3746 – Música – Rita Coolidge


(Lafayette, Tennessee , 1 de Maio de 1945) é uma cantora e atriz norte-americana. Começou a sua carreira como membro de coros de artistas como Joe Cocker , Eric Clapton e Leon Russell. Foi uma cantora muito famosa na década de 1970 e na década de 1980. Foi casada com Kris Kristofferson de 1973 até 1980, quando se separaram.
“We’re All Alone” foi a canção mais executada na novela O Astro, de 1977, onde era o tema de amor dos personagens Lili e Márcio, interpretados por Elizabeth Savalla e Tony Ramos. A canção e o álbum Anytime Anywhere atingiram o top 10 da Inglaterra, Canadá, Estados Unidos e Portugal.
A cantora marcou presença em outras trilhas sonoras de novelas brasileiras. “Love Me Again” foi tema de Sinal de Alerta, no ano seguinte. Ainda em 1978, “You” apareceu na novela Pecado Rasgado. Em 1980, “I’d Rather Leave While I’m In Love” fez parte da trilha da novela Chega Mais.
Em 1983, a sua canção All time high fez parte da trilha sonora do filme Octopussy, décimo terceiro filme James Bond. “All Time High” foi tema da novela Eu Prometo, de 1983.
Outra sua canção Love came for me fez parte da trilha sonora do filme Splash (1984).
Em 1997, Coolidge foi um dos membros fundadores da banda Walela, álbuns entre 1997 e 2000. Walela significa em cherokee Colibri, já que os três integrantes são descendentes da tribo Cherokee.
Em 2004 produziu uma antologia de todos os seus sucessos intitulada Delta Lady — The Rita Coolidge Anthology.
Em 2006, percorreu o Reino Unido num espectáculo intitulado Once a Lifetime Country, dedicado à música country, com Don Williams e Kenny Rogers.

3745 – Geografia – Nairóbi, a capital do Quênia


Centro financeiro

Nairobi é a capital e maior cidade do Quénia. Localiza-se a cerca de 1.700m de altitude, no sul do país, na Área Administrativa de Nairóbi. Tem cerca de 3.1 milhões de habitantes e é o centro de uma rica região agrícola (café, chá e criação de gado) e industrial. Está ligada ao porto de Mombaça por ferrovia. Foi fundada em 1899, substituindo Mombaça como capital do Protectorado Britânico da África Oriental em 1905. Tem duas universidades. O Parque Nacional de Nairobi atrai turistas de todo o mundo.
Em, 1899, os britânicos, que haviam iniciado a colonização do leste da África, construíram em Nairobi um terminal ferroviário e fizeram da cidade a capital da província de Ukamba. Até então Nairóbi era apenas uma planície semideserta, com uma bela vista para o Pico do Kilimanjaro. Em 1905 tornou-se a capital do protetorado britânico da África Oriental, em substituição a Mombaça. Como centro administrativo. Nairóbi atraiu muitos imigrantes da área rural do Quénia e tornou-se numa das maiores cidades da África tropical. Declarada município em 1919 e cidade em 1954. Permaneceu como capital após a independência do Quênia, em 1963.
Em Nairóbi localiza-se o maior parque industrial do Quénia. A indústria ferroviária é a principal geradora de empregos do setor, mas há ainda fábricas de bebidas, cigarros e alimentos industrializados.O turismo tem grande importância econômica para a cidade. Os produtos agrícolas produzidos na região que circunda Nairóbi são transportados para o porto de Mombaça para exportação.
Nairóbi desempenha ainda importante papel na comunidade dos países da África Oriental. É bem servida por rodovias e ferrovias que a ligam a Mombaça, à Tanzânia, ao lago Vitória e a Uganda.O aeroporto Jomo Kenyatta, a 15 quilómetros da cidade, é um dos maiores da África.
Um dos problemas que comprometem a economia e as condições de vida do país é a escassez de água, causada pela seca e desmatamento. Três do quatro rios que abasteciam a represa Ndakaini secaram. Em 2009, o problema foi acentuado pelo desvio ilegal da água que serviria a cidade para fazer a irrigação de fazendas. Por isso, toda a população, mesmo a de bairros nobres, teve de comprar água para suportar o racionamento.
Localiza-se a uma latitude 1°17 ao sul e uma longitude de 36°49 ao leste. Situa-se na região Centro-Sul do país, num planalto de 1662m de altitude, a 480 quilómetros de Mombaça (principal porto marítimo do Quénia).
Clima
Seco a maior parte do ano, os únicos meses chuvosos são Abril, Maio e Novembro. Chove aproximadamente 66 milímetros por ano. Abril é o mês mais chuvoso da cidade, enquanto julho é o mais seco. A diferença da temperatura média entre o inverno(18 °C) e o verão(20 °C) é pequena, devido a sua localização próxima a Linha do Equador e em uma altitude elevada. O mês mais quente é Março, com a média de 22 °C.
Conta com Universidades, museus de histórias naturais, bibliotecas, teatros e galerias de arte. Alguns destaques são: Grande Mesquita e o Parque Nacional de Nairóbi, que é uma reserva natural perto da cidade. Outros destaques são construções de edifícios, que são muito bonitos e iluminados, deixando a cidade iluminada à noite, e também pela arquitetura de suas casas.
A cidade ganhou esse nome a partir de um poço conhecido como “Enkare Nairobi”, que significa água fria, na língua masai, habitante original do território.
Nairóbi apresenta um aspecto dinâmico e moderno, com praças e ruas largas.
A população é composta de várias etnias negras e ínfimas minorias de origem inglesa e indiana. Em 1979 tinha 828.000 habitantes, em 2008 provavelmente mais de 1,5 milhão, dos quais 800 mil moram na Favela Kibera, a maior da África.

Favela Kibera, a maior da África

3744 – O que é a síndrome da retração peniana?


A enganação de que o pênis está desaparecendo bate em alguns homens desde que o mundo é mundo. Os primeiros casos foram documentados na China por volta de 300 a.C. E não pararam até hoje. A coisa geralmente começa quando o sujeito vai fazer xixi num dia frio, por exemplo, e percebe que seu pênis diminuiu de tamanho (coisa normal, causada pela contração dos vasos sanguíneos). Petrificado com o encolhimento, o sujeito chega a usar cordas e pequenos pesos para fazer o órgão voltar ao tamanho natural. Pior ainda é quando o cidadão divide o problema com os amigos e acaba transformando sua paranóia num problema de saúde mental pública. Em 1967, por exemplo, centenas de homens de Cingapura correram para os hospitais certos de que seus pirulitos estavam à beira da morte. E na África a coisa vai ainda mais longe. Em vários países de lá é comum a crença de que feiticeiros podem roubar bingolins com um simples aperto de mão. Há apenas 4 anos, uma “bruxa” quase acabou linchada na Nigéria por esse “crime”.
A síndrome, aliás, também bate em lugares onde a educação é menos sofrível. Existe até um caso documentado no Brasil. “O paciente tentou se matar depois de se convencer de que seu pênis estava desaparecendo”, diz o psiquiatra Leandro Michelon, da USP. Até hoje, felizmente, nunca houve um sumiço real.

3743 – Mega Byte – Se a Internet parasse totalmente de funcionar?


