3238 – Medicina – É Tudo Virose


Identifica-se todas as doenças infecciosas causadas por vírus, uma carapuça que serve a problemas tão diversos quanto diarréia, febre, dores musculares, coriza, otite, amidalite e, ao pé da letra, até aids.
Em defesa dos médicos, muitas vezes os vírus só podem ser identificados após uma investigação profunda e desnecessária.
Para complicar mais o diagnóstico, o mesmo vírus pode provocar sintomas diferentes. Ou seja, a sua conjuntivite pode provocar o resfriado alheio porque são causados pelo mesmo sujeito, o adenovírus.
Outro motivo que contribui para a onipresença da virose é que não faltam oportunidades para pegar uma. Ambientes fechados favorecem o contágio, assim como copos, teclados e alimentos podem passar adiante aquela gripe esperta.

3237 – Tabaco contra o câncer


O fumo mata 5,4 milhões de pessoas por ano. Mas e se, em vez de provocar câncer, o tabaco fizesse exatamente o contrário: ajudasse a acabar com os tumores? É isso que um grupo de cientistas americanos está prestes a fazer: eles descobriram que o vírus TMV, que ataca a planta do tabaco, pode ser modificado geneticamente para combater o câncer em seres humanos.
A idéia é inserir remédios anticâncer dentro do vírus, que então seria injetado no sangue do paciente. Ele passearia por dentro do corpo e só soltaria as drogas quando encontrasse um tumor. Mas por que o vírus do tabaco? Primeiro, porque ele é oco: tem bastante espaço para moléculas de remédio. O bichinho age com precisão. Isso porque as células cancerosas têm peptídeos (um tipo de molécula) específicos, diferentes dos peptídeos normais. Os cientistas descobriram que, se você grudar um desses peptídeos cancerosos no vírus do tabaco, o vírus só consegue se conectar às células doentes – deixando intocadas as células saudáveis. Traduzindo: ao contrário das atuais terapias anticâncer, o tratamento à base de tabaco não teria efeitos colaterais . A pesquisa está em fase inicial, e o tratamento ainda não foi testado, mas os cientistas estão animados. Segundo eles, o vírus é inofensivo para as pessoas – parte da população, inclusive, já tem pequenas quantidades dele no organismo (pelo contato com cigarros). O único porém é que, com o tempo, o sistema imunológico humano poderia criar resistência ao TMV, acabando com a eficiência do tratamento. Mas, mesmo se isso acontecer, o tabaco do bem não vai perder seu lugar na medicina: a empresa americana Targacept está desenvolvendo tratamentos à base de nicotina para combater a hipertensão e vários tipos de doença mental.

3236 – Mega Byte – Você lê os relatórios de erro do computador?


Se computador travado já é irritante, mais ainda é clicar em “enviar relatório de erros” e ter a impressão de que o gesto foi em vão. Não à toa, muita gente acaba desativando essa opção. Mas acredite: seus relatórios podem melhorar a sua e outras vidas, contribuindo para softwares melhores.
“As informações de travamento enviadas por usuários são valiosas”, afirma um colaborador da Mozilla Brasil.
Quando um “pau” é relatado muitas vezes, aquele problema passa a ser prioritário para os programadores. Mesmo erros menores podem ajudar na identificação de padrões e na correção dos mais graves.
E nem é preciso esperar tudo travar para relatar falhas. Boa parte dos bancos de dados que recebem os relatórios permitem a denúncia espontânea de problemas nos programas, os famosos bugs.
Se o software é desenvolvido por comunidades livres, você pode até colaborar, da triagem à correção dos erros, de acordo com o que entender do assunto.

Da ação à solução
Os relatórios que você envia contribuem para um mundo – virtual – melhor
SELEÇÃO
Após o “enviar”, o relatório vai para um banco de dados do desenvolvedor do programa que “deu pau”. Lá, um grupo separa os erros entre os que serão ignorados ou analisados.
CORREÇÃO
Bugs críticos são verificados por outra equipe, responsável por debater se o problema merece ser resolvido e sugerir soluções para ele.
REAÇÃO
Outro time avalia as correções, que, depois de aprovadas, são incluídas na versão seguinte do programa, que chega aos usuários livre daquele erro.

