2966 – Cinema – Priscila, a rainha do deserto


O lendário ônibus do filme

As aventuras de Priscilla, rainha do deserto é um filme australiano de 1994, dos gêneros comédia dramática e musical, dirigido por Stephan Elliott.
A trilha sonora apresenta as canções I Love the Nightlife e I Will Survive, além de sucessos do grupo Abba.
Duas drag queens, Anthony/Mitzi e Adam/Felicia, e uma transsexual, Bernadette/Ralph, são contratados para fazer um show travesti em um resort em Alice Springs, uma cidade turística no remoto deserto australiano. Eles viajam a bordo de seu ônibus, Priscilla. No caminho, descobrem que a mulher que os contratou é a esposa de Anthony. O ônibus quebra, e é consertado por Bob, que passa a viajar com eles.
Oscar 1995 (EUA)
Venceu na categoria de melhor figurino.

BAFTA 1995 (Reino Unido)
Venceu nas categorias de melhor figurino e melhor maquiagem.
Indicado nas categorias de melhor ator (Terence Stamp), melhor fotografia, melhor desenho de produção e melhor roteiro original.
Indicado ao Prêmio Anthony Asquith para filme musical.

Globo de Ouro (EUA)
Indicado nas categorias de melhor filme – comédia / musical e melhor ator em cinema – comédia / musical (Terence Stamp).

Foi o primeiro filme do Intercine, da Globo. Escolhido pela emissora.

Nota – Somente a partir desse filme, de 1994, começou a se relacionar o ritmo Disco a imagem de gays, principalmente a música de Glória Gaynor I Will Survive, que é tema de uma coreografia do filme. Mas a música até então nada tinha a ver com gays porque era de uma data muito anterior ao filme (1979). Mas, então gays do mundo todo acabaram adotando a música como hino.

2965 – ‘Nariz eletrônico’ pode ajudar a diagnosticar o câncer


Pesquisadores israelenses dizem ter desenvolvido um “nariz eletrônico” que foi capaz de identificar sinais químicos de câncer no hálito de pacientes que sofrem de tumores no pulmão e em regiões do pescoço e da cabeça.
A expectativa é de que o aparelho seja desenvolvido para, no futuro, ajudar a diagnosticar a doença, por meio de testes semelhantes aos de bafômetros, segundo um estudo preliminar publicado no periódico British Journal of Cancer.
No entanto, uma organização britânica de estudos do câncer afirma que ainda serão necessários anos de estudo até que a novidade possa ser usada em clínicas.
O estudo israelense envolvendo o “nariz eletrônico”, chamado de Nano Artificial NOSE, contou com cerca de 80 voluntários, dos quais 22 sofriam de câncer nas áreas da cabeça e do pescoço (incluindo nos olhos e na boca) e 24 tinham câncer no pulmão – todos esses tipos de câncer geralmente são identificados tarde, em estágio avançado.
Também participaram 36 voluntários saudáveis. Um protótipo do “teste do bafômetro” usou um método químico para identificar resíduos do câncer presentes no hálito dos pacientes.
Segundo o estudo, o aparelho conseguiu distinguir as moléculas encontradas nos hálitos de pessoas saudáveis das presentes no hálito de pacientes com tumores.
‘Necessidade urgente’
O líder da equipe de pesquisas, professor Hossam Haick, do Technion – Israel Institute of Technology, disse que há “uma necessidade urgente de desenvolver novas formas de identificar cânceres na região da cabeça e do pescoço porque seu diagnóstico é complicado e requer exames especializados”.
“Em um estudo pequeno e preliminar, mostramos que simples testes de hálito podem perceber padrões de moléculas que são encontradas em pacientes com certos cânceres”, agregou Haick. “Agora, precisamos testar esses resultados em estudos maiores, para descobrir se isso pode levar para um potencial método de diagnóstico.”
A médica Lesley Walker, do grupo de pesquisa Cancer Research UK, disse que é extremamente importante o esforço de identificar tumores o mais cedo possível, quando as chances de tratamento são maiores.
“Esses resultados iniciais interessantes (do estudo israelense) mostram potencial para o desenvolvimento de um teste de hálito capaz de detectar cânceres geralmente percebidos em um estágio avançado”, agregou.
“Mas é importante deixar claro que esse é um estudo pequeno, em um estágio inicial, e que muitos anos de pesquisa serão necessários para descobrir se um teste de hálito poderá ser usado em clínicas.”