Energia, telecomunicações e tecnologia: a internet foi capaz de juntar tudo isso na tela do computador”, diz Bob Wollheim, investidor de empresas de tecnologia. “Perder a habilidade de se comunicar com facilidade, ainda que por pouco tempo, significa retardar o nosso crescimento. Em vez de avançar, estaríamos ocupados em reatar o que já existia”, diz Ricardo Chisman, sócio da consultoria em tecnologia Accenture. “Mas é tão improvável, que nenhuma empresa prevê algo parecido em seu gerenciamento de riscos.”
O caos seria temporário, mas afetaria a totalidade da população do planeta. “A penetração da web chega a 70% nos países ricos, justo aqueles que mais influenciam as compras e vendas do comércio mundial”, diz a especialista em redes de computadoresTereza Cristina Carvalho, da USP. Se a queda persistisse por mais de uma semana, aí, sim, passaríamos por uma adaptação penosa. Klaus Kleinfeld, presidente da Siemens, chegou a declarar numa conferência que isso não é impossível: “Tudo o que se precisa para derrubar a internet é um computador e uma mente doentia que saiba como a rede trabalha”.
Funciona assim: o controle do tráfego é feito por 13 máquinas principais e outras 1 000 interligadas pelo globo por cabos submarinos. Essas estações secundárias fazem cópia da informação armazenada nas principais e podem substituí-las a qualquer momento. Por isso, é mais fácil derrubar o sistema com um vírus do que bombardeá-lo fisicamente. “O que torna a internet tão vulnerável é a popularização das conexões rápidas, com micros desprevenidos ligados o tempo todo em rede”, afirma KC Claffy, diretora da Associação Cooperativa para Análise de Dados da Internet (CAIDA, na sigla em inglês). Foi essa característica da rede que permitiu, por exemplo, que em 2003 o vírus Slammer infectasse 75 mil computadores em 10 minutos, incluindo os servidores do Bank of America.
Efeitos imediato
Haveria impacto elevado para serviços públicos, como é o caso da Receita Federal, que hoje depende da rede, seja para expedir cópias de declarações seja para controlar as importações e exportações do Brasil. A suspensão de reservas de passagens e do controle do tráfego aéreo é cogitada, pois a maioria das torres usam a web para a troca de dados. A telefonia – incapaz de processar tantas ligações – também entraria em colapso.
• O impacto não será tão grande, e o setor terá condição de se renovar e seguir funcionando.
• Setor buscará antigas para normalizar seu funcionamento.
Efeitos a partir de uma semana
Os governos dos países precisariam interferir nos negócios das empresas e coordenar um projeto de investimentos em infra-estrutura, parecido com o que acontece em casos de desastre natural ou pandemia. Ninguém sabe, por exemplo, se faltará dinheiro em papel devido ao aumento da demanda. Como comprar comida se ninguém tem dinheiro? Quem vai fornecer os mantimentos?
• Intercâmbio de tecnologias com outras áreas será fundamental.
IMPRENSA
Efeitos imediatos
A mídia teria um papel fundamental, especialmente a TV: acalmar a população e não estimular o pânico. “Ela ajudaria a propagar as decisões dos governos quando todo mundo estaria ávido para saber o que fazer”, diz Claffy.
• Setor desempenhará um papel crucial na sociedade sem internet.
Efeitos a partir de uma semana
O mundo das notícias, claro, ficaria bem mais lento. Antes da web, os jornalistas só tinham acesso aos dados do exterior que o jornal mesmo comprava. “Depois do choque de democratização da informação, como voltar a depender apenas da grande imprensa, sem nenhunzinho blog pra contestar? E onde publicar nossas idéias e fotos?”, diz Wollheim.
• Setor precisará recomeçar do zero.
BANCOS
Efeitos imediatos
Com a paralisação do internet banking, só no Brasil são 26 milhões de correntistas que teriam de enfrentar tumultos e filas quilométricas nas agências e nos caixas eletrônicos. Fora o atraso em um ou outro pagamento, não haveria colapso da atividade econômica, pois as agências se comunicam por uma rede interna privada (que não precisa passar pela web) e uma parte é atendida por satélite.
• O impacto não será tão grande, e o setor terá condição de se renovar e seguir funcionando.
Ffeitos a partir de uma semana
“Os bancos precisariam construir novas agências e colocar mais máquinas e pessoas para trabalhar”, diz Tereza Cristina. Clientes mais abonados poderiam até receber do banco dispositivos que ligassem seus computadores aos da agência mais próxima.
• O impacto não será tão grande, e o setor terá condição de se renovar e seguir funcionando.
• Setor buscará antigas para normalizar seu funcionamento.
ECONOMIA
Efeitos imediatos
As empresas mais afetadas seriam aquelas que atuam e têm clientes no mundo todo. Pelos menos metade delas, após uma interrupção duradoura da internet, poderiam não voltar a operar. Quanto às economias nacionais, correm mais riscos aquelas capazes de comportar e gerar mais tráfego na rede, como Coréia do Sul, Japão, Alemanha e EUA. É que, quanto maior a largura de banda, maior a disseminação dos vírus.
• Setor paralisado.
Efeitos a partir de uma semana
As finanças da Califórnia (EUA) e da Coréia do Sul estariam na lista daquelas que entrariam em colapso. A Coréia, por deter o maior número de empresas usuárias de banda larga. A Califórnia, por concentrar 70% das companhias voltadas à tecnologia, especialmente internet.
• Setor paralisado.
DADOS VIRTUAIS
Efeitos imediatos
Existem dados que só ficam guardados em servidores da web. As empresas costumam guardar cópias desses conteúdos em discos físicos, mas a gente não. Ficaríamos, portanto, sem as nossas fotos publicadas em fotologs, mensagens de serviços de correio como Gmail e Yahoo, e contatos do orkut e do MSN. Estima-se que 10 milhões de gigabytes de dados (equivalentes a 830 mil filmes de longa-metragem) circulam diariamente na rede.
• Setor paralisado.
Efeitos a partir de uma semana
Se esses dados sumirem para sempre, não há o que fazer e nem a quem reclamar. “Os contratos que as pessoas não lêem, mas aceitam, livra as companhias de supostas indenizações por falha de serviço”, diz Patrícia Pack, advogada especialista em direito digital.
• Ineditismo da situação obrigará a pesquisa de soluções igualmente inéditas.

3742 – O que o rato tem a ver com o computador…?


Rato
Infestou todas as cidades da Europa no século 14 e espalhou a peste negra, que dizimou um terço da população do continente. Não satisfeito, o roedor abalou mais uma vez o curso da história ao causar a Grande Praga de Londres (1665–1666). A epidemia fechou as universidades inglesas e mandou para casa o jovem físico…
Isaac Newton
Sem nada melhor para fazer em sua cidade natal, Woolsthorpe, o rapaz de 23 anos pegou seus livros, trancou-se no quarto e realizou uma façanha quase sobrenatural: reformulou, em apenas 18 meses, toda a física. Nesse período, Newton descobriu as leis da ótica, a Teoria da Gravitação Universal e, de quebra, criou uma das ferramentas mais importante da matemática: o…
Cálculo
Pense na escultura mais complexa que você já viu. Foi só com o cálculo que os matemáticos se tornaram capazes de dimensionar algo tão difícil quanto o volume dela, por exemplo. O poderoso método fez tanto sucesso que alavancou a publicação de centenas de livros sobre o tema. Um deles foi escrito, em 1859, por um grande admirador de Newton, o matemático inglês…
George Boole
Ele desenvolveu, nos últimos capítulos de seu livro sobre equações diferenciais, uma idéia revolucionária demais para ficar restrita aos matemáticos: o código binário, linguagem lógica composta apenas dos números 1 e 0. Mas a sacada de Boole só saiu do papel em 1937, quando o engenheiro Claude Shanon resolveu usá-la na construção de circuitos eletrônicos. Funcionou. Resultado: a nova linguagem foi parar dentro do…
Computador
Ele já existia desde o século 19, mas só se tornou viável quando aprendeu a usar a nova língua. As válvulas pesadas foram aposentadas pelos transistores nos anos 50. E ele só virou a coisa onipresente que é hoje depois de ter ganho um companheiro inseparável nos anos 80: o mouse (ou rato, como é conhecido em Portugal).

