2959 – Clássicos do Cinema – Atração Fatal


Poster do filme

Até que ponto pode chegar um amor obssesivo?Aproveitando o fato de Beth Gallagher (Anne Archer), sua mulher, estar viajando Dan Gallagher (Michael Douglas), um advogado, tem um rápido caso com Alex Forrest (Glenn Close), uma executiva que demostra ser desequilibrada emocionalmente e até mesmo perigosa, quando decide fazer parte da vida dele custe o que custar.
Título original: (Fatal Attraction)
Lançamento: 1987 (EUA)
Direção: Adrian Lyne
Atores: Michael Douglas, Glenn Close, Anne Archer, Ellen Hamilton Latzen.
Duração: 120 min
Gênero: Suspense
Um filme de suspense de grande sucesso de bilheteria e crítica, estrelado pelos astros Michael Douglas e Glenn Close. Recebeu 6 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Archer), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.Dan Gallagher (Michael Douglas) é um advogado conceituado de Nova York que acaba se envolvendo, casualmente, com a sedutora Alex Forrest (Glenn Close), enquanto sua esposa (Anne Archer) está viajando. Mais tarde, Dan, achando que foi equívoco, considera o affair encerrado. Mas Alex não aceita ser ignorada, “nem hoje, nem amanhã, nem nunca… nem que isso signifique destruir a familia de Dan para ficar com ele”. Para se livrar dela, Dan recebe ajuda da esposa traída, que o perdoa, sendo que no final, ela mata a amante.
O filme causou grande polêmica ao retratar um homem adúltero perseguido por sua amante, que se revela uma psicopata assassina. Teve cenas que se tornaram antológicas, como a de Dan e Alex fazendo sexo sobre uma pia de cozinha e a do coelho morto enviado à esposa pela amante.

2958 – Medicina – Pâncreas artificial controla o diabetes


Clic para ampliar e veja como funciona

Um pâncreas artificial, que monitora os níveis de açúcar no sangue e libera, automaticamente, quantidades adequadas de insulina, é a nova promessa para o tratamento de diabetes tipo 1.
Nesse tipo de diabetes, o paciente precisa tomar várias injeções diárias de insulina para controlar a doença.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge testaram o aparelho e dizem que ele está pronto para ser usado por diabéticos em casa.
Eles fizeram a pesquisa com 24 pacientes hospitalizados. Os resultados foram publicados no periódico “British Medical Journal”.
SENSOR DE GLICOSE
O aparelho combina um sensor de glicose implantado no corpo a uma bomba com cateter, que libera a insulina. Ao detectar variações nos níveis de açúcar, o sensor dispara sinais de radiofrequência para a bomba, que libera a quantidade de insulina adequada.
No estudo que testou o dispositivo, os pacientes foram divididos em dois grupos: um se alimentou com quantidades razoáveis de comida e outro comeu excessivamente e bebeu álcool.
Muita comida e bebida aumentam a quantidade de açúcar no sangue e mais insulina é necessária. O pâncreas artificial detectou corretamente as diferentes necessidades e conseguiu controlar os níveis de glicemia nos dois grupos.
Nos diabéticos, esse controle é muito delicado. “O que mantém vivo o diabético tipo 1 é a insulina”, diz um endocrinologista da Unifesp. O problema, diz ele, é o cálculo da quantidade a ser injetada.
HIPOGLICEMIA
Um dos principais perigos é reduzir demais o nível de açúcar no sangue, segundo Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Quando o suprimento de insulina é excessivo, as taxas de glicose diminuem e podem levar a desmaios, convulsões e até causar a morte.
À noite, o risco é maior. “Dormindo o paciente pode não sentir os sintomas”, diz Cavalcanti.
De acordo com ele, o pâncreas artificial é uma forma segura de controlar açúcar no sangue e diminuir esse risco.
Para Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, o aparelho é a evolução dos tratamentos de diabetes, mas ainda é preciso testá-lo em mais pessoas, para avaliar a segurança.
A estimativa dos médicos é que o pâncreas artificial estará disponível no mercado daqui a três anos.

2957 – Cibernética – Perna biônica de última geração pode ser controlada por impulsos nervosos


Com a ajuda de um programa de computador, uma perna biônica, em testes nos EUA, pode “aprender” os movimentos mais comuns da pessoa e reproduzi-los com leves estímulos da coxa.
Além de exigir menos esforço, a prótese é totalmente articulada, o que permite dobrar e esticar os joelhos e tornozelos de forma natural.
Eletrodos conectados a nove músculos da coxa funcionam como antenas, captando sinais elétricos dos nervos.
“É uma aproximação do que os nossos membros fazem”, diz Levi Hargrove, pesquisador do Center for Bionic Medicine, em Chicago, instituição que conduz o projeto.
A prótese ainda está em testes, mas já tem bons resultados. A estudante Hailey Daniwicz, 20 anos, treina no computador desde janeiro e já consegue dobrar e esticar os joelhos e tornozelos.
A próxima etapa é começar a dar os primeiros passos. Hargrove espera que isso aconteça até o fim do ano.
Apesar do otimismo, ainda é cedo para dizer quando a prótese chegará ao mercado.

2956 – DSTs – Gonorreia está cada vez mais resistente aos antibióticos


Escola Paulista de Medicina
A bactéria que causa a gonorreia, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo, está se tornando resistente aos antibióticos atualmente disponíveis para tratar a doença.
Dados de 2009 dos Centros de Controle de Doenças dos EUA mostram que 1/4 das cepas da bactéria já são ultrarresistentes a penicilina, tetraciclina e fluoroquinolona e também ao uso combinado dessas drogas.
A opção para tratar esses casos é um outro tipo de antibiótico, a cefalosporina. Porém, os dados mais recentes mostram um número cada vez maior de pessoas infectadas que não respondem mais ao medicamento.
Em geral, as pessoas que adquirem gonorreia não apresentam sintomas, mas, se a doença não for tratada, pode levar a infertilidade e dor crônica. Se a bactéria se espalhar para o sangue, pode causar artrite, meningite e morte.
No Brasil, há mais de 1,5 milhão de pessoas com gonorreia, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde. A principal forma de prevenir a doença é o uso de camisinha durante a relação sexual.
O diagnóstico é feito a partir de exame clínico e, se necessário, comprovado por exame laboratorial. O tratamento é feito com antibióticos orais ou injetáveis.
Os médicos evitam usar penicilina, para prevenir o aumento de superbactérias. Quanto à cefalosporina, a indicação é usar só a injetável.

