3416 – Mega, o Arquivo da Con(ciência) – O que é Ufanismo?


O ufanismo (jactância ou auto-vangloriação de um país) é uma expressão utilizada no Brasil em alusão a uma obra escrita pelo conde Afonso Celso cujo título é “Porque me Ufano do Meu País”.
É claro que se trata de uma visão retrógrada, porque ufanismo, nacionalismo ou mesmo “patriotismo” não passa de política.
O adjetivo ufano provém da língua espanhola e significa a vanglória de um grupo arrogando a si méritos extraordinários. Portanto, no caso do Brasil, pode-se afirmar que o ufanismo é a atitude ou posição tomada por determinados grupos que enaltecem o potencial brasileiro, suas belezas naturais, riquezas e potenciais.
Na verdade os ufanistas acabavam por extrapolar ao se vangloriar desmedidamente das riquezas brasileiras, muitas vezes expondo a si e ao país a uma situação que seria interpretada por outros como jactância, bazófia e vaidade.
Ditadura militar
Durante o regime militar instaurado pelo movimento político-militar de 1964, o governo passou a usar de propaganda ufanista para conseguir a simpatia do povo e induzi-lo a uma sensação de otimismo generalizado, visando esconder os problemas do regime.
Nesta época surgiram, então, os lemas e as músicas de apoio ao governo. As pessoas (principalmente as crianças) eram incentivadas a usar adesivos como “Brasil: Ame-o ou deixe-o!” nas janelas dos automóveis, de casa etc. Foi um período de grande venda de televisões, já que a Copa do Mundo de 1970 se aproximava.
Ufanismo no futebol
O presidente Médici usou a Copa do Mundo de 1970 para promover um sentimento de ufanismo nacional. Uma vitória simbolizaria um passo na sociedade, já assustada e entristecida pelo regime militar. A vitória do Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 1970, trouxe este sentimento ao país. A canção “Pra Frente Brasil” (usada até hoje por algumas emissoras de televisão), que marcou os anos 70, simbolizava o fato de o título alcançado promover um sentimento de orgulho no país.
O que é o Protecionismo?
É uma doutrina, uma teoria que prega um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau.
Alguns exemplos de medidas protecionistas:

– Criação de altas tarifas e normas técnicas de qualidade para produtos estrangeiros, reduzindo a lucratividade dos mesmos;
– Subsídios à indústria nacional, incentivando o desenvolvimento econômico interno;
– Fixação de quotas, limitando o número de produtos, a quantidade de serviços estrangeiros no mercado nacional, ou até mesmo o percentual que o acionário estrangeiro pode atingir em uma empresa.
O responsável pela fiscalização do comércio entre os países e dos atos protecionistas que os mesmos adotam é a OMC (Organização Mundial do Comércio), cujo papel é promover a liberalização do comércio internacional. O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. No entanto, estas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo; provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las; além de aumentar os preços internos.
Vale ressaltar também que a diminuição do comércio, conseqüência natural do protecionismo, enfraquece políticas de combate à fome e ao desenvolvimento dos países pobres.
Agora temos o protecionismo cultural no Brasil, que nada tem a ver com a economia, entrando mais numa conotação de ufanismo, vista na primeira parte desse artigo.

