2712-Antimatéria – O Lado Negativo do Universo


A antimatéria é invertida. Em tudo, tem o sinal trocado: se um átomo comum tem carga positiva, ela é negativa. Mas é também um grande enigma: por que é que não se consegue ver os átomos de antimatéria no espaço, se até em laboratório eles podem ser fabricados? Agora, os cientistas estão mais perto da resposta.
Desde que os físicos aprenderam a provocar colisões frontais entre as partículas subatômicas para transformá-las em energia pura, notaram um paradoxo que até então não havia ocorrido a ninguém. É que a energia produzida desse modo geralmente toma a forma de novas partículas, metade das quais é feita de matéria comum e a outra metade, de antimatéria. Ou seja, sempre que se cria um próton de carga elétrica positiva, também surge um antipróton, que é negativo. Se nasce um elétron negativo, ao seu lado existe um antielétron positivo. Antimatéria é simplesmente isso: um inverso elétrico da matéria usual. Mas, então, por que não se vê antimatéria no grande laboratório natural que é o Universo? Tudo indica que ela deve ter sido criada em grandes quantidades durante o Big Bang, a explosão que criou o Cosmo, há 15 bilhões de anos. Mas é praticamente certo que, dentro do enorme volume gigantesco à nossa volta, não existe o menor traço de antiestrelas ou antigaláxias.
Eletricidade invertida
A necessidade de resolver essa contradição explica, em parte, a importância da máquina experimental montada no laboratório americano Fermilab, desde novembro do ano passado, para fabricar anti-hidrogênios. São átomos inteiros de antimatéria nos quais os prótons não têm carga positiva, mas sim negativa. E os elétrons passam de negativos a positivos. Então, esses elementos de eletricidade invertida podem fornecer uma pista para a sua aparente ausência no Cosmo: se forem examinados bem de perto, talvez revelem alguma propriedade nova, que não havia sido percebida antes.
A oportunidade surgiu somente agora porque os anti-hidrogênios são conquista recente. Só passaram a ser produzidos no final de 1995, numa experiência dirigida pelo físico alemão Walter Oelert, do Cern, sigla em francês para Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. Oelert deu o primeiro passo, mas fez somente nove antielementos.
O Fermilab deu um salto à frente ao demonstrar que é viável fabricar antiátomos em quantidade – e, talvez, no fim do processo, fabricar energia. Os cem exemplares produzidos desde a montagem da “antifábrica”, em novembro de 1996, não são muita coisa. “Ainda vai ser preciso multiplicar esse número por vinte ou trinta, para poder fazer um estudo rigoroso”, diz David Christian, um dos responsáveis pela experiência. Mas, dado o primeiro passo, não vai ser difícil aumentar a produção e começar a investigar as propriedades dos anti-hidrogênios.
Por enquanto, os físicos não sabem exatamente que tipo de coisa terão que procurar. Talvez a antimatéria sofra de alguma instabilidade, alguma propensão interna para desintegrar-se. Isso explicaria o seu sumiço durante a história do Universo. Para Christian, a probabilidade de achar alguma anomalia não é grande. Mesmo assim, o trabalho não se perderá. Pois, enquanto mantêm um olho no enigma cósmico, os físicos vão explorar um novo tipo de material à disposição da humanidade. E não é muito improvável que, nos próximos anos, ele sirva para desenvolver tecnologias inimagináveis atualmente.
Antipartícula anticâncer
“Vamos tentar produzir e armazenar grande quantidade de antiátomos em gaiolas magnéticas”
Como esses antielementos não existem em nosso mundo, determinar as suas propriedades fundamentais é decisivo para a compreensão da natureza”. É até possível que a pesquisa acabe resultando em alguma aplicação prática. Para justificar essa crença, ele lembra que alguns tomógrafos já funcionam à base de antielétrons. Eles são injetados nos pacientes, se desintegram em contato com elétrons no interior do organismo e produzem raios X que atravessam os tecidos formando uma imagem dos órgãos. É como uma radiografia de dentro para fora. Mais recentemente, segundo o cientista, surgiram planos de bombardear células cancerosas com raios de antiprótons.
Propulsão de foguetes
Um projeto em andamento na Universidade da Pensilvânia, muito bem bolado, o motor proposto pelo chefe do estudo, Gerald Smith, usaria um raio de antiprótons para energizar um reator nuclear. A grande vantagem desse sistema sobre idéias anteriores é que exige apenas alguns milhares de partículas, quantidade fácil de produzir com a tecnologia existente. Segundo Smith, se a coisa funcionar, e se for possível reduzir o custo do combustível, que é hoje altíssimo, poderá acelerar uma grande nave pilotada a uma velocidade em torno de 100 000 quilômetros por hora e reduzir pela metade o tempo de vôo aos planetas. Uma viagem a Marte levaria cerca de 100 dias. O esforço pode não dar em nada. Mas a idéia de usar a antimatéria como combustível deve continuar sendo uma inspiração para o avanço das pesquisas.

