2886 – Buraco negro “mãe” do Universo teria a massa de 3.000 sóis


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O útero cósmico no qual o nosso Universo teria sido gestado era um buraco negro da categoria peso-pesado, cuja massa seria equivalente a 3.000 vezes a do nosso Sol.
É isso o que propõe o físico polonês Nikodem Poplawski, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.
Em artigo publicado no “ArXiv” (uma espécie de biblioteca eletrônica aberta, na qual os físicos costumam divulgar versões preliminares de suas pesquisas para apreciação da comunidade científica), ele apresentou o cálculo da massa necessária para que um buraco negro produza um Universo com as características do nosso.
NATIVIDADE
O polonês reacendeu a discussão sobre a possibilidade de o Cosmos ter “nascido” dentro de um buraco negro.
Ele publicou uma sequência de artigos sobre o tema no “ArXiv” e na revista “Physics Letters B”, uma das mais importantes sobre física nuclear e de partículas.
Essas publicações confrontam a teoria do Big Bang, que define que o Universo teria surgido a partir da expansão de uma grande concentração de massa e energia, comparada a uma explosão.
A questão é que, quando se considera que o Big Bang é o início de tudo, é preciso postular que a expansão do Universo teria começado a partir de um ponto incrivelmente pequeno, de densidade e energia infinitas.
Para os físicos, esses infinitos são suspeitos, porque fica impossível investigar o que acontecia no momento inicial da expansão cósmica.
Uma das formas de resolver o problema é propor que o Big Bang não foi o começo de tudo o que existe, mas uma perturbação no interior de um buraco negro em outro universo, conforme defendido pelo cientista polonês.
Segundo Poplawski, todos os universos (já que haveria vários deles) estão dentro de buracos negros. E todos têm estrelas que, se altamente contraídas (quando seu combustível acaba), dariam origem a novos buracos negros –e a novos universos.
Os números da conta saíram de uma modificação da teoria da relatividade geral de Einstein (que Poplawski vem usando nos seus estudos com frequência).
Ele, de fato, não está sozinho. “Poplawski não é o único a especular sobre o que poderia ter havido antes do Big Bang”, afirma Roberto Belisário, físico formado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
“Entre os cosmólogos, o Big Bang já não é mais considerado o início da criação de tudo. Deve ter havido um ‘antes’, assim como está havendo um depois”, completa.
A repercussão sobre a nova proposta do físico polonês ainda está engatinhando.

2885-Vírus Derruba Leão


Uma epidemia desconhecida está dizimando os leões de uma das maiores reservas naturais da África, o Parque Nacional Serengueti, na Tanzânia. De fevereiro para cá, os animais vêm morrendo à taxa de quase dez por mês, em média. O palpite mais recente é que os leões tornaram-se alvo do vírus da cinomose, que ataca o sistema nervoso de maneira fulminante. “O vírus andava por aí há algum tempo”, diz a veterinária Linda Munson, da Universidade do Tenessee, em Knoxville, Estados Unidos. “Mas não esperávamos um efeito tão catastrófico”.

2884 – Dinos caçavam também à noite


Velociraptor, caçador eficiente e veloz também à noite

Segundo uma nova pesquisa, muitos dinos carnívoros tinham em comum com os felinos o hábito de caçar à noite.
Como diabos alguém consegue adivinhar esse tipo de informação sobre um bicho extinto?
O segredo, como o leitor talvez imagine, está na anatomia dos olhos dos dinos.
Lars Schmitz e Ryosuke Motani, ambos da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), mediram tanto o diâmetro das órbitas dos fósseis quanto o chamado anel esclerótico -um reforço de cartilagem ou osso que aparece no que seria o branco dos olhos.
Depois, compararam esses dados com animais atuais, com hábitos já conhecidos.
A análise indicou que os dinos carnívoros gostavam da noite, ou ao menos do crepúsculo.
Já os grandes herbívoros do grupo tinham picos de sono e vigília ao longo de todas as 24 horas do dia.
O trabalho investigou ainda os pterossauros, répteis voadores que não eram dinos, mas se extinguiram com eles. Essas criaturas parecem ter tido adaptações para a vida diurna.

2883 – Universo? Qual deles?


