3453 – Somos todos ETs?


Do pó viemos e ao pó voltaremos. O diretor do centro de astrobiologia da Universidade de Cardiff, no País de Gales, enxerga precisão científica na célebre passagem bíblica – pelo menos no que diz respeito à origem da vida. Para ele e sua equipe de pesquisadores, nossa existência na Terra só pode ser entendida como parte de um processo que aconteceria Universo afora: partículas microscópicas que flutuam no cosmo, os grãos de poeira interestrelar, carregando bactérias capazes de semear a vida pelo espaço.
Os astrônomos acreditam que a vida não surgiu em nosso planeta, mas chegou aqui importada de algum lugar do Universo. A viagem teria sido feita de carona num cometa, que colidiu com a Terra ou então espalhou bactérias que encontraram aqui condições ideais para se reproduzir e evoluir. Para Chandra, entender o surgimento da vida dessa maneira, e em escala universal, faz muito mais sentido do que aceitar que a Terra, um minúsculo lugar do cosmo, foi o cenário de um milagre de raro paralelo: a transformação da matéria em vida. Pois é exatamente nessa possibilidade que se baseia a teoria da sopa primordial, atualmente aceita pela maior parte dos especialistas na evolução do planeta.
Resposta definitiva até hoje ninguém conseguiu apresentar. A ascendência cósmica é, na verdade, extensão de uma teoria clássica conhecida como panspermia (literalmente, sementes em todo lugar), defendida pelo filósofo grego Anaxágonas, para quem o Universo é um espaço cheio de vida. A comunidade científica, no entanto, parece ter simpatizado mais com a idéia da geração espontânea, proposta por Aristóteles, e que dá respaldo à sopa primordial. Para eles, a vida terráquea surgiu de um oceano quente e rico em nutrientes que teria originado as primeiras moléculas orgânicas, há 4 bilhões de anos. Chandra explicou à Super por que nada pode ter saído desse caldeirão sem a adição de ingredientes externos.
Trechos da entrevista com o pai da teoria
Quais são as principais falhas presentes na teoria da sopa primordial?
Não existe nenhuma prova empírica para essa teoria. Ela é totalmente hipotética. A transformação de uma matéria não-viva em estrutura viva simples, tendo como base qualquer estimativa razoável, é astronomicamente improvável. Presumir que esse milagre aconteu justamente na Terra é um pensamento pré-Copérnico, anterior ao século 16, quando acreditávamos que éramos o centro do Universo. A evidência mais antiga de vida terrestre tem 4 bilhões de anos, um tempo em que o planeta era constantemente bombardeado por cometas. Uma sopa primordial teria dificuldades para se desenvolver nessas condições, mas a vida pode ter sido trazida pelos cometas. A teoria da ascendência cósmica se baseia em métodos científicos reconhecidos – Louis Pasteur provou, no século 19, que a vida é sempre derivada de outra vida.
Se não faz sentido acreditar que a vida surgiu espontaneamente na Terra, qual foi o processo que deu origem a ela em outro lugar do Universo?
A transformação de matéria inorgânica em microorganismos primitivos só poderia ter acontecido em escala cosmológica. Foram necessários todos os recursos de todas as galáxias do Universo para que um evento improvável como esse ocorresse. Mas, uma vez que isso tenha acontecido, a conexão vida-vida de Pasteur, a replicação e o poder de sobrevivência desses micróbios se encarregariam do resto. Não há necessidade de a vida aparecer mais que uma única vez. A ascendência cósmica lida com duas opções. A primeira delas é que, dada uma escala de tempo aberta e acesso a uma quantidade infinita de material carbonoso, a vida pode surgir espontaneamente. A segunda é que, no caso de termos um Universo finito em idade e tamanho, não descartamos a existência de um ato inteligente de criação da primeira vida.
