2727-Audiotecnologia – Fm e Hi-Fi, a aliança perfeita


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O aperfeiçoamento do sistema de transmissão em Fm foi paralelo ao aprimoramento da alta fidelidade. Na prática significa reproduzir em toda a gama de freqüências audíveis ao ouvido humano, com um mínimo de distorções. Em Hi-fi distingui-se desde as notas mais graves do órgão de tubos até os tons mais agudos dos flautins, pratos, triângulos etc. Alguns equipamentos modernos, não só superam a faixa de freqüência audíveis pelo homem como apresentam distorções com índices inferiores a 1%. Ainda dentro das exigências o som deve ser estéreo, correspondente a audição humana, que é biaural. Ouvir uma obsoleta transmissão em AM em mono seria o mesmo que estar ouvindo uma orquestra com apenas um ouvido. Tanto na gravação quanto na reprodução tudo deve ser duplicado, ou em 2 canais ou mais. Microfones, cabeças de gravação, caixas e etc.

Diminuir para sobreviver
A miniaturização foi outro caminho seguido pelo rádio, para resistir a televisão. A válvula foi substituída pelo transistor , que além de economizar espaço, libertou o rádio da tomada de força, sendo alimentados por pequenas pilhas e baterias, os novos aparelhos são facilmente transportáveis e de dimensões semelhantes a um maço de cigarros.
Áudio – Breve histórico Partindo da descoberta das ondas de rádio ( hertz, 1887 ), e da invenção das antenas para recebe-las ( Aleksandr Popov ) , no ano de 1885 ; Guglielmo Marconi conseguiu emitir sinais e capta-los a centenas de metros, criando o telégrafo sem fios (1896). No início do século 20, o americano Lee De Forest inventou o emissor de ondas regulares e contínuas e a válvula. Os EUA possuíam 4 emissoras em 1921 e 382 em fins de 1922. A proliferação de emissoras criou o problema da interferência de freqüência, impondo a regulamentação de faixa e horário. Com a invenção do transistor, em 1947, aumentou rapidamente o n.º de aparelhos : 180 milhões em 1950, 870 milhões em 1988. A 1ª transmissão radiofônica no Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1922, a primeira estação, porém, só entraria no ar em abril de 1923 : a Radio Sociedade do RJ, fundada por Henrique Morize e Edgard Roquete Pinto.
Antes da era atual ( a era dos CDs ), o velho disco de vinil e as fitas K7 pré gravadas nasciam em um estúdio de gravação, onde o técnico desenvolve um trabalho bastante delicado : é ele que maneja as centenas de botões e controles de volume da grande mesa de som, fazendo a mixagem, misturando e modificando os sinais para obter o sinal de saída desejado. Para esse comando é necessário um perito, não tanto em eletrônica, mas em qualidade de som, uma vez que de sua sensibilidade depende uma montagem precisa e equilibrada, que melhor corresponda as características sonoras e interpretativas dos músicos que estão tocando. Ao lado da grande janela de vidro, caixas acústicas do tipo monitor de som neutro permitem ao operador ouvir diretamente com a máxima fidelidade, o resultado da sessão de gravação.
A gravação sonora é realizada por intermédiode microfones, dispositivos que transformam energia mecânica ( As vibrações do ar do sinal sonoro ) em energia elétrica, obtendo movimento por um imã em um campo elétrico ou pela variação de capacitância de um capacitor embutido no invólucro do microfone. O sinal elétrico é assim obtido e enviado a um gravador que possui numerosas pistas ( até 32 ). Quanto maior a quantidade de pistas utilizadas, melhor a distribuição dos vários sinais sonoros. Tal recurso é importante para a gravação de peças musicais executadas por muitos instrumentos diversos e especialmente quando a gravação é estéreo, cujos efeitos dependem da distribuição dos diferentes instrumentos pelo espaço do estúdio. A fita magnética original obtida era então transformada em disco de vinil, fita de rolo e k7. Para fabricar as fitas pré gravadas, já em desuso, bastava transferir a gravação do programa, para fitas de menor tamanho e com velocidades diferentes. Nos casos do vinis a operação é mais complicada: Iniciava-se com a gravação de sinais mecânicos em uma chapa de matéria plástica, geralmente acetato de polietileno. Os sinais elétricos provenientes de 2 canais gravados com fita magnética master, resultante da mixagem dos diversos canais originais, fazem vibrar um agulha cujos movimentos laterais e verticais vão deixando um suco irregular inscrito na chapa. No processo de reprodução, percorre-se um caminho de certo modo inverso. A agulha de leitura de um toca vinil ( hoje raro), move-se lateralmente e verticalmente ao percorrer o sulco, cuja variação de forma corresponde as variações do sinal que lhe deu origem ( sistema analógico). Esse movimento é transmitido a um imã que se pode deslocar dentro de um campo elétrico: o sinal de variação desse campo é enviado a um amplificador e, depois elaborado e convenientemente amplificado, move os alto-falantes. Também nesse processo de reprodução ocorre transformação da energia mecânica em elétrica ( da agulha para o cabeçote ) e vice versa ( do amplificador para os alto-falantes ).

