3504 -Mega Byte – O Tablet da Apple: Muito barulho pra pouco


O limitado e caro Tablet

O tablet da Apple é híbrido de iPhone com notebook
Steve Jobs, executivo-chefe da Apple, disse hoje, ao abrir o evento de imprensa da companhia: “Queremos começar 2010 ao lançar um produto mágico e revolucionário”. Depois de inúmeros rumores, iPad se confirma como o tablet da Apple, incluindo uma versão com conectividade 3G. O aparelho pesa 680 g, tem 1,27 cm de largura e tela de cristal líquido de 9,7
O iPad permite navegar na internet (ainda sem suporte ao padrão Adobe Flash, como no iPhone), ver vídeos e ouvir músicas, com downloads direto da iTunes Store. A tela de 9,7 polegadas é sensível a múltiplos toques e permite digitar em um teclado virtual. O iPad usa um processador Apple A4 de 1 GHz, tem conectividade Wi-Fi (padrão 802.11n), armazenamento de 16 GB a 64 GB (em memória Flash), Bluetooth 2.0, alt0-falantes, microfone e, diz Jobs, bateria que dura até 10 horas.
O tablet da Apple usa o mesmo sistema operacional do iPhone. Desse modo, é possível rodar aplicativos do smartphone em tela cheia no iPad. A Apple oferece, a partir de hoje, um novo kit de desenvolvimento de software para o iPhone para criação de aplicativos do iPad.
☻ Mega Opinião – Testei e não aprovei
Ele não apresenta 100% da página,o que pode ocasionar distorções. Visitei o ☻ Mega pelo Tablet e foi uma decepção, a página inicial de apresentação eram os garranchos do meu manuscrito original.
Para estudantes ele pode até ser útil por ser compacto, mas para outros usuários é pouco prático. Seu manuseio direto na tela torna a digitação lenta, sendo necessário a adaptação de um mini teclado à parte, mas isso pode não ser muito prático, já que a idéia seria uma aparelho portátil e fácil de transportar.

3503 – Biologia – Corvo é capaz de reconhecer e dar alerta sobre perigo


Os corvos são animais mais espertos do que parecem. Eles não só são capazes de identificar o rosto de uma pessoa que possa representar perigo, como também alertar os demais sobre a ameaça.
Intrigados pelo comportamento dos corvos-americanos (Corvus brachyrhynchos) no campus da Universidade de Washington, em Seattle, cientistas dessa instituição investigaram se as aves associariam um rosto a uma situação assustadora.
Para isso, os pesquisadores usaram uma máscara de borracha de um homem das cavernas antes de aprisionar, vendar e libertar sete corvos. Em seguida, dividiram-se em dois grupos.

Um deles usou uma máscara “perigosa” e outro, uma máscara neutra –a do ex-vice-presidente americano Dick Cheney.

Depois, observaram, enquanto caminhavam com seus colegas, o comportamento do bando de corvos.
REÇÃO COLETIVA
A máscara do homem das cavernas fez com que as aves dessem uma resposta coletiva à ameaça. Elas gralharam e gritaram, agitando furiosamente as asas e as caudas para alertar sobre o perigo. A máscara de Cheney, ao contrário, não motivou respostas.
Os cientistas levaram a experiência a outros quatro locais fora da universidade. E, desta vez, recorreram a máscaras diferentes. Os rostos tinham aparência comum, de homens e mulheres, brancos ou asiáticos, e 41 aves foram capturadas e vendadas.
Conforme o tempo passou, o número de aves que emitiu um alerta para a máscara que representava perigo aumentou.
Nos domínios da universidade, os alertas aumentaram de 20% das aves após a vendagem para impressionantes 60% cinco anos depois.
“Nos outros locais, nós só fizemos os testes por um ano e meio, e lá, de 20% a 40% das aves emitiram alertas”, comentou por e-mail John Marzluff, professor de ciência da vida selvagem.
Uma explicação para o aumento dos alertas seria o fato de que algumas aves furiosas eram filhotes dos corvos vendados. Ainda bebês, eles teriam acompanhado os pais reagindo a uma percepção de perigo.
Como também havia corvos sem vendas vivendo a até 1,2 km do local, a hipótese é que eles se agruparam, aparentemente aprendendo sobre a ameaça por meio dos membros do grupo.
RECONHECIMENTO FACIAL
Segundo o estudo, o reconhecimento facial é essencial para os corvos. Alguns humanos do entorno alimentam as aves enquanto outros atiram nelas.
“Os corvos urbanos são muito atentos às pessoas e separam aquelas que são boas provedoras das que são perigosas”, emendou.
Os corvos são particularmente intrigantes porque precisam dominar três fontes potenciais de informação, destacou a pesquisa, publicada na revista britânica “PNAS”.
As aves adquirem informação de primeira mão, por meio de suas próprias experiências, “verticalmente”, através de seus pais, e “horizontalmente”, por outras aves.
Administrar esta mistura de fontes significa que as aves têm uma flexibilidade notável para processar informação.
Em termos evolutivos, os animais precisam fazer uma escolha quando se trata de processar a informação.
Obter informação em primeira mão –sobre ameaças ou comida, por exemplo– é a forma mais confiável, mas também potencialmente perigosa.
De acordo com os cientistas, é improvável que o corvo-americano faça sozinho este processamento de dados.

