3403 – Mega Almanaque – Futebol – A Tragédia de Superga


Foi um acidente aéreo ocorrido a 4 de Maio de 1949. Às 17:05 horas , o Fiat G.212 que levava a bordo toda a equipa do “Torino Calcio” chocou com a fachada da basílica de Superga, perto de Turim.
Na jornada 34 da temporada 48-49, o Torino tinha 4 pontos sobre a Internazionale e faltando 4 jornadas e 8 pontos por jogar, a Liga declarou-o campeão. Seu avião havia se chocado contra a igreja de Superga a umas milhas de Turin, regressando de um amistoso com o Benfica de Lisboa. Não houve sobreviventes. Acabou-se neste dia a história da melhor time italiano de todos os tempos, e um dos maiores da historia do futebol, o Grande Torino da década de 40.
4 de maio 1949, o mesmo dia da catástrofe, em honra ao brilhante Torino da época, a seus jogadores, técnicos e acompanhantes, declarou-se vencedor da Liga. Depois do luto nacional, e ante a emoção universal, a equipe juvenil substituiu por completo à equipe profissional … para jogar as quatro partidas pendentes e as quatro partidas ganhou a equipe juvenil. 15 de maio de 1949, Torino-Genova, 4-0, 22 de maio, Torino-Palermo, 3-0, 29 de maio, Sampdoria-Torino, 2-3 e 12 de Junho, em uma última partida emocionante, os juvenis ganharam no Stadio Comunale por 2-0 da Fiorentina. Em um grande gesto de respeito, os quatro rivais também escalaram juvenis.
Assim, o Torino, líder esportivo, no dia do drama e declarado campeão de honra e luto, também se proclamou campeão esportivo. Os juvenis honraram de tão bela forma a seus ídolos, como Valentino Mazzola, a estrela, o criador, goleador e organizador do Grande Torino. O drama do desaparecimento da equipe não pôde com a beleza da entrega e do jogo da equipe juvenil.
É que naquele então o Torino apaixonava, era o melhor da Itália, fazia uma década, a Juventus era então o segundo da cidade da Fiat. Este scudetto de 1949 era o quinto consecutivo. Em 1947/48, o Torino tinha marcado 125 gols em 40 partidas.
O Grande Torino jogava no ataque, Valentino Mazzola, o mesmo melhor realizador com 20 a 30 gols anuais, o pai de Sandro Mazzola do Inter dos 60, animava e iluminava o balet dos gols de Menti, Loik, Gabetto, Ossola, com Grezar, Rigamonti e Castigliano na medular e poucos zagueiros, que até tinham nome de balet: Ballarin, se chamava o cabeça de área. E bailava diante de Bacigalupo, “lupo” de guarda que não tomava gols porque seus companheiros se consagravam a atacar e marcar gols aos contrários para o descanso de seus escassos zagueiros
No dia 4 de Maio de 1949 morreu o melhor futebol da Itália em Superga e 10 anos mais tarde o calcio estreava o catenaccio, e o Grande Torino criativo e ofensivo de Valentino já era uma simples lembrança dramática. É possível também que a historia do futebol italiano mudou esse dia. O Torino só ganharia um scudetto mais em 1976.
Jogadores
Valerio Bacigalupo
Aldo Ballarin
Dino Ballarin
Milo Bongiorni
Eusebio Castigliano
Rubens Fadini
Guglielmo Gabetto
Ruggero Grava
Giuseppe Grezar
Ezio Loik
Virgilio Maroso
Danilo Martelli
Valentino Mazzola
Romeo Menti
Piero Operto
Franco Ossola
Mario Rigamonti
Julius Schubert
Corínthians homenageou o Torino
A nova terceira camisa do Corinthians é uma homenagem ao italiano Torino.
A homenagem ao Torino, tem a ver com o ano de 1949. À época, o Corinthians usou uniforme grená em um jogo contra a Portuguesa porque a delegação do time italiano havia morrido em um acidente aéreo.
O time corinthiano usou a camisa no jogo contra o Coritiba, no brasileirão.

