3912 – Música – Kool And Gang, o verdadeiro Funk Music


É uma banda americana de grande sucesso formado na cidade de Jersey City no estado americano de Nova Jersey em 1964. Eles passaram por várias fases musicais em sua carreira, começaram com um som Jazz puristas, em seguida se tornou praticantes de R&B e funk, ate que chegar a Disco Music.
Formado em 1964 pelos irmãos Robert “Kool” Bell e Ronald Bell “Khalis Bayyan” que chamaram para completar a equipe mais cinco amigos do ensino médio, Ricky West, Dennis Thomas, Charles Smith, Robert “Spike” Mickens e Woody Sparrow, assim lançando o álbum de estreia denominado Kool & The Gang em 1969.
E com o passar do tempo foram deixando um pouco de lado o jazz, para assumir uma caracteristica mais Funk e R&B. Até aí a banda já era muito conhecida, até que em 1973 lançam o disco Wild and Peaceful que trazia os sucessos Jungle Boogie, Funky Stuff e Hollywood Swinging.
E no ano seguinte, veio o album Light of Worlds, que vinha com o sucesso Summer Madness.
No ano de 1975, eles lançaram o disco Spirit Of The Boogie, e Ricky West deixa a banda. Chegou 1976. Eles lançam Open Sesame, que foi um sucesso, tanto que a faixa-título foi para a trilha sonora de “Os Embalos de Sábado a Noite”.
E em 1978, eles querem um vocalista. E fizeram um teste com James “JT” Taylor e com Earl Toon Jr. , que foram aprovados. Chegou 1979, e eles lançam “Ladies Night” com Eumir Deodato na produção. E ano seguinte, eles lançam Celebration, outra vez com produção de Deodato.
Em 1983, Deodato sai. E em 1985, Ricky West, ex-integrante da banda, morre de uma doença incurável.
A banda continua com sucessos durante toda a década de 80, quando, em 1988, James deixa a banda para seguir carreira solo.
Integrantes
Robert “Kool” Bell
Ronald Bell (Khalis Bayyan)
George Brown
Robert Mickens
Dennis Thomas
Clifford Adams
Sonnie “Skip” Martin
Shawn McQuiller
Rodney Ellis
Jirmad Gordon
Ex-integrantes
James “J.T.” Taylor
Ricky Westfield (falecido)
Claydes Charles Smith (falecido)

3911- Quem inventou a privada?


Numa tarde de 1586, num castelo de Greenwich, perto de Londres, John Harington estava entusiasmado. Iria finalmente apresentar, perante a rainha Elizabeth 1ª e membros seletos da corte, trechos da sua tradução de Orlando Furioso, um poema do italiano Ludovico Ariosto (hoje em dia só lido por doutores em literatura, mas que na época era tão popular quanto Paulo Coelho). As belas jovens da nobreza suspiravam pelo boa-pinta John, de 21 anos. Até mesmo a temida rainha tinha simpatia pelo rapaz. Dos seus 102 afilhados – Elizabeth, a “rainha virgem”, não era casada e não tinha filhos –, Harington era o preferido.
O bom clima foi para o beleléu assim que John começou a desfilar os versos do Canto 28 do longo poema – canto de carga erótica acentuada – as jovens ruborizaram. Muitas mães tiraram as filhas da sala. A rainha, apesar da expressão facial de cera, fuzilou o rapaz com o olhar. “Eu não quero mais esse fedelho na corte”, teria dito depois. Para piorar, os comentários à boca pequena eram que a tradução de John estava sofrível. Para qualquer mortal, esse teria sido o fim de carreira, mas não para o cara-de-pau John. Viajou para a Europa, encantando as mocinhas das cortes italianas e austríacas. Continuou cometendo os seus versos de mau poeta e traduções fracas. Depois voltou para a Inglaterra, casou, teve 15 filhos e conduziu uma vida que parecia ser fadada à insignificância. Em 1596, porém, num momento de ócio na propriedade rural de sua família, começou a desenhar, com a ajuda do secretário particular, uma geringonça mecânica para a eliminação de dejetos humanos. Em 2 ou 3 dias de intensa labuta, criou a privada (um modelo bem rudimentar dela, diga-se a verdade). Ao tomar conhecimento da invenção, a rainha Elizabeth, encantada, encomendou um modelo – o que fez o esperto John enxergar uma chance de voltar aos salões da nobreza. Sua alegria, contudo, durou pouco.
Incorrigível, John escreveu um poema satírico (e medíocre) em que ironizava impiedosamente diversos nobres – e chutava o pau da barraca, com referências jocosas à rotina de evacuação intestinal da própria rainha. Foi o fim. Nem a privada salvou John Harington, que morreu no ostracismo aos 51 anos, em 1616.
• Inventar a privada ajudou John a virar sir, em 1599. De volta às boas na corte, foi convocado para uma missão militar. Nela, não fez muita coisa, mas ganhou o título.
• Alguns historiadores enfezados dizem que atribuir a John a invenção da privada é como dizer que Leonardo da Vinci criou o helicóptero (ambos teriam sido pioneiros teóricos). Injustiça: o WC de John funcionava. A patente do toalete moderno, contudo, é de 1775, de um certo Alexander Cummings.
• Uma gíria inglesa perpetuou Harington: john, eufemismo para privada, foi usado em sua homenagem – dizem alguns historiadores.

3910 – Bebida Alcoólica – Absinto provoca alucinações?


Álcool pra cachaceiro nenhum botar defeito: 75%

Por um bom tempo, todo mundo achou que sim. Sob o efeito da “fada verde” – apelido que remete à cor da bebida anisada. No começo do século 20, o absinto deixou de ser a musa de artistas visionários para se tornar um líquido maldito, banido de praticamente todos os lugares. Em 1905, quando o fazendeiro suíço Jean Lanfray matou a mulher grávida e as duas filhas depois de duas doses, a bebida passou a ser considerada a responsável por acessos de loucura e cegueira e por crises de epilepsia. Lanfray também tinha bebido um monte de outras coisas, mas na época ninguém deu atenção a esse detalhe.
Mas a resposta é não, ele não provoca alucinações. O absinto é diferente de outras bebidas por dois motivos: a concentração de álcool, que chega a 75%, contra 40% do uísque, e uma substância chamada tujona, oriunda da erva que dá nome à bebida – também conhecida por losna. “A tujona é perigosa porque bloqueia alguns neurotransmissores, mas o absinto não tem quantidade suficiente dela para causar alucinações”. O absinto está liberado na Europa desde 1988 e, mesmo nos países em que continua banido, como os EUA, é fácil comprá-lo pela internet. A boa fama da bebida está voltando com uma mãozinha das celebridades. O cantor e aberração Marilyn Manson, por exemplo, disse que gravou um disco inteiro, The Golden Age of Grotesque, sob o efeito da bebida.

3909 – Arma de Guerra – O Míssil Teleguiado


Míssil em ação

É um projéctil guiado, dotado de autopropulsão e constituído de :
Um propulsor, seja um foguete, um reator (geralmente estatorreator) ou ambos (um foguete dando a impulsão inicial, antes de ser substituído por um estatorreator)
Um sistema de guiagem, seja externo (mísseis teleguiados) ou independente (mísseis autoguiados).
Uma carga útil, que pode ser uma carga militar (explosiva, incendiária, química, biológica, etc), um sistema eletrônico (UAV de reconhecimento, míssil científico ou experimental), um simples peso para equilibrar o artefato (míssil alvo) ou para transportar uma massa inerte (míssil de propaganda transportando flyers)
Na sua acepção inicial, o termo designava um projéctil, qualquer que fosse. Este sentido tornou-se obsoleto, embora ainda possa existir em obras do período entre as duas guerras mundiais. Nos dias atuais, geralmente são considerados mísseis os projécteis guiados – qualquer que seja o sistema de propulsão. Também são considerados mísseis os projécteis impulsionados por qualquer propelente que não seja em pó (pólvora ou outro).
Com exceção de alguns protótipos construídos à época da Segunda Guerra Mundial, todos os mísseis são guiados.
Projécteis não guiados e que empregam propelente em pó são geralmente chamados foguetes. Também se chama foguete o elemento propulsor usado em projéteis, mísseis, espaçonaves etc.; por extensão, também o veículo espacial que contém um explosivo e que é propelido pela descarga, na parte traseira, dos gases liberados pela combustão também é denominado foguete.
Mísseis balísticos são projécteis de longo alcance que, depois de lançados, prosseguem voando numa trajetória balística. Podem ser guiados por dispositivo interno ou de terra (por rádio, radar, etc). Os mísseis balísticos variam desde os mais simples aos mísseis balísticos intercontinentais (MBIC) equipados com várias ogivas nucleares. O MBIC moderno, o maior míssil atualmente utilizado, é considerado como a arma mais destrutiva já construída.