2955 – O que faz a voz ser grossa ou fina?


Tamanho é documento: quanto maior a corda vocal, mais grave o som
A diferença entre os graves de Barry White e os agudos de Michael Jackson é a mesma que há entre um violoncelo e um cavaquinho: comprimento e espessura das cordas. Nossas cordas vocais (o termo técnico é “pregas vocais”) são maiores em homens adultos do que nas mulheres adultas e crianças, o que explica a voz grossa deles e fina delas.
Além da anatomia, há fatores externos que influem seu gogó. Quando as oscilações acústicas da puberdade já são coisa do passado, rapazes ainda afinam a voz ao abordar uma garota. Por quê? “Nervosismo. Em estado de excitação, a prega vocal estica e a fala afina. Já álcool e cigarro deixam as cordas frouxas e a fala grave.
Vale lembrar que a voz é um instrumento: há limites, mas com treino (ou hábito) ela pode ser afinada para soar um pouco mais grossa ou fina.

2954 – É mais barato ter um carro ou andar de táxi?


Quase sempre, o carro – a não ser que você não saia do quarteirão
Com esta resposta, inauguramos a campanha: “Abaixem o preço da corrida, taxistas”. Ter um carro é um luxo. Gasta-se com gasolina, seguro, IPVA, manutenção e, muitas vezes, estacionamento. Ainda assim, se você andar mais de 20 quilômetros por dia, o carro é a opção mais barata em todas as capitais brasileiras. Em cidades onde o táxi é ainda mais caro, como Curitiba, mal dá para dar a volta no quarteirão – passou de 5 quilômetros ao dia, o carro já compensa. Ruim pro planeta, ruim pro trânsito e pior pros táxis, que perdem clientes.

Para determinar quanto se paga por uma corrida de táxi, as cooperativas levam em conta o valor da gasolina, a manutenção do veículo e as taxas para regulamentar o automóvel. Quase as mesmas coisas que o motorista comum paga no carro próprio. O preço varia de capital para capital porque acompanha o custo de vida de cada região. Por que, então, andar de táxi é tão mais caro do que andar de carro? “Não pode haver concorrência direta com outros meios de transporte”, explica o presidente do Sindicato de Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari. Ou seja, são o meio de transporte mais caro porque assim o querem.
Não vou de táxi
São Paulo
Pasmem, entre as principais capitais, São Paulo tem o litro de gasolina mais barato: R$ 2,46, em média. O estacionamento é caro, mas ainda assim vale a pena investir num carro popular.

Rio de Janeiro
O Rio tem a menor diferença entre carro e táxi porque os cariocas pagam muito por um carro. Junte isso a uma bandeira barata, e tem-se a melhor condição para andar de táxi.

Curitiba
Taxista, vá à Curitiba, a bandeira mais cara do Brasil. Já o carro lá é barato. Por exemplo, o curitibano que paga à vista e no prazo o imposto sobre o veículo pode ter um desconto de até 5%.
OBSV – A bicicleta é ainda mais econômica

2953 – Astronáutica – malucos vão ao espaço


Clic para ampliar - Faça você mesmo

Dinamarqueses querem construir seu próprio foguete e fazer uma missão tripulada – gastando menos do que o valor de um carro
Aos 39 anos, o dinamarquês Peter Madsen já sabe o que quer ser quando crescer: astronauta. Como o tempo passou e o sonho não se concretizou, ele decidiu arregaçar as mangas e fazer por conta própria. Em parceria com o também dinamarquês e ex-colaborador da Nasa Kristian von Bengtson, criou o projeto Copenhagen Suborbitals – que pretende construir o próprio foguete e mandar um homem ao espaço nos próximos 5 anos.

Isso com um orçamento de apenas R$ 200 mil, vindos de doações arrecadadas pelo site http://www.copenhagensuborbitals.com. O foguete fará um voo suborbital, subindo a 100 quilômetros de altitude, e depois assumirá uma trajetória descendente até cair no oceano. Loucura? Eles dizem que não. “Os primeiros foguetes da história foram projetados por amadores na Alemanha e nos EUA”, diz Madsen, que será o piloto. Os dois dinamarqueses pretendem construir 6 foguetes diferentes até chegar à versão final. O primeiro deles já foi testado, num lançamento não tripulado realizado em setembro no mar Báltico (usar o mar foi a solução encontrada para driblar as leis da Dinamarca, que proíbem o lançamento de objetos a mais de 2 400 metros). A tentativa falhou, pois o propulsor do foguete enguiçou, e o próximo teste ficou para 2011. Se a empreitada der certo, os autores da façanha prometem tornar pública a tecnologia desenvolvida, para que todo mundo possa construir seu próprio foguete e ir ao espaço. O que, segundo eles, é prioridade total. “Você sabe por que os dinossauros desapareceram? Porque não tinham um programa espacial. Não tinham para onde ir”, diz Madsen.

2952 – Ciência Brasileira:Química Ecológica


Um químico da República Checa , naturalizado, recebeu reconhecimento internacional por sua síntese interdisciplinar da química das plantas. Usou recursos ecogeográficos, morfológicos e metabólicos dos organismos e estabeleceu novos conceitos e métodos fitoquímicos.
Amazônia – Criado em 1952, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ( INPA) é o cérebro da Amazônia com 900 pesquisadores, 3 Campis em Manaus e várias estações de pesquisa. Tem o maior acervo de conhecimentos sobre o trópico úmido do mundo.

Uma Bélgica Protegida – Além dos seus estudos sobre abelhas indígenas, o zoólogo Paulo Nogueira Neto, catedrático de Ecologia da USP, deu uma contribuição crucial á ciência : criou mais de 30 reservas e estações ecológicas no Brasil, quando foi presidente da extinta Secretaria do Meio Ambiente, de 1973 a 1986. São 3,2 milhões de hectares, um território do tamanho da Bélgica, protegido para a ciência.
O Primeiro ecólogo do Brasil – Militar, engenheiro e jornalista, Euclides da Cunha também foi geógrafo, geólogo e etnólogo. O primeiro ecólogo do Brasil digno do nome. Em 1902, com os sertões, desvendou para um Brasil sonolento o interior bruto da Bahia e a sociedade de Canudos. Mostrou como o homem fazedor de desertos ajudou a degradar a terra do nordeste. Também explorou a Amazônia e analisou as nascentes do rio Purus, em contrastes e confrontos. Sua obra pioneira revelou a vastidão da realidade física do Brasil.