3402 – O Gás Hilariante


Molécula do gás

O óxido nitroso ou protóxido de nitrogênio (pt-Br), ou protóxido de azoto (pt-Pt) apresenta-se na forma de um gás incolor, composto de duas partes de nitrogênio e uma de oxigênio, cuja fórmula química é N2O e sua fórmula estrutural é N—N—O. Por muito tempo foi conhecido como gás hilariante ou gás do riso, pela capacidade que possui de provocar contrações musculares involuntárias na face das pessoas, dando a impressão de que ela está rindo. O Óxido Nitroso é sempre usado na forma gasosa e normalmente manuseado na forma líquida em cilindros de alta pressão ou tanques criogênicos, porém vaporiza facilmente a baixas pressões.
A maior parte do ar atmosférico é constituída por moléculas de nitrogênio, muito estáveis. O processo de decomposição destas moléculas e síntese de moléculas que permitem aproveitar o nitrogênio como nutriente é altamente endoenergético e não é realizado por animais e plantas, o que explica casos de desnutrição por falta de nitrogênio. Só algumas poucas bactérias especializadas do solo e aquáticas são capazes de retirar o nitrogênio do ar. Todas as plantas retiram seu nitrogênio dessas espécies de bactérias simbióticas; todos os animais, inclusive o homem, retiram seu nitrogênio das plantas. Outras espécies de bactérias, as da deterioração, eventualmente devolvem o nitrogênio ao ar. Estes processos constituem o chamado ciclo do nitrogênio ou ciclo do nitrogênio.
Nos tempos recentes, ações antrópicas têm provocado mudanças no ciclo do nitrogênio, que envolvem o óxido nitroso, mediante ajustes globais tão drásticos quanto no ciclo do carbono. Em 1950, no mundo, produziam-se e aplicavam-se anualmente cerca de 3 milhões de toneladas de fertilizantes artificiais de nitrogênio. Hoje, esse total passa de 50 milhões de toneladas. Este e outros progressos da agricultura estão alterando o ciclo do nitrogênio de formas que a ciência ainda não compreende plenamente. Por outro lado, a queima de combustíveis fósseis não produz apenas monóxido de carbono e dióxido de carbono, mas também compostos de nitrogênio e oxigênio. O óxido nítrico (NO) tem um átomo de nitrogênio e um de oxigênio; o oxido nitroso (N2O) tem dois átomos de nitrogênio e um de oxigênio, sendo que este segundo provoca efeito estufa. Uma molécula deste gás equivale ao potencial de efeito estufa de cerca de 250 moléculas de dióxido de carbono e também permanece mais tempo no ar, em média 125 anos. A concentração de N2O na atmosfera tem aumentado na taxa de 0,25 % ao ano, sendo os solos tropicais considerados os maiores responsáveis pela emissão de N2O em ecossistemas terrestres naturais. As florestas tropicais têm maior abundância relativa de nitrogênio em comparação a outros biomas.
Processos de formação de N2O
A desnitrificação e nitrificação são processos biogênicos que produzem N2O e NO. Estes gases são importantes para a química da atmosfera. O N2O contribui para o aquecimento global e para destruição do ozônio na estratosfera. O NO afeta regionalmente a química do ozônio na troposfera. A desnitrificação é um processo heterotrófico pelo qual muitos gêneros de bactérias (principalmente Pseudomonas) utilizam o carbono orgânico como fonte redutora e, na ausência do O2, utilizam os óxidos de nitrogênio como aceptores de elétrons – resultando na produção de N2O,NO e N2(Davidson,1991). A nitrificação é um processo de oxidação biológica das formas redutíveis de nitrogênio (NH4+) resultando em NO2- e NO3-.As bactérias nitrificantes podem obter energia desta oxidação (família Nitribacteriaceae) ou utilizá-la como produto secundário de nitrificação heterotrófica.
A Quimiodesnitrificação é um processo abiogênico de autodecomposição do HNO2, e da reação deste com grupos fenólicos da matéria orgânica do solo, resultando na produção de NO e N2O. A ocorrência de quimiodesnitrificação é significativamente maior quando o pH do solo é menor que 5. O controle da produção de N2O por microrganismos desnitrificadores no solo é determinado pelo suprimento de nitrato, CO de fácil assimilação e status de O2 no solo. Os microrganismos desnitrificadores utilizam o N na forma de nitrato como aceptor final de elétrons sob condições anaeróbias. A conversão de florestas em pastagens aumenta a disponibilidade imediata de N no solo graças à rápida mineralização provocada pelo fogo, por ocasião da queima da biomassa vegetal derrubada, embora parte do N seja perdido sob formas gasosas durante a queima. Aparentemente, pastagens novas liberam quantidades significativas de N2O, dependendo do referido aumento na disponibilidade de N para os microrganismos desnitrificadores.
Sendo um agente inalatório, o Óxido Nitroso tem sua maior aplicação na área médica. Administrado juntamente com o Oxigênio, possui efeito analgésico e sedativo. Em anestesia geral, a adição de Óxido Nitroso ao Oxigênio permite uma redução da quantidade do agente anestésico mais caro, obtendo-se o mesmo efeito. Para fins industriais é utilizado principalmente na fabricação de chantilly e em automóveis.