2711-Aeroporto John Fitzgerald Kennedy


Fachada do aeroporto

Situa-se em Nova York, na seção sudeste do Queens, na baía Jamaica. Ele fica a 25 km da cidade pela estrada de Midtown Manhattan. Os pontos de referência geográfica são 40’38’25.8 Norte,73’46’41’9 Oeste.
O JFK tem um tamanho equivalente a 4.390 acres (1776 hectares), incluindo 880 no Área do Terminal Central (CTA). O aeroporto tem mais de 48 km de estrada e é 4 m acima do nível do mar.
O aeroporto é operado pela Port Authority of New York and New Jersey.
É um dos aeroportos mais movimentados do país, especialmente a nível de voos internacionais, e foi inaugurado a 1 de Julho de 1948, na altura com o nome de Aeroporto de Idlewild.
Em 1963, o aeroporto foi rebaptizado como Aeroporto John F. Kennedy, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos da América que fora recentemente assassinado em Dallas.
A partir de 1977, o JFK passou a acolher os voos do Concorde, o que aconteceu até 2003. Era o aeroporto que mais operações recebia do Concorde, até este avião supersónico ser retirado de circulação.
A 19 de Março de 2007, o JFK foi o primeiro aeroporto dos Estados Unidos da América a receber o novo Airbus A380 com passageiros a bordo.
Ao longo dos anos, houve vários acidentes com aviões no aeroporto nova-iorquino. A 16 de Dezembro de 1960, um aparelho da United Airlines colidiu com um da TWA quando se aproximava da pista e ambos caíram no solo. Morreram 127 pessoas que iam a bordo dos aviões e cinco que estavam no solo. A 24 de Junho de 1975, durante uma tempestade, um Boeing da Eastern Airlines falhou a aterragem e morreram 122 pessoas que iam a bordo. Já em 12 de Novembro de 2001, um Airbus da American Airlines despenhou-se em Queens pouco depois de levantar do JFK e morreram as 260 pessoas que seguiam no aparelho, assim como cinco pessoas em terra.
Emprego e Impacto Econômico
O JFK tem cerca de 35.000 funcionários trabalhando para o funcionamento do aeroporto, contribuindo com um lucro de U$ 30.1 bilhão para as atividades econômicas de Nova York/Nova Jérsei.

2710-Ecologia – A Captura de peixes antes da reprodução ameaça Abrolhos


Paraíso dos recifes de corais e muitos peixes ameaçado

Em Abrolhos, um dos maiores santuários marinhos da América do Sul, peixes de alto valor comercial e importantes para a regulação do ecossistema são capturados abaixo do peso e do tamanho mínimos para reprodução, ameaçando o equilíbrio de toda a região.
No Brasil, ao contrário de boa parte da América do Norte e do Caribe, há grande deficiência de informações sobre a dinâmica reprodutiva de peixes ameaçados e com grande valor comercial.
Sem esses dados não é possível gerir a pesca de forma sustentável, minimizando os danos ao ambiente.
No caso de Abrolhos, os peixes mais valorizados são também grandes predadores que ajudam no controle de outras espécies menores. Algo essencial para a manutenção do delicado equilíbrio nos recifes de corais.
Após dois anos e meio de trabalho analisando os exemplares capturados por pescadores da região, os cientistas conseguiram identificar o período de reprodução dos peixes, bem como características de tamanho e dinâmica de movimentação.
Ainda falta, porém, descobrir os locais exatos de desova. Com isso será possível criar pontos de bloqueio à pesca no período de reprodução, entre outras medidas.
“Na desova, esses peixes se concentram em grandes cardumes, às vezes com milhares de indivíduos. Isso os torna mais vulneráveis aos pescadores”
Para chegar até esses locais, o grupo espera ter a ajuda dos próprios pescadores. Cerca de 70% da pesca no arquipélago é artesanal.
“Os pescadores sabem onde estão muitos pontos de desova. Queremos mapeá-los juntos” conta o coordenador do trabalho, publicado na revista “Scientia Marina” e financiado pela ONG Conservação Internacional.
Segundo ele, todas as descobertas foram repassadas aos pescadores em palestras, para conscientizá-los da importância de respeitar o desenvolvimento dos peixes.

2709-A Hora do Planeta – Cidades brasileiras apagaram as luzes por uma hora


Atenas aderiu a "Hora do Planeta"

Moradores de diversas cidades brasileiras apagaram as luzes na noite deste sábado para participar da campanha ambiental Hora do Planeta
A ação é uma mobilização mundial para conscientizar a população sobre o aquecimento global e a necessidade de se preservar o ambiente.
Entidades e prefeituras também aderiram à campanha e cortaram a iluminação de monumentos. Ficaram às escuras a partir das 20h30 o Cristo Redentor, no Rio, e a ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo.
No Brasil, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão e às famílias atingidas pelas enchentes no Rio de Janeiro e em outros Estados.
O Rio, que participa pela terceira vez da campanha, é a sede do evento no Brasil e, além do Cristo, apagou as luzes dos arcos da Lapa e da orla da praia de Copacabana.
Outras 18 capitais, como Brasília, Curitiba e Salvador, também anunciaram ter aderido à Hora do Planeta apagando a iluminação de monumentos famosos.
A organização ambientalista WWF (sigla em inglês de World Wildlife Fund), responsável pela iniciativa, estima que serão mais de 4.000 cidades de 130 países do mundo a apoiar a campanha. No Brasil, são 123.