2964 – Coelhinho, o que realmente tu trazes para mim?


Na semana em que comemorou o Dia de Tiradentes, e também a Páscoa, nada melhor do que pensar no chocolate que compramos – e comemos. Mas como refletir sobre isso se algumas empresas não informam o que realmente vai em seus produtos? O Greenpeace resolveu dar uma mãozinha.
Na sexta-feira, os militantes da Ong se organizaram e foram até um supermercado, em Porto Alegre, recolher todos os chocolates da Hershey’s e da Garoto, pois os rótulos não informavam se continham alimentos transgênicos em sua composição.
Nem se precisa afirmar que transgênico é um assunto polêmico.
A Ong procurou as duas empresas para que elas informassem se realmente existiam ou não componentes modificados geneticamente. Como não houve resposta, o jeito foi comprar todos os produtos e mandar de volta para a empresa. Dessa maneira, o consumidor daquele supermercado não correria o risco de comprar algo que não se sabe a composição.
A Hershey’s não quis receber o barril com seus produtos, e nem protocolou a carta encaminhada à empresa. De acordo com a Ong, funcionários da Hershey’s informaram que eles estão em contato com a Cargill, quem fornece a matéria-prima para seus produtos, para averiguar se há realmente transgênicos na composição.
O Greenpeace disponibiliza em seu site, para quem estiver preocupado com o assunto, um Guia do Consumidor, que lista as empresas que não responderam ou que não controlam a entrada de matéria-prima modificada geneticamente.
Será que o Coelhinho da Páscoa, em breve, vai deixar de ser dentuço, por ter sido modificado geneticamente?

