2753- Imagem da Nasa mostrou detalhes da ‘superfície’ do Sol


Foto tirada do observatório

A Nasa (agência espacial americana) divulgou imagens impressionantes do Sol feitas por seu potente Observatório de Dinâmica Solar (SDO, em inglês). Elas mostram o astro parcialmente obscurecido pela Terra.
Isso acontece duas vezes por ano na chamada estação de eclipse do SDO, quando a nave passa 72 minutos por dia atrás do nosso planeta.

Cometas formam rugas em anéis de Saturno e Júpiter

As rugas em Júpiter foram formadas pelo choque do cometa Shoemaker em 1994

As imagens de Saturno, tiradas em 2009 pela sonda espacial Cassini, permitiram ver que um dos anéis do planeta está enrugado. Ou seja, tem uma ondulação provocada, provavelmente, pelo impacto de uma nuvem de objetos, segundo um artigo publicado pela revista “Science”.
Uma equipe de pesquisadores liderada por Matthew Hedman, do Departamento de Astronomia da Universidade Cornell, em Ithaca (Nova York), estudou as imagens captadas pela nave espacial em um período próximo ao equinócio do planeta dos anéis.
Em agosto de 2009, explica o artigo, o Sol iluminou os anéis de Saturno e a luz evidenciou uma “ruga” que se estende por todo o anel C, o mais interior dos três anéis maiores em torno do planeta.
Esta ruga tem uma amplitude de dois a 20 metros e sua longitude de onda é de 30 a 80 quilômetros”, assinala o estudo.
Os cientistas, que antecipam a hipótese de que a ruga ocorreu devido ao impacto, não visto da Terra, de um cometa, indicam que os anéis de um planeta podem funcionar como um gigantesco disco de longa duração que “grava” os efeitos de cada cometa que passa por perto.
O estudo do sutil padrão espiral que esses cometas deixam em sua passagem permite que os cientistas “voltem a ouvir” a história de impactos muitos anos e décadas depois.
Por sua parte, Mark Showalter, do grupo Busca por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), e seus colaboradores já tinham analisado os anéis de Júpiter, observados em 1996 e 2000, pela nave Galileu, e em 2008, pelo Horizon, e tinham notado ondulações inusitadas.
Ambas as equipes mediram as propriedades dessas ondulações e as compararam com cálculos da possível evolução de tais estruturas, com o qual chegaram à conclusão de que as “rugas” nos anéis de Saturno e Júpiter foram causadas por cometas.
Os escombros que resultaram dessas colisões inclinaram levemente os anéis de ambos os planetas, segundo os cientistas cujos cálculos indicam que as rugas no anel de Saturno datam, ao que tudo indica, da colisão com um cometa em 1983, e as do anel de Júpiter ocorreram depois do impacto de um cometa em 1994.

