3213 – Mega Memória – Jonny Quest


Personagens

É uma série animada de TV de ficção cientifica/aventura sobre um garoto que acompanha seu pai em magníficas aventuras. Produzida entre 1964 e 1965 pela Hanna-Barbera Productions para a Screen Gems. O desenho causou certo impacto quando foi lançado por seus traços e animação realista, que destoavam do que os estúdios de Hanna-Barbera vinham fazendo até então. Houve mais duas séries, também chamadas temporadas: The New Adventures of Jonny Quest (br:As Novas Aventuras de Jonny Quest), de 1986 a 1987 e The Real Adventures of Jonny Quest.
‘Jonny’ Quest é filho do Dr. Quest, um cientista que trabalha para o governo americano em prol do planeta. Pai e filho contam com a ajuda do agente federal Roger “Race” Bannon, designado segurança deles, do amigo Hadji, que faz mágicas e foi adotado pelo Dr. na Índia e do cãozinho buldogue Bandit, que sempre entra em confusões. Juntos, vivem várias aventuras principalmente para tentar proteger as descobertas do Doutor, em lugares como a selva amazônica, o Polo Norte, o Canadá, Tailândia e o Egito, cenários que davam um caráter diferenciado à série.
Dr. Benton Quest: é o pai de Jonny Quest; é um cientista estadunidense que faz descobertas que ajudam seu país como o uso do raio laser, ondas sônicas etc. Essas descobertas o levam junto a seu filho e seus amigos a viverem muitas aventuras, já que os vilões sempre querem se apoderar de seus achados.
Roger “Race” Bannon: Roger T. “Race” Bannon é um agente federal que faz a segurança do Dr. Quest e seu filho. Ele também é professor e “babá” de Jonny e Hadji que sempre se mentem em confusões. Roger tem 32 anos e luta judô, além de pilotar todos os tipos de veículos e atirar muito bem. Ele sempre arrisca sua vida para a salvar a de seus protegidos.
Hadji: Hadji Singh é um garoto indiano de 11 anos; é como se fosse o irmão adotivo de Jonny Quest. Ele aprende em seu país a fazer mágicas como levitação, desaparecer objetos etc. Ele aprendeu a falar fluentemente o inglês com fuzileiros americanos.
Bandit: Bandit é um pequeno buldogue que pertence a Jonny; ele é muito assustado e sempre entra em conflito com animais menores, como macacos, caranguejos, peixes e fuinhas, sempre se dando mal nas brigas. De vez em quando ele piora as situações em que o grupo de encontra, em outras, os salva por ser pequeno e arisco.
Curiosidades

O desenho tem semelhanças com As Aventuras de Tintin.
O amigo de Jonny, o menino indiano Hadji, salvou a vida do Dr. Quest na Índia.
A série só contou com 26 episódios, que podem ser vistos num box com quatro DVDs da 1ª temporada.
Na versão de 1987, o Homem de Pedra chamado Granite integra o grupo de Jonny. O falecido Ézio Ramos era o dublador brasileiro de Race Bannon.
Em The Real Adventures of Jonny Quest é recontada a história de Jonny e Jessica Margaret Leya ‘Jessie’ Bannon, filha de ‘Race’ Bannon, entra para a série.

3212 – Quem foi Nostradamus?


Nostradamus

Michel de Nostredame ou Miquèl de Nostradama, mais conhecido sob o nome de Nostradamus (Saint-Rémy-de-Provence, 14 de dezembro de 1503 ou 21 de dezembro de 1503 Salon-de-Provence, 2 de julho de 1566), foi um apotecário e médico da Renascença que praticava a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI). Ficou famoso por sua suposta capacidade de vidência. Sua obra mais famosa, As Profecias, é composta de versos agrupados em quatro linhas (quatrains), organizados em blocos de cem (centuries); algumas pessoas acreditam que estes versos contém previsões codificadas do futuro.
Sofria de epilepsia psíquica, de gota e de insuficiência cardíaca. Morreu em 2 de julho de 1566 em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar.
Quando tinha 15 anos, Nostredame entrou na Universidade de Avignon para cursar o bacharelado. Depois de pouco mais de um ano, quando ele estava estudando o Trivium (gramática, retórica e lógica), teve que sair de lá por causa de uma epidemia de peste negra. Depois de deixar Avignon ele viajou pelo país por oito anos, de 1521 a 1529, em busca de ervas medicinais. Em 1529, após alguns anos como apotecário (farmacêutico), ele entrou na Universidade de Montpellier para cursar doutorado em medicina. Em 1530, ele foi expulso da universidade porque eles descobriram que ele era apotecário (e isso era proibido segundo os estatutos da universidade) Depois da expulsão, Nostredame voltou a ser apotecário e se tornou famoso por criar uma “pílula rosa” que supostamente protegia as pessoas daquela praga por conter altas doses de vitamina C.
Química
Nostradamus foi o primeiro a descrever o ácido benzoico, obtido por sublimação da goma de benjoim, obtida do benjoeiro.
Carreira como vidente
Com seus conhecimentos sobre o ocultismo e com a sua habilidade de prever o futuro, começou a escrever uma série de almanaques anuais, sendo o primeiro lançado em 1550, e passou a utilizar o seu nome em latim, de Nostredame para Nostradamus. Quando ele lançou o livro Les Propheties (As Profecias), muitas pessoas passaram a pensar que ele era o demônio e o chamavam de herege. Mas outras classes sociais aprovaram a publicação, porque suas centúrias inspiravam profecias espirituais. Então o livro chamou a atenção de Catarina de Médicis, esposa de Henrique II de França, que era uma grande admiradora de Nostradamus, e depois ela o chamou para Paris para perguntar a ele qual seria o futuro de seus filhos através do horóscopo. Em 1 de Julho, um dia antes de morrer, Nostradamus supostamente previu a sua própria morte, dizendo ao seu secretário Jean de Chavigny: “Você não me achará vivo ao amanhecer”. No dia seguinte, ele foi encontrado morto próximo de sua cama e de um banquinho (Presságio 141 [originalmente 152] em Novembro de 1567, que foi postumamente editado por Chavigny para adaptação) As profecias de Nostradamus encontram-se ligadas à história do catolicismo, e, em prefácios, ele aponta esta preocupação claramente. Foi considerado como homem erudito, além de seu tempo e aliava-se ao fato de conhecer o latim e talvez o grego , que lhe possibilitavam obter conhecimentos de fontes importantes. Sua grande erudição, conhecimentos de astrologia e astronomia, aliados à intuição, permitiam-lhe um raciocínio bastante acurado a respeito do futuro. De qualquer forma, gerou um impacto em milhões de pessoas, que vêm se pondo em contato com seus escritos nesses quase quinhentos anos.
Teve contatos com três reis da França Rei Henrique II , Rei Francisco II e Rei Carlos IX, graças à rainha Catarina de Médicis, esposa do primeiro e mãe dos seguintes.
Há indícios que tenha estudado Medicina, mas provas apontam na direção que não tenha se formado, por ter sido expulso da escola de Montpellier, mas de qualquer maneira dedicou muito do seu tempo ao estudo da Astrologia, Alquimia, Literatura e talvez Teologia. Há rumores que, muito jovem, depois de aprender latim, grego e hebraico, viajou por diversas cidades da França, permanecendo durante anos em Bordeaux, Agen e Avignon , onde dizem que combateu epidemias de peste em condições pouco conhecidas. No entanto, sua ligação com a endemia pode ser inferida por um livro sobre a doença que escreveu mais tarde, mas essa mesma peste, dizem, condenou-o a ficar sem família. Na sua trajetória consta uma viagem para Itália.
Em seus versos, podem-se ver citações de autores como Plutarco, Platão e Jamblico, dentre os filósofos gregos. Muitas destas informações foram coletadas pelo grupo “Nostradamus Research Group” abreviadamente NRG que, tendo a maioria de seus membros na Europa, pode pesquisar “in loco”. Esse grupo pode aclarar muitas lendas e folclores que cercam a personalidade de Nostradamus. Além de serem várias pessoas, acaba por existir uma certa diretriz para citar apenas o que for verdadeiro, deixando bem claro onde são suposições e ditos sem maiores provas. Suas profecias compõem-se de quadras em versos métricos decassílabos, reunidas em grupos de cem, dai o nome de centúrias.[3] Foram publicadas em várias ocasiões; uma pequena parte em 1555, outra em 1557, sendo que das três últimas centúrias conhecemos apenas edições póstumas. Devido à fama que Nostradamus veio obtendo ao longo do tempo, muitos charlatões tentaram falsificar quadras e versos para fazer dinheiro. Na biblioteca de Paris, existem alguns livros escritos entre 1600 e 1900 que usam descaradamente seu nome.

