2700-☻Mega Notícias:Um veneno inteligente


Teknar, 900 paus o galão

O Teknar é um larvicida que tem como princípio ativo uma proteína natural retirada da bactéria Bacillus tharingiensis israelensis , também conhecida como BTI. A proteína ataca o intestino das larvas, matando-as depois de 6 a 24 horas da aplicação. Suas propriedades foram descobertas em Israel em 1976. Mas apenas em 1982 o laboratório americano Abbot conseguiu a reprodução controlada do baccilus, com a mesma técnica utilizada na produção de antibióticos. As primeiras experiências usaram a própria bateria como inseticida. Hoje utiliza a proteína diretamente

Serpentes Metropolitanas
São Paulo é um ninho de cobras. Pelo menos essa é a constatação de pesquisadores do instituto Butantã, que ficaram impressionados com a quantidade de cobras capturadas na cidade e sobretudo com o número de venenosas entre elas. Tanto nas áreas nobres como Higienópolis, Pacaembú e Morumbi , quanto na periferia como Itaquera, Guaianazes e Campo Limpo , costumam ser encontradas cobras d’água, a falsa coral , a dormideira e a cobra cega; todas são venenosas. Quando ocorre um desmatamento na periferia, algumas cobras se dirigem á mata, mas um bom número permanece onde estava por causa do acúmulo de lixo e esgoto que favorece a proliferação de ratos, alimento favorito das cobras. Mas ultimamente, as serpentes tem resolvido mudar de ares e começaram a invadir bairros centrais, chegando até a ser encontradas na praça de Sé, o marco zero da cidade. Lá também há muitos esgotos e consequentemente ratos. O que surpreende no entanto foi a quantidade de cobras como cascavel, jararaca e coral. De 480 cobras capturadas, 60 foram jararacas e 5 cascavéis além de corais. A questão agora é saber se sempre estiveram aqui, ou se não, qual o motivo que as levaram a emigrar de outro local para cá.

Onda há fumaça, há câncer
Embora a relação entre cigarro e câncer seja uma certeza consagrada em medicina, ainda não se sabe exatamente como o fumo ataca o pulmão. Pesquisadores ingleses descobriram que substâncias causadoras de câncer contidas na fumaça do cigarro se ligam ao material genético nas células do pulmão, daí resulta em mutações capazes de desenvolver-se como tumores. Quanto mais tempo e maior número de cigarros , maior o dano. Foi constatado também que as células do pulmão de pessoas que deixaram de fumar tornaram a ficar iguais as células de não fumantes após 5 anos.

Soluções agrícolas – A Universidade Federal de Viçosa, em MG, cultiva , desde 1926 , a produção de tecnologias de ponta e a interação com o setor agropecuário privado. Mantém o maior complexo de melhoramento genético de aves da América Latina e um dos maiores projetos de desenvolvimento tecnológico de soja. Produziu as primeiras variedades milho híbrido no país.

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Tem 2 mil pesquisadores e 37 centros de pesquisa. Só com pesquisa de bactérias que captam nitrogênio do ar economizamos um bilhão de dólares por ano em adubos. As safras recordes da agricultura devem muito a essa

2699- Alberto Santos Dumont, O Pai da Aviação


14 Bis

MG, 1873-SP, 1932 – Estudou física, química e mecânica em Paris e em 1906, tornou-se o primeiro homem a voar com um aparelho mais pesado que o ar, o avião 14 bis. Era um gênio de 1,52m de altura. Além de inventar o sapato plataforma, construi 20 aparelhos voadores, entra balões e monoplanos. Trouxe da França o primeiro automóvel a voar no Brasil. Construiu em Petrópolis uma casa surrealista com móveis desproporcionais. Angustiou-se com a utilização bélica do avião, durante a primeira guerra mundial. Com 59 anos, enforcou-se no cano do chuveiro de um quarto de hotel no Guarujá, litoral de SP.
Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX.
Com a vitória no Prêmio Deutsch, ele também foi, portanto, o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares.
Santos Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906, ele voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de Proie’ (francês para “ave de rapina”), no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros com o Oiseau de Proie III. Esses voos foram os primeiros homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar, e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando voo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.
Apesar de os brasileiros considerarem Santos Dumont como o responsável pelo primeiro voo num avião, na maior parte do mundo o crédito à invenção do avião é dado aos irmãos Wright. Uma excepção é a França, onde o crédito é dado a Clément Ader que efectuou o primeiro voo de um mais pesado que o ar propulsionado a motor e levantando voo pelos seus próprios meios em 9 de Outubro de 1890
A FAI, no entanto, considera que foram os irmãos Wright os primeiros a realizar um voo controlado, motorizado, num aparelho mais pesado do que o ar, por uma decolagem e subsequente voo ocorridos em 17 de dezembro de 1903 no Flyer, já que os voos de Clément Ader foram realizados em segredo militar, vindo-se apenas a saber da sua existência muitos anos depois.