Crescem as evidências de que não existe apenas um Cosmo, mas muitos outros. São todos irmãos do nosso e também foram criados pelo Big Bang, há 13 bilhões de anos.
Para os cosmologistas, em algum lugar do espaço há uma linha que delimita, claramente, a fronteira do nosso Universo de muitos outros mundos cósmicos. Entre eles, um viajante atravessaria um oceano desconhecido, cheio de uma substância hipotética, batizada de falso vácuo.
A solução, proposta em 1979 pelo matemático americano Alan Guth, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, foi supor que o Cosmo brotou de um único ponto da explosão – uma área tão pequena que quase não continha variações de densidade. Assim se justificaria o fulgor sem defeitos que emanou daí. Mas, então, se de um ponto do Big Bang saiu um universo, de outros pontos devem ter surgido diversos cosmos semelhantes ao nosso. Já pensou?
Mergulho num mar de vácuo falso
Nos últimos meses, o matemático americano Alan Guth está atolado em compromissos. Ele não consegue atender a todos os convites que recebe para falar sobre a teoria que criou, em 1979, como um meio de explicar a origem do Cosmo. Ela contém um conceito novo, que vem sendo comprovado por todas as investigações recentes, segundo o qual, além da atração gravitacional, existiria também uma antigravidade, que tende a afastar os objetos celestes uns dos outros.
Desde 1997 se desconfia que há, mesmo, uma força no espaço empurrando as galáxias para longe umas das outras (veja Velocidade máxima, na SUPER número 6, ano 12). Este ano, o efeito foi confirmado pelo astrofísico Saul Perlmutter, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos.
A teoria mostra que, dentro do oceano de falso vácuo, essas partículas brotaram em bolhas contendo, cada uma delas, quintilhões de prótons e elétrons. Em seguida, cada bolha se expandiu para virar um universo inteiro. O nosso é um deles
A partir dessa pista, talvez se descubra como chegar a um outro universo. Por enquanto tudo é incerto, já que alguns cientistas avaliam que os cosmos se afastam à velocidade da luz. Como as leis da Física proíbem ir mais depressa que isso, a viagem seria inviável. Outros pensam que o distanciamento pode não ser tão rápido. Se for assim, nada nos impediria de tentar a travessia.
Tentativa de fabricar um mini-Big Bang
De acordo com o matemático Alan Guth, é possível fabricar um universo em miniatura no laboratório. É claro que ainda está por ser inventada a tecnologia para realizar a proeza. Mas a investigação pode dar aos teóricos uma idéia mais precisa sobre o falso vácuo, que é a forma que tinham a matéria e a energia no momento do Big Bang.
Numa tentativa de reproduzir o processo, é preciso levar em conta uma propriedade crucial do falso vácuo – a de que ele susbsiste apenas sob altíssima compressão, como a que dominava o Cosmo no início dos tempos. Num ambiente menos apertado, ele se transforma em matéria comum, composta de partículas como os elétrons e os prótons. Então, o primeiro passo para se criar um universo consiste em concentrar grande quantidade de energia num ponto bem pequeno. Jogando um feixe de laser superpoderoso contra outro, se poderia criar uma pressão bem alta.
Aí, a própria luz viraria falso vácuo. Nesse estágio, ele estaria confinado a um volume menor que o de um núcleo atômico. Tão apertado que bastaria desligar o laser para que o falso vácuo começasse a se expandir num ritmo alucinante. Foi o que ocorreu no Big Bang, mas lá a substância exótica pôde crescer porque nada havia à sua volta. No laboratório, a matéria comum e até o vazio – o vácuo de verdade – criam força contrária à expansão.
O susto lembra que, além do fim do mundo, se estendem os domínios do falso vácuo. Ao tentar atravessá-lo para visitar outros universos, os responsáveis pelas possíveis turnês intercósmicas do futuro terão de tomar cuidado para não perturbá-lo em excesso. Caso contrário, correrão o risco de transformar o passeio numa minidetonação cósmica.
Num piscar de olhos
Como foi o estonteante nascimento da matéria no início dos tempos.
1. Pela teoria do matemático americano Alan Guth, no momento do Big Bang o Universo passou por um crescimento gigantesco, que durou menos de 1 trilionésimo de segundo.
2. Nessa fase, toda a matéria e a energia tinham uma forma batizada de falso vácuo. Dotado de antigravidade, foi o falso vácuo que acelerou o impulso do Big Bang.
3. Espalhado, o falso vácuo ficou rarefeito, e isso, conforme a teoria, fez com que, em alguns pontos, ele se transformasse em partículas como os prótons e os elétrons.
4. As partículas recém-criadas formaram bolhas dentro do oceano de falso vácuo. Isso aconteceu 1 segundo depois do Big Bang. Cada esfera cresceu até se tornar um universo inteiro. O nosso é apenas um deles.
5. Em seguida, cada membro da família de cosmos encheu-se de estrelas e galáxias. No nosso Universo, esse processo começou 1 milhão de anos depois do Big Bang.
Galáxias de bolso
Receita teórica para construir um universo no laboratório.
1. Primeiro, seria preciso reunir grande quantidade de energia. Jogando um laser contra outro, espreme-se a luz até criar um pacote luminoso menor que um núcleo atômico.
2. Com a redução do volume, a luz se transformaria num material chamado de falso vácuo, que teria enchido o Universo na hora do Big Bang.
3. Dotado de antigravidade, o falso vácuo tende a se espalhar. Ele cresce como uma bolha e gera a miniatura de um cosmo em expansão.
4. Como a bolha está dentro do nosso universo, este criaria forças que a impedem de crescer. O cosmo de bolso desmoronaria sobre si mesmo e viraria um buraco-negro.

2882 – O Lobo Cinzento


O Lobo Cinzento teria sido o primeiro animal selvagem a ser domesticado pelo homem

Lobo ou lobo-cinzento (Canis lupus) é o maior membro selvagem da família canidae. É um sobrevivente da Era do Gelo originário durante o Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás. O sequenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo cinzento tem uma ancestralidade comum com o cão doméstico (Canis lupus familiaris). Apesar de alguns aspectos desta afirmação ter sido questionado recentemente. Uma série de outras subespécies do lobo cinzento foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão. Os lobos cinzentos são tipicamente ápice predadores nos ecossistemas que ocupam. Embora não seja tão adaptável a presença humana como as espécies de canídeos mais generalistas, os lobos tem se desenvolvido em florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas. O lobo-cinzento, o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo da etiópia (Canis simensis) são as três espécies oficiais de lobos, os demais são considerados subespécies.
O peso e tamanho dos lobos podem variar muito em todo o mundo, tendendo a aumentar proporcionalmente com a latitude, como previsto pela teoria de Christian Bergmann. Em geral, a altura varia de 60 a 95 centímetros se medido a partir do ombro. O peso varia geograficamente, em média, os lobos europeus podem pesar 38,5 kg, lobos da América do Norte 36 kg, lobos indianos e arábes 25 kg. Embora tenham raramente encontrado lobos com mais de 77 kg registrados no Alasca, Canadá, e na antiga União Soviética. O lobo-cinzento mais pesado registrado na América do Norte foi morto em 70 Mile River no leste-central do Alasca em 12 de julho de 1939 e pesava 79 kg, enquanto o lobo mais pesado registrado na Europa, foi morto após a Segunda Guerra Mundial na área Kobelyakski da região Poltavskij na RSS Ucraniana e pesava 86 kg. O lobo é sexualmente dimórfico, as fêmeas em qualquer população típica de lobos normalmente pesam 20% menos do que os machos. As fêmeas também têm o focinho e fronte mais estreitos; ligeiramente mais curto, pêlo das pernas lisos e ombros menos massivos. Os lobos-cinzentos podem medir de 1,30 a 2 metros do focinho à ponta da cauda, que em si representa cerca de 1/4 do comprimento total do corpo.
Eles são capazes de percorrer várias longas distâncias a cerca de 10 quilômetros por hora e são conhecidos por atingir velocidades próximas a 65 quilômetros por hora durante uma perseguição. Uma loba-cinzenta foi registrado por ter realizado saltos de 7 metros ao perseguir presas. As garras das patas dianteiras são maiores do que as patas traseiras, onde há um quinto dedo que está ausente nas patas traseiras. As patas do lobo-cinzento são capazes de pisar facilmente em uma variedade de terrenos, especialmente na neve. Existe uma fica camada de pele entre cada dedo, o que lhes permite deslocar sobre a neve mais facilmente do que comparativamente as presas prejudicadas. Os lobos cinzentos são digitígrados, que com a grandeza relativa de suas patas, ajudam a distribuir bem o seu peso em superfícies nevadas. Pêlos e unhas reforçam a aderência em superfícies escorregadias e os vasos sanguíneos especiais mantem as patas aquecidas do congelamento. Glândulas odoríferas localizadas entre os dedos de um lobo deixam vestígios químicos marcadores para trás, ajudando o lobo caminhar de forma eficaz sobre grandes extensões enquanto simultaneamente mantém os outros informados do seu paradeiro. Ao contrário dos cães e dos coiotes ocidentais, lobos cinzentos têm uma menor densidade de glândulas sudoríparas em suas patas. Esta característica também está presente nos coiotes canadenses do leste que foram mostrados por ter ascendência com o lobo recente. Lobos em Israel são únicos, devido à média dois dedos de suas patas a ser fundida, um traço originalmente pensado para ser exclusivo para o cão selvagem africano.Em lobos, a incisura anterior do osso nasal não tem uma saliência medial, ao contrário dos chacais. O cíngulo na borda externa do primeiro molar superior é apenas um pouco expresso, enquanto é amplo e claramente marcantes em chacais.
Lobos diferem de cães domésticos em uma natureza mais variada. Anatomicamente, os lobos têm ângulos orbitais menores do que os cães (acima de 53 graus para cães, com menos de 45 graus para lobos) e uma capacidade cerebral comparativamente maior. Patas maiores, olhos amarelados, pernas mais longas e os dentes maiores ainda distinguem os lobos adultos de outros canídeos, especialmente cães. Além disso, uma glândula supracaudal está presente na base da cauda dos lobos, mas não em muitos cães.
Lobos e cães maiores possuem algumas partes da dentição idênticas. O maxilar possui seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e quatro molares. A mandíbula tem seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e seis molares.Sentidos