Centurias de Nostradamus

3211 – Cinema – Um Diretor Contra Todos


É um filme americano lançado em 1987, dos gêneros drama e comédia, dirigido por Christopher Cain. É protagonizado por James Belushi e Louis Gossett, Jr..
Rick Latimer (James Belushi) é um professor de uma escola que é “promovido” a diretor da Brandel High, uma escola com péssima reputação. Na verdade esta transferência foi um castigo, por Latimer ter agredido o namorado da sua esposa, apesar de Rick e sua mulher já estarem em processo de divórcio. Os alunos da Brandel são na maioria afro-americanos e latinos e vários já foram expulsos de outros colégios.
Roubo, drogas, agressão e estupro, os alunos da escola Brandel High são piores do que o novo diretor Rick Latimer poderia imaginar. Gangues lutam para controlar a escola utilizando facas e até revólveres, quando acham necessário. Quando Latimer e o chefe de segurança da escola Jake Phillips (Louis Gossett, Jr.) tentam pôr ordem na escola e acabar com o tráfico de drogas, eles se defrontam com uma máfia de adolescentes. Jake logo ensina para o novo diretor como as coisas funcionam em Brandel.
Porém Rick não quer aceitar de forma nenhuma que o colégio continue sendo um antro de violência e vendas de drogas. Ele reúne os alunos para uma assembléia e diz que toda a bandalheira presente em Brandel acabou. Isto faz com que alunos mais rebeldes se revoltem, especialmente o violento Victor Duncan (Michael Wright), que é chefe de uma gangue. Um confronto violento no campus induz uma batalha decisiva contra a gangue do traficante de drogas e será a última chance de Latimer salvar sua carreira e sua vida.
Elenco
James Belushi — Diretor Rick Latimer
Louis Gossett, Jr. — Chefe de segurança Jake Phillips
Rae Dawn Chong — Professora Hilary Orozco
Michael Wright — Victor Duncan (chefe da gangue)
J.J. Cohen — White Zac (como Jeffrey Jay Cohen)
Kelly Jo Minter — Treena Lester (como Kelly Minter)
Esai Morales — Raymi Rojas
Troy Winbush — Baby Emile
Jacob Vargas — Arturo Diego

3210 – Os maiores cérebros do mundo


As mentes mais extraordinárias da Terra pertencem a pessoas que mal conseguem falar ou calçar os próprios sapatos