3401 – História da Medicina


Éter, gás hilariante: dois dentistas e a incrível história da anestesia

Para operar alguém é preciso evitar a dor, certo? Há pouco tempo, porém, isso era um ato heróico e só mudou graças a uma dupla de americanos e suas experiências pioneiras
Abra a boca, relaxe e imagine como seria pouco menos de 200 anos atrás. Imaginou? Pois bem, nós lhe contamos: doía pacas. E isso para uma simples extração de dente. Para abrir a barriga, então, nem perca seu tempo imaginando. Era um tipo de cirurgia raramente praticado até o século 19.
Operar dentro do crânio, do tórax ou mesmo do abdome era praticamente impossível”, conta o médico Moacyr Scliar em seu texto na revista Aventuras na História de setembro. E era impossível simplesmente porque não havia anestesia. Ou melhor, nenhum método anestésico conhecido até então era eficiente o bastante para permitir tal intervenção.
Os pacientes só deixaram de ser amarrados e desmaiar graças a dois dentistas norte-americanos: Horace Wells e William Thomas Green Morton. O primeiro ficou conhecido por utilizar o óxido nitroso – também chamado de gás hilariante – como anestésico. O segundo entrou para a história da medicina por protagonizar a primeira demonstração pública do éter numa cirurgia.
Wells trabalhava em Hartford, Connecticut. Em 11 de dezembro de 1844, aos 29 anos, sentou-se na cadeira de dentista de seu próprio consultório e ordenou a um colega que extraísse um dente siso que o incomodava. O procedimento não doeu nada. “Começou uma nova era na extração dentária!”, exclamou Wells já com um dente a menos na boca. A nova era fora anunciada por conta do gás hilariante que ele inalara. Além de deixá-lo imune à dor, causou-lhe tremenda euforia e bem-estar.
O gás foi descoberto em 1776 pelo cientista e ministro presbiteriano inglês Joseph Priestley, o mesmo que já havia identificado e produzido o oxigênio em laboratório. Cerca de 20 anos depois, Humphry Davy, conterrâneo de Priestley e aprendiz de farmácia, testou em si próprio os efeitos da inalação do óxido nitroso. Teve uma sensação muito agradável. Sua dor de cabeça passou e sentiu um desejo incontido de rir – daí o nome gás hilariante. “Já que o gás hilariante parece possuir a propriedade de acalmar as dores físicas, seria recomendável empregá-lo contra as dores cirúrgicas”, escreveu Davy.
A idéia de Horace Wells de usá-lo em extrações dentárias surgiu na noite anterior ao bem- sucedido 11 de dezembro de 1844. Wells atendia a uma animada palestra sobre os efeitos hilariantes do óxido nitroso quando, a certa altura, um dos alegres convidados – que havia inalado o gás – começou a correr feito doido entre os bancos do auditório. Suas canelas e joelhos ficaram ensangüentados, mas nenhuma dor lhe acometeu. Foi aí, então, que o astuto dentista percebeu a importância do que estava diante de seus olhos e decidiu ser sua própria cobaia na manhã seguinte.
