2807 – Robótica: Gênios cibernéticos?


Arthur Clarke previu que em 1997 já teríamos computadores tão inteligentes que seriam capazes até de se emocionar. Verdadeiros Einsteins, gênios quase humanos feitos de chips e parafusos. Ainda não chegamos lá, mas estamos no caminho certo.
HAL 9000, do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, é uma criação de Arthur Clarke, um craque em previsões. Na história de Clarke, o HAL conta que foi ligado em 1997. Por isso, este ano era esperado como aquele em que a criação de uma máquina inteligente já seria um problema resolvido pela tecnologia. Há quem diga que desta vez Clarke errou, mas não é bem assim. O HAL não existe ainda, mas a inteligência artificial começa a sair dos laboratórios.Gênios cibernéticos especializados estão pegando no pesado no mundo todo. Alguns controlam o tráfego nos metrôs da França e dos Estados Unidos. Outros devem entrar logo na ativa em aeroportos americanos. Vão responder a perguntas sobre os vôos. Só falam inglês, mas entendem e aprendem sotaques de fora dos Estados Unidos. Há ainda um que está se preparando para controlar a estação espacial Alpha, um projeto de vários países. Isso sem falar naquele que ganhou do campeão mundial de xadrez Garry Kasparov.Nem todos consideram essas máquinas inteligentes, pois se você perguntar-lhes qualquer banalidade que não faça parte do universo para o qual foram criadas, elas não saberão responder. Possuem uma inteligência específica. Não são como o homem, que acumula e cruza informações de vários tipos, levando em conta fatores tão misteriosos quanto emoção, consciência, senso comum e intuição. Ou seja, se a questão tecnológica está resolvida, ainda falta encarar outras, filosóficas, sociais e até psicológicas. Mas ninguém está pensando em desistir.
Eles sabem tudo, mas sobre um assunto só
Em 1950, Alan Turing, um cientista britânico especializado em computação, elaborou um teste simples para saber se uma máquina podia ou não pensar. Alguém deveria formular perguntas que seriam respondidas às vezes por um computador às vezes por uma pessoa. Se fosse confundida com o ser humano, a máquina seria considerada pensante. Quase cinqüenta anos depois, os mais incríveis computadores disponíveis só passam no teste se ele for monotemático.É que para produzir resultados realmente significativos muitos pesquisadores optaram por reduzir o universo de atuação das máquinas.Se inteligência é capacidade de raciocínio, então essa máquina tem a melhor delas. Capaz de processar mais de 1 bilhão de jogadas por segundo, ela é, de longe, a mais avançada do mundo. Sua construção começou em 1989. Antes, foi feito o Deep Thought que, apesar de muito poderoso, era 1 000 vezes mais lento que seu irmão mais novo. O Deep Blue tem 256 processadores, além, de uma memória que chega à ordem dos terabytes (milhões de megabytes). É algo como ter alguns milhões de PCs trabalhando em sincronia. Essa força toda o torna capaz de pensar em mais ou menos 1 bilhão de movimentos de xadrez por segundo. Por ingenuidade, ele perdeu para o gênio humano, que descobriu como enganá-lo, em 1996. No segundo jogo, porém, a máquina foi mais criativa e levou a melhor. Tudo o que ocorre nas células humanas são interações matemáticas, em escala astronômica.Quando inventou, em 1956, a expressão inteligência artificial, Marvin Minsky, do MIT, não pensava em computadores que realizassem raciocínios simples. O Cog, do MIT, caminha pela outra picada. Além de cérebro, dispõe de visão e audição. Nascido em 1995, espera-se que em alguns anos tenha a capacidade mental de um bebê de seis meses, idade na qual a criança começa a esboçar os sons que vão virar fala. Se o Cog chegar lá, será o primeiro computador a falar sem ter sido programado para isso.
A imitação dos neurônios, as células cerebrais, parecia ser o mais óbvio caminho para se chegar a uma inteligência artificial, quando se começou a falar no assunto. Imaginaram-se então as redes neuronais, que chegaram a ser ridicularizadas, pois não partiam do princípio de que seria necessário uma grande e poderosa máquina capaz de raciocinar. Pelo contrário. A idéia básica das redes neuronais é usar pequenos robôs que se comunicam entre si e com uma máquina central (como os neurônios do cérebro) até gerar uma conclusão. A teoria começou a dar certo quando os especialistas passaram a se inspirar em insetos que vivem em comunidade e se organizam para realizar tarefas. Hoje já existem formigas e aranhas eletrônicas que trabalham muito bem juntas. São inteligentes? Ninguém sabe dizer. O certo é que aprendem.
Em dezembro de 1981, um operário foi morto em uma fábrica japonesa. O assassino? Um robô. A vítima trabalhava em uma linha de montagem de automóveis e um braço mecânico não “viu” que ele estava ali. Só que o rapaz estava no lugar certo. A máquina pulou um pedaço da programação e acertou-o na cabeça. Embora a conseqüência seja incomparável, pode-se dizer que o que aconteceu ali foi algo como tomar um choque no banho porque o chuveiro não funcionou direito.
Máquinas às vezes dão defeito. Mesmo as inteligentes. Em 2001: Uma Odisséia no Espaço, o computador simplesmente decidiu que matar a tripulação era a melhor saída para cumprir a tarefa que lhe havia sido dada – não abortar a missão de jeito nenhum. Digamos que só raciocinou, sem usar o bom senso, coisa que ainda não se consegue dar às máquinas.
Douglas Lenat, do projeto CYC, chama a atenção para esse tipo de perigo, que logo deve deixar de ser coisa de ficção científica. Na década de 70, ele fez um programa chamado Eurisko que tinha como objetivo principal não cometer erros. Várias vezes a máquina concluiu, mediante uma tarefa difícil, que a melhor solução era “se matar”. Não existindo, ela não podia errar. Óbvio.
Para evitar raciocínios assim, Lenat sugere dar aos computadores “conhecimentos sobre a natureza humana”. Será suficiente? Talvez não. Mas os cientistas não gostam de falar sobre o assunto. “Por enquanto máquinas apenas obedecem”, desconversa Daniel Dennett, da Universidade Tufts, nos EUA.
Quem assistiu a 2001: Uma Odisséia no Espaço deve se lembrar do tom de voz do HAL quando ele pede para não ser desligado. É de um medo surpreendente. Tudo bem que se trata de ficção, mas o que está por trás dessa cena é um assunto que tem tomado muito tempo e dinheiro dos institutos de pesquisa sobre inteligência artificial: a emoção das máquinas.
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Atlanta, da Universidade de Illinois e do MIT já têm posição firmada sobre o assunto. Eles admitem que emoções podem submeter um computador a situações adversas, como humor e tristeza. Mas não duvidam de que para ter uma máquina capaz de tomar decisões realmente inteligentes é preciso que ela saiba o que são e possa experimentar as emoções.
Para começar a trabalhar com algo tão impalpável é preciso, em primeiro lugar, que o computador possa identificar os sentimentos. Rosalind Picard, do MIT, já conseguiu alguns progressos nesse campo. Ela desenvolveu um dos sistemas que olham para o rosto de uma pessoa e reconhecem o que ela está sentindo. Para fazer isso, a máquina usa as linhas de expressão do rosto. Vê a testa, a boca, os olhos e cria um mapa de cores. Depois o compara com as expressões usuais para cada tipo de sentimento. Ainda não pode fazer nada com a conclusão que tira, mas um dia vai usá-la para distinguir decisões certas de erradas.
O senhor poderia repetir, por favor?
Veja como um computador pode aprender sozinho um sotaque.
Ao ouvir uma frase inteira 1, o computador analisa as ondas sonoras para encontrar palavras específicas que lhe sirvam de referência 2. Juntando todas as palavras-chave, ele entende a pergunta e a responde.
Ao ouvir uma frase com sotaque estranho 3, o computador separa palavras e tenta achar em sua memória uma que tenha som parecido. Achando, pergunta se está correto 4. Mediante uma confirmação, aplica a diferença encontrada nas ondas sonoras às outras palavras da frase e assim consegue entendê-la 5.
Aqui começa realmente o aprendizado. De tempos em tempos, o computador faz uma análise de todas as vezes que ele não entendeu a frase e procura as vezes em que a mesma variação se repetiu 6. Assim, ele usa a variação para gerar uma nova lista de palavras. Pronto, o sotaque diferente foi incorporado.