Kim Peek lê um livro de 300 páginas em 40 minutos. Uma página com cada olho. Esse americano de 57 anos já leu 9 mil livros, o que dá mais ou menos um a cada dois dias desde a infância. E com uma diferença em relação a você: ele não esquece nada do que leu. Kim sabe de cor a história de todos os países, seus presidentes, quando eles nasceram, quem foram as esposas deles… Recita qualquer trecho da Bíblia, do Alcorão ou da estrutura de um ônibus espacial.
E tudo isso é pouco perto do que o britânico Daniel Tammet faz. Ele simplesmente inventou uma matemática particular. Pergunte para Daniel quanto é, digamos, 27 elevado à 5ª potência. Ele vai responder rapidinho que isso dá 10 460 353 203. Só que sem ter feito uma conta nem decorado nada. Os resultados surgem por mágica na cabeça desse inglês tímido de 29 anos. E ele não é incrível só com números. A rede americana de TV PBS o desafiou a aprender islandês, uma língua que até quem nasceu na Islândia acha complicada, em uma semana. Sete dias depois, Daniel estava num talk show em Reykjavik contando que o idioma deles era “mjög fallegur” (“muito bonito”) – era a 11a das línguas que ele aprendia a falar fluentemente.
Daniel e Kim, diga-se, têm outra coisa em comum além desses superpoderes: os dois são deficientes mentais, diagnosticados como autistas. Kim mal consegue falar, não sabe abotoar a camisa e, quando criança, lhe recomendaram internação para o resto da vida. Daniel é mais comunicativo, um rapaz bem simpático até, mas se sente perturbado quando anda em ruas movimentadas e é tão desligado que não consegue pegar um ônibus sem se perder. E eles não são únicos. Isso de combinar algum problema mental com brilhantismo, ou até genialidade, em certas áreas, é conhecido como síndrome de savant (“sábio”, em francês), uma condição raríssima que desafia as idéias sobre como a mente funciona.
Idiotas sábios
A primeira descrição que temos do savantismo foi feita em 1887 por John Langdon Down, psiquiatra britânico mais conhecido por ter feito também o primeiro relato científico sobre a síndrome de Down. Uma das principais experiências de Down com savants envolveu um paciente que conseguia recitar de cabeça o livro O Declínio e Queda do Império Romano, um catatau de 6 volumes. Down batizou os portadores do problema de “idiotas savants” (calma, na época “idiota” era um termo técnico).
Alguma forma extraordinária de memorização parece estar por trás de todos os casos de savantismo, mas é bom qualificar essa afirmação: trata-se de uma memória diferente da que você usaria para decorar um número de telefone, por exemplo. Parece envolver pouco pensamento consciente e, muitas vezes, nem exige compreensão do que está sendo decorado. Darold Treffert, psiquiatra da Universidade de Wisconsin em Madison (EUA), relata o caso de dois gêmeos americanos com dano cerebral congênito, George e Charles, que não conseguiam fazer contas de somar simples, mas se divertiam gritando um para o outro números primos (os que só são divisíveis por 1 e por eles mesmos) de 20 dígitos, da ordem de quintilhões. Em comparação, a sua memória só consegue lidar com 7 ou 8 algarismos. É inconcebível fazer operações mentais conscientes com números desse tamanho.
Em geral, esses indivíduos são 10% dos autistas, ou uma a cada 2 mil pessoas que sofreram algum dano no cérebro ou nasceram com retardo mental. Uma grande exceção é justamente Daniel Tammet, diagnosticado com síndrome de Asperger, uma forma moderada de autismo – o portador tem boa capacidade verbal, embora normalmente seja um desastre social. Sinestesia é uma forma rara de percepção que faz o cérebro misturar sentidos – sons podem ter cores associadas a eles, por exemplo. E isso torna a mente do rapaz ainda mais fascinante. A sinestesia dele é numérica. Ele afirma que todos os números de 0 a 10 mil possuem formas visuais específicas e até personalidades, como se fossem indivíduos mesmo.

3209 – De Olho no Mapa – Filipinas


Filipinas no globo

Oficialmente República das Filipinas, são um vasto arquipélago da Insulíndia delimitado pelo Mar das Filipinas a leste, Mar de Celebes e Mar de Sulu a sul e Mar da China Meridional a oeste. O Estreito de Luzon, a norte, separa as Filipinas de Taiwan, o Estreito de Balabac, a sudoeste, é uma das fronteiras marítimas com a Malásia, e há também fronteira marítima com a Indonésia, a sul. Também Palau se situa nas imediações, para sueste. A sua capital é Manila. O nome oficial do país é República das Filipinas (Filipino: Repúbliká ng̃ Pilipinas). Ao contrário dos demais países da Ásia, as Filipinas são um país maioritariamente cristão.
Muitos historiadores acreditam que as Filipinas foram colonizadas no Paleolítico, quando um povo asiático atravessou por meio de embarcações de madeira o caminho que leva à região. Descobertas mais recentes parecem indicar que as ilhas podem ter sido habitadas desde a era pleistocênica.
A primeira grande corrente migratória chegou a essa região através do sul. Acredita-se que esses imigrantes eram de origem indonésio-caucasiana, possuindo um grau de civilização mais adiantado que as tribos nativas. Posteriormente ocorreram mais duas grandes correntes migratórias. Cada nova corrente sucessivamente impeliu os habitantes originais a procurarem terra ao norte.
A corrente migratória seguinte, cujo apogeu foi no século XIV, veio do reino madjapahit e trouxe consigo a religião muçulmana.
As Filipinas são um arquipélago de 7107 ilhas com uma área terrestre total de cerca de 300 mil km², localizadas entre as longitudes 116° 40′ e 126° 34′ E e as latitudes 4° 40′ e 21° 10′ N, entre Taiwan, a norte, o Mar das Filipinas a leste, o Mar de Celebes, a sul e o Mar da China Meridional a oeste.
As ilhas costumam ser divididas em três grupos: Luzon, a norte, Visayas, no centro e Mindanao, no Sul.
O movimentado porto de Manila, em Luzon (a maior ilha), é a capital do país e a sua segunda maior cidade, depois de Cidade Quezon. A origem das ilhas é vulcânica. O ponto mais elevado é o monte Apo em Mindanao, com 2954 m. Muitos dos vulcões do país, como o Pinatubo, estão activos. O país está também integrado na região de tufões do Pacífico ocidental e é atingido por uma média de 19 tufões por ano.
Grande parte das ilhas encontra-se numa placa tectónica encravada entre as placas Euroasiática e do Pacífico – a Placa das Filipinas.

Manila a capital

3208 – Mega Byte – Música na Internet


Desde o início os fabricantes de CDs não gostaram nada da idéia de música digital gratuita de qualidade. Para eles é uma organização pirata que abraça um universo de mais de 100 milhões de usuários. O programa Napster foi proibido nos EUA. O inventor fora um jovem então com 19 anos, que produzira o software, dando origem a uma empresa que o distribuia gratuitamente na Internet. As gravadoras processaram a empresa no ano 2000. Mas mesmo com a proibição, surgiram os programas alternativos e nada mudou. A linguagem usada para desenvolver tais programas já não é segredo há uma década no mínimo e qualquer computador conectado pode alimentar o serviço. Um programa auxiliar (napigator.com) rastreia a rede em busca de outros servidores.
☻Mega Dicas
Onde achar músicas para baixar?
Baixando o programa Lime Wire, Frost Wire ou se você não quer baixar nenhum programa é só buscar no rapidshare.com ou 4shared. com

3207 – Qual é a origem dos pólos magnéticos dos corpos celestes?