Durante um mês, Wells fez fama e dinheiro na cidade com suas práticas indolores. Dezenas de clientes bateram à sua porta. Depois, rumou para Boston para realizar uma demonstração a um importante grupo de cirurgiões de Harvard. A apresentação fora acertada graças ao seu conhecido William Thomas Green Morton. Mas transformou-se num fracasso grandiloqüente. O dentista deveria extrair o dente de um aluno da universidade. A quantidade aplicada de óxido nitroso, porém, não foi suficiente. O voluntário gritou de dor (deve ter soltado vários impropérios também) e Wells foi posto para fora como charlatão e impostor. De volta a Hartford, quase matou um paciente. Caiu em descrédito, foi humilhado e terminou por abandonar a odontologia.
Já William Morton, seu colega, persistiria na idéia – só que, aconselhado por seu ex-professor de química Charles Thomas Jackson, substituiu o óxido nitroso pelo éter. O elemento era mais poderoso que o anterior e oferecia menos risco de causar asfixia. Morton utilizou-o com sucesso em animais, nos seus aprendizes e, não satisfeito, testou em si mesmo. Chegou também a realizar uma extração de dente.
Em 16 de outubro de 1846, ele protagonizou uma demonstração pública durante uma importante cirurgia de pescoço no mesmo hospital onde Horace Wells fora execrado. Em seu livro A Assustadora História da Medicina, Richard Gordon conta que Morton entrou apressado na sala, “com seu novo inalador, um globo de vidro contendo uma esponja embebida em éter, com válvulas de couro para garantir o fluxo unidirecional para os pulmões do paciente”. Quando o paciente ficou inconsciente, Morton se dirigiu a John Warren, o cirurgião, e disse: “Doutor, o paciente está pronto”. A intervenção transcorreu sem nenhuma reação de dor por parte do enfermo. Ao término do feito histórico, Warren voltou-se para o auditório e afirmou: “Senhores, aqui não há truques”. E mais: “Daqui a muitos séculos, os estudantes virão a este hospital para conhecer o local onde se demonstrou pela primeira vez a mais gloriosa descoberta da ciência.”
Depois desse dia, o dentista assegurou para si a paternidade da anestesia – o termo foi sugerido pelo médico e poeta americano Oliver Holmes, mas já havia sido empregado por volta do ano 50 pelo grego Dioscórides. Sua invenção correu o mundo. Chegou à Europa no fim de 1846 e, no ano seguinte, aportou no Brasil, onde foi utilizada numa cirurgia feita pelo médico Roberto Jorge Haddock Lobo no Hospital Militar do Rio de Janeiro.

3400 – A Pílula para o homem chegou, só faltam os voluntários para o teste


Médicos britânicos estão tentando reunir pelo menos 50 homens que topem encarar a tarefa contraceptiva. É que eles estão testando um implante que suspende a produção de esperma temporariamente e que pode levar à criação da pílula masculina. Mas faltam voluntários para os testes.
A busca começou em fevereiro, no hospital Royal Free Hampstead, em Londres. Pierre-Marc Bouloux, coordenador da pesquisa, precisa de homens dispostos a receber um implante que libera um hormônio feminino similar à progesterona, inibindo a formação de esperma. O implante também diminui o nível de testosterona no sangue e torna necessária uma injeção desse hormônio a cada três meses. Mas o médico jura que não há efeito colateral nisso. Bouloux já esperava que os mais tradicionais não quisessem participar, mas não que o desinteresse fosse tão grande.

3399 – Por que arrepiamos?