2963 – Medicina – Conjuntivite, de olho nela


Olhos vermelhos é o sintoma típico

Trata-se de uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Pode atacar os dois olhos, durando de uma semana a quinze dias e não costuma deixar sequelas. Podem ser ocasionadas por fatores alérgicos, irritativos ou infecciosos e cada um deles necessita de tratamento específico. O olho torna-se vermelho, edematoso, lacrimejante, com sensação de corpo estranho, às vezes com secreção. A doença é relacionada aos hábitos de higiene dos indivíduos. Pode ocorrer também em animais.
Em 2011 ocorreu um grande surto de conjuntivite no Estado de São Paulo. Somente a cidade de São Paulo registrou mais de 119 mil casos no primeiro trimestre.
Infecciosa
A conjuntivite infecciosa é transmitida, mais freqüentemente, por vírus, fungos ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas contaminadas, uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite infecciosa. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.
A conjuntivite viral geralmente é causada por um adenovírus, mas também pode ser transmitida por enterovirus tipo 70 (conjuntivite hemorrágica) e coxsackie A4 (conjuntivite hemorrágica). É muito comum em escolas, local de trabalho, consultórios médicos, ou seja todo local fechado, com contato íntimo entre pessoas. O diagnóstico é realizado pelas características clínica. O tratamento consiste na utilização de compressas frias, vasoconstritor tópico e lágimas artificiais. A propagação do vírus dura até 14 dias após o início dos sintomas.
A conjuntivite bacteriana caracteriza-se por ser purulenta. Geralmente são causadas por Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus e Haemophilus influenzae. Estes tipos são tratados com antibióticos tópicos de expectro ampliado (cloranfenicol, neomicina, etc).
Um tipo, chamada de conjuntivite gonocócica, é causada por Neisseria gonorrhoeae que é sexualmente transmissível. Pode ser transmitida na hora do parto, mas é rara pois costuma-se aplicar uma gota de nitrato de prata 1% no saco conjuntival. É tratata com antibióticos sistêmicos e oculares.
A conjuntivite de inclusão é causada por Chlamydia trachomatis sorotipo D-K, pertencente ao trato genital do adulto. Possui uma duração maior e acomete geralmente jovens sexualmente ativos. Trata-se com azitromicina ou doxiciclina
A conjuntivite fúngica é mais rara de ocorrer. Geralmente acontece quando uma pessoa é acidentada com madeira nos olhos ou utiliza lente de contato.
Alérgica
A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos. Esse tipo de conjuntivite não é contagiosa, apesar de que pode começar em um olho e depois se apresentar no outro. Pode ter períodos de melhoras e reincidências, sendo importante a descoberta da causa da conjuntivite alérgica.
É benigna por não envolver a córnea. Ocorre geralmente em regiões de clima mais frio. O alérgeno mais comum é o pólen. São tratadas com anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos.
A conjuntivite papilar gigante é causada, sobretudo, por uso de lentes de contato.
Tóxica
A conjuntivite tóxica é causada por contato direto com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais. Alguns outros irritantes capazes de causar conjuntivite tóxica são poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo. A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa é necessário a suspensão do uso, sempre seguindo uma orientação médica.
Prevenindo
Lavar as mãos frequentemente; Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias; Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos; Não coçar os olhos; Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos; Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise; Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza; Evitar contato direto com outras pessoas; Não ficar em ambientes onde há bebês; Não usar lentes de contato durante esse período; Evitar banhos de sol; Evitar luz, pois essa pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais.
Para melhor poder diagnosticar a causa da conjuntivite, é de todo aconselhável a ida a um serviço de urgência oftalmológico, onde o médico poderá retirar uma amostra (através de zaragatoa) das secreções purulentas produzidas pelos olhos, que será analisada em nível bacteriológico, fungal e viral na tentativa de descobrir qual o agente causador da conjuntivite. A prescrição de antibióticos para conjuntivites virais não tem qualquer efetividade e é incorreta, visto que, vírus não podem ser mortos pela ação destes tipos de medicamentos.
É utilizado gaze e água filtrada ou mineral, ou ainda soro fisiológico, para limpar as casquinhas que se formam em volta do olho. Água boricada não é mais indicada pelos médicos para esse tipo de tratamento.
Não deve ser tocado com a superfície das embalagens no olho ou pálpebra quando da aplicação, para evitar a contaminação das soluções (colírios e pomadas);
No caso do agente causador, o médico poderá prescrever um tratamento com antibiótico (em caso de bactérias), antifungo (em caso de fungo) ou antiviral (em caso de vírus), que será diferente consoante o tipo e o grau de resistência do agente que causa a doença.

2962 – Cinema – Ficção: Jumper


Jumper, poster

Último Tela Quente da Globo
Filme norte-americano de 2008, adaptado de um livro homônimo escrito por Steven Gould em 1992.Uma ficção muito distante darealidade tecnológica atual. Foi dirigido por Doug Liman e estrelado por Hayden Christensen. Teve um orçamento de US$ 85 milhões e arrecadou 222.231.186 dólares.
Foi lançado em 14 de fevereiro de 2008 nos Estados Unidos e em Portugal, e em 28 de março de 2008 no Brasil. O filme mostra um homem que é capaz de se teletransportar para qualquer local e é perseguido por uma organização secreta que tem intenção de matá-lo.