Em primeiro lugar, todo campo magnético é provocado pela movimentação de elétrons. Em segundo, muitos corpos celestes – como planetas e estrelas – são formados, pelo menos em parte, por matéria fluida, seja ela líquido, gás ou plasma. Tudo isso está, portanto, em movimento constante de rotação e convecção (o mesmo processo que faz a sopa circular em uma panela, onde o líquido mais quente sobe e o mais frio desce). É essa fluidez permanente que faz com que os elétrons livres desta matéria se movimentem também, gerando magnetismo. Tal explicação é conhecida como Teoria do Dínamo. “O princípio básico é o mesmo para todos os corpos, mas o tipo de movimento varia conforme sua estrutura”, afirmou um pesquisador do Museu de Astronomia de São Paulo. “Assim, corpos que já se solidificaram completamente, como Vênus e a Lua, perderam seus campos magnéticos.”
Eletricidade giratória
Movimentos circulares de matéria fluida – como líquidos e gases – geram campos magnéticos nos astros
A rotação do planeta e as diferenças de temperatura em seu núcleo fazem surgir correntes elétricas. Estas, por sua vez, criam o campo magnético representado pelas linhas de força

3206 – Mega Polêmica – HIV Inocente?


Um grupo de cientistas defende a mais rechaçada hipótese da Medicina atual: a de que a Aids não é contagiosa.
O presidente da África do Sul após acompanhar as explanações, Mbeki manteve a posição de seu país em não fornecer drogas anti-HIV para mulheres grávidas. Afinal, se o vírus não causa Aids, não faria sentido tentar evitar a sua transmissão de mãe para filho. Ainda mais considerando o alto preço dos medicamentos para um país em desenvolvimento (cada uma das pacientes consumiria cerca de 10 000 dólares por ano com a terapia padrão). A reação da comunidade científica internacional foi imediata. Em Durban, na própria África do Sul, cerca de 5 000 cientistas de 80 países assinaram uma declaração reafirmando a tese de que o HIV causa a Aids. Eleito para uma cadeira na seleta Academia Nacional de Ciências americana em 1986 – e agraciado com uma dotação de verba de pesquisador emérito, da ordem de 500 000 dólares anuais – Duesberg chocou seus colegas no ano seguinte, quando tornou pública a sua tese de que a Aids não seria causada pelo HIV. Ao fazer isso, ele colocou em risco sua reputação e sua carreira: perdeu o respeito da maioria dos colegas e o financiamento para suas pesquisas. O cientista afirma que o boicote contra ele é sustentado pelos produtores de medicamentos contra o HIV (mercado que chega a movimentar mais de 2,5 bilhões de dólares por ano só nos Estados Unidos). Hoje Duesberg permanece à margem da pesquisa de ponta sobre o vírus e concentra seus esforços em atacar os pontos falhos que enxerga na teoria dominante. Um grupo de cientistas acredita que não existem evidências suficientes para atribuir a síndrome ao vírus. (Duesberg cita 4 000 casos de Aids no mundo cujos pacientes não tinham o HIV.) O assunto é tão polêmico que mesmo entre os cientistas do Grupo há várias interpretações. A biomédica australiana Eleni Papadopulos-Eleopulos, fundadora do Grupo, é da facção mais radical: ela sustenta desde 1988 que o HIV simplesmente não existe, por mais que já tenha sido fotografado com microscópios e geneticamente seqüenciado.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), até 1999 cerca de 85% dos casos de Aids naquele país ocorriam em homens – em sua esmagadora maioria homossexuais e usuários de drogas. “Isso se explica porque lá cerca de 80% dos usuários de drogas intravenosas são homens e porque homossexuais masculinos usam drogas afrodisíacas, anfetaminas e cocaína”, afirma Duesberg. E também porque o comportamento promíscuo, que seria mais comum entre os indivíduos desse grupo, implicaria em uma série de doenças que debilitariam o sistema imunológico. Para Duesberg, se a Aids fosse realmente contagiosa deveria ter se espalhado uniformemente pela população norte-americana. Mas e a África? Lá a síndrome ataca igualmente homens e mulheres. Duesberg rebate: a causa de imunodeficiência naquele continente não são as drogas, mas a fome. Na realidade africana, portanto, faria muito sentido o fato de a síndrome atingir igualmente os dois sexos – já que ambos são da mesma forma vulneráveis à falta de comida e aos estragos que a subnutrição faz no sistema imunológico.
E o descobridor do HIV, o francês Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris, como se coloca nesse debate? Ele acredita que “ainda é necessário explicar por que a Aids não é tão heterossexualmente transmitida nos países desenvolvidos”. Montagnier criou há dez anos a hipótese dos “co-fatores”, que seriam fatores biológicos ainda não identificados, variáveis de região para região, capazes de alterar o padrão de infecção do HIV. Como ressaltou Levy, sabe-se que o risco de se pegar Aids numa relação sexual entre homem e mulher é pequeno, se comparado ao existente no sexo entre homossexuais masculinos.
Ninguém duvida que drogas e fome tenham efeito deletério sobre o sistema imunológico, mas a maioria dos cientistas sustenta que a Aids é um fenômeno específico e, vale ressaltar, sempre causado pelo vírus – que estaria presente em todos os casos da doença. Para Duesberg e os “rebeldes”, o HIV seria apenas um “passageiro”, pegando carona na fragilidade das defesas do corpo de quem usa muitas drogas ou passa fome. “O vírus é inofensivo e costuma ser rapidamente neutralizado pelo sistema imunológico de indivíduos sadios”, afirma.
Como suposta prova de que o vírus tem função neutra no que toca à Aids, Duesberg cita a demora do HIV em desencadear a doença – o que não combina com o comportamento da maioria dos outros vírus conhecidos, que ou atacam logo ou são rapidamente destruídos pelos anticorpos. Diante desse argumento, Zanotto é incisivo: “Esse cara parou no tempo”. Durante muito tempo se falou em um “período de incubação” aparentemente estável do HIV: o vírus permaneceria anos inofensivo, até causar a Aids e matar o paciente. Em 1996, um estudo feito pela equipe do biofísico Alan Perelson, do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, demonstrou que essa imagem não batia com a realidade. “Na verdade, há uma luta entre o sistema imunológico e o vírus”, diz Avidan Neumann, biomatemático da Universidade Bar-Ilan, de Israel, que participou do estudo de Perelson. O tempo que o vírus fica “inativo”, na verdade, corresponderia ao período em que o corpo consegue se defender dele.
Nem o mais ortodoxo defensor da tese de que o HIV causa Aids seria capaz de negar os efeitos colaterais das drogas que combatem o vírus. Os mais conhecidos são náuseas, irritações de pele, cansaço excessivo, diarréia e dores musculares. Os defensores da tese dominante reconhecem que essas drogas têm efeitos prejudiciais ao indivíduo. Mesmo assim, defendem que elas compensam o sofrimento que causam. Segundo especialistas brasileiros que defendem a ligação entre Aids e HIV, há estatísticas do Ministério da Saúde mostrando que, depois de 1996, as internações e os óbitos causados por doenças relativas à Aids caíram drasticamente. Desde então vem sendo oferecida sistematicamente aos brasileiros a terapia HAART (sigla em inglês para Terapia
Anti-Retroviral Altamente Ativa), muito mais eficaz do que os antigos tratamentos contra Aids. Isso provaria que medicamentos anti-HIV combatem a Aids, exatamente o contrário do que afirma Duesberg.
Um professor da USP que pesquisa formas de controle de doenças infecciosas, considera que o debate com Duesberg e seus partidários é infrutífero. “Mais importante do que continuar essa discussão é, em primeiro lugar, saber que quando você previne uma infecção por HIV, você não tem Aids. E, em segundo lugar, saber que quando o indivíduo está infectado com o vírus, o tratamento aumenta muito sua sobrevida e sua qualidade de vida”, diz ele. Críticas como a de Duesberg demonstram que a teoria que liga o HIV à Aids, mesmo sendo dominante no meio científico há quase duas décadas, ainda precisa ser melhor esclarecida. De outro lado, também não existem evidências científicas sólidas para afirmar que a tese dominante esteja errada. Ao que tudo indica, só o tempo trará respostas que sejam inquestionáveis e que tragam a cura. Exatamente pelo fato de a discussão ainda estar aberta, acesa e controversa, é fundamental prevenir.