Esqueleto do lobo

Embora tenha um olfato relativamente fraco quando comparado a outros canídeos, o lobo possui uma audição bastante apurada, ao ponto de ser capaz de ouvir a queda de folhas das árvores durante o outono. Sua visão noturna é a mais avançada da família dos canídeos.
Reprodução e ciclo de vida
Geralmente, o acasalamento ocorre entre os meses de janeiro e abril, quanto maior a latitude, mais tarde ele ocorre. Uma alcatéia geralmente produz uma ninhada única, salvo os companheiros reprodutores machos com uma ou mais fêmeas subordinadas. Durante a época de acasalamento, os lobos de reprodução tornam-se muito carinhosos um com o outro em antecipação do ciclo de ovulação da fêmea. A tensão aumenta à medida que cada alcatéia de lobo madura sente-se instado acasalada. Durante este tempo, a dupla líder de reprodução pode ser forçada a impedir que outros lobos se acasalem um com o outro. Incestos raramente ocorrem, embora a depressão por endogamia tem sido relatada a ser um problema para os lobos em Saskatchewan[29] e Isle Royale. Quando a fêmea reprodutora entra no cio (que ocorre uma vez por ano e dura 5-14 dias), ela e seu companheiro passam um longo tempo em reclusão. Feromonas na urina da fêmea e do inchaço da sua vulva dar a conhecer ao macho que a ela está no cio. A fêmea é receptiva nos primeiros dias de estro, período durante o qual ela lança o revestimento do útero, mas quando ela começa a ovular novamente, ocorre o acasalamento com o parceiro.As doenças mais comuns transportadas por lobos incluem a brucelose, febre, leptospirose e carbúnculo. Os lobos são grandes anfitriões da raiva na Rússia, Irã, Afeganistão, Iraque e Índia. Embora os lobos não sejam reservatórios da doença, eles podem pegar de outras espécies. Os lobos desenvolveram um estado extremamente grave e agressivo, quando enraivecidos podem morder várias pessoas em um único ataque. Antes de uma vacina ser desenvolvida, as mordidas são quase sempre fatais. Hoje, as mordidas de lobos raivosos podem ser tratadas, mas a gravidade dos ataques dos lobos raivosos às vezes podem resultar em morte, ou uma mordida perto da cabeça fará a doença agir muito rápido para o tratamento ter efeito. Ataques raivosos tendem a se aglomerar no inverno e na primavera. Com a redução da raiva na Europa e América do Norte, poucos ataques de lobos raivosos foram registrados, embora alguns ainda ocorrem anualmente no Oriente Médio. Os lobos também carregam o coronavírus canino, sendo as infecções mais prevalentes nos meses de inverno.
Os lobos registrados na Rússia transportavam mais de 50 tipos diferentes de parasitas nocivos, incluindo Echinococcus, cisticercose e coenurus. Os lobos também são portadores de Trichinella spiralis. Entre 1993-94, 148 carcaças de lobos perto de Fairbanks no Alasca foram examinadas e 36% (aprox. 54 carcaças) estavam infectadas. A prevalência de Trichinella spiralis em lobos é significativamente relacionada com a idade. Os lobos podem levar Neospora caninum, que é de particular interesse para os agricultores, como a doença pode ser transmitida para animais domésticos, em animais infectados é de 3 a 13 vezes mais chances de abortar do que aqueles que não estão infectados.
O período de gestação dura entre 60 e 63 dias. Os filhotes, que pesam cerca de 0,5 kg ao nascimento, são cegos, surdos e completamente dependentes de suas mães. O tamanho da ninhada média é de 5-6 crias, embora há dois registros soviéticos de ninhadas com 17 filhotes. Os filhotes residem na cova e permanesem lá por dois meses. A toca é geralmente em terreno alto perto de uma fonte de água aberta, e tem uma câmara aberta no final de um túnel subterrâneo ou encosta que pode ser de até alguns metros de comprimento. Durante este tempo, os filhotes se tornam mais independentes e acabam começando a explorar a área imediatamente fora da cova antes de vaguear gradualmente até um quilômetro de distância da mesma em cerca de cinco semanas de idade. A taxa de crescimento dos lobos são mais lentas do que o dos coiotes e cães selvagens

2881 – A Domesticação dos Cães


Um dos primeiros cães a ser domesticado, a espécie era muito próxima dos lobos

No Brasil também chamado de cachorro, é um mamífero canídeo e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de 10.000 anos. Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias. As designações vira-lata (no Brasil) ou rafeiro (em Portugal) são dadas aos cães sem raça definida ou mestiços descendentes.
Com uma expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o “chefe da matilha” e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.
A afeição e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase: “O cão é o melhor amigo do homem”, já que não há registro de amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a de humano e cão. Esta relação figura em filmes, livros e revistas, que citam, inclusive, diferentes relatos reais de diferentes épocas e em várias nações. Entre os cães mais famosos que viveram e marcaram sociedades estão Balto, Laika e Hachiko. Na mitologia, o Cérbero é dito um dos mais assustadores seres. No cinema, Lassie é um dos mais difundidos nomes e, na animação, Pluto, Snoopy e Scooby-Doo há décadas fazem parte da infância de várias gerações.
Quando os cães se tornaram os melhores amigos do homem?
Existe mais de uma teoria a respeito, mas é muito provável que a domesticação ocorreu entre 11 mil e 15 mil anos atrás. Nessa época ainda não havia cães como conhecemos hoje, mas lobos selvagens que foram sendo amansados – só muitas gerações depois eles dariam origem às raças de cachorros. A data e região precisa onde isso aconteceu ainda é motivo de controvérsia (veja mapa abaixo). “O momento exato da domesticação permanece obscuro, especialmente porque deve ter sido um processo gradual”, afirma o veterinário Mauro Lantzman, especialista em comportamento animal. Pesquisadores acreditam que a domesticação começou com a seleção de fi- lhotes de lobos cinzentos (Canis lupus) que viviam ao redor de acampamentos humanos. Esses animais se alimentavam de restos de comida deixados pelos homens. Nossos ancestrais logo perceberam que alguns eram mais dóceis que outros e viram uma vantagem em tê-los por perto: os lobos davam o alarme quando outros animais ferozes se aproximavam dos acampamentos. Foi com essa ajuda boa pra cachorro que nasceu uma das mais longas amizades entre animais de diferentes espécies.
Mundo cão
Primeiros lobos domesticados podem ter surgido no Iraque ou no leste da Ásia
Teoria Iraque
Alguns achados arqueológicos apontam que a domesticação dos primeiros canídeos ocorreu há 11 mil anos na atual região do Iraque. A partir daí, os cães se disseminaram pela Europa, Ásia e Américas junto com o homem. Os lobos teriam sido os primeiros animais domesticados pelo homem
Teoria Leste Asiático
Uma nova teoria, formulada pelo cientista Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, na Suécia, aponta que lobos primitivos foram domesticados bem antes, há 15 mil anos no leste da Ásia, provavelmente no que hoje é a China. A teoria de Savolainen se baseia em análises de DNA de cães e lobos