2806 – Júpiter e suas Luas


Júpiter, o maior planeta do sistema solar, não por acaso assim chamado em homenagem ao deus máximo da mitologia para os romanos. Calcula-se que Júpiter possui 70 cento de toda a matéria que gira em torno do Sol. É tão gigantesco que no seu interior caberiam folgadamente mais de mil Terras. Comparadas a tal gigante, até os planetas mais avantajados, como Urano, Netuno e Saturno — este, o segundo maior — não passam de anões.Não é de estranhar, portanto, que, quando foi formado junto com os outros planetas, há cerca de 4,5 bilhões de anos, Júpiter podia perfeitamente bem se transformar numa estrela. Se isso tivesse acontecido, os habitantes deste pequeno mundo chamado Terra , a cerca de 600 milhões de quilômetros de distância, passariam pela provavelmente desconfortável experiência de viver com dois sóis no céu e talvez nenhuma noite. Não seria uma novidade na Via Láctea, onde a maioria das estrelas é binária, ou seja, faz parte de sistemas duplos.Mas o Sol permaneceu solitário: Júpiter teria que acumular cinqüenta vezes mais massa para que a temperatura no seu interior desse início às reações de fusão nuclear que caracterizam uma estrela, e ele passasse a brilhar com luz própria.
Como isso não ocorreu, o planeta se tornou uma espécie de bola gigantesca de gases — hidrogênio, hélio, metano e amônia — que por motivos ainda não explicados pela Astronomia emite duas vezes mais energia do que recebe do Sol. Dotado de um sistema particular de dezesseis luas, Júpiter passou a ser um alvo importante das sondas espaciais. Quatro delas, as Pioneer 10 e 11 e as Voyager 1 e 2, mostraram imagens fantásticas da atmosfera multicolorida desse planeta, que lhe dão a aparência de um ovo de Páscoa achatado, pintado a mão.
Júpiter é conhecido desde a Antiguidade, por ser o segundo astro mais brilhante no céu (depois de Vênus e, naturalmente, sem contar o Sol e a Lua), podendo portanto ser localizado facilmente a olho nu. Além disso, seus satélites, todos com nomes de amigos e amantes dos deuses, foram avistados por Galileu (1564-1642) há mais de trezentos anos com uma simples luneta. Mas Barroso não se limita a observar. Ele está engajado num projeto coordenado pelo astrônomo francês Jean Arnot e com a participação de pesquisadores de várias partes do mundo que usam a técnica de fotometria rápida, ou seja, a análise das variações da intensidade de luz recebida dos satélites em intervalos de milésimos de segundo. Com esse método é possível calcular a posição das luas de Júpiter com uma precisão de 100 quilômetros — menos da metade da distância do Rio a Brazópolis.
Devido à extraordinária precisão dos seus instrumentos, a Galileo — cujo nome presta homenagem ao cientista que descobriu as luas de Júpiter — deve percorrer dez órbitas em volta do planeta. Durante quase dois anos, essa maravilha de pouco mais de 1 metro de diâmetro colecionará imagens mil vezes mais próximas e com uma resolução dezenas de vezes mais nítida do que as produzidas pelas sondas que a antecederam. Seu programa inclui ainda uma acrobacia suicida. Baseado numa experiência semelhante realizada em 1978 pela sonda Pioneer 1 em Vênus, uma parte da nave deve se separar do corpo principal e mergulhar na atmosfera de Júpiter.
Construída para resistir a pressões vinte vezes maiores que as existentes na Terra, a minissonda descerá no planeta a uma estonteante velocidade de 200 mil quilômetros por hora até que a desaceleração torne possível a abertura de um pára-quedas. Antes que seja destruída, a cápsula enviará à NASA uma série de dados sobre a estrutura física da atmosfera de Júpiter. Será um dossiê e tanto. Pois, por tudo o que se sabe, Júpiter é um planeta muito peculiar. Nele não existem montanhas, vales, vulcões ou lagos subterrâneos. Apenas um vasto oceano de gás e nuvens densas. Por causa disso, sua atmosfera mais parece com repulsiva fumaça que exala do caldeirão de uma feiticeira dos velhos contos infantis de terror.