2752- Quadrinhos – Stan Lee,um mestre da argumentação


Marvel Comics
Criações de Stan Lee

Stanley Martin Lieber (Nova Iorque, 28 de dezembro de 1922) então com 88 anos era um escritor, editor, publicitário, ator, produtor e personalidade de televisão norte-americano.introduziu personagens complexas e um universo compartilhado entre heróis de histórias em quadrinhos (ou banda desenhada). Seu sucesso ajudou a transformar a Marvel Comics de uma pequena publicadora para uma grande corporação multimídia.Entre suas maiores criações estão, os X-Men, o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Incrível Hulk, e o Homem de Ferro.
Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome “Stan Lee” porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code Authority.
Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, faroeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área.
No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publicador da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.
Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.
Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko.
Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada “Stan’s Soapbox”
Stan Lee apareceu como personagem nas cenas de muitos filmes de super-heróis (mas não todos os filmes); baseados nos personagens da Marvel Comics que ele ajudou a criar. Ele é atualmente o ator 22 classificado em termos das receitas de bilheteira graças à sua aparições em filmes da Marvel.
No filme O Julgamento do Incrível Hulk (1989), Lee fez sua primeira aparição em um filme da Marvel;na qual ele é um jurado no julgamento do Dr. Bruce Banner.
No filme Mallrats (1986) (Barrados no Shopping ou Os Malucos do centro) aconselhando Brodie.
No filme X-Men (2000), Lee aparece como um vendedor de hotdog na praia, quando o senador Robert Kelly aparece nu na praia depois de escapar do mutante Magneto.
Em Homem-Aranha (2002), ele aparece durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Duende Verde, puxando uma menina longe dos destroços de um prédio.
Em Demolidor (2003), Matt Murdock, ainda criança,não deixa Stan Lee atravessar a rua para não ser atropelado por um ônibus.
Em Hulk (2003), ele aparece andando ao lado do ex-Hulk da série de TV, Lou Ferrigno em uma cena inicial, como guarda de segurança no laboratório de Bruce Banner. Foi seu primeiro papel falando em um filmes baseados em um de seus personagens.
Em Homem-Aranha 2 (2004), Lee puxa novamente uma pessoa inocente, longe do perigo durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Doutor Octopus.
Em Quarteto Fantástico (2005), Lee aparece pela primeira vez como um personagem dos quadrinhos, em um papel creditado como Willie Lumpkin, o carteiro que recebe o Quarteto Fantástico quando eles entram no edifício Baxter.
Em X-Men: O Confronto Final (2006), Lee e Chris Claremont aparecem como dois dos vizinhos de Jean Grey na cena de abertura do conjunto há 20 anos. Lee, creditado como “homem da mangueira”, é molhado no gramado quando Jean usa sua telecinese redireciona a água da mangueira para o ar.
Em Homem-Aranha 3 (2007), Lee aparece em um papel creditado como “homem da Times Square”. Ele fica ao lado de Peter Parker, ambos lendo um boletim de notícias e logo depois comenta a Peter:”Você sabe, eu acho que uma pessoa pode fazer a diferença no carater de outra pessoa”.
Em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), Lee aparece como ele mesmo no primeiro casamento de Reed Richards e Susan Storm, sendo afastado por um guarda de segurança por não estar na lista de convidados. Em Fantastic Four Annual # 3 (1965) ,acontece a mesma coisa, em que Lee e Jack Kirby são igualmente barrados.
Em Homem de Ferro (2008), Stan Lee (creditado como “Si”) aparece em uma festa de gala com três mulheres loiras, onde Tony Stark o confunde com Hugh Hefner. Na versão teatral do filme, Stark simplesmente cumprimenta Lee como “Hef” e move-se sem ver a cara de Lee, uma outra versão da cena foi filmada quando Stark percebe seu erro, mas Lee gentilmente responde: “Tudo bem, eu sou confundido assim o tempo todo.”
Em O Incrível Hulk (2008),Stan Lee aparece como um cidadão infeliz que acidentalmente ingere um refrigerante misturado com o sangue de Bruce Banner, que levou à descoberta da localização do Dr. Banner em uma fábrica de engarrafamento no Brasil.
Em Homem de Ferro 2 (2010), durante a Expo Stark, Lee, vestindo suspensórios e uma camisa colorida brilhante e gravata, é cumprimentado por Tony Stark em “Larry King”.

2751 – Mega Quadrinhos – Schwazenegger é o novo super-herói dos quadrinhos


O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger retorna à ação como o super-herói de histórias em quadrinhos “The Governator” pelas mãos do criador do “Homem-Aranha”, Stan Lee da Marvel, o mestre da argumentação.
“Quando me candidatei a governador em 2003 e comecei a escutar as pessoas falando sobre ‘The Governator’ pensei que o nome era ótimo”, declarou Schwarzenegger em sua primeira entrevista após deixar a chefia da Califórnia no mês de janeiro.
“A palavra Governator combinava dois mundos: o mundo da política e o mundo do cinema. Este personagem junta tudo. Mistura o governador, o Terminator, o mundo do fisiculturismo e o filme ‘True Lies'”, enumerou o ator.
O criador de histórias em quadrinhos Stan Lee, coautor do “Homem-Aranha”, faz parte do projeto para lançar esse novo personagem tanto em formato de papel como para a televisão, embora tenha que esperar até 2012 para conhecer o resultado final. Ele escolheu nada mais nada menos que o melhor argumentista dos quadrinhos ainda em atividade aos 88 anos.
“The Governator será um grande super-herói, mas também será Arnold Schwarzenegger”, afirmou Lee sobre o personagem.
“Estamos usando todos os elementos pessoais da vida de Arnold, sua mulher (Maria Shriver), seus filhos. Estamos usando o fato de ter sido governador. Só após deixar o cargo constrói um centro secreto de alta tecnologia contra o crime embaixo de sua casa em Brentwood (região de Los Angeles)”, explicou Lee.
Além desse refúgio de The Governator em forma de caverna do Batman, o novo superheroi terá uma frota de carros a sua disposição, um armário cheio de “super-trajes” que lhe permitirão voar e realizar outros truques, além de uma equipe de ajudantes na qual há um adolescente especialista em segurança cibernética.
A lista de inimigos de The Governator será liderada por uma organização mafiosa chamada Gangsters Imposters Racketeers Liars & Irredeemable ex-cons (G.I.R.L.I.E.).