3205 – Farmacologia – De A a Z


Conhecendo os medicamentos, usos e aplicações

Nota: O ☻ Mega faz apenas uma apresentação, o uso é sempre sob orientação médica

Abacavir – oral (ziagenavir) da Glaxo e não possui genérico
Trata-se de um anti-retroviral, inibidor da transcriptase reversa, usado no coquetel anti-hiv. Ele impede a multiplicação da cadeia viral de DNA.
Uso – 300 Mg, 2 vezes por dia em combinação com outros anti-retrovirais. O limite de uso é de 60 mg por kg de peso, por dia. Em crianças o uso recomendado é de 8 mg por kg de peso, por dia, até 300 mg.
Contra-indicações – Risco na gravidez, amamentação, não se sabe se é excretado no leite. Crianças menores de 3 meses e quem possui insuficiência hepática.
Embora o medicamento traga benefícios, também traz riscos, as reações mais comuns são falta de apetite, diarréia e vômito. Pode ter o risco de toxidade aumentada por ribavarina. Ele também não reduz o risco de transmissão.
Os primeiros medicamentos desenvolvidos contra o HIV foram os inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos. Eles inibem a ação da transcriptase reversa, enzima responsável pela conversão do RNA do HIV em DNA. Depois surgiram os inibidores de transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos,que bloqueiam diretamente a ação e a multiplicação da transcriptase reversa, os inibidores de protease, que bloqueiam a integrase do HIV (enzima necessária para produzir mais vírus), e os inibidores de fusão, que impedem que o vírus entre na célula. Embora atuem de formas diferentes, todos têm o objetivo de dificultar a replicação do vírus. Mutações no HIV, porém, podem alterar sua estrutura, reduzindo a eficácia das medicações.

3204 – Cientistas descobrem que gene ligado ao diabetes controla outros genes


Cientistas britânicos fizeram uma descoberta que pode ajudar no tratamento de doenças ligadas à obesidade, como o diabetes tipo 2. Segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (15/05), o gene conhecido como KLF14, sabidamente associado aos níveis de colesterol e do diabetes tipo 2, pode transformar outros genes encontrados nas células de gordura.

Os resultados, publicados no jornal Nature Genetics, podem auxiliar as pesquisas sobre o tratamento de doenças ligadas à obesidade, como o diabetes tipo 2.

“Nós não sabíamos o que o KLF14 fazia”, disse à Deutsche Welle Kerrin Small, pesquisadora do King’s College de Londres e co-autora da publicação. “Agora nós sabemos como ele controla outros genes no tecido adiposo.”

Como a gordura desempenha um papel chave na suscetibilidade às doenças metabólicas, essa descoberta pode ajudar no combate à essas doenças. “Isso foi um passo muito importante para compreender o diabetes tipo 2”, disse Mark McCarthy, outro pesquisador da Universidade de Oxford e co-autor do artigo publicado.
Gene regulador é capaz de transformar outros genes
“O KLF14 é um fator de transcrição que circula nas células de gordura e modifica todo um conjunto de genes”, completa McCarthy. “Ele próprio não age diretamente, mas ‘liga’ e ‘desliga’ genes que afetam o risco do diabetes.”
Os cientistas examinaram mais de 20 mil genes em biópsias de gordura subcutânea de 800 voluntárias gêmeas no Reino Unido. Para confirmar os resultados, examinaram outras 600 amostras subcutâneas de pacientes da Islândia.
Há grandes evidências de que o KLF14 controla o nível de expressão de dez genes no tecido adiposo. Esses genes são todos ligados ao metabolismo, incluindo níveis de colesterol, insulina e glicose e também a obesidade. Segundo ele, centenas de outros genes podem também ser afetados. Os pesquisadores dizem que todos os seres humanos têm o gene KLF14, já que ele é sempre herdado da mãe. No entanto, a variante de gene que uma pessoa tem influencia o fator de transcrição de diferentes maneiras.

