros, porque aquele avião iria cair. Segundos depois, a aeronave se espatifou na praia de um lago próximo, atingindo, na queda, um dos chalés que ficavam na margem. Os bombeiros pegaram a estrada errada e o piloto morreu queimado. A mulher entrou em depressão, achando que ela poderia ter salvo a vida do sujeito.
Há várias maneiras de interpretar esse caso. Uma delas é atribuir os fatos a uma incrível coincidência. Mas há quem enxergue aí um episódio de premonição, como fez a pesquisadora americana Louisa Rhine. O sonho da mulher de Nova York, na verdade, faz parte de uma compilação de casos de fenômenos paranormais publicado por hine na década de 70. Ou seja, para ela, a mulher previu o futuro em seu sonho.
Na sociedade ocidental racionalista atual o juiz supremo do conhecimento humano é a ciência. É ela que atesta o que é o mundo e como ele funciona. É ela que diz o que é realidade e o que é ilusão. Ou seja, para que uma idéia seja levada a sério, conquiste um espaço nos livros escolares e se torne conhecida e respeitada por todos, ela precisa ser sancionada pela ciência.
A boa notícia é que há, sim, pesquisa científica sobre alguns fenômenos paranormais. Essa ciência chama-se parapsicologia e não estuda todos os acontecimentos estranhos, só três tipos. O primeiro é a percepção extra-sensorial, que é o nome dado para a transmissão de informação que não use nenhum meio físico conhecido, nenhum dos sentidos humanos. Isso inclui três tipos de fenômenos: a premonição, ou seja, receber uma informação do futuro, como a moça de Nova York; a telepatia, que significa a comunicação direta entre duas mentes; e a clarividência, que é a percepção de uma informação sem uso dos sentidos e sem que haja outra pessoa envolvida.
Outro fenômeno estudado pela parapsicologia é a telecinese, ou seja, a influência direta da mente sobre a matéria. Mover objetos sem tocá-los, influenciar máquinas à distância ou curar só com o toque de mãos são considerados fenômenos telecinéticos.
O terceiro fenômeno pesquisado pela parapsicologia é a sobrevivência da consciência sem o corpo, o que envolve o estudo de coisas como reencarnação e experiências de quase morte (os relatos de quem foi considerado clinicamente morto e ressuscitou). Ou seja, como você percebeu, a parapsicologia estuda a influência da consciência sobre o mundo real. Espíritos e ETs não fazem parte de seus estudos.
Para boa parte dos cientistas, entrar em um laboratório para fazer testes de telepatia é uma heresia que faria o cadáver de Newton revirar-se na sepultura. Mas a parapsicologia é, sim, uma ciência. Os parapsicólogos controlam as condições das experiências, fazem previsões e procuram reproduzir os resultados, como nas outras ciências. A Associação Parapsicológica, que reúne os parapsicólogos americanos, é afiliada, desde a década de 70, à prestigiada Associação Americana para o Avanço da Ciência. Como outros ramos da ciência, a parapsicologia tem jornais especializados para publicar seus estudos. E, também como em outras ciências, os parapsicólogos prestam serviços para governos e recebem financiamento público para pesquisas, se bem que o dinheiro para esse pessoal esteja bastante curto.
A má notícia é que, apesar do dinheiro e de mais de 130 anos empregados em pesquisas, ainda não é possível afirmar que existem fenômenos parapsicológicos (ou fenômenos psi, como costumam dizer os parapsicólogos). O pior é que também não dá para dizer que eles não existem.
Parte da culpa por essa situação é dos próprios parapsicólogos. É incontestável que há pouca pesquisa científica sobre o assunto. Das que existem, boa parte é descartada no primeiro escrutínio por problemas metodológicos ou por negligência na conduta da experiência. Outra parte acaba desacreditada por análises estatísticas. Por fim, das pesquisas que sobram, uma fatia está impregnada de conceitos esotéricos, que não podem ser analisados pelo método científico. E é comum ler artigos de parapsicólogos tentando salvar do naufrágio pesquisas com sérios problemas metodológicos.
Uma das razões pelas quais a ciência tornou-se, por excelência, a doutrina pela qual a humanidade acumula conhecimento, é seu caráter progressista. “A ciência tem características de autocorreção que operam como a seleção natural”, diz o psicólogo americano Michael Shermer, presidente da Skeptics Society (em português, sociedade cética), uma espécie de ONG que combate superstições, crendices e tudo o que não pode ser comprovado cientificamente. “Para avançar, a ciência se livra de erros e teorias obsoletas com enorme facilidade. Como a natureza, é capaz de preservar os ganhos e erradicar os erros para continuar a existir.
Ganzfeld
A pesquisa científica de maior credibilidade sobre paranormalidade é um estudo de telepatia chamado ganzfeld, uma palavra alemã que significa “campo total”. O Ganzfeld é um método inventado por psicólogos para padronizar os estímulos audiovisuais de uma pessoa. Os parapsicólogos adotaram-no por acreditar que a percepção extra-sensorial fica normalmente embotada pelos estímulos do cotidiano. Com os estímulos audiovisuais padronizados, a pessoa ficaria mais atenta à sua percepção extra-sensorial.
No Ganzfeld, a pessoa fica deitada em uma cadeira reclinável confortável, com fones de ouvido. Sobre cada olho, meia bola de pingue-pongue. Os fones tocam chiado, considerado um som neutro. E sobre as bolinhas de pingue-pongue é emitida uma luz vermelha, de forma que, se a pessoa abre os olhos, ela só vê uma luz difusa vermelha. Para garantir que a pessoa não pode se comunicar por telefone ou rádio com o exterior, as salas de Ganzfeld são à prova de som e blindadas contra ondas eletromagnéticas.
Telecinese
Os pesquisadores também testam em laboratório se a mente consegue influenciar a matéria sem utilizar nenhum meio físico conhecido. Esse poder, que aparece com freqüência no cinema, é conhecido como telecinese. Nas experiências em laboratório, no entanto, ninguém tenta mover grandes objetos com o pensamento. Os parapsicólogos acham que mover um objeto parado seria muito difícil. Em vez disso, foi desenvolvido um teste sobre uma máquina que já se move. A idéia é afetar esse movimento. O equipamento utilizado é um gerador de números aleatórios (GNA), um nome dado a vários tipos de aparelhos que funcionam como máquinas de sorteio. Só que essas máquinas produzem apenas dois resultados: 0 ou 1, em uma seqüência aleatória. Em geral, espera-se que, ao final de uma série, o número de zero e um seja igual.
Esse teste foi desenvolvido pelo físico Robert Jahn, ex-diretor da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Princeton, Estados Unidos. Jahn é uma autoridade em engenharia aeroespacial e foi colaborador da Nasa, a agência espacial americana. Hoje, dirige o projeto de Pesquisa de Anomalias em Engenharia de Princeton.
A experiência criada por Jahn consiste simplesmente em um operador tentando influenciar um GNA. Em alguns testes, ele deve tentar fazer a máquina produzir mais 0 que 1. Em outros, o contrário. E, em outros, o operador deve tentar não influenciar o gerador. A experiência dura alguns minutos. Quando acaba, os pesquisadores comparam os números obtidos e a intenção do operador. Se houve um desequilíbrio entre os números no sentido desejado e se esse desequilíbrio estiver fora da margem de erro do próprio aparelho, o resultado é considerado anômalo, ou seja, ocorreu alguma coisa anormal. Para fazer um controle, os pesquisadores comparam os resultados com os números de outro GNA que não foi utilizado na pesquisa.
As experiências de percepção extra-sensorial parecem um teste de adivinhação. Os pesquisadores pedem a uma pessoa que descubra como é um local ou uma imagem, sem usar nenhum meio físico conhecido. Em alguns casos, para ajudar na visualização, os cientistas pedem que o sujeito desenhe o que visualizou. Entre centenas de testes, é esperado, até por coincidência, que algumas descrições fiquem bem próximas do alvo. Mas alguns desenhos impressionam pela semelhança, como mostram os exemplos abaixo. Os céticos lembram que a maioria das descrições não têm nada a ver com o alvo.