3908 – Como escapar de um míssil teleguiado?


Desde o ano 2000, são registrados em média 3 ataques contra aviões comerciais usando mísseis teleguiados. Então leia com atenção. Quem sabe um dia você não ajuda o piloto?
O sistema de navegação permite perseguições a qualquer objeto que emita ondas de rádio, calor ou tenha o laser apontado para ele.
1. O atacante aponta o míssil para o alvo. O sensor da arma busca o ponto de impacto e emite um alerta sonoro ao encontrá-lo.
2. Um toque no gatilho dispara o míssil.
3. O sistema de navegação traça um plano de vôo que é corrigido, automaticamente, de acordo com a movimentação do alvo.
Caças suportam diversas manobras evasivas para despistar o míssil: oscilações bruscas, loopings e mergulhos. De tão rápidas, elas literalmente tiram a aeronave da rota de ataque. Sem asas e flaps, o míssil não tem agilidade para alterar seu trajeto rapidamente.
Pesados e lentos – o que impede manobras ousadas –, jatos comerciais são presas fáceis. Os momentos de maior exposição são o pouso e a decolagem, quando voam lentos e baixos. É quase impossível um míssil errar o alvo nessas condições. Veja algumas saídas:
Empine o nariz
Subidas ultra-rápidas, com o motor em potência máxima. O problema: consomem muito combustível e impedem longas viagens.
Encha o saco
Descidas generosas em espiral ajudam o avião a escapar… e enchem rapidamente os saquinhos de vômito!
Suma do mapa
Rotas aleatórias confundem terroristas. Mas deixam os controladores de vôo mais perdidos ainda e são inviáveis em grandes aeroportos.
AS SALVAÇÕES
Mas você ainda vai precisar esperar para elas estarem disponíveis no mercado…
1. “Fogos de artifício”: Inspirados nos rojões, desorientam o míssil ao criar falsos alvos no ar. O problema: a carga pode explodir dentro do avião.
2. Emissor de infravermelho: Um feixe de radiação é disparado na direção do míssil, interferindo no sistema de navegação.
3. Canhão de raio laser: Fixado no avião, engana o projétil ao determinar novos alvos a distâncias seguras. Mas o projeto custa US$ 100 bilhões!

3907 – Castor,o engenheiro roedor


Trata-se de um gênero de roedores semi-aquáticos, da família Castoridae, nativo da América do Norte e da Europa, sendo o único gênero ainda existente dessa família, com duas espécies remanescentes: o C. fiber (castor-europeu) e o C. canadensis (castor-americano). Existiu também o castor-de-kellogg (C. californicus), que está extinto desde o Pleistoceno. Todas eles habitam exclusivamente o Hemisfério Norte, excepto alguns castores americanos, que chegaram à região sul-americana da Terra do Fogo, introduzidos artificialmente. Também introduziram-se indivíduos desta espécie em certas regiões da Europa. Com estas exceções, o Castor canadensis habita unicamente a América do Norte, e o Castor fiber em regiões da Europa e da Ásia. O extinto Castor californicus estendia-se pelo que hoje em dia é o oeste dos Estados Unidos. As espécies vivas são muito similares entre si, mas investigações genéticas demonstraram que as populações europeias e norte-americanas são duas espécies, sendo a principal distinção entre elas o diferente número de cromossomos.

A construção do dique

Tais animais são conhecidos por sua habilidade natural para construir diques em rios e riachos que são os seus lares — chamados tocas — criando assim represas que bloqueiam a corrente de água. Para a edificação destas estruturas utilizam principalmente troncos de árvores, que derrubam com seus poderosos dentes incisivos. Apesar da grande quantidade de árvores que devastam, os castores não costumam prejudicar o ecossistema em que vivem: pelo contrário, mantêm-no saudável, pois seus diques proveem uma grande quantidade de benefícios; entre outras coisas, estas barreiras propiciam a criação de zonas úmidas, ajudam a controlar inundações e eliminam contaminantes da corrente. Porém, em ecossistemas estranhos para eles, estas modificações ao ambiente podem ser prejudiciais, como aconteceu, por exemplo, com os castores introduzidos na Terra do Fogo e nas comunidades espanholas de Navarra e La Rioja.
Desde centenas de anos os castores fazem parte da cultura popular e, em alguns casos, tiveram uma grande influência no desenvolvimento das sociedades humanas. Um exemplo disto é sua importância na colonização europeia da América, pois a busca por suas peles foi um dos fatores que impulsionaram a exploração e o posterior desenvolvimento econômico da América do Norte. Isto foi devido ao valor comercial de suas peles e de outros produtos obtidos deles, como o castóreo. Também é um elemento muito representativo na cultura do Canadá, a tal grau que é o animal-símbolo nacional daquele país. Portanto, a influência dos castores não se limita ao setor econômico e comercial, também abarca campos variados como a literatura, a religião e o desporto.
Como têm certas características estruturais semelhantes às do crânio e maxilar inferior deste outro roedor. Eles também estão estreitamente relacionados com um pequeno roedor sul-americano chamado ratão-do-banhado. É o segundo maior roedor do mundo, depois da capivara, e o maior do hemisfério norte. Estes animais continuam a crescer ao longo das suas vidas. O peso médio dos adultos é de 16 kg, e embora os espécimes com mais de 25 kg não sejam comuns, foram encontrados exemplares atingindo 40 kg. As fêmeas, que são o sexo dominante, chegam a ser tão grandes ou até maiores do que os machos da mesma idade, o que é incomum entre os mamíferos. Geralmente medem aproximadamente 30 cm de altura por 75 cm comprimento – sem contar a cauda, que possui cerca de 25 cm de comprimento por 15 cm de largura. Contam com quatro incisivos muito fortes e afiados, de cor alaranjada devido ao esmalte que os endurece – e que servem para roer a madeira com a qual alimentam-se e constroem as suas estruturas. Um castor adulto pode cortar uma árvore de 30 cm de espessura em cerca de 15 minutos com os seus poderosos dentes. Uma vez que estes dentes nunca param de crescer, é de vital importância usá-los constantemente, ou de outra maneira os incisivos da parte superior atravessariam a mandíbula inferior.
Os castores têm as patas traseiras palmeadas, enquanto a parte frontal, coberta com um pêlo mais preto, são semelhantes às mãos humanas, cada uma com cinco dedos bem desenvolvidos. Os castores não têm boa visão, mas podem enxergar sob a água graças a uma membrana nictitante – uma terceira pálpebra, lateral e transparente, que cobre os seus pequenos olhos. Além disso têm bons sentidos da audição, olfato e tato. Enquanto estão submersos fecham suas narinas e ouvidos para evitar a entrada de água. Graças ao seu sistema respiratório um castor pode ficar debaixo de água por até quinze minutos, sem ter que sair para respirar. O castor-europeu (Castor fiber) habita nas regiões frias da Eurásia, principalmente na Rússia. É um pouco menor que seu parente americano. Desde a Antiguidade foram caçados, comprometendo sua sobrevivência. Em alguns países onde antes viviam, como a Espanha e o Reino Unido, foram erradicados devido a esta caçada desmedida, e mesmo que na era moderna a espécie se encontra ligeiramente ameaçada, vai aumentando os esforços realizados para restabelecer suas populações em todo o continente, pelo que a população desta espécie vai aumentando.
Os castores são essencialmente aquáticos em suas atividades, e nunca viajam por terra a não ser que seja necessário. São animais sociáveis, chegando a formar grupos ou colônias de até doze indivíduos, compostas por um casal e seus filhotes. As famílias pequenas podem viver numa toca sozinha, mas as maiores podem precisar de refúgios adicionais. Quanto maior o isolamento do lugar onde vivem e a abundância de alimentos, maior será a população de castores.
Vivem em correntes onde, a fim de conseguir água com suficiente profundidade, constroem diques com lodo e com os troncos e ramos das árvores que derrubam com seus poderosos incisivos. Geralmente escolhem correntes cuja profundidade tenha mais de um metro para iniciar seus trabalhos. No estanque criado constroem suas tocas. Durante a construção, o lodo ou barro é colocado com as patas dianteiras e não, como se costuma crer, com a cauda, a qual é empregada unicamente como timão quando nadam e para se manter em pé quando se apoiam em suas patas traseiras. Para a construção dos diques, que quase sempre os fazem pela noite, os castores transportam o lodo e as pedras com suas extremidades dianteiras e a madeira entre seus dentes. Ao nadar, impulsionam-se com suas extremidades posteriores, que sempre permanecem submergidas, deixando fora da água unicamente sua cabeça, para poder respirar e ver o entorno. Apesar de serem bem mais hábeis nadando que se deslocando por terra, não costumam atingir grandes velocidades; geralmente não superam os 10 km/h.
Durante a primavera e o verão encarregam-se de reunir as reservas de madeira que lhes servirão para se alimentar durante sua repouso invernal. Continuam coletando alimentos até o final do outono. Durante este lapso também se encarregam de consertar os danos que possam ter a toca ou os diques, ainda que pelo geral não começam a fazer isto até iniciar as geadas. É também durante esta época quando se reproduzem; juntam-se nos meses da primavera, ou um pouco antes, e os filhotes nascem durante o verão. Ademais, ao final da cada outono cobrem suas cabanas com lodo fresco, o qual se congela quando diminui a temperatura no inverno e torna-se muito duro, de tal forma que os predadores não podem perturbar seu repouso. Com a chegada do inverno, refugiam-se em sua toca e sobrevivem da reserva que se encarregaram de reunir durante todo o ano. Quando o gelo se rompe na primavera, deixam suas tocas e começam o ciclo de novo.
Já que o território no que habitam é muito importante para os castores, em especial pelo tempo todo que investem construindo nele, costumam o defender ante as ameaças externas. Se um desconhecido entra no território de uma colônia de castores, o mais certo é que terminem lutando contra ele, em ocasiões até a morte. A forma em que detectam a presença de estranhos é através do olfato; se percebem um cheiro que não lhes é familiar, buscar a fonte do mesmo se torna prioridade, inclusive mais importante que reunir alimentos, e não descansam até a ter achado. Também sabe-se que os castores podem reconhecer os cheiros específicos de outras famílias com as que estão emparentados, em cujo caso os toleram dentro de seu território e não lhes fazem dano; o mesmo sucede com outras espécies que não os prejudicam e cujos cheiros, com o passar do tempo, se voltam familiares para eles
A dieta dos castores é estritamente herbívora. Alimentam-se do córtex, ramos e folhas das árvores que devastam e das raízes de plantas aquáticas.