3741 – Física – Enxergando o quase nada


A 1 000 metros de profundidade, em uma antiga mina nos alpes japoneses, está este tanque com mais de 50 milhões de litros de água pura. É o laboratório Super-Kamiokande. Ele foi inaugurado em 1996 para estudar os neutrinos, partículas tão minúsculas que 60 bilhões delas atravessam cada centímetro da sua pele todos os segundos. Em 2001, uma operação de manutenção como esta gerou uma onda de choque que destruiu metade do aparelho. A reforma só acabou no mês passado. As 11 200 bolhas são aparelhos que detectam a minúscula quantidade de luz que os neutrinos geram ao colidirem com a água. Essa técnica permitiu verificar em 1998 que essas partículas têm massa, algo em discussão na época. Agora é hora de revelar ainda mais mistérios sobre elas.

3740 – Se… a espécie humana desaparecesse da Terra?


Após 4 a 20 anos… …Os animais domésticos voltariam ao estado feral.
Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.
Após 20 anos… …O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo.
Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.
Após 70 anos… …A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum.
Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.
Após 300 anos… …A temperatura média global começaria a cair.
O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).
Em até 1 000 anos… …Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”.
O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.
Após 1 000 anos… …As construções apodreceriam até sumir.
Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.
Após 5 mil anos… …A Mata Atlântica engoliria são paulo.
Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.
Após milhões de anos… …O petróleo abundaria.
O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.
Fonte: USP

3739 – Como surgiu? o filtro solar e o chiclete


O filtro solar
Os gregos antigos já tentavam se proteger do sol besuntando a pele com azeite, mas isso só resultava numa leve fritura. Só em 1944 surgiu o primeiro filtro solar eficiente – e o estopim da invenção foram as queimaduras que os soldados aliados sofriam nos campos de batalha da 2ª Guerra Mundial.
O chiclete
A goma de mascar mais antiga data de 7000 a.C.: é um naco de resina de árvore achado na Suécia, cheio de marcas de dentes humanos. O inventor do chiclete moderno foi o fotógrafo americano Thomas Adams, que decidiu adicionar sabores à resina do sapotizeiro, rica em látex.

Como fazer um hambúrguer na Lua? Pegue células de vaca, adicione proteína e tempere com esteróides a gosto. Deu vontade? Se sim, você pode ser o 1o cliente do biólogo Vladimir Mironov. Como nem a Nasa engoliu a receita, o criador da idéia tenta um financiamento com redes de fast food.

3738 – Quais são as comidas mais caras do mundo?


O preço de um prato não tem limite quando você combina os ingredientes comestíveis mais raros com uma cara-de-pau de imprimir cifras de 5 dígitos na coluna direita do cardápio. Até um hambúrguer pode custar 11 mil reais! Mas o que faz uma comida valer quantias absurdas? A dificuldade para se obter um ingrediente da natureza, o custo e a duração do processo de fabricação são fatores determinantes. Também há relação entre oferta e procura – algo de custo relativamente pequeno pode encarecer quando é produzido em escala muito reduzida para a demanda. Aos pratos de restaurantes, junta-se ainda o cachê de um bom chef de cozinha e as despesas que um estabelecimento tem para se manter funcionando (do manobrista aos lustres de cristal).
Outro ponto a ser lembrado é a quantidade em que um ingrediente é usado em uma receita. Ninguém come meio quilo de caviar de uma vez, mas não dá para dizer o mesmo do bife wagyu. O que custa uma fortuna no atacado pode não sair tão caro na conta final. O açafrão iraniano, por exemplo, custa 17 mil reais o quilo – porém seu aroma é tão forte que uma porção de 1,50 real basta para temperar um prato para dois.
Ao lado listamos mais alguns ingredientes de uma listinha de compras digna da Paris Hilton. Alguns itens, como o foie gras e o caviar, são objeto de intenso debate sobre a licitude de seu consumo.
Tempêros
Vinagre Balsâmico
Envelhecido por 75 anos
Quanto custa: R$ 5 mil o litro.
Essa jóia vem da cidade de Módena, no norte da Itália, e é feita com suco de uva envelhecido em barris de madeira. Diferentemente do balsâmico encontrado no supermercado, não leva vinagre de vinho.
Flor de sal defumada
Quanto custa: R$ 375 o quilo.
Mais de 400 vezes mais caro que o sal de mesa comum, esse sal guarda o sabor dos minerais e das algas do mar da Normandia, França. Os cristais, sempre em pequenas quantidades, são defumados em barris de carvalho anteriormente usados no envelhecimento de vinhos.
Pratos prontos
Torta Golden Bon Vivant
Quanto custa: R$ 33 mil.
A torta, servida num hotel de Lancashire, Inglaterra, pesa 8 quilos e é recheada com carne de Kobe, trufas e cogumelos matsutake. O preço inclui um molho feito com vinho Château Mouton Rothschild 1982 e duas garrafas de champanhe.
FleurBurger 5000
Quanto custa: R$ 11 mil.
Este hambúrguer de Las Vegas tem carne de Kobe, foie gras e trufas negras. Em vez de refri e fritas, acompanham o sanduba uma garrafa de vinho francês Château Pétrus 1990 e uma taça de cristal italiano – que é entregue em sua casa após o jantar.
Cogumelos
Trufa branca
Quanto custa: R$ 14 mil o quilo.
Encontrada nos bosques de Alba, Itália, ela é um cogumelo subterrâneo que cresce em simbiose com raízes de algumas árvores. Para encontrá-los, é necessária a ajuda de cães ou porcos farejadores.
Deces
Trufa Madeleine
Quanto custa: R$ 16 mil o quilo.
O chocolate da trufa da marca americana Knipschildt tem 70% de cacau gourmet francês Valrhona. O bombom é recheado com trufas negras (o cogumelo, não o chocolate). Madonna ganhou uma versão especial do docinho com sua inicial.
Carnes
Foie Gras
Quanto custa: R$ 250 o quilo.
Alvo preferencial dos ativistas de direitos animais, o fígado gordo de pato ou ganso (o mais valorizado) é obtido pela alimentação forçada da ave. A ração à base de amido é empurrada goela abaixo para inchar o fígado e aumentar em até 50% seu nível de gordura.
Carne Kuroge Wagyu
Quanto custa: R$ 2 200 o quilo.
Criado na região de Kobe, Japão, esse bife vem de um bovino que só come grãos e é mimado até a morte (literalmente). O ruminante japonês passa seus dias bebendo cerveja, recebendo massagem e ouvindo música. Tudo isso para garantir uma carne com maciez e sabor inigualáveis.
Peixes
Almas Golden Caviar
Quanto custa: R$ 51 500 o quilo.
Esse caviar iraniano são as ovas retiradas de esturjões beluga de cerca de 100 anos de idade. A embalagem da iguaria é feita de ouro (só para constar: no dia do fechamento desta nota, o metal atingiu a cotação máxima de 45 mil reais o quilo).
Barriga de atum gordo
Quanto custa: R$ 4 400 o quilo.
O hon-maguro, atum de mais de 150 quilos, é morto ainda no mar, a 50 metros de profundidade, para não ter tempo de se debater. O toro, corte mais nobre, é uma parte da barriga que lembra bacon. Um sashimi com 10 gramas é vendido por cerca de R$ 90 nos restaurantes de Tóquio.