O primeiro balão

Por outro lado, o 14-Bis de Dumont teve uma decolagem autopropulsada, reconhecida oficialmente por publico e jornalistas, tendo sido a primeira atividade esportiva da aviação a ser homologada pela FAI
Em 1897, já independente e herdeiro de imensa fortuna – contava 24 anos –, Santos Dumont partiu para a França, onde contratou aeronautas profissionais que lhe ensinaram a arte da pilotagem dos balões. Sabe-se que em 1900 ele já havia criado nove balões, dos quais dois se tornaram famosos: o Brazil e o Amérique. O primeiro, estreado em 4 de julho de 1898, foi a menor das aeronaves até então construídas – inflado a hidrogênio, cubava apenas 118 metros –, e com o segundo obteve em 13 de junho de 1899 o quarto lugar num torneio aéreo, a Taça dos Aeronautas, destinada ao balonista que pousasse mais distante do ponto de partida, após 325 quilômetros percorridos e 22 horas de voo.
O primeiro dirigível projetado por Santos Dumont, o N-1, com 25 metros de comprimento e 180 de cubagem, foi inflado no Jardim da Aclimação de Paris no dia 18 de setembro de 1898, mas acabou rasgado antes de experimentado, devido a uma manobra mal feita pelos ajudantes que em terra seguravam as cordas do aparelho. Reparada dois dias depois, a aeronave partiu e evoluiu em todos os sentidos. Um imprevisto, porém, encurtou a viagem: a bomba de ar encarregada de suprir o balonete interno, que mantinha rígido o invólucro do balão, não funcionou devidamente, e o dirigível, a 400 metros de altura, começou a se dobrar e a descer com rapidez. Numa entrevista, Santos Dumont contou como escapou da morte certa
Em setembro daquele ano Santos Dumont deu início à construção de um novo balão alongado, o N-3, inflado a gás de iluminação, com 20 metros de comprimento e 7,50 de diâmetro, com capacidade para 500 metros cúbicos. A cesta instalada era a mesma utilizada nas duas outras aeronaves. O balonete interno, que até então só havia lhe causado problemas, foi dispensado.
Às 15h30min do dia 13 de novembro, data em que, de acordo com alguns astrólogos, o mundo acabaria, Santos Dumont, num gesto de desafio, partiu no N-3 do Parque de Aerostação de Vaugirard e contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. Do monumento seguiu para o Parque dos Príncipes e de lá para o campo de Bagatelle, próximo a Longchamps. Aterrissou no local exato onde o N-1 havia caído, dessa vez em condições controladas.
O primeiro mais pesado: um planador
No começo de 1905 Santos Dumont construiu um aeromodelo de planador inspirado num protótipo auto-estável feito 100 anos antes pelo cientista inglês George Cayley, considerado o primeiro aeroplano da História: o modelo, de 1,5 metro de comprimento por 1,2 de envergadura, era provido de asas fixas, cauda cruciforme e um peso móvel para ajustar o centro de gravidade. O planador de Dumont diferia do de Cayley pelas dimensões, pelo perfil das asas e pelo fato de não possuir nenhum peso móvel.
A primeira experiência, realizada no dia 13 de maio no Aeroclube da França, foi feita pelos irmãos Dufaux com um protótipo de helicóptero. O modelo, de 17 quilogramas e dotado de um motor de 3 cavalos-vapor, subiu veloz repetidas vezes até o teto do alpendre do aeroclube, levantando nuvens de pó. Estava demonstrado que mais pesados de grandes dimensões podiam se elevar por meios própr
A segunda experiência foi feita no dia 8 de junho no rio Sena: Gabriel Voisin subiu no hidroplanador Archdeacon, rebocado por uma lancha pilotada por Alphonse Tellier, La Rapière. A 40 km/h, o aparelho ergueu-se da água, elevou-se a impressionantes 17 metros de altura e voou 150 metros. Santos Dumont percebeu que a era do avião estava próxima.
Santos-Dumont começou a sofrer de esclerose múltipla. Envelheceu na aparência e sentiu-se cansado demais para continuar competindo com novos inventores nas diversas provas. Encerrou as atividades de sua oficina em 1910 e retirou-se do convívio social.
Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas do Império Alemão. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra, primeiro para observação de tropas inimigas e, depois, em combates aéreos. Os combates aéreos ficavam mais violentos, com o uso de metralhadoras e disparo de bombas. Santos Dumont viu, de uma hora para a outra, seu sonho se transformar em pesadelo. Daí começava a guerra de nervos do “Pai da Aviação”.
Santos Dumont agora se dedicava ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Para isso usava diversos aparelhos de observação, que os vizinhos julgaram ser aparelhos de espionagem, para colaborar com os alemães. Foi preso sob essa acusação. Após o incidente ser esclarecido, o governo francês pediu desculpas formalmente.
Em 1915, sua saúde piorava e decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Pan-Americano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países da América. No entanto, mesmo nas Américas o avião era utilizado para fins militares: nos Estados Unidos eram produzidos 16 aviões militares por dia.
Livro inédito de Santos Dumont
Em meio aos eventos que marcaram o centenário do voo do 14-bis, surge uma descoberta que pode revolucionar o entendimento dos métodos de trabalho do aviador. Familiares descobriram um livro inédito escrito de próprio punho por Santos Dumont. O manuscrito, com 312 páginas, foi escrito por volta de 1902. Entre as passagens do livro, destacam-se trechos sobre o sonho de virar aeronauta e o encontro com Thomas Edison.