3235 – Lixo espacial: os garis do Universo


No dia 11 de janeiro de 2007, a China lançou um míssil com um alvo certo: seu satélite meteorológico Fengyun-1C, em órbita a 865 quilômetros de altitude. O objetivo dos chineses era exibir seu poderio militar, mas o que fez os cientistas coçar a cabeça foram os milhares de pedaços de sucata espacial que a explosão lançou ao redor da Terra – tornando 2007 o ano em que a humanidade mais poluiu sua órbita.
O lixo espacial é composto de detritos de naves, satélites desativados, estágios de foguetes e por todas as tranqueiras que surgem quando esses e outros objetos explodem ou colidem entre si. Conforme esse lixo se acumula, crescem os riscos de colisões com satélites e missões enviados ao espaço. Todo ano, missões importantes, como a Estação Espacial Internacional, precisam ser manobradas a partir da Terra para evitar acidentes. Em alguns casos, tudo o que se pode fazer é cruzar os dedos.
A situação tende a piorar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a cada ano, cerca de 200 pedaços de lixo espacial com mais de 10 centímetros de diâmetro (os mais perigosos) entram no espaço. Atualmente, a Rede de Vigilância Espacial dos EUA monitora cerca de 17 mil detritos no espaço, a maioria com esse tamanho. Abaixo de 10 centímetros e com até 1 centímetro de diâmetro, estima-se que existam mais de 300 mil objetos voando sobre nossa cabeça. Menores que 1 centímetro, existem milhões. E, conforme eles colidem uns com os outros, a quantidade de fragmentos fica maior.
Será que vai dar certo?
Conheça algumas tecnologias que os cientistas bolaram para eliminar o lixo espacial. Elas só precisam ser aprimoradas
LASERS
O QUE É – Canhões de laser instalados em terra, no ar e no espaço são disparados contra o lixo, desviando sua órbita para mais perto do planeta. Ao entrar em atrito com a atmosfera, o lixo queima até desaparecer.
O QUE FALTA – Até já foi elaborado um plano, o Projeto Orion, mas não foi para a frente. A tecnologia para construir existe, mas os custos ainda são extremamente altos.
REDES
O QUE É – Redes gigantes formadas por uma liga firme e extensa, unidas a hastes infláveis, formam uma espécie de cesto enorme. A idéia dos cientistas é jogá-las em nuvens de lixo espacial e, depois, pescar os detritos.
O QUE FALTA – A técnica já é usada para recolher satélites inativos. Mas o potencial para coletar lixo espacial de forma eficiente precisa ser desenvolvido.
FIOS ELETROMAGNÉTICOS
O QUE É – Fios de cobre (ou outros materiais condutores de eletricidade) são acoplados a satélites e outras naves e reagem com o campo magnético da Terra para atrair o lixo espacial de volta ao planeta.
O QUE FALTA – Aprimorar a técnica. Para o lixo existente, só é possível capturar poucos objetos e de tamanho grande.
AEROGEL
O QUE É – Substância leve e supergrudenta que prende os detritos e coleta informações sobre eles. A tecnologia já existe – o aerogel é usado para coletar amostras espaciais para estudo.
O QUE FALTA – É preciso ampliar a escala. “Uma quantidade enorme de aerogel seria necessária para recolher uma quantidade muito pequena de detritos”, diz Nicholas Johnson, cientista da Nasa.
BRAÇO COLETOR
O QUE É – Idéia meio maluca, é literalmente um braço coletor que serve para agarrar pedaços de lixo maiores.
O QUE FALTA – Baratear o custo. O equipamento é muito caro e de uso restrito à coleta de objetos de porte razoável, como naves abandonadas.
ESPUMA
O QUE É – Um painel de espuma especial, altamente porosa, colocado na rota dos detritos. Ao passar por ele, o lixo reduziria sua velocidade, caindo mais perto da Terra – e se incinerando com o atrito.
O QUE FALTA – Os painéis precisam ser enormes para atingir uma quantidade significativa de detritos pequenos. Mas aí correm o risco de colidir com outros objetos grandes.