Um ato inteligente de criação significa que Deus ou alguma forma de força superior criou a vida, em qualquer lugar que ela tenha surgido?
A hipótese de um milagre ter acontecido na Terra, um lugar minúsculo dentro do cosmo, representaria um evento único, que colocaria nosso planeta no centro do Universo. Visto assim, temos uma posição pré-Copérnico que é inaceitável. Devemos examinar racionalmente as diferentes opções para saber qual delas é mais razoável: o surgimento da vida na Terra ou no Universo como um todo.
Você acredita na existência de vida inteligente em outros planetas?
Claro que sim. A inteligência é resultado da união das peças certas de unidades cósmicas. Em algum estágio desse processo de montagem do Universo ela surgirá, inevitavelmente. Assim, eu não posso acreditar que a Terra seja a única ilha de inteligência do Universo.
Como uma bactéria pode ser capaz de chegar a um cometa e manter-se viva lá durante uma viagem espacial que pode durar milhões de anos?
Cometas recolhem bactérias vivas em nuvens interestelares durante a formação de estrelas e planetas. Em sua fase inicial, esses cometas têm um núcleo líquido e morno que facilita a multiplicação de bactérias, que podem semear a vida em lugares como a Terra ou então ser expelidas de volta ao espaço. Uma bactéria descoberta recentemente no estado americano do Novo México sobreviveu 250 milhões de anos dentro de um cristal de sal. Protegidas em pequenas pedras e pedaços de gelo, as bactérias podem durar uma eternidade.
Existe alguma prova irrefutável que confirme a teoria da ascendência cósmica?
Estamos próximos de descobrir que cometas de fato carregam microorganismos. Um trabalho recente feito em colaboração com cientistas indianos trouxe fortes indícios de que existem microorganismos derivados de cometas na alta estratosfera. Outros trabalhos na mesma linha estão em andamento e em breve teremos provas concretas de nossa ascendência cósmica. Todos os indícios sobre o espectro das poeiras interestelares e de cometas mostram semelhanças com bactérias. Acredito que temos uma espécie de galáxia grávida de vida cósmica.
A descoberta da existência de água em Marte influencia suas pesquisas?
É curioso ver a incrível resistência da comunidade científica em aceitar o parecer do Dr. Gilbert Levin, chefe de pesquisas da expedição Viking, que foi a Marte em 1976. Na época, ele e sua equipe descobriram evidências de vida microbial que nunca foram levadas a sério. Sim, água é certamente um ótimo indicador de condições apropriadas para a vida, mas temos muitas outras evidências que os cientistas se mostram relutantes em admitir. A recente descoberta de metano e hidrogênio na atmosfera marciana é um claro indício de vida. Se acontecesse em qualquer lugar da Terra, essa combinação certamente provaria um processo de fermentação. Mas, como foi em Marte, estão procurando outras explicações, como atividade vulcânica, algo que me parece duvidoso. Há um medo inato em descobrir outros tipos de vida. Quase como o medo de se deparar com um alien.
A comunidade científica em geral ainda olha com desdém a teoria da ascendência cósmica. Como isso o afeta?
Acho que opiniões não são importantes a longo prazo. Eu e meu colega, Sir Fred Hoyle, temos trilhado o caminho das observações e dos fatos. O Universo sempre terá a palavra final.