2698 – Astronomia:A vida na Terra e em Marte pode ter origens comuns


Saturno,o campo magnético não é uniforme

É o que afirma o MIT.
Um grupo de cientistas americanos vem desenvolvendo um instrumento para analisar a possível existência de organismos vivos com genes comuns em Marte e na Terra, informou na quarta-feira o Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A pesquisa, denominada “Busca de Genomas Extraterrestres” (SETG), é levada a cabo dentro do Departamento de Ciências Terrestres, Planetárias e Atmosféricas do MIT.
As premissas das quais o estudo parte são que o clima na Terra e em Marte eram muito similares na origem do sistema solar, que várias rochas marcianas viajaram à Terra fruto do choque de asteroides e que evidências indicam que alguns micróbios podem sobreviver os milhões de anos de distância entre os dois planetas.
Além disso, segundo o MIT, a dinâmica orbital indica que é 100 vezes mais fácil viajar de Marte à Terra do que o contrário.
O resto da teoria, se for comprovada, levantaria a possibilidade de os seres humanos serem descendentes de organismos marcianos.
O aparelho desenvolvido pela equipe do MIT, capitaneado pelos pesquisadores Christopher Carr e Clarisa Lui, será desenvolvido para recolher amostras do solo marciano e isolar micróbios existentes ou restos de micróbios, para depois separar o material genético e analisar as sequências genéticas.
Posteriormente, estas seqüências seriam comparadas para buscar sinais de padrões quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.
Embora reconheça que é uma pesquisa “a longo prazo”, Carr indicou que, já que “poderíamos estar relacionados com a vida em Marte, pelo menos deveríamos ir e ver se existe vida relacionada com a nossa”.
A equipe do MIT afirmou que pode levar cerca de dois anos para desenvolver o protótipo do SETG, mas que, uma vez desenvolvido, seria factível integrá-lo como uma broca em um veículo espacial de uma futura missão que viaje à superfície de Marte para recolher estas mostras.
Desde que os dois módulos Viking da Nasa aterrissaram em Marte em 1976, nunca mais foram enviados instrumentos à superfície marciana para buscar evidências de vida.
Já o astrobiólogo Christopher McKay, do Centro de Pesquisa da Nasa-Ames, na Califórnia, afirmou que “é plausível que a vida em Marte esteja relacionada com a vida na Terra e, portanto, compartilhemos genética”.
Auroras de Saturno são visíveis simultaneamente na foto
Uma imagem raramente vista de Saturno, tirada em 2009 pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), exibe ao mesmo tempo as auroras que existem nos dois polos desse que é o sexto planeta do Sistema Solar.
A foto, divulgada na terça-feira, só pôde ser feita pelo Hubble por ter ocorrido um equinócio tanto no norte quanto no sul, mais a iluminação provida pelos raios solares.
Criadas pela interação entre ventos solares e o campo magnético de Saturno, as auroras podem ser identificadas pelo brilho que emitem.
À primeira vista, elas parecem ser simétricas, mas não é isso o que ocorre, explicam astrônomos que descobriram algumas diferenças sutis.
De acordo com os pesquisadores, o campo magnético não é distribuído igualmente em todo o planeta. No norte, por exemplo, ele é um pouco menor e mais intenso do que no sul.