3234 – Mega Tour – Bruxelas


Bruxelas, cartão postal

É a capital de fato da União Europeia (UE) e a maior área urbana na Bélgica. É composta por 19 comunas, incluindo a Cidade de Bruxelas, propriamente dita, que é a capital da Bélgica, Flandres e da Comunidade Francesa da Bélgica. Bruxelas cresceu de uma fortaleza no século X, fundada por um descendente de Carlos Magno, para uma metrópole de mais de um milhão de habitantes. A área metropolitana da cidade tem uma população de mais de 1,8 milhões de habitantes, tornando-a maior da Bélgica.Bruxelas, a região capital, é habitada por belgas de língua neerlandesa e de língua francesa, apesar do neerlandês (e as sua linguagens germânicas predecessoras) ter sido a língua histórica de Bruxelas por quase toda a sua história. O francês foi durante séculos apenas falado pela alta burguesia e a nobreza. Tornou-se uma língua popular sob o domínio da França, e depois de 1830, com a imigração de muitos franceses (alguns deles revolucionários) e muitos valões, africanos e árabes.
Como em 1830 apenas a alta burguesia e a nobreza (menos de 1% da população) tinha direito de voto, estes grupos quiseram moldar o novo estado de acordo com as suas preferências. Como resultado, eles tiveram de atrair muitos valões (de língua francesa) para trabalhar nos serviços públicos. Desde este período, a língua neerlandesa e os flamengos foram discriminados. Na atualidade, os flamengos dos municípios suburbanos (e muito mais afluentes) tentam tornar-se a nova elite da cidade.
Localização
Bruxelas situa-se a aproximadamente 50°50’N, 4°22’E, bem no centro da Bélgica. É rodeada por muitas cidades próximas, o que a faz ser o centro da economia belga.
Clima
Restringindo-se à temperatura de Bruxelas, esta é quase igual a outras capitais próximas. Com uma temperatura muito baixa no inverno (3 °C) e temperada no verão (17 °C), pode ocorrer neve no local, principalmente porque é comum em janeiro as temperaturas serem inferiores a 0 °C. A máxima no verão pode atingir os 30 °C, mas raramente passa disso ou então é resultado de uma massa de ar quente. No inverno, as temperaturas podem cair para -5 °C, acontece quase todos os anos, por vezes sem necessitar de massa de ar frio.
A precipitação acontece com a mesma intensidade em todos os meses, não há período de estiagem, nem período das cheias, diferente de outras capitais europeias. A média de precipitação mensal é de aproximadamente 70 mim. A média de precipitação por ano é de 840 mm. Por causa desse fator, é uma cidade quase sempre úmida. Desde a década de 1950, a percepção de Bruxelas como centro do poder europeu atraiu pessoas de todo o mundo. Atualmente, a presença da União Europeia cresceu significativamente com a Comissão Europeia a ocupar, por si só, cerca de 865.000 m² dentro do Quarteirão Europeu, na Alta Bruxelas. Os habitantes de Bruxelas orgulham-se do seu papel na nova Europa.

3233 – Sociologia – A Mendicância


Mendigo, mendicante, morador de rua ou sem-teto é o indivíduo que vive em extrema carência material, não podendo garantir a sua sobrevivência com meios próprios. Tal situação de indigência material força o indivíduo a viver na rua, perambulando de um local a outro, recebendo o adjetivo de vagabundo, ou seja, aquele que vaga, que tem uma vida errante.
O estado de indigência ou mendicância é um dos mais graves dentre as diversas gradações da pobreza material.
No Brasil, numa tentativa de abordar de forma mais politicamente correta a questão dos que vivem em carência material absoluta, criou-se a expressão moradores de rua para denominar este grupo social.
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2003 havia cerca de 10.700 moradores de rua na cidade de São Paulo. Até 2009 a mendicância era considerada uma contravenção penal no Brasil, quando este artigo da Lei de Contravenções Penais foi revogado pela Lei nº 11.983, de 2009. No Brasil existem muitos casos de “falsos mendigos”, uma vez que parte da população possui moradia, porém apenas dorme na rua, devido à impossibilidade de pagar por transporte público diário para retornar ao seu lar devido à seus parcos rendimentos. Também existem diversos casos de “mendigos profissionais”, pessoas que escolheram a mendicância como forma de vida, por acharem mais fácil e lucrativo mendigar do que exercer um emprego normal.
Mendigos em S.Paulo
Em ano de eleições municipais, a prefeitura, em parceria com o governo do Estado e a iniciativa privada, lança um novo plano de revitalização e ocupação do centro que pretende banir o lixo, a violência, os camelôs, os mendigos e os moradores de rua.
Batizado de Aliança pelo Centro Histórico, o programa abrange o chamado triângulo histórico: os largos de São Bento e São Francisco, as praças da Sé e do Patriarca e o Pátio do Colégio. É a cidade de São Paulo tal como era em 1810, uma área de meio quilômetro quadrado que, hoje, equivale a apenas 2% da jurisdição da Subprefeitura da Sé.