3737 – O verdadeiro Sistema Solar



Descobertas mostram que o sistema solar tem mais de 60 planetas.
Novas teorias mostram que pode haver mais de 60 planetas na órbita do Sol – parte deles, maior que a própria Terra. Enquanto isso, querem rebaixar Plutão para a segunda divisão do Sistema, junto com um monte de astros descobertos nos últimos anos.
Antes eram 9 planetas e pronto. Só que, de uns anos para cá, intrusos com apelidos do naipe de Xena, Papai Noel e Coelhinho da Páscoa apareceram. Não é piada: esses são nomes provisórios de astros que têm tamanho comparável ao de Plutão, e que ninguém tinha detectado. Só que tem mais: deve haver um bocado de outros corpos assim nas fronteiras geladas do sistema solar.
E agora? Bom, um encontro de astrônomos em agosto vai decidir. Nem o “rebaixamento” de Plutão para a categoria de planetóide está descartado. Cada vez mais os cientistas estão percebendo que o cinturão de Kuiper, a região onde ele fica, é um zoológico de corpos pequenos e gelados, cuja composição os torna mais parecidos com cometas do que com planetas para valer. Entre rebaixar Plutão e aceitar dezenas de novos planetas, alguns astrônomos propõem criar várias categorias de astro. Com isso, passaríamos a ter planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), jovianos (gigantes feito Júpiter) e transnetunianos (Plutão e a rapa). Enquanto a decisão não vem, saiba um pouco mais sobre o sistema solar que nem os astrônomos conheciam.
Plutão
Diâmetro: 2 306 km.
Distância do Sol: 40 vezes mais longe que a Terra.
Há quem proponha usar o tamanho do astro como “nota de corte” para definir o que é um planeta. Outros querem que o sistema solar acabe oficialmente no gigante Netuno, já que há vários corpos quase iguais a Plutão, 6 vezes menor que a Terra, na periferia do sistema solar.
Novos planetóides
Diâmetro: De 1 200 km a 2 000 km.
Distância do Sol: De 42 a 51 vezes mais que a Terra .
A família de Plutão é das grandes. Nos últimos 12 anos, descobriram mais de 800 asteróides de gelo na vizinhança do planetinha. E mais recentemente encontraram coisas bem grandes por lá, como os “quase-planetas” Quaoar (1 200 km), Coelhinho da Páscoa (2 000 km) e Papai Noel (1 500 km).
Sedna
Diâmetro: 1 800 km.
Distância do Sol: De 86 a 900 vezes mais longe que a Terra.
Descoberto em 2003, é o xodó dos astrônomos. Sedna chega a ficar 22 vezes mais longe que Plutão na sua caminhada em torno do Sol (hoje está só 2duas vezes mais distante). E ninguém esperava achar algo parecido com um planeta nesses cafundós.
Nuvem de Oort
Eis a última fronteira do sistema solar. É um reservatório imenso de cometas. Somados, eles teriam massa até 100 vezes maior que a da Terra. Ela começa numa distância 500 vezes maior que a de Plutão, e termina a uns 5 trilhões de km daqui. Tão longe que a luz do Sol leva 7 meses para chegar lá. E chega tão fraquinha quanto a de qualquer outra estrela.
Xena
Diâmetro: 2 400 km.
Distância do Sol: 97 vezes mais longe que a Terra.
É candidato sério ao título de 10º planeta. Motivo: o astro descoberto em 2005 é maior que Plutão e tem até uma lua, apelidada de Gabrielle. A superfície dele provavelmente está coberta de metano (gás natural) congelado, e seu interior é formado por rocha e gelo.
Planetas escondidos
Diâmetro: Desconhecido.
Distância do Sol: Até 1 000 vezes mais longe que a Terra.
A órbita de Sedna dura 12 mil anos. E o astro só fica perto o bastante para ser visto da Terra por 200 anos. Só tínhamos uma chance em 60 de encontrá-lo. Alguns astrônomos, então, supõem que haja pelo menos 60 corpos assim nos confins dos Sistema. E que alguns podem ser tão grandes quanto o nosso planeta.

3736 – Iceberg artificial


Uma estrutura de 52 metros de altura, 8 andares e é um barco. Projetado por um arquiteto francês em parceria com a Nasa, o Sea Orbiter consiste num centro de pesquisas que navegará à deriva. Como um iceberg, apenas um terço da estrutura ficará acima d’água. Essa parte vai abrigar de estudos sobre a variação climática aos de correntes marítimas. O mais legal está embaixo. Por janelas enormes, os pesquisadores poderão assistir a vida marinha 24 horas por dia sem assustar ninguém. Como não tem velas e os motores serão raramente acionados, o Sea Orbiter vai passar por um objeto solto no oceano, o que atrai a fauna marinha. Os 18 tripulantes poderão sair direto da parte debaixo para a água, como numa nave no espaço. Por isso, o projeto vai ser útil para treinamento de astronautas da Nasa e da Agência Espacial Européia. Se essas instituições bancarem os 25 milhões de euros da construção, o barco deve navegar pelo golfo do México em breve.

3735 – É possível curar o câncer?


“As pesquisas são todas louváveis e há progressos, mas não acredito, para breve, em uma cura próxima de 100%. Os casos são tão diversos entre si que, muitas vezes, as semelhanças entre dois tumores de pulmão se reduzem apenas ao fato de eles estarem no mesmo lugar. Drogas antiangiogênicas, terapia genética, proteínas e vacinas continuam sendo apenas promessas.”
Christian Ottensmeler, médico-membro da Cancer Research UK, uma das mais prestigiadas ONGs de pesquisas sobre o câncer no mundo.
“O câncer tem cura. Se o paciente tomar remédios, a doença pode estacionar. Não temos a pretensão, como tínhamos no passado, de ter um remédio que possa destruir a doença de uma vez por todas, e sim de permitir que os pacientes convivam com sua doença, como fazem os diabéticos e os hipertensos.”
Fernando Medina, diretor do Centro de Oncologia de Campinas, referência nacional no diagnóstico e tratamento do câncer.
“Estamos próximos. Nosso objetivo agora é entregar ao paciente um perfil exato de sua doença, não um diagnóstico genérico. Mas esse é apenas o começo do processo – desenvolver uma droga anticâncer para ser vendida na farmácia é algo que pode levar pelo menos mais 10 anos de testes.”
Herbert Weissbach, diretor do centro de Biologia Molecular da Universidade Atlantic, na Flórida (EUA).