2951- Impérios Coloniais Europeus


Quando ocorreu a derrota final de Napoleão em 1815, os europeus ainda desconheciam muitas áreas do planeta e milhões de pessoas nunca haviam entrado em contato com a influência européia. Um século mais tarde, os exploradores europeus haviam penetrado nas regiões mais distantes, depois vieram missionários, comerciantes, banqueiros, soldados e administradores. Africanos e asiáticos dificilmente conseguiram ficar imunes as forças tecnológicas superiores da Europa; muitos passaram ao controle político europeu.
Com a queda do Império Romano, a fragmentação política e cultural do Império processou-se com as invasões dos bárbaros germânicos nos séculos IV e V.
A infiltração dos povos germânicos do norte da Europa (visigodos, vândalos, anglo-saxões, francos, etc) no território romano havia começado séculos antes, através dos seguintes processos:
Filiação de bárbaros, e grandes guerreiros, ao exército romano
Fixação de famílias de bárbaros como servos nas grandes propriedades;
Invasões violentas, dos séculos IV e V, que provocaram destruição e decadência econômica e cultural.
Foram os visigodos que abriram caminho para a destruição do mundo romano; venceram o exército romano em Andrianópolis (378), capturaram e saquearam Roma (410). A partir daí, várias tribos germânicas invadiram, também violentamente o território romano, culminando com a desagregação do Império Romano no Ocidente no século V.
Com a ocupação da Itália, Gália e Inglaterra por povos germânicos, a Europa Ocidental modificou-se: surgiram os reinos bárbaros. Uma nova época começou – a Idade Média, caracterizada, em sua fase inicial, por violências, decadência econômica e cultural.
No século VII, outras invasões – as dos árabes, perturbaram, ainda mais, a Europa Ocidental. Os árabes, povo de religião muçulmana, iniciaram uma Guerra Santa contra os demais povos, considerados por eles como infiéis. Após a conquista da Síria la la la, Egito e Pérsia, conseguiram impor seu domínio na África do Norte e em quase toda a Península Ibérica, prejudicando seriamente o comércio no Mediterrâneo e aumentando a decadência econômica da Europa. No século VIII, os francos conseguiram evitar a continuidade da expansão árabe na Europa Ocidental com a Batalha de Poitiers (732).

2950 -AIDs – Cadê a minha vacina?


Dois passos para frente e um para trás, assim anda a ciência na luta contra a AIDS. A vacina estava prevista para o ano 2000 , mas até agora nada (2012). A vacina funciona imitando o microorganismo invasor, mas sem causar a doença. A meta é despertar o sistema imune do corpo para um inimigo em potencial. A memória imunológica pode ser feita com uma forma atenuada ou morta do microorganismo, ou pedaços dele. A parte que produz a resposta do organismo é chamada antígeno e cada um faz criar um anticorpo para neutralizar o vírus. As vacinas contra varíola, pólio e raiva são exemplos bem sucedidos, mas o comportamento singular do vírus HIV e sua grande variação antígena tem impedido a criação de uma vacina eficaz.