4063 – Quadrinhos – A Origem do Capitão América


Nome verdadeiro: Steve Rogers
Terra Natal: EUA
Codinomes: Sentinela da Liberdade, Supersoldado e Bandeiroso.
Habilidades: Físico avantajado, mestre em combate armado e desarmado, resistência sobre humana.
Arma: Escudo feito de Adamantium e Vibranium que é capaz de absorver toda e qualquer forma de impacto, sendo assim indestrutível.
Observação: Sua primeira aparição foi na revista (HQ) Captain America Comics #1 em março de 1941.
Steve Rogers era um rapaz fraco e esquelético que deseja fazer parte do exército e vencer a guerra. Mas devido ao seu porte físico ele foi recusado. Disposto a fazer qualquer coisa para ajudar na Segunda Guerra Mundial, ele acaba aceitando ser parte de experimento chamado Super-Soldado, que consiste num soro especial irradiado capaz de gerar crescimento físico geral, tornando assim o debilitado Steve Rogers num soldado forte, veloz e inteligente. O projeto Super-Soldado seria um sucesso, e traria a vitória da guerra para os EUA, mas uma tragédia aconteceu. Havia um agente duplo a serviço de Hitler, esse agente acabou assassinando o cientista que criou o soro. E assim Steve Rogers acaba se tornando o único daquilo que deveria ser um exército de Super-Soldados, e se torna o Capitão América. No final da guerra ele acaba caindo de um avião no Atlântico Norte e passa as últimas décadas congelado num estado de morte aparente. Mais tarde ele é encontrado e revivido (descongelado) e assim passa a liderar um grupo de Super-Heróis chamado Os Vingadores.
Steve Rogers nasceu em 4 de julho de 1917 e morreu aos 89 anos em Nova Iorque. Após ser descongelado e assim renascer na era moderna ele teve muitas dificuldades para se adaptar a vida civil. No inicio morava na mansão dos Vingadores. Um tempo depois ele se aliou a S.H.I.E.L.D. e teve um romance com a Agente 13. No final da década de 1960, Steve Rogers começou a buscar uma vida própria, sem heroísmo. Ele comprou uma motocicleta e saiu em viagem pelo interior do país. Depois ele virou desenhista de quadrinhos e alugou um apartamento na cidade. Sua vida mudou depois que recebeu uma boa quantia em dinheiro, resultado de muitos anos de serviço militar. Mais tarde os EUA perdem seu maior Herói, Steve Rogers é anunciado como morto, ele tinha sido baleado num dos joelhos e no estômago, nas escadarias do Capitólio. Na cena do crime foi avistado o super-vilão Ossos Cruzados. Naquele mesmo ano um novo Capitão América surgiu, era o soldado Buck, melhor amigo de Steve Rogers que também tinha lutado junto com ele durante a Segunda Guerra Mundial, assim a lenda viva de Capitão América não morreria.