3452 – Química e Física: De que somos feitos?


A resposta depende da época em que você nasceu. O primeiro a tentar solucionar o problema foi o filósofo grego Empédocles (490 a 430 a.C.). Para ele, era possível construir tudo o que existe na Terra com apenas quatro elementos: ar, água, fogo e terra. De acordo com a concentração de cada um na mistura, dava para fazer coisas tão diferentes como a rocha, a madeira, o vapor ou o barro. Para haver o equilíbrio e a vida continuar a existir, tais substâncias estariam sujeitas à ação de dois princípios: amor e ódio. Os dois se comportariam como as forças responsáveis por organizar e harmonizar as quatro partes essenciais, ora misturando, ora separando cada uma delas. Pronto, estava explicado o mundo.
Era uma idéia tão engenhosa que foi aceita pelas mentes mais afiadas da Grécia, entre elas a de Aristóteles (384 a 322 a.C.), que aprimorou o sistema. Para ele, amor e ódio não só misturavam os elementos como podiam transformar um em outro. Cada um dos ingredientes básicos tinha uma temperatura e uma umidade (veja ilustração ao lado) e era só mudar essas propriedades que os elementos se transformavam. Esfriando o ar, por exemplo, consegue-se água; molhando o fogo surge o ar, e assim por diante. Essa possibilidade deu origem ao sonho de encontrar a “pedra filosofal”, capaz de fazer qualquer metal virar ouro. Os chamados alquimistas se esforçavam, sempre sem sucesso, para chegar lá.
Os mistérios do fogo tiveram que esperar até o século 17 para ganharem uma explicação – mesmo assim, bastante peculiar. Nessa época, imaginou-se que as chamas não seriam um elemento em si, mas sim uma essência inflamável contida em praticamente todas as substâncias – chamada de flogístico -, que poderia ser liberada com o fornecimento de calor. Essa teoria mudou para sempre a história da química, principalmente porque nem todos concordaram em diminuir para três a lista de ingredientes no mundo. Um dos céticos era o pastor inglês Joseph Priestley (1733-1804). Ele descobriu que, com o aquecimento do óxido de mercúrio, havia liberação de um gás especial (na verdade, oxigênio) em cuja presença era possível produzir fogo com chamas muito mais intensas. Segundo a ciência da época, isso era um problema: o fogo estava aumentando quando o flogístico já havia sido consumido. O pastor denominou esse no gás de “ar sem flogístico” e, em estudos seguintes, notou que ele possuía propriedades milagrosas, capazes até mesmo de prolongar a vida. Um ratinho, colocado em uma caixa lacrada cheia do intrigante gás, sobrevivia por mais tempo que outro roedor envolto em ar comum.
Quatro anos depois, em 1778,0 químico francês Antoine Lavoisier interpretou essas observações como indícios de que esse gás era um novo elemento e batizou-o de oxigênio. A teoria do flogístico veio abaixo. Até então, acreditava-se que uma substância queimando dentro de um recipiente fechado se apagasse uma hora porque o ar ficava saturado de flogístico. Já a nova teoria propunha que o oxigênio era consumido durante a combustão, de modo que a queima terminava quando o ar ficava pobre desse gás. A compreensão mais exata do processo de queima permitiu ainda a Lavoisier identificar os três estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Com isso, foi possível distinguir as variações de cada substância. Era o fim definitivo das confusões que descabelaram os velhos pesquisadores – água, gelo e vapor passaram a ser simplesmente água.
A partir desse momento, tudo era uma questão de saber se o elemento se apresentava em sua versão mais simples. Se ele pudesse ser dividido em duas coisas diferentes, é porque não era ainda o ingrediente básico. Em 1800, já se conheciam mais de 36 elementos e a tendência era que essa lista aumentasse rapidamente. Conscientes disso, os químicos passaram a ter a preocupação de criar uma maneira fácil de representar e organizar esse monte de substâncias.
O pontapé inicial foi dado por John Dalton. Ele comparou a mesma quantidade dos 36 elementos e viu quais eram mais pesados. Dividiu então os elementos tendo por base o peso, associando um desenho para cada um deles. O resultado foi um painel confuso, formado por três dúzias de símbolos esféricos. Uma solução mais prática veio do sueco Jons Jacob Berzelius em 1811. Ele propôs que cada elemento fosse representado pela inicial do nome em latim e, em caso de coincidência, pelas duas primeiras letras. Assim, oxigênio virou O e carbono passou a ser C, enquanto o cobalto tomou-se Co.
O próximo passo seria separar os elementos em grupos, de acordo com alguns critérios. O primeiro deles, proposto por Lavoisier, era dividir as substâncias em gases, não-metais, metais e “terrenos”, que incluíam a lima. Dezenas de outras tentativas se seguiram até a elaboração do modelo mais aceitável, que se tornaria a base para a tabela periódica atual. O pai dessa nova disposição foi o russo Dmitri Mendeleyev (1834-1907). Ele bolou um arranjo em que os elementos apareciam identificados pelo esquema de Berzelius e dispostos em colunas verticais (a disposição horizontal era mais comum na época). Também estavam divididos por propriedades físicas e químicas e em ordem crescente de peso. Mendeleyev teve até o cuidado de deixar lacunas na tabela, para elementos a serem descobertos (e que de fato o foram). O resultado final foi a primeira versão da tabela que aparece acima.