2880 – Cinema: Sempre ao Seu Lado


Poster do Filme, clic para ampliar
Cena do Filme

Se você acha que já viu tudo sobre a fidelidade de um cão, então assista esse filme, baseado em fatos reais
Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

Hachiko, o cão real

História Real
Conhecido em japonês como chūken Hachikō, “cão fiel Hachikō” em tradução livre, foi um cão da raça Akita nascido em 10 de novembro de 1923 na cidade de Ōdate, na Prefeitura de Akita. É lembrado por sua lealdade a seu dono, que perdurou mesmo após a morte deste.
Em 1924 Hachikō foi trazido a Tóquio pelo seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre foi um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e o encheu de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até a não distante estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos na noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não retornou em seu usual trem, como de costume. A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois. Ueno sofrera um AVC na universidade naquele dia, nunca mais retornando à estação onde sempre o esperara Hachikō.Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um derrame súbito durante uma reunião do corpo docente e morreu. A história diz que na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder.
Depois que seu dono morreu, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, e quando um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também. Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ia todos os dias à estação de Shibuya, da mesma forma como ele sempre fazia, e esperou que ele voltasse para casa. Todo dia ele ia e procurava a figura do professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno de seu dono e amigo.
A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.
Por 10 anos contínuos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu dono.Hachikō finalmente começou a ser percebido pelas pessoas na estação de Shibuya. Naquele mesmo ano, um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde conheceu a história da vida de Hachikō. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com Hachikō, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época havia apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachikō da estação de Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachikō.
Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, que foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachikō, e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachikō tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachikō, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachikō como exemplo para educar crianças. Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachikō, esculpida pelo renomado escultor Tern Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado “Linhas para um cão leal”. A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas. Pelo país afora a fama de Hachi se espalhou e a raça Akita cresceu. Hachi foi convidado várias vezes para aparecer como um convidado em mostras de cães, também miniaturas e cartões postais dele começaram a ser feitos.
A fama repentina de Hachikō fez pouca diferença para a sua vida, pois ele continuou exatamente da mesma maneira como antes. Todo dia, ele partia para a estação de Shibuya e esperava lá pelo Professor Ueno para voltar para casa. Em 1929, Hachikō contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez. Ele poderia ter sido confundido com qualquer cão mestiço.
Como Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de dirofilariose, um verme que ataca o coração . Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos, ele deu seu último suspiro em uma rua lateral à estação de Shibuya. A duração total de tempo que ele tinha esperado, saudoso, seu mestre, foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachikō estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses, e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.
Seus ossos foram enterrados em um canto da sepultura do professor Ueno (no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio), para que ele finalmente se reencontrasse com o mestre a quem ele havia ansiado por tantos anos. Sua pele foi preservada, e uma figura empalhada de Hachikō pode ainda ser vista no Museu Nacional de Ciências em Ueno.
Todo dia 8 de Abril é realizada uma cerimônia solene na estação de trem, em homenagem à história do cão leal.
A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.Onde quer que estejam e para aonde quer que vão, têm sempre “um dos olhos” voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação.

2879 – De ☻lho no Mapa – A Patagônia


Paisagem da Patagônia

É uma região natural no extremo sul do continente americano que abarca a parte sul do Chile e da Argentina, incluindo os chamados Andes patagónicos.
A região do extremo sul do continente americano, conhecida pelo locais como Região de Magalhães, compreende o sul da Argentina e o sul do Chile. A região mais meridional do continente é conhecida como Terra do Fogo (Tierra del Fuego). Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia, conhecida como “a terra do fim do mundo”.
A Patagônia é uma região marcada pelos ventos que ocorrem em grande parte do ano. Dessa região é que partem as famosas excursões para a Antártica. Além de leões-marinhos, nessa região existe uma grande concentração de pinguins.
Origem do nome
O nome de Patagônia decorre indiretamente do navegador português Fernão de Magalhães, o qual, viajando ao serviço da Espanha, pelas costas desse território, na memorável viagem em que pela primeira vez foi circundada a Terra, denominou patagones aos moradores daquelas paragens. “Patagones” significa homens de patas ou pés grandes. Isso devido aos índios de lá parecerem maiores do que realmente eram em vista do uso de gorros altos e calçados de couro de guanaco. Esse calçado lhes exagerava o tamanho dos pés.

2878 – Mega Byte – O que significam os avisos de erro do computador?