Sem resposta
Sem saber direito como o HIV se comporta no organismo, os cientistas admitem: precisam resolver algumas questões básicas sobre a doença, antes de retomar a corrida atrás de vacinas e drogas. Senão, a busca de novos tratamentos poderá ser inglória. Essa foi a principal conclusão da conferência internacional que reuniu 14 000 especialistas na Alemanha.
Por que a cura da Aids ou mesmo uma vacina para evitá-la são tão difíceis de ser encontradas? Muita gente acha que sabe a resposta na ponta da língua. Quando surge o assunto, alguém invariavelmente saca a explicação de que o vírus responsável pelo mal, o HIV, é um mutante de marca maior. Como vive se transformando, uma vacina eficiente contra o vírus de hoje talvez não seja capaz de deter o vírus de amanhã. Sem contar que existem tipos e subtipos diferentes de HIV. Mas essa justificativa, só, não basta. Aliás, ao contrário do que muitos imaginam, de todas as questões que envolvem a Aids, hoje em dia, essa é a que mais desperta o otimismo dos cientistas. Eles estão confiantes em ter encontrado aquelas moléculas do vírus menos sujeitas a alterações e, nelas, concentram as esperanças de produzirem uma vacina. Em compensação, os pesquisadores ainda colecionam uma série de dúvidas que, essas sim, são o motivo da dificuldade para barrar a ação do HIV no organismo. Isso ficou claro durante a IX Conferência Internacional de Aids, realizada em Berlim, na Alemanha.
O que causa o colapso do sistema imunológico?
Ninguém duvida de que o principal registro da ação do HIV seja a queda das chamadas células CD4 no sangue. Estas são verdadeiros generais no exército de defesa do organismo e comandam as batalhas contra uma série de inimigos invasores, feito vírus, fungos e bactérias. O que não se sabe, porém, é como o HIV provoca a derrocada das CD4. A explicação mais simples é de que o vírus as destruiria diretamente, ou seja, ao infectá-las, ele induziria a sua explosão. No entanto, nos pacientes aidéticos, os cientistas encontram muito mais células CD4 arrasadas do que vírus soltos no sangue, o que dá margem para teorias sobre mecanismos indiretos do HIV.
O próprio Robert Gallo, do Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos — que perdeu para Montagnier a glória de ter sido o primeiro cientista a isolar o HIV, depois de uma longa disputa judicial —, até a conferência do ano passado definia como “pura besteira” todas as idéias sobre mecanis-mos indiretos. Em Berlim, no entanto, ele mostrou ter mudado radicalmente de opinião: “Dizia aquilo com medo de que as pessoas se confundissem e deixassem de ver o HIV como causador da doença”, explica. “Mas reconheço que precisamos de uma quantidade muito pequena de vírus para liqüidar com um enorme batalhão de CD4. Isto é, as coisas não podem ser tão simples e diretas, como acreditávamos no passado.”
Como é possível impedir a replicação do vírus?
Foi a rigorosa Food and Drug Administration (FDA) — a agência do governo americano que controla a aprovação de medicamentos — que, em 1989, liberou o uso do AZT em pessoas infectadas, cujo organismo ainda não manifestava sinais da doença. Em abril passado, porém, cientistas ingleses e franceses divulgaram os resultados do chamado estudo Concorde: eles passaram os últimos três anos estudando 1 749 casos e concluíram que a droga anti-HIV mais famosa e antiga não traz benefício algum para esses pacientes assintomáticos.
Essa informação, embora já tivesse sido publicada, continuou ecoando durante o encontro internacional na Alemanha. E não é para menos. Nos países industrializados, quase metade dos portadores de HIV diagnosticados — isto é, sem contar as pessoas que ignoram estar infectadas — engolem comprimidos de AZT diariamente, na esperança de que a droga adie as manifestações da Aids.
É público e notório, contudo, que as drogas antiHIV existentes — no caso, a DDI, a DDC e o próprio AZT — obtêm efeitos bastante limitados. Estão longe, muito longe, de representar o controle da Aids. Esses medicamentos, ao bloquear uma enzima do HIV, impedem que a molécula de RNA do vírus, seu material genético, seja traduzida para uma molécula de DNA; esta, sim, capaz de se infiltrar no núcleo da célula infectada, para tomar-lhe os comandos. Esse magnífico feitiço farmacológico dura pouco. Ou melhor, dura algo em torno de um ano, tempo em que esses remédios prolongam a vida dos pacientes. Passado esse período, o HIV costuma dar um jeito de traduzir o seu RNA sem a ajuda da enzima bloqueada. Ocorre que a transformação do DNA em RNA não é o único momento crítico para o vírus: “Na realidade, sua multiplicação envolve uma dúzia de passos. Atrapalhar qualquer um deles significa evitar a replicação do HIV”, conta o professor Gary Nabel, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Como uma vacina pode proteger contra a Aids?
Os cientistas ainda não sabem qual parte do vírus eles poderiam usar para fabricar uma vacina eficaz — é ponto pacífico. Esse quebra-cabeça, porém, parece mais fácil de resolver do que outro: qual tipo de reação uma vacina deveria despertar no organismo? “Qualquer vacina deve provocar uma reação de defesa, mas há maneiras e maneiras de se defender”, explica Daniel Bolognesi, da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Perseguidor implacável de uma vacina preventiva contra a Aids — ou seja, uma vacina aplicável a pessoas sãs, que nunca tiveram contato com o vírus —, Bolognesi conta que algumas delas estimulam a produção dos chamados anticorpos neutralizantes. “São moléculas, fabricadas pelo sistema imunológico, que se agarram como rolhas em determinados receptores do HIV”, descreve o cientista. “Com isso, o vírus não consegue entrar nas células CD4.”
Estudos com chimpanzés, porém, mostram que os anticorpos neutralizantes não são tão eficazes quanto parecem em teoria. “Qualquer mutação do vírus e eles podem deixar de fazer efeito”, reconhece Bolognesi. É por esse motivo que o cientista americano Jonas Salk — criador da vacina contra poliomielite que leva o seu nome — optou por buscar uma vacina que induziria o organismo a fabricar mais células T.
Em ciência sempre há o inesperado. No final do século XVIII, por exemplo, o inglês Edward Jenner (1749-1823) criou a vacina da varíola. Na época, ele nem tinha como saber que era um vírus — este descoberto só um século mais tarde — o causador da doença.

2949 – Mega Memória – Discoteca Banana Power


Capa do álbum

Discoteca de muito sucesso na cidade brasileira de São Paulo na década de 1970. Localizava-se na Avenida São Gabriel, 301, no distrito de Itaim Bibi e era considerado um templo da música disco. Seu grande rival era a discoteca Papagaio Disco Club.
Foi lançado um long-playing em 1978 chamado Banana Power Dicotheque pela gravadora RCA. Foi o primeiro volume. Outros volumes saíram por outra gravadora.
O Banana Power foi uma das primeiras casas noturnas de São Paulo a fazer matinês para as crianças aos domingos.
Em 1999, surgiu uma banda especializada em música disco chamada Banana Power Disco Band em homenagem a essa discoteca.
Foi lá que o Jovem da Época com suas calças de pregas suspensórios,boinas ou chapéu de gangster, sapato de duas cores,(Moda anos 40),Dançaram e testemunharam o nascimento de Hits como PATRICK JUVET – I LOVE AMERICA, DEE D.JACKSON -AUTOMATIC LOVER, SYLVESTER – DANCE (DISCO HEAT)e YOU MAKE ME FEEL(MIGHT REAL),BEE GEES -NIGHT FEVER,RICK JAMES – YOU AND I , MUSIQUE – KEEP ON JUMP e muito mais. O DJ ainda era chamado de discotecário e o som era com gravadores de rolo ao invés de pick-ups. As Tecnics SL-1800 viriam em breve e se tornaria uma lenda.

2948 – Economia – Por que tudo custa mais caro no Brasil


Nossos preços estão entre os mais altos do mundo. Pagamos 3, 4 vezes mais por qualquer coisa. Mas o maior problema é outro: muita gente adora isso

É tanta muamba que o português dos vendedores de shopping da Flórida está mais afiado do que nunca. Os brasileiros são os turistas que mais compram nos EUA: US$ 4,8 mil por pessoa, à frente dos japoneses.

Nossos gastos no exterior em 2010 tinham passado de US$ 11 bilhões até setembro, um recorde. Agências de turismo já oferecem pacotes sem parques de diversão no roteiro, só com traslados para grandes shoppings e outlets.