4062 – Mega Memória – O Manual do Escoteiro-Mirim


Capa do Manual, hoje raro e só encontrado em sebos

Versão brasileira do Manuale delle Giovani Marmotte, é um livro infantil lançado originalmente pela Editora Abril em 13 de julho de 1971.
Livremente inspirado no fictício Manual do Escoteiro-Mirim usado por Huguinho, Zezinho e Luisinho nos quadrinhos Disney, o Manual reúne informações de interesse da criança sobre uma ampla gama de assuntos. Alguns exemplos: dicas de fotografia, cuidados com animais de estimação, acampamentos, leitura de mapas, trabalhos manuais, identificação de estrelas, filatelia, piratas famosos, moedas históricas.
O sucesso do Manual do Escoteiro-Mirim deu origem a duas reedições (1971 e 1978) e à série brasileira de manuais Disney, começando pelo Manual do Tio Patinhas (1972). Teve uma seqüência também baseada no original italiano, o 2º Manual do Escoteiro-Mirim (1976).
A edição de 1978 foi a primeira da série clássica dos manuais Disney publicada em brochura.
A maior parte do conteúdo do Manual do Escoteiro-Mirim foi aproveitada no Supermanual do Escoteiro-Mirim na Biblioteca do Escoteiro-Mirim e na coleção Manuais Disney (Nova Cultural).
Um livro fictício no universo de Patópolis. O guia oficial dos Escoteiros-Mirins contém literalmente todos os tipos de conhecimento. Huguinho, Zezinho e Luisinho usam freqüentemente seu exemplar para livrar a si mesmos e seus tios Donald e Patinhas de situações perigosas.
De acordo com o cartunista Don Rosa, o livro foi escrito pelos guardiães da perdida Biblioteca de Alexandria, compilando a essência de todo o conhecimento original da biblioteca. Foi encontrado mais tarde por Cornélio Patus, fundador de Patópolis, que deu o livro a seu filho. Por sua vez, este fundou os Escoteiros-Mirins como uma continuação dos guardiães da biblioteca.
O Manual do Escoteiro-Mirim é pequeno o bastante para caber facilmente na mochila comum de um escoteiro-mirim, mas quase nunca deixa de fornecer a informação que se precisa. Em particular, contém informações de tesouros perdidos, um guia de sobrevivência completo, informações históricas e técnicas extensas e vocabulários em várias línguas mais ou mais menos comuns (como um glossário mínimo de lagartos). No entanto, não contém informações que um escoteiro-mirim já deve saber, como a posição do Cabo da Boa Esperança, nem contém informações sobre coisas inexistentes. (Em um episódio de DuckTales, os três sobrinhos enfrentaram um dragão; quando consultaram o Manual, o verbete “Dragões” informava que, já que dragões não existiam, não havia nenhuma razão para incluir informação sobre eles).
Em geral, é uma enciclopédia mínima (embora o subconjunto dos artigos seja extraordinariamente bem selecionado), disponível somente aos escoteiros-mirins. (É possível discutir que o mais próximo que existiria na vida real seria uma enciclopédia eletrônica, como a Wikipédia, com uma função da busca; entretanto, o Manual dos Escoteiros vem sempre em papel.)
Uma habilidade essencial de um escoteiro-mirim é conseguir achar rapidamente uma informação no Manual em caso de situação perigosa, como ataque de urso, terremoto, ou saltar de um avião sem pára-quedas.
Tal como os Escoteiros-Mirins são claramente inspirados pelo Movimento Escoteiro, seu Manual também é. O manual real (pelo menos na década de 1950) era do mesmo tamanho que o fictício.
Obras derivadas
Em muitos países as editoras de quadrinhos Disney lançaram edições de “Manuais do Escoteiro-Mirim” sob a forma de mini-enciclopédias para crianças. Alguns exemplos:
Itália
A Editora Mondadori publicou entre 1969 e 1974 uma coleção de seis volumes, notável pelas ilustrações de Giovan Battista Carpi. Outros nove volumes foram lançados pela Disney Italia entre 1992 e 1999. A mesma editora publicou em 1994 o Maxi Manuale delle Giovani Marmotte, reunindo o melhor dos seis volumes da série original, e o Nuovo Manuale delle Giovani Marmotte (2003).
Brasil
O Manual do Escoteiro-Mirim, versão brasileira do primeiro volume da coleção italiana, teve sua primeira edição em 1970 pela Editora Abril. Deu origem a uma extensa série de manuais Disney.
☻ Mega Arquivo
Foi inspirado nesses manuais e na Enciclopédia Trópico
(Veja Introdução)

4061 – O Avião Comercial


Boeing 747

É uma grande aeronave de asa fixa, cuja função primária é transportar passageiros pagantes, geralmente operada por uma linha aérea, a qual é proprietária ou arrendatária do veículo. Em 10 de dezembro de 1913, o Ilya Muromets foi testado em voo pela primeira vez, e em 25 de fevereiro de 1914, decolou para seu primeiro vôo de demonstração com 16 passageiros a bordo. Entre 21 de junho-23 de junho, fez uma viagem de ida e volta de São Petersburgo a Kiev, em 14 horas e 38 minutos, com apenas uma aterrissagem. Não fosse pela eclosão da I Guerra Mundial, o Ilya Muromets provavelmente teria começado a transportar passageiros regularmente neste mesmo ano.
O Ford Trimotor foi a segunda aeronave de passageiros conhecida. Com dois motores montados nas asas e um no nariz, transportava 8 passageiros e foi produzido entre 1925 e 1933. Foi usado pela antecessora da TWA bem como por outras linhas aéreas, muito tempo depois da produção ter cessado. Em 1932 o DC-2 de 14 passageiros voou pela primeira vez, e em 1935, o DC-3, mais potente, mais rápido e capaz de transportar de 21 a 32 passageiros. Os DC-3s foram produzidos em grande quantidade durante a Segunda Guerra Mundial, e vendidos como excedentes de guerra após 1945. Nesta época, aviões comerciais eram quase sempre bombardeiros reaproveitados para uso civil.
Os primeiros aviões a jato comerciais surgiram quase que imediatamente no pós-guerra. Motores turbojato foram testados em carcaças de motores a pistão, tais como o Avro Lancastrian e o Vickers VC.1 Viking, sendo este último o primeiro jato comercial de passageiros, em abril de 1948. Os primeiros jatos comerciais construídos especificamente para tal fim, foram o britânico de Havilland Comet e o canadense Avro Jetliner. O primeiro entrou em produção e serviço comercial, enquanto o segundo não. Todavia, o Comet foi prejudicado por problemas de fadiga de metal, o que provocou vários acidentes.
Os jatos não substituíram imediatamente os motores a pistão e muitos projetos usaram motores turboélice em vez de turbojato ou do turbofan posterior.
Os maiores aviões de carreira são os jatos widebody. Estas aeronaves são frequentemente denominadas twin-aisle porque geralmente possuem dois corredores separados entre as fileiras de assentos, indo de um extremo ao outro da cabine de passageiros. Nesta categoria, incluem-se aeronaves como os Boeing 747, Boeing 767, Boeing 777, Airbus A300/A310, Airbus A330, Airbus A340, Airbus A380, Lockheed L-1011 Tristar, McDonnell Douglas DC-10, McDonnell Douglas MD-11, Ilyushin Il-86 e Ilyushin Il-96. Estas aeronaves são usadas geralmente para voos de longa distância entre os principais aeroportos (hubs) e grandes cidades com muitos passageiros. Entre os modelos em fase de planejamento, estão o Boeing 787 e o Airbus A350.
Jatos regionais tipicamente transportam menos de 100 passageiros e podem ser equipados com turbofans ou turboélices. Estas aeronaves, embora menores do que aparelhos operados pelas principais linhas aéreas, frequentemente servem clientes que esperam a prestação de serviços similares aos oferecidos pelas tripulações de grandes aeronaves. Portanto, a maioria dos jatos regionais são equipados com banheiros e possuem comissários de bordo para atender os passageiros durante o voo.
Avião executivo
Aeronaves de passageiros com 19 ou menos assentos são denominadas aviões executivos ou táxis aéreos, dependendo do seu tamanho, número de motores e configuração de assentos. O Beechcraft 1900, por exemplo, tem somente 19 assentos. Dependendo das regulamentações locais e nacionais, um avião executivo pode não ser considerado como um avião comercial e pode não estar sujeito às normas aplicadas à aeronaves maiores. Membros desta categoria de aeronaves normalmente não possuem amenidades tais como banheiros e cozinha de bordo, e tipicamente não possuem um comissário de bordo como parte da tripulação.
Outras aeronaves nesta categoria são o Fairchild Metro, Jetstream 31/41, IPTN CN-235 e Embraer EMB-110 Bandeirante. O Cessna Caravan, um turboélice monomotor, é usado às vezes como um pequeno avião de passageiros, embora muitos países estipulem um mínimo de dois motores para que uma aeronave seja usada em voos comerciais regulares.
Aviões com dois motores a pistão fabricados pela Cessna, Piper, Britten-Norman e Beechcraft são também usados como aviões executivos.