Dos instrumentos musicais ao velho disco de vinil
Primeiro reveste-se a chapa de acetato gravada (disco mestre) com uma camada de prata, mediante um processo de deposição eletrolítica. Depois de 3hs, pode se destacar do disco mestre a primeira matriz prateada, chamada forma mestra, com 0,625 mm de espessura. Essa forma, por sua vez, também é submetida a um processo de metalização eletrônica , que a recobre de uma camada mais dura , de níquel, obtendo-se assim a forma positiva ou madre, que pode ser ouvida num toca discos, permitindo a descoberta dos defeitos removíveis. Da forma positiva, obtém-se uma forma matriz, negativa, também metalizada. Ele é que servirá de estampo para a prensagem dos discos . A forma matriz tem apenas 0,25mm de espessura e seu verso é polido para remover quaisquer protuberâncias. Antes da prensagem essa forma recebe o furo central numa operação de grande precisão, porque um furo excêntrico, mesmo que ligeiramente, determinará pressões no braço do toca discos obrigando-o a movimentos laterais que provocarão distorções. A pasta plástica para os discos é uma mistura de cloreto de polivinila (PVC) , com 14% de acetato de vinila. Biscoitos dessa mistura, aquecidos, são levados á prensa , onde são colocados em estampos de um lado e do outro do disco. As etiquetas centrais já são postas sobre o biscoito, de modo que sejam fixadas no lugar pela própria prensagem no disco. Após essa operação, o disco é colocado num aparelho que recorta as rebarbas do excesso de plástico na borda. A seguir é acondicionado em envelopes de plástico ou papel e inserido em uma capa de papelão. Nas fabricas modernas é tudo automático.

O que é transfer?
Se trata de um torno especial, destinado á gravação da chapa. A operação de gravar os sinais no acetato de polietileno é uma etapa crucial na produção do disco. Um gravador magnético de alta fidelidade lê a fita master gravada. O sinal elétrico produzido na cabeça de leitura é enviado á cabeça de gravação da chapa provocando o movimento das duas bobinas magnéticas, que por sua vez fazem mover as agulhas. O sulco gravado sobre a chapa será, portanto, a reprodução fiel das variações do sinal registrado sobre a fita magnética. O torno possui dispositivos elétricos totalmente automatizados para controle e comando do movimento da cabeça.

Um dos maiores problemas da gravação fonográfica diz respeito a perda de algumas características físicas do sinal como a amplitude e a intensidade, que se refletem depois de uma menor fidelidade na audição. Isso se deve ao número de etapas ainda necessárias, levadas do sinal sonoro ao disco. Para sanar esse inconveniente, fazem-se hoje gravações diretas, ou seja, suprimem-se as etapas intermediárias de gravação da fita : o sinal sonoro recolhido pelo microfone vai comandar diretamente o torno de gravação. Mais avançado ainda é a gravação laser, na qual veremos mais adiante com detalhes.

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