Estamos virando um país de contrabandistas. Natural. Veja o caso do iPad. Aqui, nos EUA ou na Europa, ele é importado. Vem da China. Em tese, deveria custar quase igual em todos os países, já que o frete sempre dá mais ou menos a mesma coisa. Mas não. A versão básica custa R$ 800 nos EUA. Aqui a é sai por R$ 1 800. No resto do mundo desenvolvido é raro o iPad passar de R$ 1 000. E isso vale para qualquer coisa. Numa viagem aos EUA dá para comprar um notebook que aqui custa R$ 5 500 por R$ 2 300. Ou um videogame de R$ 500 que bate em R$ 2 mil nos supermercados daqui. E os carros, então? Um Corolla zero custa R$ 28 mil. Reais. Aqui, sai por mais de R$ 60 mil. E ele é tão nacional nos EUA quanto no Brasil. A Toyota fabrica o carro nos dois países.
Por que tanta diferença? Primeiro, os impostos. Quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um imposto específico para o consumo, aqui são 6 – IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Ufa. Essa confusão abre alas para uma sandice que outros países evitam: a cobrança de impostos em cascata. O ICMS, por exemplo, incide sobre o Cofins e o PIS. Ou seja: você paga imposto sobre imposto que já tinha sido pago lá atrás. Tudo fica mais caro. E quando você soma isso ao fato de que não, não somos um país rico, o vexame é maior ainda. Levando em conta o salário médio nas metrópoles e o preço das coisas, um sujeito de Nova York precisa trabalhar 9 horas para comprar um iPod Nano (R$ 256 lá). Nas maiores capitais do Brasil, um Nano vale 7 dias de trabalho do cidadão médio (R$ 549).

A bagunça tributária do Brasil não é novidade. A diferença é que os efeitos dela ficam mais claros agora, já que existem mais produtos globalizados (Corolla, iPad…) e o real valorizado aumenta o nosso poder de compra lá fora (quando a nossa moeda não valia nada, antes de 1994, era como se vivêssemos em outra galáxia – não dava para fazer comparações).

Mas sozinho o imposto não explica tudo. Outra razão importante para a disparidade de preços é a busca por status. Mercado de luxo existe desde o Egito antigo. Mas no nosso caso virou aberração. Tênis e roupas de marcas populares lá fora são artigos finos nos shoppings daqui, já que a mesma calça que custa R$ 150 lá fora sai por R$ 600 no Brasil. O Smart é um carrinho de molecada na Europa, um popular. Aqui virou um Rolex motorizado – um jeito de mostrar que você tem R$ 60 mil sobrando. O irônico é que o preço alto vira uma razão para consumir a coisa. Às vezes, a única razão. Como realmente estamos ficando mais ricos (a renda per capita cresceu 20% acima da inflação nos últimos 10 anos), a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também. E as compras lá fora idem.

O resultado mais sombrio disso é o que os economistas chamam de doença holandesa: o país enriquece vendendo matéria-prima e deixa de fabricar itens sofisticados – importa tudo (ou vai passar o feriado em Miami e volta carregado). Por isso mesmo o governo reclama da desvalorização excessiva do dólar e do euro, que deixa tudo ainda mais barato lá fora. Aí não há indústria que aguente.

Mas tem um outro lado aí. “É interessante ver que parte da indústria importa bens intermediários, que são usados para fazer outros produtos. E agora eles serão mais baratos. Então o câmbio apreciado pode ser bom”, diz um economista, da USP.
O governo também tem agido contra o mal do câmbio. Em agosto, cortou várias taxas de máquinas industriais e zerou os impostos para a fabricação de aviões. Outros 116 bens da indústria de autopeças que não têm similar nacional tiveram seu imposto de importação praticamente zerado. Já é um começo. Esperamos que, em breve, passar 9 horas no avião para comprar um laptop possa deixar de fazer sentido. Porque é bizonho.
Quer pagar quanto?

Preços de alguns produtos no Brasil e nos EUA, em reais:

Hyundai Veracruz
EUA – R$ 48 mil
Brasil – R$ 150 mil

Playstation 3
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 999

Perfume CK One 200 ml
EUA – R$ 50
Brasil – R$ 299

Carrinho de bebê Chicco
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 849

2947 – Mega Polêmica – A psicanálise é tão científica quanto a ufologia


Depois de defender a “morte de Deus” em Tratado de Ateologia, o filósofo francês Michel Onfray ataca agora Freud em Le Créspucule d’une Idole (“Crepúsculo de um Ídolo”). Nele, atribui à psicanálise o efeito placebo e ao psicanalista, o charlatanismo – o que lhe rendeu um abaixo-assinado pelo fim de suas audioaulas numa rádio, acusações de nazismo e insinuações sobre sua sexualidade.

Vejamos trechos de uma entrevista a uma importante revista de circulação nacional

Para você, que aspectos de Freud o caracterizariam como um “charlatão”?
Toda a vida de Freud foi uma fábula criada para sustentar que a psicanálise é uma ciência que trata e cura. Basta apontar suas inúmeras mentiras, sua vontade de destruir anotações e arquivos e de dar sumiço às suas correspondências para, assim, deixar como a única versão de sua epopeia aquilo que ele propôs em suas autobiografias Minha Vida e a Psicanálise e Contribuição à História da Psicanálise.

O que ele omitiu em suas autobiografias?
Não vemos jamais menções aos seus erros médicos, dos quais alguns levaram a mortes, como a do médico Fleischl von Marxow [amigo a quem Freud receitou cocaína para aliviar o vício de morfina]. Ele também inventou casos inexistentes e apresentou outros de cura que jamais se concretizaram. O mais evidente de todos é o de Sergei Pankejeff, o “homem dos lobos”. Freud diz tê-lo curado em 1918. Mas esse homem, já octogenário, continuava com suas sessões de terapia em 1974.

Mas, se Freud era um charlatão, por que tanta gente diz ter melhorado com a terapia que ele desenvolveu?
Por puro e simples efeito placebo. [Essa cura] é como a de um curandeiro, de um bruxo, de um exorcista. Só muda a roupagem. Estudos científicos comprovam que o efeito placebo é 30% do efeito de uma substância dita alopática. Se a psicanálise obtivesse esse tipo de resultado, já seria muito.

A psicanalista Elisabeth Roudinesco diz que sua obra busca prejudicar 8 milhões de franceses em terapia.
A sra. Roudinesco mente há muito. Mesmo raspando o fundo da gaveta, existem na França somente 2 mil analistas. Com 20 pacientes por analista, temos 40 mil pessoas em análise. Para as psicoterapias, uma enquete concluiu que 41% dos pacientes ignoram a escola à qual pertencem seus psicoterapeutas, 20% seguem terapia comportamental e cognitiva, e apenas 12% a psicanálise.

A psicanálise, então, não seria uma ciência?
Seria na mesma medida em que a ufologia estuda os discos voadores. A psicanálise é uma parapsicologia, o que Freud deixa transparecer no título de seu livro Metapsicologia. Basta um pouco de reflexão sobre o significado dessa palavra inventada por ele.