Fonte: Folha-Ciência

2697-Medicina-O que é a Laparoscopia?


A vesícula é a bolsa que armazena a bile secretada pelo fígado, para mais tarde derramar o suco digestivo viscoso no intestino. Na Laparoscopia, os 7 a 14 cm de corte são substituídos por 4 pequenos furos, cujo diâmetro não ultrapassa 1 cm. Na operação é injetado alguns litros de gás carbônico no abdome que se incha como o de uma grávida. Tal gás depois é facilmente absorvido pelo organismo. Com a operação simplificada o paciente sai do hospital no dia seguinte. A duração é cerca de 50 minutos. Tal método já era usado em cirurgias há 4 décadas, mas sempre na área de ginecologia, para resolver problemas de ovário. Hoje é possível operar úlceras e hérnias
O médico faz uma pequena incisão no umbigo e introduz um telescópio fino chamado laparoscópio – Um instrumento de fibra óptica que permite realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos, daí o nome do exame, na forma de um procedimento cirúrgico através da qual pode-se visualizar os órgãos iternos dentro do abdômen e pelve observando se há inchaço e inflamação das trompas e ovários.
Esta técnica também é utilizada noutro tipo de cirurgias, nomeadamente em operações ao menisco, com a grande vantagem do tempo de recuperação ser muito inferior, bem como o pós-operatório, sendo possivel andar logo no dia seguinté à intervenção.
A maior desvantagem é a dor e a distenção abdominal, cicatrizes permanentes, hemorragia vaginal, infecções, abcessos, hematomas, peritonites, enfisemas.
Pode haver um certo risco quando há doenças cardíacas ou respiratórias, obesidade, hérnia diafragmática, gravidez, doença inflamatoria pélvica ou seu antecedente – (pela possibilidade de reativá-la), cicatrizes abdominais extensas, ou múltiplas, ou próximas ao área umbilical e cirurgia abdominal prévia.
Atualmente há exames mais seguros como a Ecografia Ginecológica C.A.D
“Láparos” vem do grego e significa abdômen. Laparotomia é a cirurgia que incisa a parede abdominal para operar as estruturas e órgãos intra-abdominais a céu aberto. Laparoscopia é uma maneira de olhar dentro do abdômen, através de uma pequena incisão por onde se introduz uma lente que é o Laparoscópio. Até anos relativamente recentes, apenas se fazia diagnóstico laparoscópico ou eventualmente retiradas de pequenas porções de tecido para análise anátomo-patológica.

2696-Nutrição – O Equilíbrio dos Minerais no Corpo Humano


Como substâncias inorgânicas os minerais jamais se transformam em energia no organismo, embora possam ser importantes para seu funcionamento. Está provado que quanto maior a sua ingestão, menor a absorção pelo organismo, portanto além da perda de dinheiro, tomar suplementos pode significar dar menos minerais ao organismo em vez de lhe fornecer doses extras. Por enquanto os cientistas desconhecem que tipo de reação acontece na parede do intestino, que faz a molécula de um mineral saltar para a circulação sangüínea. Uma coisa ficou clara: a maioria é aproveitada só em parte, exceto cloro, potássio, cloro e iodo. Apenas 10% do ferro presente no feijão por ex. é absorvido pelo organismo; entre ¼ e a metade do magnésio de uma banana consegue chegar ao sangue. O cromo é absorvido menos de 1%. Recentemente tem se recomendado o consumo de alimentos ricos em fibras, pelos seus benefícios ao organismo, porém algumas experiências mostraram que a ingestão destas atrapalhavam a absorção de minerais no intestino. Ingerindo mais minerais, eles são menos aproveitados, a redução na absorção deve ser um mecanismo de defesa, pois quando é aumentada a dosagem de um único mineral quebra-se um delicado e equilíbrio existente entre estes e o que está em maioria no número de moléculas no organismo prejudica o outro. Ingerir mais um mineral que outro é problema porque causa competição entre eles.
Álcool na Gravidez
Foi confirmado uma antiga suspeita: existe uma relação direta entre o consumo de álcool durante a gravidez e o desenvolvimento mental dos filhos. Pesquisadores americanos trabalhando com uma amostra, verificaram que aos 4 anos, as crianças cujas mães tinham o costume de tomar pelo menos 3 drinques por dia na gestação ficaram cerca de 5 pontos abaixo da média em testes de inteligência específicos para a idade. Tiveram o cuidado de levar em conta não menos que 30 outros fatores e concluíram que o ideal é não ingerir álcool nenhum durante a gravidez.