Na maior parte das vezes, o arrepio é uma tática do nosso corpo para amenizar a sensação de frio. O cérebro manda uma mensagem para que os pêlos fiquem eriçados e seu conjunto forma uma espécie de colchão de ar quente, que nos protegecontra as baixas temperaturas.
O mecanismo não faz tanto sentido hoje em dia como fazia para nossos ancestrais, que tinham pêlos em abundância. “No homem moderno, a elevação da temperatura com o arrepiar dos pêlos é insignificante”, diz o professor José Roberto da Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Hoje, tremer dá mais resultado.
Os pêlos também arrepiam quando nos sentimos ameaçados. A tática nãoé muito eficaz em humanos, mas outros animais têm bastante sucesso com o arrepio. Cães como os da raça husky,por exemplo, têm muitas camadas de pêlo e parecem maiores com o eriçar dos pêlos.
Mas e o arrepio que toma conta quando você ganha um beijinho na orelha? Segundo José Roberto, ele acontece porque o nosso corpo responde da mesma forma que quando estamos assustados. “O sistema interligado do organismo faz com que o corpo reaja de uma única maneira para estímulos diferentes.”

3398 – Como funciona um veleiro?


Se você já andou de guarda-chuva numa ventania, sabe que, se ele estiver inclinado a favor do vento, vai empurrá-lo para a frente. Mas tente ir contra o vento e verá que é difícil sair do lugar – isso se você não for empurrado para trás. Igualzinho a um barco a vela, certo? Errado! Os veleiros de hoje conseguem navegar quase que contra o vento. Não funciona tão bem quanto com vento de popa, mas é melhor do que ter de baixar velas e ficar esperando.
O segredo está no formato da vela, triangular. As velas retangulares, como as das caravelas, funcionam como o guarda-chuva e servem para aproveitar ventos que venham de trás ou das laterais do barco. Já as triangulares funcionam como asas de avião (veja abaixo) e servem para navegar em ângulos de até 40 graus em relação ao vento.
No século 19, os marujos já tinham algum conhecimento desse processo. “Mas foi durante a Primeira Guerra, com o desenvolvimento da aviação, que se compreendeu melhor o funcionamento das asas e, assim, das velas triangulares”.
Empurrar um veleiro requer um bocado de física
Que nem asa de avião
O vento que passa por cima da parte curvada tem velocidade maior que o que passa por dentro. A pressão mais alta da parte de dentro empurra o barco
Acertando o grau
A força gerada pela vela empurra o barco para o lado. Para contrabalançar, a bolina gera uma força lateral na direção oposta à da vela, equilibrando a trajetória
De ladinho
Como a vela faz força para um lado e a bolina para o outro, o barco acaba navegando sempre inclinado ou, como dizem os velejadores, adernado

3397 – Por que pintamos árvores de branco?


A adição de cal, que dá a tonalidade branca aos troncos, é usada para combater a proliferação de fungos. O óxido de cálcio é uma substância alcalina e corrói a parte externa da árvore. O problema é que, junto com os fungos, ele mata microorganismos essenciais para a planta, como os liquens. “O cal destrói todo o ecossistema do tronco”, diz o professor Demóstenes da Silva Filho, do Departamento de Ciências Florestais da USP. A caiação se torna ainda mais discutível nas cidades, onde a distância entre as árvores não permite a contaminação de uma para a outra, um dos motivos mais comuns para explicar a caiação.
O efeito paisagístico é mais um ponto contra. Quando pintados de branco, os troncos de algumas árvores perdem boa parte do seu charme. Para acabar com o problema, uma nova tendência surgiu nos últimos anos: tinta látex transparente. Mas o modelito sem cor pode ser pior. “A tinta deixa a árvore impermeável”, diz Nilson Máximo, da ONG SOS Mata Atlântica. Resultado: menos uma aliada contra as enchentes nas grandes cidades.