3415 – ☻Mega Bloco – Sexo sem Tabu


O que é o Masoquismo?
Trata-se de uma contradição à regra geral, ou seja, buscar o prazer pelo sofrimento. O termo é em homenagem ao Barão Sachermasochi, um escritor do século 19, que tinha esse desvio. Tais indivíduos só encontram prazer sexual através de práticas estranhas como o chicoteamento, arranhaduras, pisoteamento e outras torturas masoquistas não-sexuais. São em grande número e se caracterizam por fracassar em toda e qualquer atividade, tendo má atuação em sociedade. A psicanálise explica o fenômeno com o nome de introjeção: o masoquuista lança contra si o próprio ódio que sente pelos outros. Estudos modernos descobriram que a mulher sente prazer em ser submissa ao homem e apresenta uma dose de masoquismo.
Masturbação – Não provoca prejuízos físicos, mentais ou morais, ao contrário do que se pensava no passado.Trata-se de um ato fisiológico natural praticado até por animais. Dentro da civilização humana é mais um tabu sexual. Felizmente, psiquiatras e médicos começaram a mudar de opinião a partir da 2ª Guerra Mundial; mas a propria palavra em si, possui conotação negativa. Como dissemos, animais como cães, gatos e cavalos, também touros chimpanzés são exemplos conhecidos de animais que a praticam. A frequência do ato é individual. O único dano que causa é o complexo de culpa, induzido eventualmente por padres ou outros líderes religiosos quaisquer ou ainda por outros membros da hipócrita e moralista sociedade em que vivemos. É portanto, uma das questões sexuais mais mal interpretadas: não se trata de perversão, mas ato inofensivo isolado e derivado de impulso sexual, servindo como válvula de escape quando o coito encontra obstáculos inevitáveis, criados pela vida civilizada comum.

3414 – Falar vários idiomas pode deixar você com várias personalidades


Psicólogos da Universidade de Hong Kong observaram que estudantes chineses fluentes em inglês se tornavam visivelmente “mais assertivos, extrovertidos e abertos a novas experiências” (características, segundo eles, culturalmente mais próximas de quem cresceu em países que falam inglês) quando estavam usando o segundo idioma.
O efeito foi ainda maior dependendo de com quem os estudantes chineses estavam conversando. Se eles falavam inglês com uma pessoa estrangeira, a “nova personalidade” ficava ainda mais proeminente.
Para os pesquisadores, isso sugere um link claro entre linguagem e personalidade. Eles explicam: o poder, é claro, não está na língua em si, e sim na ideia que as pessoas (no caso, os estudantes chineses) têm de quem a fala. Ou seja: se eles consideram os falantes de inglês mais extrovertidos, ajustam suas personalidades de acordo na hora de usar o idioma.

3413 – Mega Byte – Mais Velocidade na Internet


Computadores de última geração são caros e os mais baratos são lentos e obsoletos.O custo de utilização da Internet ainda é alto, já que conexões de banda larga em alta velecidade também não estão disponíveis em qualquer região. Haja paciência então para os downloads. Mas o Ministério da Tecnologia pretende mudar o panorama. a meta é trazer uma Internet com uma velocidade de 10 GBPs contra os atuais 155 MBPs. O Projeto Giga, como é chamado, depende de financiamento. O maior custo não seria das fibras ópticas, mas das obras de engenharia para cabear as cidades.

3412 – Mega Discovery


O canal de TV à cabo Discovery mostrou a tentativa de clonar um animal extinto

Tratava-se do tigre da Tasmânia, que teve fragmentos de DNA isolados e intactos, conservados em álcool desde 1886. Se fosse bem-sucedida a experiência, o embrião seria gerado por um diabo da tasmânia, o parente mais próximo. O tigre ou lobo da tasmânia era um mamífero marsupial diferente de qualquer outro existente e viviam na Austrália, Nova Guiné e Tasmânia. Muito feroz e acusados de matarem ovelhas, se tornaram alvo de matança desenfreada. O último representante da espécie morreu em 1936. Em 1999 o Museu Australiano iniciou experiências para cloná-lo. Anunciou a boa qualidade do DNA extraídos de órgãos preservados em álcool. A reprodução do DNA em 2002 foi realizada com sucesso e havia possibilidade de que funcionasse em célula viva. Iniciou-se o genoma do tigre para encontrar um hospedeiro para o feto. Estava previsto para 2010 em Sydney, o nascimento do primeiro filhote de tigre da tasmânia clonado.

3411 – Qual é a lógica das letras nas placas dos carros?


