2821 – A Última Ceia teria acontecido na quarta, e não na quinta-feira


Folha Ciência

A última ceia que Jesus Cristo compartilhou com seus 12 apóstolos na noite da Quinta-feira Santa aconteceu, na realidade, numa quarta-feira, afirma um especialista britânico em livro publicado pela Universidade de Cambridge.
“Descobri que ‘A Última Ceia’ aconteceu numa quarta-feira, em 1º de abril do ano 33”, declarou ao jornal “The Times” o professor Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge.
No livro, intitulado “The Mystery of the Last Supper” (“O Mistério da Última Ceia”), o catedrático acrescenta mais uma tese a um tema que divide teólogos e historiadores.
“Esse é o problema: os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 9h. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronômetro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira: a maioria concluiu que era impossível”, enfatizou o professor, segundo trechos do livro.
Os discípulos Mateus, Marcos e Lucas dizem que a última ceia foi uma refeição pascoal, enquanto João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica.
“A solução que encontrei é que todos têm razão, mas que se referem a dois calendários diferentes”, explica o pesquisador.
Reconciliando os dois calendários, o professor concluiu que a última ceia aconteceu, na verdade, na véspera da Quinta-feira Santa.

2820 – Primeiro hospedeiro do piolho foi um dinossauro com penas


Piolho já atormentava há milhões de anos

Biólogos voltaram a 130 milhões de anos atrás com a reconstrução da árvore genealógica de piolhos.
Segundo o taxonomista de parasitas do Museu de História Natural de Londres, Vincent S. Smith, o hospedeiro do primeiro piolho teria sido um dinossauro com penas –provavelmente um terópode ancestral dos pássaros.
Smith e seus colegas reconstruíram a genealogia dos piolhos analisando DNA de espécies atuais que parasitam pássaros e mamíferos.
A maioria dos piolhos é “especializada”, com garras adaptadas à pele ou penas de uma única espécie.
A adaptação é tão precisa que, quando um hospedeiro sofre uma evolução, seu piolho também se diversifica em novos tipos.
O piolho de cabelos humanos, por exemplo, evoluiu a partir do piolho de chimpanzé quando os ancestrais de humanos e chimpanzés se separaram cerca de 5 milhões de anos atrás.
O piolho púbico humano, por outro lado, tem parentesco com o piolho de gorila, do qual divergiu há 13 milhões de anos.
Em resumo, as espécies de piolhos humanos refletem as divisões na genealogia da evolução de macacos e humanos.
FÓSSEIS
Árvores genealógicas baseadas em DNA podem identificar datas precisas em todos seus pontos de ramificação, desde que existam fósseis datáveis dos períodos corretos, mas isso é muito difícil com piolhos, que não possuem quase nenhum fóssil conhecido.
Smith teve sorte, pois dois piolhos fossilizados descobertos nos últimos anos –um com 44 milhões de anos, outro com 100 milhões de anos– forneceram as informações necessárias para a sua árvore.
A genealogia definida mostra que os piolhos iniciaram sua especiação bem antes do fim do período Cretáceo, segundo relato de Smith e colegas na edição atual de “Biology Letters”.
QUEM SURGIU PRIMEIRO
O estudo com os piolhos também incide sobre duas teorias a respeito do surgimento de pássaros e mamíferos, que também são seus hospedeiros.
Uma escola sustenta que os dois grupos proliferaram no início do período Cretáceo, que começou há 145 milhões de anos, e muitas linhagens sobreviveram à catástrofe que causou o fim dos dinossauros e do Cretáceo –a queda de um grande asteroide há 65 milhões de anos.
A visão oposta afirma que mamíferos e pássaros não prosperaram ou se dividiram em diversas espécies diferentes até depois do desaparecimento dos dinossauros.

2819-Réptil é prova de que a cárie existe há 275 milhões de anos


A dor de dente é antiga

Réptil é prova de que a cárie existe há 275 milhões de anos
As primeiras evidências de cárie datam de pelo menos 200 milhões de anos, mas a mandíbula de um réptil pré-histórico com idade superior indica que esse mal existiu bem antes do que os cientistas pensavam.
O fóssil estudado é de um réptil onívoro com 275 milhões de anos de idade, o Labidosaurus hamatus, que mediria cerca de 75 centímetros.
A equipe liderada pelo professor da Universidade de Toronto (Canadá), Robert Reisz, ao analisar com um scanner uma mandíbula bem-preservada de um fóssil encontrado em Coffee Creek, no Texas, encontrou uma infecção considerável provocada pela perda de vários dentes e destruição da arcada dentária por abscessos.
Com dentes fixos que não cresciam de novo depois da perda de um deles, o animal consumia mais propriamente plantas fibrosas e caules, além de insetos voadores e rastejantes.
Mas essa estrutura também se mostrou um “calcanhar de Aquiles” do réptil por torná-lo vulnerável a um mesmo tipo de bactéria dentária, também encontrada na boca humana.
“Nossas descobertas permitem que especulemos sobre como o próprio sistema humano de ter apenas dois conjuntos de dentes [permanentes e não permanentes], embora seja vantajosos para mascar e processar diferentes tipos de comida”, diz Reisz, “é mais suscetível a inflamações”.