3396 – Mega Clássicos: Alice no País das Maravilhas


Um conto infantil que virou peça de teatro e desenho e longa metragem
Um mundo onde as regras do tempo e do espaço estão de cabeça para baixo. O País das Maravilhas, criado em 1865 por Lewis Carroll, é o cenário para as aventuras de Alice.
O Buraco do Coelho
Um coelho branco passa correndo, de olho no relógio de bolso. “Oh, céus! Vou chegar atrasado!” Curiosa, Alice o segue através de um buraco e despenca num precipício. Cai por tanto tempo que acaba pegando no sono. Ao despertar, continua seguindo o coelho por uma passagem subterrânea que leva ao Salão das Portas
O Salão das Portas
Todas estão trancadas. Há uma chave, mas a porta é pequena. Um líquido faz Alice encolher, mas a chave ainda está sobre a mesa, agora muito alta. Um bolo com a etiqueta “coma-me” parece ser a solução, mas ela cresce demais. Quando começa a chorar, as lágrimas inundam a sala
A Lagoa de Lágrimas
O Coelho Branco volta a aparecer, mas, assustado com o tamanho de Alice, foge correndo, deixando cair suas luvas e um leque. Alice apanha o leque e começa a se abanar, sem perceber que está encolhendo novamente, e cai na lagoa de suas próprias lágrimas
Vila dos Animaizinhos
Junto com um bando de animais, Alice nada até a margem e, de repente, está fora do Salão, sem passar por nenhuma porta. Ela vê campos e bosques e decide seguir em frente quando os animais começam a discutir
O Chalé da Duquesa
Dentro do chalé, o ar está cheio de pimenta. A Duquesa, feia e mal-humorada, acalenta um bebê-porco. Perto da lareira, o Gato de Cheshire mostra o tamanho de seu sorriso. O cozinheiro começa a atirar panelas na cabeça da patroa. Alice segue adiante
O Centro de Informações da Lagarta
No meio do bosque, a Lagarta Azul está fumando um narguilé. Ela não é lá muito simpática, mas acaba dando uma informação importante a Alice: “Um lado faz você crescer, outro lado faz você diminuir”. Mas um lado do quê? “Do cogumelo”, responde a Lagarta, e vai embora rastejando. Alice apanha um pedaço e o guarda no bolso
O Chalé do Coelho
Ao ver novamente Alice, o Coelho Branco ordena que ela vá até seu chalé e lhe traga um novo par de luvas. Lá, a menina volta a ter problemas com suas dimensões. Outro líquido suspeito e ela fica tão grande que ocupa toda a sala. Um pedaço de bolo depois, ela encolhe e consegue passar pela porta
A Árvore do Gato de Cheshire
Alice avista o Gato de Cheshire sobre a árvore e ele sugere uma visita à casa do Chapeleiro e da Lebre de Março, dois malucos. “Mas eu não quero andar no meio de gente maluca”, diz Alice. “Aqui todo mundo é maluco. Inclusive eu e você”, diz ele antes de desaparecer
O Salão do Chá
Alice encontra o Chapeleiro Louco e a Lebre de Março tomando chá com um arganaz. Aqui, o tempo parou e são sempre 6 da tarde, a “hora do chá”. Eles passam os dias ao redor da mesa, empilhando xícaras e comendo torradas
A Árvore Oca
Mais adiante, Alice encontra uma árvore com uma porta no tronco e descobre que aquele é um atalho que leva de volta ao Salão das Portas. Ela pega a chave, come um pedaço do cogumelo e finalmente consegue passar pela portinhola que leva ao Roseiral
Roseiral da Rainha
Todas as rosas são brancas, mas os jardineiros insistem em pintá-las de vermelho. Eles explicam a Alice que erraram na hora de escolher a muda e que, se a Rainha descobrir o engano, serão decapitados
O Campo de Croqué
A governante do País das Maravilhas, a Rainha de Copas, aparece de surpresa. Ela e o marido, o Rei de Copas, convidam Alice para um jogo de croqué. Os tacos são flamingos e as bolas, porcos-espinhos
À margem do Oceano
Depois do jogo, e acompanhada pelo Grifo, um animal fabuloso com corpo de leão e cabeça de águia, Alice vai visitar a Falsa Tartaruga, que vive sobre uma rocha à margem do mar. O grito de “O julgamento vai começar!” faz Alice e o Grifo correrem para o Tribunal
O Tribunal
As tortas feitas pela Rainha foram roubadas! O principal suspeito é o Valete de Espadas. O Rei é o juiz. Ao depor, Alice se opõe à Rainha e é condenada à decapitação. Mas ela dá de ombros. “Quem se importa? Vocês não passam de um monte de cartas”, diz. As cartas, enfurecidas, caem sobre ela
De volta a Oxford
À margem do rio Tâmisa, a irmã de Alice avisa que ela dormiu por muito tempo. As duas voltam para casa, pois, como boas inglesinhas, não devem perder a hora do chá