A ordem das letras e números tem a ver com o lugar em que o veículo é emplacado. Esse esquema começou a ser adotado em fevereiro de 1990, quando as placas amarelas (com duas letras e quatro números) foram substituídas pelas cinza (com três letras). Cada estado tem suas combinações próprias, distribuídas pela frota local em ordem cronológica de licenciamento ou emplacamento.
É possível encontrar placas com cidades e combinações “trocadas”. Isso acontece porque, se um veículo é emplacado originariamente em um lugar e o endereço do proprietário muda, troca-se apenas a indicação de cidade e estado. Ou seja, um carro licenciado em Camaçari, Bahia, com a combinação JOL pode perfeitamente estar rodando com a indicação “São Paulo, SP”. Isso porque o primeiro emplacamento ocorreu na Bahia.
É possível escolher as letras e números da chapa do automóvel. Assim, mulheres chamadas Beatriz podem encomendar a combinação BIA e donos de BMW ostentar placas BMW. Mas também não é a festa da uva: em São Paulo, por exemplo, são proibidas combinações que formem palavras consideradas obscenas ou constrangedoras, como CUS, GAY e CKH.
☻ Mega Tabelinha
O abc das placas
Letras indicam o estado em que o carro foi emplacado
Estado – Paraná
Série inicial – AAA-0001
Série final – BEZ-9999
Estado – São Paulo
Série inicial – BFA-0001
Série final – GKI-9999
Estado – Minas Gerais
Série inicial – GKJ-0001
Série final – HOK-9999
Estado – Maranhão
Série inicial – HOL-0001
Série final – HQE-9999
Estado – Mato Grosso do Sul
Série inicial – HQF-0001
Série final – HTW-9999
Estado – Ceará
Série inicial – HTX-0001
Série final – HZA-9999
Estado – Sergipe
Série inicial – HZB-0001
Série final – IAP-9999
Estado – Rio Grande do Sul
Série inicial – IAQ-0001
Série final – JDO-9999
Estado – Distrito Federal
Série inicial – JDP-0001
Série final – JKR-9999
Estado – Bahia
Série inicial – JKS-0001
Série final – JSZ-9999
Estado – Pará
Série inicial – JTA-0001
Série final – JWE-9999
Estado – Amazonas
Série inicial – JWF-0001
Série final – JXY-9999
Estado – Mato Grosso
Série inicial – JXZ-0001
Série final – KAU-9999
Estado – Goiás
Série inicial – KAV-0001
Série final – KFC-9999
Estado – Pernambuco
Série inicial – KFD-0001
Série final – KME-9999
Estado – Rio de Janeiro
Série inicial – KMF-0001
Série final – LVE-9999
Estado – Piauí
Série inicial – LVF-0001
Série final – LWQ-9999
Estado – Santa Catarina
Série inicial – LWR-0001
Série final – MMM-9999
Estado – Paraíba
Série inicial – MMN-0001
Série final – MOW-9999
Estado – Espírito Santo
Série inicial – MOX-0001
Série final – MTZ-9999
Estado – Alagoas
Série inicial – MUA-0001
Série final – MVK-9999
Estado – Tocantins
Série inicial – MVL-0001
Série final – MXG-9999
Estado – Rio Grande do Norte
Série inicial – MXH-0001
Série final – MZM-9999
Estado – Acre
Série inicial – MZN-0001
Série final – NAG-9999
Estado – Roraima
Série inicial – NAH-0001
Série final – NBA-9999
Estado – Rondônia
Série inicial – NBB-0001
Série final – NEH-9999
Estado – Amapá
Série inicial – NEI-0001
Série final – NFB-9999
Estado – Novas combinações liberadas para Goiás
Série inicial – NFC-0001
Série final – NGZ-9999

Aquarela automotiva
Por que as placas têm cores diferentes
CINZA
As mais usadas, identificam os automóveis particulares
BRANCA
Colocadas em automóveis oficiais
VERMELHA
Aplicadas em veículos como táxis, ônibus, caminhões e lotações – os chamados “veículos de aluguel”
AZUL
Carros em teste de montadoras. Quando há as letras “CC”, significa que são de consulados
VERDE
Oficinas e lojas as utilizam para demonstrar que o carro está passando por test drive
VERDE E AMARELA
São colocadas em veículos de autoridades federais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
PRETA
Em automóveis antigos, são um atestado de que o modelo, em geral de colecionador, é todo original