O filme recebeu geralmente opiniões negativas dos críticos. O Rotten Tomatoes relatou que 16% dos críticos tiveram opiniões positivas com relação ao filme, baseado em 156 críticas – o consenso era: “um filme errático de ação com pouca coerência e efeitos especiais sem brilho”. Por comparação, Metacritic, que atribui uma avaliação normalizada em 100 a partir de comentários críticos, calculou uma pontuação média de 35, baseado em 36 críticas. Marc Salov, do Austin Chronicle, chamou o filme de “… muito inteligente, partes divertidas, bem trabalhado pelo Liman, edição apertada, ação embalada em um feixe de ousadia”. No USA Today, Claudia Puig afirmou que o filme é como “um vôo de fantasia que nunca decolou inteiramente”. Brian Lowry, da Variety, escreveu que Jumper é “inteligente, mas extremamente delgado”. No The New York Times, o crítico Manohla Dargis descreveu Jumper como “um pouco coerente gênero misturado sobre um rapaz que pode se transportar à vontade por todo o globo”, dizendo que “é difícil para quem está de fora saber quem merece a maior parte da culpa por este fracasso”.
Antes do lançamento do filme, Hayden Christensen refletiu sobre a possibilidade de uma ou mais sequências: “O filme foi definitivamente criado de uma forma que permitirá mais filmes, e Doug teve o cuidado de se certificar de que criou personagens que tem espaço para crescer”. Lucas Foster declarou, durante a produção do filme, “As idéias são tantas que realmente não poderiam se encaixar em, você sabe, um ou dois filmes. Elas precisavam evoluir durante um mínimo de três filmes. Então, planejamos a história ao longo de três filmes e a dividimos de um jeito que deixasse espaço para os outros dois”.

2961 – Mega Tour – Roma


Centro histórico de Roma
Roma Tour

Conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna pela sua história milenar, Roma espalha-se pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Campidoglio (ou Capitólio), Quirinale, Viminale, Esquilino, e Celio. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C.] (data convencionada) por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são actualmente símbolos da cidade. Desde então tornou-se no centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana.
No interior da cidade encontra-se o estado do Vaticano, residência do Papa. É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização europeia. Conserva inúmeras ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império Romano, e do Renascimento, o movimento cultural que nasceu na Itália.