3232 – De Olho no Mundo – Vulcão entra em erupção debaixo de geleira na Islândia


Fogo sob o gelo

Um vulcão entrou em erupção debaixo da maior geleira da Islândia, mas um geologista afirmou que não acredita que o fenômeno possa causar a mesma interrupção no tráfego aéreo europeu como a que foi causada por uma outra região do país no ano passado. O vulcão Grimsvotn, que está sob uma enorme geleira no sudeste da Islândia, lançou uma coluna de fumaça branca de cerca de 15 quilômetros de altura, afirmou o geologista Hjorleifur Sveinbjornsson, do gabinete de meteorologia, à Reuters. Ele afirmou que o Grimsvotn explodiu em 2004. “Pode ser uma erupção grande, mas não deve ser como a do ano passado”, disse o cientista, referindo-se à erupção ocorrida sob outra geleira em 2010 e que causou um caos aéreo na Europa ao espalhar cinzas na atmosfera.

3231 – Instituições Científicas – A Estação Ciência


Estação Ciência

A Estação Ciência – USP é um centro de ciências dinâmico e interativo que realiza exposições e atividades nas áreas de Ciência e Tecnologia, além de cursos, eventos e outras atividades, com o objetivo de popularizar a ciência e promover a educação científica de forma lúdica e prazerosa.

Para receber os visitantes, a Estação Ciência tem uma equipe de estagiários (estudantes universitários) que auxiliam nos experimentos, fornecem informações e esclarecem dúvidas sobre as exposições.
O público anual é de mais de 400 mil pessoas, entre escolares e público em geral.

Estrutura

Para receber melhor seus visitantes e acomodar exposições e eventos, a Estação Ciência conta com estrutura completa, incluindo:

• Acessibilidade a deficientes físicos e cadeirantes;
• Cafeteria terceirizada;
• Auditório com 190 lugares, camarim e sala de controle totalmente equipada;
• Duas salas multiuso para cursos, treinamentos e reuniões;
• Sala de apoio ao visitante;
• Mezanino para eventos e exposições temporárias;
• Venda de materiais educativos e lembranças da Estação Ciência na bilheteria;
• Proximidade de estacionamentos, estação de trem e terminal de ônibus.
História da Estação Ciência

Construídos no início do século XX para abrigar uma tecelagem, os galpões da Rua Guaicurus, que hoje abrigam a Estação Ciência, quase foram destruídos por um grande incêndio em 1936.

Reconstruídos logo depois, foram utilizados como posto de sementes da Secretaria da Agricultura do Estado e também utilizados por outros órgãos do Governo, até a década de 70.
Ao longo dos anos, o edifício sofreu adaptações, como o acréscimo de um andar onde havia anteriormente uma altura de seis metros entre o piso e a cobertura.
Em 1985, durante as discussões sobre o Terminal Rodoviário da Lapa, comerciantes e líderes comunitários da Lapa pleiteavam a conservação dos galpões da Rua Guaicurus, vizinhos à Estação Ferroviária da Lapa (FEPASA).

Arquitetos, artistas e engenheiros criaram a Comissão de Preservação e Utilização dos Galpões. Alegavam o valor histórico dos galpões, nos quais a fábrica têxtil forneceu oportunidades de trabalho à colônia italiana instalada na região e aos trabalhadores em geral.
No final deste mesmo ano, o CONDEPHAAT iniciou estudos para tombamento destes galpões de arquitetura industrial típica do início do século XX, vetando demolição ou qualquer alteração na estrutura do prédio.
Em 19 de dezembro de 1986, através do Decreto n. 26.492, o Governo do Estado cedeu o uso de parte do imóvel ao CNPq, para a instalação do Centro de Ciência para a Juventude. Destinou 6 módulos, com área total de 1915 m².
Em 24 de junho de 1987 foi inaugurada a Estação Ciência.
Segundo Crodowaldo Pavan, Presidente do CNPq na época da implantação e inauguração, a idéia da Estação Ciência não era nova. Havia surgido no início da década de 70, quando foi fundada a Academia de Ciências do Estado de São Paulo. O projeto foi elaborado com a participação de um grupo de 60 pessoas do CNPq, que contaram com a colaboração de Universidades, diversos órgãos governamentais e empresas.
O publicitário Washington Olivetto criou graciosamente o nome e o primeiro logotipo da Estação Ciência.
Por que “Estação”? Porque o termo proporciona viagens ao mundo do conhecimento científico, conhecimento este que precisa ser alimentado sempre com novas pesquisas. Porque liga passado e futuro, educação e diversão. Porque está perto de estações ferroviárias e de metrô.
Em entendimentos posteriores, o Governo cedeu mais três módulos do edifício e finalmente os restantes, já na administração da Estação Ciência pela USP, que se deu a partir de 1990.