3395 – Astronáutica


Embora com uns 50 anos de atraso, o Brasil está tentando mandar para o espaço o seu primeiro foguete lançador de satélites. Já gastou 300 milhões dedólares em 23 anos. Todas as tentativas fracassaram, mas é necessário lembrar que grande parte dos foguetes americanos e soviéticos nas décadas de 1950 e 60 explodiram na rampa de lançamento. Sem 1 foguete lançador, deixamos de faturar até 1 bilhão por ano. Em abril de 2001, até a pobre e superpopulosa Índia, que também já possui a bomba atômica, disparou com sucesso o seu primeiro lançador de satélites, o GSLV. O custo de um foguete é de 6,5 milhão de dólares, muito inferior aos 15 milhões cobrados para colocar um único satélite no ar. Minisatélites e microsatélites, alguns pesando apenas 1 quilo, podem ser lançados a um custo bem mais baixo.
A ESA, Agência Espacial Européia, é um consórcio de 15 países e com oa lançadores Ariane 4 e Ariene 5, domina atualmente o mercado mundial. Já pôs 200 satélites em órbita. O Japão também está no páreo. A Índia começou o seu programa muito antes de nós, em 1963 e está bem na nossa frente. Lança satélites desde 1999, tem 2 foguetes e estão pensando num vôo não tripulado à Lua.
A base Barreira do Inferno, em Natal, criada em 1965, já lançou mais de 400 foguetes pequenos, mas a de Alcântara, no Maranhão é mais bem posicionada por estar perto da linha do equador. Os rudimentares foguetes chioneses feitos de bambú no século 13 voavam queimando uma mistura de salitre, enxofre e carvão, que ao cair sobre o inimigo, explodia, devastando uma área de 600 metros de raio.
Últimas
O Brasil decidiu deixar a ACS, binacional espacial Brasil-Ucrânia, respirando por aparelhos.
A estratégia da AEB (Agência Espacial Brasileira) é não deixar a empresa morrer, mas não injetar os R$ 50 milhões que o Brasil previa para a capitalização da empresa neste ano enquanto os ucranianos não derem sua contrapartida financeira.
“Não podemos fazer uma administração temerária, na qual só um parceiro põe dinheiro”, diz o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp.
O programa para explorar o mercado de lançamentos comerciais de satélite usando a base brasileira de Alcântara e o foguete ucraniano Cyclone-4 vem sendo desidratado pelo governo.
O Ministério da Ciência e Tecnologia não considera a ACS (Alcântara Cyclone Space) fundamental para o programa espacial, que precisa bancar ainda os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e os foguetes da Aeronáutica. Quer que a Ucrânia aumente sua contribuição para o capital da empresa.
A ACS tinha como objetivo lançar um Cyclone-4 de Alcântara em dezembro de 2012. Para isso, precisaria de mais R$ 300 milhões do Brasil e R$ 450 milhões da Ucrânia. O Brasil já pôs no capital da empresa R$ 218 milhões, e a Ucrânia, R$ 98 milhões.
“Não somos contra o projeto. Vamos fazer de tudo para viabilizá-lo. Mas houve a decisão de não fomentar desequilíbrios”, disse Raupp.
Segundo ele, a Ucrânia havia prometido sua contrapartida na ACS em junho, mas adiou para setembro.
A decisão de deixar a ACS de molho pôs o governo numa saia justa com o PSB, partido aliado cujo vice-presidente, Roberto Amaral, capitaneou o acordo com a Ucrânia quando ocupava o Ministério da Ciência e Tecnologia e até este ano dirigia a parte brasileira da ACS.