Essa representação ganhou força com a descoberta de partículas ainda menores que os átomos. Descobriram-se prótons – partículas de carga positiva no núcleo do átomo – e nêutrons – sem carga elétrica mas capazes de aumentar o peso do núcleo. Por fim, existem pedaços minúsculos de matéria girando em volta disso tudo, os elétrons, que têm carga negativa. A diferença entre os elementos está no número de prótons que possuem. Com essa descoberta, pode-se contar o número de ingredientes do Universo: 92. Junte todos os itens da tabela acima até chegar ao urânio e você terá material para construir um planetinha bacana.
Não era só na química primitiva de Aristóteles que um elemento podia se transformar em outro. Milênios depois, os cientistas observaram em laboratório uma série de metamorfoses misteriosas. Um punhado de átomos de tório, por exemplo, podia começar a emitir outro elemento, o radônio, mesmo que este não estivesse ali originalmente. Como pode?
Para chegar à resposta, os cientistas precisaram conhecer as misteriosas substâncias emitidas por alguns elementos (que hoje conhecemos como radiativos”). Essas partículas – chamadas de alfa e beta – conseguem aumentar ou diminuir o número de prótons no átomo. Aprenda a lidar com elas e será possível transformar um elemento em outro. O tórío (com 90 prótons), por exemplo, emite partículas alfa até ficar com apenas 86 prótons e, assim, virar radônio.
A descoberta reviveu o sonho dos alquimistas – produzir ouro a partir de metais comuns. Os químicos tentaram até conseguir, o que ocorreu em 1941, ao extraírem um próton do núcleo de mercúrio e transformarem o metal em ouro. Só que a experiência não era tão simples, o que acabou com o sonho de riqueza instantânea desses desbravadores. A tecnologia permitia, no entanto, aumentar a tabela. Os cientistas conheciam agora os ingredientes do Universo, mas, como qualquer químico ou dona-de-casa pode lhe dizer, ater-se à receita original é coisa de principiante. A lista, na verdade, não tem fim: sempre é possível colocar um próton a mais no núcleo e conseguir um novo componente da tabela periódica. Um átomo de urânio com um próton a mais vira um netúnio, uma substância que ninguém nunca havia visto, mas que poderia ser feita em laboratório. Desde então, o grupo formado por elementos artificiais não parou de crescer, em parte graças à variedade de reações nucleares que os cientistas descobriram.
Até hoje, os químicos conseguiram produzir e observar 116 elementos. E provável que, no futuro, essas pesquisas levem não só a mais substâncias como a uma compreensão melhor a respeito daquelas que já conhecemos. Não é pouca coisa. O nível atômico abriga as maiores energias que o homem conhece e, por conseqüência, as maiores oportunidades. Se desvendarmos os quebra-cabeças escondidos na tabela periódica, poderemos até, quem sabe, descobrir uma receita para construir novos planetas. Mas não é preciso sonhar tanto: mudar a Terra já seria um tremendo avanço.
Modelo grego
Até o século 18, acreditava-se que o mundo era feito com esses quatro ingredientes. Cada um possuía uma temperatura e uma umidade – a terra, por exemplo, era fria e seca. Para misturar tudo, era só usar amor ou ódio
HIDROGÊNIO
ESTILO:O mais simples e Leve de todos na tabela. Se não estiver ligado a nenhum outro elemento, a gravidade não consegue segurá-Lo e ele vai literalmente para o espaço
HISTÓRIA: A cobaia favorita dos químicos, foi a partir dele que cientistas descobriram como funcionam os átomos
CURIOSIDADE: É o elemento mais abundante no Universo
LANTANÍDEOS e ACTINÍDIOS
ESTILO: Cada grupo tem características parecidas com o elemento que dá nome a eles – os actinídeos parecem o actínio e os lantanídeos, o lantãnio
HISTÓRIA: Foram uma das poucas mudanças na tabeLa periõdica depois de ela ser inventada por Mendeleyev, em 1869
CURIOSIDADE: São todos radiativos. Mantenha longe de crianças – e de adultos também!
CARBONO
ESTILO: Com os mesmos átomos, faz coisas tão diferentes como um diamante ou um grafite. Além disso, é a base de toda a química orgânica
HISTÓRIA: Foi a referência para medir a massa dos demais elementos
CURIOSIDADE: É bem fácil de ser manuseado em laboratório
OXIGÊNIO
ESTILO: Componente de 21% da atmosfera e essencial à vida
HISTÓRIA: Foi o primeiro elemento a ser isolado. Com isso, derrubou o modelo clássico grego, que dividia o mundo em água, fogo, terra e ar
CURIOSIDADE: Todo oxigénio existente na Terra surgiu a partir da ação de seres vivos, como plantas e bactérias
URÂNIO
ESTILO: O mais pesado dos elementos da natureza. Emite radiação, como todo bom actinídio
HISTÓRIA: Foi o último elemento natural a ser descoberto, pondo fim à pergunta que dá nome a esta reportagem
CURIOSIDADE: Atualmente é usado para geração de energia nuclear e na coloração de vidros
ELEMENTO 118
ESTILO: Ninguém sabe ao certo, até porque ele se decompõe em milésimos de segundo
HISTÓRIA: Feito em laboratório em 1999, nunca mais deu as caras. Foi retirado da tabela periódíca dois anos depois, por Ninguém confirmar a experiência que lhe deu origem. O elemento 117, por sua vez, nunca foi isolado
CURIOSIDADE: Feito com a fusão de chumbo (Pb) com criptônio (Kr)