Lenda
Segundo a tradição, Roma teria sido fundada no ano de 753 a.C. por Rómulo e o seu irmão Remo. Rómulo e Remo envolvem-se numa luta e Rómulo acaba por assassinar o seu irmão Remo. No começo foi governada por reis mas, novamente de acordo com a tradição, tornou-se uma República em 509 a.C.] A cidade cresceu e, no final da República, Roma era a capital de um vasto império em volta do Mar Mediterrâneo. No seu auge, durante o século II, a cidade chegou a ter cerca de 45 000 prédios de apartamentos, e uma população de 1 600 000 pessoas. Seus aquedutos transportavam mais de um milhão de metros cúbicos de água, mais água do que chega à Roma moderna.
Com o fortalecimento do cristianismo do rei, no século III d.C., o Bispo de Roma (que mais tarde passaria a ser chamado de Papa) tornou-se a maior autoridade religiosa na Europa Ocidental.
A partir de meados do século III, com o começo das migrações dos povos bárbaros para o interior das fronteiras do Império, e que eventualmente invadiriam por várias vezes a cidade, registrou-se um fluxo de habitantes da cidade para o campo; quando o Império entrou em colapso (476), pouco mais de 50 mil habitantes ainda moravam na cidade. A cidade de Roma estaria em mãos bárbaras (e apoiada economicamente e politicamente pelos Impérios Bizantinos) por pelo menos mais quatro séculos até que, em 756, Pepino III, o Breve, derrotou os Lombardos, devolvendo a Roma sua autonomia. Roma passaria a ser capital dos Estados Pontifícios até 1870, onde o Papa era a autoridade máxima do Estado.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Roma sofreu pesados bombardeamentos e foi também o palco de várias batalhas, embora tenha sofrido menos danos que outras cidades controladas pelo Eixo (como Berlim ou Varsóvia); foi capturada pelos Aliados em 4 de junho de 1944, tornando-se a primeira capital de uma potência central do Eixo a cair.
Nos anos que se seguiram à Guerra, a cidade foi palco de crescimento acelerado. Com cerca de 240 mil habitantes à época da unificação do país, a cidade cresceu para 692 mil em 1921 e 1,6 milhão em 1962.
Em 1960, Roma sediou as Olimpíadas de Verão.
No inverno, mas principalmente em janeiro, as temperaturas são geladas, média de somente 7 °C, costuma chover muito nessa época, o sol nasce as 7:40 e se põe as 16:50. No verão, mas principalmente em julho, a média é de 24 °C, sendo que a quantidade de chuva é baixa, pois Roma tem um verão de pouca umidade, o sol nasce as 5:40 e se põe somente as 20:50. Novembro é o mês mais chuvoso da cidade, chove cerca de 112 mm, enquanto julho é o mais seco, chove somente 15 mm.A história de Roma iniciou-se a 800 a.C. com a aliança de várias povoações de centenas a milhares de habitantes. Desde então, o crescimento da cidade nos séculos seguintes foi contínuo, até se tornar numa megacidade no século I a.C., que contabilizou mais de um milhão de habitantes. Apenas já na Idade Média se deu um grande colapso demográfico que, em poucos anos, até 530 d.C., reduziu a população para pouco mais de 50.000 habitantes. Assim, no início da Idade Média, Roma comparava-se a uma vila actual. Seria apenas com a ascensão do Estado Pontifício que Roma floresceria novamente, tornando-se um destino de muitos viajantes já no século XIX, aumentando a sua população para 230.000; no entanto, seria no século seguinte que Roma se tornaria novamente numa cidade de milhões de habitantes, em apenas cerca de 100 anos.
O turismo possui um papel vital na economia de Roma, dado o status da cidade como um dos mais famosos e mais conhecidos destinos turísticos do mundo. A cidade é também um centro bancário e financeiro, embora já ultrapassado por Milão. Outras actividades de destaque são o marketing e a moda (roupas de griffe).
Atualmente, Roma dispõe de uma economia diversa e dinâmica concentrada, sobretudo, em inovações, tecnologias, comunicações, e no sector de serviços. A capital produz cerca de 6,5% do PIB (mais do que qualquer outra cidade no país) e mantém o seu crescimento a uma taxa superior às restantes. A cidade é também um importante centro financeiro, editorial, de seguradoras, moda, indústria de alta tecnologia, cinema (particularmente nos estúdios da Cinecittà — cidade do cinema — jocosamente chamada de “Hollywood do Tibre”) e tecnologia aerospacial
Ao nível do transporte aéreo, Roma é servida por três aeroportos: Leonardo da Vinci, civil, situado entre Roma e Fiumicino; Giovan Battista Pastine, ao longo da Via Appia e da vila de Ciampino, civil low-cost e militar, e o aeroporto da Urbe, a 6 km do centro, ao longo da Via Salaria, que actualmente se encontra fechado à aviação civil. Existiu um quarto aeroporto na parte oriental da cidade, entre a Via Prenestina e a Via Casilina, abandonado já há alguns anos, e actualmente em reconstrução para se tornar num dos maiores parques da cidade.

2960 – Administrando o tempo


Da Super para o ☻Mega

Natural x artificial
Um segundo não é a 60ª parte de 1 minuto. Desde 1967 ele foi redefinido pelo Sistema Internacional de Unidades como “a duração de 9 192 631 770 ciclos de radiação de uma transição eletrônica no átomo de césio-133”. Em 1997, um adendo: “a -273,15 °C”. Usar um átomo para medir o tempo sugere que segundos, minutos e horas estavam aí, esperando ser descobertos. Mas o tempo do relógio é tão artificial quanto recente – ainda estamos nos adaptando a ele.

Basicamente, sua mente é uma máquina de 150 mil anos que se desdobrou para acompanhar os últimos 150. Ela é do tempo dos índios pirarrãs, exemplo de pré-história em pleno século 21. Os pirarrãs, que vivem no Amazonas, não têm palavras para descrever passado e futuro, só o que aconteceu hoje. A refeição, a dança e o sono começam quando a natureza pedir. É assim que viviam os primeiros grupos humanos.