2695- A Revolução Industrial


Indústria à vapor, a todo o vapor

Até o século 18, a produção industrial limitava-se ao trabalho manual realizado pelos artesãos. Entretanto a partir de 1750, quando iniciou-se na Inglaterra a revolução industrial, os artigos passaram a ser confeccionados pelas máquinas, que produziam rapidamente e em maior quantidade. Seus Resultados: A existência de carvão, combustível utilizado na máquinas á vapor. Os capitalistas investiram seu dinheiro acumulado graças ao comércio marítimo desenvolvido. Havia na Inglaterra grande disponibilidade de mão de obra. As áreas coloniais inglesas forneciam matéria prima para a indústria e os colonos compravam os produtos industrializados. Com o passar do tempo o petróleo e a eletricidade substituíram o vapor, bem como o aço sobrepujou o ferro.
A Revolução Industrial aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII.
1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a “oficina do mundo”. Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor.
1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Ale­manha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O trans­porte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.
1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica
Artesanato, manufatura e maquinofatura
O artesanato, primeira forma de produção industrial, surgiu no fim da Idade Média com o renascimento comercial e urbano e definia-se pela produção independente; o produtor possuía os meios de produção: instalações, ferramentas e matéria-prima. Em casa, sozinho ou com a família, o artesão realizava todas as etapas da produção.
A manufatura resultou da ampliação do consumo, que levou o artesão a aumentar a produção e o comerciante a dedicar-se à produção industrial. O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o arte­são trabalhava em casa, recebendo pagamento combinado. Esse comerciante passou a produzir. Primeiro, contratou artesãos para dar acabamento aos tecidos; depois, tingir; e tecer; e finalmente fiar. Surgiram fábricas, com assalariados, sem controle sobre o produto de seu trabalho. A produtividade aumentou por causa da divisão social, isto é, cada trabalhador realizava uma etapa da produção.
Na maquinofatura, o trabalhador estava sub­metido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a Revolução Industrial.
Quatro elementos essenciais concorreram para a industrialização: capital, recursos naturais, mercado, transformação agrária.
Na base do processo, está a Revolução Inglesa do século XVII. Depois de vencer a monarquia, a burguesia conquistou os merca­dos mundiais e transformou a estrutura agrária. Os ingleses avançaram sobre esses mercados por meios pacíficos ou militares. A hegemonia naval lhes dava o controle dos mares. Era o mercado que comandava o ritmo da produção, ao contrário do que aconteceria depois, nos países já industrializados, quando a produção criaria seu próprio mercado.
Até a segunda metade do século XVIII, a grande indústria inglesa era a tecelagem de lã. Mas a primeira a mecanizar-se foi a do algodão, feito com matéria-prima colonial (Estados Uni­dos, Índia e Brasil). Tecido leve, ajustava-se aos mercados tropicais; 90% da produção ia para o exterior e isto representava metade de toda a exportação inglesa, portanto é possível perceber o papel determinante do mercado externo, principalmente colonial, na arrancada industrial da Inglaterra. As colônias contribuíam com matéria-prima, capitais e consumo.
Os capitais também vinham do tráfico de escravos e do comércio com metrópoles colonialistas, como Portugal. Provavelmente, metade do ouro brasileiro acabou no Banco da Inglaterra e financiou estradas, portos, canais. A disponibilidade de capital, associada a um sistema bancário eficiente, com mais de quatrocentos bancos em 1790, explica a baixa taxa de juros; isto é, havia dinheiro barato para os empresários.
Depois de capital, recursos naturais e merca­do, vamos ao quarto elemento essencial à industrialização, a transformação na estrutura agrária após a Revolução Inglesa. Com a gentry no poder, dispararam os cercamentos, autorizados pelo Parlamento. A divisão das terras coletivas beneficiou os grandes proprietários. As terras dos camponeses, os yeomen, foram reunidas num só lugar e eram tão poucas que não lhes garantiam a sobrevivência: eles se transforma­ram em proletários rurais; deixaram de ser ao mesmo tempo agricultores e artesãos.
Duas conseqüências se destacam: 1) diminuiu a oferta de trabalhadores na indústria doméstica rural, no momento em que ganhava impulso 0 mercado, tornando-se indispensável adotar nova forma de produção capaz de satisfazê-lo; 2) a proletarização abriu espaço para o investimento de capital na agricultura, do que resultaram a especialização da produção, o avanço técnico e o crescimento da produtividade.
A população cresceu, o mercado consumidor também; e sobrou mão-de-obra para os centros industriais.