2708-Universidades – Harvard, a 1ª do Hanking


Harvard é ainda a melhor do mundo

É uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo, bem como a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos. Eleita a melhor universidade do mundo pelo Institute of Higher Education Shanghai Jiao Tong University.
Fundada em 8 de Setembro de 1636 em Cambridge, Massachusetts, era chamada simplesmente de new college (universidade nova). Foi batizada então em 13 de Março de 1639 como Harvard College, em homenagem a John Harvard, um dos seus principais mecenas. A primeira vez na qual se mencionou a instituição como universidade foi em 1780.
Harvard é a universidade privada com a maior dotação financeira do mundo; no ano de 2009 a soma foi de 25,9 bilhões de dólares,este valor não corresponde a um orçamento anual, mas sim a ativos (obtidos principalmente por doações e aplicações financeiras) de que a universidade dispõe e apenas uma parte, entre 5 e 10%, é usada em gastos anuais diretos.
A universidade é lar da quarta maior coleção de livros do mundo, com mais de 150,5 milhões de títulos, estando atrás apenas da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Library of Congress), em Washington, DC, da Biblioteca Britânica, em Londres, e da Biblioteca Nacional da França, em Paris.
Harvard, além de ser a mais rica, é também considerada a melhor universidade do mundo. O ranking anual feito pela Shanghai Jiao Tong University, o Academic Ranking of World Universities, coloca a universidade de Stanford em segundo lugar.
Até hoje, Sete presidentes dos Estados Unidos graduaram-se em Harvard: John Adams, John Quincy Adams, Rutherford B. Hayes, John F. Kennedy, Franklin Delano Roosevelt , Theodore Roosevelt e Barack Obama.

2707-Educação – As Melhores Universidades do Mundo estão nos EUA


Isso explica porque o país é ainda a 1ª potência mundial

Não é só mito, mas estatística: Harvard é a melhor universidade do mundo, os EUA, sozinhos, abrigam 15 das 20 melhores instituições de ensino do planeta, e é dinheiro, muito dinheiro, que move essa engrenagem.
Essas são algumas das conclusões do Ranking Mundial de Universidades 2010-11 da Times Higher Education, referência em ensino superior, publicado recentemente pela imprensa mundial.
A crise financeira de 2008 parece não ter provocado estrago nos campi dos EUA. Entre as 200 instituições que figuram no ranking, mais de um terço é de norte-americanas (72).
A receita é simples, segundo Ann Mroz, editora da THE: “Os EUA investem 3,1% de seu Produto Interno Bruto em educação superior, enquanto os demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico investem 1,5%”.
FORÇA ASIÁTICA
Em sua sétima edição, o ranking também revela a forte presença das asiáticas. Entre as 50 melhores, o continente possui sete –China (2), Hong Kong (2), Japão, Coreia do Sul e Cingapura– e, nessa faixa, já bate a Europa continental: Suíça (2), França (2), Alemanha e Suécia.
No entanto, se for incluído o Reino Unido, a balança pende para a Europa. A ilha detém quatro das 50 melhores universidades, três delas entre as dez primeiras (Cambridge, Oxford e Imperial College). Levando-se em conta o ranking completo, o Reino Unido (com 29) e Europa continental (com 51) disparam.
No total, as asiáticas somam 27 –China (6), Japão (5), Taiwan e Coreia do Sul (4 cada uma) são os destaques.
Já as instituições dos países de língua inglesa, somadas, dominam 120 posições –ou 60% do ranking (Canadá –nove– e Austrália –sete– vêm em seguida).
Na Europa continental, a surpresa foi a Alemanha. Com 14 instituições, o motor econômico da região também lidera o ensino superior. O país “investiu 18 bilhões de euros em pesquisa nos últimos cinco anos”, afirma Mroz.
A França decepcionou: figura apenas em quinto.
Na América Latina, a USP é a 1ª Colocada
A USP aparece em 232º e a Unicamp, em 248º no Ranking Mundial de Universidades, superadas pela Universidade Sueca de Ciências da Agricultura e a Simón Fraser, do Canadá. Times Higher Education. “Há fortes evidências de excelente pesquisa na América Latina, mas as mudanças não ocorrem da noite para o dia”, diz Ann Mroz.
A THE chama a classificação de 201 a 400 de “posição indicativa”, devido às diferenças pequenas entre elas.