Enquanto nossos antepassados só se ocupavam de sobreviver, não havia muito estímulo para planos e memórias. Mas o domínio do ambiente permitiu que se chegasse aos sofisticados conceitos de “ontem” e “amanhã”. Os primeiros astrônomos aprenderam a medir as fases da Lua e a passagem dos anos. Relógios de sol mediam as divisões do dia, e relógios de água, ancestrais daqueles de shopping, a passagem da noite. Outras coisas que fluíam ou se consumiam, como areia, velas e incensos, também eram usados, mas “amanhecer”, “sol a pino” e “anoitecer” ainda eram horários mais confiáveis.

Só na Idade Média surgiram os primeiros relógios mecânicos. Mas não tinham ponteiros nem números: mais do que mostrar, eles “soavam” o tempo, tocando um sino na hora de rezar. Em 1656, um matemático holandês criou o primeiro relógio de pêndulo, que na virada do século, com o avanço tecnológico, já marcava até minutos com precisão. Agora era possível provar que alguém estava atrasado 15 minutos – ao menos dentro nos limites municipais.

Sim, cada cidade tinha seu horário, calibrado pelo meio-dia local. Foi o trem, um meio de transporte com hora para sair e chegar, que forçou a padronização. Levou um tempo, claro. Alguns relógios ingleses de meados do século 19 possuíam dois ponteiros de minutos: o do “horário local” e o “da ferrovia” – na verdade, o do meridiano de Greenwich, que se tornaria a hora oficial em 1880, abrindo caminho para a adoção dos fusos horários.Em menos de um século, a Revolução Industrial transformou em planilha um mundo que ainda tinha muito de pirarrã. Não é à toa que nosso cérebro às vezes tem dificuldade de acompanhar o ritmo. Mas esse processo não chegou de maneira uniforme a todas as sociedades modernas – inclusive a uma sociedadeque você conhece bem.

Agora x depois
Procrastinar é não fazer aquilo que você deveria estar fazendo – mas sem curtir essa folga. Procrastinar é diferente de matar aula para ir ao cinema: ainda que envolva evitar tarefas não prazerosas, não dá prazer. Ao contrário, é uma atividade angustiante. É esse contorcionismo mental que chama a atenção dos especialistas: você precisa muito fazer isto, mas alguma coisa dentro de você acaba desviando a sua atenção para qualquer outra coisa. A internet, claro, deixou tudo mais complicado.

Um editorial do American Journal of Psychiatry comparou: “Decepcionar-se por não conseguir realizar uma tarefa longa conectado é como fornecer doses de ópio para operários no meio do expediente e se surpreender quando isso se torna um problema”. Outro impulso a ser combatido é a gratificação imediata. Há um experimento clássico em que uma pessoa é solicitada a escolher se quer R$ 100 agora ou R$ 110 amanhã; a maioria quer R$ 100 agora. Em outro momento, a oferta é R$ 100 daqui a 30 dias ou R$ 110 daqui a 31 dias; aí, a maioria espera. Na essência, as duas ofertas são idênticas – você espera um dia a mais e ganha R$ 10 pela paciência. Na prática, fazemos escolhas melhores quando pensamos no futuro, mas não quando o dilema está na nossa cara. É por isso que a lista de filmes que você quer ver antes de morrer é repleta de clássicos, mas você sempre acaba assistindo à reprise de Se Beber, Não Case ou Mamma Mia. Da mesma forma, você planeja uma tarde de trabalho e, quando vê, a tela do computador tem trocentas abas abertas e nelas há de tudo, menos trabalho.
Enxergando ontem com olhos de hoje

Muito do que você faz tem a ver com o que já fez. Quando essa tendência é acentuada, não há margem de manobra: você acaba repetindo os mesmos acertos e erros. Quem tem foco positivo no passado reúne parentes e gosta de montar álbuns de família; na variação negativa, fica remoendo o que poderia ter sido. Para o psicólogo social Philip Zimbardo, é uma perspectiva desejável, “mas não pode ser o centro da vida de ninguém, em nenhuma idade”.

TEIMOSIA
Em vez de tentar algo novo, como trocar o coador de café por uma cafeteira, preferem manter os velhos hábitos.

NOSTALGIA
Buscam se cercar de símbolos do passado. Podem ser fotos antigas ou até produtos que consumiam na infância.