2694- Drogas:A Erva dos Assassinos


Pode-se dizer que as plantas do grupo Cannabis, onde se destaca a maconha, o haxixe e o cânhamo- têm uma tradição secular: Elas são mencionadas nos mais antigos textos sagrados hindus, como ervas mágicas, capazes de afastar o perigo de catástrofes e a ira do inimigo. Não faltam crenças semelhantes na descrição de diversos rituais primitivos. No início do século 11 AC surgiu uma seita que a cannabis era o símbolo divino. Mas quando não se ocupavam com o espírito, refugiados numa fortaleza entre o Mar Cáspio e o planalto Persa, os participantes assaltavam caravanas de mercadores, estes chamavam os bandidos de fumadores de haxixe.
___LSD – Em 1943, um respeitado químico suíço achou que havia enlouquecido ao sintetizar substâncias derivadas do ácido lisérgico. Ele só queria encontrar um remédio para a esquizofrenia e acabou tendo alucinações de toda a espécie. 20 anos mais tarde o LSD conquistaria os jovens do mundo todo. Nos anos 60, enquanto pela primeira vez a TV mostrava imagens da guerra do Vietnã , a juventude protestava contra a violência , num movimento cujo ponto alto foi o histórico festival Woodstock. Em nenhum ponto do planeta havia muita tranqüilidade, não era a toa que as drogas da época eram maconha e heroína, para apagar da mente os problemas. O LSD celebrou uma nova religião cujas palavras chave eram paz eram paz e amor.

2693-Hubble de olho no Buraco Negro


Os buracos negros são objetos cósmicos tão densos que a partir de certa distância nada escapa de sua gravidade, nem mesmo a luz. São portanto invisíveis, mas podem ser denunciados por sua própria força. É o que se vê no coração da galáxia gigante M87, onde o telescópio Hubble flagrou um foco de gás e poeira que parece conter a incrível massa de 2,6 bilhões de Sóis. As imagens tem sabor histórico, já que desde 1978 a galáxia se tornou uma das primeiras evidências de que os buracos negros realmente existem. Um dos sinais disso é o imenso jato de matéria que espirra do núcleo da galáxia.

Astrônomos estão agitados. Não existe o planeta supostamente encontrado em torno do pulsar PSR 1829-10, situado na constelação de Sagitário, a 30 mil anos luz da Terra. A notícia havia causado impacto porque pulsares são estrelas superdensas, formadas depois que um astro comum implode no final de seu ciclo vital e era difícil de imaginar que um planeta sobreviveria em ambiente tão hostil. Os cálculos foram refeitos e constatou-se que o vai e vem refletia a mudança de posição da própria Terra ao passar de um lado para outro do Sol, no decorrer do ano. Mas novos astros estão sendo estudados.