Dique na Terra do Fogo

3906 – Mega Projeções – A vida na Terra velha e o homem num futuro distante


Há cerca de 4,7 bilhões de anos as nuvens de gás e poeira se reuniram e a gravidade da massa resultante fez com que ela implodisse sobre si mesma. Assim, os corpos do sistema solar começaram a se formar 4,6 bilhões de anos atrás. O Sol surgiu no centro da nuvem, sua parte mais densa e espessa.Os resíduos restantes formaram quatro planetas internos, de estrutura sólida (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte); quatro grandes planetas externos, de estrutura gasosa (Júpiter, Saturno Urano e Netuno); os satélites desses planetas e diversos corpos menores, compostos de rocha e gelo, que hoje chamamos cometas e asteróides. É provável que o último planeta, Plutão, ainda não estivesse em sua órbita atual, para onde veio mais tarde, após colidir com outro planeta anão, feito de gelo. A formação da Terra levou menos de 50 milhões de anos, e nos 700 milhões de anos seguintes ela sofreu pesado bombardeio de corpos espaciais.
Assim, sua massa cresceu e recebeu água e materiais orgânicos, a partir dos quais a vida pode ter se iniciado. Além disso, a colisão com um corpo da estatura de Marte arrancou material da crosta e do manto terrestre, criando a Lua. Por força dos choques, o ar original foi lançado ao espaço (outros gases, como o hidrogênio, escaparam simplesmente por serem muito leves). Mais tarde, os vulcões ejetaram grande volume de gás carbônico, ou CO2, que constituiu a base de uma segunda atmosfera. Esta se assemelhava à que ainda existe em Vênus, bem mais densa que a atual atmosfera terrestre. Parte do CO2 foi absorvido pelos oceanos e pelas rochas, para formar carbonatos.
Há 2 bilhões de anos, plantas primitivas começaram a decompor aquele gás em carbono e oxigênio, de modo que em quase 1 bilhão de anos estava pronta a receita de oxigênio-nitrogênio, ainda vigente. Logo em seguida os seres unicelulares passaram a formar organismos multicelulares. Os órgãos especializados dos novos seres começaram a surgir há 600 milhões de anos e 400 milhões de anos depois, ainda durante a ascensão dos dinossauros, vieram os mamíferos. Um dos primeiros membros da linhagem humana a ficar de pé foi o Australopithecus afarensis — um fóssil de nome Lucy, de 4 milhões de anos atrás, é um de seus representantes mais antigos.
Foram hominídeos como esse que evoluíram para o Homo erectus, há 2 milhões de anos, e os primeiros membros da espécie humana apareceram apenas 250 mil anos atrás. Nosso moderno ancestral, o Homo sapiens sapiens, surgiu há 35 000 anos. É quase certo que a evolução de cérebros complexos em outros animais tornou inevitável o aparecimento de criaturas conscientes de si mesmas, como o homem. Mas não era de forma alguma inevitável que as coisas acontecessem como aconteceram. A Terra, por exemplo, poderia não ter se resfriado o bastante para formar uma superfície sólida em apenas 700 milhões de anos. Composta inicialmente por rochas derretidas, até hoje ela tem a maior parte de seu cerne nesse estado, devido à forte pressão de fora para dentro e ao calor liberado por elementos radioativos.
A camada externa, ou crosta, perdeu calor para o espaço e resfriou-se até criar uma “casca” flexível, semi-sólida. Mas, se a proporção de elementos radioativos fosse maior, a superfície poderia ter demorado muito mais tempo para se estabilizar e solidificar. Outro ponto é a transformação da atmosfera inicial, que continha gás carbônico e passou a conter oxigênio e nitrogênio. Para isso, foi preciso remover gás carbônico em certa quantidade, mas também manter o oxigênio em estado livre, isto é, impedido de reagir com substâncias da superfície.
A história da Terra também poderia ser alterada por choques com cometas e asteróides. Muitos seres vivos seriam levados à extinção. As alterações viriam no caso de extinções em períodos críticos — durante o aparecimento dos primeiros organismos multicelulares, por exemplo, ou quando os órgãos internos dos animais começassem a se formar. Enfim, a própria linhagem dos primatas que levou ao homem poderia ter sucumbido. Então, o ciclo evolutivo teria de se repetir inúmeras vezes antes que aparecessem seres autoconscientes na Terra. Mesmo depois disso, tais seres poderiam acabar varridos do mapa por uma colisão cósmica mais recente. Em resumo, é plausível que o homem surgisse 9 bilhões de anos após o nascimento da Terra, em lugar dos 4,5 bilhões de fato. É pouco provável que esses “humanos” se parecessem conosco (pois o processo evolucionário que nos criou é único), e também a Terra teria um aspecto muito diferente do que tem.
A forma dos continentes e oceanos, por exemplo, seria irreconhecível, já que a crosta da Terra é móvel. Ela é composta por placas continentais graníticas, que se assemelham a um conjunto de icebergs muito próximos entre si. Em lugar de água, eles flutuam sobre o manto basáltico da Terra, uma espessa camada de rocha derretida, ou magma, existente logo abaixo da crosta. Átomos radioativos do manto geram parte do calor que mantém as rochas derretidas e numa espécie de ebulição, em ascensão para a superfície.
Os Andes e o Himalaia vão prosseguir na tendência de elevação, mas devem acabar sucumbindo à força do próprio peso. Outra mudança drástica: os dias vão se tornar mais longos, com a duração de 48 horas.Também a Lua estará uma vez e meia mais distante e, por isso, parecerá menor. Esses dois fenômenos estão ligados por meio das marés, pois é o atrito da água sobre a crosta da Terra que reduz sua velocidade de rotação e faz com que os dias se tornem 0,002 segundos mais longos a cada século. Por outro lado, a energia que se perde na rotação da Terra é compensada por um aumento na velocidade com que a Lua percorre sua órbita. O resultado é que o satélite terrestre passa a girar numa rota cada vez mais distante: a taxa atual é de 4 centímetros por ano.
As mudanças no céu serão enormes. Muitas das estrelas que vemos hoje chegarão ao fim de seu ciclo na forma de grandes explosões chamadas supernovas ou nebulosas planetárias. A lista de desaparecidos inclui diversos astros bem conhecidos, a começar por Sirius, a mais reluzente estrela do céu hodierno. Entre as outras estão Vega, Capela Rigel, Betelgeuse, Antares, Régulo e Deneb. Os astrônomos do futuro também vão notar que as galáxias estão se afastando de nós devido à expansão do Universo, como descobriu em 1929 o astrônomo america–no Edwin Hubble.
Para cada milhão de átomos de hidrogênio, existe cerca de 85 000 átomos de hélio e quase 1 000 átomos, apenas, de outros elementos. A pressão de toda essa massa sobre o núcleo solar é alta o bastante para forçar a “queima”, ou a fusão dos hidrogênios entre si. Ao mesmo tempo, liberta-se a energia que impede o colapso do Sol e o faz brilhar. A fusão transforma hidrogênio em hélio desde o nascimento do astro-rei e já consumiu quase metade do combustível disponível em seu núcleo. Nos próximos 4,5 bilhões de anos, serão usados mais 80% ou 90% do que resta. Assim, embora haja dúvida sobre esses números, os humanos do futuro deverão encarar um Sol quase esgotado.
O fim do combustível reduzirá a temperatura e a pressão do gás. Isso fará com que o Sol desabe sobre si mesmo, no primeiro passo de um complicado processo evolutivo. Antes de tudo, o colapso deve elevar novamente a potência interna, mas daí para a frente a fusão terá que ser feita em torno do núcleo. As camadas externas vão inflar e a superfície solar chegará até a atual órbita de Vênus. Em seguida, quando o hidrogênio extra acabar, a contração terá de ser contida pela queima simultânea de hélio central (gerando grandes quantidades de carbono) e de hidrogênio em camadas mais externas. Então, a descarga correspondente de energia levará a superfície solar para a órbita de Júpiter. A Terra estará dentro do Sol, e sua temperatura, cerca de 6,5 bilhões de anos no futuro, deve alcançar os 30 000 graus centígrados. Qualquer coisa orgânica será convertida em torrada. Claro que os habitantes do planeta serão forçados a deixá-lo bem antes disso, em busca de uma estrela mais jovem e mais estável. Os humanos atuais talvez deixem a Terra em busca de ganhos econômicos. Mas os humanos de nossa especulação terão de fugir para salvar a vida. O Sol ancião, assim, daria à humanidade uma perspectiva e uma meta — a sobrevivência.

