3520 – Descobertas Científicas


Astronomia – Água e metano, sinais de vida em Marte?
O planeta vermelho freqüentou o noticiário como não se via há anos. Em janeiro, a sonda Mars Express , da ESA (a agência espacial européia), confirmou a presença de água na forma de gelo no Pólo Sul de Marte. No início março, o Opportunity , um dos dois robôs que a Nasa (a agência espacial americana) fez pousar em solo marciano, encontrou rochas que devem ter sido esculpidas pela presença de água líquida. Ainda em março, os europeus detectaram metano na atmosfera do planeta, gás de origem geológica. Em julho, a Mars Express registrou vapor de água sobre Arabia Terra, uma vasta região de Marte. Tantos achados esconderam alguns insucessos: os japoneses perderam contato com a sonda Nozomi e a ESA falhou em tentar colocar em solo marciano o robô Beagle-2. Apesar dos avanços e do indiscutível valor científico das descobertas, uma pergunta persiste: água e metano foram encontrados, mas alguém garante que há (ou houve) alguma forma de vida em Marte?

Genética – Clones para salvar vidas
O maior feito científico do ano não foi obra de americanos, europeus ou japoneses. Em fevereiro, pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, Coréia do Sul, anunciaram que tinham clonado com sucesso 30 embriões humanos. A primeira clonagem de material genético de nossa espécie teve fins terapêuticos. Seu objetivo foi gerar embriões que serviram de matéria-prima para a obtenção de células-tronco, um tipo de célula primordial que, se devidamente cultivada, pode, teoricamente, transformar-se em qualquer forma de tecido humano. São uma esperança para a medicina na busca de novos tratamentos para o câncer, por exemplo. Para chegar aos clones dos embriões humanos, os orientais injetaram material genético de adultos em óvulos não-fertilizados cujo DNA original havia sido removido. Para quem se assusta com a possibilidade de clones humanos circulando por aí, a equipe do veterinário Woo Suk Hwang garantiu não ter implantado nenhum dos embriões nas 16 mulheres que doaram óvulos para o experimento.

Física – O primeiro teletransporte
Nem o mais ardoroso fã do seriado Jornada nas Estrelas poderia acreditar que, em 2004, o teletransporte seria uma realidade. Mas é verdade: duas equipes independentes de pesquisadores – uma da Universidade de Innsbruck, Áustria, e outra do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, Estados Unidos–, pela primeira vez transferiram propriedades-chaves entre duas partículas sólidas sem qualquer ligação física.
Os cientistas fizeram, com 75% de acerto, o teletransporte do chamado estado quântico de um átomo para outro. Ou seja, houve alguma perda de dados durante o teletransporte, mas dentro de limites aceitáveis para um experimento pioneiro. O estado quântico de um átomo inclui informações como seu campo magnético, mobilidade e energia.
O feito indica que a construção de computadores quânticos, muito mais velozes que os atuais, pode ser um sonho viável. Nos experimentos, divulgados simultaneamente em junho em artigos escritos para a revista Nature, os austríacos usaram átomos de cálcio e os norte-americanos, de berílio.

Espaço – O capitalismo selvagem rumo ao céu
Acabou a era em que as viagens espaciais eram missões de Estado bancadas com dinheiro do contribuinte. Às 6h30 do dia 21 de junho, a primeira nave privada tripulada, a SpaceShipOne, decolou do deserto de Mojave, Califórnia, fez um passeio de uma hora e meia e voltou intacta à Terra. Conduzido pelo piloto civil Mike Melvill, o bólido celeste, um projeto de 20 milhões de dólares bancado pelo bilionário americano Paul Allen, atingiu a altura de pouco mais de 100 quilômetros, apenas 120 metros acima da fronteira que divide a atmosfera terrestre do início do espaço. Houve alguns problemas no vôo inaugural, mas a aeronave, reutilizável, passou no primeiro teste. E já tem compradores: a Virgin Galactic, companhia recém-criada do conglomerado britânico Virgin, fechou em setembro um acordo com Allen, co-fundador da Microsoft, para licenciamento da tecnologia de construção da SpaceShipOne. A idéia é produzir uma aeronave em 2005 e dar a partida no turismo espacial em 2007. No dia 4 de outubro, a SpaceShipOne ganhou um prêmio de 10 milhões de dólares pago por Anousheh Ansari, um empresário do setor de telecomunicações membro da fundação americana X Price, por ter conseguido realizar duas viagens espaciais em menos de duas semanas.