Os alertas que aparecem na tela são problemas dos softwares (programas), do hardware (a máquina) ou provocados por vírus e outras invasões via internet.
Erro de Proxy? Operação ilegal? Calma, você não vai ser preso. Os alertas que aparecem na tela são problemas dos softwares (programas), do hardware (a máquina) ou provocados por vírus e outras invasões via internet. Um mesmo aviso pode ter várias causas diferentes. “Se alguém instala um programa diversas vezes sem tirar as versões anteriores, pode aparecer a tela de operação ilegal. É a mesma coisa quando um programa acessa áreas de outras aplicações”, diz o coordenador de estratégia do centro de pesquisas da E-Consulting. Segundo ele, o problema das mensagens é que elas têm uma linguagem difícil e pouca gente sabe o que fazer quando elas aparecem.
A Microsoft, fabricante do sistema operacional Windows, admite que não é fácil entender os avisos, mas diz que as últimas versões do Windows estão mais acessíveis. “A impressão que se tem é que tudo é culpa da Microsoft”, afirma o gerente de marketing da Windows Client, Alexandre Leite. Segundo ele, muitos problemas ocorrem por configurações erradas do hardware, do sistema operacional (Windows 95, 98 ou XP, por exemplo), dos aplicativos ou por problemas de segurança. Todos os fabricantes de computadores devem ser certificados pela empresa, e como isso nem sempre acontece, há incompatibilidades. No quesito segurança, máquinas ligadas em rede ou à internet estão mais vulneráveis. Para reduzir essa falha, a Microsoft recomenda o uso de firewall (barreira que dificulta a entrada de hackers) e a atualização constante dos antivírus.
Paciência é a solução
Usuário pouco pode fazer para consertar os erros
Este programa realizou uma operação ilegal e será fechado
A única certeza é que o programa contém erros. O máximo que você pode fazer é contatar o fabricante do software para que ele tente consertá-los
Erro de configuração de proxy. Deseja depurar?
Costuma aparecer quando há um erro de programação na página que você acessou. Sempre responda “não” à pergunta “Deseja depurar?”. Depurar significa encontrar e corrigir erros, mas isso só pode ser feito por alguém com certo conhecimento técnico. Se o erro persistir, contate o administrador da sua rede
Esta página não existe
Aparece quando o nome da página está digitado de forma errada ou o programador da página errou o link
Página proibida
É isso mesmo: você não tem permissão para acessar a página. Pode ser que o administrador do sistema da sua empresa restrinja alguns sites, como os de conteúdo sexual
Erro interno do servidor
Este erro aparece por conta de algum problema de configuração no servidor remoto. Tente entrar em contato com o administrador para que ele possa reparar o erro

2877 – O que causa bolhas nos pés?


Com o atrito, a epiderme se descola da derme e sobe. O espaço é preenchido por um líquido que escapa dos vasos da derme e, se for incolor, ajuda na cicatrização.
A maioria das bolhas nos pés resulta da reação da pele a um determinado tipo de atrito – seja com o sapato, a meia ou até mesmo o chão, caso daqueles que resolvem fazer longos percursos descalços sem estar acostumados. Com o atrito, a epiderme se descola da derme e sobe. O espaço é preenchido por um líquido que escapa dos vasos da derme e, se for incolor, ajuda na cicatrização. Para evitar bolhas, o ideal é usar um sapato nem apertado nem folgado, de preferência com meias de algodão. Se a bolha já tiver se instalado no seu pé, deixe-a quieta. Procure protegê-la com algum curativo – ou melhor, se puder, adote os chinelos por alguns dias, fazendo com que a danada respire longe dos raspões dos sapatos. Segundo Flavia Addor, a pele se regenera naturalmente e a casca deve cair sozinha. E em hipótese alguma fure a bolha: com a derme exposta, aumenta o risco de infecções.

2876 – Por que o lança-perfume é proibido?


O princípio ativo do lança, chamado cloreto de etila, dá ao usuário uma sensação imediata de bem-estar: “Causa excitação, euforia e perturbações auditivas e visuais.
Porque a droga carnavalesca pode até causar a morte de quem a inala. O princípio ativo do lança, chamado cloreto de etila, dá ao usuário uma sensação imediata de bem-estar: “Causa excitação, euforia e perturbações auditivas e visuais”, diz Moacyr Luiz Aizenstein, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Depois, vêm desorientação, depressão e até alucinações. “Em dose maior, o lança-perfume pode provocar desmaios. Se a pessoa não for atendida, pode entrar em coma e morrer por parada respiratória”, diz Elias Murad, subsecretário estadual antidrogas de Minas Gerais. Mas o lança – cuja posse é punida com até 15 anos de cadeia – só foi proibido no Brasil na década de 60, quando se espalhou seu uso como entorpecente. Nos primeiros Carnavais do século 20, ele era espirrado nas pessoas para deixar a pele gelada. “Por evaporar rápido, o cloreto de etila retira o calor da área onde foi aplicado”, diz o diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas.

2875- Cão – Lambida de cachorro é sinal de afeto?


Atitudes como essa, antes reservadas apenas aos membros de sua própria espécie, passaram a ser aplicadas a seres humanos – em especial aos donos .
Em grande parte das vezes, é. Em uma matilha, o cachorro ou o lobo lambe os animais de que gosta. Atitudes como essa, antes reservadas apenas aos membros de sua própria espécie, passaram a ser aplicadas a seres humanos – em especial aos donos – quando os cães foram domesticados. Além de afeto, a lambidela pode ser uma demonstração de reverência. “Lambidas perto do queixo ou da boca estão relacionadas com submissão”, afirma Alexandre Rossi, zootecnista da Universidade de São Paulo e especialista em comportamento animal. “O filhote lambe o queixo da mãe para que ela regurgite comida”, diz. O cachorro adulto faz o mesmo com seu dono. O animal, no entanto, não espera que você cuspa alimento. O gesto é um sinal de que ele vê a pessoa como o manda-chuva do pedaço.
A língua dos cães tem uma série de funções. Entre elas, serve como um “exaustor” – cães não transpiram, põem a língua de fora para espantar o calor.
A lambida pode também servir para captar substâncias de outros animais – como a urina, usada para demarcar território. Se você vir seu cachorro lambendo xixi, lembre-se de que ele não é um porco imundo, mas sim que pode estar só conferindo se não invadiu espaço alheio.
Dicionário au-aurélio
Entenda os gestos de seu mascote
Quando um cachorro coloca o rabo no meio das pernas, ele está com medo. Melhor ter cautela: uma aproximação brusca pode deixar o animal agressivo
Se o cão anda com as costas arrepiadas e abana só a ponta do rabo, esticado para cima, quer intimidar um oponente. Ou uma pessoa vista como uma ameaça
Ao virar de barriga para cima, o animal se coloca em uma posição bastante vulnerável. Na língua dos cachorros, isso é uma demonstração de submissão
Esta é fácil: o gesto de abanar o rabo relaxadamente, com movimentos amplos, significa que o cão está amistoso e confiante
Quando o animal dá a pata, é sinal de que ele confia em você e quer alguma coisa. É um hábito comum principalmente nos filhotes de cachorro
Um cão rodopiante pode estar se preparando para deitar. Mas também pode querer avisar que, em breve, seu chão estará cheio de fezes ou urina
Mostrar os dentes é uma bravata. O cão exibe as armas, mas não quer briga. Significa algo como: “Saia antes que eu precise mordê-lo”
Um cachorro que pula em cima do dono quer dizer “eu sou quem manda na matilha” – no caso, os moradores da casa, sejam eles cães ou humanos.

2874 – Presídio viral – Arma Biológica Natural


Feito para abrigar vírus pouco conhecidos e potencialmente letais, o laboratório tem nível de biossegurança 3+.