3451- Livro – KRAKATOA – O DIA EM QUE O MUNDO EXPLODIU


O geólogo britânico Simon Winchester caprichou na pesquisa e trouxe um relato vibrante sobre um dos maiores desastres naturais da história: a erupção da ilha vulcânica de Krakatoa, na Indonésia, ocorrida em 27 de agosto de 1883. Foi pavoroso: cerca de 36 mil pessoas morreram. Naquele ano, devido à poeira lançada pelo vulcão, não houve verão na Terra. “O impacto do Krakatoa na consciência do mundo foi profundo”, escreve o autor

3450 – Quanto vale a floresta amazônica?


O mundo está esquentando, por causa do efeito estufa. E a razão do efeito estufa é o acúmulo na atmosfera de gases que não deixam o calor da Terra escapar para o espaço, especialmente gases de carbono. Cada árvore contém carbono que, se não estivesse lá, subiria à atmosfera e aqueceria o globo. Portanto, a própria existência de florestas ajuda a diminuir o problema. Se queimarmos a Amazônia, o mundo esquenta. O Brasil presta um serviço ao mundo quando mantém a floresta (o chamado seqüestro do carbono) – nada mais justo que fosse remunerado. E quem deveria pagar a nós são os países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, maiores emissores de carbono, portanto os maiores culpados pelo aquecimento global.
A água, lançada ao ar pelas folhas, forma nuvens que os ventos levam aos Andes – e os Andes as desviam para o sul. Assim, a floresta regula o clima de vários países. Quando esse sistema é afetado pelo desmatamento, a agricultura do Brasil sofre, o São Francisco perde vazão e a falta de chuvas seca os reservatórios de água do Sudeste. “Até 70% das chuvas no Sul e Sudeste dependem da Amazônia.

3449 – Astronáutica – Quanto ganha um astronáuta?


Módulo Órion

Espera-se que os astronautas civis permaneçam na NASA por pelo menos cinco anos; durante esse período são funcionários do governo federal. A promoção para a maioria desses funcionários baseia-se em um sistema de níveis de salário ocupacional ou “cargo”. Uma classe geral (GS, sigla para general schedule) determina os salários para 15 cargos. Os funcionários geralmente ingressam no serviço civil federal no cargo inicial de uma determinada função e começam a progredir até chegarem ao cargo máximo para aquela ocupação. A classificação das remunerações dos astronautas civis vai de GS-11 a GS-14, com base na experiência e na formação acadêmica. Atualmente, um astronauta da GS-11 recebe inicialmente US$59.493 por ano; um astronauta da GS-14 pode ganhar anualmente até US$130.257.
Os astronautas civis podem escolher o plano de saúde e o seguro de vida; o pagamento do prêmio dessas apólices é compensado em parte pelo governo. Como todos os funcionários públicos, os astronautas contratados após 1º de janeiro de 1984 participam do FERS (Sistema de Aposentadoria de Funcionários Públicos Federais), um plano de aposentadoria de três fases que inclui previdência social, um fundo de pensão e um plano de poupança econômica opcional.
Os astronautas militares são nomeados para a NASA por um tempo de serviço especificado. Eles permanecem na ativa e recebem seus salários, benefícios e licenças como militares.
Astronautas do futuro
O programa do ônibus espacial será encerrado em 2010 e substituído pelo programa Constellation. Embora isso marque o final de uma era, não significará o fim dos astronautas. Na verdade, eles continuarão sendo os pilares do Constellation e retornarão, se a NASA permitir, à Lua. Entretanto, ao contrário das curtas missões Apollo, os astronautas do futuro ficarão na Lua por mais tempo, construindo observatórios e abrindo caminho para eventuais jornadas a Marte.
Sem o ônibus espacial, eles precisarão de um novo meio de transporte, e o terão na forma de uma nova espaçonave multifuncional que possa levar quatro astronautas à Lua, suportar até seis tripulantes nas missões futuras a Marte e levar tripulação e suprimentos até a Estação Espacial Internacional. Uma vez que o observatório lunar fosse estabelecido, as tripulações poderiam permanecer na superfície da Lua por até seis meses. Qual é o cronograma para esse projeto tão ambicioso? A NASA estima que os astronautas vão voltar à Lua em 2020.