Abraçando todo o planeta, se estendem camadas e mais camadas de nuvens de centenas de quilômetros de espessura. Como na Terra, ali as correntes de ar se deslocam dos pólos para o equador a baixas altitudes e do equador para os pólos a altitudes mais elevadas. Mas pára aí a semelhança. Em Júpiter, as faixas ascendentes são brancas e provavelmente têm em sua composição cristais de amônia. As mais profundas e quentes, de cor marrom-avermelhada, podem conter cristais de fósforo, enxofre ou, não é impossível, até mesmo alguma substância orgânica. Como tudo o que se refere a Júpiter é exagerado, sua rotação também é a mais rápida do sistema solar.
O planeta tem o diâmetro onze vezes maior que o da Terra; no entanto gira em torno do seu eixo em menos da metade do tempo.Perto do equador de Júpiter avista-se, com o auxílio de telescópios, uma das mais misteriosas peculiaridades desse carrossel climático: a Grande Mancha Vermelha, conhecida desde 1610 e cuja área é quase igual à da Terra.Esse mundo de gases deve ter no centro uma massa informe de rocha e ferro. Em volta dela, numa zona onde o calor chega a 400 graus Celsius e onde a pressão é inconcebíveis 3 milhões de vezes maior que a da atmosfera da Terra, deve existir um grande oceano derretido e escuro de hidrogênio. Nessas condições, afirmam os físicos, o hidrogênio, embora líquido, se torna um condutor elétrico como qualquer metal, com a peculiaridade de não oferecer resistência à passagem de correntes, como se fosse uma cerâmica supercondutora. O que alguns planetas têm demais, em outros não existe. Na Terra, por exemplo, sonha-se com a produção em laboratório de hidrogênio supercondutor a altas temperaturas, o que levaria a uma revolução na indústria eletrônica. Em Júpiter, o hidrogênio metálico é tão abundante que dele se origina o campo magnético do planeta, que, para variar, é também o maior do sistema solar. Além disso, recebe os vapores de enxofre ionizados na atmosfera, provenientes dos vulcões em atividade do satélite Io. Quando passar por Júpiter, a Galileo vai analisar as partículas do campo magnético e medir sua densidade e carga elétrica. Ganimedes também é uma mistura de rocha e gelo parcialmente coberta de crateras. Ali, o derramamento de lavas vulcânicas limpou uma parte da superfície, deixando áreas claras e escuras, estas últimas as mais esburacadas. Europa, um globo onde o chão é coberto de pólo a pólo com o que parece uma teia de aranha, lembra a rede de canais que os terrestres mais imaginosos pensavam ter sido construída pelos hipotéticos habitantes de Marte. Europa já foi inteirinho coberto de gelo. Hoje sua carapaça possui rachaduras, espécies de janelas que permitem a passagem da luz.Nas fotos das Voyagers podem ser vistos vulcões gelados que lançam cristais de gelo e água no céu de Europa. Por isso, cientistas da Associação Americana de Geofísica formularam a ousada hipótese de que a luz, penetrando nas rachaduras, poderia assegurar a sobrevivência de microorganismos em oceanos subterrâneos do satélite, como aqueles encontrados sob o gelo perpétuo que cobre os lagos antárticos da Terra. O mais colorido de todos os satélites de Júpiter chama-se Io e tem o tamanho da Lua terrestre. Queimado de amarelo e vermelho e salpicado de pontos negros, ou vulcões, Io já foi comparado a uma pizza descomunal. O calor gerado pela enorme força gravitacional de Júpiter, do qual está muito próximo, detona explosões de enxofre e sulfeto de enxofre do seu interior. Quando isso acontece, o material jorra dos vulcões a quilômetros de altura para depois voltar sob a forma de neve sulfúrica. Io tem atmosfera — uma raridade entre os satélites do sistema solar compartilhada apenas por Titã, de Saturno, e Tritão, de Netuno — composta de uma fina camada de dióxido de enxofre. Diante de tanto enxofre, os especialistas da NASA costumam brincar que se Io fosse realmente uma pizza teria um insuportável cheiro de ovo podre.Se os quatro grandes satélites de Júpiter fossem do tamanho de uma bola de futebol, os doze menores não passariam de um grão de areia.Quase uma estrela dotado de uma família de satélites e influenciando os astros a seu redor, Júpiter pode mesmo ser considerado um sistema solar em miniatura — se é que essa palavra pode ser aplicada a um corpo tão gigantesco.