3502 – Geologia – Uma Ilha que Cresce


Mauna Loa em erupção

Quem foi para o Havaí e gostou tem mais um motivo para ficar feliz: a ilha está em fase de ampliação. Ela tem aumentado de território graças a um vulcão que está ativo desde 1983, o Kilauea. Daquele ano até hoje, a lava que ele despeja no mar fez a ilha crescer 3 milhões de metros quadrados – o equivalente a 316 campos de futebol. E vem mais por aí, só que daqui a bastante tempo: dentro de 50 mil anos, uma nova ilha, Lo’ihi, deve surgir na região. Atualmente, ela é apenas um vulcão escondido a 1 000 metros de profundidade, mas que não pára de crescer.
Famoso pela praia, sol, garotas dançando com colares de flores e ondas, muitas ondas, Havaí é o nome do 50o estado americano e também o da maior das oito ilhas que compõem o arquipélago. É um dos lugares habitados mais distantes dos continentes, a cerca de 2 400 quilômetros dos Estados Unidos. Mas por que existe um lugar assim, isolado no meio do oceano Pacífico? Porque essas ilhas são os pedaços de terra mais jovens de nosso planeta, resultado de erupções vulcânicas que começaram no fundo do mar há cerca de 70 milhões de anos e continuam até hoje (para comparar, os continentes terminaram de se formar há 200 milhões de anos). Havaí, a ilha mais recente, tem apenas 1 milhão de anos. Abriga cinco vulcões – o mais ativo deles é o Kilauea. Parece que alguém esqueceu uma torneira aberta: a lava sai de uma fenda na montanha e escorre tranqüila e impassível, buscando frestas entre a lava seca liberada nos dias anteriores. Às vezes, porém, a “torneira” é aberta com mais força, arrastando tudo o que está no caminho. Um espetáculo inesquecível, que nos faz lembrar que a Terra é um ambiente em permanente mutação e cujos processos mais básicos estão longe do controle humano – mas ao nosso alcance para serem observados e admirados.

No meio do nada
Como o Havaí se formou
O Havaí é um dos raros vulcões que aparecem no meio de uma placa tectônica. Ele está sobre um ponto quente, um lugar fixo em que o magma pressiona a superfície. Como a placa se mexe cerca de 10 centímetros por ano – e o ponto quente não – novas ilhas vão surgindo
Há 70 milhões de anos, ele começou a cuspir fogo, formando uma enorme cadeia de montanhas submarina, que só rompeu a superfície do oceano há 5 milhões de anos

Fervura máxima
Os detalhes do vulcão Kilauea
A lava leva
O magma chega à superfície a uma temperatura de mais de 1 100 oC, o suficiente para destruir tudo o que há pela frente. Algumas erupções causam prejuízos especiais: em fevereiro do ano passado, o vulcão engoliu um pedaço da estrada
Boca fechada
O vulcão só cospe fogo pela cratera principal quando entra numa erupção muito violenta. Normalmente, a lava se solidifica no topo da montanha e passa a escorrer apenas por túneis internos. Dá até para caminhar por ali
Chão fértil
O Mauna Loa e o Kilauea produzem erupções mais líquidas que gasosas, com grandes rios de lava. Esse fluxo faz com que a terra seja extremamente rica em minerais, o que permite que a vida renasça rapidamente
Rio quente
O comportamento normal do vulcão é lançar doses menores (mas constantes) de lava por pequenas fendas na encosta do vulcão. O problema na região é o cheiro: o Kilauea elimina também 2 500 toneladas de enxofre por dia
Sopa de pedra
O encontro da lava com o mar é um estouro. Bolas de vapor, água fervente e pedras do tamanho de um microondas saltam para todo lado enquanto minúsculos “cabelos” de vidro vulcânico se espalham com o vento
Kilauea
Altitude: 1 248 metros
Ativo desde 3 de janeiro de 1983
Mauna Loa
Altitude: 4 169 metros
Última erupção: 1984
Hualalai
Altitude: 2 521 metros
Última erupção: 1800-1801
Mauna Kea
Altitude: 4 205 metros
Última erupção: há cerca de 3 500 anos
Kohala
Altitude: 1 670 metros
Última erupção: há cerca de 60 mil anos (considerado extinto)
O Mauna Loa é um vulcão que se situa na Ilha Havaí, uma das ilhas do arquipélago do Havai. É, em volume, o maior vulcão em escudo na Terra, atingindo os 4169 m de altitude e 90 km de largura. É ultrapassado em altitude pelo Mauna Kea, na mesma ilha, que é, todavia, um vulcão inativo ou em fase pós-escudo.
Trata-se de um vulcão pouco inclinado, possuindo no seu interior um lago constituído de lava fundida incandescente. Ocasionalmente a lava sobe, ocupa todo o lago e começa a transbordar sob a forma de escoadas rápidas e fluídas (a lava tem pouca viscosidade) – rios de lava que podem atingir grandes distâncias, queimando tudo por onde passam.
Crê-se que o vulcão Mauna Loa está ativo há pelo menos 700 000 anos e terá emergido do fundo do mar há 400 000 anos, embora as mais antigas rochas datadas não tenham mais de 200 000 anos. A mais recente erupção decorreu entre 24 de Março a 15 de Abril de 1984.