3448 – Eletrônica – Conceitos Gerais


De elétrons vem o nome eletrônica

Pode ser definida como o ramo da física que trata da emissão, produção, comportamento e efeito dos elétrons em válvulas á vácuo (embora hoje estejam quase extintas), células fotoelétricas, semicondutores, transistores e integrados(chips). O elétron é a porção negativa do átomo. A menor carga da eletricidade conhecida é = 1,5921×10 elevado a –19 do Coulomb, ou, 4,774×10 elevado a –10 da unidade eletrostática. A massa de um elétron em repouso é de 9,00×10 a –28 da grama. Eletrólito é uma solução química, ácido ou solução alcalina, que se decompõe pela passagem de corrente elétrica em baterias, massa sólida ou líquida em qualquer tipo de pilha, primária ou secundária. Elétrons livres são aqueles que podem mudar de posição e mover-se de um átomo a outro, quando debaixo da atuação de uma força elétrica. A explicação de todos os fenômenos elétricos, desde uma conhecida descarga atmosférica até o mais complicado sistema de comunicações de satélites artificiais é dada a partir de carga elétrica. Existem 2 tipos de eletricidade : a positiva e a negativa.
Magnetismo e eletromagnetismo
A unidade de medida de indução magnética recebeu o nome de Gauss, em homenagem ao físico alemão que tinha esse sobrenome. Quanto maior a densidade de fluxo de um material melhor é a sua propriedade magnética. A unidade de medida de fluxo magnético tem o nome de maxwell. No século 19, Oersted notou que quando passava corrente elétrica por um fio, uma agulha magnética era desviada de sua posição de equilíbrio. Também fazendo passar uma corrente por um condutor reto,, observou que a agulha movia-se da mesma maneira como se estivesse colocada perto de um imã, demonstrando assim que a corrente produzia campo magnético. O eletroimã produz campo magnético muito intenso e é usado para movimentar pesadas massas metálicas de material ferromagnético nas indústrias metalúrgicas.

Eletrônica e audiotécnica
Na ligação de componentes de rádios com fios , estes formam com o chassi, uma pequena capacitância, a qual, em freqüências elevadas pode mudar totalmente o comportamento do circuito. Quanto á variação da capacitância, podem ser fixos, variáveis e semi-variáveis. Em alta freqüência, a substituição de 1 capacitor de poliester por um de papel, pode alterar completamente o funcionamento do aparelho, mesmo com valores rigorosamente iguais. Numa associação em série a capacitância resultante é sempre menor que a menor capacitância dos capacitores do circuito. Numa associação em paralelo, a capacitância equivalente é igual a soma de todas as capacitâncias, portanto maior que quaisquer capacitâncias do circuito. Tudo o que foi enunciado para capacitores vale também para resistores. O capacitor eletrolítico é o único que possui polaridade, ou polos positivo e negativo. Tal capacitor é utilizado quando se deseja capacitâncias elevadas em volume reduzido. É composto por uma lâmina de alumínio enrolada em espiral e imersa em uma solução sólida que se chama eletrólito, daí o nome. È necessário que seja submetido á passagem de corrente contínua pois é preciso que haja uma reação química dentro do componente, após isso, na ocasião da ligação, se a polaridade for invertida, o fenômeno químico se reverte, ficando ligada armadura com armadura, e ocasionando o curto circuito do capacitor.
Unidade de freqüência- O solenóide alimentado por uma corrente alternada de freqüência de 60 hertz, terá suas extremidades mudando de polo 120 vezes por segundo, já que em cada ciclo a corrente muda de sentido 2 vezes. Eletroscópio- Aparelho que mede a quantidade de eletricidade existente na atmosfera; instrumento que indica a presença de eletricidade.
Cargas elétricas diferentes se atraem, cargas iguais se repelem. O sentido verdadeiro do movimento dos elétrons é do polo negativo para o positivo, como o sentido não altera a solução prática dos problemas de eletricidade, até hoje se mantém o sentido convencional, que é justamente o oposto. É aconselhável em caso de tempestade, tomar chuva ao invés de abrigar-se sobre árvores muito altas, pois estas atraem o raio. Capacitância e capacitores Trata-se de um componente utilizado para o bloqueio de corrente contínua, para livre passagem de corrente alternada, como reservatório de cargas nos circuitos de filtro, como tanque nos circuitos osciladores, etc. A unidade de medida de capacitância é o Farad. Para que uma esfera tenha a capacitância de 1 Farad ela deve ser maior que Terra, usa-se portanto o microfarad e o picofarad , para indicar capacitância nos capacitores. Tal grandeza depende dos seguintes fatores: área das armaduras, do dielétrico, material que consiste e a espessura. Dielétrico é a substancia que está entre as armaduras.
Um eletrodo é um condutor pelo qual uma corrente entra ou sai de um aparelho. A superfície pela qual uma corrente passa de um meio para o outro. A parte essencial de uma válvula á vácuo, como o cátodo, as várias placas e o ânodo. Também as placas de uma pilha secundária ou capacitor eletrolítico. O tubo de TV, que é uma válvula, já está obsoleto e vem sendo substituído desde meados dadécada de 80, pelo cristal líquido, plasma e LCD. Os filtros de arranhadura eram usados na etapa de saída de áudio para eliminar a faixa de AF de tom agudo originada pelo ruído da agulha no reprodutor fonográfico analógico. O circuito impresso surgiu a algum tempo ou mais precisamente durante a 2ª guerra mundial para a utilização em equipamentos de comunicação. A antiga eletrola, que substituiu o gramofone, era um transdutor eletromecânico que funcionava por meio de um sistema elétrico e fornecia energia a um sistema mecânico de gravação, sendo que a forma de onda de gravação produzida pelo sistema mecânico, tem componentes de freqüência correspondentes á forma de onda do sistema elétrico.
Supercondutividade- Foi descoberta em 1911 pelo físico holandês Heike Kamerlingh Onnes, um dos pioneiros no desenvolvimento de técnicas para o esfriamento de materiais até temperaturas próximas do zero absoluto ( -273°C) , que é a origem da escala Kelvim. Uma temperatura de 20°C, por ex. eqüivale a 293° K . O material atingiria zero K quando sua energia térmica fosse totalmente retirada.
Foi então iniciada uma corrida, na tentativa de se encontrar materiais mais eficientes que proporcionassem o efeito a uma temperatura cada vez mais próxima da temperatura ambiente.