4060 – Esporte – O Triatlon


Também conhecido como Iron Man, trata-se de Natação, Ciclismo e Corrida e surgiu nos EUa na década de 70.O 1° foi em 1974, em S. Diego. As distâncias originais aumentaram. A 1ª prova de Iron Man foi disputada em 1978. John Collis queria realizar na Ilha de Honolulu, Hawaí, um Triatlo que levasse os atletas ao limite da reistência física. Na época só 15 toparam. Eram 38 km de natação; 180 de bicicleta e 42 de corrida, distância igual a da maratona. Hoje reúne 1500 atletas de 50 países e deu origem a outras competições. A mais radical é o Decatriatlo Duplo, que equivale 20 vezes a distância do Iron Man. São 18 dias de prova com 76 km a nado, 3600 km pedalando e 844 correndo; mas há intervalos. O Triatlo olímpico é menos desgastante e foi introduzido em Sydney no ano 2000. São 1,5 km de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. Já o Triatlo curto para iniciantes tem a metade do percurso. Nas provas profissionais não é permitido colar no ciclista da frente para pegar o vácuo, o que pode reduzir o esforço em até 70%.
Sair na frente não é o mais importante, como a prova é longa, o ideal é estudar o percurso para saber onde ganhar tempo e manter o ritmo constante para evitar o desgaste.
Os 3800 metros de natação geralmente são em mar aberto. Para evitar trapaças, 2 fiscais de caiaque verificam se ninguém está cortando caminho. Na área de transição ocorrem as trocas de roupa.
Nos 180 km de ciclismo é proibido pegar carona no vácuo; os ciclistas devem manter uma distância de 15 metros e quem for superado deve esperar 20 segundos antes de reagir.
São 41 km de corrida e 5 fiscais de moto verificam os competidores.
Os atletas de ponta atingem o ponto de chegada do Iron Man cerca de 8 horas após o início. O tempo limite é de 17 horas. O competidor chega a gastar cerca de 10 mil calorias e perde 2,5 L de água. A recuperação pode levar até 4 semanas.

4059 – Por que a roupa dos astronautas não explode no espaço?


Porque é feita com cerca de dez camadas de fibras fortes e suficientemente flexíveis para suportar o vácuo sem se romper. Os materiais usados vão desde o Teflon, extremamente resistente ao calor, revestido com um material que evita rasgos, até uma camada de náilon para proporcionar conforto. Contudo, a roupa não têm de ser resistente apenas para evitar explosões. O traje é pressurizado para manter uma pressão suportável ao organismo humano e um buraco, por minúsculos que seja, pode causar sérios danos.

4058 – É possível derreter o vidro?


Sim. O vidro nada mais é que a fusão de varias matérias-primas – geralmente sílica, carbonato de sódio e carbonato de sódio e carbonato de cálcio – que se solidificam por meio do resfriamento. “Quando aquecido a uma temperatura de cerca de 1 500 graus C, o vidro torna-se totalmente líquido, mas já a partir de 700 graus começa a amolecer. Sua moldagem é feita quando ele atinge a faixa de 800 a 900 graus”, explica um físico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Muitas vezes, quando submetido a altas temperaturas, o vidro tende a “estourar”. Isso acontece porque o aumento de temperatura se dá de forma irregular. Por exemplo, quando se coloca um liquido muito quente dentro de um copo, a dilatação súbita em uma das partes faz com que ele arrebente.