3905 – A Ciência e os Super-Heróis


Da Super para o ☻Mega

Quem o físico Tabacnicks não perdoa é o Super- Homem, o herói mais popular de todos os tempos, lançado em junho de 1938 pela dupla americana de universitários, Joe Shuster, autor dos desenhos, e Jerome Siegel, que escrevia as aventuras. O personagem não é um cientista, mas seus superpoderes estão diretamente relacionados à pseudociência típica dos quadrinhos. “A chamada visão de raios X do Super-Homem é uma aberração. Ele não poderia enxergar através das coisas”, diz o professor da USP, que faz comparações com aparelhos hospitalares, feito os tomógrafos, usados para registrar imagens do interior do corpo humano. “Esses equipamentos emitem feixes de ondas, que atravessam o organismo e se refletem num sensor, geralmente uma chapa fotográfica, sempre colocado no lado oposto. Em suma, não é possível que algo — no caso, um olho — consiga emitir o feixe, para captar a imagem, no mesmo lado.” Além disso, na realidade o Super-Homem não poderia voar: “Nada voa sem ter propulsão, sustentação e sem consumir uma monstruosa quantidade de energia”, afirma Tabacnicks.
No princípio, é verdade, o primeiro dos super-heróis não voava, só dava os seus pulinhos, sobre prédios de quinze andares. Contudo, apesar de saltar destemido e correr feito um trem, uma granada seria capaz de feri-lo. Então, estimulados pelos promissores resultados de seu lançamento editorial, os autores resolveram dar mais asas à imaginação e o Super-Homem virou o que é. Ele voa mais rápido do que a luz, viaja entre planetas e resiste até à bomba atômica. Só mesmo a proximidade com a kryptonita, um minério de seu planeta natal, consegue extrair-lhe as forças.
E quanto ao Homem de Ferro? – Personagem famoso, nascido nos anos 60, foi o Homem de Ferro — roteiro de Stan Lee e traços de Don Heck, ambos americanos. O herói, nas horas vagas, seria o jovem empresário Tony Stark, que fabricou uma superarmadura de metal maleável, com visor infravermelho, computador interno, mira laser e outras parafernálias. Graças a ela, o Homem de Ferro enfrentava qualquer bandido, ficando a salvo dos tiros — o que é negado pelo químico Sérgio Massaro, da USP. “Metal maleável não consegue ser à prova de balas”, diz ele. “A armadura acabaria se rasgando.”
E o Prof.Pardal?
Entre as birutices de Pardal, estão patenteados um oralicóptero que voa movido a quacs do Pato Donald e um tradutor de vozes de animais. Na ciência real também há muitos inventores malucos, alguns que até plagiam o cientista da Disney. Em maio deste ano, por exemplo, um engenheiro inglês desempregado, Louis Allen Richardson, saiu nos jornais de seu país ao lado de sua invenção, a bicicleta voadora, que — justiça se faça — já havia sido projetada pelo Professor Pardal, nos anos 70. Nem sempre a ciência dos quadrinhos está errada: é só lembrar que nas histórias de Flash Gordon, ainda na década de 30, já apareciam aparelhos de TV. Os pesquisadores da NASA, a agência espacial americana, também admitem terem buscado inspiração nas aventuras desse herói, na hora de desenhar as suas pistolas de ar comprimido. Outro exemplo de como, às vezes, os heróis dos quadrinhos se antecipam em relação à ciência são as histórias do Quarteto Fantástico, criado em 1961, com textos de Stan Lee e desenhos de Jack Kirby. Em suas aventuras, o grupo de super-heróis usava computadores para simular o resultado de experiências — o que se faz, hoje em dia. Em 1952, os Estúdios Disney apresentam o Professor Pardal, que pregou na porta do seu laboratório a placa “Inventa-se qualquer coisa”, de cara, em sua primeiríssima história. E nunca mais tirou a tal placa de lá. “Sua invenção mais brilhante foi o Lampadinha, seu fiel ajudante, que vive correndo para consertar os estragos do mestre”, opina Júlio de Andrade Filho, que há vinte anos está envolvido com as revistas em quadrinhos da Editora Abril Jovem. Hoje, diretor da divisão de livros, ele conta que foi a sua equipe o cupido do famoso pardal cientista.

3904 – Geografia – Expedição à Antártida


5 Homens à bordo de um barco por meses. Frio intenso no meio do gelo. Um desafio maior do que enfrentar ummar em fúria. A circunavegação foi para a National Geografic que preparou 4 documentários de 30 minutos. O veleiro foi apelidado de Big Brother pelos tripulantes. Foram 10 anos para construir o veleiro feito sob medida. A região tem ventos de 150 km por hora, que levantam ondas de 25 metros de altura. O nevoeiro é constante e há enorme concentração de icebergs. Para resistir às pancadas de gelo, o casco foi feito de alumínio de até 20 mm de espessura. Não se sabe ao certo quem foi o 1° a visitar a Antártida, mas algumas hipóteses apontam para historiadores famosos como o estoniano Von Bellings Hausen, o britânico Bransfield e o americano Palmer.Tão pouco se tem certeza de quem foi o 1° a pisar lá.Um forte candidato é o caçador de focas americano John Davis, que aportou na península em 7 de fevereiro de 1821.

3903 – Mega Polêmica – Homossexualismo, Religião e Psicanálise


Uma onda iniciada nos EUA com terapeutas ligados a grupos religiosos surgiu propondo entre outras coisas a cura de gays, embora homossexualismo não seja mais considerado doença e as supostas mudanças de orientação sexual nunca tenham sido provadas. Entidades religiosas como a Associação Católica de Psicólogos e Psiquiatras e a Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE) são interessantes canais de debate.
Catolicismo
A Igreja Católica faz a distinção entre orientação homossexual, que considera moralmente neutra, e comportamento homossexual, que considera pecaminoso. Por outras palavras, pode ser-se homossexual, desde que não se “pratique”. Desta forma, o homossexual, que sentisse essa sua ‘orientação’ teria de levar uma vida de total abstinência sexual.
Convirá aqui recordar que a esmagadora maioria dos homossexuais que tentaram levar esta vida de abstinência sexual, acabaram por exprimir as suas necessidades sexuais de forma auto destrutiva.
Budismo
Existem diversas escolas, e correntes no Budismo. Mas em sua maioria o Budismo preocupa-se mais em saber se uma ação é produtiva e baseada em boas intenções. Em termos genéricos todas as relações pessoais são consideradas um assunto privado e são corretas desde que promovam o bem estar das partes envolvidas. Toda a prática sexual que prejudique, manipule ou explore outros é absolutamente proibida, não fazendo nenhuma distinção entre relações homossexuais e heterossexuais
Espiritismo
O Espiritismo ensina que os espíritas devem sempre respeitar o comportamento da pessoas, procurando compreendê-las, quando suas atitudes não estão de acordo com aquilo que não é considerado normal; por isso não é contra os homossexuais, mas também não é a favor da homossexualidade. O Espiritismo não é contra o sexo, mas contra o abuso da atividade sexual.
Evangélicos
Apesar da grande ramificação e diversidade doutrinária dos evangélicos trata-se de uma religião cristã e o seu posicionamento perante a homossexualidade varia de acordo com a corrente de pensamento dentro do protestantismo.
Mesmo já existindo, raras igrejas que aceitam o homossexual em sua condição a maioria dos evangélicos entendem que a homossexualidade não corresponde aos desejos de Deus para com a humanidade, rejeitam as uniões entre casais homossexuais e proíbem a ordenação de clérigos abertamente homossexuais. Consideram como regra geral que a homossexualidade é um distúrbio emocional, um problema psíquico e demoníaco.
Islamismo
De acordo com documentação produzida pela Al-Fatiha, existe um consenso entre os estudiosos do Islã de que todos os humanos são naturalmente heterossexuais. A homossexualidade é vista como um pecado e um desvio da norma sendo considerados contra a lei. Segundo os Hanafitas (Islâmicos do Sul e Leste da Ásia): não deve ser aplicado nenhum castigo físico aos homossexuais. Já para os Hanabalitas (mundo Árabe): deve ser aplicado um castigo físico severo.
Judaísmo
Os judeus ortodoxos, entendem o comportamento homossexual como uma abominação proibida pela Torá (Leis e Mandamentos). Portanto, não é aceito porque é visto pelo Judaísmo como algo não natural. Não natural porque, segundo eles, a anatomia humana foi concebida visivelmente para uma relacionamento heterossexual.
Seicho-No-Ie
A Seicho-No-Ie considera o homossexual como manifestação anômala da sexualidade, não se identificando com o seu tipo físico. Portanto, não é a favor nem contra, mas sua postura é no sentido de as pessoas manifestarem a perfeição interior, que compreende também a expressão plena de características masculinas e femininas, conforme o sexo com que nasceram.

3902 – Cidades – Em Hong Kong, pedestre não anda


Para descongestionar o tráfego do centro da cidade, as autoridades de Hong Kong encontraram uma bela maneira de encorajar o povo a deixar o carro em casa e ir a pé. Construíram uma esteira/escada rolante com 800 metros de comprimento, a maior do mundo, que liga um bairro residencial ao centro financeiro. Foram necessários dois anos e 26 milhões de dólares para construir o transportador de pedestres, que só funciona num sentido. De manhã, vai do bairro ao centro e à noite segue no sentido inverso. As autoridades esperam que 26 000 pessoas, ou 10% das que vão ao centro de carro, mudem para o novo meio de transporte, totalmente gratuito.
Se a moda pega…

3901 – Astronomia – Mundos Fedorentos


A recente descoberta de vulcões em Tritão, lua de Netuno, a coloca no rol das luas fedidas. Isso significa que ela tem reservas de amoníaco suficientes para abastecer todas as donas de casa da Galáxia. O fornecimento é inesquecível. A amônia jorra dos vulcões gelados da zona polar de Tritão misturada com poeira fina, sob o impulso de jatos de nitrogênio. Arrastadas pelos ventos, essas substâncias formam esteiras de fumaça de até 100 quilômetros de comprimento. Foi o que mostraram as naves americanas Voyager, que por lá passaram há alguns anos. A causa desses fenômenos foi apresentada na revista americana Science, por 63 cientistas da Universidade do Arizona. É que a capa polar de Tritão é recoberta por um estranho continente, feito de nitrogênio sólido a 237 graus abaixo de zero, e 50 metros de espessura. A luz do Sol atravessa essa camada transparente e, abaixo dela, é absorvida pelo solo escuro do satélite. A energia da luz volta a ser irradiada, mas como raios infravermelhos, que não atravessam o gelo. Este se aquece por baixo, formando cavernas cheias de gases.
Quando tudo explode, o gás comprimido rompe a camada de nitrogênio e sobe na forma de plumas de 8 quilômetros de altura. Isso está ocorrendo no pólo sul de Tritão por ele estar no fim da primavera. O verão chega após o ano 2000 e durará dezenas de anos. Durante esse tempo, a capa polar sul será vaporizada, indo se condensar de novo em forma de gelo no pólo norte. Esse ciclo, que faz ora um, ora outro pólo apontar para o Sol, se repete a cada 600 anos. O complexo calendário de Tritão vem do fato de seu eixo de rotação estar muito inclinado, apontando quase na direção do Sol, contrariamente ao que ocorre na Terra e na maioria dos outros corpos planetários (pouco inclinados). Bem longe de Tritão, em torno de Júpiter, gira outra lua, Io, do mesmo tamanho que a primeira, mas ainda mais nauseabunda. Io lembra a descrição bíblica do inferno, onde chafarizes de enxofre enfeitam jardins fumegantes. Os vulcões de Io são muito mais violentos e quentes que os de Tritão, atingindo 17 graus Celsius. O Pele, por exemplo, ejeta 1000 toneladas de matéria por segundo a uma altura de 300 quilômetros. Ele foi descoberto quase por acaso, por uma engenheira de navegação da equipe da Voyager, Linda Morabito.
Para checar a posição precisa da nave, Linda media as posições de estrelas próximas à borda do satélite. Assim, viu uma apagada pluma em forma de sombrinha projetando-se acima do pólo sul de Io. Nada além de estrelas era esperado naquela posição. Então, um refinado processamento de imagem por computador mostrou que se tratava de uma erupção vulcânica, exatamente como haviam previsto Stanton Peale, da Universidade de Santa Bárbara e seus colaboradores Patrick Cassen e Ray Reynolds da NASA. Suas previsões baseavam-se no efeito de maré. O problema é que o interior de Io deveria sofrer fortes tensões devido à imensa força gravitacional de Júpiter e de três luas suas, Europa, Ganimedes e Calisto. O calor resultante seria de 10 milhões de megawatts. Assim, as rochas derretidas subiriam para a superfície, libertando gases e partículas sólidas. Os chafarizes de Io ejetam essa mistura que cai sobre o solo, tapando os buracos e dando-lhe um aspecto de pizza coberta por mozzarella e rodelas de tomates derretidos. Em conseqüência dessa cobertura constante da superfície, o material vulcânico desempenha um papel rejuvenescedor sobre as luas. Ele apaga, por assim dizer, as rugas de rachaduras e cicatrizes deixadas pelo impacto de meteoros. Depois do enxofre, Io passará a expelir outros materiais, e o mesmo ocorrerá em Tritão. Essas duas luas, então, devem perder o estigma de malcheirosas. Como a Lua da Terra, as cicatrizes se cristalizarão em suas faces.

3900 – Física – Na fissão nuclear, o que acontece aos elétrons do átomo?


Eles se rearranjam. Para produzir energia nuclear, é preciso que o núcleo, onde estão alojados os prótons (partículas positivas) e os nêutrons (partículas sem carga), do átomo se quebre. O elemento químico mais usado na fissão é o urânio porque seu núcleo, que possui geralmente 92 prótons e 143 nêutrons, se parte com muita facilidade. Durante a fissão, o núcleo se divide formando outros dois núcleos, nas várias fissões que ocorrem serão formados diferentes combinações de prótons e nêutrons. Os elétrons que antes orbitavam ao redor do núcleo de urânio irão passar a orbitar em torno desses núcleos recém-formados, transformando-se em praticamente todos os elementos químicos existentes na natureza.