3410 – Cinema – O falso exterminador


Filmes exageram o risco de asteróides trombarem com a Terra e promovem as bombas atômicas, antigas vilãs, a salvadoras do planeta.
Uma pedra gigantesca voa em direção à Terra. Se viesse de mansinho, seria suficiente “apenas” para esmagar os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo e bons pedaços de seus vizinhos. Mas ela risca o céu a 32 500 quilômetros por hora. Deve bater no planeta azul em dezoito dias, abrindo um rombo do tamanho do Brasil. Inevitavelmente atingirá os oceanos, que ocupam 70% da superfície do planeta. Ondas de 1 quilômetro de altura se levantarão, inundando cidades inteiras. Por anos, a luz do Sol permanecerá encoberta pela grossa nuvem de poeira levantada na hora do impacto. As plantações morrerão. Haverá fome. É bem possível que a espécie humana não resista. Só há uma saída: mandar lá para cima uma poderosa carga atômica, que explodirá parte do asteróide assassino, tirando-o de sua rota ameaçadora.
Ainda bem que a descrição acima é só ficção. E, do ponto de vista da correção científica, bem ruinzinha. Não existe, em possível rota de colisão com a Terra, um asteróide do tamanho do mostrado em Armageddon, a produção da Disney.
Os maiores, que os astrônomos chamam de “exterminadores”, têm 10 quilômetros, o que já não é pouco, enquanto o do filme tem cerca de 1 000 quilômetros. “Não é só que eles tenham errado demais. Em termos de massa, eles erraram um milhão de vezes.
Exagero danoso
Como trata de um perigo real, a licença dramática é arriscada. Quanta gente não sairá do cinema pensando que é boa idéia começar desde já a engrossar o estoque de armas nucleares? Desde 1995, o físico húngaro radicado nos Estados Unidos, Edward Teller, conhecido como o pai da bomba de hidrogênio, vem defendendo a tese. Houve quem sugerisse, na época, que o cientista estava era querendo um objetivo nobre que pudesse tirar do buraco o Lawrence Livermore National Laboratory — o centro de pesquisa de armas nucleares que ele dirigiu por anos e que teve suas verbas cortadas pela metade desde o final da Guerra Fria.
Como as armas nucleares seriam usadas para desviar um asteróide com órbita que cruza com a da Terra.

1. Um míssil Titan, americano, ou um Proton, russo, levariam uma bomba atômica, que explodiria a uma distância do asteróide igual ao dobro do seu raio.

2. A onda de choque provocada pela explosão é desimportante, mas a energia térmica gerada é enorme e aquece a camada superior da superfície a uma temperatura suficientemente alta para vaporizar algo como 1% dela. O vapor sai em forma de jato, a 4 quilômetros por segundo, provocando um pequeno impulso que tira o asteróide de sua órbita.

3. Calcula-se que, para desviar um asteróide com 1 quilômetro de diâmetro, uma bomba de 10 quilotons (a de Hiroshima tinha 17 quilotons), seria suficiente. Um de 10 quilômetros precisaria de 10 megatons, ou seja, mil vezes mais energia. O método não funciona para corpos menores.

4. O mesmo efeito poderia ser obtido com a implantação do explosivo no próprio pedregulho. Para isso seria necessário mandar uma equipe descer no asteróide. O risco é que o bólido se despedace, jogando pedras menores na Terra.

Esforço inútil
Estudos mostram que um impacto com energia semelhante à da bomba de Hiroshima não conseguiria mover um asteróide fictício de 1,6 quilômetro de extensão.

Se a rocha for sólida, ela pode se despedaçar ou formar uma pilha de pedregulhos unidos por força gravitacional. A vaporização seria pequena e a velocidade de ejeção de material insuficiente para provocar qualquer movimento.

Se for poroso, ou seja, formado por um amontoado de pedaços, o asteróide pode ter uma parte destruída e alguns pedaços deslocados. Mas o seu corpo se manteria na mesma órbita.