2805 – O Maior Inimigo é Invisível: A humanidade perde batalha contra superbactérias, segundo os europeus


Cultura das mortíferas superbactérias

A incidência de infecções resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes e supera nossa capacidade atual de combatê-las com as drogas existentes, alertam especialistas europeus.
A cada ano, mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados.
Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a situação chegou a um ponto crítico e é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos.
Sem esse esforço, a humanidade pode ter que enfrentar um “cenário de pesadelo” global, de proliferação de infecções incuráveis, de acordo com a OMS.
Um exemplo é a superbactéria NDM-1, que saiu de Nova Délhi (Índia) e chegou ao Reino Unido em meados de 2010, trazida por britânicos que fizeram tratamentos médicos na Índia ou no Paquistão.
No Brasil, em outubro de 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da superbactéria KPC, que atacou principalmente em hospitais.
A resistência das superbactérias a antibióticos mais fortes causa preocupação entre os especialistas.
Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, que identificaram a NDM-1 no ano passado, dizem que as bactérias resistentes contaminaram reservatórios de água de Nova Délhi, o que significa que milhões de pessoas podem ter se tornado portadoras do micro-organismo.
A equipe do médico Timothy Walsh coletou 171 amostras de água filtrada e 50 de água de torneiras em um raio de 12 quilômetros do centro de Nova Déli, entre setembro e outubro de 2010.
O gene da NDM-1 foi encontrado em duas das amostras de torneira e em 51 das amostras de água filtrada.
Isso se torna mais preocupante porque, segundo a equipe de Walsh, o gene se espalhou para bactérias que causam diarreia e cólera, doenças facilmente transmissíveis através de água contaminada.
“A transmissão oral-fecal de bactérias é um problema global, mas seu risco potencial varia de acordo com os padrões sanitários”, disseram os pesquisadores em artigo no periódico científico “Lancet Infectious Diseases”. “Na Índia, essa transmissão representa um problema sério [porque] 650 milhões de cidadãos não têm acesso a vasos sanitários, e um número provavelmente maior não tem acesso a água limpa.”
Os cientistas pedem ação urgente das autoridades globais para atacar as novas variedades de bactérias e para prevenir epidemias globais.
A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, diz: “Os antibióticos são uma descoberta preciosa, mas não lhes damos valor. Os usamos em excesso e os usamos mal. [Por isso], agora há superbactérias que não respondem a nenhuma droga.”
“As pessoas precisam estar cientes de que, até que todos os países enfrentem [o problema das superbactérias], nenhum país por si só estará seguro”, comenta ela ante o crescimento no número de viagens internacionais e de trocas comerciais no mundo.
Autoridades sanitárias britânicas dizem estar monitorando a NDM-1, que, segundo registros oficiais, já contaminou 70 pessoas no país.