3734 – Acredite se Quiser – Chuva de aliens


ETs caíram do céu. Essa é a conclusão dos físicos Godfrey Louis e Santosh Khumar, da Universidade Mahatma Gandhi, na Índia. Tudo começou entre julho e setembro de 2001. Foi quando choveu vermelho em uma região do país deles . As roupas das pessoas ficaram manchadas de algo que lembrava sangue. Desde então, eles tentam entender o que provocou aquilo. E agora, em 2006, publicaram o resultado de suas pesquisas: a chuva vermelha continha células alienígenas. Células para valer, capazes de se reproduzir e tudo. “No começo pensamos que poderia ser algas ou pólen. Quando olhamos as partículas no microscópio, percebemos que elas têm o tamanho de células sanguíneas de mamíferos”, disse Godfrey à SUPER. Mas a hipótese era esquisita. Seria preciso muito sangue para provocar as 50 toneladas de partículas que os dois cientistas estimam ter caído em dois meses. Foi então que eles descobriram: poucas horas antes da primeira chuva vermelha, moradores da região ouviram um estrondo no céu. O físico acredita que o barulho pode ter sido a explosão de um meteoro. Se foi isso mesmo, as células teriam chegado de carona na rocha e se diluído na chuva. Mais: os estudos mostraram que elas são feitas de 50% de carbono e 45% de oxigênio (as células terráqueas também são ricas nesses elementos), não têm DNA e são muito machos: se reproduzem sob temperaturas de até 300 ºC. Mas esses resultados não são conclusivos. Outros laboratórios precisam comprová-los para que haja certeza. Aí, quem sabe, a ciência poderá dizer que não, não estamos sozinhos.
Só não chove canivete nesse mundão
Areia
Chuvas vermelhas não são incomuns. Em 1968, o sul da Inglaterra ficou tingido por precipitações avermelhadas. Culpa de grãos que tinham se infiltrado nas nuvens após tempestades de areia no Saara.
Sapo
Uma plantação no Kansas ficou coberta de sapos mortos em 1873. O mesmo já tinha rolado na França. Mas qualquer semelhança com o filme Magnólia (1999) é coincidência. Nesses casos, a culpa foi do vento mesmo.
Água fantasma
Em 1886, moradores da Carolina do Norte registraram chuvas sem nuvens. É que os ventos podem afastar rapidamente as nuvens durante uma tempestade. Como a água já foi lançada, chove sem nuvem nenhuma lá em cima.
Cocô
Gelo que cai do céu pode não ser o que aparenta. Em 1992, uma casa em Woodinville, Washington, foi atingida por pequenas bolas esverdeadas. Eram dejetos humanos que tinham despencado do banheiro de um avião.

3733 – Mini Glossário do Sexo


Ácido Hialurônico – Componente da substância ciagelatinosa que cimenta o tecido que envolve perifericamente o folículo de Graaf.
ACTH – Adrenocorticotrófico, hormônio pertencente a glândula hipófise, e que atua sobre as glândulas adrenais (supra-renais)
Adrenalina – Hormônio produzido pela medula das glândulas adrenais.
Adrenarca – Época em que o córtex adrenal se torna mais ativo, principalmente na produção de androgênios. Coincide com a puberdade.
Agalactia -Não produção de leite pelas glândulas mamárias.
Alantóide – Estrutura embrionária bem desenvolvida nos répteis e aves e muitos mamíferos primitivos, mas vestigial no homem.
Alvéolos mamáricos – Espaços glandulares em que o leite é secretado e de onde passa para os dutos mamáricos.
Amenorréia primária – Não aparecimento da menstruação.
Amenorréia secundária – Cessação dos períodos menstruais em que a idade não menopausica.
Analgésicos – Drogas que impedem a sensação de dor.
Analismo sexual – O mesmo que sexo anal.
Androginismo – Pequena dose de intersexualidade na mulher.
Anestésicos – Drogas que produzem insensibilidade à dor.
Anteflexão – Curvatura dianteira do útero, encontrada em 80% das mulheres.
Antrum – Cavidade cheia de líquor foliculli, que se forma dentro do folículo de Graaf, no ovário.
Apresentação cruzada – Quando o feto se apresenta com os ombros para baixo.
Apresentação de Breech -Posição normal do feto, com as nádegas para baixo.
Aréola – Pele pigmentada em torno dos mamilos dos seios.
Arrenoblastoma – Tumor no ovário, de ocorrência rara, que secreta androgênios e assim provoca a masculinização na mulher.
Artérias Helicínicas – Artérias que conduzem o sangue para os espaços cavernosos do tecido eréctil doi pênis.
Asperma -Ausência de espermatozóide no líquido seminal.
Atresia – Degeneração da maioria dos ovócitos primários.
Bolsa de Douglas – Espaço acima da vagina, delimitado na frente pelo útero e atrás pelo reto e de cada lado pelas dobras retrovaginais.
Bulbo do vestíbulo – Tecido eréctil do vestíbulo da vagina.
Canal Alantóico – Vestígio fa Alantóide no embrião humano.
Canal de Parto – Formado pela cérvix, a pelve verdadeira e as partes moles que formam a cavidade pélvica.
Canal Inguinal – Tubo existente na parede abdominal através do qual os testículos passam na descida para a bolsa escrotal. Quando o canal, que é simétrico (1 de cada lado), não se fecha depois do nascimento da criança, ali podem formar hérnias (alças intestinais para fora).
Caracteres Sexuais Secundários – Características anatômicas que distinguem o macho da fêmea, e que nada tem a ver com as células sexuais.
Carunculae Hymenales – Fragmentos do hímem após sua ruptura.
Cavidade Amniótica -Cavidade cheia de líquido salino dentro do qual se desenvolve o feto.
Células de Hilus – Ficam no interior do ovário, semelhantes as células intersticais.
Célula de Leydic – Intersticiais entre os tubos seminíferos dos testículos e que secretam hormônios sexuais masculinos.
Células de Sertolli – Em forma piramidal que se encontram entre as germinativas dentro dos tubos seminíferos e que servem para nutrir os espermstozóides em desenvolvimento.
Cervicite – Inflamação do cérvix.
Cérvix – Colo ou gargalo do útero, inserido na parte interna da vagina
17-Cetosteróides – Substâncias em cuja molécula existe 1 radical ou grupo de átomos cetônicos ligado ao átomo de carbono 17 no núcleo esteróide.

Continua

3732 – Biologia – Número de predadores cai, impactando os ecossistemas


Pesquisa conclui que espécies no topo da cadeia alimentar estão diminuindo – e isto é mais perigoso do que se pensava. As populações de espécies no topo da cadeia alimentar estão diminuindo, e muito mais do que se estimava. Segundo um estudo publicado na revista Science, este declínio pode representar um dos maiores impactos da atuação humana sobre a natureza, já que provoca mudanças negativas em vários ecossistemas do planeta.
“Há enormes implicações para todos os aspectos da ecologia, da diversidade das espécies aos efeitos sobre o ar, a água e o solo, além do surgimento de doenças humanas e da prevalência de incêndios florestais”, afirma o biólogo Tom Schoener, da Universidade da Califórnia, um dos autores da pesquisa.
O declínio no número das populações foi mais observado entre os grandes predadores, como lobos e leões na terra, baleias assassinas e tubarões nos oceanos, e grandes peixes nos ecossistemas de água doce. Porém, diminuições dramáticas também ocorreram em populações de grandes herbívoros, como elefantes e búfalos.
Este efeito é chamado pelos cientistas de cascata trófica, em que uma perda no topo da cadeia alimentar causa grandes impactos sobre outras espécies, tanto de animais como de plantas, de níveis tróficos inferiores.
Um dos exemplos citados pela pesquisa foi a diminuição de lobos no Parque Nacional Yellowstone, nos EUA. O fato alterou a população de alces, além da de algumas árvores e gramíneas, o que resultou na queda de alimento dos castores, diminuindo também a população destes. Quando os lobos foram recolocados no parque, o ecossistema se recuperou.
A partir deste e de outros exemplos, o estudo busca provar que os grandes predadores exercem ampla influência sobre as espécies que estão abaixo na cadeia alimentar, ao contrário do que a ecologia costumava pregar.