Se for composto de duas rochas sólidas, a ejeção de material poderia ser maior, mas não teria força suficiente para impulsionar o corpo todo, pois a onda de choque se perderia na fronteira. Mesmo com uma parte destruída, o asteróide permaneceria no lugar.
Cientistas sabem pouco sobre supostos inimigos
É consenso entre os pesquisadores que a única alternativa para defender a Terra a curto prazo seria o uso de armas nucleares. O problema é que ninguém tem certeza de que isso funcionaria. A desconfiança cresceu depois da análise de fotos batidas no ano passado pela sonda Near. Elas revelaram que o asteróide Mathilde, um monstro de 61 quilômetros de diâmetro que anda perto da Terra, mas em uma órbita que não oferece perigo, parece um amontoado de pedregulhos unidos por força gravitacional. Levando esse dado novo em conta, o astrônomo Eric Asphaug, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, fez simulações em computador e mostrou que o cutucão nuclear pode ser um furo n’água, porque um objeto como o Mathilde absorveria o impacto da explosão. “Muito mais trabalho é necessário antes de decidirmos se os engenhos nucleares são uma saída viável”, escreveu o pesquisador na revista inglesa Nature.
O alerta não desanima os defensores das bombas. O capitão da Força Aérea americana William Glascoe lidera uma campanha na defesa da criação de uma Força Espacial para coordenar os esforços militares do país no espaço, contra inimigos humanos ou naturais. No mesmo time, o deputado Dana Rohrabacher, do Partido Republicano da Califórnia, vem atacando o presidente Bill Clinton por ter vetado o projeto Clementine 2, do Departamento de Defesa, que também estudaria estratégias contra os asteróides.
Algumas idéias difundidas entre os pesquisadores a respeito de como desviar um asteróide.

Reflexo
Enormes espelhos poderiam ser colocados no espaço, de forma a refletir a luz solar sobre um lado do bólido. Para asteróides de 1 a 10 quilômetros, o espelho deveria ter uns 5 quilômetros de diâmetro. O aquecimento provocaria a vaporização da superfície e a saída de órbita (como no caso de uma explosão nuclear próxima).

Laser
Uma nave não-tripulada e carregada com um poderoso emissor de laser seria posicionada de forma a bombardear o asteróide com enormes quantidades de energia. Seriam necessários 10 megawatts (a potência de umas 100 000 lâmpadas elétricas) por metro quadrado para vaporizar a superfície e desviá-lo.

Britadeira
Uma nave não-tripulada levaria uma superbritadeira robótica que poderia quebrar pequenos pedaços do asteróide, jogando-os no espaço. Com a diminuição significativa da massa, o corpo se desestabilizaria e sairia da rota. O probleminha é que num asteróide de 1 quilômetro de diâmetro, a máquina teria de trabalhar pelo menos dez anos.

3409 – A Tecnologia dos Foguetes


As bombas V2 inspiraram os primeiros foguetes, uma vez que utilizaram a mesma tecnologia, sendo portanto, um subproduto da guerra

