2820 – Primeiro hospedeiro do piolho foi um dinossauro com penas


Piolho já atormentava há milhões de anos

Biólogos voltaram a 130 milhões de anos atrás com a reconstrução da árvore genealógica de piolhos.
Segundo o taxonomista de parasitas do Museu de História Natural de Londres, Vincent S. Smith, o hospedeiro do primeiro piolho teria sido um dinossauro com penas –provavelmente um terópode ancestral dos pássaros.
Smith e seus colegas reconstruíram a genealogia dos piolhos analisando DNA de espécies atuais que parasitam pássaros e mamíferos.
A maioria dos piolhos é “especializada”, com garras adaptadas à pele ou penas de uma única espécie.
A adaptação é tão precisa que, quando um hospedeiro sofre uma evolução, seu piolho também se diversifica em novos tipos.
O piolho de cabelos humanos, por exemplo, evoluiu a partir do piolho de chimpanzé quando os ancestrais de humanos e chimpanzés se separaram cerca de 5 milhões de anos atrás.
O piolho púbico humano, por outro lado, tem parentesco com o piolho de gorila, do qual divergiu há 13 milhões de anos.
Em resumo, as espécies de piolhos humanos refletem as divisões na genealogia da evolução de macacos e humanos.
FÓSSEIS
Árvores genealógicas baseadas em DNA podem identificar datas precisas em todos seus pontos de ramificação, desde que existam fósseis datáveis dos períodos corretos, mas isso é muito difícil com piolhos, que não possuem quase nenhum fóssil conhecido.
Smith teve sorte, pois dois piolhos fossilizados descobertos nos últimos anos –um com 44 milhões de anos, outro com 100 milhões de anos– forneceram as informações necessárias para a sua árvore.
A genealogia definida mostra que os piolhos iniciaram sua especiação bem antes do fim do período Cretáceo, segundo relato de Smith e colegas na edição atual de “Biology Letters”.
QUEM SURGIU PRIMEIRO
O estudo com os piolhos também incide sobre duas teorias a respeito do surgimento de pássaros e mamíferos, que também são seus hospedeiros.
Uma escola sustenta que os dois grupos proliferaram no início do período Cretáceo, que começou há 145 milhões de anos, e muitas linhagens sobreviveram à catástrofe que causou o fim dos dinossauros e do Cretáceo –a queda de um grande asteroide há 65 milhões de anos.
A visão oposta afirma que mamíferos e pássaros não prosperaram ou se dividiram em diversas espécies diferentes até depois do desaparecimento dos dinossauros.

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