3731 – Farmacologia – Maconha para fins terapêuticos


Menos sofrimento no câncer – Um dos meios de combater a proliferação de células doentes é um coquetel de drogas. Infelizmente elas também ativam o que se chama de centro emético do cérebro, responsávelpor náuseas e vômitos e muitas vezes insurportável. O THC reduz o mal estar.
Talvez porque traz relaxamento muscular, o THC devolve o controle dos braços e das pernas das vítimas de esclerose multipla, doença que ataca o cérebro ocasionando espasmos musculares involuntários.
A perda de peso entre os portadores do HIV se deve a diarréias e a ação de diversas toxinas, entre outra causas. É agravada pela falta de apetite. O THC traz de volta a vontade de comer, combatendo a fraqueza.
Diminuição da dor – Foi descoberta uma substância da planta no início dos anos 90, que é mais eficiente que a morfina no combate a dor. É importante porque hoje, a medicina depende muito de subprodutos do ópio, como a morfina.
O excesso de pressão cqausado pelo glaucoma sobre o globo ocular torna essa doença a maior causa de cegueira em todo o mundo, inclusive no Brasil. O THC controla a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris.
Quando inalada,a droga vai para o pulmão, onde é rapidamente absorvida pelas artérias e levada ao cérebro. Erva ou capsula ingerida vai para o estômago e daí para o fígado. A parte não decompostavai para o cérebro, levando de 30 a 60 minutos para fazer efeito. O paciente de câncer toma uma cápsula antes da quimioterapia e outra no dia seguinte. O de AIDs toma uma meia hora antes das refeições. Em 1992, o governo federal suspendeu as autorizações especiais para o uso do cigarro e não admite que ele tenha valor médico. Só permite o uso controlado do THC sintético. Numa enquete médica feita na década de 90; 70% deles disseram que reconedariam se ela fosse permitida e 40% disseram aconselhar mesmo sendo ilegal.

3730 – Qual o náufrago que ficou mais tempo à deriva?


Foi o chinês Poon Lim (1917-1991), que agüentou mais de 4 meses no mar. Em 1942, o navio inglês Benlomond, do qual Lim era tripulante, afundou próximo à costa da África. Lim se atirou ao mar e achou uma jangada que vagava na correnteza. Lá dentro tinha uma lanterna, 6 caixas de biscoito, 10 latas de conserva, uma garrafa de suco de limão, 5 latas de leite em pó, barras de chocolate e 10 galões de água. Sem remos nem vela, só lhe restava esperar. E no 15o dia o rango acabou. Lim teve de improvisar um equipamento de pesca, e conseguiu fazer um anzol com uma mola da lanterna. À base de peixe cru, e estocando água da chuva, ele agüentou mais algumas semanas. Depois de algum tempo o chinês enjoou dos peixes. Aí teve a idéia de usá-los como isca para capturar gaivotas. Deu certo, e Lim passou a ter aves no menu. Quatro meses e meio depois ele percebeu que a cor do mar estava mudando de azul escuro para esverdeado. Lim estava perto da terra firme. Foi quando viu um barco. Era uma família de pescadores paraenses. Ele tinha chegado à costa brasileira. Emocionado com a história do náufrago, o patriarca da família ofereceu-lhe a filha em casamento ainda no barco. Ele recusou. Finalmente em terra, na cidade de Belém, nosso herói embarcou de volta para a Inglaterra. Foi recebido pelo rei George 6º, e ganhou a Comenda do Império Britânico. Nada mal por 133 dias à deriva.

3729 – O que aconteceria se o voto nulo ganhasse as eleições?


Os votos nulos até podem melar eleições se chegarem a mais de 50% do total, só que a Lei Eleitoral exige um novo pleito. Deve rolar outra votação entre 20 e 40 dias depois, com os mesmos candidatos. E isso vale tanto em eleições para o Executivo como para o Legislativo. Já, se os nulos chegarem na frente sem passar dos 50%, não contece nada. Num eventual 2º turno, eles também não contam. Mesmo se um candidato levar por dois votos a um, está valendo – os nulos acabam subtraídos do resultado final, do mesmo jeito que os votos em branco. A única diferença entre brancos e nulos, aliás, é justamente a chance de estes últimos invalidarem a eleição. “Em tese, o branco significa aceitação, tipo: ‘Qualquer candidato está valendo’. E o nulo é de quem diz ‘Nenhum candidato merece meu voto’”, diz o cientista político Carlos Melo, da Faculdade Ibmec São Paulo. Nos tempos pré-urna eletrônica, quando os eleitores podiam escrever na cédula, os descontentes tinham como mostrar quem “merecia” mesmo seus votos. Em 1958, por exemplo, o grande nome das eleições para vereador em São Paulo foi um rinoceronte, o Cacareco. Ele já freqüentava as colunas sociais desde a inauguração do Zoológico de São Paulo, e entrou na política pelas mãos do então bairro de Osasco, que brigava para se tornar uma cidade. O chifrudo ficou em 1º, com 100 mil votos. No Rio, 30 anos depois, foi a vez de outro ilustre mamífero: o macaco Tião. Lançada pela revista Casseta & Planeta, a candidatura do chimpanzé à prefeitura rendeu um imponente 3o lugar – foram 400 mil votos, ou 9,5% do total.