Por que os astronautas perdem cálcio?
Por causa da ausência de gravidade. E exercício nesse caso, não servem para nada. Na Terra, ao atuar sobre os seres vivos, a força de gravidade gera cargas elétricas que estimulam as células formadoras dos ossos, os osteosblastos, que permitem a fixação do cálcio. Quando não há gravidade, o cálcio que deveria ficar no ossos vai para o sangue e é filtrado pelo rim. Uma parte pode ficar no próprio órgão, formando os cálculos renais. Mas após o retorno á Terra, há recuperação gradual do cálcio

2692 -Elisabeth Taylor – Carreira e Morte aos 79 Anos


Liz Taylor em Cleópatra

A beleza fora do normal de Elizabeth Taylor, que na tela resultava numa imagem ideal, cumpria umas das características desse cinema clássico de astros e estrelas.
Ao mesmo tempo, bem diferente das musas típicas como Greta Garbo ou Bette Davis, o corpo de Taylor era sempre uma questão nos filmes, fazendo uma perturbadora dialética com o rosto, ou seja, entre a imagem sacra e “iluminada” da face e o corpo em sua materialidade mundana, que tinha muito mais a ver com o cinema físico mais moderno que começava a surgir na Hollywood dos anos 50. Um mito levado à situação de risco. Um risco que consolidou seu mito, sua imagem eterna.
Mas é “Cleópatra” (1963), de Joseph L. Mankiewicz, quem dá conta de Liz Taylor. Obra-prima injustiçada, inclusive pela própria Liz Taylor, foi aqui que ela conheceu Burton (traindo abertamente o então marido, Eddie Fisher, que ela roubara de Debbie Reynolds anos antes).
Foi aqui, também, o cenário das recorrentes doenças que Taylor tivera por toda a vida, dos atrasos, dos percalços de produção, do maior salário que uma atriz recebera até então (US$ 1 milhão). Uma típica superprodução, mas portadora de um conteúdo diferenciado, quase “avant garde” para os padrões.
Taylor faz esse duplo papel de musa e mundana do cinema, num falso épico cuja estrela carrega uma carga erótica um tanto perigosa para o cinema comercial, sobretudo numa produção quer custou cerca de US$ 44 milhões.
Uma das maiores estrelas da história do cinema, Taylor foi diagnosticada em 2004 com a doença que a vitimou.
A insuficiência cardíaca congestiva é uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Vencedora de dois Oscar, Elizabeth Taylor foi uma menina-prodígio.
Nascida em Londres, em 1932, filha de um marchand e de uma atriz, ela estreou aos nove anos em “There’s One Born Every Minute”, de 1942.
No ano seguinte, foi a protagonista de “Lassie – A Força do Coração”; o filme rendeu a sequência “A Coragem de Lassie” em 1946. E, assim, a atriz nunca mais parou.
Aos 24 anos, ao dividir a cena com Rock Hudson e James Dean em ”Assim Caminha a Humanidade”, tornou-se a primeira atriz a receber um cachê de mais de um US$ 1 milhão.
QUATRO FILHOS E SETE MARIDOS
A morte foi anunciada pela rede ABC e confirmada por Michael Wilding, filho da atriz, e pelo assessor dela.
O assessor de Taylor declarou que a estrela morreu “cercada por seus filhos: Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton”. Taylor tinha ainda dez netos e quatro bisnetos. Ela foi casada oito vezes, duas com o também ator Richard Burton.
A atriz se casou pela primeira vez em 1950, aos 18 anos, com o playboy Nicky Hilton. O matrimônio durou 203 dias e terminou com agressões físicas e verbais, depois de uma lua de mel de três meses na Europa.
Dois anos depois, Taylor casou com o ídolo britânico Michael Wilding, 19 anos mais velho. Eles tiveram dois filhos, Michael Jr. e Christopher.
Em 1954, Taylor, já uma estrela, trabalhou nos filmes “Rhapsody” (1954), “Beau Brummell” (1954), “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Elephant Walk” (1954).
Em seguida, ela contracenou com James Dean no filme “Assim Caminha a Humanidade” (1956). Dean morreu em um acidente de carro em 1955, antes da estreia do filme.
Apesar de a atriz ter afirmado que Wilding representou estabilidade para sua vida, ela pediu o divórcio em 1956.
Poucos dias depois da separação, o produtor Michael Todd, 49, a propôs em casamento e se tornou seu terceiro marido. Ele foi o primeiro grande amor da estrela. O casal teve uma filha, Elizabeth Frances, em agosto de 1957, mas sete meses depois Todd morreu em um acidente de avião, no qual Taylor não embarcou devido a uma gripe.