Segurança máxima é apelido: quem sofre de claustrofobia nem deve pensar em adentrar o Laboratório Klaus Eberhard Stewien, recém-inaugurado no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Feito para abrigar vírus pouco conhecidos e potencialmente letais, o laboratório tem nível de biossegurança 3+. Só as instalações do Centro de Controle de Doenças em Atlanta, Estados Unidos, são mais seguras que ele no mundo todo. Na prática, isso significa um minucioso ritual para entrar, sair e até respirar ali dentro – do tipo que exige banhos com cloro e filtragem tripla do ar.
Os seis pesquisadores que cabem no espaço de 50 metros quadrados vão lidar com vírus como o da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês), hantavírus (transmitidos por roedores silvestres), arbovírus (grupo a que pertence o vírus da dengue) e o vírus do oeste do Nilo, que ainda nem chegou ao Brasil mas já fez centenas de vítimas nos Estados Unidos. “Daqui só sai vivo o pesquisador”, diz o biomédico que coordena o superlab.
Bem-vindo ao superlaboratório brasileiro
No mundo todo,só existe uma instalaçãomais segura que esta
ÁGUA E ESGOTO
Recebem tratamento ali mesmo, nesta estação especial, e só depois permite-se que alcancem o ambiente externo
SAÍDA DE OBJETOS
Quem quiser mandar algum objeto para fora da sala precisa passá-lo por este compartimento, onde ele leva um banho de detergente e de radiação ultravioleta para matar os microorganismos contaminantes
AUTOCLAVE
Tanque fechado lava as roupas reutilizáveis dos pesquisadores sob pressão e vapor
PRESSÃO
A pressão atmosférica do laboratório é ligeiramente mais baixa que a de fora. Não que haja algum problema para a respiração dos pesquisadores ali dentro – isso só significa que, se houver algum problema, é o ar de fora que entra, e não o de dentro que escapa
SEQÜENCIADOR DE DNA
A máquina lê as “letras” químicas do material genético dos vírus e manda os dados para o laptop acoplado. Os pesquisadores identificam o organismo em tempo real
ENTRADA
Na antecâmara de entrada, o cientista se despe e deposita sua roupa pessoal na janela à direita. Então coloca o traje especial para o trabalho: macacão, capuz, óculos, luvas e pantufas
ESTUFA
Contém vírus em meio de cultura com “atmosfera” de CO2
FREEZER
Guarda tecidos biológicos que contêm os vírus
PORTAS
Funcionam em sequência. Para abrir uma delas, a de trás deve estar fechada. Todas são vedadas com uma borracha que infla para impedir qualquer circulação de ar
CENTRÍFUGA
Para manter homogêneo o meio de cultura onde crescem os vírus, o aparelho os chacoalha sem parar dentro de tubos de ensaio especiais
AR
Ele é filtrado quando entra e quando sai do laboratório, além de passar por novo pente-fino presente na máscara dos pesquisadores
SAÍDA
O pesquisador deixa seu traje especial na antecâmara de saída e segue para o banho. O último a ir embora leva os macacões dos colegas para lavar na autoclave. O banho é tomado com 20 litros de água com cloro desinfetante mais 30 litros de água destilada. Por fim, o cientista pega sua roupa na janela que dá para a antecâmara de entrada e pode sair
Os níveis de biossegurança
Laboratório NB1
Lida com microorganismos ou vírus sem risco para a saúde.
NB2
Agentes causadores de doenças conhecidas, como o vírus da hepatite B.
NB3
Vilões microscópicos conhecidos e potencialmente letais, como o vírus da raiva.
NB3+
Microorganismos pouco conhecidos ou não-catalogados.
NB4
Igual ao nível 3+, mas com vírus altamente infecciosos, como o do ebola.
NB5
Em planejamento; para abrigar microorganismos vindos de outros planetas

2873 – Planeta Terra – Extinção de Espécies


Um dos piores genocídios biológicos da história da Terra pode acontecer em meros 50 anos, a menos que se tomem medidas imediatas para deter o aquecimento global. Mais da metade (52%) das espécies de animais e plantas que existem poderá estar extinta ou em risco de extinção caso a temperatura média do planeta suba mais que 2 graus Celsius até lá.
Se o aquecimento for menor que 2 graus, a perda será de 24%. O estudo foi publicado na revista Nature por um grupo de cientistas que incluiu uma bióloga brasileira.
Causadas pela emissão descontrolada de gases que pioram o efeito estufa, os efeitos das mudanças foram estimados em quase todos os cantos do planeta.
As projeções utilizam o conjunto de condições ambientais necessário para que uma espécie sobreviva. Na maioria dos casos, quando se leva em conta o aquecimento, essas condições simplesmente desaparecem, e o bicho não tem para onde correr. A queima de combustíveis fósseis (petróleo e derivados), são os principais vilões do aquecimento global.

2872 – Linguagem humana tem origem na África


Folha Ciência
O continente africano, além de berço da espécie humana, também teria sido o local em que um idioma de verdade, com gramática e vocabulário complexos, foi falado pela primeira vez na história.
A ideia está sendo defendida em um novo estudo, que analisou mais de 500 línguas de todas as partes do mundo em busca do caminho que a “invenção” da linguagem teria seguido planeta afora.
Segundo o trabalho, publicado nesta semana na revista americana “Science”, a variedade de fonemas –a menor unidade sonora, que permite a diferenciação entre as palavras– altera-se conforme a localização geográfica.
A maior quantidade de fonemas se concentra no seria o “marco zero” das línguas, o centro-sul da África.
Conforme os idiomas vão se afastando dessa aparente fonte comum, eles vão ficando empobrecidos em fonemas –com menos tipos de vogais, consoantes e tons (variantes “musicais” das sílabas, comuns em línguas como o chinês, por exemplo).