E em que sentido ela se compara à religião?
Freud se apoia em transmissões imateriais de geração em geração, da mais antiga Pré-História até os dias de hoje. É assim com o complexo de Édipo, a morte do pai, o banquete canibal… Para ele, tudo isso seria inexplicavelmente inscrito e transmitido no inconsciente de cada um de nós. Para Freud, esse mundo superior do inconsciente filogenético prova a verdade de um mundo superior. Daí o porquê de ser uma religião.

Na sua opinião terapia cura?
Sim, existe a psicanálise não freudiana – tema do meu próximo livro.

2946 – Mega Notícias – RG do HIV


Biólogos do laboratório de Los Alamos, nos EUA, emitiram uma certidão de nascimento do vírus da AIDs. Por meio de uma análise genética, deduziram que ele surgiu na África, por volta de 1930, 3 décadas antes do primeri caso ser registrado no Congo Belga em 1959.

* Morreu com 89 anos, o cientista brasileiro Carlos Chagas Filho. Pesquisador e médico destacado e ex-presidente da Academia Pontífica de Ciências do Vaticano, teve principal papel na reabilitação da igreja em 1992, do astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642). Era filho do sanitarista de mesmo nome, que batizou a doença de Chagas no início do século.
Século Quente – Foi o século 20. O mais quente dos últimos 500 anos. A temperatura média da Terra subiu 1°C desde 1500 e metade disso desde 1900.

Ricos são mais egoístas
Pelo menos é o que concluiu um estudo feito pela Universidade da Califórnia, do qual participaram 115 pessoas de várias classes sociais. Na experiência, os voluntários foram agrupados em duplas para jogar um jogo. Cada pessoa recebia 10 créditos, e tinha de decidir quantos deles iria doar ao parceiro. Os voluntários ricos doaram 44% a menos do que os pobres. Segundo os psicólogos, isso supostamente acontece porque, como os indivíduos pobres enfrentam mais dificuldades no dia a dia, estão acostumados a se ajudar para sobreviver – o que seria menos frequente entre os ricos.

2945 – Mega Polêmica:Futebol: Copa do Mundo não dá lucro


Quando um país recebe o mundial, os ganhos não cobrem os gastos com estádios. Mas o grau de felicidade da população aumenta. E isso também pode ser medido em números

No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!” Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à “bonança econômica”. Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não deixou os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.
No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!” Eles estavam expressando algo que os brasileiros devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do Mundo, políticos tecem loas à “bonança econômica”. Falam das hordas de turistas prontos para gastar os tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.

Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.

Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade – pagos por universidades para escrever sobre o que realmente acreditam – pensa o inverso. E faz as perguntas que os promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos trabalhadores experientes? E tem mais.

Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência. Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem.

O preço da felicidade

Se o público do futebol crescer após 2014, porém, isso não vai significar um impulso na economia. Só uma transferência da riqueza brasileira como um todo para o futebol brasileiro. Mas o país ganha um belo extra: felicidade. O economista britânico Stefan Szymanski e seu colega Georgios Kavetsos pesquisaram dados de felicidade da população na Europa Ocidental entre 1974 e 2004, com questionários que buscam tabular isso em números, e descobriram que, depois que um país recebe um torneio como o mundial ou a Eurocopa, seus habitantes se declaram mais felizes.

O salto de felicidade é grande. O europeu médio reporta um grau de felicidade duas vezes maior por seu país ter sediado uma grande competição do que por ter feito curso superior. Para ter o mesmo impulso no grau de felicidade, só se a pessoa recebesse um grande aumento de salário. E esse ganho persiste: 4 anos depois de uma copa, cada grupo de indivíduos pesquisados estava mais feliz do que antes do torneio.

A razão disso, ao que parece, é que sediar um mundial faz com que os habitantes sintam-se mais conectados uns aos outros. Uma copa faz isso mais do que qualquer outro projeto que possa existir nas sociedades modernas. Além disso, a nação anfitriã provavelmente ganha em autoestima pelo fato de ter organizado o torneio.

Dá para argumentar que o Brasil tem coisas mais urgentes. Da mesma forma que os sul-africanos, os brasileiros podem perguntar quantas casas ganhariam sa-neamento básico com o dinheiro público que irá para a construção de estádios. E serão R$ 5 bilhões, quase 3 vezes mais do que o previsto em 2007, quando o Brasil ganhou a disputa para virar sede.

O mais importante, porém, é entender qual é o propósito de uma copa. Se é para a felicidade geral da nação, faz sentido, sim, organizar a maior festa do mundo (e ninguém é melhor nesse quesito do que vocês, brasileiros). Só não esperem ganhar dinheiro com essa festa.

* Opinião do colunista do Financial Times e autor do livro Soccernomics (editora Tinta Negra, 2010)

2944 – O que são duendes?