Clima e ecologia – Mais calor, menos espécies
Em 2050, um quarto das espécies de animais terrestres e de plantas estará extinta ou a ponto de desaparecer. Motivo: o aumento do efeito estufa, que eleva a temperatura da Terra e altera o ambiente em que esses seres vivem. Feita pela equipe do biólogo Chris Thomas, da Universidade de Leeds, Inglaterra, a previsão se baseia em um megaestudo sobre o impacto das mudanças climáticas no destino de 1 103 espécies que ocupam um quinto do território do planeta. Com a ajuda de colaboradores de oito países, inclusive do Brasil, Thomas simulou o que aconteceria com cada espécie se o clima mudasse pouco, moderadamente ou muito nos próximos 50 anos. No cenário otimista, 9% das espécies sumiriam. No pessimista, quase metade. No moderado, entre 15% e 37% estariam condenadas.
Paleontologia – O vôo do dinopássaro
Agora é oficial. O Archaeopteryx, aquele estranho dinossauro que há 147 milhões de anos exibia penas em suas asas, é o fóssil mais primitivo de um pássaro. O veredicto saiu em agosto e foi dado por pesquisadores do Museu de História Natural de Londres. Obtidas por meio de uma tomografia computadorizada, mais de mil imagens do crânio de um exemplar do bicho revelaram que ele tinha uma mente preparada para voar. Como nas aves modernas, as áreas cerebrais ligadas à visão e ao controle dos movimentos eram bastante avantajadas. O ouvido interno, importante para a manutenção do equilíbrio, também se parecia bastante com o dos pássaros de hoje. O próprio tamanho do cérebro em relação ao corpo do Archaeopteryx, que tinha uma série de traços anatômicos típicos dos répteis, obedece ao padrão dos atuais seres alados. Portanto, concluíram os estudiosos, o “dinopássaro” conseguia, sim, ganhar os ares.
Paleontologia 2 – O passo inicial
Os primeiros animais a viver em terra firme deixaram o mar 428 milhões de anos atrás, 20 milhões de anos antes do que se pensava. Em janeiro, pesquisadores da Universidade de Yale, Estados Unidos, e dos Museus Nacionais da Escócia chegaram a essa conclusão depois de terem estudado por um ano o fóssil de uma espécie minúscula de milípede, o Pneumodesmus newmani, um artrópode primitivo que tinha mil patas e media apenas 1 centímetro. Encontrado pelo motorista de ônibus e colecionador de fósseis Mike Newman em Stonehaven, um vilarejo da costa escocesa, o bichinho apresentava estruturas na parte externa de seu corpo destinadas à respiração aérea. O traço anatômico levou os cientistas a acreditar que se tratava de uma criatura terrestre, no caso a mais antiga a abandonar os oceanos e a se instalar em lugares secos.
Astronomia 2 – Terras à vista?
Ainda não foi neste ano que o sonho de descobrir outras “Terras” se tornou realidade. Mas, em agosto, astrofísicos da Europa e dos Estados Unidos deram fim numa monotonia que já durava quase uma década: descobriram fora do sistema solar três planetas relativamente pequenos e talvez essencialmente rochosos, uma pré-condição para o florescimento de vida. A massa dos novos corpos celestes é entre 14 e 21 vezes maior do que a da Terra. “Demos o primeiro passo para encontrar uma verdadeira Terra”, disse Nuno Santos, do Observatório de Lisboa e membro da equipe européia, que apelidou de Super-Terra o seu planeta, localizado em torno da estrela Mu Arae, na constelação de Altar, distante 50 anos-luz. Desde 1995, quando foi descoberto o primeiro mundo extra-solar, os cientistas só tinham deparado com planetas gigantes e gasosos como Júpiter, centenas de vezes maiores que a Terra. Agora sabem que lá fora há também mundos rochosos menores. Falta achar um como o nosso, de clima nem muito quente nem muito frio.
Medicina – Vitória contra a infertilidade
Mulheres que se tornaram inférteis em razão da quimioterapia contra o câncer podem voltar a sonhar com a maternidade graças a um novo recurso médico: o transplante de ovário. Julgada estéril há sete anos, quando venceu um linfoma de Hodgkin com a ajuda do agressivo tratamento, a belga Ouarda Touirat, 32 anos, submeteu-se ao procedimento experimental e bingo: no dia 23 de setembro, em Bruxelas, deu à luz um bebê saudável, Tamara, de 3,7 quilos.
O transplante de ovário foi realizado pela equipe do médico Jacques Donnez, da Universidade Católica de Louvain, na capital belga. Na verdade, trata-se de um autotransplante. Tecidos sadios do ovário esquerdo de Ouarda, que haviam sido retirados antes da quimioterapia e mantidos congelados em nitrogênio líquido, foram reimplantados na belga no ano passado. Em cinco meses, ela voltou a ovular e engravidou espontaneamente.
Neurociência – A força do pensamento
O homem pode controlar próteses por meio da atividade elétrica de seus neurônios? Parece que sim, de acordo com os resultados de um experimento conduzido por cientistas da Universidade de Duke, Estados Unidos, entre eles o brasileiro Miguel Nicolelis. Com a ajuda de microeletrodos implantados no cérebro de 11 indivíduos com mal de Parkinson que se submetiam a uma neurocirurgia, os pesquisadores gravaram os sinais emitidos por até 50 neurônios enquanto os pacientes jogavam um videogame elementar. Em termos nada científicos, registraram as ordens que o sistema nervoso envia quando quer mover uma parte do corpo. E daí? Daí que a gravação da atividade elétrica foi suficiente para que um computador com programas especiais conseguisse antever o tipo de movimento mecânico ordenado pelo cérebro. Os estudos não são conclusivos, mas apamente a ordem é capaz de mover uma prótese.