2804 – Ciência no Século 19


Coulomb, um dos cientistas de destaque no século 19 e cujo nome emprestou para denominar unidade de carga elétrica

Dados Cronológicos

Em 1820, André-Marie Ampère (1775-1836) formulou leis para a ação eletrodinâmica; Laplace calculou a força eletromagnética; Biot e Savart mediam a indução criada por uma corrente, Hans Oersted (1777-1851) descrevia que a corrente elétrica produzia um desvio na agulha da bússola, unindo a eletricidade ao magnetismo. Inventado o estetoscópio em 1816. O inglês daltônico John Dalton (1766-1844), enunciou a lei da mistura dos gases e em 1801, aplicou a teoria atômica à química. Satuner isolou a morfina em 1805, pondo fim as dores em cirurgia. Proust (1754-1826), um fancês que enunciou a lei das proporções definidas. Formulou em 1815, uma hipótese sobre a relação entre a densidade específica e o peso atômico. Robert Fulton (1765-1815), produziu o 1° submarino, o Nautilus, em 1801 e em 1803 fez mover um barco com motor à vapor. Henry Shrapnel (1761-1842) inventava a bala explosiva que levaria seu nome.O inglês George Sthenson (1781-1848) construiu em 1814 a 1ª locomotiva. David Brew Ster ( Escócia 1781-1860) inventou o caleidoscópio em 1816. O Cometa de Halley reapareceu de acordo com os cálculos feitos por Edmund Halley.
Em 1821, Michael Faraday (1791-1867) descobriu os fundamentos da rotação eletromagnética. Leopoldo Nobili (1784-1835) inventou o galvanômetro, aparelho que mede a corrente elétrica, em 1826. Em 1827 George Ohm (1789-1854) formulava a lei que define o potencial e a resistência da corrente elétrica (lei de Ohm, da qual já falamos). Ampère reuniu os resultados de seu com corrente elétrica em um sistema de lei matemáticas, base da eletrodinâmica atual. Faraday descobriu a indução e o escocês Maxweel afirmava que a luz e o eletromagnetismo tinha fonte comum. Henry (1787-1878) descobriu em 1832 a auto-indução. Em 1839, Gauss criou métodos de medição magnética e o francês Antoine Bequerel descobriu a célula fotovoltaica. Proposta as divisões do Eoceno, Mioceno, Plioceno para o sistema geológico. Publicado estudosobre o movimento das geleiras (1840). Mais alívio para as dores, Samuel Giuthirie (1788-1848) e Von Liebie, trabalhando separadamente, descobriram o clorofórmio. Identificada a pepsina, o fermento do suco gástrico e descoberto o ozônio.
Em 1823, o matemático ingles Charles Babbage (1791-1871) ( e o resto é bobagem); fez a 1ª tentativa de construção de sua máquina de calcular. Fabricado um tecido a prova d’água e o inglês intitulado “Sir” Goldsworthy Gurney (1793-1875) inventou lâmpadas de oxigênio e hidrogênio. Em 1827, Niepce produziu produziu fotografias com chapas metálicas. Peter Barlow construiu o 1° motor elétrico e em 1829, John Henry construiu o 1° motor elétromagnético. Criado em 1830 um modelo primitivo de máquina de costura. Gauss e Weber construíram o telégrafo eletromagnético. Em 1833, Babage criava a “Máquina Analítica”, em 1834 e que seria o ancestral do computador.
A seguir,seriam feitas as primeiras aplicações da eletricidade na propulsão de veículos para passageiros. O inglês Talbot (1800-1877) apresentava o processo negativo fotográfico à Royal Society em 1835. Wheastone e e Cooke patentearam o telégrafo elétrico elétrico em 1837, construído e exibido por Samuel Morse (1791-1872). Apresentados os 1°s daguerreotipos, método fotográfico introduzido por Daguerre em 1838. Em 1839, Charles Goodyear (1800-1860) inventou o processo de vulcanização, que possibilitou a comercialização da borracha. Carl August von Steihei, alemão (1801-1870), construiu o 1° relógio elétrico.
Revolução na Biologia – Pasteur (1822-1895) demonstrou que a fermentação é produzida por organismos vivos no ano de 1857. No ano seguinte, Charles Darwin (1809-1882) e Wallace (1823-1913), anunciaram uma nova teoria da evolução e Joseph Lister (1827-1912) introduziu a assepsia nas cirurgias e Darwin publicava “A Origem das Espécies” em 1859. Joule (1818-1889) determinava a quantidade de trabalho mecânico necessário para produzir uma unidade de calor. Weber cosntruiu o 1° eletrodínamo, para medir a força da atração entre cargas elétricas. Em 1849, Armand Fizeau (1819-1896) mediu a velocidade da luz. Outro que recebeu o título de “Sir”, William Thompson Kelvin (1824-1907), criou a escala termométrica absoluta.
Continua …