3899 – Aids- Sem HIV não seria Aids


No início do ano, o jornal inglês The Sunday Times – um dos mais populares em seu país – publicou uma série de reportagens divulgando teorias discordantes sobre a Aids. Era uma compilação dos estudos que negam ser o HTV o responsável pela falência do sistema imunológico. Estes, por sua vez, se baseiam na existência de quase 5 000 casos, no mundo inteiro, de pessoas com sintomas de Aids, cujo exame de sangue não acusa a presença do HIV. O jornal, claro, conseguiu repercussão, até por causa de brigas feias com alguns cientistas e com a imprensa especializada: a revista científica Nature, também inglesa, sugeriu no editorial o boicote à leitura daquele diário.
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde se manifestou a respeito do assunto, apresentando números reveladores. Existe, de fato, uma misteriosa doença com jeito de Aids, mas sem o famoso vírus, que está sendo chamada de linfocitopenia CD-4 idiopática. No entanto, 78% de suas vítimas têm mais de 65 anos e não é novidade para os médicos que, na terceira idade, o sistema imunológico enfraquece. Para uma minoria, esse enfraquecimento poderia ser drástico, semelhante ao provocado pela Aids. Por essa hipótese, isso deve ter existido sempre. Mas, pelo fato de somarem menos de 4 000 idosos imunodeprimidos em todo o planeta, esses episódios não chamavam a atenção, antes da pesquisa da Aids.

3898 – Armas no Ar – Estragos que as ondas podem causar


Assim que os operários de um prédio em construção em São Paulo movimentaram o guindaste para iniciar mais um dia de trabalho, faíscas estalaram e um festival de raios começou a sair do equipamento. Assustados, os trabalhadores ainda teriam uma surpresa digna do filme Poltergeist. Vozes e sons apavorantes ecoaram, fazendo alguns acreditar que a construção estava realmente sobre solo mal-assombrado. Estavam enganados. Os próprios operários perceberam pouco depois que as vozes fantasmagóricas emitidas pelo guindaste eram nada mais que as dos locutores de uma estação de rádio paulistana. O episódio ocorrido em 1987 não viraria tema de cinema, mas sim de discussões sobre um fenômeno nada sobrenatural nas grandes cidades: a poluição eletromagnética.
Ocorrências estranhas como essa estão se tornando comuns nos grandes centros urbanos, onde antenas de transmissão de rádio e TV e equipamentos industriais se aglomeram, gerando uma caótica teia de sinais eletromagnéticos. As ondas viajam pelos ares e invadem tudo que podem. Dentro de casa, somam-se ainda a outros comparsas, os pulsos elétricos saídos dos eletrodomésticos. O resultado é uma poluição invisível, que inutiliza aparelhos de rádio e TV, destrói a memória de computadores, enlouquece robôs nas fábricas e pode até mesmo derrubar aviões. Ou, ainda, criar guindastes mal-assombrados.
Não foi difícil descobrir a causa do fenômeno. O prédio estava sendo erguido ao lado da torre de transmissão da Rádio Bandeirantes, uma das mais potentes de São Paulo. “A energia irradiada era tão grande nas proximidades, que a grua passou a funcionar como uma antena”, conta Panicalli. O guindaste captava a energia e a descarregava para o solo assim que a caçamba se aproximava do chão. Isso explica as faíscas e o arco voltaico.Quanto às vozes, ocorreu o que se chama de “alto-falante” iônico. Num alto-falante comum, uma tela faz o ar que está em volta vibrar proporcionalmente à música e às vozes dos locutores. O som nada mais é que o resultado dessa vibração das moléculas de ar. No caso da grua falante, o que fazia o papel da tela era a própria corrente elétrica que dela saía em direção ao chão. De tão intensa, ela fazia o ar vibrar, exatamente como faz um alto-falante comum.
Alguns efeitos da poluição eletromagnética são bem mais perigosos que gruas falantes. “Somos obrigados a monitorar continuamente as imediações dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em busca de emissoras clandestinas de rádio”, conta o engenheiro eletrônico Roberto Freitas Moraes, chefe do serviço de radiomonitoragem da seção paulista do Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel). As rádios piratas, como são conhecidas, costumam invadir as freqüências das emissoras comerciais, causando-lhes transtornos e a seus ouvintes.
Isso é pouco perto do perigo que representam para os aviões. É que as emissoras de freqüência modulada (FM) transmitem em uma faixa exatamente vizinha daquela utilizada nos equipamentos de radionavegação dos aeroportos. Ou seja, em qualquer radio de pilha, o final do dial marca 108 megahertz — a freqüência mais alta em que uma emissora pode transmitir segundo as leis. Logo acima dos 108 MHz, começa a faixa de freqüências utilizadas pelo sistema de pouso por instrumentos — um recurso eletrônico usado pelos aeroportos que envia dados por sinais de rádio aos aviões para orientá-los em caso de tempo ruim. Se, por um erro humano ou do equipamento, uma emissora de rádio passar a transmitir sua programação alguns megahertz além dos 108, pode acabar interferindo catastroficamente na aterrissagem de uma aeronave. Esse tipo de erro é praticamente impossível no caso das emissoras de rádio legais, que usam transmissores de boa qualidade e estão constantemente sob a fiscalização do Dentel. As rádios piratas, no entanto, costumam improvisar transmissores caseiros. Não é difícil cometer erros em condições tão precárias.
Intrusos ainda mais inesperados quase derrubaram alguns Boeings nos últimos tempos, nos Estados Unidos. As empresas de aviação mantêm segredo, mas diretores da Administração Federal de Aviação (FAA) revelaram que pelo menos dois 747 tiveram suas rotas “levemente” alteradas por causa de aparelhos eletrônicos utilizados pelos passageiros a bordo. Comenta-se que um dos casos foi mais sério. O piloto automático simplesmente se desligou, deixando o avião à mercê da sorte até que os pilotos percebessem. O comandante do Jumbo ordenou que as aeromoças fizessem uma investigação a bordo. Ficou constatado que a interferência estava sendo causada pelo computador portátil de um passageiro, que não quis esperar o pouso para começar a trabalhar. Por pouco não iria trabalhar nunca mais.
Vilões dentro das aeronaves, os computadores tornam-se vítimas da poluição eletromagnética quando estão em terra. Há vários registros de sistemas afetados em ambientes inundados pela radiofreqüência. “Um grande banco nacional desistiu de transferir seu centro de processamento de dados para a Avenida Paulista depois de ver que seus computadores simplesmente não funcionavam ali”, conta Roberto Moraes, do Dentel. A região a que se refere, na cidade de São Paulo, é altamente poluída. por sinais invisíveis: concentra doze torres de emissoras de televisão e rádio, e pelo menos dez antenas de transmissão de dados entre empresas. Com tanta energia no ar, não há circuito que não seja “sacodido” eletricamente.
Mais poluídas que a Avenida Paulista, talvez só algumas fábricas no Japão, país conhecido pelo seu altíssimo índice de automação industrial — e também pelos mais trágicos efeitos da poluição eletromagnética. Uma catastrófica epidemia de loucura robótica aconteceu lá, no final dos anos 80. Máquinas ensandecidas mataram dezenove operários e feriram vários outros com movimentos inesperados — na maior parte dos casos, verdadeiros golpes de caratê, que arremessavam os trabalhadores a vários metros de distância.

3897 – Mega Byte – Como se Livrar dos Chatos Spans?


É a pergunta que não quer calar

Com quase 2 décadas de existência e que inicialmente era uma brincadeira de mau gosto e que hoje entopem as caixas de e-mail. Estima-se que mais da metade de todo o tráfego da rede seja spam. Em 2001 não passavam de 4%. Uma pesquisa inédita realizada com 900 usuários brasileiros de Internet pela Symantec,empresa especializada em tecnologia de segurança de redes, revelou que, embora praticamente 100% dos entrevistados considerem a prática invasão de privacidade, a maioria ainda não sabe lidar com o problema. Apenas 8% adotam filtro anti-span e 31% respondem as mensagens solicitando a exclusão da lista de envio, o que piora o problema, já que o usuário confirma que o endereço é válido. Os filtros anti-span, ao tentarem barrar o lixo eletrônico, acabam bloqueando também mensagens importantes. Estudo feito por uma consultoria americana mostrou que 42% das empresas dos EUA pensam em abandonar a comunicação eletrônica por estarem perdendo dinheiro. Os spans causam prejuízos de 20 bilhões de dólares para os usuários e provedores. Só os EUA respondem por 60% de todo o lixo eletrônico e ainda não tomaram providências eficazes. O problema é que ele nem sempre nesc na máquina que o propagou. Os spamers fazem atalhos a partir d e máquinas de terceiros que invadem como hackers. O custo também é baixo.