3728 – Banditismo – PCC & Cia


Houve uma época em que os criminosos eram simpáticos. Com chapéu de lado e navalha no bolso, os malandros passeavam pelas ruas cometendo pequenas transgressões, aplicando golpes e tentando ganhar a vida do jeito que desse. Ao menos era assim que o mundo do crime era visto – e homenageado – em livros, músicas e filmes. Até ladrões de casas e de jóias poderiam se tornar celebridade.
O Primeiro Comando da Capital (PCC), é uma facção criminosa nascida nas cadeias de São Paulo, aterrorizou a capital paulista a ponto de fechar lojas, parar o trânsito e, na prática, instituir um toque de recolher na cidade. Uma operação tão bem organizada que, nas piadas que circularam na capital nos dias seguintes, se dizia que, nas próximas eleições, o ideal seria não votar nem no PT nem no PSDB, mas sim no PCC, que costuma ter ações mais eficientes.
Tanto as chamadas facções criminosas como as grandes quadrilhas especializadas nas diversas atividades fora-da-lei assemelham-se muito mais a grandes corporações do mundo empresarial. Elas não disputam poder com o Estado, embora demonstrar força faça parte da sua estratégia de posicionamento. Lidam com negócios que vão do tráfico de drogas à venda de ambulâncias superfaturadas. É praticamente impossível calcular quanto cada um desses setores do crime movimenta, mas estimativas apenas sobre o tráfico de drogas apontam que este movimenta cerca de US$ 1 trilhão no mundo por ano. Pelo Brasil, grande consumidor e ponto importante de várias rotas de transporte de entorpecentes, passaria uma boa parte disso.
Nos anos 70, o crescimento econômico levou muitas pessoas a sair do campo em direção às cidades. Em 1970, 56% da população brasileira vivia em regiões urbanas. Dez anos depois, esse índice passou para 67,6% e, em 1996, já era de quase 80%. Só que, ainda nos anos 80, a situação havia mudado para essas famílias de migrantes: a economia havia enfraquecido e, evidentemente, não oferecia muitas oportunidades de trabalho ou moradia. “O problema não era só pobreza, mas também a urbanização precária, a desigualdade e a falta de chance de ascender socialmente. São questões muito mais complexas que a pobreza”, diz José Marcelo Zacchi, coordenador institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma união de ongs relacionadas a segurança.
Para muitos, ingressar na economia ilegal se tornou uma alternativa atraente. Espaços não faltavam: periferias e favelas, os terrenos que mais cresceram com a chegada de novos moradores à cidade, estavam pouco atendidos pela polícia e pelos serviços governamentais. Eram, enfim, lugares propícios para atividades criminosas.
No fim do século 19, em uma situação inusitada – o dono do antigo Jardim Zoológico de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, vendo-se diante da falência, estimulou a visitação trocando o ingresso por um papel com o nome de um dos 25 animais do parque; o animal sorteado pagava 20 vezes o preço do ingresso. Até ser proibido na década de 1890, era um jogo aristocrático, com os resultados dos sorteios publicados nos jornais. Desde então, mantém a popularidade entre as classes mais baixas graças, em parte, à facilidade na aposta, uma vez que se pode jogar qualquer quantia. Além disso, é até hoje considerado contravenção e não crime, o que ajuda os bicheiros a formar quadrilhas poderosas. Não à toa, muitos especialistas consideram que ainda hoje eles são o grupo mais representativo do crime organizado no Brasil.
Onde nascem as gangues
Da mesma forma que o crescimento da população nas cidades levou ao aumento da criminalidade, o crescimento da população nas cadeias levou à radicalização do crime. O berço das principais facções criminosas do Brasil são os presídios. Aqui, como em outros países, o melhor lugar para o crime se organizar ou aumentar seu poder é atrás das grades. “Há vários casos no mundo, inclusive de movimentos religiosos, como os islamitas americanos. É angustiante que isso apareça exatamente entre os bandidos que estão sob a tutela do Estado.
A primeira a sair dos presídios brasileiros foi o Comando Vermelho (CV), ainda na década de 1970. Posteriormente, ela teria dado origem a todas as demais grandes facções cariocas (veja quadro na página 80). Acredita-se que seus primeiros líderes tenham convivido com grupos guerrilheiros de esquerda no presídio Cândido Mendes, em Ilha Grande, Rio de Janeiro, e se inspirado neles para criar sua organização (daí o “vermelho” no nome). A princípio, eram apenas quadrilhas de ladrões tentando criar uma unidade para facilitar seu trabalho. Com a chegada das drogas, tornou-se um grupo voltado para o tráfico. A primeira conseqüência foi exacerbar dois componentes que já existiam no bicho: o terror aplicado àqueles que se voltassem contra a facção e o assistencialismo à comunidade. Houve até uma época em que o Comando Vermelho especializou-se em uma tática Robin Hood: assaltar caminhões com mercadorias e distribuir para os moradores das favelas.
Rede do crime
Estava nascido o crime organizado no país. Favelas e periferias haviam fornecido o território; os presídios deram origem à organização, aos funcionários e a um motivo de existir; as drogas trouxeram dinheiro, muito dinheiro, tanto que acabou criando um efeito cascata que estimulou várias outras redes criminosas.
À medida que aumentou o comércio ilegal de drogas, cresceram também crimes como roubo de carga, assalto a bancos, seqüestros, pirataria e contrabando. Não foi necessariamente por financiamento dos traficantes, ou por interesse deles em diversificar os negócios. Uma das formas como eles estimularam outras redes criminosas foi criando um mercado consumidor de produtos ilegais – afinal, traficar não é fácil e, como em qualquer empresa, envolve uma cadeia produtiva complicada. Daí o estímulo a redes de compra ilegal ou roubo de cargas químicas (para refino da coca, por exemplo), de tráfico de armas (para municiar os pontos-de-venda) ou de lavagem de dinheiro (para legalizar as fortunas ganhas com o tráfico). É sabido, por exemplo, que líderes do PCC e do CV trocam figurinhas, embora não se tenha definido exatamente para quê. “As facções formam cadeias de negócios”.
Como se organiza o PCC, a maior facção criminosade São Paulo
O PCC é um dos mais organizados grupos criminosos brasileiros. Influenciado pelos integrantes do CV, o grupo era, no início, um time de futebol de detentos. Nos anos 90, fortaleceu-se principalmente dentro das cadeias e acabou criando uma estrutura maior e mais complexa que a dos grupos cariocas. Em São Paulo, domina 90% dos presídios e a maioria dos criminosos soltos.
Líder
Desde 2002, o ex-trombadinha e ex-ladrão de bancos Marcola é o grande chefe da organização, considerado também o mais intelectualizado e pragmático. Diz ter lido mais de 3 mil livros. Da prisão, e sem falar ao celular, ele controla a organização, que conta com cerca de 140 mil filiados.
Pilotos – São aqueles que, dentro ou fora da cadeia, organizam os filiados para operações como as megarrebeliões e os ataques do mês passado. Alguns deles são os intermediários em negociações com autoridades.
Contadores
O PCC tinha um único contador até 2005, ano em que ele foi preso. Agora a administração dos R$ 700 mil arrecadados por mês passou para cerca de 6 contadores, que usam até registros em livros-caixas.
Advogados-A polícia estima que o grupo tenha cerca de 18 advogados trabalhando a seu favor. Eles também usam artifícios ilegais, como a compra da gravação dos depoimentos sigilosos da CPI do Tráfico de Armas.
Criminosos – O PCC ajuda seus filiados a realizar crimes como assaltos à mão armada e seqüestros. Também garante proteção aos vendedores das bocas-de-fumo, que pagam ao grupo uma porcentagem dos seus lucros.
Presos – A maior força do PCC, eles se unem ao grupo para ganhar prestígio e proteção contra estupros e espancamentos. A polícia reconhece que a ação deles diminuiu o índice desses delitos nas cadeias.
Comunidade – Além dos criminosos, a comunidade do PCC conta com simpatizantes, como cantores de funk que os homenageiam. O grupo também financia estudos para quem quer ser um advogado do crime organizado.
Armas – São compradas principalmente de fornecedores no Brasil, no Suriname e no Paraguai. O arsenal do PCC pode ser usado em ações do grupo ou alugado para que outros criminosos levem adiante suas ações.
O crime organizadobrasileiro vai além dasnossas fronteiras?