4057 – Astrofísica – Fábrica de átomos


Fortes ventos estelares acabam deixando expostas camadas profundas do corpo estelar, que é onde se acumularam os produtos da fusão nuclear. A estrela entra, então, em sua agonia final, numa fase de nome Wollf-Rayet, e em pouco tempo – 1 ou 2 milhões de anos – esgota suas fontes de energia, implode e, imediatamente depois, explode em forma de supernova, com a potência de bilhões de sóis. Em conseqüência disso o meio interestelar fica repleto de átomos pesados, como o níquel, ferro, carbono ou oxigênio, que podem acabar formando planetas como a Terra e seres vivos como o homem. As estrelas de grande massa, portanto, são fábricas de átomos onde se processa a evolução química do Universo.
Para se calcular a produção global de elementos químicos na Via Láctea, bastaria saber quantas estrelas nascem e com que massa, avaliação que não parece muito difícil, a princípio. Mas embora se conheçam bem as estrelas enquanto indivíduos, pouco se sabe de sua “sociologia”. É certo que para analisar uma população de estrelas não é preciso conhecer todos os seus membros, um a um: como nas prévias eleitorais, é suficiente pesquisar um subconjunto menor, a partir do qual se fazem projeções estatísticas para a população total.
Até há pouco, os astrofísicos pensavam ter dados completos sobre as estrelas de grande massa num subconjunto desse tipo, abarcando 6 000 anos-luz em torno do Sol e começavam a confiar em suas estatísticas galácticas. Mas um pequeno artigo, ainda não publicado, de Sidney van den Bergh, do Dominium Observatory do Canadá, veio acabar com essa ilusão. Ele mostrou que mais da metade das grandes estrelas dessa região havia escapado a todas as caçadas astronômicas e nenhum levantamento baseado na luz visível será paz de achá-las. Como essas estrelas conseguem se esconder bem debaixo do nosso nariz, quando poderiam ser detectadas em outras galáxias, a milhões de anos-luz de distância? A resposta, segundo van den Bergh, é que os ninhos onde nascem essas estrelas têm muito mais poeira do que se pensava até agora, e o seu efeito sobre estrelas é como o da poluição do ar sobre Sol, no ocaso: absorve a luz na faixa da cor azul, avermelhando-a.

4056 – Por que, na maioria dos insetos sugadores de sangue, apenas a fêmea pica?


Porque é do sangue sugado de homens ou animais que as fêmeas retiram o material protéico necessário para a maturação de seus ovos. As chamadas moscas-dos-estábulos e a mutuca, por exemplo, têm todos os óvulos fecundados em apenas uma cópula com o macho. A cada vez que realiza uma postura, com cerca de 140 ovos, precisa sugar mais sangue. O macho, como morre depois da fecundação, não precisa de uma quantidade tão grande de proteínas. “Grande parte dos machos, como o da mutuca, por exemplo, alimenta-se do néctar das flores ou de outro material açucarado. Mas há casos de insetos machos que também sugam sangue, como as pulgas, porém em quantidades bem menores.

4055 – Nutrição – O Sal e a Hipertensão


Muitas pessoas que evitam alimentos salgados, na tentativa de prevenir a hipertensão, podem estar se sacrificando à toa. Ao menos, essa é a conclusão de um estudo polêmico, realizado recentemente por pesquisadores da Universidade Oregon, nos Estados Unidos. Segundo eles, a restrição de sal não faz diferença em metade dos casos de hipertensão: mesmo quando são observados benefícios, eles são mínimos, garantem os pesquisadores, que examinaram mais de 10 000 casos, ao longo dos últimos cinco anos. Segundo os cientistas, os efeitos do sal na pressão das artérias depende de outros minerais no organismo – especificamente o cálcio, que compõe o leite, e o magnésio presente, por exemplo na banana.
Sabe-se que níveis baixos dessas duas substâncias na circulação sangüínea podem aumentar a pressão arterial. Por isso, a suspeita levantada por essa última pesquisa é de que a redução do sal só evita a hipertensão quando a pessoa tem uma alimentação rica em cálcio e magnésio. Agora, os cientistas pretendem realizar novas experiências para provar se essa interação existe de fato.

4054 – Eletricidade portátil


Exploradores, aventureiros e eremitas não precisam mais se preocupar com o suprimento de energia. Uma empresa inglesa acaba de lançar o Chargeabout, um equipamento portátil de energia solar que pode ser carregado às costas. Construídos com células fotovoltaicas, que transformam luz diretamente em eletricidade, o conjunto funciona mesmo quando a claridade disponível equivale a apenas 10% do sol do meio dia.
O Chargeabout pode ser também uma mão na roda para expedições científicas em lugares inóspitos, como desertos e montanhas, onde a energia elétrica é necessária para fazer funcionar equipamentos de filmagem e de comunicações. Dobrável, ele cabe numa maleta.

4053 – Cobras na Praça da Sé


Pesquisadores resolveram descobrir o que as serpentes estão fazendo no meio dos prédios e do asfalto.
Tanto nas áreas nobres, como Higienópolis, Pacaembu e Morumbi, quanto nas periféricas, como Itaquera, Guaianazes e Campo Limpo, costumam ser encontradas a cobra-d’água, a falsa-coral, a dormideira e a cobra-cega, todas não venenosas. Isso é uma novidade, já que a tendência é que haja concentração maior de cobras na periferia, pois ficam obviamente mais perto das matas que circundam a cidade. Quando ocorre um desmatamento na periferia, algumas cobras se dirigem à mata, mas um bom número permanece onde estava, porque o acumulo de lixo e esgoto é a condição ideal para a proliferação da iguaria preferida das cobras — os ratos.
Nos últimos tempos, porém, as serpentes resolveram mudar de ares e começaram a invadir bairros centrais, chegando até a ser encontradas na Praça da Sé, o marco zero da cidade. A hipótese mais provável é que também essas regiões começaram a apresentar boas condições de vida para as cobras — locais úmidos como os esgotos, e abundância de ratos. Surpreendente, no entanto, foi a quantidade de cobras venenosas, como a cascavel, a jararaca e a coral, que estão circulando por São Paulo.
Das cerca de 480 cobras capturadas na capital e recebidas anualmente pelo Instituto Butantan, quase sessenta são jararacas, e cinco são cascavéis ou corais. Esse número espantou a equipe de pesquisadores, que está iniciando uma nova etapa nesse estudo. Serão comparadas a fauna da capital no inicio do século com a atual, confrontando-se os dados de ocupação do solo. A questão é saber se as serpentes peçonhentas sempre estiveram pelas redondezas e decidiram passear pela cidade, oi, do contrário, qual o motivo que as levou a emigrar de algum lugar distante para a capital.