3896 – Sociologia – Os Sem Teto


O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) surgiu em 1997 da necessidade de organizar a reforma urbana e garantir moradia a todos os cidadãos além de lutar por um modelo de cidadade mais justa. Está organizado nos Estados do Rio de Janeiro,São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas, Roraima, Pará e Pernambuco. É um movimento de caráter social, político e popular. O MTST é uma organização autônoma com princípios, programa e forma de funcionamento próprios. Além do trabalho organizado de luta por moradia o MTST mobiliza pessoas em bairros pobres organizando lutas e propondo soluções para problemas que afligem os bairros periféricos pobres. O MTST defende uma transformação profunda da forma de organização da sociedade, como única maneira de atender aos interesses dos trabalhadores. Aposta na luta direta, em especial através das ocupações de terrenos urbanos ociosos, orientada no sentido da construção de poder popular.
Apesar dos esforços governamentais, famílias sem moradia no Brasil são uma praga social muito difícil de extirpar, afinal, o déficit de moradias é enorme e os programas do governo, tímidos.

Mendincância

A praça de frente a Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, em S.Paulo é um dos redutos dos mendigos, embora, praticamente todo o centro de SP esteja tomado.

Um estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) revelou que existem cerca de 18.000 moradores de rua em São Paulo. Deles, 84% são homens com idade média de 40 anos e a porcentagem de negros também é maior.
Esta instituição busca fazer uma avaliação registrando o número de pessoas que moram nas ruas e sua distribuição pela cidade. Além disso, também colhem informações sobre a assistência que elas recebem e suas condições de vida para poder constatar o perfil socioeconômico dessas pessoas que acabam se tornando invisível aos olhos do resto da população.
Os moradores de rua não participam do censo do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Geografia e Estatística (IBGE) pois, não possuem residência e na maioria das vezes nem mesmo R.G.
No primeiro registro feito pela FIPE em 2000, foram constatados 8.088 moradores de rua, sendo que 4.395 passavam as noites na rua e 3.693 em albergues. A segunda pesquisa foi feita em 2003 e constatou 10.399 pessoas, sendo que 4.213 dormiam nas ruas e 6.186 em albergues. Em 2005 o número de desabrigados já estava por volta de 13.000
A maior parte de desabrigados está concentrada no centro de São Paulo mas a grande maioria busca trabalhar como catador de recicláveis buscando alguma maneira de sobreviver..
É muito importante ressaltar esses dados para que haja um planejamento de inclusão onde essas pessoas que vivem uma realidade tão cruel tenham alguma chance de resgatar sua dignidade e voltar a fazer parte do convívio social.

3895 – Reforma Agrária – O MST


O governador se SP Geraldo Alkmim vem cobrando mais empenho do governo federal, depois que o clima esquentou com invasões no Pontal Paranapanema, extrmo oeste do estado de Pernambuco. É o estado que concentrava o maior número de movimentos sem terra:14 e a todo momento, dissidentes iniciavam novos movimentos, dificultando intermediações.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também conhecido pela sigla MST, é um movimento social brasileiro de inspiração marxista e do cristianismo progressista (teologia da libertação), cujo objetivo é a realização da reforma agrária no Brasil.O MST teve origem na década de 1980. Defendem eles que a expansão da fronteira agrícola, os megaprojetos, dos quais as barragens são o exemplo típico – e a mecanização da agricultura contribuíram para eliminar as pequenas e médias unidades de produção agrícola e concentrar a propriedade da terra.
Paralelamente, o modelo de reforma agrária adotado pelo regime militar priorizava a “colonização” de terras devolutas em regiões remotas, tais como as áreas ao longo da rodovia Transamazônica, com objetivo de “exportar excedentes populacionais” e favorecer a integração do território, considerada estratégica. Esse modelo de colonização revelou-se, no entender do movimento, inadequado e eventualmente catastrófico para centenas de famílias, que acabaram abandonadas, isoladas em um ambiente inóspito, condenadas a cultivar terras que se revelaram impróprias ao uso agrícola.
Nessa época, intensificou-se o êxodo rural-abandono o campo por seus habitantes-, com a migração de mais de 30 milhões de camponeses para as cidades, atraídos pelo desenvolvimento urbano e industrial, durante o chamado “milagre brasileiro”. Grande parte deles ficou desempregada ou subempregada, sobretudo no início anos 1980, quando a economia brasileira entrou em crise. Alguns tentaram resistir na cidade e outros se mobilizaram para voltar à terra. Desta tensão, movimentos locais e regionais se desenvolveram na luta pela terra.
Em 1984, apoiados pela Comissão Pastoral da Terra, representantes dos movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores rurais e outras organizações reuniram-se em Cascavel, Paraná, no 1º Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, para fundar o MST.
Apesar de os movimentos organizados pela reforma agrária no Brasil serem relativamente recentes, remontando apenas às ligas camponesas- associações de agricultores que existiam durante as décadas de 1950 e 1960 – o MST entende-se como herdeiro ideológico de todos os movimentos de base social camponesa ocorridos desde que os portugueses entraram no Brasil, quando a terra foi dividida em sesmarias por favor real, de acordo com o direito feudal português, o que excluiu em princípio grande parte da população do acesso direto à terra. Contrariamente a esse modelo concentrador da propriedade fundiária, o MST declara buscar a redistribuição das terras improdutivas.
A Lei de Terras de 1850, ao estabelecer a compra e venda como forma padrão de aquisição da propriedade fundiária e limitando fortemente o usucapião, foi a estrutura agrária desigual herdada dos tempos coloniais. É desse marco legislativo que se valem os historiadores para dividir a história dos conflitos agrários no Brasil independente, a partir de 1850, em duas fases distintas:
A primeira fase, que iria de 1850 até 1940, é classificada como “messiânica”, pois estas lutas estavam associadas à presença de líderes religiosos de origem popular, que pregavam ideologias de cunho milenarista (inclusive com elementos sebastianistas, isto é, associados à mitologia relativa ao retorno de Dom Sebastião) e ligados ao catolicismo popular. Nesse período, um dos mais importantes movimentos foi o da comunidade de Canudos, na Bahia, liderada por Antônio Conselheiro. A comunidade permaneceu entre 1870 e 1897, quando acabou sendo arrasada por tropas federais, durante a chamada Guerra de Canudos: todas as 5.200 casas do arraial foram queimadas e a maior parte da população foi morta.
Um dos grandes problemas do movimento pela reforma agrária antes de 1964 era o fato de que a Constituição brasileira de 1946 só admitia a desapropriação de terras mediante indenização prévia em dinheiro, o que limitava fortemente tais desapropriações.
O maior esforço de impulsionar um projeto de reforma agrária foi um decreto do presidente João Goulart, no chamado Comício da Central de 13 de março de 1964, de declarar como terras públicas as faixas circundantes de rodovias federais, ferrovias e açudes — decreto este que apenas acelerou o golpe de 1º de abril do mesmo ano.
A ditadura militar, desejando enfrentar as tensões agrárias de forma controlada, emitiu, em 1965, um Estatuto da Terra que reconhecia, de acordo com a Doutrina Social da Igreja Católica, a função social da propriedade privada e permitia a desapropriação para fins de assentamento agrário em caso de tensão social, e, mais tarde, na chamada Emenda Constitucional no.1, de 1969 (outorgada pela Junta Militar que assumiu o poder quando da incapacitação do presidente Arthur da Costa e Silva) à Constituição brasileira de 1967, passou a admitir a desapropriação mediante pagamento em títulos de dívida pública. Esta legislação, muito embora tenha permanecido largamente inoperante durante a própria ditadura, daria o quadro legal para as tentativas de reforma agrária no pós-ditadura militar.
A Constituição Brasileira de 1988 revalidou o princípio da desapropriação de terras mediante pagamento em títulos públicos (que já havia sido, como já dito, admitida pela ditadura militar). No entanto, a Constituinte limitou as desapropriações às terras improdutivas, chegando à conclusão de que as grandes propriedades, desde que produtivas, estão sendo usadas para o progresso do país.
A partir do fim da ditadura militar e da retomada democrática no Brasil, os camponeses puderam se reorganizar e retomar sua luta histórica pela reforma agrária. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) surge com a ocupação da fazenda Anoni, no Rio Grande do Sul, outubro de 1985.Anteriormente, o governo estadual havia revertido uma ocupação ilegal de uma área de reserva indígena, realizada nos anos 1960, para o que reassentou os índios e expulsou os camponeses de seu assentamento, na localidade conhecida como Encruzilhada Natalino. Como reação,os agricultores deslocados, espontaneamente, decidiram ocupar a vizinha Fazenda Anoni. A partir daí, a sociedade local e a Comissão Pastoral da Terra, assim como o embrião do futuro Partido dos Trabalhadores, passam a apoiar o grupo de camponeses, que sai vitorioso. Atualmente, vivem na área, de 9.170 hectares, 460 famílias assentadas.
A organização não tem registro legal por ser um movimento social e, portanto, não é obrigada a prestar contas a nenhum órgão de governo, como qualquer movimento social ou associação de moradores. Entretanto, há o questionamento de boa parte da opinião pública brasileira de que se o MST é um movimento social e não tem personalidade jurídica, não poderia receber recursos públicos, sejam eles diretos ou indiretos, como se tem provado nos últimos anos.
O movimento recebe apoio de organizações não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a reforma agrária e a distribuição de renda em países em desenvolvimento. Sua principal fonte de financiamento é a própria base de camponeses já assentados, que contribuem para a continuidade do movimento.
O MST se articula junto a uma organização internacional de camponeses chamada Via Campesina, da qual também faz parte o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e agricultores da Europa, EUA, África, Ásia e Américas. A Via Campesina tem como objetivo organizar os camponeses em todo o mundo. Ele também está vinculado com outras campanhas nacionais e internacionais, como a Via Campesina Brasil, que reúne alguns dos movimentos sociais brasileiros do campo, e a contra a ALCA.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) analisa se as terras ocupadas são ou não produtivas. Se forem improdutivas os sem-terra podem ser assentados, ou seja, recebem a posse das terras; no caso de a propriedade rural ser produtiva, é expedida uma ordem judicial de reintegração de posse. Na maioria dos casos, os camponeses se retiram sem maiores problemas. Porém, muitas vezes o grupo se recusa a cumprir o mandado judicial de reintegração de posse, sendo desta forma desalojado através de força policial. A produtividade das terras é medida pelo Incra através do Índice de Produtividade Rural de 1980, baseado nas informações do Censo Agropecuário de 1975. Segundo o Artigo 11 da Lei Federal 8.629.
Muitos são os críticos do MST que consideram que estes assentamentos, dependentes de financiamento governamental, no que seria uma tentativa de preservar artificialmente uma agricultura de minifúndios em regime de produção familiar, economicamente inviável diante das pressões competitivas da globalização, que exigiriam o desenvolvimento do agronegócio. Em resposta, o MST aponta para o fato de que o agronegócio também tem dependido de condições artificialmente favorecidas – fortes subsídios e créditos governamentais – para produzir frequentemente em condições ambientalmente insustentáveis, ecologicamente danosas e socialmente excludentes. Em contrapartida, o movimento ressalta os ganhos políticos e sociais decorrentes da inserção produtiva de seus assentados.
No dia 10 de dezembro de 2009, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ofereceu ao MST o prêmio ‘Centenário Dom Hélder Câmara’, por sua defesa dos Direitos Humanos e na organização da luta das mulheres pela Reforma Agrária e Soberania Alimentar. A militante Nívia Regina recebeu o prêmio em nome do Movimento. No mesmo dia, o MST também recebeu a ‘Medalha de Direitos Humanos Dom Helder’ em homenagem na Câmara Municipal na cidade de Olinda, Pernambuco.
Saques – Medidas radicais contra o sistema
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão da CNBB ligado à invasão de terras e ao MST, é a favor também dos saques. O bispo D. Tomás Balduíno, presidente da CPT, ao participar da 8ª Romaria da Terra e da Água, do Piauí, afirmou: “A CPT apóia os saques sim”. Para ele, realizar saques “é uma maneira de forçar a partilha dentro de um sistema concentracionista, cruel e autoritário”.
Aproveitou ainda para criticar o Poder Judiciário: “O medo criminalizou a luta pela terra e se tornou caso de polícia. Hoje a Justiça apóia cada vez mais o latifúndio e as medidas repressivas do Governo” (JB Online, 30-7-02).

