3822 – Jango e a Revolução de 1964


Presidente Costa e Silva

Antes que ele chegasse a Brasília o Congresso havia aprovado uma emenda à Constituição, restringindo os poderes do presidente e instaurando o Parlamentarismo como forma de superar o veto militar à posse de Jango. Um plebiscito ficou previsto e marcado para 1963. Tal plebiscito deu arrasadora vitória a Jango, com 11 milhões de votos, contra o Parlamentarismo, de um total de 18 mil. A crise político-militar viu-se agravada com o comício da Central, quando se assinaram os decretos de desapropriação das refinarias e das terras, ao longo das estradas para a Reforma Agrária. Com a união do Exército, Marinha e Aeronáutica, a revolução estava deflagrada. O senador Moura Andrade reuniu o Congresso e declarou vaga a presidência da República; os governadores reunidos escolheram o general Castelo Branco para presidente do 1° governo revolucionário, empossado a 15 de abril, com a cassação de centenas de mandatos e direitos políticos entre os quais, os do ex-presidente JK. Em 24 de janeiro de 1967, após uma reunião promulgava-se a 5ª Constituição da República com 189 artigos. E a 15 de março daquele ano o general Costa e Silva tomara posse e que não chegaria ao fim.
Sob o governo Costa e Silva foi promulgado o AI-5, que lhe deu poderes para fechar o Congresso Nacional, caçar políticos e institucionalizar a repressão e a tortura, sendo que no seu governo, houve um aumento significativo das atividades subversivas e de guerrilha visando combater o golpe militar de 1964, o regime militar por ele instalado e implantar um regime comunista, com o apoio da antiga União Soviética e Cuba.

Os meses de agosto sempre haviam sido de mau agouro na política brasileira e em 1968 não seria diferente.
Um discurso pronunciado pelo deputado Márcio Moreira Alves foi tido como altamente ofensivo às Forças Armadas, cujos ministros passaram a exigir licença para processá-lo.
Em 13 de 1968 foi editado o AI-5, com o fechamento do Congresso, a prisão de JK, Carlos Lacerda e numerosos políticos parlamentares; em agosto do ano seguinte o presidente Costa e Silva começou a sentir os primeiros sintomas de uma trombose, que o afastaria do governo, cujo o vice-presidente foi impedido de assumir o governo pelos militares.