4052 – Zoologia – Fera na pele de um gato


Vire um gato de costas para o chão e tente mantê-lo assim, com a palma da mão quase encostada nele. Como num passe de mágica, um reflexo será desencadeado. O gato agita rapidamente as pernas traseiras, com movimentos rápidos e cheios de energia. É que na vida selvagem, quando um antepassado cravava os afiados dentes na garganta da presas por baixo, ele tentava rasgar-lhe o ventre com as garras traseiras. gato é um animal doméstico, mas conservou várias características de seus ancestrais”, avalia a veterinária Hannelore Fuchs, dona de dois gatos, um cachorro e uma tartaruga, doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo em comportamento animal. “Ele é mais sensível ao perigo e aos movimentos bruscos; quando sai à rua, por exemplo, raramente é atropelado.” Misterioso e surpreendente, é capaz de sair do seu andar calmo, num aparente ar de majestade, para um súbito e fulminante salto de certeiro caçador.Sob a pele de um gato dorminhoco repousa, com elegância, o ocelote; no olhar de uma gata rajada, com os olhos fixos no pássaro do jardim, pode-se notar os olhos do tigre. Entre as muitas qualidades herdadas dos felinos selvagens e predadores estão os afiados dentes, as unhas, a força física, a agilidade e a rapidez ao atacar a presa. Por mais que pareça estranho, o gato pode ter tido os mesmos ancestrais do cachorro. Cientistas teorizam que um pequeno animal que vivia e árvores, há muito extinto, foi seu antepassado longínquo: o miacis .
Este foi também o ancestral do urso, da doninha, do guaxinim, da raposa e do coiote. O miacis viveu há 40 ou 50 milhões de anos e tinha corpo comprido, rabo maior e patas curtas. Estes carnívoros, mais sagazes e eficientes, foram um evolução dos creodontes, os primeiros carnívoros na face da Terra, há 70 milhões de anos. Os miacídeos tinham o cérebro maior que o creodontes e cerca de quarenta dentes. Os protótipos dos atuais felinos começaram a se espalhar pelo mundo, estabelecendo-se em lugares que lhes eram mais favoráveis e emigrando quando as caças não lhes eram propícias. Como conseqüência, surgiram espécies variadas, cada uma adaptada a um habitat particular e à presa que havia no local. Poucas dessas espécies sobreviveram. Entre as que se extinguiram estavam várias feras terríveis, como o grande leão das cavernas da Europa e um tigre gigante do norte da Ásia. Entre eles também estavam os tigres dentes-de-sabre, com dentes caninos que se assemelhavam a punhais. Com essas armas, eram capazes de abater elefantes adultos, coisa que nenhum predador atual pode fazer. Os dentes-de_sabre desapareceram da face do planeta há 35 milhões de anos.
Todos os felinos atuais, desde os ferozes caçadores das matas tropicais até o animalzinho doméstico, ostentam um grande parentesco. A cabeça arredondada e o corpo ágil identificam o animal como felino, qualquer que seja o seu tamanho ou cor. Entre estes estão o leopardo-das-neves, o tigre, o jaguar, o leão, a pantera, o lince, a jaguatirica, o gato selvagem indiano, o gato selvagem africano e o gato do deserto asiático. Os zoólogos não chegam a um acordo quanto ao número exato das espécies felinas, embora todos reconheçam no mínimo 38, incluindo o gato doméstico.
A classificação dessas espécies em gênero não é fácil. Um indício importante é a estrutura do osso hióide situado debaixo da língua. No leão, no leopardo, no tigre, na pantera e no jaguar, isso é constituído em parte por uma cartilagem. Como resultado, esses animais podem rugir. Já em todos os demais gatos, que não rugem, o hióide está ossificado, totalmente rígido. Os primeiras são classificados dentro do gênero Panthera. Os outros formam o grupo dos felinos menores, do gênero Felis.Gatos não são solitários. Ao contrário, levam uma vida bastante social, ajudando-se mutuamente. Quando possível, formam pequenas comunidades e instituem hierarquia, rituais e regras bem estabelecidas. Os grupos giram em torno de um chefe mais velho. A vida social de que goza a maioria dos gatos está apoiada e reforçada pela capacidade de eles se comunicarem por meio da linguagem do corpo, da vocalização e do olfato. Se dois gatos são amigos, eles se esfregam para futuras identificações. Para poderem reconhecer seus donos, fazem o mesmo nas pernas destes.
Donos de gatos conhecem bem as conseqüências da inquieta atividade da fêmea felina — as importunações causadas pelas insistentes rondas dos machos. As gatas passam por vários ciclos de fertilidade durante o ano, normalmente do final do inverno ao começo da primavera e no final do verão.
Cada ciclo dura de uma a três semanas, tempo em que a gataria grita como cantor de ópera desafinado.O gato já foi para o homem um animal sagrado, quase um deus, mas também foi perseguido por supostas ligações com bruxas e demônios. Não se sabe ao certo como ele conseguiu se aproximar dos homens sem virar comida, quando do início de sua domesticação, há cerca de 12 000 anos. Como esta coincide com o início da agricultura, provavelmente o homem tenha descoberto nos felinos ótimos guardiães, contra os roedores, dos cereais armazenados. Caçar é tão natural num gato quanto miar. As técnicas predatórias vêm do berço, aprendidas com a mãe: em condições naturais, não domesticadas, uma mãe leva ao filhote pedaços da presa ou a própria inteira para que os gatinhos aprendam. Para localizar uma presa, os gatos dedicam muito tempo e energia. Exploram calmamente o local em busca de vítimas adequadas.
No Egito, há 5 000 anos, tais habilidades elevaram o conceito dos gatos entre o povo, a ponto de serem adorados como deuses. Quem matasse um deles era punido com a pena de morte. Havia até mesmo uma deusa, Bast, representada como uma mulher alta com cabeça de gato. No dia-a-dia, os gatos protegiam as casas contra ratos e cobras venenosas, assim como participavem de jogos de caça e compartilhavam as horas de lazer familiares. Quando os gatos morriam, seus donos mostravam o luto rapando as sobrancelhas. Mesmo os mais pobres gastavam o dinheiro que não tinham em enterros de luxo, seguindo uma série de rituais que incluíam embebê-los em óleos aromáticos e envolvê-los em lençóis de linho.
Pedaços de ossos e dentes, identificados como pertencentes ao Felis libyca, datados de 6 a 7 000 anos a.C., foram encontrados em Jericó (no atual Israel), não longe do Egito. Desse país, aos poucos os gatos se tornaram conhecidos em outras culturas. À Europa chegaram levados pelos barcos comerciais fenícios, por volta do ano 900 a.C. Os romanos os consideravam símbolo da liberdade e foram responsáveis pela sua introdução no norte europeu e em outros pontos do Império. Nos templos budistas do Extremo Oriente, os gatos também eram conceituados, existindo mesmo uma raça o gato sagrado da Birmânia. Por sua habilidade em caçar ratos e camundongos, eles foram requisitados, na Europa, durante a temida peste bubônica, no século Xl, porque ajudavam na extinção dos roedores, transmissores da doença. Na Inglaterra, os primeiros registros desses animais datam do ano de 936 d.C., onde já existia uma lei que os protegia. Mas a boa fama dos felinos não atravessou todos os períodos da História.
Em lugar do enorme respeito que mereciam no Egito, passaram a ser alvo de completo desprezo. A gradual extinção dos deuses pagãos e o crescimento do cristianismo produziu uma dramática mudança de atitudes em relação aos bichanos na Europa, na Idade Média, principalmente a partir do século XIII. De um ser essencialmente símbolo da feminilidade e maternidade, ele virou agente do demônio.
Acreditava-se que as bruxas se transformavam em formas felinas. O mesmo fariam os demônios. Por isso, os gatos começaram a ser perseguidos, torturados, lançados na fogueira, jogados dentro de caldeirões de água fervente, lançados vivos do alto de edifícios, tudo numa atmosfera de extrema alegria e folia. Na Paris de 1471 o rei Luís XI acendia pessoalmente a fogueira de São João dentro da qual miavam duas dúzias de gatos pretos fechados num saco.
O bichano leva a fama de ser um animal infiel ao dono. “Quando se compra um cachorro, leva-se junto o amor dele. Quando compramos um gato, pagamos apenas a primeira parcela: sua amizade tem que ser conquistada”, atesta Anne Marie Gasnier, fundadora do Clube dos Gatos.