Arrasada, Taylor foi acompanhada no funeral de Todd pelo melhor amigo do produtor, o cantor Eddie Fisher, cuja esposa Debbie Reynolds permaneceu na Califórnia para cuidar dos filhos da colega.
De viúva de luto a destruidora de lares, Taylor roubou Fisher de Reynolds em um relacionamento que escandalizou a América puritana. Eles casaram em 1959, mas a revolta do público quase matou a ascendente carreira de Elizabeth Taylor. Ela havia acabado de filmar o clássico “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), com Paul Newman.
Ela conseguiu superar os problemas e participou de “De Repente no Último Verão” em 1959 com Katharine Hepburn e Montgomery Clift.
No ano seguinte, ela recebeu o primeiro Oscar de melhor atriz pelo papel de garota de programa em “Disque Butterfield 8”. A lenda diz que Taylor odiou o resultado do filme.
Em 1960, Taylor se torna a atriz mais bem paga da época ao assinar o contrato com a 20th Century Fox para interpretar Cleópatra no filme que seria lançado três anos mais tarde. Com o épico, ela foi a primeira atriz a receber o cachê de US$ 1 milhão por um filme.
A atriz se casou pela primeira vez em 1950, aos 18 anos, com o playboy Nicky Hilton. O matrimônio durou 203 dias e terminou com agressões físicas e verbais, depois de uma lua de mel de três meses na Europa.
Dois anos depois, Taylor casou com o ídolo britânico Michael Wilding, 19 anos mais velho. Eles tiveram dois filhos, Michael Jr. e Christopher.
Em 1954, Taylor, já uma estrela, trabalhou nos filmes “Rhapsody” (1954), “Beau Brummell” (1954), “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Elephant Walk” (1954).
Em seguida, ela contracenou com James Dean no filme “Assim Caminha a Humanidade” (1956). Dean morreu em um acidente de carro em 1955, antes da estreia do filme.
Apesar de a atriz ter afirmado que Wilding representou estabilidade para sua vida, ela pediu o divórcio em 1956.
Poucos dias depois da separação, o produtor Michael Todd, 49, a propôs em casamento e se tornou seu terceiro marido. Ele foi o primeiro grande amor da estrela. O casal teve uma filha, Elizabeth Frances, em agosto de 1957, mas sete meses depois Todd morreu em um acidente de avião, no qual Taylor não embarcou devido a uma gripe.
Arrasada, Taylor foi acompanhada no funeral de Todd pelo melhor amigo do produtor, o cantor Eddie Fisher, cuja esposa Debbie Reynolds permaneceu na Califórnia para cuidar dos filhos da colega.
De viúva de luto a destruidora de lares, Taylor roubou Fisher de Reynolds em um relacionamento que escandalizou a América puritana. Eles casaram em 1959, mas a revolta do público quase matou a ascendente carreira de Elizabeth Taylor. Ela havia acabado de filmar o clássico “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), com Paul Newman.
Ela conseguiu superar os problemas e participou de “De Repente no Último Verão” em 1959 com Katharine Hepburn e Montgomery Clift.
No ano seguinte, ela recebeu o primeiro Oscar de melhor atriz pelo papel de garota de programa em “Disque Butterfield 8”. A lenda diz que Taylor odiou o resultado do filme.
Em 1960, Taylor se torna a atriz mais bem paga da época ao assinar o contrato com a 20th Century Fox para interpretar Cleópatra no filme que seria lançado três anos mais tarde. Com o épico, ela foi a primeira atriz a receber o cachê de US$ 1 milhão por um filme.
Ela e Burton se divorciaram em 1974, mas casaram outra vez em 1975 para se separarem definitivamente em 1976. Enquanto ainda era casada com Burton, Taylor inicia um caso com o embaixador iraniano nos EUA, Ardeshir Zahedi.
Após o divórcio, ela se casou ainda com John Warner e Larry Fortensky, seu último marido, de quem se divorciou em 1996.
Taylor também ficou conhecida por sua amizade com o polêmico Michael Jackson e por seus trabalhos para ajudar infectados pelo vírus HIV. Em 2009, ela esteve no funeral do cantor.
Em 1980, a atriz foi internada para tratar dependência de álcool. Dois anos depois, estreia nos palcos da Broadway, no espetáculo “The Little Foxes”.
A saúde da atriz era motivo de preocupação há algum tempo. Em 1997, ela retirou um tumor do cérebro. Em 2002, passou por um tratamento contra câncer de pele.
Ela foi diagnosticada em 2004 com Insuficiência Cardíaca Congestiva, uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica