2691- O Elefante Marinho


Peso pesado na areia

Os machos da espécie viajam quase 5 mil km para ter a chance de arrumar uma parceira. É que as fêmeas preferem os bichos grandões. 90% dos machos são magros demais e por isso todos tentam engordare passam meses longe de casa procurando comida. Muitos morrem porque são presas do tubarão-branco, por isso, enquanto as fêmeas vivem de 18 a 20 anos, os machos não duram mais do que 14.Os pesquisadores chegaram a esses dados através de transmissores que rastrearam os animais por 4 anos.
Os elefantes-marinhos são grandes mamíferos: a fêmea atinge 3,50 metros e o macho até 6,5 metros, pesando até 4 toneladas. A cabeça é grande, com olhos grandes e salientes e arcadas superciliares com pêlos rígidos. Nos machos, o nariz alonga-se numa espécie de tromba, que originou o nome popular da espécie. Os membros anteriores, apesar de robustos, não proporcionam bom rendimento em terra; os posteriores, muito fortes, com cinco dedos e fendidos ao meio, formam uma espécie de remo cada um.
Os elefantes-marinhos passam cerca de 80% das suas vidas a nadar nos oceanos, podem estar até 80 minutos sem respirar e mergulhar até aos 1700 metros de profundidade.
A época de reprodução dura apenas cerca de um mês no Verão do hemisfério onde vivem. Neste período as fêmeas concentram-se em colónias numerosas localizadas e praias e separadas por haréns controlados por um macho dominante. A fêmea dá à luz uma cria, que amamenta apenas durante este período sem nunca se afastar para se alimentar. Ao fim deste tempo, já fecundada de novo, a fêmea regressa ao mar abandonando o harém e as crias. Cada macho dominante tem que lutar contra invasões de vizinhos e tentativas de usurpação, ao mesmo tempo que tenta cobrir o maior número possível de fêmeas no seu território. O stress da época de reprodução é tão grande para os machos que muitos deles morrem de exaustão no fim da estação. A esperança de vida média das fêmeas, que atingem a maturidade sexual aos 3-4 anos, é de cerca de 20 anos. Os machos só adquirem o estatuto de macho dominante por volta dos 8 e raramente vivem além dos 10-11 anos.
Os elefantes-marinhos foram caçados em abundância pela sua pele, gordura e óleos e estiveram à beira da extinção no século XIX. Actualmente estão fora de perigo e a sua caça é proibida.

2690- Música – Breve História da MPB


1930 a 1940 – O samba evoluiu, a valsa e o choro permaneceram. A marchinha era um registro satírico dos acontecimentos da época e se proliferaram as escolas de samba a partir da Deixa Falar, fundada em 1929. Os 3 nomes de destaque da época foram: Noel Rosa, Ari Barroso e Lamartini Babo e no nordeste surgia o baião e o xaxado.
Bossa Nova – 1958 a 1964 – Eliseth Cardoso com Canção do Amor de Mais (1958) cantava músicas de Antônio Carlos Jobim e Vinícios de Moraes onde também participou o violonista João Gilberto, cujo estilo passou a se chamar bossa nova. O rock chegou ao Brasil através de versões, cuja a 1ª grande estrela foi a já falecida Celly Campelo que junto com Carlos Gonzaga fez grande sucesso com os jovens da época.
1960 a 1980 – Há muito tempo, a TV influencia no gosto musical, foi assim nos anos 60 com o Iê-Iê-Iê e a jovem guarda, os festivais da canção popular promovidos pelas TVs Excelcior e Record e daí surgiram alguns nomes de destaque: Paulinho da Vilola, Martinho da Vila, Roberto, Erasmo, Wanderléa, Ronie Von, Renato e Seus Blue Caps, Elis Regina (1945-1982), Jair Rodrigues, Gilberto Gil, Tom Zé, Milton Nascimento, Gal Costa, Os Mutantes, Rita Lee, Novos Baianos, Baby Consuelo, Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra, Elza Soares, Caetano Veloso, Nara Leão.
Compositores nordestinos e de outras regiões migraram para o eixo Rio-São Paulo, trazendo a cultura regional com sanfonas, violas, cavaquinhos e tamborins. EXs: Sandra (de) Sá, Zé Rodrix (Ai, preguinho…!), Raul Seixas, Secos e Molhados, com Nei Mato Grosso; Moraes Moreira (do Pombo Correio), A Cor do Som (se é que ela tem), Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Adoniram Barbosa (que mora no Jacanã), Gonzaguinha, Marina, Ângela Rorô, Fátima Guedes, Zizi Possi, Joana (Maria de Fátima Gomes Nogueira), Jorge Benjor, Kleiton e Cledir, Biafra (o leão ferido), Tim Maia e Roupa Nova; Azimute com “Linha do Horizonte” e Robson Jorge e Lincon Olivetti com Aleluia (1980).
Nos anos 80 houve um grande protecionismo cultural e que se acentuou na atualidade e invadiu as rádios e TVs. Com duplas sertanejas, grupos de pagode, e axé, a MPB clássica ficou direcionada para a elite.
Nomes de destaque da MPB na década de 1980 – Grupo Painel de Controle, Tetê Espínula com sua voz estridente, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Djavan (Caetano Viana), Guilherme Arantes, Alceu Valença, Lulu Santos (Luís Maurício), Beto Guedes, Vinícios Cantuária, Leo Jaime, Blitz de Evandro Mesquita (Ok, voçê venceu, batata frita!) Rádio Taxi, Paralamas, Kid Abelha (tirando a bermuda), Lobão (sem os 3 porquinhos), Ultraje a Rigor, Titãs, Legião Urbana, Renato Russo e Capital Inicial, entre outros. Na década de 1980, surgiram muitos conjuntos de rock nacional. Já na década de 1990 e 2000, surgiu o pseudo-funk nacional, pobre e com apologias a crimes, nada tendo a ver com o Classic Funk Groove dos EUA.