2750 – Por que sentimos vontade de espreguiçar?


Quando ficamos em uma mesma postura por muito tempo, uma parte dos músculos se ressente, seja por estarem alongados ou contraídos, explica um professor de Educação Física da USP.
Mesmo com o corpo parado, durante o sono o sistema nervoso envia impulsos elétricos para os tecidos musculares, provocando tensão na região. O ato de espreguiçar movimenta os músculos e ativa a circulação sangüínea, diminuindo a tensão e preparando o corpo para uma nova atividade.
Espreguiçar-se é tão benéfico para o organismo que praticamente todos os animais o fazem. Mas algumas vezes também pode causar dor. No músculo existem os fusos, estruturas que regulam o comprimento das fibras do tecido e não permitem que ele se estique demais. O fuso é um mecanismo de proteção; quando exageramos no alongamento, ele dispara a dor para avisar que é hora de parar.

2749 – A Ciência do Desejo


A atração física é um botão mágico que só o amor é capaz de ligar. Mas, para os cientistas, o desejo sexual não tem tanto romantismo. Trata-se de um processo bioquímico que desequilibra rapidamente todo o corpo, diagnosticável por vários sintomas. A gente não consegue tirar os olhos “daquela” pessoa, o coração dispara, as mãos suam, dá vontade de falar pelos cotovelos, as pernas ficam meio bambas, a fome desaparece e é preciso suspirar profundamente para respirar melhor. Tudo isso acontece porque o cérebro derrama uma overdose de substâncias euforizantes no organismo quando pinta o interesse por alguém. Toda essa agitação depende de fatores psicológicos, que variam de um indivíduo para outro, para ser detonada. Em comum, porém, todos nós temos um coquetel de libido prontinho para explodir.
A ciência sempre estudou a sexualidade a partir da fisiologia dos órgãos genitais, indo diretamente ao assunto. Pesquisas sobre o que ocorre antes do ato sexual geralmente ficavam a cargo de estudos sobre o comportamento. Só ao longo dos últimos quinze anos, quando foram feitas novas descobertas sobre o cérebro e isoladas substâncias que enviam mensagens de um neurônio a outro, por isso mesmo chamadas de neurotransmissores, é que se notou um paralelo do estresse com as reações que envolvem a excitação. “Ainda não há trabalhos específicos, mas hoje se sabe que o simples fato de pensar na pessoa amada pode promover uma série de alterações orgânicas.
Até atingir as glândulas que regulam o aparelho reprodutor, esses neurotransmissores vão espalhando impulsos elétricos pelos terminais nervosos e levando o corpo inteiro a um estado de estresse. Mas ninguém morre de tesão, pelo menos não ao pé da letra. Quando a excitação não se resolve com a relação sexual, entram em ação soluções compensatórias, que dão outro tipo de prazer para reorganizar o organismo, como comer ou dançar. Pode-se até mesmo cortar o impulso erótico apenas pensando que é melhor ir dormir cedo para fazer uma prova no dia seguinte – uma mudança de planos regida pelo córtex cerebral, a fina camada que envolve o encéfalo.
Embora o olfato seja o sentido mais primitivo de todos, fundamental para qualquer animal detectar a proximidade da caça ou da fêmea no cio, no homem ele acabou ficando menos potente ao longo da evolução. Não somos mais capazes de sentir o perigo só pelo cheiro.Em termos de promessa de satisfação a curto prazo, é mais poderoso do que matar a fome ou a sede. Depois de uma relação sexual há uma grande liberação de endorfina, um neurotransmissor com efeito semelhante ao ópio, que tira a dor e proporciona um profundo bem estar. Em exercícios físicos, ela leva meses para ser ativada, e é por isso que a maioria das pessoas começa a fazer ginástica e larga logo. Por outro lado, a endorfina auxilia no trabalho de parto, daí o chamado ‘estado de graça’ das mães que acabam de dar à luz
Enquanto os neurotransmissores levam mensagens de um neurônio a outro, os hormônios caem na corrente saguínea para chegar ao órgão-alvo. Por isso, são um pouco mais lentos que os primeiros. Em compensação, sem hormônios sexuais amadurecidos – nos testículos dos garotos a partir dos 11 anos e nos ovários das meninas desde os 9 ou 10 anos de idade –, nada feito.