O traficante Fernandinho Beira-Mar, antes de ser preso em 2001, estava escondido na selva colombiana com a ajuda das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Não foi um episódio isolado: as Farc também tiveram um papel importante na formação das quadrilhas. Integrantes da guerrilha colombiana teriam vindo para o Brasil, por exemplo, para treinar os traficantes no uso do armamento pesado que eles compravam dos mesmos fornecedores. Foi mais um exemplo da relação entre o crime organizado brasileiro e o internacional. Na maioria dos casos, a parceria obedece às regras de mercado. “Eles se plugam e desplugam de acordo com as conveniências”, diz Walter Maierovitch, do Instituto Giovanni Falcone e ex-Secretário Nacional Anti-Drogas. Grupos brasileiros e estrangeiros, segundo ele, atuam em sinergia, num sistema de redes de cooperação. O tráfico de drogas, a estrutura mais internacionalizada, é um bom exemplo dessa cooperação. Os plantadores da Bolívia fornecem 80% da pasta de coca e da cocaína que entra no Brasil, mas precisam de insumos químicos como o permanganato de potássio. Esse é fornecido por brasileiros que o encontram facilmente na indústria nacional. Outra parte das drogas e armas que chegam ao Brasil vem do Suriname e do Paraguai. Mas o tráfico internacional propriamente dito – aquele que, por conta da geografia, precisa passar pelo Brasil para chegar à Europa – não seria controlado por grupos como o PCC e o CV. “Metade do que chega ao Brasil vai para fora num esquema mais sofisticado e até hoje praticamente não desbaratado”, diz o coronel José Vicente Silva Filho, ex-secretário de Segurança Pública do governo FHC.
Rifas – Detentos, criminosos soltos e familiares participam de rifas que custam até R$ 7 o número. Os principais prêmios são carros populares, mas há outros, como eletrodomésticos. O resultado sai pela Loteria Federal.
Ação Social – Como os traficantes do Rio, o PCC mantém creches em favelas, paga enterros e ajuda os familiares dos detidos. Para quem tem parentes presos no interior de São Paulo, o grupo arca com os custos das visitas.
Contribuições – Como um sindicato, os filiados têm que pagar mensalidades para o PCC. Presos pagam R$ 50 e, para quem está fora, esse dízimo pode chegar a R$ 500 em cima do lucro de assaltos, furtos, seqüestros e tráfico.
Drogas – Apesar de contar com alguns pontos-de-venda, o PCC não é um grupo de traficantes. A principal ação é proteger as bocas-de-fumo da polícia e de outros boqueiros, em troca de contribuições mensais.
Políticos – Com pouca penetração no Estado, o PCC começa a articular possíveis candidatos para as próximas eleições, usando como moeda de troca os votos de seus milhares de filiados.
As principais facções criminosas cariocas
Comando Vermelho
A primeira facção criminosa carioca, de onde surgiram todas as demais. Surgiu em 1979 em um presídio em Ilha Grande, levando para o mundo do crime ensinamentos dos guerrilheiros de esquerda presos no mesmo local. Controla cerca de 60% das favelas cariocas, entre elas a do Complexo do Alemão e a de Vigário Geral. Entre seus principais líderes estão Fernandinho Beira-Mar e Elias Maluco (ambos presos). O único fundador vivo é Willians da Silva Lima, o Professor, com 60 anos de idade e ainda preso.
Comando Vermelho Jovem
A briga pelo controle dos pontos do tráfico de drogas no Complexo do Alemão criou a dissidência liderada pelo traficante Marcinho VP. O líder da facção é suspeito de ser um dos mandantes da morte, em 2000, de Sidneya dos Santos Jesus, uma diretora linha-dura da penitenciária de Bangu 1. Além do comércio de drogas, é responsável por várias blitze policiais falsas nas vias públicas do Rio de Janeiro para roubar carros. Não costuma se relacionar com os moradores. Hoje, divide o Complexo do Alemão com o Comando Vermelho.
Terceiro Comando
Outra dissidência do Comando Vermelho, surgida nos anos 80 de maneira ainda pouca clara para a polícia. Controla favelas do Complexo da Maré, área estratégica por estar às margens da baía da Guanabara. Evita a violência contra policiais– mas não contra outros traficantes – e costuma praticar, nas áreas onde age, o assistencialismo. Seu principal líder é o Linho, também chamado de Paulinho, que já foi dado como morto, mas está foragido há anos. Tem um acordo de atuação amigável com a Amigos dos Amigos.
Terceiro Comando Puro
É uma facção de uma facção. O grupo surgiu depois de uma briga entre seu principal líder, Robinho Pinga, e Linho, do Terceiro Comando. São donos do tráfico em favelas como as da Coréia. Tem o segundo maior arsenal de armas dos grupos cariocas, com cerca de 180 fuzis. Nos seus depósitos foram encontradas granadas e até minas terrestres. Tem ajuda de ex-militares do Exército. Religioso, Robinho Pinga só deixa as festas nas favelas começarem depois de uma oração.
Amigos dos Amigos
Dissidência do Comando Vermelho, fundada pelo Uê, que, mesmo preso na penitenciária de Bangu 1, chegou a comandar ataques a postos da Polícia Militar e a delegacias. Uê foi assassinado em 2002 durante uma rebelião no presídio. Hoje, seu maior líder é Celsinho da Vila Vintém. É o mais capitalista dos grupos e também um dos mais brutais. Não faz assistencialismo e aterroriza a população. Comanda as favelas do Complexo de São Carlos, Adeus/Juramento, Caju e Vila Vintém.
Quatro propostas paracontrolar o crime organizado
Serviço de inteligência
O crime organizado atua em rede. Em suas ações, ele costuma mobilizar desde outros grupos criminosos até comparsas dentro do governo e da polícia. A maioria dos especialistas defende que a inteligência – e não a força – é o meio mais eficiente para combatê-lo. Os métodos incluem escutas telefônicas, agentes infiltrados nas facções e troca de informações entre as polícias. “Só a Receita Federal e o Disque-Denúncia do Rio de Janeiro fazem um trabalho assim. O Brasil também usa pouco o serviço da Interpol [uma agência internacional de inteligência]”, diz o coronel José Vicente Silva Filho, ex-secretário de Segurança Pública do governo FHC.
Legislação
Endurecer as penas, embora seja uma idéia popular, não é a solução contra o crime organizado. Mesmo assim, algumas mudanças nas leis poderiam ajudar. Hoje elas impedem, por exemplo, escutar conversas entre os criminosos e seus advogados, que acabam levando recados para fora das cadeias. “Devia se isolar esse tipo de criminoso. É preciso um big brother nas cadeias”, diz Walter Maierovitch, do Instituto Giovanni Falcone. As leis brasileiras também poderiam ter leis específicas para o crime organizado. “Nossa legislação só considera a ‘formação de quadrilha’. Tipificar o crime organizado poderia ampliar as penas”, diz o coronel José Vicente Silva Filho.
União entre os governos
As facções criminosas muitas vezes atuam com conexões em vários estados e países. Por isso, não faz sentido que cada polícia tente combater isoladamente o crime em seu estado. Especialistas como Norman Gall, do Instituto Fernand Braudel, acreditam que a gestão da segurança pública é trabalho para o governo federal. Os governos estaduais, segundo ele, não têm os contatos, a capacidade técnica nem a perícia para combater o crime organizado. Ele propõe a criação de um Ministério de Segurança Pública e de uma Guarda Nacional – uma polícia militar que atue em todo o território nacional, e dispense o uso do Exército em ações contra o crime.
Mudanças nas polícias
A polícia de todos os estados sofre com baixos salários, equipamento precário e planos de carreira inconsistentes. Além disso, a Polícia Civil e a Militar acabam atuando separadas e muitas vezes invadindo as funções uma da outra, o que acaba gerando rivalidades. Enquanto os policiais ficam brigando entre si, a vida do crime organizado fica mais fácil. Uma saída possível é integrar as duas forças policiais em uma só organização, com estrutura e burocracia mais modernas e capaz de coordenar melhor a estratégia de combate ao crime.

3727 – Trânsito – Saída por baixo


O Departamento de Trânsito dos EUA está estudando a construção de túneis que correriam sob as rodovias paro o uso de veículos automáticos de carga. O motivo para isso é que não conseguem ampliar a malha rodoviária de modo a acomodar o tráfego, então, tais túneis aliviariam o problema, retirandoi caminhões das áreas metropolitanas. O sistema funcionaria com capsulas monitoradas por computadores e que correriam a 100 km por hora em túneis de 2 metros de largura. Elas seriam carregadas e colocadas no sistema pelas transportadoras e mantida a uma distância segura dos colchões de ar gerados pelas próprias cápsulas. As dúvidas são quanto ao custo, já que obras de túneis são extremamente caras.