FIXAÇÃO
Evitam comidas novas, não se expõem a músicas ou filmes não familiares e têm dificuldade em cultivar novas amizades.

SEGURANÇA
Não são de correr riscos, optando pelas soluções que já conhecem. Mesmo que surjam produtos revolucionários, tendem a continuar usando os antigos.
Foco no presente
O que importa é o momento, a vida é pra ser vivida

O foco no presente é o mais comum – e ao qual é mais difícil resistir. Afinal, é nele que o ser humano viveu milhares de anos, quando tudo o que importava era chegar vivo ao fim do dia. O “presentista” é impulsivo e ansioso, sempre se divertindo ou buscando diversão. Na variação hedonista, é a alma da festa. Na fatalista, tende à depressão. Bem utilizada, é uma perspectiva ótima: por que deixar pra amanhã o que se pode curtir hoje?

SEDENTO
Impulsivos, têm mais possibilidade de se complicar com álcool e outras drogas.

SEDENTÁRIO
Pouco adeptos de exercícios, comem mal, sabotam dietas e vão pouco ao médico.

PERDULÁRIO
Gasta no que não deve e o que não tem, valorizando a satisfação do consumo imediato.

PERDIDO
Não é pontual, privilegiando a vida pessoal a compromissos.
Foco no futuro
Planejar, poupar e se conter são as prioridades

“Pode-se creditar o sucesso da civilização ocidental à orientação futura de muitas populações”, diz Philip Zimbardo. É a perspectiva que todos querem (ou ao menos sabem que deveriam) ter. Passa a ser um problema quando o olho no amanhã impede que você aproveite o hoje. Correr é importante, mas saber desacelerar é mais importante ainda.

LOGÍSTICA
Compram antes ou estocam aquilo que sabem que vão precisar.

PRECAUÇÃO
Não costumam ter surpresas – e não gostam delas. Fazem tudo para que a coisa siga conforme o plano.

POUPANÇA
Bem-sucedidos profissionalmente, cuidam das finanças e costumam estar preparados para emergências.

CONTROLE
Pesam a gratificação imediata contra os custos futuros, o que se reflete em uma alimentação mais saudável, por exemplo.

PREVENÇÃO
Pensando no futuro, tendem a ter menos vícios, dirigir mais devagar e usar camisinha. Fazem exercícios e marcam exames preventivos.
Dicas para acelerar sem perder o ritmo

Observe
Procure andar mais com quem foca o futuro. Veja como é o mundo deles. É preciso ter um exemplo próximo de alguém que cumpre metas, para acreditar que é possível.

Inverta
Reordene sua caixa de entrada de e-mails para que os mais antigos fiquem no alto da lista. Resolver o passado libera o futuro. Aliás, isso vale para muito mais coisas além de e-mail.

Distraia-se
Não precisa se punir quando estiver com a cabeça em outra coisa: vagabundagem mental é essencial para o processo criativo. Um minuto de distração pode inspirar horas de foco.

Cronometre
Subestimamos o tempo das tarefas, seja por ignorar a duração delas no passado, seja por não prever imprevistos. Descubra o tempo que as coisas duram para se planejar direito.

Evite
Aprenda a dizer “não” – saber o que não fazer é tão importante quanto saber o que fazer. Tempo é precioso: dê um pouco a si mesmo.

Pare
Agende blocos de tempo apenas para pensar nos seus dilemas – um momento sem TV, computador ou telefone, só com você. Se quiser, pode chamar de meditação.

Separe
Multitasking é mito: até computador derrapa pra fazer tarefas simultâneas. Se não for algo simples, como lavar louça e ouvir música, melhor fazer uma de cada vez.

Aliste-se
O ideal é fazer listas que você possa cumprir em um dia – uma semana já é muito tempo. Nunca coloque tarefas vagas: quanto mais específico, melhor.

Cuide-se
Exercício e dieta balanceada não aceleram só o metabolismo – eles aumentam seu foco e sua concentração, permitindo que você complete seu trabalho em menos tempo.