3519 – De ☻lho no Mapa – Onde fica a Bielorrússia?


Bielorrússia no globo terrestre

É um país sem saída para o mar localizado na Europa do Leste, que faz fronteira com a Rússia a noroeste, com a Ucrânia, ao sul, com a Polônia a oeste, e com a Lituânia e Letônia a noroeste. Sua capital é Minsk, e outras de suas principais cidades são Brest, Grodno (Hrodna), Gomel (Homiel), Mogilev (Mahilyow) e Vitebsk (Viciebsk). Cerca de 40% da sua área total de 207.500 quilômetros quadrados é coberto por florestas, e os seus setores econômicos que mais se destacam são a agricultura e a indústria manufatureira.
Até o século XX as terras que atualmente formam a Bielorrússia pertenceram a diversos países, incluindo o Principado de Polotsk, o Grão-Ducado da Lituânia, o Império Russo e a Comunidade Polaco-Lituana. Como consequência da Revolução Russa, a Bielorrússia se tornou uma das repúblicas constituintes da União Soviética desde sua formação, e passou a se chamar República Socialista Soviética Bielorrussa (RSSB). A unificação final das terras bielorrussas se deu em 1939, quando o território que pertencia à Segunda República Polonesa se uniu à RSSB.

A Fortaleza de Brest

O país foi devastado durante a Segunda Guerra Mundial, durante a qual a Bielorrússia perdeu cerca de um terço de sua população e mais da metade de seus recursos econômicos. a república foi reestruturada nos anos do pós-guerra. Devido ao impacto do conflito no país, a RSSB se tornou um dos membros fundadores da Organização das Nações Unidas, juntamente com a República Socialista Soviética Ucraniana e a própria URSS.
O parlamento da república declarou a soberania da Bielorrússia em 27 de julho de 1990, e, logo após o fim da União Soviética, declarou a independência do país em 25 de agosto de 1991. Alexander Lukashenko tem sido o seu presidente desde 1994; sob o seu governo, e apesar das objeções feitas pelos governos de diversos países ocidentais, muitas políticas do período soviético, como o controle estatal da economia, foram reimplementados. Desde 2000 a Bielorrússia e a Rússia assinaram um tratado de cooperação, indicando uma possível formação de uma União Estatal.
A maior parte da população de 9,85 milhões de habitantes do país reside nas áreas urbanas em torno de Minsk e das outras capitais de divisões regionais (voblast). A Bielorrússia passou a receber seu nome atual (em russo: Белоруссия) no período do Império Russo; o czar russo costumava ser designado o “Czar de Todas as Rússias” – referindo-se à Grande, à Pequena e à Branca. Na época, a Bielorrússia era vista como parte da nação russa, e o idioma bielorrusso era considerado um dialeto do russo. Como muitos outros países europeus, a Bielorrússia tem um crescimento populacional negativo, e uma taxa negativa de crescimento natural. Em 2007 a população do país diminuiu em 0,41% e sua taxa de fertilidade era de 1,22.
A RSS Bielorrussa ficou significativamente exposta à cinza nuclear resultante da explosão da usina nuclear de Chernobyl, na sua vizinha, a República Socialista Soviética Ucraniana, em 1986.