3447 – Sexo sem Tabu – A TPM


A mulher está sujeita a uma oscilação emocional causada pela fisiologia de seu aparelho sexual e endócrino. De equilibrada passa a desequilibrada, de afável à irritadiça. Ficou provado que em sua maioria, os delitos violentos provocados por mulheres ocorrem em períodos pré-menstruais; assim como os acidentes automobilísticos. O problema deve ser combatido por meio de higiene mental decidida e sadia.
As DSTs, antes conhecidas pelo nome de “doenças venéreas” – Não se sabe a origem da sífilis. Não há sinal de que exista na pré-história, Egito antigo ou demais países da época. Nas viagens de Colombo, porém, há relatos dessa doença. Naquele tempo, a sífilis era chamada de mal da ilha espanhola. Outros historiadores sustentam que a sífilis foi trazida para a América pelos homens de Colombo. Reis e Papas morreram dela: Alexandre VI, Enrique VII, Francisco I, por isso, naquele tempo se chamava mal dos reis. Há uma hipótese de que a loucura de Nero, Augusto e Tibério teria sido consequência da demência sifílica. No século 20, em 1905 foi identificado o agente causador chamado treponema palido. Durante a 2ª Guerra Mundial entraram em cena os antibióticos, inicialmente a penicilina. A Gonorréia é mais antiga. Hipócrates conhecia a doença no ano 460 AC. Galeno também a conhecia e pensava erroneamente que se tratava de uma secreção involuntária do sêmem. Gonorréia significa: corrente da semente. Em 1879, o alemão Neisser descobriu o germe causador. Desde 1940, a penicilina e as sulfas entraram na luta contra a doença. A aureomicina surgiu no mercado farmacêutico, foi empregada com 100% de êxito no tratamento da gonorréia. Combate o germe causador fazendo cessar rapidamente a supuração uretral. Atua mais rápido que a penilicina. É também eficiente contra o linfagranuloma venéreo e contra a sífilis. É absorvida rapidamente pelo organismo e eliminada lentamente, penetrando nos tecidos do fígado, rins, baço, pulmões e no sistema circulatório fetal.

3446 – Onde estão os ETs? – Cientistas russos preveem encontrar alienígenas até 2031


Cientistas russos esperam que a humanidade encontre civilizações alienígenas dentro das próximas duas décadas, disse hoje um importante astrônomo do país.
“A criação da vida é tão inevitável quanto a formação dos átomos. A vida existe em outros planetas e vamos encontrá-la em até 20 anos”, afirmou Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências, citado pela agência Interfax.
Em discurso em um fórum internacional dedicado à busca de vida extraterrestre, Finkelstein declarou que 10% dos planetas conhecidos que orbitam em torno de sóis na galáxia se assemelham à Terra.
Se for possível encontrar água neles, também se poderá encontrar vida, completou o astrônomo, ressaltando que os alienígenas tenderiam a se parecer com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça. “Eles poderiam ter pele de cores diferentes, mas até nós somos assim.”
O instituto comandado por Finkelstein mantém um programa lançado na década de 1960, no auge da corrida espacial durante a Guerra Fria, para monitorar e difundir sinais de rádio no espaço.