3203 – Mega Byte – Google trabalha para fechar falha de segurança do sistema Android


A falha de segurança na plataforma Android atinge quase todos os aparelhos que utilizam este sistema operacional. Invasores poderiam ter acesso a todos os dados de contatos, agenda e do serviço de fotos Picasa dos usuários do sistema. O aparelho só estaria vulnerável, no entanto, durante o acesso a redes sem fio não criptografadas.
O problema foi detectado por analistas da Universidade de Ulm, no sul da Alemanha.
A Google anunciou que já está trabalhando para fechar a falha de segurança. “Nós estamos cientes da questão e já corrigimos o problema com os contatos e a agenda em versões recentes do Android. Neste momento estamos trabalhando no Picasa”, disse o porta-voz da empresa, Kay Oberbeck, nesta quarta-feira (18/05).
A falha de segurança atinge as versões antigas do sistema operacional, o que, segundo estimativa dos pesquisadores do Instituto de Matemática da Universidade de Ulm, atualmente corresponde a 99,7% de todos os aparelhos Android. Já na semana passada, os pesquisadores publicaram um artigo denunciando que três apps do Android enviariam seus chamados ID token de forma não criptografada. A conexão a uma rede sem fio tipo W-LAN não segura também facilitaria o ataque de invasores. Especialistas em segurança alertam sobre os riscos de se transferir dados em redes W-LAN. O conselho vale não apenas para smartphones, mas também para computadores pessoais convencionais. A conexão não criptografada à internet já é um problema conhecido.
Novas versões
Pesquisadores causaram agitação alguns meses atrás ao demonstrar como sessões do Facebook ou do Twitter podem facilmente ser atacadas, caso o invasor tenha acesso a dados enviados através de uma rede não segura. Desde então, ambos os serviços oferecem conexão segura através do protocolo HTTPS. A mesma medida será tomada em relação às novas versões do Android 2.3.4 e 3.0, pelo menos para a agenda e os contatos, segundo os pesquisadores da Universidade de Ulm. Essas novas versões do Android devem, no entanto, ser ainda pouco difundidas. De acordo com o website de um dos desenvolvedores do Android, no início de maio quase dois terços dos aparelhos ainda tinham a versão 2.2 do sistema. A versão 3.0 existe por enquanto apenas em 0,3% dos aparelhos.

3203 – Quantas calorias equivalem a 1 quilo?


Cerca de 8 mil.
Essa é a quantidade extra de energia que você precisaria consumir para engordar 1 quilo. E não tem que ser de uma vez. Um homem adulto, que gasta cerca de 2 500 calorias por dia para manter o corpo funcionando, teria que comer o dobro do que precisa por cerca de 3 dias. Ou 1 000 calorias extras diárias por uma semana. Parece muito, mas alcançar essa marca é mais fácil que parece (veja a simulação abaixo). Difícil mesmo é perder esse mesmo 1 quilo. A lógica se mantém, só que, desta vez, você terá que economizar 8 mil calorias, descontadas da sua cota diária de comida. E, como não dá pra eliminar 1 000 calorias por dia da sua dieta, o caminho de volta vai ser bem mais demorado.

3202 – Censura: o Google não quer que você veja isto aqui


Com o Google Maps, você pode ver o mundo inteiro de cima. Ou melhor: quase. Pouca gente sabe, mas o serviço de mapas é fortemente censurado – dezenas de lugares, de bases militares a instalações governamentais, têm suas imagens bloqueadas. Pode parecer teoria da conspiração, mas não é: a empresa admite que há censura. Mas diz que não tem culpa. “O Google não distorce as imagens. Nós usamos as fotos que recebemos dos nossos fornecedores. E algumas delas vêm, sim, alteradas”, disse um porta-voz do Google ao jornal San Francisco Chronicle. As responsáveis pela censura seriam as empresas que operam os satélites fotográficos e vendem suas imagens ao Google. Elas assumem a responsabilidade. “Nós restringimos imagens que possam colocar os EUA em risco”, diz Chuck Herring, da empresa DigitalGlobe. E a censura não pára aí; as fotos de vários outros países também são manipuladas.
Além de fotos de lugares considerados secretos, há muita restrição com links, que são filtrados pelo Google.

3201 – O fim do flanelinha: estacionamento eletrônico


Uma nova tecnologia promete revolucionar a dura arte de estacionar o carro: quando a rua estiver lotada, bastará sacar o celular para saber qual é a vaga mais próxima. Tudo graças ao Streetview, um sistema que usa milhares de sensores digitais para monitorar as ruas da cidade e está sendo instalado em São Francisco, nos EUA. Além de facilitar a vida dos motoristas, a novidade também promete melhorar o trânsito. Um estudo feito nos EUA revelou que, em cidades apertadas como Nova York e São Francisco, até 45% dos carros presos em congestionamentos estão, na verdade, à procura de vagas para parar. O novo sistema, que custou US$ 23 milhões, não elimina totalmente a briga para parar o carro, pois não permite reservar uma vaga na rua (ganha quem chegar primeiro). Lugar garantido mesmo, só nos estacionamentos. E eles também estão chegando à era digital: o site Parking Carma, que gerencia os estacionamentos de 60 cidades dos EUA, permite reservar vagas via internet e com hora marcada. E tem outro grande diferencial: libera para estacionamento lugares que antes não eram abertos ao público – pois empresas e até pessoas físicas que tenham vagas disponíveis em suas garagens particulares podem alugá-las por meio do site.
Cadê a vaga?
O motorista quer estacionar na rua, mas todas as vagas estão lotadas. E agora? Em vez de ficar rodando a esmo até encontrar um lugar, ele pega seu smartphone (celular com internet e GPS) e acessa o site da prefeitura.
Rede sem fio
O site está conectado a uma rede de 6 mil sensores eletrônicos espalhados pelas ruas da cidade. Esses sensores utilizam ondas de rádio para determinar quais vagas estão livres.
“Próxima rua à direita”
No celular, aparece um mapinha indicando a vaga mais próxima. É preciso pagar para estacionar na rua – mas isso pode ser feito por meio do próprio telefone.

3200 – Dr Know – Caxumba pode afetar os testículos?


Pode. O vírus da caxumba geralmente se instala nas glândulas parótidas (logo abaixo das orelhas), mas pode afetar várias outras regiões do corpo. Em cerca de 25% dos homens infectados, ele escolhe justamente os testículos – mas só faz estragos nos que já passaram pela puberdade. Nesses casos, há 50% de risco de os testículos se atrofiarem ou de as glândulas espermáticas serem danificadas – podendo produzir menos espermatozóides e de pior qualidade e até mesmo interromper de vez a sua produção. As conseqüências podem ir desde alguma dificuldade reprodutiva até a total esterilidade.
Mas esse tipo de complicação é cada vez mais rara. A vacina tríplice viral – que protege contra caxumba, sarampo e rubéola – costuma ser tomada na infância e dar imunidade contra o vírus pelo resto da vida. Além disso, 85% das vítimas da doença são menores de 15 anos.
Em tempo: mulheres também podem ter seus ovários infectados. Mas isso só acontece em 5% dos casos e raramente leva à infertilidade.

