3394 – Cientistas identificam gene vinculado à paralisia cerebral


Uma equipe de pesquisadores que traçou a sequência genética de dois irmãos gêmeos afetados pela paralisia cerebral identificou o gene causador do transtorno nas crianças, segundo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista “Science Translational Medicine”.
A descoberta permitiu oferecer aos irmãos um tratamento efetivo que ameniza os sintomas da doença.
O menino Noah Berry e a irmã dele, Alexis, foram diagnosticados com paralisia cerebral quando tinham dois anos. Aos quatro, os tratamentos aos quais foram submetidos apresentaram resultados efêmeros.
A paralisia cerebral, um transtorno permanente e não progressivo que afeta a psicomotricidade do paciente e limita a atividade da pessoa, é atribuída a problemas no desenvolvimento cerebral do feto. A doença não tem cura conhecida.
A incidência do transtorno em países desenvolvidos é de aproximadamente 2 a 2,5 em cada mil nascimentos e não diminuiu nas últimas seis décadas, apesar dos avanços médicos como a monitoração dos sinais vitais dos fetos.
As crianças herdaram duas cópias do gene SPR que sofreram mutação –uma da mãe e uma do pai.
A mutação do SPR transtornou a senda celular responsável não só pela produção de dopamina, mas também de outros dois neurotransmissores: a serotonina e a noradrenalina.
Os dois neurotransmissores operam na sinapse, ponto de contato no qual um neurônio passa sinais elétricos e químicos para outro. Para suprir a deficiência de dopamina e serotonina, os médicos recomendaram uma dose pequena de um suplemento chamado 5-HTP a seus outros remédios.
“Um mês depois do início do novo tratamento, a respiração de Alexis melhorou notavelmente”, comentou Reeta, mãe das crianças, acrescentando que a menina voltou a correr.
Noah também se beneficiou e sua mãe afirmou que o menino consegue escrever melhor e está mais concentrado na escola.
A identificação da sequência genética é resultado da tecnologia avançada do Centro Baylor de Sequenciamento do Genoma Humano, dos EUA, que contou com a colaboração de médicos e pesquisadores de outras partes do país.
O Centro Baylor é pioneiro no traçado completo da sequência genética de indivíduos desde que o prêmio Nobel James Watson apresentou seu mapa genético em 2007.

3393 – Música – Soul – Jocelyn Brown


Jocelyn Brown (nascida Jocelyn Lorette Brown, 25 de novembro de 1950, Kinston, Carolina do Norte) é uma cantora de Pop, Soul, R&B, House. Embora ela só tenha uma música na Billboard Hot 100 (Somebody Else’s Guy de 1984), tem uma extensiva e bem conhecida carreira no cenário da dance music.
Brown começou cantando no final dos anos 70 inspirada por bandas como Musique, Inner Life, Bad Girls, Salsoul Orchestra, Disco Tex and The Sex-O-Lettes, Cerrone, Chic e Change. Em 1984, Brown lançou o single “Somebody Else’s Guy” que alcançou número 2 na parada de R&B da Billboard. Sua carreira solo nunca decolou e ela continuou a cantar em gravações de outros artistas.
Tem mais de 20 singles de sucesso na parada dance da Billboard, sendo que quatro desses atingiram número um.
Já trabalhou com Boy George como backing vocal se apresentando em turnês com o Culture Club. Em 1985 fiz uma participalão no álbum From Luxury to Heartache de 1986. Em 1987 foi co-autora, junto com Boy George do sucesso “Keep Me In Mind”.
Desde 1990, vive em Londres. Na década de 90, Brown se tornou uma das vítimas da mania de samplear e sua frase “I’ve got the power” foi sampleada de seu hit Love’s Gonna Get You de 1986, pelo grupo Snap! para o sucesso “The Power” assim como pelo grupo de hip-hop Boogie Down Productions em seu single “Love’s Gonna Get’cha (Material Love)”.
Em 2006 Brown lançou o álbum chamado Unreleased.
Em 2007 cantou o hino nacional dos Estados Unidos, The Star-Spangled Banner no Estádio de Wembley, na primeira partida de futebol americano para a temporada regular jogada em solo estrangeiro. O jogo foi entre New York Giants e Miami Dolphins.