3445 – Acidente Nuclear – Operadora encontra estrôncio radioativo no mar de Fukushima


Fonte: Folha de S. Paulo

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central de Fukushima Daiichi, informou nesta terça-feira que pela primeira vez desde que começou a crise nuclear no Japão detectou estrôncio radioativo no leito marinho próximo à usina.
A operadora encontrou no fundo do mar estrôncio-89 e estrôncio-90, dois elementos gerados pela fissão de átomos de urânio e cuja vida média é de 29 anos, indicou a emissora de televisão pública NHK.
As análises ocorreram em 2 de junho em dois locais situados a três quilômetros do litoral e 20 quilômetros ao sul e ao norte do complexo nuclear de Fukushima Daiichi, respectivamente, e revelaram até 44 bequereles por quilo de estrôncio-90 no fundo do mar.
O estrôncio representa um sério problema para a saúde ao ficar acumulado nos ossos ao ser inalado, o que pode causar alguns tipos de câncer.
Shigeharu Kato, membro da Agência de Segurança Nuclear do Japão, afirmou que seguirão as análises para investigar o impacto da acumulação das substâncias radioativas na vida marinha, acrescentou a NHK.
A elétrica, única provedora de energia da região metropolitana de Tóquio, deverá enfrentar também os protestos por sua trajetória na bolsa de valores, onde viu seu valor cair drasticamente desde 11 de março até perder mais de 25 bilhões de euros.
As ações da maior elétrica do Japão alcançaram em 9 de junho seu mínimo histórico de 148 ienes por título, frente aos mais de 2 mil ienes que valiam antes do acidente nuclear.

3444 – Estacionamento de Satélites


O espaço celeste está se tornando um terreno valorizado. Principalmente a chamada órbita geoestacionária, que corre acima da linha do Equador, onde pairam os satélites de comunicação. Para estacionar um satélite ali, é preciso desembolsar um dinheiro considerável. No final deste mês, a empresa brasileira Hispamar vai mandar o satélite Amazonas para essa região. Ele foi construído nos Estados Unidos, pesa cerca de 4,6 toneladas e será lançado de uma base no Cazaquistão. Para deixar a máquina lá em cima por 15 anos, a empresa pagou 27 milhões de reais.
Garantir espaço nessa órbita é cada vez mais estratégico. Para um satélite cobrir o território brasileiro, por exemplo, ele precisa ficar em uma posição de onde dê para “enxergar” todo o país. Só que essas posições acima do Equador também são interessantes para outros países do mesmo continente. “É uma região de conflito e já chegamos a ter disputas com a Argentina.
A ITU começou a cobrar caro pelas notificações para evitar o chamado “paper satellite”, um pedido de posição orbital sem intenção de ocupá-la, como se fosse uma reserva. Um exemplo aconteceu com o reino de Tonga, uma pequena ilha do Pacífico. O país solicitava várias posições estratégicas em cima de outros continentes e depois as revendia. Com o aumento na procura de vagas lá em cima, o perigo é que o céu se torne um território à venda, palco de monopólios e especulações financeiras.
DIVISÃO DE ESPAÇO
Dois satélites podem ocupar uma posição similar, desde que não operem na mesma freqüência. Eles podem ficar em linha, como se fossem carros num estacionamento
CONTROLE REMOTO
Quem controla os satélites na Terra são bases espaciais como a de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Se um satélite precisa mudar de inclinação, ele é dirigido daqui
O QUE É A ÓRBITA
A órbita geoestacionária é um anel que circula a terra na linha do Equador, a uma altura de 36 mil km. Os satélites de comunicação estacionam ali porque precisam acompanhar a rotação do planeta e, nessa faixa, o esforço para mantê-los é menor. Hoje, há 241 satélites na órbita
ATÉ A MORTE
O tempo de vida útil de um satélite é de 15 anos. Quando o combustível está prestes a acabar, a base aciona um propulsor que o lança para fora de órbita e ele acaba como lixo espacial
AZUL OU AMARELO
Os satélites azuis são dedicados aos sinais de rádio e TV. Amarelos são para transmissão de dados, internet e TVs pagas. O Brasil tem seis satélites na órbita, mas o céu acima de nosso país abriga outros 35, sendo 20 americanos

3443 – Livro: QUEM SE ATREVE A TER CERTEZA?


Apesar dos avanços da ciência, o homem atual conserva muito da percepção científica do século 17 e, por isso, às vezes crê que é simples um cotidiano bastante complexo. Essa é uma das idéias apresentadas por José Pedro, físico e professor da USP há 28 anos, e sua mulher, a advogada Maria de Lourdes. Eles misturam ciência e filosofia para discutir temas como energia mental, teletransporte, teoria da relatividade e universos paralelos.