Mas se uma pessoa tem alguma queda na produção deles, não há estímulo que leve à excitação. Esse estoque de libido, ou desejo sexual, diminui um pouco na mulher a partir da menopausa, período em que cessa o ciclo menstrual e quando é preciso repor o estoque do hormônio feminino estrógeno. Nos homens, a produção de testosterona é constante. Para ambos os sexos, porém, há outros tipos de interferência que podem baixar sensivelmente a bola do desejo.
Medicamentos para dormir, contra a ansiedade e a hipertensão contêm substâncias que levam ao relaxamento da musculatura e das artérias, diminuindo a ação daqueles neurotransmissores euforizantes. “Os anabolizantes tomados nas academias de musculação também bloqueiam a função da hipófise, a glândula que rege a produção de hormônios sexuais, e chegam a atrofiar os testículos”, diz o endocrinolista. “Há uma perda da libido, o rapaz fica indiferente a estímulos que provocariam excitação”.
1 – Os estímulos chegam ao cérebro através dos cinco sentidos ou provocados pela imaginação.
2 – O cérebro tem áreas específicas para receber esses estímulos.
3 – Cada informação é buscada no arquivo de coisas agradáveis e desagradáveis guardadas no sistema límbico, região também ligada aos instintos.
4 – O córtex cerebral analisa o “relatório” do sistema límbico e toma (ou não) a decisão de liberar as substâncias que vão excitar o sistema nervoso.
O sistema nervoso se excita em milésimos de segundo
Milhões de neurônios derramam substâncias euforizantes no cérebro.
Lenha na fogueira
O glutamato, um neurotransmissor do grupo dos aminoácidos excitatórios, se encontra em várias partes do encéfalo, mas em maior concentração no córtex cerebral e no sistema límbico, a parte mais primitiva do órgão. Seu papel é simplesmente excitar o próximo neurônio.
Olhos nos olhos
A acetilcolina é uma substância que aparece na chamada formação reticular, conjunto de núcleos que estão no tronco cerebral. É ela quem faz a gente fixar a atenção em determinada pessoa o tempo todo, em estado de alerta. Também é liberada em termninações nervosas periféricas, levando à ereção e à produção de suor.
Dando bandeira
Quando alguém fica ofegante, com as pupilas dilatadas e meio pálido numa paquera, pode ter certeza: é a noradrenalina que entrou em ação. Esse neurotransmissor mora na ponta central do tronco cerebral e nas terminações nervosas periféricas. Seu papel é empurrar sangue para os músculos, contraindo os vasos sanguíneos.
Como uma droga
A dopamina é fabricada numa pequena região cerebral chamada substantia nigra e arredores. Suas moléculas têm um comportamento parecido com as da cocaína. Resultado: euforia, fluidez da fala e um tremendo descontrole motor que se traduz em gesticulação excessiva e tremor nas pernas.
Outro tipo de fome
Secretada pelas glândulas supra-renais, a adrenalina é um hormônio que acaba denunciando a pessoa que sente tesão: causa arrepio, aumenta o batimento cardíaco e a pressão arterial e ainda libera reservas de glicogênio do fígado, cortando o apetite do apaixonado.
A atração física precisa de um kit básico
São as glândulas endócrinas que preparam o organismo para desenvolver a vontade
Onde tudo começa
O hormônio luteinizante, fabricado na hipófise, é o responsável pelo desencadeamento da maturidade sexual tanto nos homens quanto nas mulheres. Ele também regula a ovulação e estimula os hormônios sexuais guardados nos órgãos genitais.
Típico de homem
Embora também esteja presente em pequeníssima quantidade nos ovários, é nos testículos que se produz a testosterona, o principal hormônio sexual masculino. Além de reger a atividade sexual do homem, também é responsável pelo crescimento.
Afrodisíaco natural
Desde 1993 a ocitocina, fabricada no hipotálamo e guardada na hipófise, é tida como o hormônio do prazer. Quando cai na corrente sanguínea, sensibiliza os músculos, aumentando a intensidade do orgasmo pela contração muscular.
Coadjuvante amoroso
O cortisol, secretado pelas glândulas supra-renais, acaba influindo no tesão por tabela. Seu papel é estimular a produção de insulina, hormônio presente do pâncreas que quebra açúcar do sangue e dá energia. O cortisol, portanto, dá o maior pique e também eleva a presão arterial.
Coisas de mulher
O estrógeno e a progesterona são hormônios sexuais femininos produzidos nos ovários. O primeiro desenvolve os órgãos genitais femininos e atua no ciclo menstrual. A segunda governa o crescimento do útero.