4051 – Transplante de células do olho


A maioria das doenças oftalmológicas não afeta o olho inteiro – cujo transplante ainda é impossível com as técnicas cirúrgicas disponíveis –, mas apenas determinadas espécies de célula, que formam uma das diferentes camadas ou lentes desse órgão. Na catarata, por exemplo, a vítima perde a visão gradualmente porque as células do cristalino, ao degenerarem, tornam-se cada vez mais opacas.
Com a ajuda de potentes microscópios eletrônicos, os pesquisadores pretendem selecionar células sadias da própria pessoa a ser operada, para produzi-las em lâminas umedecidas com uma mistura de hormônios e nutrientes. Mais tarde, essas células devem ser implantadas no paciente, evitando deste modo o risco de rejeição. Mas não apenas os cirurgiões comemoram a descoberta: pois, ao dispor de células de olho humano criadas em laboratório, os cientistas poderão descrever melhor o processo de muitas moléstias, além de testar medicamentos com mais eficiência.

4050 – MPB – Azimuth, Na Linha do Horizonte


O grupo nasceu junto com a cervejaria Canecão em três palcos diferentes Zé, Alex e Mamão atuavam com seus grupos,revezando as apresentações Mamão com os “Youngsters”, Alex com um trio de bossa-nova e Zé Roberto resolveu se juntar com os caras que ele admirava. Maestro arranjador Zé Roberto Bertrami não parava nunca,hora escrevendo, hora gravando,hora tocando.
Contratado pela Philips (posteriormente Phonogram) os três gravavam e arranjavam as bases dos sucessos da época, entre eles estavam Raul Seixas, Tim Maia , Erasmo Carlos, MPB-4, Marcos Valle, Erlon Chaves, Sérgio Sampaio , Gonzaguinha e muitos outros o que totalizava 4 entre seis músicas que tocavam na Rádio Mundial e Tamoio em 1974.
Em 1970 faziam apresentações ao vivo com o grupo “Seleção” onde pretendiam fazer bailes que acabavam com o público sentado, ouvindo e aplaudindo como se fosse um show. Anos depois resolveram gravar um disco independente influenciados por seu amigo Tim Maia que já estava em estúdio fazendo, porém quando o LP ficou pronto a produção foi vendida a gravadora novata Som Livre que tratou de colocar a faixa “Linha do horizonte” na novela “Cuca Legal” o único sucesso cantado pelo grupo. O grupo passou a se chamar Azymuth por sugestão de Paulo Sergio Valle durante as gravações da trilha sonora do filme “O fabuloso Fittipaldi”.
Em 1975 gravam “Melô da Cuíca”, música integrante da trilha sonora da novela “Pecado Capital”, o fusion Samba funk trouxe o convite para o grupo participar do Festival de jazz de Montreaux na Suíça (foram os primeiros brasileiros então convidados para o evento). Logo depois de ser chamado para arranjar uma faixa do disco da Ella Fitzgerald, a cantora brasileira Flora Purim que havia recebido o prêmio de melhor cantora de jazz (Estados Unidos) daquele ano contratou o grupo para uma tourné por todo o país. Durante a torné a tradicional gravadora de jazz americana MILESTONES dá início a uma série de álbuns lançados anualmente naquele país,são eles :
1979 – Light As Feather – Milestones
1980 – Outubro – Milestone
1981 – Telecommunication – Milestone
1982 – Cascades – Milestone
1983 – Rapid Transit – Milestone
1984 – Flame – Milestone
1985 – Spectrum – Milestone
1985 – Live At Copocabana Palace – SBA
1986 – Tightrope Walker – Milestone
1987 – Crazy Rhythm – Milestones
1988 – Jazz Carnival – Best Of Azymuth – BGP
Anteriores ainda no Brasil :
1970 – Grupo Seleção
1973 – O Fabuloso Fittipaldi(Marcos Valle)
1975 – Linha Do Horizonte
1976 – Azimuth – Polydor
1977 – Agua Nao Come Mosca – Som Livre
Atualmente cultuados em Londres, onde o sucesso de “Jazz Carnival” na época do Disco, invadiu as pistas de dança das discotecas inglesas e faz com que DJ’S mixem e remixem os hits tão admirados por eles. A gravadora FAR OUT é responsável pela atual discografia a seguir :
1996 – Carnival
1998 – Woodland Warrior
1999 – Pieces Of Ipanema
2001 – Before We Forget
2002 – Partido Novo
2004 – Brazilian Soul
2006 – Pure (The Far Out Years 1995-2006)
Ivan Conti: Baterista
Carinhosamente apelidado de “Mamão”, nascido na Tijuca no Rio de Janeiro iniciou-se em música tocando guitarra. Mas foram os solos de Gene Kruppa que o levou a trocar de instrumento. Sua coordenação motora e seu completo domínio nos tambores é impressionante. Já se apresentou com Ray Brown, Dizzy Gillespie, Milt Jackson, Elis Regina, Gal Costa, Erasmo e Roberto Carlos, Eumir Deodato, Rita Lee. Participou da orquestra Internacional do maestro Paul Mauriat que o incluiu em duas temporadas em que fez shows no Japão.