Quatro dúvidas básicas…
…E uma pergunta que não quer calar
O que é?
Uma infecção causada por um vírus da família Paramyxoviridae, parente da rubéola e do sarampo.
Como se pega?
Através de gotículas de saliva, quase sempre por contato direto com um infectado (beijo, tosse, espirro ou respiração em locais fechados).
Quais são os sintomas?
Pode haver inchaço nas glândulas parótidas, dor ao mastigar, febre e dor de cabeça. Um em cada 5 homens sente dor nos testículos.
Tem tratamento?
Não. O jeito é tratar os sintomas e esperar passar. O vírus pode ser transmitido por até dois meses após o desaparecimento dos sintomas.
Ficar com as pernas para cima evita que o vírus desça?
Não. O vírus circula pela corrente sanguínea e pode se instalar em qualquer lugar, não importa a posição da vítima. Isso inclui os testículos, a tireóide, o pâncreas, o fígado e até o cérebro.

3199 – Como turbinar seu cérebro


Algumas dica do ☻Mega

Até coisas banais, como tocar violão ou sair com os amigos, podem ajudá-lo a funcionar melhor. “A massa cinzenta é extremamente plástica”, diz Sidarta Ribeiro, um dos mais influentes neurologistas do país. “E o que mais ajuda é ler muito e conversar.” Mas não fica nisso: se você quiser aprimorar uma área específica, como a matemática ou a capacidade de leitura, tem como fazer isso de um jeito inusitado. Uma pesquisa publicada em 2008 por um consórcio de 7 grandes universidades americanas mostrou algo que parecia pouco provável: música e teatro aumentam a capacidade de concentração e geram ganhos tão significativos para a memória que você tem como extrapolar a melhora para outras áreas. Eles observaram que quem treina para tocar um instrumento parece ficar mais habilidoso em geometria e a compreender melhor um texto.
Mas, nada disso pode fazer milagres com o cérebro: até 80% do seu QI já veio de fábrica com você. Mas que dá para trabalhar o resto, dá: o negócio é manter a mente ativa do jeito que você bem entender. E seguir as outras dicas que você vai ver aqui.
Coma nozes
“Dieta variada, exercícios físicos e uma boa noite de sono melhoram nossa capacidade cognitiva”, afirma o neurocirurgião Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia. Ele diz que os ácidos graxos ômega 3, encontrados em nozes, óleos vegetais, salmão e outros peixes, são ótimos para o aprendizado e a memória. Nossas sinapses também gostam de ácido fólico (a vitamina B9, presente em vísceras de animais, verduras, legumes e grãos) e detestam gorduras trans e saturadas. Além disso, técnicas de ioga ajudam no raciocínio porque corrigem a respiração e mantêm o suprimento de oxigênio ao cérebro. Pelo mesmo motivo, qualquer caminhada já favorece a cognição.
Não se afobe
O psiquiatra americano Edward Hallowell ensina: quando topar com um teste difícil de resolver, conte até 20, tentando baixar a freqüência do pulso e da respiração. Isso é uma boa forma de mandar ao cérebro um sinal de que está tudo ok. Também não se afobe ao ler um texto longo: a compreensão aumenta quando baixamos a velocidade da leitura.
Compre um Nintendo
Videogames exigem tanta atividade cerebral que, sim, podem deixar qualquer um mais inteligente. Essa tese começou a ganhar terreno em 2005, com o livro Everything Bad Is Good for You (“Tudo o Que É Bom É Ruim para Você”), do jornalista científico Steven Johnson. E hoje, com cada vez mais pesquisas mostrando que o simples fato de manter a cabeça ativa aumenta a cognição, ela vem ganhando terreno. Mas espere aí: se games melhoram o cérebro de forma indireta, por que não fazer um jogo que tenha como objetivo deixar os usuários mais espertos? Foi justamente o que a Nintendo fez em 2006. Era o Brain Age, um game projetado para melhorar a capacidade de raciocínio. Ele foi concebido a partir de idéias do neurocientista Ryuta Kawashima.
O japonês observou que, quando alguém está trabalhando em algo muito complicado, como equações de física quântica, usa só algumas áreas do cérebro. Mas, se a tarefa for fazer uma seqüência de cálculos fáceis (tipo 3 + 2, 4 – 1, 9 + 3…), só que num ritmo frenético, um atrás do outro, acontece um fenômeno: seu cérebro vira um céu de Copacabana no Ano-Novo. Neurônios começam a pipocar suas descargas elétricas em todos os cantos da massa cinzenta. Esse é o objetivo do Brain Age: jogar problemas fáceis em seqüências estroboscópicas. E isso, pela teoria de Kawashima, funcionaria como uma academia para o cérebro
E as drogas?
Alguns remédios podem bombar o raciocínio, em geral alterando o equilíbrio de neurotransmissores envolvidos nesse processo. Mas cuidado. As estrelas entre as “drogas da inteligência” são o metilfenidato (Ritalin) e o modafinil (Provigil). O primeiro é indicado para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, enquanto o modafinil serve para combater a sonolência. Mas um recente relatório da Academia de Ciências Médicas de Londres afirma que eles ajudam a melhorar a atenção e a memória de pessoas saudáveis. O relatório também alerta para os perigos de comprar esses compostos sem orientação médica. O aderal, por exemplo, pode melhorar a concentração, mas também causar ataque cardíaco; o aniracetam ajuda na memória, mas gera ansiedade e insônia; as metanfetaminas contribuem para a concentração, e também para derrames cerebrais. Já a vasopressina, um hormônio para o tratamento do diabetes, ajuda na memória e no aprendizado. Por outro lado, seu consumo desordenado gera náuseas, anginas e coma.
E tem a velha nicotina. Estudos mostram que ela parece aumentar a interação entre os neurônios, o que favorece a atenção. Mas o preço a pagar por ela você sabe qual é. Segundo Gabriel Horn, da Universidade de Cambridge, mais de 500 substâncias como essas estão sendo pesquisadas – em geral para o tratamento de Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas. A maioria provavelmente terá seu uso restringido por agências reguladoras, mas algumas devem chegar às farmácias em breve.
Acelere os cálculos
Números grandes são grandes, mas não são dois. Não tenha medo deles. Por exemplo
Quanto é 725 menos 391?
O truque – Quebre os números. É o que muitos já fazem intuitivamente. Aqui, o melhor a fazer é tirar 400 de 725 (fácil) e adicionar 9 (a diferença entre 391 e 400). Pronto. O resultado é esse mesmo que você pensou.
Observe nuvens
Associe a forma do país a algo de verdade. Só que bem peculiar. Por exemplo: com um pouco de força dá para imaginar isto aqui como uma vaca correndo da direita para a esquerda. Uma vaca chamada Estônia.
Pire
Associe os países do bloco de jeitos absurdos. Quanto mais surreal, mais fácil de memorizar. Então agora a vaca Estônia está fugindo de Letônia, a urubu de estimação de dona Lituânia (a senhora corcunda da parte de baixo). Agora tente com os Bálcãs!

