2716-Biologia – Os primeiros pescadores


Muito antes do homem, pequenos animais marinhos, como as anêmonas e os corais já utilizavam redes para captura de alimento. Trata-se de uma franja de tentáculos , provido de células urticantes, que fincam farpas tóxicas nos animais que vivem no plâncton e tenham o azar de passar a seu alcance. Uma vez paralisadas, as vítimas são conduzidas para a boca da anêmona e em seguida á cavidade gastrovascular, onde é digerido. Quase não saem do lugar e procuram se fixar em locais de forte correnteza. Seus parentes próximos são os corais, muito valorizados pela beleza. Os corais rochosos abrigam algas simbióticas e lhes fornecem boa parte de suas necessidades nutricionais. Capturam presas só a noite. Já os gorgonáceos, desprovidos de tais algas, são obrigados a pescar 24 hrs por dia. O mais impressionante em aparência talvez seja o ofiuróide, com braços em forma de galhos. Os lírios do mar são igualmente móveis e bem sucedidos no modo de pescar. Assemelham-se a espanadores de penas. Seus longos braços, cobertos por extensões pegajosas, capturam pequenos animais com facilidade e tem grande capacidade de regeneração. Se for abocanhado por um predador, outro crescerá rapidamente no lugar. Os recifes e atóis que povoam os mares tropicais e subtropicais são o resultado do trabalho contínuo de milhões desses animais. Suas colônias, que podem Ter o diâmetro de vários metros são a base fundamental dos recifes de corais. Se reproduzem soltando células reprodutoras na água. Os ovos fertilizados se depositam abaixo e em condições favoráveis, se transformam em novos corais. É o mais importante processo de brotamento no qual se constroe suas colônias. Quando atinge determinado tamanho, aparece um broto, esse se desenvolve convertendo num indivíduo completo com boca, tentáculos e que começa imediatamente a formar seu esqueleto. O novo animal nem sempre se separa do pai. Algumas espécies formam uma massa contínua de tecido vivente, com muitas bocas e tentáculos. Os animais inferiores da colônia vão morrendo gradativamente, porém seus esqueletos permanecem. Devido a tais ramificações, acredita-se durante algum tempo que as colônias pertenciam ao reino vegetal. Alguns vivem a consideráveis profundidades. A temperatura é um fator importante. Só existem recifes em temperatura superior a 18ºC. Isto limita a sua existência a latitudes menores de 30ºC ou a regiões próximas a o equador, exceto os recifes das Bermudas, que não estão nessa faixa em função dos efeitos da corrente do Golfo. A presença da água salgada limpa é outro requisito, chuvas fortes durante a maré baixa matam os corais, ao diminuir a concentração da água salina no mar. Charles Darwin foi o descobridor do mecanismo de formação dos recifes. Muitas de suas observações foram feitas entre 1831 e 1836. Levantou a teoria de que o recife costeiro se converte em recife de barreira por um afundamento gradual da terra, que submergindo faz com que este se transforme em atol. Existem vales submersos em muitas ilhas oceânicas, Daly em 1910 apresentou outra teoria, a do controle glacial que diz que os recifes se formaram sobre plataformas submersas.

2715-Mega Notícias – Fóssil de 525 milhões de anos é descoberto na China


Um fóssil de 525 milhões de anos descoberto na província chinesa de Yunnan contém detalhes anatômicos raros de uma criatura marinha, o Galeaplumosus abilus, que pertence ao filo dos hemicordados.
Bem preservado, o fóssil possui uma carapaça que protege partes mais delicadas como vários pares de tentáculos que foram usados para coletar alimentos –os plânctons.
A descoberta, retratada na versão on-line do “Current Biology”, pode dar indicações sobre a evolução dos vertebrados.

2714-Biologia – Gafanhoto: Quanto mais come, mais comida aparece


Parece coisa de história infantil: cada vez que devora uma folha, o gafanhoto tenta encher de novo a despensa. A descoberta foi feita por pesquisadores da Georgia.
Eles extraíram uma substância produzida pelo intestinos do gafanhoto Romalea Guttaras, uma espécie natural dos Estados Unidos. Nada menos que 1 000 espécies contribuíram com um pouco da substância, que foi aplicada sobre sementes de sorgo (vegetal parecido com o milho). O preparado acelerou o crescimento dos brotos em 24 horas. Isso significa que, durante a digestão, o gafanhoto deve regurgitar e cobrir a parte da folha que não comeu com o fertilizante intestinal. Os biólogos já tinham visto algo parecido. A saliva de certos mamíferos, como ratos e bisões, provoca reações químicas que forçam as plantas a reconstruir partes danificadas. Mas esta é a primeira vez que se encontra uma substância fertilizante no sistema digestivo de um inseto.
O próximo passo da pesquisa é descobrir exatamente como a planta responde ao encentivo de crescimento dado pelo gafanhoto.

2713-Planeta Terra -A Estação Outono


Amarelado das folhas caracteriza o outono

Nos chamados equinócios ocorrem primavera e outono, onde os dias e noite tem igual duração.
É a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (excepto nas regiões próximas ao equador).
O Outono do hemisfério norte é chamado de “Outono boreal”, e o do hemisfério sul é chamado de “Outono austral”. O “Outono boreal” tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O “Outono austral” tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.
O horário de início da estação é definido pelo instante em que o Sol atinge o zênite de um ponto situado no equador, de modo que atinja igualmente os 2 hemisférios. As temperaturas se tornam mais amenas e o ar menos úmido.É nooutono que acontecem as grandes colheitas, porque os frutos já estão maduros e começam a cair.
A gangorra do El Niño
Assim como um dia sucede o outro e as estações se alternam de maneira regular, os cientistas querem descobrir o ritmo com que se repetem alguns fenômenos climáticos. Um estudo recente, realizado na Universidade de Maryland, com o apoio do NOAA, o órgão que cuida da Meteorologia nos Estados Unidos, pretende ver uma certa regularidade no aparecimento do El Niño, o fenômeno de aquecimento anormal das águas do Pacífico que costuma causar secas e inundações em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Segundo esse estudo, o El Niño pode ser comparado a uma imensa gangorra atmosférica, capaz de provocar fortes vendavais de um lado do Pacífico e criar calmarias do outro.
Tal gangorra teria dois ciclos diferentes. Um deles ocorreria a cada dois anos e o outro a cada dois anos w o outro a cada quatro ou cinco anos. A combinação dos dois ciclos produziria o ritmo do El Niño, e, quando coincidissem, haveria fenômenos climáticos mais fortes, como aconteceu entre 1982 e 1983. “Qualquer pesquisa que mostre regularidade no El Niño deve ser vista com cautela”, “Ele ocorre em média de duas a três vezes por década. Mas já houve períodos em que ficou sete anos sem aparecer.”