2732-Oncologia – Combatendo os Efeitos Colaterais da Quimioterapia


Na guerra contra o tumor, quase sempre existe um momento de abaixar as armas. É quando o médico se vê obrigado a diminuir as doses ou mesmo interromper a quimioterapia, tratamento com drogas altamente tóxicas para células em ritmo de reprodução acelerado, como é o caso das cancerosas.
Certos glóbulos brancos defensores se renovam a cada 8 horas. Como são rápidos, também são arrasados pela terapia anticâncer.
O sistema imunológico destruído por tabela deixa o doente sujeito a infecções. Chega uma hora em que a queda da imunidade pode comprometer a saúde mais do que o próprio tumor. Xeque-mate.Sem contar o prejuízo para os rins e outros órgãos vitais.A amifostina, um remédio sintético com incrível poder de salvaguarda. Ele é capaz de poupar a parte sadia do corpo.
Da Guerra Fria para a luta contra a doença
A amifostina foi aprovada pelo FDA, órgão que controla os remédios nos Estados Unidos, no início deste ano. Mas sua história começou em 1958. Naquele ano, o Instituto Walther Reed de Pesquisas, em Washington, ligado ao Exército americano, preocupado com a ameaça nuclear da Guerra Fria, passou a buscar substâncias capazes de preservar os soldados de efeitos radioativos. Os cientistas, então, testaram mais de 4 000 compostos e concluíram que, entre todos, a amifostina oferecia a melhor proteção, embora estivesse longe de defender alguém de um desastre atômico.
A pesquisa para o uso da droga em câncer começou há mais de 20 anos e até hoje não se sabe tudo sobre sua forma de ação.O que se conhece, porém, são os efeitos da droga na quimioterapia. E esses são bastante animadores.
Há, é verdade, efeitos colaterais. O remédio pode provocar náuseas e até alergias, segundo a Universidade Federal de São Paulo. O mais comum, porém, era a queda brusca da pressão sanguínea e essa a gente está controlando. Para resolver o problema, os médicos hidratam o paciente com uma solução salina antes de aplicar a amifostina e, claro, ficam de olho na pressão.
Um oncologista, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, não é tão otimista assim com a amifostina. “Uma droga sozinha não faz tanta diferença. Seria o mesmo que ter um remédio capaz de resolver da gripe à Aids. Impossível.” O último ano, porém, foi cheio de conquistas que, juntas, significam um tremendo avanço. Uma delas é o UFT, um remédio oral contra o câncer de intestino. “Ele não é mais eficaz do que as drogas injetáveis”, diz outro especialista, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. “Mas para o paciente é ótimo se tratar em casa engolindo comprimidos.”
Os laboratórios não dão sossego ao câncer. “Muito do que está sendo estudado é para daqui a uns vinte anos”, diz o oncologista paulista Dráuzio Varella :“A principal arma, porém, já está ao alcance de todos. É apagar o cigarro, ter uma dieta saudável e fazer exames periódicos.”

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