2.871- Futebol – Duelo de Titãs – Pelé X Maradona


Para muitos torcedores brasileiros, Pelé é rei. Para muitos argentinos, Maradona é deus. Afinal, na disputa entre os dois maiores craques da história do futebol, quem foi melhor: Pelé ou Maradona? Há controvérsias, mas não vamos ficar em cima do muro. Chegou a hora do grande tira-teima!
O camisa 10 recebe a bola no meio do campo. Jogadores do time adversário o cercam e tentam pará-lo de qualquer maneira. O primeiro marcador se aproxima e vê a bola passar por debaixo das pernas. Vem o segundo e também leva no meio das canetas. Aparece mais um para dar o bote e, olé!, também passa batido. Não, essa não é a descrição do célebre lance que fez a fama do argentino Diego Maradona. Na partida contra a Inglaterra, pela Copa do Mundo de 1986, no México, ele driblou quatro jogadores, deixou o goleiro no chão e mandou a bola para o fundo das redes, marcando aquele que é considerado, por muitos, o gol mais bonito de todos os tempos.
Mas o camisa 10 de que estamos falando é o homem que transformou esse número em sinônimo de arte e genialidade no futebol: Pelé.
Enquanto o golaço de Maradona foi visto e revisto em todo o mundo, ao vivo e em cores, pouca gente testemunhou um lance parecido de Pelé durante um amistoso do Santos nos anos 60. O craque argentino explodiu numa época em que a televisão já chegava a todos os rincões do planeta. Já o brasileiro conseguiu se tornar uma lenda viva praticamente só com a ajuda das ondas do rádio. Agora, algumas de suas jogadas mais espetaculares foram resgatadas pelo filme Pelé Eterno, que estreou em junho. Segundo o próprio Pelé, o filme, dirigido por Aníbal Massaini, vai acabar, de uma vez por todas, com uma questão que vem dividindo os fãs de futebol nas últimas duas décadas. Afinal, quem foi melhor: Pelé ou Maradona?
O apresentador esportivo Milton Neves, da TV Record e da Rádio Jovem Pan, é categórico: essa polêmica só existe porque Maradona contou com a força da mídia. “Pelé não teve 1% da divulgação que Maradona teve”, diz Neves. “O futebol brasileiro produziu outros grandes jogadores, como Friedenreich e Leônidas da Silva, que não tiveram nem o rádio para ajudar a difundir os seus feitos. Por isso, não são reconhecidos como deveriam.” Neves vai mais longe: “Vamos ter um novo Maradona a cada 200 anos. Pelé, nunca mais”.
As imagens históricas de Pelé recuperadas pelo filme de Massaini incluem dois lances não registrados na época e que foram recriados por computação gráfica. Um deles é o célebre gol marcado contra o Juventus, na rua Javari, em 1959, quando Pelé aplicou uma seqüência de chapéus em quatro adversários e fez o gol de cabeça. O outro é a reconstituição de um lance contra o Fluminense, no Maracanã, em 1961, um gol tão belo que rendeu ao astro do Santos uma placa comemorativa no estádio – cunhando a expressão “gol de placa”.
Pelé Eterno entrou em cartaz num momento em que Maradona travava uma luta de vida ou morte contra o mais terrível dos adversários, as drogas. “Estou orando muito para que Maradona se recupere bem e saia dessa. Assim, quando estiver bom, ele verá o filme e tirará suas próprias conclusões”, afirmou Pelé no lançamento de sua cinebiografia. As provocações entre os dois sempre existiram. Para Pelé, Maradona, ao se envolver com as drogas, perdeu a oportunidade de servir de exemplo para os jovens. O argentino, por sua vez, já declarou suas restrições ao que Pelé fez ou deixou de fazer com sua imagem de “atleta do século”. “Pelé, como jogador, foi o máximo, mas não soube aproveitar isso para enaltecer o futebol. Adoraria que ele tivesse se proposto, como eu, a presidir uma associação que defendesse os direitos dos jogadores, que tivesse ajudado Garrincha e não o deixado morrer na miséria, que tivesse lutado contra as ações dos poderosos que nos prejudicam”, escreveu Maradona em sua autobiografia.
Em 2000, quando a Fifa realizou no seu site uma enquete para eleger o melhor jogador de todos os tempos, Pelé levou uma surra de Maradona. O argentino teve 53% dos votos, contra apenas 16% do brasileiro. Para resolver a saia justa, o suíço Joseph Blatter, presidente da entidade, decidiu conceder dois prêmios: um pelo voto dos treinadores das seleções dos países filiados à Fifa, outro pelo voto popular via internet. Pelé e Maradona ganharam cada um o seu prêmio, agradando a gregos e troianos – ou desagradando a ambos.
O argentino Edgardo Norberto Andrada teve o privilégio de enfrentar os dois jogadores. Goleiro do Vasco de 1969 a 1976, encarou Pelé nos confrontos contra o Santos. Depois, encerrou a carreira no argentino Colón e conheceu o “Pibe” Maradona em início de carreira, no Argentinos Juniors. “Pelé foi um jogador muito mais completo que Maradona”, afirma Andrada. “Tinha um excelente cabeceio, chutava bem tanto com a direita quanto com a esquerda, sabia livrar-se da marcação como ninguém e tinha uma habilidade extraordinária que o tornava capaz de chutar a gol de qualquer posição com a bola em movimento.”
Andrada ficou famoso como o goleiro que levou o gol número 1 000 de Pelé, de pênalti, no dia 19 de novembro de 1969. “Na época, não gostei de ter levado o milésimo gol do Pelé. Hoje sei que aquele gol marcou a minha carreira e foi uma honra ter participado de um momento histórico do futebol”, diz Andrada.
Maradona nem chegou perto da marca do rei. Em 695 jogos na carreira, marcou 365 gols. Sua média foi de 0,52 gol por jogo, contra 0,93 de Pelé. Os fãs de Dieguito podem argumentar que ele jogou 11 anos na Europa, nos disputadíssimos campeonatos espanhol e italiano, enquanto Pelé fez com o Santos dezenas de jogos contra times inexpressivos do Brasil e ainda passou três temporadas nos Estados Unidos.
Jogando sem bola
Sejam quais forem os argumentos a favor de um ou de outro, há nítidas diferenças de estilo. Maradona foi um grande malabarista com a bola. Nos treinos na Argentina, se exibia para os colegas fazendo centenas de embaixadinhas com uma bolinha de tênis, uma laranja ou outro objeto. Conseguia controlar a bola em velocidade, tornando quase impossível a qualquer adversário lhe tirar a pelota. Mas a falta de força e precisão nos chutes com o pé direito e a pouca impulsão – prejudicada pela baixa estatura (1,66 metro) – evidenciavam que o argentino não era completo em todos os fundamentos.
Pelé, ao contrário, sabia jogar sem a bola. Era capaz de driblar seus adversários sem sequer tocá-la, como fez com o goleiro uruguaio Mazurkiewski no histórico “drible da vaca”, durante a Copa do Mundo de 1970, no México. A bola passou por um lado, Pelé por outro e Mazurkiewski ficou no meio do caminho sem entender nada. Para sua sorte, Pelé fez o mais difícil e chutou para fora. Um lance que não resultou em gol, mas que é lembrado até hoje como um dos mais sensacionais de todos os tempos.