2689- Mega Stars – Donna Summer, a eterna rainha da Disco Music


Donna Summer, a eterna rainha da Discoteca atravessou 3 décadas e sobreviveu à morte da Disco Music
Por trás do sucesso de Donna Summer nos anos 70, estava o tecladista e arranjador Giorgio Moroder

Concorrrentes ela teve várias e de peso: Glória Gaynor, Thelma Houston, Cheryl Lynn, Chakakan, mas nenhuma superou Donna Summer.
Donna Summer, nascida LaDonna Adrian Gaines, (Boston, 31 de dezembro de 1948) é uma cantora pop norte-americana mais conhecida por suas gravações em estilo disco dos anos 70, que deram a ela o título de Rainha da Disco. Com 32 anos de carreira, estima-se que tenha vendido mais de 105 milhões de cópias de seus discos.
Summer foi um caso raro na cena disco’, pois sua carreira iniciou-se antes da “explosão” daquele estilo, e continuou após aquela fase. Apesar de ela ser uma das mais conhecidas artistas da “Era Disco'”, seu repertório incluiu diversos gêneros, incluindo “rhythm’n blues” e rock, tendo ganho prêmios “Grammy” nestas categorias. Seu trabalho ainda é aplaudido pela crítica e ela permanece como uma das poucas artistas da Era Disco’ ainda aceitas pela crítica atual.
Summer começou cantando no coral da igreja que freqüentava. Mais tarde juntou-se a um grupo de rock chamado The Crow. Poucos meses antes de concluir o ensino médio, Summer deixou o curso e se juntou à produção alemã do musical Hair. Posteriormente mudou-se para a Europa, participando de vários musicais.
Após mudar-se para Munique, Alemanha, Summer casou-se com Helmut Sommer (“Summer” é uma anglicização do nome “Sommer”) e trabalhou em vários musicais e teatros. Em 1971, lançou a música “Sally Go ‘Round the Roses”, seu primeiro trabalho solo, sem sucesso. Após conhecer Giorgio Moroder e Pete Bellotte, lançou seu primeiro LP, Lady of the Night em 1975, com algum sucesso na Europa. Sua música Love to Love You Baby foi um grande “hit” no continente. A gravadora Casablanca Records começou a distribuir o álbum nos EUA, tornando-a uma sensação por lá também. Em seguida surgiu uma versão de 17 minutos de Love to Love You Baby aclamada pela crítica, e que estabeleceu um padrão hoje conhecido por “extended mix”: versões extensas voltadas para pistas de dança.
Continuando a trabalhar com Moroder and Bellotte, surgiu o disco Love Trilogy em 1976 e, no mesmo ano, o álbum conceitual Seasons of Love. O trabalho seguinte, I Remember Yesterday (de 1977) incluía o sucesso “I Feel Love”, a primeira música de sucesso com acompanhamento inteiramente feito por sintetizador. Esta música, de enorme sucesso, influenciou o desenvolvimento da “disco’ music” e do techno, graças às inovações introduzidas por Moroder.
Once Upon a Time foi lançada pouco depois de I Remember Yesterday; foi novamente uma produção conceitual, tendo como tema o conto de fadas Cinderela. Depois de atuar (e ganhar um Grammy pela trilha sonora) na comédia Thank God It’s Friday (“Ainda bem que é sexta-feira”), Summer lançou um álbum ao vivo, Live and More com outro enorme sucesso: MacArthur Park. Seu talento como compositora apareceu em Bad Girls (1979), e também em “Hot Stuff”, ganhadora de outro Grammy. A música On the Radio, também de 1979, chegou a n-o 1 nas paradas americanas. Neste ano, gravou também um dueto com Barbra Streisand na música Enough is Enough.
Summer então decidiu deixar a gravadora Casablanca e assinar com a Geffen Records. Seu primeiro álbum pela Geffen foi The Wanderer, de 1980, que incluía influências do R&B e do rock. O álbum seguinte, I’m a Rainbow, só foi lançado em 1996 pois a Geffen não acreditava que fosse bom. Ao invés disso, a Geffen fez com que Donna Summer deixasse Moroder e Bellotte, seus compositores de longa data, e tivesse como produtor Quincy Jones, no álbum seguinte, “Donna Summer”, o qual teve os sucessos “Love is in Control (Finger on the Trigger)” e “Woman in Me”. Teve ainda a música de Vangelis chamada “State of Independence” com estilo New Age.
Summer continuou o trabalho com a Geffen, lançando em seguida She Works Hard For the Money. Sua carreira começou a declinar nos anos 80, até que em 1989, com a colaboração de Stock Aitken Waterman no disco “Another Place and Time”, surgiu o hit “This Time I Know It’s For Real”.
Nos anos 90, Summer continuou a trabalhar e a produzir vários sucessos dançantes, como “Melody Of Love” e uma versão de “Con Te Partirò”, de Andrea Bocelli, chamada “I Will Go With You”. Vários remixes de músicas suas têm sido lançados, assim como compilações.

Já esteve 2 vezes no Brasil em turnê, uma delas em 1995, se apresentou no Olímpia em SP