As flechas de fogo eram usadas pelos chineses pelo menos desde o ano 1000. Os ingleses aprenderam a tecnologia balística enfrentando os muçulmanos na Índia e no fim do século 18 construíram o Congrieve, que chegava a 150 quilos e fez sucesso na guerra contra a Dinamarca. Os primeiros projetos de foguetes foram feitos por um professor de ginásio russo de nome Tsiolkovski, na década de 1920, considerado um dos pais da astronáutica.
O Primeiro foguete de combustível líquido em vez de pólvora foi disparado pelo americano Goddard em 16 de março de 1926. Ele voou 30 metros na fazenda de sua tia no estado de Massachusets. As V-2 desenvolvidas nos anos 40 por Von Braun para Hitler foram os primeiros mísseis de longo alcance da história e foram o modelo para a construção dos grandes foguetes. Aí o russo Gagárin ( na pele dos 3 mosqueteiros) faria o vôo inaugural da nave Vostok em 1957, ficando 108 minutos numa altitude de 327 quilômetros. Concorrendo com os russos, os americanos desenvolveram o foguete Redstone e a nave Mercury onde John Glenn ficou 5 horas em órbita em 1961.
Para jogar um homem na Lua, os americanos construíram o poderoso Saturno 5, um monstro de 46 metros de altura por 6 metros de diâmetro na base. Ao decolar com o tanque cheio pesava 500 toneladas. As naves soviéticas Soyuz foram o meio de transporte mais comum da história da exploração espacial. Estrearam em 1967 e têm mais tempo em atividade que qualquer outro veículo equivalente. O primeiro foguete projetado só para uso civil, sem fins militares, foi o Próton soviético, na década de 1960. Sua missão original seria levar o homem à lua, mas os russos não seguiriam essa idéia. Até hoje, os foguetes dos ônibus espaciais americanos conseguem subir e voltar inteiros. Os outros são descartados após colocar a sua carga em órbita. O Ariane europeu lidera o mercado de lançamento de satélites desde que a NASA saiu do ramo para beneficiar empresas privadas, que usam o foguete americano Delta, entre outros.
O 1° objeto feito pelo homem a descer na Lua foi a nave Luna 11 russa. Não tinha tripulação e caiu sobre o solo com certa violência, em 1966. Os russos também fizeram o primeiro pouso forçado em outro planeta, descendo a nave Venera 3 em Vênus, em 1965. Dois anos depois, a sonda Venera 4 transmitiu imagens inéditas do solo venusiano. Como vimos, o homem pisaria na Lua em 20 de julho de 1969, coroando um programa iniciado já na época do falecido presidente JFK. Os EUA lançaram em 1973 a estação espacial Skylab, foi um bom começo. As sondas americanas Vinking 1 e 2 desceram em Marte em 1976. Foi o início pra valer da exploração de um outro planeta. A estação russa MIR subiu ao céu em 1986. Tinha 13,5 M de comprimento e 4,3 de diâmetro, podendo ser acoplada a 5 naves visitantes ao mesmo tempo.

3408 – Eles Também Vão Para o Espaço


Foguete iraniano, decolou sem incidentes

Irã diz que em breve lançará cápsula com macaco ao espaço
O Irã anunciou neste sábado (18) que planeja enviar três novos foguetes ao espaço nos próximos meses, incluindo um no qual poderia viajar um símio, para avançar em seu propósito de enviar um homem ao espaço por volta de 2020.
O anúncio, feito pelo chefe do programa espacial iraniano, Hamid Fazeli, ocorre dias depois de o país pôr em órbita seu segundo satélite “de fabricação nacional”, batizado “Rashad”.
Após o bem-sucedido lançamento do Rashad, o próximo objetivo é enviar ao espaço o Kavoshgar 5, que levará a bordo animais, explicou em declarações à agência ‘Irna’, nas quais precisou que “este ser vivo é um tipo de macaco especial, pequeno, um Rhesus, que tem boa resistência”.
O novo satélite, cujo peso será de cerca de 285 quilos, será lançado entre 22 de julho e 22 de agosto.
Na última quarta-feira (15), o Irã deu um passo adiante com o lançamento do satélite “Rashad”, que orbitará em torno da terra durante 40 dias.
O programa espacial iraniano é visto com suspeita pelas grandes potências, já que algumas das aplicações para o lançamento de satélites servem também para melhorar o sistema dos mísseis balísticos.
O Irã lançou com sucesso, nesta quarta-feira, o satélite Rassad-1, a 260 quilômetros da Terra. A notícia foi divulgada pela emissora de TV iraniana Al-Alam.
“O satélite conseguiu fotografiar a Terra”, acrescentou o comunicado. O Rassad-1 subiu para o espaço a bordo do foguete Safir.

3407 – Medicina – Candidatos a testes com células-troco


Folha Ciência

Vinte e quatro pacientes se inscreveram para os primeiros testes clínicos voltados para o tratamento de dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia Advance Cell Technology, de Massachusetts (USA).
A FDA (agência reguladora medicamentos e alimentos dos EUA) deu luz verde, em janeiro, aos testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt e a cegueira por degeneração macular relacionada com a idade (DME), uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.
Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão “em um futuro muito próximo”, disse um porta-voz da companhia.
“Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira”, disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.
As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.