O craque brasileiro tinha um biotipo mais favorável que o argentino para o esporte. “Fisicamente, Pelé era um jogador muito mais completo que o Maradona”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, diretor do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ele, a compleição física de Pelé lhe permitiria ter sido um excelente jogador em qualquer posição do futebol: lateral, volante, zagueiro, centroavante e até goleiro. Pelé, aliás, jogou quatro vezes improvisado como goleiro, substituindo o arqueiro do Santos que teve de deixar a partida antes do término. No total, ficou 54 minutos debaixo da trave – e não levou nenhum gol. Um desempenho melhor que o do seu filho Edinho, que, por ironia do destino, viraria goleiro do Santos.
Contrastando com a postura diplomática de Pelé, Maradona foi para os argentinos um autêntico herói nacional, capaz de devolver a dignidade e a esperança perdidas com a crise de valores deflagrada pelo golpe militar de 1976 e acentuada pela derrota para os ingleses na Guerra das Malvinas, em 1982. Ainda mergulhados em uma crise econômica sem precedentes, os argentinos se prendem à figura de Maradona como se fosse uma divindade, como haviam feito durante o martírio de Carlos Gardel e Evita Perón. A idolatria é tamanha que existe até uma corrente religiosa, a Igreja Maradoniana, que trata o jogador como um deus – entre os Dez Mandamentos está o de “amar Maradona sobre todas as coisas”.
Se a vida de Pelé chegou às telas do cinema, o mesmo deve ocorrer com o craque argentino. O diretor italiano Marco Risi prepara o lançamento de um filme sobre Maradona e já tem até o ator preferido para o papel de Diego: o mexicano Gael García Bernal, que viveu o jovem Che Guevara em Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Desse jeito, Bernal vai acabar se especializando em interpretar mitos argentinos com espírito revolucionário.
O raio X dos craques
Compare as principais características das duas feras
PELÉ
Edson Arantes do Nascimento
Nasceu em 23/10/1940, em Três Corações (MG)
Altura: 1,74 metro
Peso: 70 kg (1970)
Olhar: Com sua visão periférica, é capaz de enxergar o que acontece ao seu redor ou mesmo a longa distância sem tirar o olho da bola
Liderança: Era um dos líderes do Santos e da seleção brasileira, embora não tenha sido o capitão
Perna: Destro, mas chutava bem tanto com a direita quanto com a esquerda
Chuteira: Número 39
Clubes em que atuou
Santos (1956 a 1974)
New York Cosmos (1974 a 1977)
Títulos na carreira
59
Maiores conquistas
Tricampeão mundial com a seleção brasileira (1958, 1962 e 1970)
Bicampeão mundial com o Santos (1962 e 1963)
Bicampeão sul-americano com o Santos (1962 e 1963)
Pentacampeão da Taça Brasil com o Santos (1961 a 1965)
10 vezes campeão paulista com o Santos (1958, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73)
1 282 gols em 1 375 jogos
(Média de 0,93 gol por jogo)
Copas do Mundo
4 participações (1958, 1962, 1966 e 1970), 3 títulos (1958, 1962 e 1970), 14 jogos e 12 gols
Por que Pelé foi melhor
1) Ganhou muito mais títulos na carreira e foi tricampeão mundial, enquanto Maradona ganhou apenas um título mundial
2) Foi duas vezes campeão mundial de clubes, coisa que Maradona nunca chegou perto de conseguir
3) Fez 3,5 vezes mais gols que o argentino
4) Foi perfeito em todos os fundamentos: chute com o pé direito, chute com o pé esquerdo, dribles, lançamentos, cabeceio
5) Pelo seu talento e porte físico, Pelé teria sido bom em qualquer posição do futebol: lateral, zagueiro, ponta e centroavante. Até como goleiro ele jogou, e bem. Maradona só podia ser o que foi: ponta-de-lança. Entende?
MARADONA
Diego Armando Maradona
Nasceu em 30/10/1960, em Lanús (Argentina)
Altura: 1,66 metro
Peso: 70 kg (1986)
Olhar: Visão centrada na bola e no lance próximo de si
Liderança: Foi capitão e líder da seleção argentina, do Boca Juniors e do Napoli (Itália)
Perna: Canhoto, fazia tudo com a perna esquerda – só com a esquerda. Era um ótimo cobrador de faltas
Chuteira: Número 39
Clubes em que atuou
Argentinos Jrs. (1976 a 1980)
Boca Juniors (1980 a 1982 e 1994 a 1997)
Barcelona (1982 a 1984)
Napoli (1984 a 1991)
Sevilla (1992 a 1993)
Newell’s Old Boys (1993 e 1994)
Títulos na carreira
11
Maiores conquistas
Campeão mundial sub-20 com a seleção argentina (1979)
Campeão mundial com a seleção argentina (1986)
Bicampeão italiano com o Napoli (1987 e 1990)
Campeão da Copa da Uefa com o Napoli (1988)
365 gols em 695 jogos
(Média de 0,52 gol por jogo)
Copas do Mundo
4 participações (1982, 1986, 1990 e 1994), 1 título (1986), 21 jogos e 8 gols
Por que MARADONA foi melhor
1) Ele conduziu, a conquistas inéditas, times medianos que nunca haviam ganhado nada, como o Argentinos Jrs. e o Napoli
2) Ele carregava o time nas cos-tas. Jogava ao lado de companheiros me-díocres, enquanto Pelé sempre teve bons jogadores ao seu lado
3) Mesmo atuando em uma equipe mal organizada como a Argentina de 1990, foi vice-campeão do mundo
4) Depois que parou de jogar, a Argentina não ganhou mais título. Já o Brasil foi duas vezes campeão do mundo sem Pelé
5) Foi um dos melhores jogadores da história do Campeonato Italiano, um dos mais difíceis do mundo
Fora de campo, um empate técnico
Filhos fora do casamento, escândalos e pisadas na bola
O legado de Edson Arantes do Nascimento e Diego Armando Maradona longe dos campos é um festival de bolas fora. Os dois tiveram filhos em relações extraconjugais. Pai de Kelly Cristina, Jennifer e Edinho, do casamento com Rosemary Cholby, e dos gêmeos Joshua e Celeste, frutos da união com Assíria Seixas Lemos, Pelé teve de reconhecer a paternidade de Sandra Regina Machado, já falecida, e Flávia Cristina Kurtz de Carvalho, 34 (só mantinha vínculo afetivo com a segunda). Já Maradona, pai de Dalma e Giannina, do casamento com Claudia Villafañe, foi obrigado a reconhecer a paternidade de Diego Armando Maradona Jr., hoje com 18 anos, filho de um relacionamento com a italiana Cristina Sinagra.
Além do envolvimento com as drogas, que mancharam sua imagem de esportista, Maradona foi condenado a dois anos de prisão por disparar sua espingarda de ar comprimido contra jornalistas que estavam no portão de sua casa, em 1994. Outra coisa que pegou mal para Maradona é sua amizade com o empresário Guillermo Coppola, suspeito de ligações com o tráfico de drogas e a máfia italiana.
Pelé, por sua vez, foi durante muitos anos sócio de Hélio Viana, que envolveu a empresa dos dois em escândalos finan-ceiros, como o desvio de uma verba de 700 mil dólares da Unicef.
Este ano, a pedido da Fifa, Pelé elaborou uma lista com 100 nomes dos maiores jogadores da história do futebol que ainda estão vivos. Incluiu jogadores medíocres como o sul-coreano Hong Myung-bo e o turco Emre, deixando de citar craques que o ajudaram a conquis-tar títulos para o Brasil, como Gérson, Tostão, Nilton Santos e Rivellino, que ficaram magoados com o esquecimento.