Duendes

São criaturas mitológicas que aparecem em várias histórias do folclore europeu. Apesar de sua origem não ser completamente conhecida, o mais provável é que os duendes tenham surgido junto com elfos, anões e outros seres do além em lendas da mitologia celta e escandinava, em países como Inglaterra, Noruega e Suécia. As primeiras histórias com o personagem são da Antiguidade, mas ele só recebeu esse nome no século 13, quando a palavra duende passou a constar do vocabulário espanhol. Aliás, dependendo da região de origem da história, essas criaturas assumem formas e nomes diferentes. Nos contos medievais irlandeses do século 14 nasceu o leprechaun, um anãozinho que esconde um pote de ouro. Na obra do alquimista suíço Paracelso, no século 16, surgem os gnomos, exímios artesãos que vivem isolados nas florestas. “Mas na maioria dos países não há essa distinção.
Na Inglaterra, por exemplo, todos esses personagens são chamados genericamente de goblins, na Escócia, de brownies, e em boa parte da Europa são simplesmente anões. Na maioria dos relatos, os duendes são retratados como pequenos espíritos esverdeados e travessos, que vivem em um universo paralelo mas interferem nos destinos humanos. Quando são bem tratados, eles ajudam nas tarefas domésticas, mas se ficam zangados podem aprontar das suas, azedando uma jarra de leite ou inventando pesadelos para atrapalhar nossos sonos. Por isso, era costume em algumas regiões da Europa deixar um prato de mingau para agradar essas criaturas ou bater três vezes na madeira para desejar-lhes boa noite. “Na Antiguidade, as lendas de duendes serviam para satisfazer a eterna necessidade humana de encontrar respostas para vários fenômenos inexplicáveis.
De certa maneira, esses mitos realizavam um papel que a religião ocupou nos séculos seguintes diz um especialista em mitologia nórdica da Universidade de São Paulo (USP). Com o avanço do cristianismo na Europa, os duendes acabaram demonizados, identificados como anjos caídos ou pequenos diabinhos – tanto que muitos ainda são representados com chifres e rabo pontudo. Mesmo assim, as crenças milenares não desapareceram por completo. Prova disso é que até hoje, em regiões mais isoladas da Alemanha, acredita-se na lenda de que crianças que nascem com algum defeito físico são, na verdade, filhos deformados de duendes que foram trocados.
Seres mais que fantásticos Quem é quem no mundo das pequenas criaturas mitológicas
FADA – Beldade alada
Embora o nome só tenha surgido na Europa no século 13, vários ancestrais desse mito povoam o folclore da Antiguidade. O exemplo clássico são as ninfas da mitologia grega, mas lendas de povos árabes e até dos índios americanos guardam semelhança com essas criaturas. Na maioria dos relatos, as fadas medem menos de um palmo, são lindas e têm asas. Costumam ajudar as pessoas com sua varinha de condão, prevêem o futuro e fazem profecias. No século 20, retornaram em roupagens renovadas em desenhos clássicos da Disney, como Cinderela (1950) e Peter Pan (1953).
DUENDE – Espírito interesseiro
As primeiras lendas sobre duendes fazem parte do folclore celta e escandinavo num período não preciso da Antiguidade. O nome, entretanto, aparece bem depois, apenas em 1221, provavelmente como uma corruptela da expressão espanhola dueño de la casa (“dono da casa”). É uma alusão à descrição mais comum do personagem: na maioria das histórias, o duende é um espírito, na forma de anãozinho verde, que vive dentro de casa. Se recebe um bom presente, pode até ajudar no trabalho. Quando contrariado, apronta várias travessuras.
ELFO – Mago mortal
Histórias sobre elfos existem desde que os povos celtas ocuparam as ilhas britânicas, no século 3. Os escritos mais antigos, entretanto, são os Edda, coleção de mitologia islandesa do século 13 que divide os elfos em três tipos: os brancos, bons, e os negros e cinzentos, perversos. Dependendo da história, os elfos assumem formas que vão de espíritos alados a anões. Todos têm poderes mágicos e são quase imortais – só morrem se forem assassinados. Na Antiguidade, costumavam ser adorados em rituais nas florestas da Escandinávia.
GNOMO – Artesão solitário
Batizados pelo alquimista suíço Paracelso (1493-1541), os gnomos são anões que vivem isolados em minas ou em buracos nos troncos de árvores. Artesãos habilidosos, produzem jóias incríveis e guardam tesouros enterrados. Em 1583, os dicionários franceses incorporaram o termo gnome para identificar “pequenos gênios deformados que habitam a Terra”. De fato, na mitologia medieval, esses seres eram representados como pequenos velhos corcundas. Entretanto, em 1937, ganharam um retrato mais simpático no desenho Branca de Neve e os Sete Anões, produzido por Walt Disney.
GREMLIN – Terrorista aéreo
As pioneiras lendas sobre gremlins são da Idade Média. Mas essas ferozes criaturas de 40 centímetros, capazes de atacar pessoas com garras e dentes afiados, só passaram a amedrontar durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Na época, ficaram famosas as histórias de pilotos que afirmavam ver os bichinhos dentro dos aviões, mexendo e sabotando equipamentos. Para os céticos, tudo não passava de alucinação provocada pela falta de ar em grandes altitudes. As criaturas viraram sucesso no filme Gremlins, dirigido por Joe Dante em 1984.
LEPRECHAUN – Irlandês enganador
No século 14, um anãozinho com chapéu de três pontas e avental de couro apareceu em uma versão modernizada de uma antiquíssima lenda do folclore irlandês. Era o leprechaun, um ser fantástico que faz sapatos (está sempre consertando o pé esquerdo) e pode ser reconhecido pelo barulho das marteladas. Seu grande trunfo é ser o guardião de um pote de ouro. Quando capturado por um ser humano, ele se salva da morte prometendo revelar o esconderijo do tesouro, mas quase sempre acaba conseguindo enganar quem o capturou e desaparece.

Duende

2943 – Mega Notícías – O ar-condicionado para motos


Motoboys e motociclistas não precisam mais sofrer com o calor no trânsito
Quem anda em duas rodas sofre – as roupas e equipamentos de proteção esquentam bastante. Mas já existe uma solução: o ar-condicionado para motos. O aparelho, que é instalado na garupa, resfria o ar e o envia para um colete especial, que o motociclista deve vestir por cima da camisa . Ele foi inventado pela empresa israelense Entrosys – cujo fundador, o físico Glen Guttman, teve a ideia depois de ver um amigo motoqueiro sofrendo. “Ele tirou a jaqueta e estava suando muito”, conta. O preço do ar-condicionado, que será lançado no 2o semestre, deve ficar entre US$ 1 000 e US$ 1 500.

Com frescura
Equipamento fica na garupa e pesa 4 kg

Módulo de resfriamento
É alimentado pela bateria da moto e consome 150 watts de eletricidade. Por isso o fabricante recomenda sua instalação em modelos grandes, que tenham motor de pelo menos 650 cilindradas (uma moto básica tem 150 cilindradas). Para evitar furtos, é preso por uma fechadura.

Colete térmico
Por dentro, ele tem uma rede de cânulas de plástico que fazem o ar frio circular, refrescando o motociclista. Chama um pouco a atenção (se quiser, o motociclista pode vestir uma jaqueta por cima para disfarçar). Não é preciso tirá-lo ao descer da moto – basta desconectar a mangueira de transmissão.

Controle de temperatura
Uma conexão sem fio com o ar-condicionado permite que o usuário escolha a temperatura desejada: são 3 modos de resfriamento, 3 de aquecimento (para usar no inverno) e 3 apenas de ventilação – para dias em que não está nem muito frio nem muito quente.