3894 – Brasil de ☻lho nos Asteroides


Um observatório astronômico construído no sertão nordestino para rastrear asteroides que ameaçam a Terra entrou em operação e já acompanha seus primeiros objetos, afirmam os coordenadores do projeto.”Na semana passada, conseguimos, pela primeira vez, controlar o telescópio via internet, do Rio”, disse Daniela Lazzaro, líder científica do esforço e astrônoma do Observatório Nacional.
Ela falou durante a 36ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindoia (SP).
O projeto Impacton (sigla “esperta” para Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional) foi proposto em 2002.
Mas só em março deste ano o telescópio, em Itacuruba (interior de Pernambuco), fez sua primeira observação.
Os cientistas alegam que a rigidez das regras para o gasto das verbas atrapalha.
“Para construir um muro que seja, no meio do nada, é difícil conseguir uma empresa disposta a fazer, que dirá entrar numa licitação.”
Para montar o telescópio de um metro, o grupo brasileiro levou o mesmo tempo que uma organização internacional planeja para erguer um de 40 m.
Agora que o telescópio pode ser controlado pela internet, não será preciso enviar equipes do Rio em expedições de observação. A quantidade de dados coletados deve aumentar.
O objetivo do Impacton é acompanhar bólidos recém-descobertos por outros grupos. “Cerca de 70% dos novos asteroides são imediatamente perdidos”, diz Lazzaro. “É feita uma estimativa da órbita, conclui-se que o asteroide não vai colidir com a Terra e ele é abandonado. Mas essa órbita determinada às pressas é imprecisa.”
A meta da equipe é criar uma base de dados robusta sobre NEOs (Objetos Próximos à Terra, em inglês).
O grupo ainda está calibrando os instrumentos, mas já tem histórias para contar.
“Em 11 de abril, um astrônomo amador da Inglaterra encontrou um objeto. Ele chegou a estar a 525 mil km de nós”, conta Lazzaro. “O bichinho andava numa velocidade muito grande, foi um ótimo teste para nós.”
Mais de 500 imagens do objeto foram obtidas, e a análise está em andamento.
“O perigo apresentado por um asteroide não pode ser resumido pelo tamanho e se está ou não em rota de colisão”, explica Lazzaro. “Sua composição e o fato de ser poroso ou não podem influenciar no estrago que ele pode causar.”

3893 – Ouro e platina vieram do espaço


Folha Ciência

Pelo menos é o que afirma um grupo de cientistas britânicos.
Os pesquisadores da Universidade de Bristol chegaram à conclusão após analisar amostras de algumas das pedras mais antigas do mundo, na Groenlândia.
Segundo eles, os isótopos encontrados nessas formações – átomos que identificam a origem e idade dos materiais – são claramente diferentes daqueles que se originaram na Terra.
Isso confirmaria a teoria de que os metais preciosos que usamos hoje chegaram ao planeta em uma violenta chuva de meteoros quando a Terra tinha apenas 200 milhões de anos.
“Nosso trabalho mostra que a maior parte dos metais preciosos nos quais se baseiam nossas economias e muitos processos industriais foram adicionados a nosso planeta por coincidência, quando a Terra foi atingida por cerca de 20 bilhões de toneladas de material espacial”, diz Mathias Willbold, que liderou a pesquisa da Universidade de Bristol.
ESTOQUE ORIGINAL
Durante a formação da Terra, o planeta era uma massa de minerais derretidos, que era constantemente atingida por grandes corpos cósmicos.
O centro da Terra foi criado a partir de metais em estado líquido que afundaram.
De acordo com os cientistas, a quantidade de ouro e outros metais preciosos presente no coração do planeta seria suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de quatro metros de profundidade.
A concentração de todo o ouro e outros metais no centro do planeta deveria ter deixado as camadas externas da Terra praticamente livres da presença desses materiais, por isso a origem do ouro que exploramos na superfície e no manto terrestre (a camada imediatamente abaixo da crosta terrestre) já havia sido motivo de especulações no mundo científico.
TECNOLOGIA
O estudo publicado na revista científica Nature foi o primeiro, segundo os pesquisadores, a conseguir realizar as medidas isotópicas com a qualidade necessária para descobrir que os metais preciosos vieram do espaço.
Os cientistas dizem que estudos futuros podem tentar descobrir mais sobre os processos que fizeram com que os meteoros que atingiram a Terra se misturassem ao manto terrestre.
Em seguida, processos geológicos formaram os continentes e concentraram os metais preciosos nos depósitos de minerais que são explorados hoje.