2803 – Genes não definem nosso destino


O destino existe? Da Super para o ☻Mega

Durante muito tempo, ninguém duvidou da força do DNA, e o objetivo da ciência era desvendar a função de cada um dos nossos 25 mil genes. Os estudos de gêmeos foram muito importantes nesse processo. Descobriu-se até que decisões que pareciam pessoais ou sociais podiam vir da genética. As taxas de divórcio, por exemplo, são muito parecidas entre gêmeos idênticos (o que indica, por exemplo, que quem tem pouca paciência para discussões ou quem trai o cônjuge pode ter um irmão gêmeo que se comporte igual). Mas já foram comprovadas similaridades em dezenas de características, da religiosidade ao QI. “Normalmente, dizemos que aproximadamente metade da variação em inteligência, personalidade e resultados de vida é hereditária”, afirma Steven Pinker, psicólogo evolucionista da Universidade Harvard.

Överkalix é uma cidadezinha de 946 habitantes no norte da Suécia. O vilarejo vive do comércio local e muitos dos trabalhadores são empregados em indústrias de telecomunicação. Foi nesse fim de mundo que um grupo de pesquisadores notou um fenômeno estranho, que veio a público em 2001, e que está mudando a forma como os geneticistas entendem a sua área. Eles perceberam que os registros históricos indicavam um impacto ambiental violento na moldagem de seus habitantes. Depois de passarem por períodos de escassez de alimentos, os överkalixenhos começaram a viver mais. Até aí, tudo bem, não fosse por um detalhe surpreendente: os dias de fome aconteceram no século 19 – e a mudança na longevidade aconteceu com os avós dos atuais habitantes. Ou seja, alguma coisa na falta de comida fez com que as pes-soas vivessem por mais tempo e ainda passassem essas características para as gerações seguintes! Seria um indício de o ambiente alterando os genes e perpetuando-os em seus descendentes?
Como isso seria possível? Esse fenômeno lembra uma antiga teoria da evolução, anterior à de Darwin, concebida por Jean-Baptiste Lamarck. É aquela, tão ridicularizada por professores de escola, que sugeria que as girafas ficaram com o pescoço comprido porque suas ancestrais se esticavam para alcançar os galhos mais altos das árvores. Ao estender seu pescoço, elas então passariam a característica a seus descendentes. Hoje sabemos que a evolução não funciona assim, mas pelo processo de seleção natural, descrito por Darwin. No entanto, os dados de Överkalix parecem dar razão a Lamarck, não a Darwin: de algum modo, os avós dos habitantes foram modificados pelo ambiente e transmitiram a mudança à posteridade. Entra, então, em cena o novíssimo campo da epigenética, onde ambiente e genética trabalham juntos para decidir o seu destino. Os cientistas estão mostrando que o funcionamento dos genes do DNA não depende somente das letrinhas inscritas nele.

Algumas outras substâncias podem se conectar ou desconectar dos cromossomos e, assim, mudar a maneira como eles se expressam. É como se o seu genoma fosse o hardware e a epigenética o software: você já vem ao mundo com um aparelho prontinho (seu corpo com o DNA), mas o ambiente pode instalar e desinstalar programas que mudam quem você é. Essa revelação explicaria diversas perguntas ainda não respondidas. Seria possível entender como diferentes células do corpo humano podem cumprir funções distintas, apesar de todas terem o DNA idêntico. Também ajuda a explicar como um bebê tem alguns genes ativos que vieram do pai e outros da mãe. E permite, enfim, entender o que aconteceu em Överkalix. A epigenética é um campo que está ainda na sua infância. Afinal de contas, estudar efeitos que combinam fatores ambientais e diversas gerações humanas não é coisa simples de ser feita. É preciso observar décadas de dados, com pelo menos algumas dezenas de famílias participantes, para obter resultados confiáveis.
Estudos, feitos com camundongos, demonstraram impactos igualmente inquietantes. Uma pesquisa da Universidade do Alabama, nos EUA, mostrou que mães roedoras que eram submetidas a estresse, e por isso se tornavam negligentes com seus filhotes, viam mais tarde sua cria maltratando os netinhos. Novamente, para eliminar o fator “aprendizado”, os cientistas experimentaram deixar que os filhotes fossem criados por mães adotivas amorosas. Mesmo assim, eles continuaram sendo maus pais quando adultos. Claramente o estresse sobre as mães mudou algo que foi transmitido hereditariamente aos filhos – e os tornou igualmente estressados. Com os humanos, há um estudo parecido, que mostra a má influência dos pais sobre os filhos. Uma pesquisa mostra que homens que começaram a fumar antes da puberdade (por volta dos 11 anos) têm risco muito maior de ter filhos obesos na vida adulta. Ou seja, um erro ainda durante a infância pode determinar a vida do filho que nem nasceu.

O DNA é cheio de contradições.