Alex Malheiros: Baixista
Nascido em Niterói numa família de músicos, iniciou-se em música tocando bateria. Mas seguindo os moldes de pai e tio especializou-se no contra-baixo.Seu violão e sua guitarra podem ser apreciados em várias faixas de seus discos.Participou do conjunto do legendário Ed Lincoln. Apresentou-se com Antonio Adolfo, Helvius Vilela, Turma da Pilantragem, Ivan Lins, Djavan.
José Roberto Bertrami: Tecladista
Nasceu em Tatuí, interior de São Paulo e já aos 12 anos se apresentava como vibrafonista. Maestro e arranjador Zé Roberto escreve, grava, toca e improvisa como poucos.Fez arranjos para, Raul Seixas, Belchior, Tim Maia, Erasmo Carlos, Marcos Valle, Sérgio Sampaio, Maria Creuza, Gonzaguinha e muitos outros.

4049 – Quais são a maior e menor estrelas conhecidas?


Compare os tamanhos

A maior, como já vimos, é a Betelgeuse, um monstro com 870 bilhões de km, cerca de 625 vezes o tamanho do nosso Sol. Trata-se de uma estrela velha, uma gigante vermelha e que no último bilhão de anos (de uma vida de 10 bilhões), vem passando por um crescimento descomunal. Queimando hidrogênio de camadas externas aumenta muito de tamanho. Instáveis, pulsam com força no espaço. Em alguns milhões de anos, explodirá, virando uma supernova.
Alpha Orionis (α Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável sendo a 10ª ou 12ª estrela mais brilhante no firmamento. É também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. Apesar de ter a designação α (“alpha”) na Classificação de Bayer, ela não é mais brilhante que Rigel (β Orionis).
Betelgeuse é na verdade mais brilhante do que Rigel no comprimento de onda infravermelho, mas não nos comprimentos de onda visíveis.O diâmetro angular de Betelgeuse foi medido pela primeira vez em 1920-1921 por Michelson e Pease, sendo uma das cinco primeiras a serem medidas usando um interferómetro no telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson. O seu diâmetro varia entre 500 e 900 vezes o do Sol. No diâmetro máximo, a estrela seria maior que a órbita de Saturno se colocada no lugar do Sol. Apesar de ser apenas 14 vezes mais massiva que o Sol, é cerca de algumas centenas de milhões de vezes maior em volume, como uma bola de futebol comparada a um grande estádio de futebol. A sua proximidade à Terra e o seu enorme tamanho fazem dela a estrela com o terceiro maior diâmetro angular vista da Terra , menor apenas que o Sol e R Doradus. É uma das 12 estrelas em que os telescópios atuais podem visualizar o seu disco real.Os astrónomos prevêem que Betelgeuse pode passar por uma explosão supernova tipo II. No entanto, as opiniões estão divididas quanto ao momento em que isto deve ocorrer. Alguns sugerem que a variabilidade actual como um sinal de que já está na fase de queima de carbono do seu ciclo de vida, e deve sofrer uma explosão supernova aproximadamente nos próximos mil anos. Cépticos discordam com esse ponto de vista e afirmam que a estrela deve sobreviver muito mais tempo.
Há consenso de que tal supernova seria um evento astronómico espectacular, mas não seria uma ameaça para a vida na Terra, dada a enorme distância a que se encontra. Mas a estrela vai tornar-se pelo menos 10000 vezes mais brilhante, o que significa um brilho equivalente ao de uma Lua crescente. Entretanto alguns crêem que ela pode chegar ao brilho de uma Lua cheia (mv = -12.5). Esse fenómeno deve durar por alguns meses, parecendo uma pequena Lua cheia com a cor de uma lâmpada incandescente à noite e facilmente visível durante o dia. Após esse período a estrela vai apagar-se gradualmente até que após alguns meses ou anos desapareça complectamente e Orion perca o ombro direito.
Do lado oposto, as menores são as estrelas de nêutron. São astros mortos que se contraíram de tal forma a ficarem do tamanho de uma cidade pequena. . A menor conhecida é a RXJ-185637, com um diâmetro de apenas 14 km e massa equivalente a do Sol.
Rigel – Brilha 25 vezes mais que o Sol, mas como está a 773 anos-luz, não é a mais radiante vista da Terra. É uma das “3 Marias”.
Sírius – Parece ser a mais radiante por estar a cerca de 8,6 anos-luz. No entanto brilha 23 vezes mais que o Sol.