2748-Mega Polêmica – Clonagem e Gen(ética)


Em fevereiro de 2004, uma equipe de cientistas da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul, anunciou ter conseguido pela primeira vez clonar embriões humanos e desenvolvê-los até o estágio necessário para extrair células-tronco – células com capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido. A experiência torna mais próxima da realidade a clonagem humana completa, seja para fins terapêuticos, seja para fins reprodutivos.
A clonagem terapêutica possibilitaria, por exemplo, reconstituir a medula de um paraplégico ou substituir o tecido cardíaco de uma pessoa que sofreu infarto. Já a clonagem reprodutiva seria a tentativa de produzir uma cópia de um indivíduo – uma prática condenada pela maioria dos cientistas. Os pesquisadores sul-coreanos defendem a clonagem apenas para o combate a doenças e são contrários à clonagem reprodutiva.
A clonagem humana já havia sido anunciada anteriormente. Foi a primeira vez, porém, que os cientistas descreveram detalhadamente todos os passos de seu estudo. A técnica utilizada pelos sul-coreanos é semelhante à que criou a ovelha Dolly, em 1996, na Escócia. Eles coletaram óvulos de 16 mulheres, removeram o núcleo e colocaram no lugar o material genético de uma célula adulta das doadoras. Depois, usaram uma combinação química para simular um efeito semelhante a uma fecundação. A técnica funcionou em parte dos óvulos. Eles desenvolveram-se até chegar ao estágio de embriões de cinco dias, chamados blastocistos, um conjunto de cerca de 100 células. De alguns desses blastocistos os cientistas conseguiram retirar as células-tronco, que dão origem a diferentes órgãos na formação do feto. A técnica é polêmica porque, para obter as células-tronco, é necessário destruir embriões humanos. O Vaticano comparou o experimento à ação nazista em campos de concentração.
Morte precoce daovelha Dolly acendeu aluz de advertência
Primeiro animal clonado a partir da célula adulta de um mamífero, a ovelha Dolly nasceu em 5 de julho de 1996, em um experimento conduzido pelo Instituto Roslin, de Edimburgo, na Escócia. Anunciada como um verdadeiro “milagre” da ciência, Dolly logo se tornou a ovelha mais famosa do mundo. De aparência externa normal, o animal nasceu, porém, com anomalias cromossômicas. Em 1999, os cientistas perceberam que as células de Dolly sofriam de envelhecimento precoce. Em 2002, quando estava com 5 anos e meio, foi diagnosticado que ela sofria de artrite. Finalmente, em fevereiro de 2003, depois de desenvolver uma doença pulmonar progressiva, típica de ovelhas com o dobro da sua idade, Dolly teve de ser sacrificada.
A morte prematura do animal acendeu uma luz amarela para os riscos da técnica de clonagem, ainda mais diante dos rumores de que a empresa Clonaid, ligada a uma seita religiosa, já teria clonado bebês, embora nunca tenha apresentado comprovação científica. O cientista escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, considerado o “pai da Dolly”, manifestou-se várias vezes contra a clonagem reprodutiva de seres humanos, pelos riscos envolvidos. Para ele, “seria completamente irresponsável pensar em produzir uma pessoa”. Wilmut, no entanto, em artigo publicado em fevereiro deste ano na revista New Scientist, mostrou-se menos inflexível em relação ao uso da técnica para finalidades terapêuticas. “A clonagem pode oferecer tantos benefícios que seria imoral não fazê-la”, escreveu Wilmut.
O impacto da descoberta
A clonagem de embriões humanos abre a possibilidade de, no futuro, uma pessoa usar suas próprias células para curar doenças, graças à capacidade das células-tronco de se transformar em tecidos. Mas a técnica envolve várias questões legais e éticas