3198 – Mega Curiosidades – Sobre a camisinha


Quando foi inventada?
Em 1564, como um saco de linho amarrado com um laço. A de látex surgiu em 1939.
Quantas são vendidas no mundo?
De 6 bilhões a 9 bilhões por ano.
E no Brasil?
300 milhões ao ano.
E femininas?
Cerca de 30 milhões ao ano no mundo.
Qual o risco de furar?
1 em 1 milhão, se colocada corretamente.
Quanto ela estica?
Até 2 mil vezes o tamanho original.
Qual a maior do mundo?
É a Durex XXL, com 24 cm de comprimento por 4,1 cm de largura.
Que país mais usa?
A Índia ( 79% dos adultos usam). O que menos usa é a Noruega, (só 27%).
E no Brasil?
47% da população entre 16 e 55 anos é adepta da camisinha.

3196 – A Inglaterra é o verdadeiro país do futebol?


A grama, impecável, é cortada a cada dois dias. Mas os jogadores treinam em outro campo. Ninguém pode pôr os pés ali quando não é dia de jogo oficial, fora o zelador. O estádio tem cadeiras para todos os espectadores, vestiários confortáveis, banheiras de hidromassagem e sala de fisioterapia para os jogadores. Você pode comprar seu ingresso pela internet e recebê-lo pelo correio, com lugar marcado e seu nome impresso. Há uma linha especial de ônibus para levar os torcedores, saindo da estação de trem da cidade.
Qualquer comparação com o Brasil pode soar leviana. Nosso PIB por habitante não dá nem um terço do da Grã-Bretanha (são US$ 9 500 contra US$ 35 500). Mas, se você pensar que existem 40 mil clubes na Inglaterra, contra 13 500 por aqui, e que a média de público da 2a Divisão deles é 50% maior que a do Campeonato Brasileiro da 1a, vê que o país do futebol é outro: uma nação em que o interesse pela bola é grande a ponto de os maiores jornais ingleses, como The Guardian, The Times e Daily Telegraph, publicarem os resultados até da 7a Divisão.Não é à toa. O futebol está tão enraizado na cultura inglesa quanto o idioma que eles falam. A febre começou na Idade Média, bem antes de a esquadra de Cabral atracar por aqui. Em dias festivos, grupos de aldeões do país todo batiam-se contra outros tentando levar uma bexiga de boi cheia de ar até o fim do campo inimigo. Em 1863 a Football Association unificou a miríade de jogos regionais derivados desse tipo de brincadeira e o futebol foi adotado com imediato fervor pela classe operária, que, jogando ou assistindo, fez do futebol uma religião.
Essa história explica a força dos times locais. Toda cidadezinha tem seu clube, com seu estádio e seus torcedores fiéis. Fiéis mesmo: muitos times tiveram seus primeiros estádios erguidos graças a doações de torcedores. Também é normal ir a um jogo da 9a Divisão onde o bar do clube é administrado por torcedores que trabalham ali sem ganhar um tostão.Mas nem tudo é festa: os ingressos são caros (até R$ 300) e quase impossíveis de encontrar à venda nas bilheterias para jogos dos 4 grandes – Arsenal, Chelsea, Manchester e Liverpool. E desses o Arsenal é o único que ainda não pertence a um bilionário estrangeiro. É o preço a pagar pelo sucesso desse esporte na ilha onde a bola é mais redonda. No primeiro e ainda inigualável país do futebol.

3195 – Quem era Jó, por que ele tinha escravos e o que diabo é caxangá?


Jó não tinha escravos e ninguém joga caxangá

Ele foi um personagem do Antigo Testamento. Segundo o livro, Deus apostou com o Diabo que, mesmo perdendo os filhos e a riqueza, Jó não perderia a fé. E ganhou. Daí a expressão “paciência de Jó”.
Daí para a frente é só mistério. Nada indica que Jó tivesse escravos. O mais provável é que a cultura negra tenha se apropriado de sua figura para simbolizar o homem rico da cantiga de roda. Os escravos que faziam o zigue zigue zá seriam os fujões, que corriam em ziguezague para despistar os capitães-do-mato.
O significado de caxangá é ainda mais obscuro. Segundo o Dicionário Tupi-Guarani-Português, de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caá-çangá, que significa “mata extensa”. Já para o Dicionário do Folclore Brasileiro é um adereço usado pelas mulheres alagoanas. A palavra também já foi associado aos saquinhos utilizados no contrabando de sementes para as senzalas.
Tudo indica que, de boca em boca, o significado da palavra, ou até mesmo a composição dos versos, tenha sido muito modificado. Isso também explicaria as variações regionais da cantiga.

3194 – O livre-arbítrio não existe


Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de livre-arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria. As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma seqüência aleatória de letras. Eles deveriam escolher uma letra e apertar um botão quando ela aparecesse. Simples, não? Acontece que, monitorando o cérebro dos voluntários via ressonância magnética, os cientistas chegaram a uma descoberta impressionante. Dez segundos antes de os voluntários resolverem apertar o botão, sinais elétricos correspondentes a essa decisão apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões.
E já é possível prever pensamentos
Além de provar que o livre-arbítrio não existe, a neurociência acaba de fazer outro enorme avanço: pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso. Cada voluntário recebeu uma lista de palavras sobre as quais deveria pensar. Enquanto ele fazia isso, um computador analisava sua atividade cerebral (por meio de um aparelho de ressonância magnética). O software aprendeu a associar os termos aos padrões de atividade cerebral – e, depois de algum tempo, conseguia adivinhar em quais palavras as pessoas estavam pensando. O sistema ainda tem uma grande limitação – ele só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver totalmente concentrada. O que nem sempre é fácil. “Às vezes, no meio da experiência, o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’”, e isso embaralhava o computador, conta o cientista americano Tom Mitchell, responsável pelo estudo.