Durante muito tempo achava-se que cada gene trazia a receita para uma proteína que, por sua vez, cumpria uma função específica (cor dos cabelo, por exemplo). Hoje, já se sabe que pedaços diferentes de genes se combinam para produzir novas proteínas: não dá mais para falar em um só gene da inteligência. Agora, então, que sabemos que o ambiente influencia a expressão do DNA, a ciência vai ter que voltar à sala de aula.

2802 – ☻ Mega Byte: Só 6% dos internautas no Brasil têm banda larga ultra-rápida


Folha Tecnologia e ☻ Mega Byte
Apenas 6% dos usuários brasileiros de internet possuem uma velocidade de conexão acima de 8 Mbps, segundo uma pesquisa divulgada pelo instituto Nielsen nesta semana, cuja análise se voltou para nove países.
Para efeito de comparação, essa velocidade é encontrada em 38% dos pontos de acesso na Suíça, 29% dos locais de internet nos Estados Unidos e em 27% dos computadores alemães com acesso à web.
O país que mais se aproxima do Brasil nesta categoria é a Itália: somente 7% dos pontos de acesso à internet mantêm a conexão ultrarrápida.
Espanha e França têm 14% dos computadores com conexão superior aos 8 Mbps, enquanto Reino Unido e Austrália vêm com, respectivamente, 18% e 21% dos pontos com essa velocidade de acesso.
À exceção do Brasil, dentre os países pesquisados, todos mantêm a maioria dos usuários na categoria de velocidade “rápida” (cuja medição varia entre 2 Mbps e 8 Mbps).
No caso específico dos brasileiros, a maioria dos computadores com internet (ou 48% da população) tem acesso àquela velocidade classificada como média, ou seja, entre 512 Kbps e 2 Mbps. A velocidade considerada lenta também abarca uma considerável fatia de computadores com acesso à internet no país: são 31% dos pontos.
Quanto à conexão rápida, o Brasil tem 15% dos computadores com acesso à internet com velocidades variando entre 2 Mbps e 8 Mbps.
“O Brasil tem oito vezes mais usuários com velocidades médias do que usuários com velocidades ultrarrápidas”, disse a companhia, em comunicado.
ACESSOS
Segundo dados fornecidos pelo Ibope no mês passado, o número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, LAN houses ou outros locais) no Brasil atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010.
O total de usuários que moram em domicílios com acesso à internet cresceu 24% nesse período –já é de 52,8 milhões.
O Ibope informa ainda que das 56 milhões de pessoas que têm acesso à rede no trabalho ou em residências, 41,4 milhões foram usuárias ativas em fevereiro.
Entretanto, os números do Ibope não indicam a quantidade de pontos de computador no país.

2801- Mecânica: Como funciona um turbocompressor?