2942 – Japão – Robôs entram na usina em Fukushima para medir radioatividade


Folha de S. Paulo

Sondas robóticas norte-americanas entraram pela primeira vez nos edifícios dos reatores nucleares de Fukushima, a fim de medir a radioatividade do local. As informações do jornal “El País” desta sexta-feira.
Os robôs entraram primeiro nos edifícios dos reatores 1 e 3 –locais em que nada passou desde o terremoto e tsunami do dia 11 de março.
De acordo com a medição dos robôs, a radioatividade do reator 1 oscilou entre 10 e 49 milisieverts por uma hora. Já no 3, entre 28 e 57. Ambas as medições são tidas como altas. O reator 2 não pôde ser medido por causa da umidade, que estavam em 90%.
Cada empregado da usina poderia estar mais de cinco horas nos edifícios, segundo cálculo das doses de radiação suportada pelo corpo humano. Das 300 pessoas que lá trabalhavam, diz o jornal, 28 não poderiam estar durante todo esse tempo, porque ultrapassariam o limite de radiação.
A empresa que fornecedora do androide é a iRobot, empresa fundada há 21 anos por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
Trata-se da companhia que faz robôs militares para as tropas dos Estados Unidos no Afeganistão e Iraque. Os androides da companhia também inspecionaram o vazamento da BP no Golfo do México, além de terem atuado entre os escombros das torres gêmeas do World Trade Center.
“A tecnologia dos Estados Unidos como eleita demonstra os diferentes enfoques que cada país dá aos robôs. O Japão é líder mundial no setor, mas boa parte do desenvolvimento tem sido dedicado a robôs humanóides, destinados ao lazer. Nos EUA, as empresas seguem as diretrizes do Departamento de Defesa, que exige robôs úteis, sem fogos de artifício”, diz o “El País”.
A iRobot enviou modelos de máquinas ao Japão uma semana após o terremoto. São dois tipos: o Packbot 510 (para explorar terreno) e o Warrior 710 (capazes de levantar cargas pesadas).
Os robôs que entraram em Fukushima são os modelos PackBot (enviados ao Afeganistão em 2002 para inspecionar grutas e bunkers em busca de bombas).

2941 – Quem foi a verdadeira Alice do País das Maravilhas?


A Alice real

O que você faria se a sua filha de 7 anos estivesse muito amiga de um esquisitão de 31, fazendo com ele demorados passeios de canoa e posando para seus retratos artísticos? Em vez de chamar a polícia – como qualquer família normal – a de Alice Pleasance Liddell incentivou seu relacionamento com Charles Dodgson, um escritor que assinava como Lewis Carroll. E a menina acabou sendo a musa inspiradora dos clássicos Alice no País das Maravilhas (1865) e Através do Espelho (1871) – este inclusive termina com um poema em que as primeiras letras de cada estrofe formam o nome da menina. Até hoje não é claro o que exatamente estava rolando entre a menina e o escritor. Especula-se, e ninguém poderia deixar de especular, que havia uma paixão, consumada ou não. Sempre se acreditou que, quando ele deixou de frequentar a casa dos Liddell subitamente, em 1863, foi porque os pais de Alice haviam resolvido dar um basta naquele relacionamento inapropriado. Mas documentos descobertos pela biógrafa Karoline Leach mostram que Carroll talvez fosse tão simpático com Alice e suas irmãs porque estava interessado mesmo era na governanta da casa.

Já adulta, Alice soube usar a fama da personagem a seu favor. Mãe de 3 filhos e apertada de grana após a morte do marido rico, leiloou o valioso manuscrito de As Aventuras de Alice Embaixo da Terra (primeiro nome de Alice no País das Maravilhas). Ela já não mantinha contato com Lewis Carroll. O escritor anotou em seu diário que se lembraria dela pra sempre “como aquela menininha de 7 anos completamente fascinante”.
Através dos espelhos
Conheça a versão real e a imaginária de Alice

Alice Liddell
A foto A Pequena Mendiga (acima) foi tirada pelo próprio Carroll quando a menina tinha ainda 7 anos – além de escritor, ele era fotógrafo nas horas vagas. Consta que Alice gostava muito das histórias que ele contava, e sua personalidade teria inspirado a personagem.

Alice de Tim Burton
A protagonista do filme 3D é uma versão mais velha da personagem clássica de Lewis Carroll. Prestes a casar, ela corre novamente atrás do coelho para cair mais uma vez em um buraco que a leva ao País das Maravilhas, onde as coisas estão um pouco diferentes do que eram.

2940 – Acredite se quiser – Celular vai combater o terrorismo


O Exército dos EUA está desenvolvendo um sensor capaz de detectar a presença de armas químicas e biológicas na eventualidade de um ataque terrorista. A ideia é incluir esse sensor em todos os celulares vendidos no país. Apple, Samsung e LG estão participando do projeto.

EUA têm maior dívida da história
Dívida do governo americano atinge inacreditáveis US$ 7,5 trilhões, e cresce num ritmo aceleradíssimo: aumenta US$ 1,9 bilhão por dia.

Os EUA arrecadam US$ 2,3 trilhões por ano
Equivalente a US$ 7 702 em impostos, taxas e contribuições por cidadão

Mas gastam US$ 3,5 trilhões por ano
Previdência Social – US$ 695 bilhões
Exército e defesa – US$ 673 bilhões (39x mais que o Brasil)
Juros da dívida – US$ 383 bilhões
Transportes – US$ 72,5 bilhões
Veteranos – US$ 55,9 bilhões
Relações exteriores – US$ 51,7 bilhões
Educação – US$ 46,7 bilhões
Outros – US$ 780 bilhões
Saúde – US$ 743 bilhões

Por isso, a Casa Branca deve US$ 7,5 trilhões. e a muita gente:
Seguradoras – US$ 196 bilhões
Fundos de investimento – US$ 835,7 bilhões
Estados e municípios – US$ 502,7 bilhões
Bancos – US$ 199 bilhões
Demais credores – US$ 1,05 Trilhão
Credores internacionais – US$ 3,68 TRilhões
Exportadores de petróleo* – US$ 205 bilhões
Brasil – US$ 153 bilhões
Hong Kong – US$ 128 bilhões
Reino Unido – US$ 125 bilhões
Japão – US$ 747 bilhões
China – US$ 938 bilhões
Outros países – US$ 1,384 trilhão

*Exportadores de petróleo: Equador, Venezuela, Indonésia, Bahrein, Irã, Iraque, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Líbia e Nigéria.

Fonte: Governo dos EUA