A Alemanha nazista invadiu a União Soviética em 1941 – a Fortaleza de Brest, que havia sido anexada em 1939, recebeu um dos golpes mais duros do início da guerra, com sua célebre defesa em 1941 sendo lembrada como um ato de heroísmo contra a agressão alemã. Estatisticamente, a RSSB foi a república soviética mais atingida pela guerra, e permaneceu sob o domínio nazista até 1944. Durante este período, a Alemanha destruiu 209 das 290 cidades da república, 85% da indústria do país, e mais de um milhão de edifícios. Estima-se que o número de vítimas tenha oscilado entre dois e três milhões (cerca de um quarto a um terço da população total), enquanto a população judaica do país foi totalmente devastada durante o Holocausto, e nunca mais se recuperou.A população da Bielorrússia só voltou a atingir os mesmos índices que apresentava antes da guerra em 1971.
Geografia
O ponto mais elevado da Bielorrússia é o Dzyarjynskaya Hara (Monte Dzyarzhynsk), com 345 metros de altitude, e seu ponto mais baixo é o rio Neman, situado a 90 m. A altitude média do país é de 160 metros acima do nível do mar. Seu clima apresenta invernos frios, com temperaturas médias, em janeiro, de -6 °C, e verões frescos e úmidos, com uma temperatura média de 18 °C. A Bielorrússia tem uma média de chuva anual de 550 a 700 milímetros. O país se situa na zona de transição entre o clima continental e o clima oceânico.

Igreja na Bielorrússia

Capital Minsk
53° 55′ N 27º 33′ E
Cidade mais populosa Minsk
Língua oficial Bielorrusso e russo
Governo República presidencialista
– Presidente Alexander Lukashenko
– Primeiro-ministro Mikhail Myasnikovich
Independência da União Soviética
– Declarada 27 de julho de 1990
– Estabelecida 25 de agosto de 1991
– Completa 25 de dezembro de 1991
Área
– Total 207.600 km² (85.º)
– Água (%) desprezível
População
– Estimativa de 2009 9 648 533 hab. (86.º)
– Censo 1999 10.045.237 hab.
– Densidade 49 hab./km² (142.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2008
– Total US$ 118,875 bilhões (58.º)
– Per capita US$ 12.291 (65.º)
Indicadores sociais
– IDH (2010) 0,732 (61.º) – elevado[1]
– Esper. de vida 69,0 anos (117.º)
– Mort. infantil 9,4/mil nasc. (54.º)
– Alfabetização 99,7% (4.º)

3518 – Religião – O Espiritismo Científico


Estuda cientificamente fenômenos como reencarnação, poltergeist, experiência de quase morte; que são casos de pessoas que tiveram morte clínica por alguns segundos e depois voltaram à vida, NDE, viagens astrais, análise gráfica de psicografias e etc.
Transcomunicação Instrumental é o nome que foi dado por um físico alemão, para a técnica de
contato com os espíritos, por qualquer meio eletrônico para captura de imagens de espíritos (ITC), e para gravar suas vozes (EVP: Electronic Voice Fenômeno). O equivalente a sigla TIC, em francês, é TCI (Instrumentale transcomunicação), e em alemão: ITK (Instrumentelle Transkommunikation). Alguns pesquisadores estão utilizando também as válvulas de rádios antigos década de 50 (DRV: Vozes Directas de Rádio, que abrevia em francês para VDR)e são muito bem-sucedida.