3392 – De ☻lho no Mapa – A Tasmânia


Veja a Tasmânia ao sul da Austrália

É uma ilha e um estado da Austrália, que se localiza a 240 km da costa sudeste da Austrália continental.
Com uma área total de65 022 km², o estado contava, em 2002, com uma população de 474 000 habitantes, sendo seu crescimento 1,1%.
Hobart é a capital e a maior cidade da Tasmânia. Os outros grandes centros populacionais são Launceston, Devonport e Burnie.
Pré-história física
Acredita-se que a ilha fizesse parte da ilha principal até o final da mais recente era glacial, aproximadamente 10 000 anos atrás.
A Tasmânia era, antigamente, habitada por populações indígenas, os aborígenes tasmanianos, existindo evidências que indicam sua presença nesse território, que mais tarde se tornaria uma ilha, há pelo menos 35 000 anos. A população indígena, em 1803, na época da colonização britânica, foi estimada em 5000. Os aborígenes da Tasmânia não produziam fogo ou armas e, por isso, eram considerados pelos colonizadores europeus como sendo uma raça inferior. A limpeza étnica era vista como algo necessário para evitar a contaminação da humanidade por raças inferiores e os aborígenes foram caçados como animais. Sua pele foi usada para produzir couro, adultos foram esterilizados e muitos morreram em consequência de doenças. A população foi dizimada, mas alguns descendentes mestiços ainda sobrevivem. O impacto das doenças introduzidas, anteriores às primeiras estimações europeias sobre a população da Tasmânia, significa que a população indígena original poderia ter sido algo superior a 5000. O último aborígene de sangue puramente tasmaniano foi Truganini – que morreu em Hobart em 1876.

É uma ilha acidentada de clima temperado, tão similar ao da Inglaterra no período pré-industrial que alguns colonos ingleses chamavam-na a “Inglaterra do Sul”.
Geograficamente, a Tasmânia é similar à Nova Zelândia a leste. Como a Tasmânia não teve atividade vulcânica nas recentes eras geológicas, ela tem montanhas arredondadas semelhantes às encontradas no interior da Austrália, ao contrário da maior parte da Nova Zelândia. A parte mais elevada é a região central, que cobre a maior parte do centro-oeste do Estado. A área centro-leste é plana, sendo usada principalmente para a agricultura, embora atividades pecuárias existam no estado.
A região sudoeste, em particular, tem uma grande densidade de florestas, com o Parque nacional do Sudoeste apresentando uma das últimas florestas temperadas do hemisfério sul. O gerenciamento dessas áreas tão afastadas e isoladas foi facilitado com o uso da imagens de satélite.
A maior parte da população vive em torno dos rios – os rios Derwent e rio Huon no sul, os rios Tamar e Mersey no norte.

3391 – Civilizações Antigas – O que era o Colosso de Rodes?


A estátua foi uma das 7 maravilhas

Foi uma estátua de Hélios, deus grego do sol, construída entre 292 a.C. e 280 a.C. pelo escultor Carés de Lindos. A estátua tinha trinta metros de altura, 70 toneladas e era feita de bronze. Tornou-se uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Já que o colosso tinha um pé apoiado em cada margem do canal que dava acesso ao porto, todas as embarcações que chegasse à ilha grega de Rodes, no Egeu por volta de 280 a.C. passaria obrigatoriamente sob as pernas da estátua de Hélios, protetor do lugar. Com 30 metros de altura, toda de bronze e oca, a estátua começou a ser esculpida em 292 a.C. pelo escultor Carés, que a concluiu doze anos depois. Na mão direita da estátua havia um farol que orientava as embarcações à noite. Era uma estátua tão imponente que um homem de estatura normal não conseguiria abraçar seu polegar.
O povo de Rodes mandou construir o monumento para comemorar a retirada das tropas do rei macedónio Demétrio, que promovera um longo cerco à ilha na tentativa de conquistá-la. Demétrio era filho do general Antígono, que herdou de Alexandre, uma parte do império grego. O material utilizado na escultura foi obtido da fundição dos armamentos que os macedônios ali abandonaram.
A estátua ficou em pé por apenas 55 anos, quando um terremoto atirou-a para o fundo da baía de Rodes, onde ficou esquecida até à chegada dos árabes, no século VII, pois os habitantes de Rodes não o reconstruíram (isso deveu-se ao fato de que eles visitaram um oráculo próximo dali, e esse recomendou-lhes não reconstruírem o colosso). Os árabes, então, venderam-na como sucata. Para ter-se uma ideia do volume do material, foram necessários novecentos camelos para o transportar. Aquela estátua, considerada uma obra maravilhosa, levou Carés a suicidar-se logo após tê-la terminado, desgostoso com o pouco reconhecimento público.
Recentemente, em 2008, uma arqueóloga alemã contestou a localização da estátua. Baseada na falta de evidências submersas de fragmentos da estátua na região do porto, a arqueóloga supôs que a estátua estivesse totalmente em terra firme, numa montanha próxima.