Diagrama do turbocompressor, clic para ampliar
Onde se localiza o turbo

Os Turbos estão nos carros esportivos. Eles aparecem também em motores a diesel de pequeno, médio e grande porte. Um turbo pode aumentar significativamente a potência de um motor sem elevar muito seu peso, e é isso que os torna tão populares.
Aprenderemos como um turbocompressor aumenta a potência produzida por um motor, ao mesmo tempo em que suporta condições extremas de funcionamento. Veremos também como a válvula de alívio, as palhetas de turbina de cerâmica e os mancais ajudam os turbocompressores a desempenhar sua função de forma ainda mais eficiente.Turbocompressores são um tipo de sistema de indução forçada. Eles comprimem o ar que entra no motor para uma descrição da corrente de ar em um motor normal. A vantagem da compressão do ar é que isso permite ao motor receber mais ar dentro de um cilindro – e mais ar significa que mais combustível pode ser adicionado. Obtém-se, portanto, mais potência das explosões em cada cilindro. Um motor turbocomprimido produz mais potência do que o mesmo motor sem o dispositivo. Isso pode melhorar significativamente a relação peso/potência do motor.
Para conseguir essa compressão do ar, o turbocompressor utiliza o fluxo dos gases de escapamento do motor para girar uma turbina, que, por sua vez, gira um compressor. A turbina no turbocompressor gira a velocidades de até 150 mil rotações por minuto (rpm), aproximadamente 30 vezes mais rápido do que a maioria dos motores de automóveis, e, como está ligada ao escapamento, as temperaturas dentro dela também são bem elevadas.
Princípios básicos
Uma das maneiras mais garantidas de se obter mais potência de um motor é aumentar a quantidade de ar e de combustível que ele pode queimar. Uma forma de se fazer isso é adicionando cilindros ou tornando maiores os cilindros existentes. Porém, algumas vezes, essas alterações não são possíveis. Um turbo pode ser uma forma mais simples e compacta de adicionar potência, especialmente como acessório vendido em lojas ou oficinas de preparação de motores.
Turbocompressores permitem que um motor queime mais ar e combustível ao colocá-los em maior quantidade dentro dos cilindros existentes. A pressão de superalimentação típica fornecida por um turbocompressor é de 6 a 8 libras por polegada quadrada (lb/pol2). Como a pressão atmosférica normal é de 14,7 lb/pol2 ao nível do mar, o turbo coloca 50% mais ar no motor. Com isso, espera-se um ganho de 50% na potência do motor mas, por não haver eficiência na mesma proporção, é normal atingier um ganho de 30% a 40%.
Uma causa da ineficiência vem do fato de que a potência para girar a turbina não é livre. Ter uma turbina no fluxo de escapamento aumenta a restrição de saída dos gases queimados. Isso significa que, no curso de escapamento, o motor tem que empurrar uma contrapressão. Isso faz diminuir um pouco a potência.
Altitudes elevadas
Um turbocompressor ajuda em altitudes elevadas, onde o ar é menos denso. Motores normais têm perda de potência em altitudes elevadas, pois, para cada curso do pistão, o motor recebe uma massa de ar menor. Um motor turbocomprimido pode ter também redução de potência, mas a redução é menos problemática, já que o ar mais fino é mais fácil de ser bombeado pelo tubocompressor.
Carros mais velhos, com carburadores, aumentam automaticamente a vazão de combustível para se ajustar ao maior fluxo de ar que entra nos cilindros. Carros modernos com injeção de combustível também fazem isso até um certo ponto. O sistema de injeção depende dos sensores de oxigênio no escapamento para determinar se a relação ar-combustível está correta, de forma que esses sistemas aumentarão a quantidade de fluxo de combustível automaticamente se um turbo for adicionado.
Se um turbocompressor com muita pressão é instalado num carro com injeção de combustível, o sistema pode não fornecer combustível suficiente. Dessa maneira, ou o software programado no controlador não permite que isso ocorra, ou a bomba e os injetores não são capazes de fornecê-lo. Nesse caso, outras modificações terão que ser feitas para se conseguir o máximo benefício do turbocompressor.
Como funciona
O turbocompressor é parafusado ao coletor de escapamento do motor. O fluxo dos gases queimados que sai dos cilindros gira a turbina, que funciona como um motor de turbina a gás. A turbina é conectada por uma árvore ao compressor localizado entre o filtro de ar e o coletor de admissão. O compressor pressuriza o ar que vai para os cilindros.
Do outro lado da árvore à qual a turbina está conectada, o compressor bombeia ar para dentro dos cilindros. O compressor é um tipo de bomba centrífuga que suga o ar para dentro no centro de suas palhetas e lança-as para fora à medida que gira.
Para agüentar velocidades de até 150 mil rpm, a árvore da turbina tem que estar cuidadosamente sustentada. A maioria dos rolamentos explodiria a velocidades como essa, portanto, a maioria dos turbocompressores utiliza um mancal fluido. Esse tipo de mancal mantém a árvore em uma fina camada de óleo que é constantemente bombeada em torno dela. Isso serve a dois propósitos: resfria a árvore e algumas das outras peças do turbocompressor e permite que o eixo gire sem muito atrito.
Pressão demais
Com o ar sendo bombeado pelo turbocompressor para dentro dos cilindros sob pressão e depois sendo comprimido ainda mais pelo pistão.há um maior risco de provocar a detonação ou “batida de pino”. A detonação acontece porque, à medida que o ar é comprimido, sua temperatura aumenta. A temperatura pode aumentar o suficiente para dar ignição à parte da mistura ar-combustível que ainda não queimou, estando a combustão em andamento. Carros com turbocompressor frequentemente necessitam de combustível com maior octanagem para evitar a detonação. Se a pressão do turbo for muito alta, a taxa de compressão do motor pode necessitar ser reduzida a fim de evitar a detonação.
O propósito do motor de um carro a gasolina (ou álcool, ou gás) é transformar em movimento o combustível – isso vai fazer o carro andar. O modo mais fácil de criar movimento a partir da gasolina é queimá-la dentro de um motor. Portanto, o motor de carro é um motor de combustão interna – combustão que ocorre internamente. há vários tipos de motores de combustão interna, também chamados de motores a explosão. Motores a diesel são um tipo e turbinas a gás são outro.
também existem motores de combustão externa. O motor a vapor de trens antigos e navios a vapor é o melhor exemplo de motor de combustão externa. O combustível (carvão, madeira, óleo ou outro) é queimado fora do motor para produzir vapor, e este gera movimento dentro do motor. A combustão interna é muito mais eficiente (gasta menos combustível por quilômetro) do que a combustão externa, e o motor de combustão interna é bem menor que um motor equivalente de combustão externa. Isso explica por que não vemos carros da Ford e da GM usando motores a vapor.
Quase todos os carros atuais usam motor de combustão interna a pistão porque esse motor é:
relativamente eficiente (comparado com um motor de combustão externa)
relativamente barato (comparado com uma turbina a gás)
relativamente fácil de abastecer (comparado com um carro elétrico)