“Os espíritas do Brasil construíram casas destinadas ao amparo e ao socorro de companheiros infelizes da Comunidade Humana, segregados nos infortúnios e nos desalentos, vítimas do vício e da ignorância, mantendo inúmeras escolas para reeducação dos infelizes, instituições que sustentaram e sustentam até hoje com os próprios recursos. Precisamos de lentes novas para examinar os problemas e escolhemos a Europa e outras regiões de vanguarda para a contrubui~ção de valores científicos, que nos são indispensáveis, entre os quais, encontramos a transcomunicação, cujas observações dos cientistas nos trasmitem conhecimentos da vida além da matéria, demonstrando que a morte é apenas uma transferência para outros níveis de existência, nos quais reconhecemos a realidade de nós mesmos.”
Chico Xavier – II Congresso Internacional de Transcomunicação – Maio de1992

3517- Mega Notícias – Santo DNA


(Como diria o Robim)
Os restos mortais guardados na Basílica de Santa Justina, em Pádua, na Itália, podem ser mesmo do evangelista Lucas, que nasceu no ano de 70 dC, na Síria e morreu aos 84 anos na Grécia. Cientistas de 6 universidades italianas analisaram o DNA extraído dos dentes do cadáver e o compararam a amostras de coterrâneos do santo e os exames contrariaram a tese de que seu corpo teria sido trocado pelo de um grego antes de chegar a Itália.

3516 – Com último voo do Atlantis, ônibus espacial vira história


Lançamento do Atlantis nesta sexta-feira (8 de julho) marcará última missão do programa de 30 anos de ônibus espaciais dos Estados Unidos, projeto que permitiu a construção da ISS
O ônibus espacial está programado para decolar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (sudeste), às 11h26 (12h26 de Brasília).
A missão, conhecida STS-135, tem como finalidade transportar a maior quantidade possível de provisões à ISS, cuja utilização foi prolongada no ano passado até 2020.
1985
O Atlantis é o quarto ônibus espacial construído pelos Estados Unidos. Teve seu batismo espacial no dia 3 de outubro de 1985 e, ao regressar à Terra, terá realizado 33 voos –14 deles à ISS, antes de ir para um museu.
No Atlantis viajarão quatro astronautas americanos (contra sete normalmente), todos muito experientes –entre eles, o piloto Chris Ferguseson, 49, e o copiloto Doug Hurley, 44.
Foram necessários 25 voos de ônibus espaciais desde 1998 para terminar o projeto da estação, no qual participaram 16 países, entre eles os Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e vários países europeus, e que custou 100 bilhões de dólares.
O programa de ônibus espaciais viveu dois episódios trágicos: o acidente do Challenger em 1986 e o do Columbia em 2003, que deixaram 14 mortos no total.
O fim do programa de ônibus espaciais é um autêntico golpe para a economia local. Cerca de 8.000 empregos diretos e 20 mil indiretos desaparecerão, segundo funcionários locais.
“Sabíamos há alguns anos que o programa do ônibus espacial iria terminar; (é) um programa ao qual muitos de seus técnicos e engenheiros consagraram 30 anos de sua vida e com o fim agora próximo o ânimo é cada vez mais sombrio”, disse recentemente Mike Leinbach, diretor do lançamento.
FUTURO
Depois que o Atlantis voltar à Terra, o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos terá fim de forma oficial, deixando a Rússia como o único país no mundo capaz de transportar astronautas ao espaço.
Empresas privadas competem para construir a próxima geração de naves espaciais americanas, mas é pouco provável que terminem de construir um veículo deste tipo antes de 2015.
Com a última missão do ônibus espacial, “viramos uma página da história espacial, mas a liderança americana no espaço continuará”, afirmou na sexta-feira o chefe da Nasa, Charles Bolden. “Teremos que fazer as coisas de outra forma”, acrescentou Bolden, referindo-se às atuais dificuldades orçamentárias dos Estados Unidos.
Assim, Bolden defendeu a anulação do programa Constellation pelo presidente Barack Obama. “Devemos nos concentrar na exploração espacial habitada longínqua desenvolvendo novas tecnologias e incentivando aqueles que inovam (…) a realizar voos sobre a órbita terrestre baixa até a Estação Espacial Internacional.”
Segundo ele, “a Estação é o apogeu de nossas realizações tecnológicas atuais e um caminho em direção ao resto do sistema solar”.